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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

FESTIVAL I LOVE JAZZ - FOTOS

Já escrevi sobre minha experiência no festival I Love Jazz - para ler, clique aqui. Abaixo, algumas fotos por mim tiradas nas noites de sexta-feira (05/08/2011) e sábado (06/08/2011):


Público lota a Praça do Papa para o festival I Love Jazz




Axel Zwingenberger


Axel Zwingenberger & Lila Ammons


Stacey Kent


Stacey Kent


Serra do Curral emoldurando a Praça do Papa no início da noite de sábado - festival I Love Jazz


Maria Noel Taranto


Maria Noel Taranto


Marcelo Costa e Maria Noel Taranto


Naipe de sopros da Paulistânea Jazz Band


John Alfred Sextet


John Alfred Sextet


John Alfred Sextet

sábado, 6 de agosto de 2011

I LOVE JAZZ

Final de semana de excelentes shows na programação do festival I Love Jazz que teve sua terceira edição em Belo Horizonte, com entrada franca. O festival ocorreu em duas deliciosas praças da capital mineira. No final das manhãs de sábado e domingo os shows aconteceram na Praça da Liberdade, coroando o local que abriga o Circuito Cultural da Liberdade, ainda em fase de conclusão (faltam alguns prédios para terminar todo o projeto, algo que deve acontecer no próximo ano). E nas noites de sexta-feira, sábado e domingo, como na edição anterior, os shows aconteceram em palco montado na Praça do Papa, local de visual belíssimo em Belo Horizonte. Tive a oportunidade de ir à Praça do Papa nas duas primeiras noites. A organização do festival me chamou a atenção. Local limpo, amplo, com muitas cadeiras de plástico branco para os que primeiro chegavam se sentar, além de cobertura protegendo do frio para os que ficavam sentados bem em frente ao palco. Para quem lotou o gramado e as escadas da praça, um poderoso telão garantia aos frequentadores uma qualidade de imagem muito boa. Na parte superior da praça havia um espaço montado especialmente para o festival. Um vendia comidinhas, com o sugestivo nome I Love Food, outro vendia bebidas (o vinho tinto foi, de longe, a bebida mais consumida na primeira noite), o I Love Drinks, e um terceiro vendia lembrancinhas do festival e alguns discos dos músicos que fizeram parte do evento, o I Love Gifts. E não faltaram banheiros químicos, estrategicamente localizados e sempre limpos. Uma raridade em eventos públicos como este: ter papel higiênico em cada um das cabines masculinas (não sei como estavam as femininas). A noite de sexta-feira foi fria, muita fria. Um vento constante nos fazia ter uma sensação de um frio maior ainda. Todos bem agasalhados, mas para quem foi desprevenido, a lojinha montada na praça vendia mantas vermelhas com a inscrição do nome do festival. Fui de ônibus, pois tive dificuldades de pegar táxi no Centro da cidade. Acho que o horário ajudou nesta dificuldade, pois estava procurando táxi na Praça Sete às 18:30 horas. Havia muito tempo que não circulava de ônibus em BH e achei ótimo. Paguei R$ 2,45 e desci na Praça do Papa, exatamente no horário programado para ter início o primeiro show da noite, ou seja, às 19:30 horas. Ainda tinha cadeira desocupada. Sentei-me em um bom local, agasalhei-me e esperei por dez minutos, quando foi anunciada a primeira atração da noite, o alemão Axel Zwingenberger. Pianista, com cara de bonachão, ele entrou, cumprimentou o público com um aceno de cabeça e tocou duas ótimas músicas. Boogie woogie era o estilo de seu show. Após mais alguns números instrumentais, chamou ao palco a cantora americana Lila Ammons, que entoou várias canções que fizeram as pessoas se sacudirem nas cadeiras. O frio apertava, mas todos estavam ligados no espetáculo, que durou uma hora exata. Não houve bis. Apenas quinze minutos para arrumarem o palco, que era decorado com um bar de madeira à direita, com duas cadeiras altas, um abajour e um gramofone. No lado direito, havia uma mesa, duas poltronas e outro abajour. Mais quatro abajours de pé estavam localizados entre estes dois lados. A segunda atração da noite era a mais aguardada do festival. Incensada pela crítica especializada como a nova diva do jazz, a cantora Stacey Kent fez um lindo show para um público que lotava a Praça do Papa. Apaixonada pelo Brasil, se derramou por Belo Horizonte, pois seus professores de português nos Estados Unidos são da cidade. Ela chegou a pedir para tirar fotos do público para enviar por e-mail para estes professores. Sempre falou em português, mostrando a versatilidade e facilidade de falar línguas, já que ela sabe italiano, espanhol e francês, além de sua língua natal, o inglês. Por falar em francês, seu último trabalho é nesta língua, incluindo uma interessante versão para Águas de Março, de Tom Jobim, chamada Les Eaux de Mars, versão de Georges Moustakique. Ela a incluiu no set list do show. Também de Tom Jobim, só que cantada em português e acompanhada em uníssono pelo público, ela interpretou sedutoramente a música Corcovado. Samba da Benção, de Vinícius de Moraes & Baden Powell, em versão francesa, também fez parte do repertório de seu show. Em praticamente todas as músicas, ela deixava um momento para um belo solo de sax. O saxofonista de sua banda é também seu marido, Jim Tomlinson. O show terminou após uma hora de muitos elogios ao Brasil e à música brasileira. Com muitos aplausos e pedidos de mais um, ela voltou e cantou What A Wonderful World (Bob Thiele, George David Weiss e Robert Thiele Jr.), eternizada na voz de Louis Armstrong. Líndissma a interpretação. O público não se contentou com o bis e pediu mais um insistentemente. Ela retornou e fez mais três números, encerrando a primeira noite do festival por volta de 22:30 horas. Repetindo a experiência da ida, retornei até o Centro de ônibus. Desci na Praça Sete e, enfim, tomei um táxi para retornar à casa de meus pais.
Sábado, dia 06/08. Não havia vento, portanto fazia menos frio do que na noite de sexta-feira. Na programação do festival, três shows. Fui de carona com amigos de Brasília que agora moram em BH. O primeiro show estava programado para 17 horas, mas somente começou às 17:45 horas, horário que chegamos à praça. Ficamos sentados em local bem próximo ao palco, mas com uma visão que era atrapalhada pela grua da cinegrafista. No entanto, não nos atrapalhou em curtir os shows. A primeira cantora era uma uruguaia arretada, acostumada com performances em musicais da Broadway, Maria Noel Taranto. Ótimo show, voz lindíssima, agitadíssima, interpretou músicas alegres e para cima, mas também houve momentos para um bolerão e uma homenagem a Judy Carmichael, atração deste mesmo festival na Praça da Liberdade que estava presente no camarote montado pela Rádio Guarani FM. Taranto também incluiu uma música francesa em seu repertório, a sempre contagiante La Vie En Rose. Ao final de seu show, ela chamou Marcelo Costa para tocar trompete em uma música. Ela o apresentou como o responsável por estar ali naquela noite. Ele é o organizador do I Love Jazz. O show durou uma hora, com direito a bis. Em seguida, após quinze minutos para arrumar os instrumentos em cena, foi a vez da Paulistânea Jazz Band fazer o show. São seis músicos que se juntaram após décadas de separação exclusivamente para a segunda edição do festival, em 2010. Deu tão certo a união que não se separaram mais. Comemoraram um ano de banda no local onde ela nasceu, ou seja, em Belo Horizonte. Seis músicos experientes, seis instrumentistas, seis nacionalidades diferentes: um chileno ao piano, um italiano na guitarra, um português no baixo acústico, um brasileiro na bateria, um escocês no trombone, um americano no trompete e um argentino no saxofone e na clarineta. O show foi recheado de standards do jazz, com músicas assinadas por George & Ira Gershwin, por exemplo. A Paulistânea Jazz Band celebrou o jazz tradicional. Ao final, também chamaram ao palco Marcelo Costa para executar uma música com eles. A última atração da noite entrou no palco às 20:35 horas. Era o sexteto americano John Alfred Sextet, que também tiveram no set list grandes nomes do jazz. Do show, fomos jantar, encerrando uma bela noite em Belo Horizonte. Infelizmente não pude conferir a programação de domingo na última noite do festival na Praça do Papa, quando se apresentaram a brasileira Gabriela Pepino, os americanos do Howard Alden Trio e os também americanos do Jon Faddis Quartet. Para os que moram em Brasília, o mesmo festival ocorre no próximo final de semana no Parque da Cidade, também com entrada gratuita.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

I LOVE JAZZ - JUDY CARMICHAEL

Demoraram a arrumar o palco para o segundo show da última noite do festival I Love Jazz no Teatro Oi Brasília. Eram 22:50 horas quando anunciaram a atração que fecharia o festival: Judy Carmichael Seven. Famosa pianista, Judy já se apresentou várias vezes no Brasil. Por isso, ela fala um pouco de português. Enalteceu o nosso país, além de dizer, por mais de uma vez, que os brasileiros são muito sexy. Apresentou os seis músicos que a acompanham, identificando aqueles que viajavam pela primeira vez ao Brasil. O começo foi empolgante, com a cantora/instrumentista sentada ao piano, em uma performance arrebatadora. Ela se levanta para cantar uma música, uma adaptação de Ravel (foi em português mesmo que ela falou sobre a música). Ao perceber que há fotógrafos tirando fotos do palco, ela faz pose e brinca com eles. Chega a dizer que adora ter homens a seus pés, pois o fotógrafo estava sentado no chão para não atrapalhar o público, em menor quantidade do que no primeiro show. Durante sua apresentação, ela diz o nome de quem vai solar, ou aponta para eles. No início, achei legal ouvir os solos, mas na medida em que o show evoluiu, comecei a achar repetitivo, pois os solos, para um leigo como eu, pareciam ser os mesmos. Quando ela cantava, eu gostava, mas chegava nos solos, achava chato, não apreciava. Vi gente dando umas pescadas quando o show estava pela metade. O show durou uma hora, como os demais deste festival. Ela foi muita aplaudida e nem sequer saiu para o bis. Parecia apressada, pois havia uma programação de uma jam session no pub do hotel onde fica o teatro da qual também participaria. Fez mais uma música e saiu. O apresentador logo entrou para agradecer o comparecimento de todos, convidando para a tal jam session onde estariam os músicos dos dois sextetos que se apresentaram na quarta-feira (não pude estar presente em virtude de estar em Salvador), os integrantes da Antigua Jazz Band e do septeto de Judy Carmichael. Ela própria começaria a sessão, mas teria que logo sair pois retornaria aos Estados Unidos na manhã desta sexta-feira. Era tarde, passava da meia noite e eu tinha fome. Resolvi não ir ao pub. Fui comer um sanduíche longe dali, no Respeitável Burger, na Asa Sul.
Avaliando o festival, gostei bastante do nível dos convidados. Espero que haja uma terceira edição em Brasília no ano que vem e que seja como em Belo Horizonte, com entrada gratuita. Para mim, dos shows que vi, os classifico por ordem de preferência da seguinte forma:
01) Pink Turtle
02) Elza Soares
03) Antigua Jazz Band
04) Judy Carmichael
05) Victor Biglione
Registro que não achei nenhum dos shows ruins. Todos foram de excelente nível. Fiz apenas uma distribuição a partir do que mais gostei.


I LOVE JAZZ - ANTIGUA JAZZ BAND

Depois de uma tarde de um sono revigorante, fui conferir a terceira noite do festival I Love Jazz no Teatro Oi Brasília. Ingresso a R$ 50,00 (meia entrada com o cupom Sempre Você) para os dois shows da noite. O primeiro show estava marcado para 21 horas, mas começou com atraso de vinte minutos. Treze componentes integram a banda Antigua Jazz Band, conjunto argentino que existe há 42 anos. O show foi ótimo. Eles executaram várias músicas de Duke Ellington, além de outros expoentes do jazz das décadas de 1920 a 1940. Há uma variedade de formações. Nem sempre os treze estão no palco. Ficam em duplas, em trios, em quartetos, além de vários solos, especialmente da turma dos instrumentos de sopro. Há um integrante que fica pouco no palco durante a apresentação. Ele faz o vocal em três músicas. Não canta, apenas faz vocalises. Os músicos do sopro são em oito e fizeram um show à parte, especialmente no final, quando houve uma espécie de batalha entre os saxofonistas e os demais, quatro de cada lado. Foi uma provocação deliciosa, com vários solos de músicas famosas, entre elas La Vie En Rose. A vitória ficou do lado dos saxofonistas, que executaram o refrão de uma música muito conhecida dos brasileiros. Ao ouvir os acordes no sax, cai na risada, assim como todo o teatro, que cantarolou junto. A música é o maior sucesso da Xuxa, Ilariê. Hilário! Fizeram piadas entre eles próprios em vários momentos, arrancando também gargalhadas da plateia. O maestro da banda teve cuidado de sempre informar o autor e o nome de cada música executada. Também fizeram propaganda de seus discos, à venda na lojinha montada no foyer do teatro, bem como das camisetas com o nome e a logomarca da banda. Se despediram ao final de uma hora de show. O público pediu bis, fazendo-os retornar e mostrar mais uma bela música de Duke Ellington, desta vez com o baterista com o mesmo instrumento utilizado, também pelo baterista, pelo Pink Turtle quando do bis na noite de terça-feira. Era uma espécie de tábua de esfregar roupa pendurada no pescoço do músico na qual batucava com os dedos cheios de dedais. O som que se tira deste simples instrumento é muito interessante. O teatro não estava lotado, embora tenham vendido cadeira extra. É a famosa distribuição de convites para os patrocinadores que geralmente enviam estes convites para pessoas que não tem muito interesse em ver o show. Poderiam fazer como no CCBB que, ao invés de distribuir convites, entrega vouchers que devem ser trocados na bilheteria até quarenta minutos antes do espetáculo. Caso não haja a troca, os ingressos são colocados à venda. Parece-me também que falta divulgação do local. Muitos amigos que apreciam a boa música ficaram surpresos quando falei sobre o festival. Não tinham conhecimento. Gostei muito deste primeiro show da noite.


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

I LOVE JAZZ - PINK TURTLE


Não demorou muito para começar o terceiro show da noite no Teatro Oi Brasília. Após a bela interpretação e improviso de Elza Soares e dos músicos que a acompanharam no show My Soul Is Black, dentro do festival I Love Jazz, o palco foi arrumado em quinze minutos para a entrada da banda de jazz Pink Turtle. Não conhecia nada da banda. Li nos jornais que se trata de uma banda francesa que fizera sucesso na primeira edição deste mesmo festival, motivo pelo qual os produtores do evento resolveram incluí-la novamente na programação de 2010. Eram 23:05 horas quando um autêntico francês entrou no palco com um figurino lembrando os garotos que usavam bermudas e paletó. O tal francês saudou o público presente em um português sofrível, acenou para todos e tirou fotos. O papel se inverteu. A atração musical tirou fotos com sua câmara digital do público presente, numa clara referência ao fenômeno que hoje ocorre em qualquer espetáculo. Ele se senta na bateria e começa o show, entrando os demais integrantes da banda. São sete ao todo. O figurino é um caso à parte. Cada um tem uma roupa diferente, mas todas tem em comum as cores: preto e diversos tons de rosa (o pink do nome). Para minha surpresa, eles desfilaram sucessos do pop-rock mundial, com arranjos especiais, todos na linha do jazz. Além de cantar, eles também são performáticos, lembrando os pastelões clássicos de Hollywood. Alguns arranjos musicais eram tão diferentes dos originais que eu custava a identificar de que música se tratava. Reconhecia pela letra. Começaram com Walk On The Wid Side, sucesso de Lou Reed, e passaram por Hotel California, How Deep Is Your Love, sucesso do Bee Gees, Higway to Hell, do repertório da banda AC/DC, Fifty Ways To Leave Your Lover, de Paul Simon, Hey Jude, dos Beatles, entre outros. Em duas músicas, alguns dos componentes da banda desceram na plateia e tocaram frente a frente com o público. Houve solos de instrumentos de sopro, do violoncello e da bateria. O solo da bateria foi especial. O músico ficou só no palco, tirou acordes fantásticos dos tambores e pratos, e saiu batendo as baquetas no pedestal, no tablado, no chão, desceu as escadas para a plateia batendo nos degraus, foi até um jarro com gérberas, retirou uma flor, colocou-a na boca, caminhou curvado, para continuar batucando o chão, em direção a uma jovem do público e a presenteou com a flor. Recebeu de volta um beijo e um abraço. Retornou ao palco e continuou a tocar a bateria, com seus companheiros de banda também retornando para tocar mais uma música. Mais de uma hora de show, eles encerraram, saindo de cena. O bis é pedido, eles voltam, tocam nova música, se retiram. Novos pedidos de bis, inclusive em francês. Mais uma vez eles retornam, mas o baterista não se fez presente. É mais uma brincadeira. Um dos vocalistas diz que ele só voltaria se o chamássemos pelo seu nome: Stéphane. O público presente grita o seu nome. Ele entra com cara de menino pidão, se posiciona em um banquinho e lhe entregam uma tábua de esfregar roupas. O vocalista começa a cantar. Stéphane, com os dedos cheios de dedais, faz da tábua um instrumento  percussivo. A música é o grande sucesso de Michael Jackson, Billie Jean. Foi o fim do show. Ou quase, pois eles se formam em jogral e cantam uma versão francesa para apresentar o cd da banda. Os dois últimos discos do Pink Turtle estavam à venda na lojinha localizada no foyer exterior do teatro. Corri e comprei os dois. A fila que se formou atrás de mim era enorme. Não ia ter cd para todo mundo. Bela noite de jazz.


I LOVE JAZZ - ELZA SOARES



Elza Soares entra no palco do Teatro Oi Brasília conduzida por alguém da produção. Ela é a atração do segundo show da primeira noite do festival I Love Jazz em Brasília. Com o tornozelo inchado, ela se acomoda em um cadeira no centro do palco. Fiquei sentado bem em frente a ela. Com um figurino todo negro e uma cabeleira assanhada, ela inicia o show com sua voz rouca entoando What A Wonderful World, sucesso de Louis Armstrong. Foi a deixa para ela contar como conheceu este grande músico quando acompanhava a seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo no Chile, em 1962. Terminada a história, chamou seu convidado especial, o saxofonista Nivaldo Ornelas. Acompanhando Elza também estavam os três músicos do primeiro show, inclundo Victor Biglione e um trompetista. Já na segunda música, o problema de retorno voltou a dar sinais de vida. Elza percebeu e segurou a onda, fazendo os seus tradicionais vocalizes, enquanto técnicos de som tentavam corrigir o problema. Os músicos entraram na onda de Elza e também improvisavam solos, tornando-se uma jam session, mostrando o quanto bons músicos e uma cantora competente conseguem segurar a onda enquanto um problema é equacionado. Resolvido o retorno, o show prossegue, com Elza cantando e encantando a plateia com suas interpretações para clássicos do jazz. Ela anunciou que ainda está finalizando a gravação de um cd com sua leitura para este clássicos. O cd se chamará My Soul Is Black, mesmo nome dado ao show da noite, e deve ser lançado ainda em 2010. Cada música que ela interpretava na noite era muito aplaudida. Entre uma música e outra, ela deliciava o público com suas histórias. Contou-nos de sua amizade com Ella Fitzgerald, inclusive o fato de tê-la substituído em uma turnê na Itália no show Ella Canta Jobim. Por falar em Tom Jobim, ela o homenageou interpretando duas músicas: Retrato em Branco e Preto, na qual ela mais leu do que cantou. Ficou visível que não sabia a letra. Percebendo que não daria conta de cantá-la, ela resolveu declamar a letra da música, fazendo alguns vocalizes entre uma estrofe e outra, enquanto os músicos mostravam porque ali estavam. Solos de violoncello, guitarra, bateria, trompete e sax foram ouvidos e ovacionados. Já na segunda música de Jobim, Elza arrasou, ficando de pé, mesmo com o tornozelo inchado. A música? Garota de Ipanema. Ela inseriu seu nome na letra algumas vezes, dando um toque pessoal e insubstituível à canção. Summertime é outra canção cuja interpretação foi de arrepiar. O show durou pouco mais que uma hora. Ela sai de cena amparada pelos músicos, fazendo graça de seu tornozelo, cantando que ela o levaria para descansar. Era a senha de que não voltaria ao palco para o aguardado bis. A plateia, entendendo, apaudiu fervorasamente. Quase 23 horas. O show foi maravilhoso. Ainda haveria outro show, mas algumas pessoas foram embora. Talvez tenham ido apenas para ver Elza. Tenho certeza de que não se arrependeram.

I LOVE JAZZ - VICTOR BIGLIONE


Acontece em Brasília, a segunda edição do festival I Love Jazz. Diferente de Belo Horizonte, onde os shows são gratuitos, há cobrança de ingresso para conferir os shows na capital federal. São três dias de shows - 03, 04 e 05 de agosto - no Teatro Oi Brasília, localizado no Hotel Golden Tulip Alvorada. Comprei ingresso para os dias 03 e 05, pagando R$ 50,00 por dia (meia entrada com o cupom Sempre Você). Cheguei muito cedo ao teatro, induzido a erro pela matéria publicada no jornal Correio Braziliense na qual dizia que o show começaria às 20:30 horas. Aproveitei para passar na bilheteria para comprar ingresso para um outro show que acontecerá no mesmo local no dia 06 de agosto. Quando lá estava, um casal chegou para comprar ingresso para o festival de jazz para aquela noite e a bilheteira informou que as entradas estavam esgotadas. Fiquei no foyer do teatro lendo jornal. Quis comer alguma coisa, mas fiquei só na vontade, pois as opções do bar local são raras e péssimas. Para um teatro instalado dentro de um hotel, chega a ser decepcionante. Em qualquer teatro de São Paulo, há cafeterias com opções para um lanche rápido. Em Brasília, só temos um café decente no CCBB. Quando o relógio marcava 20:30 horas não havia muita gente esperando. Ao perguntar sobre o atraso, uma pessoa da produção disse que o horário correto era 21 horas, como marcado no ingresso. Mais meia hora de espera. A casa abriu as portas dez minutos antes do horário marcado. Acomodei-me na primeira fila, em local central, bem em frente ao meio do palco. Com atraso de quinze minutos e uma sala com muitos lugares vazios (e os ingressos lotados? - fica a pergunta), o guitarrista Victor Biglione, argentino radicado no Brasil há muitos anos, entrou em cena com mais dois músicos (violoncello e bateria) e fez um pocket show, um esquenta para o que ainda estava por vir. Ele tocou standards do jazz dos anos 30 e 40, não mais que três, mas os executou com uma sensacional performance, mesmo com problemas no retorno do som (ele olhava muito para a mesa de som, enquanto o baterista, também Victor, fazia sinais com a baqueta para que o palco tivesse mais retorno). Em vinte minutos de show, Biglione chama ao palco a estrela do segundo show da noite: Elza Soares.


domingo, 25 de julho de 2010

VOLTO A TER AGENDA CULTURAL CHEIA

Depois de algum tempo com rotina de trabalho-casa-trabalho, assistindo muita televisão (Passione) e filmes em dvd, aproveitei o sábado para conferir a agenda cultural de Brasília para os próximos dias. Consultei jornal, revista, folhetos recebidos pelo correio e internet, decidindo o que ver. Antes de escolher o restaurante para o almoço de sábado, passei, sempre na companhia de Ric, na bilheteria do Teatro Nacional para comprar entradas para as peças teatrais "Ensina-Me A Viver" e "Gorda". Em ambas, terei a companhia de Ric. Paguei meia entrada por ter o cupom Sempre Você do Correio Braziliense (assinantes). Depois de compradas estas entradas, fomos para o ParkShopping, pois precisava comprar presentes de aniversário para quatro pessoas, sendo que duas delas devo o presente, uma vez que fizeram anos alguns dias atrás. Almoçamos na Forneria Baco, no próprio shopping, aproveitando o festival de camarão, em cartaz aos sábados no local, pagando R$ 45,00 pelo buffet. Há uma grande variedade de pratos frios e quentes, além de pratos com camarão servidos à mesa. Aproveitei que estava por lá para verificar novos filmes em dvd na Fnac. Havia uma promoção de filmes já no mercado há algum tempo. Demorei um pouco para ver e escolher quais filmes levar para casa. Comprei 6 filmes por R$ 80,00. No caixa, registraram o preço unitário, cobrando R$ 120,00. Reclamei. Chamaram a gerente, pois sabiam do desconto, mas o sistema não permitia que ele fosse concedido. Calculadoras nas mãos, valor total da compra, dedução do desconto verdadeiro e paguei a conta certa pelos seis filmes. Ainda no shopping, comprei um aromatizador de ambientes, destes com palitos de madeira como difusor, na Tânia Bulhões Perfumes. Do ParkShopping uma pequena viagem até o CCBB, onde comprei entradas para a peça "Tempo de Comédia". O calor estava forte. Pausa para água, café, sobremesa e sorvete no Bistrô Bom Demais. Continuando o périplo de compras para eventos culturais, fomos para o Teatro Oi Brasília. Lá, comprei entradas, só para mim, para dois dias do festival I Love Jazz. No primeiro show, Elza Soares e Nivaldo Ornelas são uma das atrações da noite. Para estes shows, paguei meia entrada, também utilizando o cupom Sempre Você. Cansados, voltamos para casa, onde atualizei minha agenda com estes eventos, além de assinalar outros espetáculos cujas entradas ainda não estão à venda, como a mistura de balé, teatro, música e circo Antigravity, e a peça "Confissões de Mulheres de 30". Isto tudo sem falar na programação do Cena Contemporânea, que se inicia na última semana de agosto. Esta intensa programação começa nesta próxima terça-feira, 27 de julho, quando haverá mais uma sessão do Teste de Audiência do cinema brasileiro no Teatro da Caixa Cultural. Para completar o sábado intenso, fomos jantar para comemorar o aniversário de Cris no restaurante Dom Francisco da Asa Sul. Serviço eficiente, bons vinhos tintos, ótima companhia, delicioso galeto na brasa. Feliz aniversário Cristovão, já que hoje, 25 de julho, é o dia correto de seu nascimento.