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domingo, 11 de maio de 2014

82 UMA COPA | QUINZE HISTÓRIAS

Em tempos de Copa do Mundo, resolvi ler um livro que comprei em 2013, pouco antes do início da Copa das Confederações, chamado 82 Uma Copa | Quinze Histórias. O livro é uma coletânea de contos de escritores baianos ou que adotaram a Bahia como moradia, tendo como organizador Mayrant Gallo. Editado pela Casarão do Verbo, o livro traz a visão de cada um destes escritores sobre a trágica eliminação do Brasil na Copa da Espanha em 1982, no fatídico jogo Brasil X Itália, quando nossa seleção que encantava o mundo perdeu inacreditavelmente por 3 X 2, sendo o atacante Paolo Rossi o autor dos três gols italianos. Tostão, craque da seleção tri-campeão em 1970, escreve a orelha do livro, na qual ele ele é muito feliz ao dizer que "a adoração ao Brasil de 1982, à Holanda de 1974 e à Hungria de 1954, que não foram campeões, contraria o lugar-comum de que a história é sempre contada pelos vencedores". A leitura é deliciosa, mesmo trazendo recordações tristes para quem torcia e acreditava que a seleção comandada por Telê Santana e recheada de craques como Falcão, Éder, Júnior, Cerezzo, Zico, Dirceu, entre outros, ergueria a taça e se sagraria tetra-campeã mundial, fato que só se concretizou 12 anos depois. Como qualquer coletânea, não há uma linearidade de qualidade nos contos, mas a maioria deles é sensacional. Destaco quatro deles: Decameron, de Sidney Rocha; A Culpa Foi Minha, de Rodrigo Melo; a ótima ficção Cartão Vermelho, de Elieser Cesar; e Toda A Arte do Futebol, de Lima Trindade. Leitura rápida e muito boa. Recomendo.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

CORAÇÕES BLUES E SERPENTINAS - LIMA TRINDADE

Lançado em 2007 pela Editora Arte Paubrasil, o livro de contos Corações Blues e Serpentinas, de Lima Trindade, figurava em minha lista de leitura há algum tempo. Gosto da maneira como Trindade escreve, já conhecendo seus dois livros anteriores: Supermercado da Solidão (2005) e Todo Sol Mais O Espírito Santo (2005), além de seus contos em coletâneas. Não consseguia achar o Corações Blues e Serpentinas nas livrarias. Pesquisando o site Estante Virtual, que agrega vários sebos do Brasil, finalmente o encontrei. Ficou um bom tempo na estante lá de casa, pois o excesso de trabalho durante 2013 me impediu de ler regularmente como costumo fazer. Neste final de ano, tenho conseguido tirar um pouco o atraso, praticando o delicioso hábito da leitura. Aproveitei o voo Brasília-Recife, em mais uma viagem de trabalho, para começar a ler os contos de Lima Trindade compilados em Corações Blues e Serpentinas. São quinze contos que tem o relacionamento amoroso como foco. O autor nos envolve de tal maneira que a gente tem vontade de ler imediatamente a próxima história, sem pausas. São histórias que podem acontecer do nosso lado, diariamente. Ele aborda toda a sorte de amores e desamores, de alegrias e tristezas. Mesmo nos contos mais tristes, temos a certeza de que toda forma de amar vale a pena. E Lima Trindade ainda mostra que bebe do suco da arte, com várias referências à música, ao cinema e aos quadrinhos. Por ter nascido em Brasília e morar em Salvador, a maior parte dos encontros e desencontros narrados tem como cenário uma destas duas cidades. Leitura gostosa, agradável, que acrescenta algo no nosso pensar. Gostei muito.

sábado, 29 de agosto de 2009

SÁBADO DEDICADO A LEITURAS

Mais um dia de recuperação. Eu sei que é lenta, mas já estou ficando incomodado de ficar o dia inteiro dentro de casa, bebendo e bebendo líquidos.
Para passar o dia, dediquei a leituras. Primeiro, peguei o livro Todo Sol Mais O Espírito Santo, de Lima Trindade, indicação do próprio autor, a partir de um chat na internet. Adorei. São contos inteligentes que tem algo de real, embora saibamos ser frutos da imaginação do autor. Li direto, em uma única sentada, o livro inteiro de 156 páginas.
Depois desta leitura, peguei as edições do Correio Braziliense e da Folha de São Paulo de 22 de agosto até a data de hoje, 29 de agosto e li todos os cadernos de cultura e turismo dos dois jornais. Foi uma longa leitura que durou até o final da tarde. Só houve pausa para almoçar, na companhia de mãe e Ric quando saboreamos uma sensacional lentilha com cebolas e um ovo frito por cima, preparado, obviamente por minha mãe. Simples e maravilhoso. Não quis nem saber das outras opções.

No final da tarde, mais um filme da Bravo! 100 Filmes Essenciais. O classificado em 27º lugar, um filme de Michelangelo Antonioni, A Aventura (L'Avventura), produção italiana de 1960 e que recebeu um prêmio especial do júri do Festival de Cannes daquele ano. Odiei o filme. Arrastado, sem ritmo, em certos momentos até mesmo sem nexo.


E ao terminar a noite, o filme número 26 da revista que acompanho: O Sétimo Selo (Det Sjunde Inseglet), de Ingmar Bergman, produção sueca de 1957, ganhadora de um prêmio especial do júri no Festival de Cannes para o diretor. Uma forma interessante de abordar a morte e as dúvidas relativas à fé. Já tinha visto em cinema e VHS e continuo gostando.

TODO SOL MAIS O ESPÍRITO SANTO



TEXTO INTELIGENTE. LI EM UMA SENTADA.

RECOMENDO!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

SECA EM BRASÍLIA

Kit de sobrevivência para a seca em Brasília: colírio, soro para narinas, hidratante facial, protetor solar, protetor labial, hidratante corporal, água termal e muito, mas muito, líquido. Ainda estamos em julho e a secura na cidade está horrível. A umidade relativa do ar baixa de 30% todos os dias no início da tarde e, aliado ao calor e à falta de chuva, é poeira para todos os lados. Poeira que está potencializada com as inúmeras obras na cidade.
Tive muita preguiça de sair da cama de manhã, mesmo porque fiquei até tarde da noite (já de madrugada) em conferência no skype com os amigos que viajarão comigo para o Canadá. Depois de muitas pesquisas em guias e mapas na internet, decidimos os hotéis em que ficaremos nas cidades de Quebec, Montreal e Toronto e já efetuamos as reservas, todas confirmadas. Mais um passo foi dado para a viagem. Agora só falta a parte terrestre (traslados aeroportos-hotéis-aeroportos; city tour; excursões a Otawa e às Cataratas do Niágara; e deslocamento Quebec-Montreal) e falta o visto de entrada no Canadá, que somente providenciaremos no mês de agosto.
Depois de lutar com a cama, fui para o trabalho, ouvindo o cd de Mônica Salmaso & Pau Brasil cantando músicas de Chico Buarque, gravado ao vivo em 2008. O cd tem o mesmo repertório do gravado em estúdio, mas há arranjos diferenciados. Como já tinha gostado do anterior e também do show, é chover no molhado dizer que também gostei deste disco ao vivo.
Na hora do almoço, fui com Marcelo e Ro almoçar no Marietta Itália Café (CasaPark Shopping), cujo buffet do dia eram pratos inspirados na comida francesa. Comemos bem e tivemos a grata companhia de Emi quando já estávamos no café. O motivo de ir ao shopping foi buscar o livro Todo Sol Mais o Espírito Santo, de Lima Trindade, que havia encomendado na última terça-feira na Livraria Cultura.
Quando voltei ao trabalho, me sentia muito mole, parecia que a pressão tinha baixado. A seca provoca tais sensações. Todos no trabalho reclamavam do calor e da secura. Fiquei sentado, borrifando água termal no rosto por um bom tempo.
À noite, resolvo voltar para casa e assistir ao jogo do glorioso Galo. Motivo de comemoração: vitória do Atlético sobre o Fluminense e, de quebra, a liderança isolada do campeonato brasileiro deste ano.
Para dormir, já preparei o umidificador de ar que ficará ligado a noite inteira.