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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

A TRAGÉDIA DE MACBETH (THE TRAGEDY OF MACBETH)

A Tragédia de Macbeth (The Tragedy of Macbeth), 2021, 105 minutos.

Roteiro adaptado do clássico de Skakespeare, que já foi levado para os palcos e telonas muitas e muitas vezes. Desta vez, coube a Joel Coen a adaptação e a direção, sem seu irmão. No elenco, Denzel Washington (Macbeth) e Frances McDormand (Lady Macbeth).

Essa adaptação me surpreendeu positivamente. Coen resolveu focar nos devaneios, ambições e loucuras do casal Macbeth, fazendo um filme curto para os padrões de textos de Shakespeare, tendo uma cenografia minimalista, incluindo vestuário e acessórios usados pelos personagens.

O texto é difícil de acompanhar, tanto no áudio original, quanto nas legendas, pois os diálogos são rebuscados. Mas isso não cansa, pois a fotografia e a atuação dos atores nos prende.

Ponto alto é a fotografia, toda em preto e branco, com remissões muito claras aos filmes do expressionismo alemão: utilização de grafismos com jogo de luzes e sombras, pé direito dos ambientes internos enormes, mostrando a pequenez dos homens. Nos ambientes externos, muita bruma, impossibilitando a visualização perfeita do ambiente.

A aparição da bruxa para Macbeth, que ocorre em dois momentos do filme, é um dos pontos altos, com a sua multiplicação em uma tríade, ficando a sensação de algo divino.

Vi, em 24/01/2022, na AppleTV+.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

O VOO

Cumprindo a maratona dos filmes indicados ao Oscar 2013, fui ao Cinemark Iguatemi, em Brasília, sessão das 22:20 horas, para ver O Voo (Flight), indicado nas categorias ator (Denzel Washington) e roteiro original (John Gatins). Produção americana de 2012 dirigida por Robert Zemeckis. O filme é longo, com 138 minutos, mas é bem dinâmico, especialmente nos primeiros quarenta minutos, quando acontece o voo que dá título ao filme. Washington dá um show de interpretação vivendo Whip Whitaker, um experiente piloto de avião, que é alcoólatra e gosta de cheirar cocaína. Antes de realizar seu voo, tem um noite regada a muita bebida, sexo e drogas, com uma das comissárias que também estava escalada para o mesmo voo. Como co-piloto, ele tem a seu lado na cabine um fervoroso cristão que nunca havia voado com ele antes. O avião decola com muita chuva, mas Whip consegue se livrar rapidamente da severa turbulência. Com o avião estabilizado, ele até dorme na cabine, sob efeito de mais álcool ingerido com suco de laranja dentro da aeronave. De repente, os comandos do avião emperram e ele tem que atuar bravamente para fazer um pouso forçado em um campo, com direito a inverter o avião, despejar todo o combustível pelos ares e com fogo nas turbinas. Ele salva a maioria dos passageiros, tendo apenas 6 mortes. Ele vai para um hospital com alguns ferimentos, onde conhece Nicole (Kelly Reilly), uma viciada em heroína e álcool, que passa por um tratamento de recuperação. Quanto ao acidente, há uma necessária investigação, na qual o piloto Whip passa de herói para o grande vilão, ao descobrirem que ele estava sob efeito de drogas e álcool no dia do acidente. Interessante a batalha do advogado contratado pelo sindicato dos aeronautas, Hugh Lang (Don Cheadle), para inocentar Whip, descaracterizando até o relatório de seus exames toxicológicos. O final, muito piegas, estraga o filme, mas a performance de Washington é tão boa, que a gente até desconsidera o final com moral cristã. Destaco ainda a presença de John Goodman, interpretando o fornecedor de cocaína para Whip. Ótima performance. Gostei do filme, ressalvando seu final.

filme

sábado, 31 de março de 2012

PROTEGENDO O INIMIGO

Após um longo período sem ir aos cinemas, resolvi dar uma chegada no Cinemark do Diamond Mall em Belo Horizonte na noite de quinta-feira, dia 29 de março. Utilizando o cartão Claro Clube paguei R$ 7,00 pelo ingresso para ver o único filme que era possível, tendo em vista que cheguei ao shopping por volta de 19 horas, quando tinha início a sessão de Protegendo O Inimigo (Safe House), produção americana de 2012 dirigida por Daniel Espinosa. No elenco, os astros Denzel Washington (Tobim Frost, o inimigo do título em português) e Ryan Reynolds (Matt Weston, o protetor). Filme policial, onde um ex-agente da CIA considerado traidor se entrega no Consulado dos Estados Unidos em Cape Town, África do Sul, após uma perseguição com muito carro destruído e muita pancadaria. Ele é levado para um abrigo (a safe house do título original) onde trabalha o agente novato Weston. Uma equipe interroga o ex-agente quando o abrigo é atacado pelo mesmo grupo que perseguira Frost no início do filme. A partir daí West tem que fugir com Frost, procurando protegê-lo e levá-lo a salvo para um outro abrigo. Este convívio faz West rever seus conceitos em relação à CIA. História previsível, com final mais manjado do que nunca. O filme pode ser resumido como uma sequência de perseguição de carros em alta velocidade, pancadaria, tiros, mortes e tudo se repete novamente. O final é uma cópia descarada do final do último filme Missão Impossível. Não gostei.

filme

quarta-feira, 31 de março de 2010

O LIVRO DE ELI

Convidei uma amiga e colega de trabalho de Minas Gerais que está em Brasília participando de uma capacitação gerencial para assistirmos a um filme na noite de terça-feira. Ela pouco conhece de Brasília. Resolvi, portanto, levá-la ao CasaPark Shopping e conferir o ganhador do Oscar 2010 de melhor filme, Guerra ao Terror. Chegamos uma hora antes do início do filme. Resolvemos lanchar e encontramos amigos fazendo o mesmo. Sentamo-nos juntos até que eles se retiraram, pois a sessão do filme deles inciava antes do nosso. Tínhamos ainda um tempinho para passar na Livraria Cultura. Checando as novidades de filmes lançados em dvd, vi que o filme por nós escolhido já estava disponível. Tenho todos os filmes até então lançados em dvd que já ganharam o Oscar na categoria melhor filme. Assim, decidi comprar Guerra ao Terror. Já na bilheteria do cinema, decidimos ver outro filme, O Livro de Eli (The Book of Eli), dos irmãos Hughes, produção americana de 2010, com Denzel Washington como ator principal. A fotografia da película é impactante, preto e branco, retratando um mundo dilacerado pós guerra com consequências horríveis. Neste mundo, onde não há dinheiro e a áuga é um bem para lá de precioso, está um andarilho solitário, Eli (Washington), com uma inseparável mochila. Ele caminha em direção ao oeste, ação que ele desenrola há trinta anos, sempre guiado por uma voz interior. No seu caminho, muitos baderneiros, no melhor estilo Mad Max. Há muita morte durante o filme, com Eli enfrentando dezenas de pessoas ao mesmo tempo sem nunca se ferir. Ele tem o corpo fechado. Em um povoado devastado, está o fascista vivido por Gary Oldman que aparece lendo a biografia de Mussolini e está em busca do livro que o ajudará a comandar o que restou do  mundo. Logicamente, quem tem este livro é Eli e ao ser descoberto, o embate está travado. O filme faz referências explícitas ao já mencionado Mad Max, mas também há elementos de Waterland, fracassso de bilheteria na década de oitenta. Também é veículo para mostrar que marcas como Motorola, Apple (iPod), GMC e Ray Ban sobrevivem ao apocalipse. Previsível, o filme fica chato depois da primeira meia hora e envereda por um caminho, digamos, messiânico. Termina de forma conservadora e enaltece a religião, mesmo a criticando veladamente quando Oldman diz que no passado quem dominava o texto do livro, dominava a multidão e que isto poderia perfeitamente acontecer novamente. Os irmãos Hughes, depois de um sombrio Do Inferno, conseguiram fazer uma espécie de Do Paraíso, sem as belezas a ele associadas, mas que com fé e perseverança, mesmo usando da violência, todos chegamos onde queremos. Risível. Obviamente, não gostei.