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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

007 CONTRA O HOMEM COM A PISTOLA DE OURO

Nono filme da série James Bond, 007 Contra O Homem Com A Pistola de Ouro (The Man With The Golden Gun) é o segundo estrelado por Roger Moore. Produzido pelo Reino Unido, foi dirigido por Guy Hamilton e teve estréia nos cinemas em 1974. Tem 125 minutos de duração, o que o torna chato, pois algumas cenas são alongadas sem necessidade, como a perseguição de barcos em um rio da Tailândia. A bond girl da vez é Britt Ekland, que vive a auxiliar de Bond em solo tailandês, com o sugestivo nome de Goodnight. Para não fugir à tradição, 007 também se envolve com Andrea (Maud Adams), que tem ligações com o vilão. Os melhores momentos estão com o vilão e seus capangas. O chefão é Scaramanga, interpretado por Christopher Lee, conhecido àquela altura como o intérprete de Drácula nos cinemas. Ele quer dominar o mundo a partir de um controle da energia emanada do sol, mantendo um engenhoso laboratório em sua ilha particular no litoral da Tailândia. Também gosta de ilusionismo, praticando um jogo de gato e rato, onde no final ele sempre ganha, matando o oponente com uma bala de ouro vinda da sua pistola dourada, daí o título do filme. Seu principal ajudante é Nick Nack, vivido por Hervé Villechaize, o eterno Tattoo do seriado Ilha da Fantasia. O luxo continua presente: Bond usa o mesmo Rolex do filme anterior, se hospeda no chiquérrimo The Peninsula em Hong Kong, e é recebido por Scaramanga com uma garrafa de champanhe Dom Pérignon, safra 1964. O xerife abobalhado do filme anterior, J. W. Pepper (Clifton James), volta em cena, desta vez passando férias com sua esposa na Tailândia, e sendo responsável pelos momentos mais chatos do filme, com elementos de comédia pastelão que realmente não combinam com o charme de 007. Para piorar, a cena em que o xerife aparece também é durante uma perseguição de barco pelos estreitos rios tailandeses, bem no estilo do filme anterior. Falta de criatividade total. Até aqui, é o mais fraco da série. Moneypenny, M e Q voltam a aparecer e são interpretados pelos mesmos atores dos filmes anteriores. Canção tema é interpretada por Lulu.

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sábado, 5 de janeiro de 2013

COM 007 VIVA E DEIXE MORRER

Na sexta-feira à noite, com preguiça de sair, resolvi ver mais um filme da série 007, o oitavo da sequência, o primeiro com Roger Moore no papel de James Bond. Com 007 Viva e Deixe Morrer (Live and Let Die) é dirigido por Guy Hamilton para um produção do Reino Unido de 1973. Sai Sean Connery, com todo o seu charme, e entra Roger Moore, mais sofisticado e com um ar mais cínico. Desta vez Bond tem como missão descobrir quem está por trás da morte de três agentes secretos, em uma conexão que envolve New Orleans, nos Estados Unidos, a San Monique (uma ilha fictícia localizada no Caribe). Ele se envolve com adeptos do vudu chefiados pelo diplomata Kananga, interpretado por Yaphet Kotto, que mantém uma jovem papisa, Solitaire (Jane Seymour), sob seu domínio, pois acredita piamente que ela detém o poder de ler cartas de tarô. No desenrolar da história, Bond descobre que os negócios escusos de Kananga envolvem produção e comércio de heroína. Para conseguir derrotar o vilão, ele passa por grandes apuros, não podendo confiar em absolutamente ninguém que cruza seu caminho. Claro que se envolve com Solitaire, mas antes seduz Rosie (Gloria Hendry), uma agente duplo. Há referência explícita ao famoso Capitão Gancho da história de Peter Pan na figura do braço direito do vilão, o careca Tee Hee (Julius Harris), além da criação de crocodilos e jacarés que Kananga tem na ilha. Neste filme o personagem Q só é citado, mas há rápida aparição de M e Moneypenny, cujos atores são os mesmos desde o primeiro filme da série: Bernard Lee e Lois Maxwell. Características que fizeram a fama dos filmes de Bond continuam fortes na tela, como a perseguição de carros, que que potencializada neste filme por uma eletrizante perseguição de barcos pelos rios da Lousiana. Esta perseguição de barcos tem as cenas mais engraçadas do filme, vividas pelo Xerife Pepper (Clifton James), e pela invasão dos barcos a um casamento que ocorria às margens do rio, com direito a barco passar por cima do bolo da festa, deixando a noiva em prantos. Também o luxo se faz presente, seja no engenhoso relógio Rolex que ajuda o agente secreto na hora mais crítica, seja na champanhe, que volta a ser pedida por Bond, mas diferente dos outros filmes, quando solicitava uma Dom Pérignon, desta feita a bebida da vez é a Bollinger. A música tema é cantada por Paul McCartney and The Wings e recebe o mesmo nome do título original do filme: Live and Let Die, mas há uma cena em um bar-restaurante de New Orleans onde Brenda Arnau arrasa cantando a mesma canção tema. O filme tem 121 minutos de duração, sendo um pouco arrastado em determinadas ocasiões, o que o faz menos ágil do que os estrelados por Sean Connery. Mas mesmo assim, acabei gostando do filme e descobri que nada lembrava dele, ficando na dúvida se realmente já o tinha visto.

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

007 OS DIAMANTES SÃO ETERNOS

Marasmo de final de ano, mais uma noite com filme para ver em casa. Continuei com James Bond, colocando no aparelho de dvd o sétimo filme da série, o 007 Os Diamantes São Eternos (Diamonds Are Forever), mais uma produção do Reino Unido, dirigida por Guy Hamilton, lançada nos cinemas em 1971. Sean Connery volta a viver James Bond, depois de ter deixado o cargo para George Lazenby no filme anterior. No entanto, fatos marcantes na vida de 007 desenvolvidos no sexto filme, como o seu casamento, são totalmente ignorados nesta nova aventura. Bond volta a ser o sedutor de mulheres, mas não se prende a nenhuma. Blofeld, o chefão da Spectre, é interpretado por outro ator. Desta feita, por Charles Gray. Terceira vez que o vilão dá as caras, sendo interpretado por três atores diferentes. E mais uma vez ele é destruído, mas fica a dúvida se morreu. Por outro lado, os atores Desmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens de todos os filmes anteriores. As bond girls são interpretadas por Jill St. John (Tiffany Case) e Lana Wood (Plenty O'Toole). Além de Blofeld, dois outros vilões que trabalham para ele se destacam. São nerds e formam um casal gay (mas esta característica não se destaca no filme, apenas há insinuações visuais), sendo responsáveis pelos assassinatos mais engenhosos do filme. Os atores que dão vida a eles são Putter Smith (Mr. Kidd) e Bruce Glover (Mr. Wint). Na história, Bond tem que descobrir quem está por trás de um contrabando de diamantes e qual o seu propósito. Para tanto, viaja para Amsterdã e Las Vegas, cidades que serviram de set para as filmagens. Pela primeira vez não aparece em cena uma garrafa de Dom Pérignon, mas o bom gosto de Bond para bebidas finas continua presente, tanto quando toma uma dose de xerez, quanto em um banquete no navio quando experimenta uma taça do vinho tinto Mouton Rothschild, um dos ícones da França. As marcas de luxo também se fazem presentes, seja na citação do nome da bond girl, Tiffany, que foi assim batizada porque nasceu em uma loja da famosa joalheria, seja na brincadeira de Bond ao saber o motivo do nome desta garota, dizendo que ainda bem que ela não tinha nascido na loja da Van Cleef & Arpels. A música tema, cantada por Shirley Bassey, a mesma intérprete de Goldfinger, é uma delícia de se ouvir e teve vida própria desligada do filme. No mais, socos, brigas, perseguições (desta vez tem uma ótima no deserto de Nevada) e hotéis de luxo continuam a fazer parte da história, como se fossem personagens intrínsecos da série. História ágil, com 120 minutos. Gostei.

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

007 CONTRA GOLDFINGER

Mais um 007 para ver, ou melhor, rever. Desta vez, coloquei o DVD do terceiro filme da série. Para muitos críticos, ele é um dos melhores, senão o melhor de todos. Lembrava pouco, pois a última vez que vi foi quando adolescente, na segunda metade da década de setenta. O filme é 007 Contra Goldfinger (Goldfinger), produção do Reino Unido de 1964, primeiro filme dirigido por Guy Hamilton. Estrelado mais uma vez por Sean Connery, cada vez mais a vontade na pele do agente secreto com permissão para matar, James Bond. Alguns ícones da série aparecem pela primeira vez em Goldfinger, como o carro Aston Martin com banco injetável a partir de um botão na alavanca da caixa de marcha. Desmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens dos dois filmes anteriores. Desta feita, as bond girls são interpretadas por Shirley Eaton (Jill Masterson), Tania Mallet (Tilly Masterson), Mai Ling (Mei-Lei) e Honor Blackman (a comparsa do vilão que cai na lábia de Bond, a louraça Pussy Galore). O vilão Goldfinger é magistralmente interpretado por Gert Frobe. E ainda há o capanga de Goldfinger, o sempre calado Oddjob (Harold Sakata), que usa como arma a aba de seu chapéu. As filmagens em território americano fizeram parte da estratégia dos produtores de atingir o público dos Estados Unidos. Desta vez, as locações são na Suíça, Estados Unidos e Londres. A história é simples. James Bond tem que se aproximar de Goldfinger para descobrir seu real plano. O vilão negociava ouro ao redor do mundo, mantendo um belo estoque e fez um plano para atacar a reserva americana de ouro guardada no Forte Knox. Ele não queria roubar o ouro americano, mas submetê-lo a uma forte dose de radiação nuclear, inutilizando-o e, com seu estoque particular, passaria a ditar as regras no mercado mundial. O filme é ágil, tem as ironias de sempre de Bond, roupas impecáveis, luxo, com aparição, mais uma vez, de uma garrafa da champanhe Dom Pérignon, mas seus efeitos especiais, comparados com a tecnologia atualmente utilizada pelos grandes estúdios do cinema, são de dar boas risadas. No entanto, é um excelente filme, o que me faz concordar com os críticos, pois é um dos melhores da série.

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