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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

NUNCA MAIS OUTRA VEZ

Em 1983 dois filmes do agente secreto James Bond, o 007, foram lançados no cinema: 007 Contra Octopussy (Octopussy), dirigido por John Glen e estrelado por Roger Moore, e Nunca Mais Outra Vez (Never Say Never Again), dirigido por Irvin Kershner e estrelado por Sean Connery. O primeiro é o décimo terceiro filme da série oficial de 007. Já o segundo não tem relação com os produtores da série, não sendo considerado um filme oficial. O produtor Kevin McClory foi co-autor de 007 Contra A Chantagem Atômica (Thunderball), lançado em 1965, e depois de uma batalha judicial com Ian Fleming, o criador do personagem, McClory venceu, tendo o direito de fazer sua própria versão de James Bond. Assim Nunca Mais Outra Vez é um remake do filme de 1965. Ele não utiliza a música tema de 007, mas os personagens fixos da série, como M, Q e Miss Moneypenny, estão presentes, assim como elementos característicos dos filmes de Bond, como mulheres bonitas, incluindo uma vilã, perseguições de automóveis, champanhe (embora não haja a identificação do rótulo), o drinque preferido do agente secreto, e muita cena subaquática. Para viver o personagem, o produtor chamou novamente Sean Connery, que havia dito quando deixou a série que não faria o papel de 007 novamente. Ele voltou atrás e sua afirmativa acabou virando piada no final do filme em um diálogo entre Bond e Domino, e inspirou o título da película. Na batalha entre os dois filmes de 1983, Roger Moore saiu ganhando, pois Octopussy teve uma maior bilheteria mundial do que Nunca Mais Outra Vez. Se comparadas as duas versões de Thunderball, prefiro esta última, a não oficial, ressaltando que em ambas Sean Connery emprestou seu charme ao agente secreto. Também em matéria de bondgirl, as duas desta versão são as mais bonitas de todos os filmes lançados até 1983. Kim Bassinger vive Domino Petachi, a namorada do vilão que se apaixona por Bond. Barbara Carrera interpreta Fatima Blush, a impiedosa agente número 12 da Spectre. Dois atores de peso vivem os vilões. Klaus Maria Brandauer interpreta Maximilian Largo, o milionário que rouba as ogivas nucleares dos Estados Unidos e planeja explodir cidades americanas. Max von Sydow é Blofeld, o número 1 da Spectre. Gostei.

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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

007 CONTRA O SATÂNICO DR. NO

Depois de ver o 23º filme da franquia 007 no cinema, fiquei com vontade de rever o primeiro de todos, lançado em 1962, há cinquenta anos atrás. Peguei o DVD, coloquei no aparelho, sentei confortavelmente na poltrona e me deliciei com 007 Contra o Satânico Dr. No (Dr. No), produção inglesa dirigida por Terence Young. Baseado em conto de Ian Fleming, o agente secreto com permissão para matar, James Bond, o 007, teve sua primeira aventura no cinema na Jamaica, onde teve que enfrentar Dr. No, um cientista com ascendência asiática, com mãos de ferro, gênio do mal, que usa toda a sua inteligência e dinheiro para tentar destruir o programa espacial americano. Neste primeiro filme algumas características do personagem que se perpetuarem em todos os 22 seguintes são mostradas de forma contundente. A sua ironia, as roupas sempre bem cortadas, os carros esportivos, o dry martini, o champanhe. O famoso modo de fazer o drinque popularizou o dry martini em todo o mundo. Neste primeiro filme, a fórmula é dita bem clara: martini seco, casca de limão, batido, mas não mexido. Nesta primeira história, Bond janta com Dr. No bebendo uma Dom Pérignon Vintage 1955. Para tirar uma onda com o vilão, ele não perde a pose, dizendo que prefere a safra 1953. Isto sem falar nas mulheres. Neste filme, Bond fica com três. A primeira é Sylvia Trench (Eunice Gayson), uma jogadora profissional de cartas, que aparece na primeira cena em que surge Sean Connery na qual a famosa apresentação do agente secreto é feita pela primeira vez: Bond, James Bond. A segunda é Miss Taro (Zena Marshall), uma secretária da unidade do serviço secreto britânico na Jamaica que também trabalha para o inimigo. E a terceira é Honey Hider (Ursula Andress), a pescadora de conchas que Bond encontra na Crab Key Island, sede do laboratório do Dr. No. A cena de Andress saindo do mar, somente com biquíni e um facão na cintura virou um clássico do cinema mundial e embalou sonhos eróticos de muita gente na década de sessenta. Sean Connery mostra neste primeiro filme que seria difícil de ser substituído na pele de James Bond, sem ser um exemplo de galã, é sedutor e carismático ao mesmo tempo. Mesmo passados 50 anos, o filme ainda atrai, não envelheceu. Claro que os efeitos especiais de hoje deixam as trucagens deste filme abaixo de poleiro de pato, mas uma certa ingenuidade tem seu lugar e isto o filme tem de sobra, cuja representação máxima está na personagem de Ursula Andress. Para ver, rever, e manter em uma coleção de filmes.

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