Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Temple Restaurant Beijing. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Temple Restaurant Beijing. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de setembro de 2012

GASTRONOMIA EM PEQUIM, CHINA - TEMPLE RESTAURANT BEIJING


Endereço: 23 SongZhuSi, Shatan Beijie, Dongcheng District, Beijing, China. (meet@temple-restaurant.com)

Fone: +86 10 8400 2232.

Especialidade: cozinha francesa.

Quando fui: almoço do dia 12 de setembro de 2012, quarta-feira. Éramos cinco pessoas com reserva marcada para 13 horas. A reserva foi feita na noite anterior. Ficamos cerca de duas horas e meia no restaurante.


Serviço: impecável, desde a rua, onde um senhor nos deu boas vindas, até o pagamento da conta. Recepção nota dez, atendimento preciso nas mesas, com garçonetes sorridentes e atentas a qualquer movimento do cliente, mas sem incomodar. Assim que sentamos, uma taça de champanhe foi servida como um regalo da casa. Os pratos demoraram a chegar, mas houve amuse bouche para forrar o estômago enquanto esperávamos. Serviço de vinho excelente. Há maitres e garçons que falam inglês. Wi-fi gratuito mediante solicitação de senha. Ao final, cada um de nós ganhou uma garrafa de água mineral com o rótulo da casa, pois o tempo em Pequim estava quente e seco. Para esperar o táxi, nos acomodaram no bar e serviram, como cortesia, água aromatizada com limão.

O que bebi: além da taça de champanhe servida como boas vindas, cujo nome não me lembro, dividi com as amigas uma garrafa do cremant Louis Bouillot Brut 2008, produzida na região da Borgonha, França (RMB 390, cerca de R$ 125,00). Acompanhou o champanhe uma garrafa de um litro de água mineral sem gás Acqua Panna (RMB 90, cerca de R$ 29,00). Ao final, café espresso duplo.

O que comi: escolhi um dos dois menus da casa, o 3-Course Menu (RMB 135, cerca de R$ 43,00), com uma entrada, um prato quente e a sobremesa. Antes de chegar o primeiro prato, serviram alguns amuse bouche. O primeiro deles foi uma fatia de salmão defumado servido em uma torrada de pão preto, acompanhado por uma colher de salada de frutas. O peixe estava levemente defumado, quase na consistência de um sushi, enquanto a torrada estava bem crocante. As frutas da salada eram picadas em cubinhos bem pequenos, servidas nas onipresentes colheres de porcelana chinesas. O tempero era à base de aceto balsâmico, dando um sabor agridoce a ela. Ótimo início de almoço. A segunda amuse bouche foi um prato de bolinhas de queijo com um molho que não identifiquei. As bolinhas eram fritas e quase derretiam na boca de tão leves e macias. Aprovei. Uma terceira amuse bouche foi servida antes da chegada da salada que escolhi como entrada. Uma pequena cumbuca trazia uma mousse de lagosta com espuma de wasabi e caviar. Como não sou fã de lagosta, nem de caviar, não gostei deste mimo do chef. Em seguida chegou a salada de folhas verdes temperadas levemente com vinagre balsâmico e croutons. Nada diferente, mas muito gostosa. Como S havia escolhido uma massa como prato principal, todos os demais receberam mais uma amuse bouche enquanto ela apreciava seu pedido. Nós degustamos um carpaccio de atum com mousse de beterraba, wasabi e mostarda. Divino. Quando chegou nosso prato principal, foi a vez de S apreciar a mesma amuse bouche que degustamos antes. Escolhi como prato quente o clássico boeuf bourguignon com batatas, cenoura e aipo. A apresentação do prato já foi um deleite para os olhos. A carne estava cozida no ponto, com um molho espesso e bem marcante. Enfim, a sobremesa foi servida. Minha escolha recaiu em uma torta de figo com pasta de amêndoas e mini sorbet de limão. Fora o sorbet, gostei muito da torta, não muito doce e crocante, como aprecio. Durante o café, serviram mini trufas de chocolate belga meio amargo, pirâmides de chocolate branco crocante e cubos de gelatina vermelha passados no açúcar. Ainda colocaram pedaços coloridos de marshmallow, mas ninguém tocou neles.


amuse bouche


amuse bouche


amuse bouche


salada de folhas verdes


amuse bouche


boeuf bourguignon


torta de figo com pasta de amêndoas e mini sorbet de limão


mini trufas de chocolate belga meio amargo, pirâmides de chocolate branco crocante e cubos de gelatina vermelha

Valor que paguei: houve uma divisão não igualitária, pois nem todos beberam todos os vinhos solicitados. Assim, minha parte na conta foi RMB 320 (R$ 102,00).

Minha avaliação: * * * * 1/2. O restaurante já vale uma visita por estar alojado em uma parte de um hutong modernizada, preservando as linhas das edificações antigas, na forma de pagodes. Há muitas esculturas espelhadas nos pátios de acesso e ao redor do restaurante.

Gastronomia Pequim, China

sábado, 15 de setembro de 2012

NOITE DE ÓPERA E UM QUASE JANTAR FRANCÊS NO MEIO DE UM HUTONG

Desde o primeiro dia que chegamos, estávamos convictos de que tínhamos que assistir a uma ópera. Afinal, sempre ouvi falar sobre a Ópera de Pequim. Pedimos à guia uma indicação, mas ela insistiu em dizer que era melhor um show de kung fu ou uma apresentação de acrobacias. Os dois espetáculos eram mais populares, tendo duas sessões por noite, enquanto a ópera, sengundo ela, era mais chata e sonolenta, tendo apenas uma sessão noturna, sempre às 19:30 horas. Há várias montagens espalhadas pelos teatros da capital chinesa. Para os três espetáculos - kung fu, acrobacia e ópera - os preços são os mesmos, com duração de cerca de 75 minutos cada um. Eu toparia ver qualquer dos três espetáculos. Minhas amigas não queriam de forma alguma ver as acrobacias e quando a guia disse que tinha número de globo da morte, com motos, a decisão por não ver este tipo de espetáculo foi unânime. O show de kung fu parecia ser mais movimentado, mas as artes marciais não agradaram muito às mulheres do meu grupo. Assim, decidimos pela ópera. A guia ficou insistindo para vermos algum dos outros dois espetáculos, mas fincamos o pé e ponto final. Ela se encarregou de reservar as entradas. Pedimos o ingresso mais a frente. Custava RMB 280 (R$ 94,00). A princípio, S não iria, mas na tarde da terça-feira, dia da apresentação, ela decidiu ir. Não houve problema, pois Crystal reservou mais um tíquete. A guia foi muito gentil, pois se prontificou a nos levar até o teatro, que ficava um pouco distante de nosso hotel. Como queríamos ver os atores se maquiando antes do espetáculo e iríamos de táxi, a guia calculou que se saíssemos do hotel às 18:30 horas estava de bom tamanho. Todos prontos, estávamos no lobby do hotel na hora marcada. Crystal já estava nos esperando. Pedimos ao pessoal da recepção para chamar um táxi e, como da primeira vez, disseram para pegarmos na rua. Passaram-se dez minutos e nenhum táxi parou. Crystal deu a opção de ir de ônibus até um certo trecho e depois caminhar um pouco até chegar ao teatro. Aceitamos a proposta. O ponto de ônibus era próximo ao nosso hotel. Ônibus número 2, cujo bilhete custou RMB 1 (R$ 0,30). Ele passou rápido e não estava cheio. Descemos duas paradas depois, logo que passamos pela Praça da Paz Celestial. Começamos a caminhar por uma avenida larga e movimentada. O tempo foi passando e nada de chegar. A guia dizia que estávamos perto, que era logo em frente, mas este logo parecia o perto de mineiro, nunca chegava. Paramos em um sinal de trânsito. Era hora de atravessar a rua. C reclamava de futuras bolhas no pé, já que estava com uma sandália pouco apropriada para longas caminhadas. Assim que atravessamos a avenida, caminhamos a passos largos mais cinco minutos, chegando ao Jianguo Hotel, onde fica o teatro Liyuan Theatre. Faltavam cinco minutos para o início da ópera. Crystal correu para a bilheteria, pegou os bilhetes, nos entregou, levando-nos até dentro da sala de espetáculo. Nossos lugares eram em uma mesa lateral, a última da direita do palco, com visão de 90%. Crystal reclamou, mas não havia como mudar. Na mesa, um bule de chá verde e vários petiscos, tudo incluído no valor do ingresso. Pagamos à guia. Ela se despediu, dizendo como voltar para o nosso hotel de ônibus. As luzes se apagaram. Um vídeo introduziu a história da ópera, que sempre retrata a vida na época dos imperadores. Em ambos os lados do palco, fixados na parte de cima da parede, displays com legendas em chinês e inglês para melhor compreensão da história contada na noite. O espetáculo era dividido em atos. Não dava para acompanhar as legendas, pois passavam rápido demais. Desisti de ler, fixando no gestual dos atores, observando a maquiagem, muito carregada, o figurino e a marcação no palco. A voz aguda demais das atrizes chega a ser irritante. Com vinte minutos de espetáculo, cansei. Não entendia nada. Procurei algo para me distrair. Lembrei de que estávamos em um hotel. Procurei uma rede wi-fi livre pelo meu iPhone e achei. Atualizei mensagens e emails, sem atrapalhar ninguém, pois atrás de nossa mesa estava tudo vazio. O público ocupou mais de 2/3 do teatro, sendo a maioria turistas estrangeiros ou chineses de fora de Pequim. Achei as roupas bonitas, a maquiagem interessante, mas é uma experiência que não pretendo repetir. De qualquer forma, foi válido conhecer.
Na saída, a dificuldade para se tomar um táxi se repetiu. Havia dois táxis parados na porta do hotel. S, C e D foram para o primeiro táxi, mostrando o endereço do restaurante francês que tínhamos escolhido para jantar. O taxista falou qualquer coisa. Ouvi C dizer 16, aceitando o preço dado  pelo motorista. Elas entraram no carro e foram embora. Enquanto isto, eu e V mostrávamos o mesmo endereço para o carro de trás. O motorista leu e recusou a corrida. Ficamos ali parados esperando outro táxi passar. Os turistas que estavam no mesmo espetáculo saíam em grupos, entrando em ônibus de excursão. Nada de táxi. Resolvemos caminhar para um local mais visível, quando avistamos um táxi entrando com uma passageira no hotel. Corremos atrás dele, esperamos a chinesa sair e entregamos o cartão com o endereço de nosso destino ao motorista. Ele foi categórico em recusar. Voltamos para a rua, passando por um grupo que tentava, em vão , um táxi. Ficamos próximos a uma parada de ônibus. Paramos um novo táxi. O motorista olhou o cartão de ambos os lados, olhou para cima, pensou e disse para entrarmos. Enfim, tínhamos conseguido. Quando já rodávamos por quinze minutos, recebemos uma mensagem das amigas. Elas já estavam no restaurante. O taxista não sabia onde era o endereço. Eles não usam GPS, o que dificulta ainda mais. De repente, ele parou, olhou para uma placa, virou-se para nós, disse algo em chinês e seguiu em frente. Mais adiante, parou novamente, repetindo os mesmos gestos, retornando o carro para o local anterior. Como V tinha visto fotos do restaurante na internet, ela ficava procurando algo conhecido nas imediações. Entramos em uma rua estreita que foi se afunilando. Estávamos em um hutong. A sujeira imperava nos dois lados da rua. Bares simples estavam abertos, perto de 21:30 horas. O motorista parou e perguntou a uma mulher onde era o endereço que queríamos chegar. Ela nada ajudou. Ele percorreu mais cinquenta metros, parou o carro e disse em um inglês macarrônico "over there", apontando para frente. Olhamos na direção que ele apontava. Era uma rua pouco iluminada, sem movimento. Resolvemos pagar a corrida, RMB 20 (cerca de R$ 6,50) e não descer. Não queríamos arriscar em ficar ali, não achar o restaurante e ter dificuldades em conseguir novo táxi. Mostramos o cartão do hotel. Ele entendeu que queríamos sair dali, ligando o taxímetro novamente. Pagamos mais RMB 10 (R$ 3,25) pelo novo trajeto. No hotel, V enviou uma mensagem para as amigas informando que não conseguimos chegar ao restaurante, sendo impossível nova tentativa, pois o horário de jantar encerra por volta de 22 horas em Pequim. Não encontraríamos nada por perto para podermos jantar algo diferente de comida chinesa. Decidimos ficar sem jantar. Era minha segunda noite que dormiria sem ter jantado. Quando V subia par a o quarto, ela recebeu uma mensagem das demais. Elas também estavam voltando, pois o restaurante estava fechado para uma festa com menu único ao preço fixo de RMB 500 (R$ 160,00) por pessoa. Resolvi esperá-las, o que demorou mais de meia hora, pois elas também tiveram dificuldade de conseguir um táxi. Assim que chegaram ao hotel, me contaram a aventura que tiveram. Primeiro com o taxista, que tinha falado que a corrida custaria RMB 60 (R$ 19,00) e não 16 como C havia entendido. Depois, ele também não sabia chegar ao restaurante, mas foi mais esperto do que o nosso, ligando para alguém. Ele ainda ficava repetindo jocosamente tudo o que as três conversavam. No restaurante, elas ficaram em uma sala de espera, nos aguardando. Quando souberam do menu fixo, desistiram de ficar, mesmo porque era uma festa, pediram um táxi, mas, como cortesia, o restaurante serviu champanhe, entrada fria e um prato quente, como pedido de desculpas pelo fato de não terem avisado que naquela noite não serviriam o cardápio normal da casa. Elas ficaram tão agradecidas e sensibilizadas com a gentileza que reservaram para nós cinco almoçarmos lá no dia seguinte. Assim, fiquei sem o jantar naquela noite, mas S, C e D foram dormir bem satisfeitas com o que apreciaram no restaurante Temple Restaurante Beijing.
turismo
férias