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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

DE XANGAI PARA GUILIN

18 de setembro de 2012, terça-feira. Dia de deixar Xangai em direção a nossa quarta parada na China: Guilin. Nosso voo estava marcado para 07:45 horas da manhã. Michael combinou de nos pegar às 6 horas. Assim, às 05:45 horas nós já estávamos com as malas no lobby do hotel, fazendo o check out do consumo extra (eu tinha usado o serviço de lavanderia do hotel). O guia chegou no horário marcado, indo à recepção pegar nosso café da manhã. Ele havia solicitado na noite anterior que o hotel providenciasse uma caixa individual para cada um de nós, incluindo ele e o motorista. Tomamos o café da manhã dentro da van, no caminho para o aeroporto. Nosso voo partia do aeroporto mais central da cidade, diferente do que chegamos em Xangai. Na saída da van, deixamos com Jack, o ex-soldado do exército chinês, admirador de Mao Tsé Tung, um envelope com a gorjeta, RMB 80 por dia (R$ 26,00 ou U$ 12.70). Michael continuou conosco, pois somente ele estava com os códigos de reserva do nosso voo. Fomos para o balcão da China Eastern. O check in demorou um pouco, pois assim que a bagagem foi despachada, o funcionário da empresa ficou aguardando um sinal verde para entregar o cartão de embarque para o passageiro. No meu caso, sinal verde. No entanto, D e V receberam o sinal vermelho, levando-as a um recinto onde tiveram que abrir as malas. C e S também receberam o sinal verde. Todos com os cartões em mãos, era hora de nos despedir de Michael, também dando-lhe o envelope com sua gorjeta, RMB 150 por dia (R$ 49,00 ou U$ 24). O aeroporto é grande. Depois de passar pelo controle do raio X, paramos no Café Espressamente, onde conseguimos beber um ótimo espresso, além de conseguir conexão para a internet via wi-fi. Somente fomos para o portão de embarque quase no horário de entrar no avião. O chamado para o embarque atrasou meia hora. Voo lotado, com serviço de comida quente, com duas opções. Atendimento eficiente e simpático. Ainda houve um atraso de mais meia hora quando já estávamos dentro do avião. Quando decolamos, já passavam das 9 horas da manhã. O voo durou duas horas e vinte minutos. Desembarcamos no Aeroporto de Guilin às 11:30 horas, mas esperamos um longo tempo por nossas malas. Tivemos contato com nosso novo guia, Bruce, somente depois do meio-dia. Todos estávamos bem cansados, pois tínhamos acordado antes da 5 horas da manhã. Quando Bruce se apresentou, percebemos que teríamos grandes dificuldades em entendê-lo, pois seu inglês era muito carregado com o sotaque chinês. Para piorar, ele trocava a letra "R" pela letra "L", um autêntico Cebolinha. Rimos muito nos dias em que ele foi nosso guia, pois o modo com que ele falava era muito engraçado. A primeira impressão de que nada entenderíamos logo passou, pois o meu cérebro rapidamente processou as leituras necessárias com as trocas de letras na fala de Bruce. Por falar no nome por ele adotado, ficamos tentando entender como um pessoa que tem dificuldades para falar a letra "R" escolhe justamente um nome que contém tal letra. Um mistério! Assim que nos reunimos no saguão do desembarque do aeroporto, Bruce nos disse que iríamos direto para nosso passeio do dia, pois o hotel ficava uns quarenta minutos do aeroporto e em direção contrária a Ping'an, no distrito de Longsheng, onde ficavam os Terraços de Arroz de Longji, a principal atração de nosso roteiro para aquele dia. E tal atração ficava cerca de duas horas de carro do aeroporto. Protestamos, pois queríamos ir para o hotel, afirmando que a informação de que seguiríamos direto não estava no programa enviado pela agência de turismo. Bruce ficou sem saber o que fazer, dizendo que iria ligar para a agência. Perguntamos sobre nossa bagagem. Ela seguiria para o hotel em outro carro. Como nossa bagagem de mão não tinha cadeado, preferimos carregá-la conosco. Aceitamos, mesmo sendo contrários, fazer o passeio programado, pois o tempo estava nublado, podendo chover a qualquer momento e subir o caminho para os terraços de arroz não seria uma boa coisa a fazer com chuva. Respiramos fundo, esquecemos o cansaço e fomos para mais um passeio pré-acertado em nosso pacote chinês.

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terça-feira, 25 de setembro de 2012

GASTRONOMIA EM XANGAI, CHINA - MR & MRS BUND



Endereço: Bund 18, 6/F - 18 Zhong Shan Dong Yi Road, Shanghai, China (fica no sexto andar do Hotel The Península) (www.mmbund.com).

Fone: +86 (021) 6323 9898.

Especialidade: culinária francesa, sob o comando do chef Paul Pairet.

Quando fui: jantar do dia 17 de setembro de 2012, segunda-feira. Éramos cinco pessoas com reserva prévia confirmada para uma mesa com vista para o Bund, a região do rio onde estão os arranha-céus da cidade, possibilitando uma bela paisagem, digna de cenário de filme, com os barcos iluminados com lâmpadas de led navegando de um lado para o outro do rio, em harmonia com as luzes coloridas dos edifícios e da Torre Pérola Oriental. Chegamos às 19 horas, permanecendo no restaurante por mais de duas horas.

Serviço: excelente. Reserva feita com dois meses de antecedência, via site do restaurante, com a confirmação enviada por email. Para entrar, necessário tocar a campainha em uma porta, quando uma sorridente hostess nos atendeu, conferindo meu nome na reserva, e nos conduzindo para nossa mesa. Os garçons são jovens, alegres, vestidos de forma informal, prestativos, sabendo tudo sobre o cardápio. Os pratos chegaram à mesa em tempo adequado. Vasilhame bonito. Taças grandes para vinho tinto.

O que bebi: uma garrafa do vinho tinto espanhol, da região de Ribera Del Duero, La Planta 2010 (RMB 530 – R$ 172,00 ou U$ 84), com 13,9% de álcool, elaborado com 100% da casta tempranillo. Duas garrafas de um litro cada uma da água sem gás Evian acompanharam o vinho. Achei o vinho encorpado, próprio para acompanhar o filé que pedi.

O que comi: começamos compartilhando o cesto de pães feitos na casa, torradas, patê de salmão com pimenta rosa e manteiga. O patê foi servido em uma lata e estava divino, tenro, bom para comer com a torrada. Pães macios, bem ao estilo francês. Como prato principal, escolhi um filé chateaubriand rossini (RMB 400 – R$ 130,00 ou U$ 63.50), acompanhado de lascas de trufas negras, em molho de vinho tinto. O filé é servido bem alto, com uma peça de foie gras por cima. Estava macio, ao ponto, como eu havia pedido, e harmonizou muito bem com o foie gras. Como sobremesa, seguimos a dica do garçom, pedindo o prato de maior saída do restaurante,  lemon & lemon tart (RMB 100 – R$ 32,00 ou U$ 16), ou seja, um limão siciliano cristalizado inteiro, devidamente sem a parte interior, recheado com sorbet de limão e coalhada de limão, acompanhado com um biscoito feito com chantilly aromatizado com baunilha polvilhado com uma farinha de castanha. Foi a melhor sobremesa de limão que já comi em minha vida. Sensacional.


filé chateaubriand rossini


lemon & lemon tart

 Valor que paguei como parte da conta: RMB 865 (R$ 276,00 ou U$ 137).

Minha avaliação: * * * * 1/2. .

Gastronomia Xangai, China

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

DIA LIVRE EM XANGAI


Zhujiajao

Segunda-feira, dia 16 de setembro de 2012. Era nosso último dia em Xangai. No pacote, o dia era livre para fazermos o que bem entendêssemos. Michael, nosso guia, havia sugerido fazer um passeio nos arredores da cidade, visitando uma pequena cidade histórica com mais de 1.700 anos de história. A cidade se chama Zhujiajiao e fica cerca de uma hora e meia de carro do centro de Xangai. O valor individual para seis horas de passeio, incluindo almoço no retorno, era RMB 450 (R$ 146,00 ou U$ 71.40). S preferiu ficar na cidade, explorando locais que não conhecemos, como o Museu de Xangai. Eu, V, D e C aceitamos a oferta de Michael. Às 9 horas da manhã iniciamos nosso passeio. Pouco mais de uma hora depois, chegávamos à Zhujiajao. A van parou perto do centro histórico, onde descemos para fazer todo o percurso a pé e de barco. As casinhas são pintadas de branco com lanternas chinesas, sempre na cor vermelha, enfeitando suas janelas e portais. Em ambos os lados da rua há pequenos quiosques vendendo comida típica da região. O guia disse que não era aconselhável comermos tais alimentos, devido às condições de higiene em que eram feitos. Vimos senhoras idosas, com unhas muito sujas, amassando arroz cozido com carne de porco cortada em cubinhos e alguns temperos para colocar aquela mistura em folhas de uma verdura local, amarrando-as com um barbante, usando a boca como auxílio na hora de arrematar o nó. Depois de amarrado, o salgado era colocado em uma panela com água fervendo, onde ficava cozinhando. O aspecto lembra o de uma pamonha. Também nesta rua, vimos algumas flores de lótus, sem as pétalas, assando em chapas de ferro. O cheiro era bom. Chegamos a uma das 36 pontes sobre os canais que existem no local. Abaixo da ponte havia algumas embarcações de madeira, utilizadas desde tempos remotos para a navegação nestes canais, o que me fez lembrar de Veneza. Michael comprou um passeio de meia hora pelo canal. No barco, apenas um senhor conduzia o leme, utilizando na cabeça aqueles chapéus em formato de cone, muito utilizados pelos trabalhadores em plantações de arroz na China. O barco navegou lentamente pelo canal, possibilitando-nos apreciar a bela paisagem de árvores e casas seculares. O piso térreo destas casas de dois andares foi transformado em restaurantes, lojas de souvenir ou bares ao longo dos canais. Antes de descer do barco, posamos para fotos segurando o leme, como se fôssemos os comandantes. Michael nos levou até uma imponente ponte chamada Dragon Gate Stone, com figuras de dragões e leões cravadas em sua murada. Ali ele nos deixou livres para caminhar pelo labirinto de ruas estreitas que formam o mercado da cidade. Caminhamos até voltar para o canal onde navegamos, atravessando uma bonita ponte de madeira coberta como se fosse uma passarela. Paramos em um bar para tomar uma xícara de café espresso Illy. Seguimos em frente, passando em frente a restaurantes que tinham bacias do lado de fora com alguns animais vivos. Eles fariam parte do menu do almoço daquele dia. Vimos alguns crustáceos, tartarugas e cobras. Fomos para o ponto de encontro, onde Michael já estava. Antes de entrarmos na van para retornar a Xangai, o guia entrou em um supermercado para comprar uma bebida local, que ele chamou de vinho chinês. Parecia uma garrafa de uísque pequena e tinha 35% de álcool. Voltamos para Xangai, indo direto para o almoço. Michael nos disse que experimentaríamos o churrasco da Mongólia. Ficamos todos apreensivos. Chegamos cedo ao restaurante, chamado Mongolian's Barbucue. Havia pouca gente nas mesas. O tal churrasco mongol nem de longe lembra o que nós conhecemos. Em uma cumbuca, o cliente se serve de finíssimas fatias de carne (boi, porco, carneiro e frango), enroladas como se fosse presunto, mistura alguns legumes e verduras cruas, escolhe o molho entre uma dezena de opções e leva a cumbuca cheia para um local fechado com vidro transparente, colocando-a em uma janelinha à direita. Três chineses ficam ao redor de uma enorme chapa de ferro redonda na qual eles despejam o conteúdo da cumbuca. O primeiro chinês joga uma água na mistura, batendo na comida com uma vara de madeira, repassando tal mistura para o segundo chinês, que continua batendo na comida, enquanto a chapa fumega. Em seguida, o terceiro cozinheiro recebe a comida, nesta altura reduzida em 2/3 do seu tamanho original, dá mais algumas batidinhas e em pose para fotografias arremessa de uma só vez a comida na cumbuca que ele segura em sua outra mão na altura de seu peito. É um show. Retira-se a cumbuca em janela à esquerda. O sabor também é digno de nota. Muito bom. No almoço, Michael abriu o vinho chinês, servindo um shot para cada um de nós. Todos bebemos de um só gole. É forte e seu gosto lembra o de um remédio para abrir o apetite. Eu, Michael e D ainda bebemos um segundo shot. Após o almoço, subimos para o segundo andar do prédio, onde há uma loja de fábrica de produtos feitos com cashmere. Uma vendedora nos acompanhou o tempo inteiro, mostrando-nos pashiminas, lenços de seda e cachecol de cashmere. Todos compraram e Michael ganhou da lojista um lenço para presentear a esposa, um mimo pelo fato de nos ter levado às compras. Alguns produtos tinham características de algumas grifes famosas. A vendedora nos disse que algumas delas encomendam cachecol e outros produtos para eles e as que dispensam, ficam na loja para vender, sem a etiqueta da grife, obviamente. Fiquei desconfiado com esta estorinha, pois já tinha lido que as grifes tinham problemas quando encomendavam produtos na China, pois sabiam que eles produziam peças em número maior do que o pedido e os vendiam, alguns com etiquetas falsas, e outros sem as etiquetas, mas facilmente reconhecíveis. Saí da loja com dois cachecóis 100% cashmere, um deles bem ao estilo Chanel. Chegava ao fim nosso pequeno passeio com Michael. Ele nos deixou no hotel. Apenas guardamos as compras, saindo para bater perna pela principal rua de pedestres da cidade, a Nanjing Road, bem perto do nosso hotel. Nela acontece de tudo. Parece a famosa rambla de Barcelona, onde locais e turistas andam de um lado para o outro, parando para ver as performances de artistas de rua, para comprar nas suas muitas lojas de departamento, ou sentando nos bancos para ver Xangai simplesmente passar. Enquanto caminhava, fui abordado por vários chineses que queriam me vender alguma coisa: roupas falsificadas de grifes famosas, calçados, tênis, bolsas, relógios, óculos escuros, massagem, garotas e garotos. Chega a ser chato, mas eles não insistem muito. Na segunda negativa, eles partem para novo potencial cliente. Paramos em uma ótica, onde eu e V compramos óculos escuros. Seguimos na direção do rio, parando na enorme e sempre cheia loja da Apple, onde descobrimos que o início das vendas do iPhone 5 seria no dia 21 de setembro e Hong Kong, uma de nossas próximas paradas, era uma das cidades onde aconteceria a venda do aparelho. Comprei uma lente para colocar no meu iPhone, melhorando a qualidade das fotos de perto. Resolvemos voltar. C, V e D pararam no meio do caminho. Elas foram fazer mais uma massagem nos pés no spa Fairyland. Eu retornei para o hotel. Um jantar em restaurante integrante da lista dos 100 melhores do mundo nos esperava logo mais à noite.

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domingo, 23 de setembro de 2012

GASTRONOMIA EM XANGAI, CHINA - VA BENE



Endereço: House 7, North Block, Xintiandi, Lane 181, Taicang Road, Shanghai, China (info@vabenesh.com).

Fone: +86 (21) 6311 2211.

Especialidade: culinária italiana.

Quando fui: jantar do dia 16 de setembro de 2012, domingo. Éramos cinco pessoas. Chegamos por volta de 21 horas, quando os restaurantes já se encontram bem vazios na cidade. Permanecemos no local cerca de duas horas.

Serviço: muito bom, eficiente, com polidez. Os garçons sabiam explicar todo o cardápio, que estava escrito em inglês, chinês e italiano. Alguns atendentes falavam inglês e italiano. Hostess muito gentil que nos conduziu até o interior do estabelecimento, solicitando-nos que escolhêssemos onde queríamos nos sentar. Optamos por ficar no salão interior, cuja decoração é clássica, em estilo sóbrio, com iluminação mais baixa.

O que bebi: comecei por experimentar um drinque que há tempos venho adiando, o Aperol Spritzer (RMB 78 – R$ 25,30 ou US 12.40). Sucesso há dois verões do hemisfério norte, este drinque já tem suas variações. No caso, era uma mistura de aperol (bebida amarga à base de laranja), limão e soda, com bastante gelo. Gosto de bebidas amargas, motivo pelo qual aprovei o drinque. Compartilhei com as amigas uma garrafa do vinho tinto Sangiovese Lungarotti 2009 (RMB 488 – R$ 159,00 ou U$ 77.50), italiano, obviamente, produzido na região de Umbria com a casta sangiovese. Tinha 13% de álcool, embora parecesse menos. Estava redondo, com aromas que lembravam compotas de ameixa preta. Harmonizou muito bem com meu prato, um risoto de funghi porcini. Para acompanhar as bebidas, uma água mineral sem gás de origem italiana, chamada Natía.


Aperol Spritzer

O que comi: aceitamos o couvert da casa, composto por pães caseiros e pastas de berinjela e pimentões, além de manteiga. Pães quentinhos e bem saborosos, levemente salgados além do ponto. Como prato principal, pedi um risoto de funghi porcini (RMB 168 – R$ ou U$), simples e sem mistérios. Arroz arbóreo no ponto certo e recheio em quantidade adequada. Prato bem servido. Aprovei.


risoto de funghi porcini

Valor que paguei como parte da conta: RMB 355 (R$ 116,00 ou U$ 56).

Minha avaliação: * * *. Um bom restaurante italiano, fazendo-nos esquecer um pouco da culinária chinesa.

Gastronomia Xangai, China

GASTRONOMIA EM XANGAI, CHINA - BIFENGTANG



Endereço: 5/F, 88 West Bay Road, Hongkou District, Xangai, China (www.bifengtang.com.cn). Há outros endereços na cidade.

Fone: +86 (21) 5396 0088.

Especialidade: comida cantonesa e dumplings (pasteis chineses).

Quando fui: almoço do dia 16 de setembro de 2012, domingo. Éramos seis pessoas. Ficamos em uma mesa redonda, em sala privativa.

Serviço: embora o restaurante estivesse cheio, o serviço foi bom, com agilidade no atendimento para anotar nossos pedidos, desta vez feitos por nós, a partir de fotos no cardápio e explicações de nosso guia. Os pratos chegaram pouco a pouco, mesmo as atendentes sabendo que os pedidos eram individuais, que não haveria compartilhamento.

O que bebi: chá verde à vontade e uma lata de Coca Cola Light.

O que comi: não estava com muita fome, motivo pelo qual escolhi um prato pequeno, mais propício para ser pedido como entrada. Pedi um rolinho de massa de arroz cozido no vapor, recheado com camarões. É bem saboroso, sem pimenta, com pimentões picados misturados aos camarões fritos. Também havia uma farinha de arroz crocante envolvendo os camarões, como se eles estivessem levemente empanados. Gostei bastante. Se estivesse com fome, realmente o prato não me satisfaria.


Valor total da conta: almoço incluído no pacote.

Minha avaliação: * * *. Foi um achado depois da decepção da noite anterior. Também é muito bom para quem se cansa de comer os temperos picantes e adocicados da culinária chinesa.

Gastronomia Xangai, China

sábado, 22 de setembro de 2012

VISITA A UMA FAMÍLIA CHINESA DE CLASSE MÉDIA E AO BAIRRO FRENCH CONCESSION


fonte na região de French Concession

Em Xangai há influências de algumas nações estrangeiras que ocuparam parte da cidade em épocas passadas, como os ingleses, japoneses e franceses, e deixaram influências na arquitetura, no modo de viver, na alimentação. Uma das áreas mais badaladas da cidade é conhecida como French Concession, herança dos franceses, cujo passeio por suas ruas fazia parte de nosso roteiro. Antes de seguir para este bairro, Michael cumpriu o seu roteiro nos levando para uma área residencial dominada por prédios populares. Antes, passamos em um órgão do governo para pegar uma funcionária que nos levaria para conhecer um apartamento típico da classe média baixa chinesa. A área residencial escolhida fica em Caoyang, bairro calmo, com ruas arborizadas. Nosso destino era um conjunto habitacional datado da década de oitenta, com uma série de edifícios altos e iguais. Andamos pelas ruas internas do condomínio, observando a fachada de cada prédio e as roupas estendidas em varais colocados pelo lado de fora das janelas. O apartamento escolhido ficava no primeiro andar de um destes prédios, cuja entrada era protegida por portões com grade de ferro. O corredor era apertado e escuro. A nossa anfitriã já nos aguardava. Fomos apresentados. Entramos, indo direto para a sala, onde sentamos ao redor de uma mesa retangular. O apartamento era bem pequeno, um cubículo, com uma cozinha minúscula, um banheiro, a sala e dois quartos. Não havia área de serviço. Nele viviam a mulher, seu marido, sua sogra e seu único filho, já que as leis chineses permitem que cada casal só tenha um filho em grandes cidades. A situação era constrangedora, pois não queríamos ficar ali e a funcionária do governo insistia em pedir à senhora que nos falasse um pouco de sua vida. Sempre em chinês, ela disse que trabalhava como caixa em um supermercado do bairro, seu marido era motorista de táxi e seu filho estudava química, já trabalhando em um laboratório. Fez questão de mostrar por mais de uma vez uma estante da sala onde ficavam lembranças que os visitantes de vários países deixaram como presentes. Era uma dica para que nós também a presenteássemos com alguma coisa. Fizemos cara de paisagem. S fez algumas peguntas à funcionária do governo sobre como eles se divertiam, se iam à praia, entre outras coisas. Eu contava os minutos para sair dali. Com quinze minutos, demos sinal um para o outro que era hora de ir embora. Levantei, agradecendo a acolhida e saímos. Depois de deixar a funcionária em seu local de trabalho, questionamos Michael dos motivos daquela visita. Ele se limitou a dizer que cumpria o roteiro que a agência de viagens havia lhe entregue, lembrando que nós tínhamos aprovado todo o pacote. Tiramos uma lição: visitas deste tipo, apenas para fazer propaganda do governo, é totalmente dispensável. Uma perda de tempo. Seguimos, enfim, para o bairro francês. Ruas largas, com prédios lembrando Paris, era um outro universo. Andamos um pouco a pé, entrando numa rua de pedestres, onde Michael nos deixou livres por cerca de uma hora e meia. Nesta rua ficam dezenas de bares e restaurantes, além de algumas lojas de grife. Era final de tarde de domingo, motivo pelo qual as mesas colocadas na calçada estavam bem cheias. Percorremos toda a extensão da rua, escolhendo onde parar para tomar um drinque. Escolhemos um bistrô-bar que tinha um grande movimento, o Kabb (Xintiandi North Block House 5, Lane 181, Taicang Road - www.kabbsh.com). Não havia lugar nas mesas da calçada. Assim, sentamos no lado de dentro, cuja decoração lembra a de um pub, com muita madeira escura. Pedimos uma garrafa do vinho branco Matua Road, um neo-zelandês feito na região de Marlborough com a casta sauvignon blanc, safra 2009 (U$ 70). O tempo estava quente, motivo pelo qual pedimos um vinho branco. Todos sabem que não sou fã dos vinhos brancos, mas sempre bebo exemplares da Nova Zelândia que aprecio, e este foi mais um deles. Para acompanhar o vinho, a casa serviu, como cortesia, um potinho de castanhas. Na hora de encontrar nosso guia, pagamos a conta e saímos, com a certeza que jantaríamos naquela região, fechando um domingo intenso de programação. Michael nos aguardava com o endereço daquela área escrito em chinês em dois cartões para usarmos à noite quando fôssemos tomar um táxi. Voltamos para o hotel. Michael ainda perguntou se queríamos massagem, mas a resposta foi negativa. No entanto, quando ele foi embora, C, V e S voltaram para a Fairyland para fazer mais uma massagem. Eu e D preferimos descansar.


French Concession


French Concession


French Concession
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OLD SHANGHAI



A parte antiga de Xangai é conhecida como Old Shanghai e tem séculos de história. São ruas estreitas, cheias de lojas que vendem de tudo, desde produtos caros até artigos populares, fora os camelôs que vendiam um par de rodinhas para encaixar na sola do tênis, virando um providencial patins. Ainda há diversas lanchonetes vendendo comida chinesa, como pasteis cozidos no vapor, pato assado, rã inteira, sorvetes, entre outros. Antes de pararmos para almoçar, seguimos Michael, que nos conduziu pela chamada Old Street, onde as construções típicas chinesas com aqueles telhados em ponta virada para cima dominam a paisagem, abrigando lojas e restaurantes, incluindo uma casa de chá muito frequentada, a Old Shanghai Teahouse. Ele nos alertou para ficarmos atentos com nossas bolsas, pedindo para que eu passasse minha mochila para frente, pois o local era muito movimentado, especialmente aos domingos, quando os chineses gostam de sair em grupos para passear e fazer compras, fora os grupos de turistas, prato cheio para os aproveitadores. Andamos sem muito rumo por entre os caminhos, observando prédios e pessoas. O guia nos conduzia para os Jardins Yuyuán (Yu Gardens), construído em 1559, como um jardim privado, por um oficial para seu pai, como presente por sua aposentadoria. Para entrar nos jardins, paga-se entrada, que já estava incluída no nosso pacote. Enquanto esperávamos Michael ir à bilheteria, aproveitamos para ver uma ponte em zigue zague e um pavilhão, ambos partes do jardim, mas que ficam do lado de fora da entrada. No meio, há um lago, chamado de piscina de lótus, por abrigar vários pés desta planta símbolo da China. O jardim é dividido em partes, separadas por passagens que lembram um labirinto. Nele, não havia muita gente, o que facilitou na hora de tirar as fotos. São lagos, peixes, rochas, plantas e pequenos pagodes que se espalham por todos os lados. Até um pequeno templo foi construído dentro dos jardins. O que mais me chamou a atenção foi o jardim construído com rochas cheias de buraco, típicas da região de Huangshi. Saímos do jardim para almoçar, o que fizemos em um restaurante localizado em um pequeno shopping nas imediações. Depois do almoço, Michael nos deu um tempo livre de duas horas. Eu, V e C voltamos para a parte do emaranhado de lojas e construções históricas perto dos Jardins Yuyuán, quando conhecemos uma rua coberta chamada Fashion Market, com lojas de ambos os lados vendendo especialmente produtos chineses. Tinha uma que vendia apenas pentes de todos os formatos, materiais e tamanhos. Enquanto C e V entravam em uma loja para ver pashiminas, dei uma volta por perto. Um teatro de marionetes em miniatura era uma atração, com uma pequena multidão parada em frente a uma portinha onde um chinês acionava um mecanismo na medida em que alguém pagava para ver os bonecos se movimentarem por meio de pequenos buracos em uma placa de metal vermelho. Paguei RMB 5 (R$ 1,80 ou U$ 0.85) para espiar. Dura pouco a animação, com bonecos vestidos com trajes da época dos imperadores. Valeu pela diversão e por ter permitido aos que ali estavam a oportunidade de tirar fotos, pois assim que o mecanismo era acionado, um boneco gigante que ficava em cima da placa de metal também se movia. Continuamos nossa caminhada pelas ruas movimentadas da região, entrando na H&M, onde C fez compras, até chegar perto da hora de nos encontrarmos com o guia novamente, em frente à sorveteria Haagen Daz. Quando lá chegamos, D já nos esperava sentada em uma mesa do lado de fora, devidamente protegida do sol, tendo como companhia uma chinesa com um saco de plástico enorme nas mãos. Ela trazia mais bolsas falsificadas para minhas amigas verem, ainda resultado de nossa visita à loja de artigos falsificados na parte da manhã. No saco estavam as bolsas que minhas amigas tinham perguntado aos chineses se eles tinham e quem não estavam expostas. A chinesa ainda tentou mostrar as bolsas, mas ninguém estava interessado. Aproveitei a oportunidade para tirar fotos de uma piscina de plástico montada na praça em frente que servia de lago para pedalinho para crianças pequenas. Todos reunidos novamente, fomos para a van continuando nosso passeio de domingo por Xangai.








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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

VISITANDO UMA LOJA DE PRODUTOS FALSIFICADOS

Assim que deixamos o Templo do Buda de Jade, fomos para a parte antiga de Xangai, conhecida como Old Shanghai. Antes de fazermos o passeio previsto no nosso pacote, Michael perguntou se queríamos ver artigos de grifes não originais. Apesar de minha resistência, fomos todos. O guia disse que nos levaria a um local classificado como triplo A, pois as falsificações eram tão perfeitas que ninguém diria que não eram originais. O lugar era na parte antiga da cidade, portanto, onde deveríamos fazer nosso próximo passeio. Primeiro paramos em uma grande loja de artigos de jade para chamar alguém. Em seguida, já acompanhados de um chinês, andamos em uma rua cheia de lojas pequenas situadas em casas e prédios bem antigos. Paramos em uma quitanda de frutas e legumes onde duas idosas estavam sentadas. Elas nem olharam para nós. Entramos na quitanda, cruzamos toda a sua extensão, saindo nas portas do fundo. Era um quintal sujo, com roupas no varal, lixo à mostra, água escorrendo pelo chão, algumas galinhas, bem no estilo do filme Cidade de Deus. Passamos por alguns becos com muitas casinhas cujas portas e janelas estavam sempre fechadas, mesmo com o calor que fazia. Paramos em frente a uma porta azul. O chinês bateu como se estivesse utilizando uma senha sonora. A porta  se abriu. Fomos convidados a entrar e ficar à vontade. Assim que passamos, trancaram a porta. Eram apenas dois cômodos, bem apertados, com prateleiras repletas de bolsas, carteiras e relógios. Uma mulher ficava vigiando na porta entre os dois cômodos, enquanto dois homens tentavam vender as bolsas para minhas amigas. Para mim, ofereceram cópias de relógios Rolex e Montblanc. Para as mulheres, bolsas Louis Vuitton, Chanel, Burberry, Céline, Hermès, Michael Kors, Dior, Miu Miu, enfim, todo o portfólio das grifes famosas. Tinham de todas as cores e modelos. Quando uma das amigas falava em um modelo específico que não estava exposto, os chineses diziam que tinham a mercadoria, bastava esperar um pouco para eles irem buscá-la. Por curiosidade, perguntamos os preços das falsificações. Começavam com preços astronômicos, mas aceitavam negociar, como já tínhamos visto anteriormente. Fiquei incomodado no lugar, fechados dentro de um cubículo, temendo que a qualquer momento houvesse uma batida policial. Não gosto de falsificações e estava louco para sair dali. Ainda bem que nenhuma das amigas se interessou em negociar os preços das bolsas. Agradecemos e pedimos ao guia para irmos embora. Destrancaram a porta, conduzindo-nos pelo mesmo caminho da ida. No quintal atrás da quitanda, um chinês fazia xixi a céu aberto, sem se importar que estranhos estavam passando. Fiquei aliviado quando me vi do lado de fora da quitanda novamente. Ao caminhar pela rua, olhei com outros olhos as pequenas lojas e quitandas, sem nenhum movimento interno. A maioria, com certeza, eram apenas fachadas para as lojas de produtos falsificados.

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TEMPLO DO BUDA DE JADE


fitas vermelhas simbolizando pedidos para Buda

O domingo amanheceu ensolarado em Xangai. Seria um dia cheio de passeios pela cidade. Michael nos buscou no hotel às 9 horas. Fomos de carro até o Templo do Buda de Jade (Jade Buddha Temple), nossa primeira parada do dia. Logo que descemos da van, percebemos que a região onde está localizado o templo budista estava repleta de gente. Muitas pessoas carregavam pacotes de incensos de todos os tamanhos, além de flores e envelopes vermelhos. Muitos pedintes circulavam pelo local. A maioria deles pedia dinheiro. Nosso guia explicou que era dia de festa no templo, motivo de todo o movimento e do tamanho da fila que se formava para entrar no prédio. Naquele domingo se comemorava o aniversário de uma das formas de Buda. Não precisamos de entrar na fila, pois Michael tinha agendado nossa visita. O templo tem seus muros pintados de ocre com detalhes em vermelho. Lá dentro, havia uma multidão. As pessoas frequentavam o templo para fazer pedidos, orar, meditar ou agradecer uma graça alcançada. Grupos de turistas, todos identificados com crachás ou bonés iguais, passavam de um lado para o outro, se misturando com os chineses que estavam ali para festejar. Vimos vários monges. A cor da vestimenta identificava de onde eram os monges. Tinha roupa amarela, vermelha, cinza, creme, enfim, uma miríade de cores. Muitas fitas vermelhas estavam amarradas em árvores ou em peças de bronze. Elas simbolizavam os pedidos que os frequentadores do templo faziam naquele dia. Os envelopes que vimos nas mãos de vários chineses, bem como nas bancas de lembranças para vendas montadas no pátio do templo, eram usados para colocar em seu interior orações, pedidos e agradecimentos para, em seguida, serem jogados nas piras de fogo para queimar. Havia muita fumaça nos pátios, pois a quantidade de incensos que era queimada era incrível. Incensos enormes, decorados, amarelos, vermelhos, marrons, pequenos, grossos, finos. Não importa o tamanho, cor ou formato, todos eram queimados em homenagem a Buda. Seguindo a tradição, os chineses acedem três incensos por vez, em frente ao altar onde há uma estátua de Buda, fazem uma rápida reverência curvando o corpo, colocam os incensos acesos no incensário, fazendo uma oração de olhos fechados, com a cabeça virada para baixo. O interesse turístico do templo, inaugurado em 1882,  reside em ver a estátua de Buda feita de jade que veio da Birmânia (hoje conhecida como Myanmar). A estátua fica no segundo andar de uma das construções do local. Para vê-la, enfrentamos uma fila de turistas e de seguidores do budismo. Para variar, alguns chineses não ligavam muito para a existência da fila. Chegavam empurrando e passavam na frente. Era preciso fechar todos os espaços vazios ao nosso redor para evitar que passassem na nossa frente. Na câmara onde fica a estátua de jade não é permitido fotografias. Não há como chegar perto da estátua, ainda mais em dia de festa. No local, duas senhoras vendiam garrafas de óleo para os fiéis. Assim que recebiam o dinheiro, elas mesmo levavam a garrafa de óleo até o altar para queimá-lo. O fluxo de pessoas comprando o óleo é bem maior do que o tempo que se gasta para ele queimar. Assim, uma "fila" de garrafas ficava à espera para seu conteúdo ser queimado. Nesta câmara, há centenas de estátuas de buda em tamanhos diversos feitas em ouro. Segundo nosso guia, são pessoas que alcançaram alguma graça que mandaram confeccionar tais estátuas e as colocaram no templo. O efeito destas estátuas iguais é muito interessante. Assim que saímos deste salão, entramos em um dos prédios para ver as oferendas para Buda: frutas, flores, envelopes vermelhos, fitas coloridas, incensos, moedas, entre muitos outros objetos. A fumaça e o calor que vinha dos incensários incomodavam muito. Era hora de deixar o templo. Fomos para a Jiangnan Silk Boutique Museum (289 Macao Road - www.jiangnansilk.cn). Nosso objetivo era conhecer o processo de fabricação da seda. No local, fizemos um rápido percurso acompanhado por uma guia que estudava espanhol, insistindo em nos perguntar como se falava algumas palavras, pensando que nossa língua era a mesma que ela estudava. Depois de ter contato com o processo de fabricação, fomos levados para uma loja, onde roupa de cama e edredons recheavam as prateleiras. Decidi comprar um edredom, mas a vendedora era bem esperta, mostrando-me alguns cobre-leitos muito bonitos. Acabou por me mostrar um vermelho com detalhes em preto do qual gostei muito. Se comprasse o cobre-leito, que também servia como capa para o edredom, eu ganharia duas capas de travesseiro no mesmo padrão e levaria como cortesia o edredom. Certifiquei-me que o tamanho era o da minha cama, formato queen, comprando a peça e ganhando os itens que ela mencionara. V fez o mesmo. C preferiu comprar outro tipo de capa, mas nada ganhou. Ao reclamar, lhe deram um lenço de seda. Paguei RMB 3.350 (R$ 1.068,00 ou U$ 531). Caro, muito caro, mas tinha gostado desde o primeiro momento em que vi. Quando cheguei de volta ao Brasil, descobri que comprei o tamanho errado, ficou bem pequeno. Minha mãe acabou por ganhar um presente não programado.


arroz ofertado para Buda


envelopes contendo pedidos queimam em um dos pátios do templo


fumaça vinda dos incensários em um dos pátios do templo

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

MASSAGEM NOS PÉS


Assim que terminamos o jantar, Michael recolheu RMB 200 (R$ 65,00 ou U$ 32)  para pagamento da massagem nos pés, já que tínhamos aceitado a proposta dele em nos levar a uma casa especializada em massagem perto do hotel onde ficaríamos hospedados. Como as ruas são bem estreitas no centro de Xangai, descemos do carro e andamos um pouco. Era noite de sábado e o movimento de pedestres na rua era intenso. Chegamos em um prédio com entrada apertada e sem nenhum glamour. Os elevadores eram apertados e cheios, pois alguns restaurantes populares ocupavam alguns dos andares do edifício. Na cabine do elevador tinham muitos cartazes coloridos dos restaurantes e empresas instaladas no prédio. Dois cartazes anunciavam restaurantes que vendiam o autêntico churrasco brasileiro. Quando descemos no 5º andar, a má impressão do prédio ficou para trás. No andar está a casa de massagens Fairyland (5F, 479 Nanjing East Road). Iluminação baixa,  pequenas cascatas de água, aroma agradável no ar e uma equipe muito educada e sorridente são marcas do spa. Tinha uma pequena fila de espera, mas Michael já tinha feito reserva para nosso grupo. Logo fomos acomodados em uma sala coletiva, com cinco poltronas próprias para receber massagens nos pés. Devidamente com os pés e parte debaixo das pernas descobertos, recebemos uma caneca de chá verde para tomar um gole antes do início dos trabalhos. Uma massagista logo chegou, enchendo uma tina de madeira com água quente, onde coloquei meus pés. Era um escalda pés prévio à massagem. Ainda com os pés dentro da água, recebi uma massagem rápida, mas profunda, na altura dos ombros, pescoço, braços e parte superior das costas. Antes de começar o trabalho em meus pés, a massagista pediu para eu beber mais um pouco do chá verde e comer um pedaço da melancia geladinha que serviram em cumbucas para cada um de nós. Ninguém falava nada durante a sessão. Todos aproveitavam ao máximo aquele momento. A massagem durou cerca de uma hora. Foi providencial. Saí relaxado, pronto para dormir, pois no dia seguinte seria um intenso domingo de programação turística. Terminada a sessão de massagens, pegamos a van novamente, indo direto para o The Bund Hotel (525 GuangDong Road - www.thebundhotel.com), classificado como quatro estrelas, onde ficaríamos hospedados durante nossa estadia em Xangai. O check in foi rápido, pois estava quase tudo pronto quando chegamos. Acesso à internet wi-fi cortesia no saguão do hotel, bem como no salão onde era servido o café da manhã. Nos quartos, o acesso também era livre, mas somente via cabo. Quando entrei no quarto, desfiz a mala e resolvi não mais sair. D fez o mesmo, enquanto V, C e S ainda deram uma volta nas ruas perto do hotel, especialmente na parte da Nanjing Road destinada exclusivamente aos pedestres.


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GASTRONOMIA EM XANGAI, CHINA - Z-DRAGON RESTAURANT



Endereço: Huangpu, Zhongshan East 1st Road, Xangai, China.

Fone: +86 (21) 3376 3612.

Especialidade: comida chinesa.

Quando fui: jantar do dia 15 de setembro de 2012, sábado. Éramos cinco pessoas. Ficamos em uma mesa retangular bem grande, o que dificultou pegar a comida, sempre colocada no centro para compartilharmos.

Serviço: muito ruim, displicente. Louça quebrada e com aspecto de sujo. Garçonetes sem a mínima vontade de trabalhar. Jogaram as vasilhas com a comida no centro da mesa como se estivessem jogando um saco de cimento no chão.

O que bebi: chá verde à vontade e um copo de Pepsi Light. O chá era imbebível de tão amargo.

O que comi: compartilhamos oito pratos, todos colocados de uma só vez na mesa, diferente dos demais restaurantes chineses que frequentamos na estadia em Pequim. Frango xadrez, com bastante molho e pimenta ao extremo. Ovo mexido com tomates picados de forma grosseira, cujo molho era muito doce, bem enjoativo. Acelga levemente refogada, sendo o melhor prato da noite. Repolho com carne de porco cortada em fatias bem finas, quase sem gosto. Camarões fritos que chegaram bem encharcados, com sabor forte, parecendo que estavam velhos. Nem consegui comer uma unidade, que era bem pequena. Sopa de tomate, cujo aspecto era bem aguado. Nem provei porque estava uma noite quente para tomar sopa. Arroz branco, como sempre sem tempero nenhum, mas ótima pedida para amenizar os fortes sabores dos temperos dos pratos. Por fim, bife cortado em tiras com muita cebola e servido em uma chapa de ferro quente. Era apenas comível. Um jantar para esquecer!


Frango xadrez


Ovo mexido com tomates


Acelga refogada


Camarões fritos


Bife cortado em tiras com cebola


Repolho com carne de porco

Valor total da conta: jantar incluído no pacote.

Minha avaliação: *. Não recomendo de forma alguma. Ambiente feio, serviço sofrível e comida ruim.

Gastronomia Xangai, China

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

RIO HUANG PU E TORRE PÉROLA ORIENTAL

Quando estávamos a caminho do hotel, vindo do aeroporto, em uma estreita rua movimentada do centro de Xangai, vimos uma placa em neon com vários caracteres chineses, mas uma palavra escrita em inglês arrancou exclamações vigorosas de V, C, D e S: MASSAGE. Imediatamente o motorista Jack e o guia Michael, que estavam no banco da frente da van, riram bastante. Michael disse que aquele lugar não era para elas, pois se tratava de uma casa de prostituição, mas se alguém quisesse uma real massagem ele providenciaria. Todos se animaram em fazer uma massagem nos pés. Combinamos, então, que teríamos uma massagem ao final dos passeios, após o jantar. Seguimos para o hotel, que não ficava longe de onde vimos a tal placa. Assim que retiraram as malas da van, recebemos uma garrafa de água mineral cada um do nosso motorista. Não descemos do carro. No caminho, Michael propôs fazermos um passeio não incluído no pacote, um tour de uma hora de barco pelo Rio Huang Pu, quando poderíamos ver os famosos prédios de Xangai. Cada um teria que pagar RMB 120 pelo passeio (R$ 38,70 ou U$ 19.10). Todos concordaram. Nossa primeira parada foi em frente à Torre Pérola Oriental (Oriental Pearl Tower), uma imensa estrutura com duas esferas, uma em cima e outra embaixo da parte fina da construção. É uma torre de televisão, sendo a terceira maior do mundo. Ali tiramos fotos enquanto Michael comprava os tíquetes para o barco e para subir no observatório da torre (estes incluídos no pacote). Andamos alguns metros até o terminal de embarque, o Oriental Pearl Cruise Terminal, onde embarcaríamos. Michael se posicionou em frente a um portão de metal com a gente logo atrás dele. Não havia mais ninguém para fazer o passeio. Esperamos dez minutos. Quando o portão se abriu, entramos, para, em seguida, os funcionários do local permitirem a entrada de quem fazia uma enorme fila. Notamos que nosso guia tinha uma certa regalia. Fomos os primeiros a entrar no barco, subindo logo para o terceiro andar, de onde se tinha a melhor vista. Ventava muito. Todos nós nos agasalhamos. Michael reuniu seis cadeiras em torno de uma mesa, pedindo para sentarmos, pois logo não sobraria lugar para ninguém fazer o tour assentado. Ele tinha razão, o barco ficou bem cheio, com muito turista chinês. Como eles viajam internamente! O barco zarpou às 16 horas, indo para a direita, considerando a margem que nós embarcamos. Navegou apenas quinze minutos, fazendo o retorno, passando em frente aos mesmos prédios e ao local de embarque, navegando mais quinze minutos na direção contrária, a partir deste ponto, retornando pelo mesmo caminho ao local de origem. Nesta uma hora, tiramos muitas fotos dos prédios, que formam um bonito skyline, com os prédios usando muito vidro e formas diferenciadas. Também tivemos a oportunidade de ver os diversos barcos que circulam no trecho do rio, alguns deles com mercadorias e outros cheios de turistas. O destaque, de qualquer ponto do passeio, era a Torre Pérola Oriental. Terminado o passeio, fomos direto para a torre de TV. Antes de entrar, subimos em um pedestal de onde poderia ser tirada a melhor foto de alguém com a torre ao fundo. Antes de entrar, Michael disse que nenhuma garrafa de água ou outro líquido poderiam entrar. Uma fila grande se formava em frente aos controles de raio X. O nosso guia seguiu em direção oposta, em uma espécie de fila rápida, como aquelas que existem em alguns aeroportos do mundo para os viajantes de primeira classe ou executiva. Quatro turistas da Mongólia deram uma de espertos, seguindo-nos e se deram bem, pois ninguém exigiu deles o tipo de ingresso que Michael estava nas mãos. Soube a origem dos turistas por nosso guia, que conversou um pouco com eles. Descartamos nossa água, passamos as bolsas pelo raio X, indo em direção ao elevador, onde havia uma pequena fila para subir. Este caminho é em formato circular, já que estávamos dentro da primeira esfera da estrutura da torre. Nas paredes havia uma exposição de fotografias coloridas em tamanho gigante com várias cenas de atletas durante as competições das Olimpíadas de Londres. Reconhecemos alguns dos atletas, como o jamaicano Usain Bolt e o americano Michael Phelps. A maioria das fotos eram de chineses ganhadores de medalhas. Quanto aos brasileiros, não vi nenhuma foto que os retratasse. A fila andou rápido. O elevador ficou cheio. Na subida, uma ascensorista chinesa deu as boas vindas aos turistas, tanto em chinês quanto em inglês, informando alguns detalhes técnicos da construção. A torre tem 468 metros, sendo a maior torre de TV da Ásia e a terceira do mundo. Chegamos rapidamente ao principal andar de observação, a 263 metros de altura. Lá podemos ver o movimento de barcos no rio, o trânsito intenso nas ruas de ambos os lados deste rio, os grandes edifícios, incluindo o terceiro maior prédio do mundo e o primeiro da China, o Shanghai World Financial Center, que tem uma curiosa forma de abridor de garrafas. Assim que demos a volta completa no andar, tirando muitas fotos, Michael nos levou a uma escada. Descemos 4 metros de escadas para chegar ao andar de observação situado a 259 metros do chão. O andar tem um enorme skywalk, com o piso em vidro transparente, o que permite ver a cidade aos nossos pés. Tirei algumas fotos e fiquei observando o medo de algumas pessoas em andar no chão de vidro. Alguns ficavam segurando na mão de alguém para conseguir colocar os dois pés  no vidro, enquanto outros nem mesmo se permitiam chegar perto do vidro. Descemos de elevador, sentindo uma leve pressão nos ouvidos. Dali, seguimos de carro para a outra margem do rio. Já escurecia. Nossa próxima parada foi para jantar, mas antes, ainda fomos até uma calçada às margens do rio, onde fica um monumento em homenagem aos soldados chineses mortos na Segunda Guerra, local escolhido por muitas noivas para tirar fotos, segundo informou nosso guia. Quando chegamos, havia duas sessões destas fotos. O guia nos confessou que ele também tirou fotos para seu álbum de casamento naquele lugar. Os grandes prédios iluminados do outro lado do rio é um espetáculo, cenário perfeito para ótimas fotos. A Torre Pérola Oriental tem uma cor rosada se destacando no horizonte tanto por seu formato, quanto pela iluminação. Era hora de comer, pois a fome gritava. O guia insistiu para passarmos em uma loja de joias e artigos de decoração feitos em jade que ficava ao lado do restaurante onde jantaríamos. Mesmo falando que não queríamos comprar nada, a insistência foi grande. Entramos, demos uma rápida olhada e saímos. Ninguém comprou nenhuma peça. Entramos, em seguida, no Z-Dragon Restaurant, a pior comida que tivemos em toda a nossa viagem. Um horror de ruim.


Prédios de Xangai vistos do Rio Huang Pu


Shanghai World Financial Center


Monumento aos mortos na Segunda Guerra


Prédios de Xangai vistos do Rio Huang Pu


Torre Pérola Oriental


Prédios de Xangai vistos do Rio Huang Pu
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