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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

ATRASO, CONEXÃO PERDIDA, MALA EXTRAVIADA - A VOLTA PARA CASA

A van me deixou na porta do Terminal 1 do Aéroport Charles De Gaulle. Os balcões de despacho da TAM ficam bem próximos desta portaria. Não havia ninguém na fila para o check in de quem viajava de classe executiva. Coloquei a mala maior na esteira e entreguei meu passaporte para o atendente, que falava português com sotaque lusitano. Antes de qualquer coisa, ele informou que o voo estava muito atrasado, com previsão de saída de Paris para depois de 23 horas. O horário inicial era 20:30 horas. Ali mesmo no balcão, já fui informado que minha conexão em Guarulhos estava comprometida e remarcaram meu trecho Guarulhos-Brasília para 12:55 horas, enquanto o previsto era eu sair de lá por volta de sete horas da manhã. Não adiantava reclamar, pois não havia nenhum avião da TAM em solo. Tinha apenas uma opção: esperar. Ainda bem que viajava de executiva, podendo ficar na sala vip da Star Alliance. Com o cartão de embarque nas mãos, bagagem de mão e mochila, segui para a alfândega francesa, onde peguei o carimbo para a restituição dos impostos de duas compras que tinha feito na Itália. Não havia fila. Fui rapidamente atendido e não houve necessidade de mostrar as compras, mas para o casal que estava atrás de mim, pediram para eles abrirem as malas e mostrar tudo que tinham comprado. A seguir, era hora de enfrentar nova fila. Desta vez para receber o dinheiro do imposto. Havia uma senhora fazendo uma espécie de triagem e dando a senha para os turistas. Muitos chineses lentos estavam na minha frente, mas como não tinha pressa, fiquei calmo. Na minha vez, ela disse que para uma das compras, o imposto seria restituído via cartão de crédito, mostrando-me a caixa onde depositar o envelope. A outra poderia ser em dinheiro. Para receber em euros, a espera era de mais de uma hora por causa dos chineses que sempre preferem esta moeda, ao deixar a França. Quis receber em dólar. Recebi a senha e fiquei em pé esperando, pois não há local para sentar. Em menos de dez minutos fui chamado, recebi os dólares, indo, sem seguida, para o portão de embarque, onde meu cartão foi conferido, passei no controle de imigração, quando o funcionário estranhou a minha foto de bigode, mas não criou caso. Já estava na área de lojas. Fui gastar os últimos euros comprando um presente de aniversário para uma amiga, um perfume para mim e uma bolsa expansível da Longchamp, também para mim. Ainda eram 18:30 horas quando terminei tudo. Fui para a sala vip, onde esperei muito para embarcar. A sala tem hora de fechar. Por volta de 22 horas, não havia mais nenhuma comida disponível. Somente passageiros da TAM aguardavam na sala. A companhia estava pagando a hora extra para manter a sala aberta somente para seus passageiros. O chamado foi feito perto de meia noite. Cansado, fui para o portão de embarque. É uma longa caminhada até ele. Até então, não tinha passado por nenhum controle de raio X. Naquele terminal, este controle é feito no satélite de embarque, bem perto do portão. Um monte de gente estava aglomerado em frente aos portões por onde embarcaríamos. Não houve nenhum embarque prioritário. Valeu a lei do mais forte. Deixei a turba passar, entrando no avião quando já estava bem mais calmo. Acomodei-me na primeira fileira da classe executiva, preparando-me para dormir. Avisei à comissária que não queria jantar, pedindo a ela que me acordasse para o café da manhã. Houve muita turbulência, motivo pelo qual dormi picado, muito mal. Em Guarulhos, chegamos com cinco horas de atraso. Como tinha três horas para meu voo, fiquei calmamente na loja Dufry, na qual comprei alguns chocolates e perfumes. Passei sem ser parado na alfândega brasileira. Fui direto para o balcão de conexão da TAM, mas, como de costume, a esteira não estava funcionando. Peguei o elevador e fui despachar a bagagem maior no saguão superior. Fui primeiro no balcão da classe executiva, mas a empregada disse que só atendia voos internacionais, apontando-me o balcão para quem tem o cartão fidelidade vermelho. Fiquei um bom tempo na fila, sem perspectivas de ser atendido. A gerente interviu, levando-me para o mesmo balcão que eu tinha tentado fazer o check in antes. Na hora de sair, a jovem atendente me disse que eu tinha que despachar a minha mala de mão. Tentei argumentar que sempre viajava com ela na cabine, mas ela foi taxativa, dizendo-me para eu não me importar, pois colocaria uma etiqueta de prioridade e as duas malas seguiriam juntas para Brasília. Sem discutir, despachei a mala de mão. O voo saiu no horário, lotadíssimo. Em Brasília, a espera foi longa para sair a primeira mala na esteira. E a minha espera foi mais longa ainda, pois a bagagem maior apareceu logo, mas a menor não. O setor esvaziou. Eu e uma senhora estrangeira ficamos a ver navios, ou melhor, ficamos sem ver nossas malas. Reclamei para o funcionário TAM que estava acompanhando aquele desembarque. Ele passou um rádio para o setor de bagagens e nada mais havia por lá. Era hora de reclamar no setor de malas extraviadas. Fui o primeiro a fazê-lo. Enquanto a moça abria meu processo, ela recebeu uma mensagem que minha mala tinha ficado em Guarulhos e que chegaria em Brasília no próximo voo, por volta de 17:30 horas. Concluiu o processo, afirmando que a mala seria entregue em minha casa até às 21 horas daquele domingo, 03 de novembro. Fui embora. Já em casa, com a mala maior desfeita, depois de um bom banho, recebo uma ligação da TAM perguntando se poderiam entregar a mala. Às 20:10 horas, quando o funcionário da TAM bateu campainha na minha casa, acabava a saga da mala de mão. Era o final de uma viagem curta, mas excelente.

quarta-feira, 27 de março de 2013

DE BRASÍLIA PARA CINGAPURA - PARTE 3

Os assentos no trecho Barcelona-Cingapura continuavam os mesmos desde o início da viagem, em Guarulhos. Desta vez, ao meu lado tinha um jovem e sua mãe. Ao lado de Ric, ninguém. Assim que a porta se fechou, com o encerramento do embarque, mudei de lugar. Ric ficou na janela e eu no corredor, sem ninguém na cadeira do meio. Ficamos com espaço para movimentar o corpo e com mais conforto para tentar dormir durante as doze horas de voo até Cingapura. A tripulação mudou, mas a aparência das comissárias era a mesma do trecho anterior. O uniforme também era o mesmo, mas em cor azul no lugar do vermelho e nos pés, elas tinham sapatos ao invés de sandálias. Os comissários, em número menor, usavam ternos. Homens e mulheres eram todos magérrimos. Quase perguntei o segredo para eles. No quesito limpeza da aeronave, a preocupação era a mesma. Durante o voo, limparam diversas vezes o banheiro. Quanto às refeições, serviram um aperitivo logo após a decolagem, o que aconteceu no horário, e um almoço por volta das 10 horas, horário espanhol. Eu não tinha a menor fome, recusando a refeição. A comissária ainda tentou me oferecer a sobremesa, que desta vez era um sorvete tipo Cornetto, mas não conseguia comer. Só fui colocar um alimento na boca com nove horas de voo, quando passaram o lanche. Escolhi um sanduíche de pão de forma recheado com presunto serrano e tomate fresco. Dormi menos do que no trecho anterior, bebi muito mais líquido, o que me fez ir diversas vezes ao banheiro. Como em toda viagem de avião de longa duração, fui ficando irritado com a falta de espaço para me deitar, a barriga inchou e uma incômoda dor na coluna apareceu. Tomei um Dorflex par amenizar as dores. Não consegui nem ouvir música. Fechava o olho e pensava que dormia, mas quando o abria, notava que tinham passados meros quinze minutos. Quase não houve turbulência. Quando faltavam pouco menos do que duas horas para chegarmos ao destino final, serviram o café da manhã. Como eu não havia almoçado, escolhi a opção de frango frito com noodles e vegetais. Um verdeiro almoço nas alturas, perto de três horas da madrugada. Pousamos em Cingapura no horário previsto, às 04:50 horas. O Aeroporto Changi é enorme e muito bonito. Com corredores espaçosos e muito banco para as pessoas se sentarem ao longo do caminho. Os banheiros são impecáveis de limpos e cheirosos. Nem acreditamos quando vimos o espaço para a imigração: amplo, lindo e limpíssimo. Não havia fila. Fomos atendidos separados e bem distantes um do outro. Fiquei observando Ric para ver como ele se sairia sem entender o inglês que o funcionário o abordaria. Enquanto ele nada falou, pois logo o atendente percebeu que ele não falava inglês, o que me atendeu, conversou bastante comigo, querendo saber sobre o Brasil e seu futebol, além de fazer as perguntas triviais para um turista estrangeiro. Assim que passamos pela imigração, nos dirigimos para o setor de entrega de bagagens, onde nossas malas já rodavam na esteira. Elas estavam geladas. Era hora de passar no controle alfandegário. Todas as malas tiveram que passar pelo raio X. Fui o primeiro. O funcionário me perguntou se eu levava uma pequena faca na mala. Respondi que era um canivete suíço. Fui liberado sem precisar abrir nada. Em seguida, foi a vez de Ric, que também foi perguntado se tinha um cinto de ferro dentro de sua bagagem. Ele não se contentou com a resposta positiva, pedindo para abrir a mala. Ric se enrolou no segredo do cadeado. Eu o ajudei. Ao abrir a mala, a fantasia que ele usa para dublar Ney Matogrosso foi a primeira coisa que o funcionário viu, assim como os adereços de penas e pedras. Ele ficou com cara de espantado, viu o cinto e mandou fechar a bagagem, ficando com uma expressão no rosto digna de uma foto. Saímos rindo, passamos no guichê de câmbio, onde trocamos alguns dólares. Segundo o e-mail de confirmação da reserva de nosso hotel, o Marina Bay Sands Hotel, havia um transporte gratuito de qualquer dos três terminais do aeroporto (estávamos no Terminal 3) para o hotel, bastando apresentar o e-mail de confirmação da reserva. Perguntei na casa de câmbio, mas não souberam responder, apontando para o balcão de informações do aeroporto, localizado um pouco mais à direita de onde estávamos. Lá descobrimos que o serviço do hotel não mais existia. Tínhamos que pegar um táxi. A moça disse o valor aproximado da corrida, cerca de 25 dólares de Cingapura (SGD), e nos mostrou onde pegar um táxi. Fomos para a saída, onde havia uma estrutura enorme, destas tipo papa-fila, em frente à porta de saída do aeroporto onde ficava o ponto de táxi. Ainda bem que chegamos em horário de pouco movimento. Somente uma pessoa estava à nossa frente. Ao sair, um bafo quente e úmido nos deu uma mostra de como seria o clima durante nossas férias pelo Sudeste Asiático. Não havia táxi, mas logo dois apareceram. O primeiro foi para o senhor que era o primeiro da fila. Pegamos o táxi amarelo, com direção inglesa. As duas malas, mesmo enormes, couberam no porta malas do carro. Disse para o motorista a nossa direção. Não trocamos mais nenhuma palavra até chegarmos ao hotel, quando paguei a corrida e ele perguntou seu eu precisava de recibo. Total da corrida: 24,90 SGD. Eram 06:15 horas da quarta-feira, dia 27 de março, horário local, onze horas a mais do que no Brasil, quando estávamos fazendo o check in no hotel. Depois de pouco mais do que trinta e três horas de nossa saída de casa, estávamos no hotel em Cingapura. Fomos os primeiros a chegar. Nosso quarto fica no 47º andar, com um belíssima vista para a Marina Bay, um lugar muito bonito, que faz parte do complexo do hotel, com um elegante shopping, museus e jardins. O quarto é enorme. A primeira coisa que fiz foi tomar um demorado banho quente, relaxante. Esperamos os amigos chegarem para, juntos, tomarmos nosso primeiro café da manhã das férias na Ásia.

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DE BRASÍLIA PARA CINGAPURA - PARTE 2

Para acessar o meu assento no voo da Singapore Airlines, 41G, tive que passar pela classe executiva. Estava com muito lugar vazio. Perguntei a uma das comissárias e ela me disse que não estava lotado. Não entendi porque disseram que não havia disponibilidade de assentos para milhas na noite anterior, se havia tanto lugar. A companhia prefere voar com os assentos vazios do que permitir a emissão de bilhetes com milhas. Fica a pergunta: para que fazer parte de uma aliança global se não faz como as outras companhias da mesma aliança? A classe econômica estava bem cheia. A maioria era de passageiros brasileiros que desceriam em Barcelona, escala necessária para seguir viagem para Cingapura. A configuração da aeronave para a classe econômica é de três poltronas numa lateral, três no meio e três na outra lateral. Eu estava na poltrona do corredor da parte central, enquanto Ric ficou no corredor da parte esquerda do avião para quem caminha para seu fundo. Alguns amigos me disseram que a Singapore Airlines tinha uma classe econômica ótima, quase uma executiva. Claro que duvidei. E eu estava certo. O conforte da classe econômica é o mesmo em todas as companhias aéreas. São espaços mínimos, parecendo cubículos, onde não importam com a duração da viagem. Se quiser conforto e espaço, pague mais do que o dobro e viaje de executiva! Quando cheguei no meu assento, fiquei preocupado em viajar ao lado de uma criança de quatro anos de idade, pois a experiência pode ser ótima, como pode ser péssima. Logo perguntei para a mãe, que ficou na outra ponta da fila, se iriam até Cingapura. Elas eram colombianas que moravam em Barcelona, cidade onde desceriam. A menina coloria um livro de desenhos e não tinha cara de boa amiga. Problemas à vista, pensei, mas estava muito enganado. A garotinha não deu trabalho, coloriu por um bom tempo, depois brincou no iPad da mãe e dormiu a maior parte do voo. Ao sentar, notei que a distância entre as fileiras era um pouco maior do que a de outras companhias, o que fez uma enorme diferença, pois não me senti apertado em momento algum da viagem, diferentemente do que tinha acontecido quando viajei de Emirates no moderno Airbus A-380. As comissárias da Singapore trajavam um vestido longo, tinham o mesmo penteado, eram todas magérrimas, tinham maquiagem bem igual, o que as tornavam mais parecidas umas com as outras do que já achamos do povo oriental. O uniforme era em tom avermelhado, com grafismos próprios da cultura oriental. Nos pés, todas estavam de sandálias, com unhas impecavelmente pintadas. Os poucos comissários usavam terno como uniforme. Um fato que me impressionou foi a preocupação com a limpeza da aeronave. Eles passavam de hora em hora recolhendo papeis de bala, jornais já lidos, copos usados e plásticos descartados. O banheiro sempre estava limpo, mesmo com alguns que o usavam insistindo em não dar descarga, hábito que me parece comum no Oriente. Comida também foi o que não faltou. Logo após a decolagem, serviram bebida e um pacotinho de amendoim (maior e melhor do que o servido pela TAM no trecho Brasília-Guarulhos). Com duas horas de voo, foi a vez de serviram uma refeição quente, com uma salada de atum defumado como entrada, pão, manteiga, geleia, cream cheese, duas opções de prato (frango frito ou carne bovina), bebidas, incluindo vinho tinto e vinho branco, ambos australianos, e um Eskibon de sobremesa. Escolhi o frango frito que veio acompanhado de macarrão de arroz. Estava bem saboroso. Para passar o tempo, procurei as opções de entretenimento no monitor individual em minha frente. Eram 253 opções de filmes, mas nenhum com legendas em português. Da seção de lançamentos recentes, estavam quase todos os concorrentes ao Oscar 2013, incluindo Argo, o vencedor. Chequei as opções de programas de televisão, mas me detive nos canais musicais, ouvindo a programação de música pop de língua inglesa. Dormi um pouco, mas o sono era bem leve, acordando a qualquer movimento ao meu lado, ou em períodos curtos de turbulência. Quando cansei das músicas do avião, passei a ouvir o playlist do meu iPhone. Com sete horas de voo, foi a vez de passarem um lanche, onde tinha desde maçã, até saco de batata frita. Não quis nada. Água e suco de laranja eram servidos de hora em hora. Percebi que muita gente fica em pé após a metade do voo. Em sua maioria, brasileiros. Não só ficavam em pé, como encostavam na cadeira dos outros para se apoiar. Atrapalham quem está sentado e incomodam quem tenta dormir. Faltando duas horas para pousar em Barcelona, serviram o café da manhã, novamente bem farto e com duas opções de prato quente. Preferi o omelete de queijo, que estava totalmente sem gosto. Com dez horas de voo, pousamos no Aeroporto de Barcelona. Eram 7 horas da manhã de terça-feria, 26 de março, horário local, quatro horas a mais do que no Brasil. Era uma escala, mas todos tiveram que sair do avião, levando todos os seus pertences. Desembarcamos. Fazia frio do lado de fora: 13ºC, mas o ar condicionado no aeroporto não exigia blusa. Caminhamos até a parte destinada aos passageiros em trânsito, onde há um controle de passaporte, mas sem ser a imigração espanhola, com nova passagem em máquinas de raio X. Lá, além dos itens que tiveram que ser tirados da minha mochila no Aeroporto de Guarulhos, tive que retirar o iPad da bolsa. Passei sem problemas. Ric teve que parar para ser revistado mais pormenorizadamente, pois o portal apitou quando ele passou. Tinha um iPod no bolso. Teve que tirar a pochete interna de guardar dinheiro e colocar os pés, um de cada vez, em uma máquina. Liberado, nos dirigimos para a funcionária da Singapore Airlines que estava atendendo aos passageiros em trânsito. Ela nos indicou o portão 18D para nosso próximo embarque, o que se daria às 08:50 horas. Tínhamos tempo suficiente para procurarmos um banheiro, comer alguma coisa, caso tivéssemos fome, e esticar as pernas. Pulamos a parte da comida. Há muito tempo não passava pelo Aeroporto de Barcelona, que está moderno, amplo, clean e bem organizado. Desembarcamos e embarcamos novamente no Terminal 1. Aproveitei o tempo livre para achar uma internet gratuita. Achei uma única que nos dava 15 minutos de navegação durante 24 horas, mediante um cadastro rápido. Fiz o cadastro, e aproveitei o tempo curto para checar e-mails e postar fotos no Instagram. Às 08:50 horas chamaram para embarcar. A quantidade de gente em frente ao portão 18D indicava que o voo não estava cheio. Novamente, fila organizada, embarque por setor, garantindo agilidade e rapidez. O trecho Barcelona-Cingapura duraria 12 horas. Uma nova longa viagem pela frente.

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DE BRASÍLIA PARA CINGAPURA - PARTE 1

Na segunda-feira, 25 de março, eu e Ric descemos para pegar o táxi com duas pesadas malas, fora as mochilas. Eram 10 horas da manhã e estava iniciando nossa longa jornada até Cingapura. Ao invés de pedir um táxi por telefone, preferimos pegar um dos que ficam no ponto na entrada da quadra, mas não havia nenhum disponível. Tivemos que ligar e esperar dez minutos para o carro chegar. O trânsito estava bom, o que nos possibilitou chegar ao Aeroporto de Brasília vinte minutos depois. Fomos direto para o balcão da TAM reservado para quem tem o cartão fidelidade vermelho ou o cartão de crédito Itaú Fidelidade Platinum. Não havia ninguém na fila. A atendente foi muito simpática, informando-nos que nossa bagagem seria despachada direto para Cingapura, mas que, em relação ao cartão de embarque, teríamos que passar no balcão da Singapore Airlines no Aeroporto de Guraulhos para trocá-lo. A minha mala pesou 27 quilos e a de Ric, 26,8 quilos. Os assentos já estavam previamente marcados e foram mantidos. Todos em poltronas situadas no corredor da aeronave. No trecho Brasília-Guarulhos, assentos 8C e 8D, e no trecho Guarulhos-Cingapura, 41G e 41H. Os bilhetes foram emitidos há seis meses atrás, utilizando milhas para tanto. Até a noite anterior à viagem, tentei conseguir trocar para a classe executiva, também com milhas, mas não tive sucesso. Nesta viagem, seremos oito pessoas, sendo seis de Brasília e duas de Belo Horizonte. Cada dupla tinha voos diferentes, em horários e companhias aéreas diversas. Eu e Ric seríamos os primeiros a chegar em Cingapura. No trecho nacional, dois amigos de Brasília estavam juntos conosco, mas já em Guarulhos, tínhamos voos diferentes. Assim que fizemos o check in, eu e Ric fomos para a sala de embarque, ficando em frente ao portão 3, de onde estava prevista a saída do voo para 11:50 horas. Nossos amigos só apareceram na hora de embarcar. A chamada para o embarque aconteceu no horário previsto. Voo com ocupação parcial. Na mesma fileira onde eu estava sentou uma mulher aparentando uns trinta anos. Ela vestia uma blusa de lã, com mangas compridas e gola rolê. Em dois tempos, puxou conversa comigo, perguntando se eu estava sentindo que o interior da aeronave estava muito quente. Olhei para ela, sorri, e disse que ela sentia calor por causa da blusa e não porque estava calor. Em seguida, ela me perguntou para onde eu iria. Ao responder que estava viajando de férias para Cingapura, ela fez cara de dúvida, emendando a pergunta onde ficava este lugar. Ao responder que ficava no Sudeste Asiático, a cara de dúvida não se desfez. Para não esticar a conversa, transferi a pergunta para ela. Ia para a Espanha e estava nervosa, pois nunca tinha saído do Brasil, viajava sozinha, faria uma conexão em Paris e não sabia falar nem francês, nem espanhol. Perguntei se viajava para trabalhar, e ela me respondeu afirmativamente, mas logo mudou a resposta, dizendo que estava viajando de férias. Então tá! Estava na cara que estava viajando para tentar arrumar trabalho na Espanha. O papo encerrou aí. O voo saiu no horário marcado. Estava com fome, mas só serviram água sem gás, Coca Cola Zero ou normal e um pacotinho mínimo de amendoim torrado. O serviço de bordo da TAM cada dia piora mais, principalmente depois que ela foi comprada pela LAN. As tão detonadas barrinhas de cereal da GOL eram melhores do que o amendoim servido. Como a fome apertava, a enganei com os amendoins. Pousamos em Guarulhos no horário correto, desembarcamos e acompanhamos os nossos amigos na esteira, pois eles não puderam despachar as malas diretamente como nós fizemos. Passados vinte minutos, e com a necessidade de passar antes no balcão da Singapore Airlines, resolvemos deixá-los esperando as malas e seguimos para a Asa A do Aeroporto de Guarulhos, onde fica o check in da companhia aérea com a qual continuaríamos nossa viagem. Nesta asa também fica o Restaurante Viena, local onde combinamos de nos encontrar para almoçar. Passavam das 14 horas. Nosso voo estava marcado para 16:50 horas. Havia uma pequena fila no balcão da companhia, mas não demorou muito para chegar nossa vez. Fomos para o balcão onde uma atendente era treinada. Assim, foi um pouco demorada a nossa permanência no check in. Na verdade, não houve troca de cartão de embarque. Permanecemos com os que tínhamos recebido no balcão da TAM, ainda em Brasília. Eles foram conferidos, os números de nossos passaportes foram inseridos no sistema, informamos um nome de contato no Brasil, e ela verificou se nossas bagagens tinham seguido para o avião. Tudo checado, recebemos de volta os cartões de embarque nos quais foram colocados adesivos azuis redondos. Nosso embarque começaria às 15:45 horas pelo portão 10. Entramos em contato com nossos amigos, que ainda aguardavam as malas. Seguimos para o Restaurante Viena, onde almoçamos, servindo-nos do variado buffet, com opções para todos os gostos. Terminamos de almoçar sem a companhia dos amigos. Quando já estávamos na fila para pagar a conta, eles chegaram. O embarque deles seria em outro terminal. Desejamos boa viagem reciprocamente. Eu e Ric resolvemos entrar para o embarque, já que eram quase 15 horas. No controle de raio X, tive que tirar notebook e plástico com líquidos em frascos de até 100 ml cada um da mochila, além de colocar iPhone, chapéu e travesseiro de viagem nas bandejas antes de passar pelas máquinas de raio X. Tive que abrir a bolsa, pois implicaram com a caixa de meus óculos de grau. Ela tem o formato  de uma caixa retangular. Tudo liberado, era hora de enfrentar a fila da imigração. Não vi placas indicando o local de brasileiros e de estrangeiros, entrando no caminho mais perto de onde eu estava. Ao dobrar a esquina, notei que a fila em que eu estava andava, mas só tinha estrangeiros, enquanto a fila do lado era maior, estava parada e a maioria das pessoas era brasileira. Ric ficou na fila e eu fui perguntar para uma funcionária que ajudava na organização das filas, com colete amarelo de identificação, se estava na fila correta. Não sei se ela se confundiu, mas respondeu que a fila que eu estava era de brasileiros e a outra de estrangeiros. Fiquei onde estava. Em seguida, mais gente confusa e outras reclamando que a fila ao lado da minha não andava. Outra atendente disse justamente o contrário. Resolvi ficar onde estava desde o início. O problema da fila não andar era o sistema que tinha caído em alguns computadores. Na verdade, não há nenhuma diferença de atendimento, pois o sistema de controle é o mesmo. Fomos atendidos e, pela primeira vez, não se incomodaram em passarmos juntos no mesmo balcão da imigração. Uma mulher sorridente e educada nos atendeu, pedindo para eu retirar meu passaporte da sua capa de proteção, pois ele tinha que ser digitalizado. Ric comentou que não entendia porque vendiam capas de proteção se sempre que passávamos no controle de imigração, tinha que tirar a tal capa. Eu disse que tinha acabado de passar pela imigração na Costa Rica e no Panamá e em nenhum momento precisei tirar a capa. Seguimos em frente, passando reto pelo Duty Free. Ficamos sentados em frente ao portão 10 até a chamada para o embarque, que aconteceu de forma organizada, no horário e sem atropelos na fila. Fomos um dos últimos a embarcar. Dez horas de voo nos aguardava até a escala em Barcelona, Espanha.

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A LONGA VOLTA DE DUBAI PARA O BRASIL

Cinco horas da manhã. Todos prontos, com check out feito no Radisson Blu Deira Creek. Era manhã quente de sábado, 29 de setembro, dia de voltar para casa. A van do hotel já nos aguardava. Pelo traslado, pagamos DHS 100 (R$ 55,20 ou U$ 27). O trajeto até o aeroporto durou vinte minutos. O Aeroporto Internacional de Dubai é imenso, com amplo espaço nos corredores dos balcões de despacho das companhias aéreas. Fomos para o balcão da Emirates, onde fizemos um rápido check in, pois não havia quase ninguém na fila. Despachei duas bagagens, ficando com uma mochila e uma bolsa para ir comigo no avião. Quando todos estavam com os respectivos cartões de embarque nas mãos, fomos para o controle de raio X e, em seguida, passamos pela imigração. Até ali, muita calmaria no aeroporto. Mas foi entrar no saguão principal para toda a calma se dissipar. Um turbilhão de gente andava no corredor central entrando e saindo das lojas, procurando o seu portão de embarque. Idiomas diversos eram ouvidos. Vestimentas diversas confirmavam que ali era um aeroporto de ligação entre todos os continentes. Passei com V em uma loja de vinhos, parando também na loja de souvenir da Emirates onde comprei mais um pin para minha coleção. Eu e V seguimos para nosso portão de embarque que ficava em uma ala nova do aeroporto. Tivemos que andar bastante para chegar. Lá nos encontramos com S, D e C. Ficamos sentados nas cadeiras em frente ao portão indicado no cartão de embarque, mas com uma hora e meia antes do embarque, um funcionário da Emirates pediu para que todos deixassem aquela sala, pois deveríamos aguardar o controle de segurança da empresa para ali ficar. Voltamos para a área externa, onde há poucos lugares para se sentar. Ficamos ali até que fizeram a chamada. Entramos em uma fila. Algumas pessoas ignoravam solenemente a fila, passando na frente de quem esperava educadamente sua vez. Houve um atraso de vinte minutos para o embarque, que aconteceu remotamente, tendo que pegar um ônibus até a porta do avião.
Minha poltrona era no corredor, assento 19D. Logo chegou o ocupante do assento do meu lado direito. Era um homem grande e parrudo. Logo senti que teria problemas de espaço, o que de fato ocorreu durante toda a viagem, quando tinha que empurrar a perna ou o braço do homem para o seu canto.
Viajar de dia em voos muito longos é muito ruim. Não consigo dormir e as horas parecem nunca passar. O entretenimento a bordo dos aviões da Emirates é muito bom, mas chega uma hora que nada me atrai, pois o desconforto da poltrona, a falta de espaço para as pernas e a barriga que incha são fatores que contribuem para esta situação de irritação. Fico tão ansioso que não tenho paciência para assistir a um filme ou quando a comida é servida, como mais rápido do que costumo comer, e olha que sou rápido neste aspecto.
Para piorar, quando passamos por cima da África, tivemos um longo percurso com turbulência, o que acabou deixando todo mundo tenso.
Para tentar passar o tempo, escutei música um certo tempo. Depois resolvi ver um filme. Minha escolha foi entre os lançamentos mais recentes: Espelho, Espelho Meu (Mirror, Mirror), produção de 2012 dirigida por Tarsem Singh e estrelada por Julia Roberts, que durou cerca de 100 minutos. Em seguida, passei os olhos na revista de bordo e tentei dormir, mas me faltava espaço. O homem ao meu lado roncava e se esparramava onde não tinha lugar. Não tive dúvidas em dar um cutucão na perna dele.
Como não dormia, escolhi novo filme. Desta feita, O Exótico Hotel Marigold (The Best Exotic Marigold Hotel), produção de 2011 dirigida por John Madden, com um elenco de ganhadores ou indicados ao Oscar. Mais um passatempo de pouco mais do que duas horas.
Depois, não consegui ver mais nada, pois já estava bem irritado e minha dor de cabeça tinha voltado.
Foi duro aguentar as quinze horas de voo.
Pousamos no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, perto de 17 horas, com meia hora de atraso do horário previsto. Houve uma longa demora para sair do avião. Enfim, em solo brasileiro, mas ainda longe de casa. Tinha que esperar ainda mais quatro horas e meia para o voo para Brasília. Aguardamos por um longo tempo para recolher nossas malas e, depois, passamos na loja Dufry, onde minhas compras se concentraram em perfumes e chocolates. Na fila para pagar tive a notícia que Hebe Camargo tinha morrido. Nenhum de nós foi parado na Receita Federal, mas ninguém tinha nada demais nas bagagens. Fomos direto para o balcão da TAM para fazer nosso check in e despachar as bagagens. Eu, S, D e C logo tivemos nossos cartões de embarque, enquanto V teve problemas, pois sua reserva não era encontrada. Ela teve que ir à loja da Emirates resolver o caso, o que foi logo solucionado. Com todo mundo cansado e com malas despachadas, era hora de comer alguma coisa. Nada melhor do que algo bem brasileiro: pão de queijo com café. Após este rápido lanche, fomos para a sala de embarque. Nossa espera foi maior, pois o voo atrasou quase uma hora para sair. Chegamos em Brasília perto de meia noite, quase na madrugada de domingo.
Nada como chegar em casa, tomar um bom banho e deitar em uma cama gostosa. Chegava ao fim nossa ótima viagem pela China e por Dubai, Emirados Árabes Unidos.

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domingo, 9 de setembro de 2012

37 HORAS DE VIAGEM...

Quinta-feira, dia 06 de setembro de 2012. Primeiro dia de férias. Arrumei as malas pela manhã, com o cuidado da mala que iria despachar não pesar mais do que vinte quilos, pois este é o limite de peso para os voos internos na China. C e V, duas das companheiras de viagem, ficaram enviando mensagens via Whatsapp sobre o peso das suas malas. C enviou que a mala estava fechada com 14 quilos, V com 16 quilos. Fiquei tenso, pois a minha caminhava rapidamente para os vinte quilos. Fiz uma lista de tudo que deveria estar tanto na mala de porão quanto na de mão, além da mochila, que seria considerada a minha bolsa de viagem. Com muito custo, depois de mais de duas horas, fechei a bagagem para despachar com 20,25 kg, enquanto a de bordo pesava 5 quilos, o peso aceito pelas companhias aéreas. Almocei em casa mesmo, fazendo a barba logo em seguida. Como estava há muito tempo sem retirá-la, minha pele sentiu e ficou totalmente vermelha. Viajaria com o rosto "em chamas"! Ric chegou antes das 16 horas do trabalho para me levar ao aeroporto. Tudo conferido, saí de casa perto de 16:15 horas, dando início a uma longa viagem até Pequim. No Aeroporto de Brasilia ainda não havia muito movimento nos balcões da TAM, mesmo sendo véspera de final de semana prolongado. Fiz um rápido check in, apenas para o trecho Brasília-Guarulhos, onde deveria pegar a bagagem e fazer novo despacho, desta feita no balcão da Emirates. As minhas companheiras de viagem foram chegando pouco a pouco na sala de embarque, onde eu estava lanchando, comendo uma coxinha com Coca Cola Zero compradas no Frango Assado. Anunciaram nosso voo. Estava no horário. Fila enorme para embarcar. Esperamos quase todo mundo entrar. A maioria dos passageiros tinha como destino o estrangeiro. O voo saiu no horário, 18 horas, transcorrendo de forma bem tranquila. Chegamos em Guarulhos por volta de 19:30 horas, com tempo de sobra para o próximo trecho. Nossas malas chegaram rapidamente à esteira. Assim que as pegamos, fomos direto para a Asa D, onde está localizado o balcão da Emirates. Era cedo demais para fazer o check in, pois o atendimento tem início somente quatro horas antes do horário do voo, ou seja, o check in seria aberto perto de 21:30 horas. Resolvemos jantar, caminhando toda a extensão do Aeroporto de Guarulhos até o final da Asa A, comendo no self service do Viena. Ficamos no restaurante até o horário de fazermos nosso check in, realizado às 21:40 horas, sem pegar fila nenhuma. Check in e despacho de bagagem até Pequim, com conexão em Dubai. Sem muita coisa para fazer do lado de fora, entramos logo para a sala de embarque. Passamos rapidamente pelo raio X, seguindo para os balcões da Polícia Federal. Nunca vi a imigração tão vazia. Não tinha fila nenhuma. Paramos pouco tempo no Duty Free, onde C comprou um óculos escuros, já que esquecera o seu em casa. Ficamos na sala de embarque em frente ao portão 22 até a chamada para entrarmos no avião, um Boeing 777. Antes do embarque, C foi chamada para comparecer no balcão da Emirates. Como ela havia sondado no check in sobre promoção de última hora para a classe executiva, lhe deram um assento melhor como cortesia. Embora a fila fosse imensa, não demoramos a embarcar. Meu assento era o 38D, sem nenhuma fila na frente, apenas uma parede, o que me garantiu um melhor conforto para aguentar as quatorze horas e meia de voo. Decolamos com apenas quinze minutos de atraso. No avião  comissários que falavam vários idiomas, como o inglês  o português  o italiano, o alemão  o espanhol, o árabe, entre outros. Falam muito da Emirates em relação ao conforto, mas não notei nenhuma diferença com as outras companhias com as quais já voei em classe econômica. As poltronas são apertadas, o espaço entre elas é pequeno, o serviço de bordo é de médio para bom, com lentidão e mal humor de alguns comissários  O diferencial é o entretenimento a bordo, com mais de 1200 opções entre áudio  games, programas de televisão e filmes (são 200 filmes, desde sucessos recentes, até os grandes clássicos do cinema mundial, incluindo uma seleção de filmes indianos produzidos em Bollywood). Todas as poltronas tem tomadas para carregar computadores e entradas USB onde se pode carregar o iPhone, mas na minha fileira esta regalia não havia.
Foi um voo longo, no qual passamos o dia 07 de setembro viajando, pois saímos às 01:25 horas de Guarulhos e chegamos em Dubai às 23:15 horas. Embora tenha durado quatorze horas e meia, por causa do fuso horário de mais sete horas, a sensação de que gastamos o dia todo foi real. Nosso voo para Pequim somente sairia às 04:10 horas. Nosso tempo no Aeroporto de Dubai era enorme. Não tivemos pressa. Passamos pelo raio X no setor de trânsito, entrando numa verdadeira Torre de Babel, com gente de tudo quanto é parte do mundo. Mulheres de burca passeavam de um lado para o outro na área central do aeroporto, onde fica o free shop, enorme, por sinal. Andamos para lá e para cá, parando no Oliver & Fig para beber uma Coca Cola Light, com a lata toda escrita em árabe. Perto de 3 horas da madrugada, nos dirigimos para o portão 230 onde fizemos um pré-embarque, quando o cartão de embarque foi destacado. Fomos levados para uma sala no subsolo para nova espera. No salão havia muito chinês. Quando anunciaram o voo, houve uma aglomeração em frente à entrada com gente empurrando para ficar em melhor local. Depois de entrar no bolo humano, passamos pelo controle da empresa, entrando no corredor de acesso ao setor F do avião. Era um Airbus A380, o maior avião do mundo. Fiquei no assento 43C, bem na frente, embora a numeração nos faça pensar diferente. Assim que entrei, uma senhora estava sentada em meu lugar. Eu falei que o assento era meu e ela perguntou se eu me incomodava de trocar com ela, pois sua filha estava no assento do meio. Respondi que dependia de onde ela estava. A senhora me mostrou seu cartão de embarque. Era assento do meio. Sem pensar duas vezes e sem nenhum remorso lhe disse que me importava e muito. Ela foi falar com a comissária, que logo veio até mim perguntando se eu estava sozinho na viagem. Disse que viajava com amigas, mas não estava sentado na mesma fileira que elas. A comissária repetiu a mesma pergunta da senhora e eu lhe dei a mesma resposta. Ela pediu para que a senhora se sentasse no local dela até terminar o embarque. Não deu cinco minutos e outra comissária veio até mim fazendo a mesma pergunta, obtendo a mesmíssima resposta. Quando achei que estava tudo bem claro, o chefe dos comissários também chegou para mim com a mesma pergunta. Respirei fundo antes de lhe dizer que aquela pergunta já estava me incomodando. A filha, que viajou ao meu lado, era uma jovem de 16-17 anos, ou seja, era uma marmanja para precisar de auxílio da mãe durante um voo de sete horas. Não fui mais perturbado durante todo o voo. O serviço de bordo era melhor do que o primeiro trecho, o entretenimento a bordo era o mesmo do voo anterior e o espaço da poltrona era pior, pois estava espremido por outra fileira na minha frente. Foi um voo tranquilo, mas a falta de banho, a barriga inchada e a falta de sono me deixaram irritado. Pousamos em Pequim no horário previsto, ou seja, às 15:15 horas do dia 08 de setembro de 2012. A passagem pela imigração foi bem rápida, onde entregamos um pequeno formulário distribuído dentro do avião. Assim que passamos pela imigração, tivemos que tomar um trem para outro terminal, onde as malas seriam recebidas. A demora para entrega das malas foi enorme, deixando todos tensos em saber se elas viriam ou não  Enquanto esperávamos,  fizemos câmbio em uma unidade de um banco instalada próxima da esteira na qual sairia nossa bagagem. Depois de uma hora do pouso, as malas chegaram. Trinta e sete horas depois de sair de casa, chegava, enfim, em Pequim, China. Do lado de fora do desembarque, um chinês bem jovem, com cara de nerd, nos aguardava com uma placa com o nome de C escrito com caneta azul. Não era o nosso guia, mas apenas o cara que nos buscou no aeroporto.
Fomos até o estacionamento do aeroporto onde pegamos uma van percorrendo um trajeto de quase meia hora para chegarmos ao Jade Garden Hotel (1 Nanheyan Street, Dongcheng District, Beijing - www.jadegardenhotel.cn), onde tínhamos reserva para cinco noites. O check in foi bem rápido. Ainda no lobby do hotel, eu, C, V e S acessamos a internet via wi-fi, checando emails, enviando mensagens para família e amigos, mas sem acesso ao Facebook, ao YouTube e ao Twitter, proibidos na China. No quarto, antes de abrir as malas, corri para debaixo do chuveiro, ficando bastante tempo deixando a água cair em minhas costas. Deitei e dormi.


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domingo, 24 de abril de 2011

FIM DE VIAGEM

Fizemos o check out no Sofitel Bogotá Victoria Regia às 20:45 horas. Paguei parte da conta com nove vouchers de U$ 60 cada um que acumulei no programa de fidelidade Accor, o A-Club. Às 21 horas, o Sr. Xavier, o motorista contratado para nos levar ao aeroporto, estacionou o carro na porta do hotel. O valor da corrida - 38.000 COP - foi lançado em minha conta no hotel. O trânsito fluiu bem por causa do feriado prolongado, mas o aeroporto é longe. Demoramos meia hora para chegar, sem pegar engarrafamento em um trajeto cheio de obras públicas. Fiquei imaginando como seria em dias úteis na hora do rush. Descemos no Terminal 1 do Aeroporto Internacional El Dorado, destinado aos voos internacionais. Os balcões de check in da TAM se localizam nos identificados com os números de 7 a 12. Fomos direto para tais balcões. Há um verificação prévia antes de entrarmos na fila para realizar o check in e despachar as bagagens. Um funcionário da TAM nos informou que era necessário passar no guichê 19, em frente aos balcões de check in do terminal para pegarmos um voucher de isenção da taxa aeroportuária, pois éramos turistas e tínhamos ficado apenas oito dias na Colômbia. Só de posse destes vouchers poderíamos realizar nosso check in. No tal guichê, o atendimento foi rápido. Bastou apresentar o passaporte. Os funcionários da aeronáutica civil bateram um carimbo no nosso documento e entregaram um voucher nos isentando da taxa aeroportuária. Por curiosidade procurei saber o valor. Fica em torno de U$ 10. Bem ao lado, no guichê 17, é o local para solicitar a devolução do imposto IVA. Aproveitei que lá estava e não havia fila para solicitar a devolução do IVA do tênis que comprei em Bogotá. Um educado funcionário da aduana me deu todas as informações, entregou-me um formulário, explicou como preenchê-lo, mas só poderia atender-me quando eu tivesse em mãos meu cartão de embarque. Eram 21:30 horas e o guichê fechava às 22 horas. No entanto, ele também informou onde ir caso não conseguisse voltar antes da hora de ele encerrar seu expediente. Um detalhe importante  é que só se devolve o IVA para determinados itens e se eles foram pagos com cartão de crédito. Pagamento em dinheiro não vale para a tal devolução. Voltamos para o check in da TAM. Lá, o mesmo funcionário que nos atendeu antes, voltou a nos atender. Fez algumas perguntas, colocou um adesivo no passaporte, etiquetou as bagagens com um selo de segurança, perguntou como se falava a letra "X" em português, indagou se tínhamos frascos com líquido acima de 100 ml nas mochilas e bolsas de mão, e nos liberou para fazer, enfim, o check in. O atendimento foi rápido. Enquanto aguardava os cartões de embarque, aproveitei para preencher o formulário de solicitação para devolução do IVA. Com os cartões de embarque nas mãos, voltamos ao guichê 17. Eram 21:50 horas. As janelas já estavam semicerradas. Havia três pessoas na minha frente. O funcionário da aduana disse que atenderia até a minha posição, informando aos que estavam atrás de mim onde poderiam entregar o formulário ou requerer informações. Quando chegou minha vez, ele fechou a janela e pediu para eu ficar ao lado. Verificou se estava tudo correto no formulário, tirou cópias do passaporte, do cartão de embarque e ficou com o original da fatura e do comprovante do cartão de crédito. Pedi uma cópia destes originais para meu controle pessoal. Ele me atendeu, entregando também uma cópia de meu requerimento, dizendo que em 90 dias, se tudo estivesse correto, o valor do IVA seria creditado na fatura do cartão de crédito que informei no formulário. Era hora de ir para a sala de embarque. Passamos pelos controle de raio X e pela imigração. Só então lembrei que tinha ainda cerca de 200.000 COP. Não havia casa de câmbio na área de embarque. A maioria das lojas estavam fechadas. Uma loja da MAC estava aberta, quando fui verificar se o que minha amiga havia me pedido estava à venda. Não estava. Dirigimo-nos para a sala de embarque número 2, de onde partiria o voo JJ 8041 da TAM para Guarulhos. No caminho, uma loja da Juan Valdez Café estava aberta. Aproveitamos para comprar alguns tipos do forte café colombiano, um pote para guardar pó de café, biscoitos e doces feitos com café e um conjunto de quatro xícaras decoradas com o símbolo da marca. Ainda sobraram pesos colombianos. Estávamos com sede e Ric com fome. Não havia nenhuma lanchonete aberta. Passamos pelo portão 2 até achar um local que vendia refrigerante e salgado. Ainda sobraram pesos colombianos. Em uma loja de perfumes, gastei a maior parte do que sobrara em um produto da Biotherme Homme, revitalizador da pele facial. Fiquei, enfim, com 14.000 COP. Entramos na sala 2 e esperamos meia hora para embarcar. O voo saiu no horário, ou seja, 23:59 horas. Não estava totalmente cheio. Eu e Ric ficamos em uma fila onde ninguém sentou na poltrona do meio, facilitando a tentativa de dormir ao longo das cinco horas e meia de duração da viagem, que transcorreu bem tranquila. O jantar foi servido depois de uma hora da madrugada. Meu sono foi intermitente. Pousamos em Guarulhos às 07:25 horas. O desembarque foi bem rápido e não havia fila na imigração. Esperamos pouco tempo na esteira, pois nossas malas logo chegaram. Nossa conexão para Brasília seria apenas às 12:30 horas. Assim, tivemos bom tempo para passar na loja da Dufry, onde achei a encomenda de minha amiga. Acabei comprando algumas coisas que queria há algum tempo, como um carteira Montblanc, uma base pequena para iPod e iPhone bivolt própria para levar em viagens, garrafas de champagne Moet Chandon, um aparelho de medir pressão, chocolates, um brinquedo para Getúlio, nosso cachorro, e produtos Biotherme Homme para a pele do rosto e para o contorno dos olhos. Ric comprou chocolates, bonés para os sobrinhos e um perfume lançamento da Channel. Passamos pela alfândega, onde entregamos nossa declaração de bagagem e nos dirigimos ao setor de despacho de bagagens da TAM de voos de continuação doméstica para voos internacionais, localizado à esquerda do desembarque internacional. Não havia ninguém, apenas um funcionário orientando para os clientes despacharem as bagagens no andar superior, pois as esteiras estavam quebradas no térreo. Subimos de elevador. Embora as filas fossem grandes no despacho da TAM, utilizamos a prerrogativa do cartão de crédito Itaú TAM Platinum para despachar nossa bagagem em local específico. Entramos logo na sala de embarque, onde fizemos um pequeno lanche. O tempo de espera é grande. Tempo para atualizar planilhas de gastos na viagem, agenda, e-mails, Facebook e este blog. Tempo para desejar FELIZ PÁSCOA a todos os leitores!