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quarta-feira, 27 de março de 2013

DE BRASÍLIA PARA CINGAPURA - PARTE 3

Os assentos no trecho Barcelona-Cingapura continuavam os mesmos desde o início da viagem, em Guarulhos. Desta vez, ao meu lado tinha um jovem e sua mãe. Ao lado de Ric, ninguém. Assim que a porta se fechou, com o encerramento do embarque, mudei de lugar. Ric ficou na janela e eu no corredor, sem ninguém na cadeira do meio. Ficamos com espaço para movimentar o corpo e com mais conforto para tentar dormir durante as doze horas de voo até Cingapura. A tripulação mudou, mas a aparência das comissárias era a mesma do trecho anterior. O uniforme também era o mesmo, mas em cor azul no lugar do vermelho e nos pés, elas tinham sapatos ao invés de sandálias. Os comissários, em número menor, usavam ternos. Homens e mulheres eram todos magérrimos. Quase perguntei o segredo para eles. No quesito limpeza da aeronave, a preocupação era a mesma. Durante o voo, limparam diversas vezes o banheiro. Quanto às refeições, serviram um aperitivo logo após a decolagem, o que aconteceu no horário, e um almoço por volta das 10 horas, horário espanhol. Eu não tinha a menor fome, recusando a refeição. A comissária ainda tentou me oferecer a sobremesa, que desta vez era um sorvete tipo Cornetto, mas não conseguia comer. Só fui colocar um alimento na boca com nove horas de voo, quando passaram o lanche. Escolhi um sanduíche de pão de forma recheado com presunto serrano e tomate fresco. Dormi menos do que no trecho anterior, bebi muito mais líquido, o que me fez ir diversas vezes ao banheiro. Como em toda viagem de avião de longa duração, fui ficando irritado com a falta de espaço para me deitar, a barriga inchou e uma incômoda dor na coluna apareceu. Tomei um Dorflex par amenizar as dores. Não consegui nem ouvir música. Fechava o olho e pensava que dormia, mas quando o abria, notava que tinham passados meros quinze minutos. Quase não houve turbulência. Quando faltavam pouco menos do que duas horas para chegarmos ao destino final, serviram o café da manhã. Como eu não havia almoçado, escolhi a opção de frango frito com noodles e vegetais. Um verdeiro almoço nas alturas, perto de três horas da madrugada. Pousamos em Cingapura no horário previsto, às 04:50 horas. O Aeroporto Changi é enorme e muito bonito. Com corredores espaçosos e muito banco para as pessoas se sentarem ao longo do caminho. Os banheiros são impecáveis de limpos e cheirosos. Nem acreditamos quando vimos o espaço para a imigração: amplo, lindo e limpíssimo. Não havia fila. Fomos atendidos separados e bem distantes um do outro. Fiquei observando Ric para ver como ele se sairia sem entender o inglês que o funcionário o abordaria. Enquanto ele nada falou, pois logo o atendente percebeu que ele não falava inglês, o que me atendeu, conversou bastante comigo, querendo saber sobre o Brasil e seu futebol, além de fazer as perguntas triviais para um turista estrangeiro. Assim que passamos pela imigração, nos dirigimos para o setor de entrega de bagagens, onde nossas malas já rodavam na esteira. Elas estavam geladas. Era hora de passar no controle alfandegário. Todas as malas tiveram que passar pelo raio X. Fui o primeiro. O funcionário me perguntou se eu levava uma pequena faca na mala. Respondi que era um canivete suíço. Fui liberado sem precisar abrir nada. Em seguida, foi a vez de Ric, que também foi perguntado se tinha um cinto de ferro dentro de sua bagagem. Ele não se contentou com a resposta positiva, pedindo para abrir a mala. Ric se enrolou no segredo do cadeado. Eu o ajudei. Ao abrir a mala, a fantasia que ele usa para dublar Ney Matogrosso foi a primeira coisa que o funcionário viu, assim como os adereços de penas e pedras. Ele ficou com cara de espantado, viu o cinto e mandou fechar a bagagem, ficando com uma expressão no rosto digna de uma foto. Saímos rindo, passamos no guichê de câmbio, onde trocamos alguns dólares. Segundo o e-mail de confirmação da reserva de nosso hotel, o Marina Bay Sands Hotel, havia um transporte gratuito de qualquer dos três terminais do aeroporto (estávamos no Terminal 3) para o hotel, bastando apresentar o e-mail de confirmação da reserva. Perguntei na casa de câmbio, mas não souberam responder, apontando para o balcão de informações do aeroporto, localizado um pouco mais à direita de onde estávamos. Lá descobrimos que o serviço do hotel não mais existia. Tínhamos que pegar um táxi. A moça disse o valor aproximado da corrida, cerca de 25 dólares de Cingapura (SGD), e nos mostrou onde pegar um táxi. Fomos para a saída, onde havia uma estrutura enorme, destas tipo papa-fila, em frente à porta de saída do aeroporto onde ficava o ponto de táxi. Ainda bem que chegamos em horário de pouco movimento. Somente uma pessoa estava à nossa frente. Ao sair, um bafo quente e úmido nos deu uma mostra de como seria o clima durante nossas férias pelo Sudeste Asiático. Não havia táxi, mas logo dois apareceram. O primeiro foi para o senhor que era o primeiro da fila. Pegamos o táxi amarelo, com direção inglesa. As duas malas, mesmo enormes, couberam no porta malas do carro. Disse para o motorista a nossa direção. Não trocamos mais nenhuma palavra até chegarmos ao hotel, quando paguei a corrida e ele perguntou seu eu precisava de recibo. Total da corrida: 24,90 SGD. Eram 06:15 horas da quarta-feira, dia 27 de março, horário local, onze horas a mais do que no Brasil, quando estávamos fazendo o check in no hotel. Depois de pouco mais do que trinta e três horas de nossa saída de casa, estávamos no hotel em Cingapura. Fomos os primeiros a chegar. Nosso quarto fica no 47º andar, com um belíssima vista para a Marina Bay, um lugar muito bonito, que faz parte do complexo do hotel, com um elegante shopping, museus e jardins. O quarto é enorme. A primeira coisa que fiz foi tomar um demorado banho quente, relaxante. Esperamos os amigos chegarem para, juntos, tomarmos nosso primeiro café da manhã das férias na Ásia.

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férias

DE BRASÍLIA PARA CINGAPURA - PARTE 2

Para acessar o meu assento no voo da Singapore Airlines, 41G, tive que passar pela classe executiva. Estava com muito lugar vazio. Perguntei a uma das comissárias e ela me disse que não estava lotado. Não entendi porque disseram que não havia disponibilidade de assentos para milhas na noite anterior, se havia tanto lugar. A companhia prefere voar com os assentos vazios do que permitir a emissão de bilhetes com milhas. Fica a pergunta: para que fazer parte de uma aliança global se não faz como as outras companhias da mesma aliança? A classe econômica estava bem cheia. A maioria era de passageiros brasileiros que desceriam em Barcelona, escala necessária para seguir viagem para Cingapura. A configuração da aeronave para a classe econômica é de três poltronas numa lateral, três no meio e três na outra lateral. Eu estava na poltrona do corredor da parte central, enquanto Ric ficou no corredor da parte esquerda do avião para quem caminha para seu fundo. Alguns amigos me disseram que a Singapore Airlines tinha uma classe econômica ótima, quase uma executiva. Claro que duvidei. E eu estava certo. O conforte da classe econômica é o mesmo em todas as companhias aéreas. São espaços mínimos, parecendo cubículos, onde não importam com a duração da viagem. Se quiser conforto e espaço, pague mais do que o dobro e viaje de executiva! Quando cheguei no meu assento, fiquei preocupado em viajar ao lado de uma criança de quatro anos de idade, pois a experiência pode ser ótima, como pode ser péssima. Logo perguntei para a mãe, que ficou na outra ponta da fila, se iriam até Cingapura. Elas eram colombianas que moravam em Barcelona, cidade onde desceriam. A menina coloria um livro de desenhos e não tinha cara de boa amiga. Problemas à vista, pensei, mas estava muito enganado. A garotinha não deu trabalho, coloriu por um bom tempo, depois brincou no iPad da mãe e dormiu a maior parte do voo. Ao sentar, notei que a distância entre as fileiras era um pouco maior do que a de outras companhias, o que fez uma enorme diferença, pois não me senti apertado em momento algum da viagem, diferentemente do que tinha acontecido quando viajei de Emirates no moderno Airbus A-380. As comissárias da Singapore trajavam um vestido longo, tinham o mesmo penteado, eram todas magérrimas, tinham maquiagem bem igual, o que as tornavam mais parecidas umas com as outras do que já achamos do povo oriental. O uniforme era em tom avermelhado, com grafismos próprios da cultura oriental. Nos pés, todas estavam de sandálias, com unhas impecavelmente pintadas. Os poucos comissários usavam terno como uniforme. Um fato que me impressionou foi a preocupação com a limpeza da aeronave. Eles passavam de hora em hora recolhendo papeis de bala, jornais já lidos, copos usados e plásticos descartados. O banheiro sempre estava limpo, mesmo com alguns que o usavam insistindo em não dar descarga, hábito que me parece comum no Oriente. Comida também foi o que não faltou. Logo após a decolagem, serviram bebida e um pacotinho de amendoim (maior e melhor do que o servido pela TAM no trecho Brasília-Guarulhos). Com duas horas de voo, foi a vez de serviram uma refeição quente, com uma salada de atum defumado como entrada, pão, manteiga, geleia, cream cheese, duas opções de prato (frango frito ou carne bovina), bebidas, incluindo vinho tinto e vinho branco, ambos australianos, e um Eskibon de sobremesa. Escolhi o frango frito que veio acompanhado de macarrão de arroz. Estava bem saboroso. Para passar o tempo, procurei as opções de entretenimento no monitor individual em minha frente. Eram 253 opções de filmes, mas nenhum com legendas em português. Da seção de lançamentos recentes, estavam quase todos os concorrentes ao Oscar 2013, incluindo Argo, o vencedor. Chequei as opções de programas de televisão, mas me detive nos canais musicais, ouvindo a programação de música pop de língua inglesa. Dormi um pouco, mas o sono era bem leve, acordando a qualquer movimento ao meu lado, ou em períodos curtos de turbulência. Quando cansei das músicas do avião, passei a ouvir o playlist do meu iPhone. Com sete horas de voo, foi a vez de passarem um lanche, onde tinha desde maçã, até saco de batata frita. Não quis nada. Água e suco de laranja eram servidos de hora em hora. Percebi que muita gente fica em pé após a metade do voo. Em sua maioria, brasileiros. Não só ficavam em pé, como encostavam na cadeira dos outros para se apoiar. Atrapalham quem está sentado e incomodam quem tenta dormir. Faltando duas horas para pousar em Barcelona, serviram o café da manhã, novamente bem farto e com duas opções de prato quente. Preferi o omelete de queijo, que estava totalmente sem gosto. Com dez horas de voo, pousamos no Aeroporto de Barcelona. Eram 7 horas da manhã de terça-feria, 26 de março, horário local, quatro horas a mais do que no Brasil. Era uma escala, mas todos tiveram que sair do avião, levando todos os seus pertences. Desembarcamos. Fazia frio do lado de fora: 13ºC, mas o ar condicionado no aeroporto não exigia blusa. Caminhamos até a parte destinada aos passageiros em trânsito, onde há um controle de passaporte, mas sem ser a imigração espanhola, com nova passagem em máquinas de raio X. Lá, além dos itens que tiveram que ser tirados da minha mochila no Aeroporto de Guarulhos, tive que retirar o iPad da bolsa. Passei sem problemas. Ric teve que parar para ser revistado mais pormenorizadamente, pois o portal apitou quando ele passou. Tinha um iPod no bolso. Teve que tirar a pochete interna de guardar dinheiro e colocar os pés, um de cada vez, em uma máquina. Liberado, nos dirigimos para a funcionária da Singapore Airlines que estava atendendo aos passageiros em trânsito. Ela nos indicou o portão 18D para nosso próximo embarque, o que se daria às 08:50 horas. Tínhamos tempo suficiente para procurarmos um banheiro, comer alguma coisa, caso tivéssemos fome, e esticar as pernas. Pulamos a parte da comida. Há muito tempo não passava pelo Aeroporto de Barcelona, que está moderno, amplo, clean e bem organizado. Desembarcamos e embarcamos novamente no Terminal 1. Aproveitei o tempo livre para achar uma internet gratuita. Achei uma única que nos dava 15 minutos de navegação durante 24 horas, mediante um cadastro rápido. Fiz o cadastro, e aproveitei o tempo curto para checar e-mails e postar fotos no Instagram. Às 08:50 horas chamaram para embarcar. A quantidade de gente em frente ao portão 18D indicava que o voo não estava cheio. Novamente, fila organizada, embarque por setor, garantindo agilidade e rapidez. O trecho Barcelona-Cingapura duraria 12 horas. Uma nova longa viagem pela frente.

turismo

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

DIA LIVRE EM XANGAI


Zhujiajao

Segunda-feira, dia 16 de setembro de 2012. Era nosso último dia em Xangai. No pacote, o dia era livre para fazermos o que bem entendêssemos. Michael, nosso guia, havia sugerido fazer um passeio nos arredores da cidade, visitando uma pequena cidade histórica com mais de 1.700 anos de história. A cidade se chama Zhujiajiao e fica cerca de uma hora e meia de carro do centro de Xangai. O valor individual para seis horas de passeio, incluindo almoço no retorno, era RMB 450 (R$ 146,00 ou U$ 71.40). S preferiu ficar na cidade, explorando locais que não conhecemos, como o Museu de Xangai. Eu, V, D e C aceitamos a oferta de Michael. Às 9 horas da manhã iniciamos nosso passeio. Pouco mais de uma hora depois, chegávamos à Zhujiajao. A van parou perto do centro histórico, onde descemos para fazer todo o percurso a pé e de barco. As casinhas são pintadas de branco com lanternas chinesas, sempre na cor vermelha, enfeitando suas janelas e portais. Em ambos os lados da rua há pequenos quiosques vendendo comida típica da região. O guia disse que não era aconselhável comermos tais alimentos, devido às condições de higiene em que eram feitos. Vimos senhoras idosas, com unhas muito sujas, amassando arroz cozido com carne de porco cortada em cubinhos e alguns temperos para colocar aquela mistura em folhas de uma verdura local, amarrando-as com um barbante, usando a boca como auxílio na hora de arrematar o nó. Depois de amarrado, o salgado era colocado em uma panela com água fervendo, onde ficava cozinhando. O aspecto lembra o de uma pamonha. Também nesta rua, vimos algumas flores de lótus, sem as pétalas, assando em chapas de ferro. O cheiro era bom. Chegamos a uma das 36 pontes sobre os canais que existem no local. Abaixo da ponte havia algumas embarcações de madeira, utilizadas desde tempos remotos para a navegação nestes canais, o que me fez lembrar de Veneza. Michael comprou um passeio de meia hora pelo canal. No barco, apenas um senhor conduzia o leme, utilizando na cabeça aqueles chapéus em formato de cone, muito utilizados pelos trabalhadores em plantações de arroz na China. O barco navegou lentamente pelo canal, possibilitando-nos apreciar a bela paisagem de árvores e casas seculares. O piso térreo destas casas de dois andares foi transformado em restaurantes, lojas de souvenir ou bares ao longo dos canais. Antes de descer do barco, posamos para fotos segurando o leme, como se fôssemos os comandantes. Michael nos levou até uma imponente ponte chamada Dragon Gate Stone, com figuras de dragões e leões cravadas em sua murada. Ali ele nos deixou livres para caminhar pelo labirinto de ruas estreitas que formam o mercado da cidade. Caminhamos até voltar para o canal onde navegamos, atravessando uma bonita ponte de madeira coberta como se fosse uma passarela. Paramos em um bar para tomar uma xícara de café espresso Illy. Seguimos em frente, passando em frente a restaurantes que tinham bacias do lado de fora com alguns animais vivos. Eles fariam parte do menu do almoço daquele dia. Vimos alguns crustáceos, tartarugas e cobras. Fomos para o ponto de encontro, onde Michael já estava. Antes de entrarmos na van para retornar a Xangai, o guia entrou em um supermercado para comprar uma bebida local, que ele chamou de vinho chinês. Parecia uma garrafa de uísque pequena e tinha 35% de álcool. Voltamos para Xangai, indo direto para o almoço. Michael nos disse que experimentaríamos o churrasco da Mongólia. Ficamos todos apreensivos. Chegamos cedo ao restaurante, chamado Mongolian's Barbucue. Havia pouca gente nas mesas. O tal churrasco mongol nem de longe lembra o que nós conhecemos. Em uma cumbuca, o cliente se serve de finíssimas fatias de carne (boi, porco, carneiro e frango), enroladas como se fosse presunto, mistura alguns legumes e verduras cruas, escolhe o molho entre uma dezena de opções e leva a cumbuca cheia para um local fechado com vidro transparente, colocando-a em uma janelinha à direita. Três chineses ficam ao redor de uma enorme chapa de ferro redonda na qual eles despejam o conteúdo da cumbuca. O primeiro chinês joga uma água na mistura, batendo na comida com uma vara de madeira, repassando tal mistura para o segundo chinês, que continua batendo na comida, enquanto a chapa fumega. Em seguida, o terceiro cozinheiro recebe a comida, nesta altura reduzida em 2/3 do seu tamanho original, dá mais algumas batidinhas e em pose para fotografias arremessa de uma só vez a comida na cumbuca que ele segura em sua outra mão na altura de seu peito. É um show. Retira-se a cumbuca em janela à esquerda. O sabor também é digno de nota. Muito bom. No almoço, Michael abriu o vinho chinês, servindo um shot para cada um de nós. Todos bebemos de um só gole. É forte e seu gosto lembra o de um remédio para abrir o apetite. Eu, Michael e D ainda bebemos um segundo shot. Após o almoço, subimos para o segundo andar do prédio, onde há uma loja de fábrica de produtos feitos com cashmere. Uma vendedora nos acompanhou o tempo inteiro, mostrando-nos pashiminas, lenços de seda e cachecol de cashmere. Todos compraram e Michael ganhou da lojista um lenço para presentear a esposa, um mimo pelo fato de nos ter levado às compras. Alguns produtos tinham características de algumas grifes famosas. A vendedora nos disse que algumas delas encomendam cachecol e outros produtos para eles e as que dispensam, ficam na loja para vender, sem a etiqueta da grife, obviamente. Fiquei desconfiado com esta estorinha, pois já tinha lido que as grifes tinham problemas quando encomendavam produtos na China, pois sabiam que eles produziam peças em número maior do que o pedido e os vendiam, alguns com etiquetas falsas, e outros sem as etiquetas, mas facilmente reconhecíveis. Saí da loja com dois cachecóis 100% cashmere, um deles bem ao estilo Chanel. Chegava ao fim nosso pequeno passeio com Michael. Ele nos deixou no hotel. Apenas guardamos as compras, saindo para bater perna pela principal rua de pedestres da cidade, a Nanjing Road, bem perto do nosso hotel. Nela acontece de tudo. Parece a famosa rambla de Barcelona, onde locais e turistas andam de um lado para o outro, parando para ver as performances de artistas de rua, para comprar nas suas muitas lojas de departamento, ou sentando nos bancos para ver Xangai simplesmente passar. Enquanto caminhava, fui abordado por vários chineses que queriam me vender alguma coisa: roupas falsificadas de grifes famosas, calçados, tênis, bolsas, relógios, óculos escuros, massagem, garotas e garotos. Chega a ser chato, mas eles não insistem muito. Na segunda negativa, eles partem para novo potencial cliente. Paramos em uma ótica, onde eu e V compramos óculos escuros. Seguimos na direção do rio, parando na enorme e sempre cheia loja da Apple, onde descobrimos que o início das vendas do iPhone 5 seria no dia 21 de setembro e Hong Kong, uma de nossas próximas paradas, era uma das cidades onde aconteceria a venda do aparelho. Comprei uma lente para colocar no meu iPhone, melhorando a qualidade das fotos de perto. Resolvemos voltar. C, V e D pararam no meio do caminho. Elas foram fazer mais uma massagem nos pés no spa Fairyland. Eu retornei para o hotel. Um jantar em restaurante integrante da lista dos 100 melhores do mundo nos esperava logo mais à noite.

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