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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A LONGA VOLTA DE DUBAI PARA O BRASIL

Cinco horas da manhã. Todos prontos, com check out feito no Radisson Blu Deira Creek. Era manhã quente de sábado, 29 de setembro, dia de voltar para casa. A van do hotel já nos aguardava. Pelo traslado, pagamos DHS 100 (R$ 55,20 ou U$ 27). O trajeto até o aeroporto durou vinte minutos. O Aeroporto Internacional de Dubai é imenso, com amplo espaço nos corredores dos balcões de despacho das companhias aéreas. Fomos para o balcão da Emirates, onde fizemos um rápido check in, pois não havia quase ninguém na fila. Despachei duas bagagens, ficando com uma mochila e uma bolsa para ir comigo no avião. Quando todos estavam com os respectivos cartões de embarque nas mãos, fomos para o controle de raio X e, em seguida, passamos pela imigração. Até ali, muita calmaria no aeroporto. Mas foi entrar no saguão principal para toda a calma se dissipar. Um turbilhão de gente andava no corredor central entrando e saindo das lojas, procurando o seu portão de embarque. Idiomas diversos eram ouvidos. Vestimentas diversas confirmavam que ali era um aeroporto de ligação entre todos os continentes. Passei com V em uma loja de vinhos, parando também na loja de souvenir da Emirates onde comprei mais um pin para minha coleção. Eu e V seguimos para nosso portão de embarque que ficava em uma ala nova do aeroporto. Tivemos que andar bastante para chegar. Lá nos encontramos com S, D e C. Ficamos sentados nas cadeiras em frente ao portão indicado no cartão de embarque, mas com uma hora e meia antes do embarque, um funcionário da Emirates pediu para que todos deixassem aquela sala, pois deveríamos aguardar o controle de segurança da empresa para ali ficar. Voltamos para a área externa, onde há poucos lugares para se sentar. Ficamos ali até que fizeram a chamada. Entramos em uma fila. Algumas pessoas ignoravam solenemente a fila, passando na frente de quem esperava educadamente sua vez. Houve um atraso de vinte minutos para o embarque, que aconteceu remotamente, tendo que pegar um ônibus até a porta do avião.
Minha poltrona era no corredor, assento 19D. Logo chegou o ocupante do assento do meu lado direito. Era um homem grande e parrudo. Logo senti que teria problemas de espaço, o que de fato ocorreu durante toda a viagem, quando tinha que empurrar a perna ou o braço do homem para o seu canto.
Viajar de dia em voos muito longos é muito ruim. Não consigo dormir e as horas parecem nunca passar. O entretenimento a bordo dos aviões da Emirates é muito bom, mas chega uma hora que nada me atrai, pois o desconforto da poltrona, a falta de espaço para as pernas e a barriga que incha são fatores que contribuem para esta situação de irritação. Fico tão ansioso que não tenho paciência para assistir a um filme ou quando a comida é servida, como mais rápido do que costumo comer, e olha que sou rápido neste aspecto.
Para piorar, quando passamos por cima da África, tivemos um longo percurso com turbulência, o que acabou deixando todo mundo tenso.
Para tentar passar o tempo, escutei música um certo tempo. Depois resolvi ver um filme. Minha escolha foi entre os lançamentos mais recentes: Espelho, Espelho Meu (Mirror, Mirror), produção de 2012 dirigida por Tarsem Singh e estrelada por Julia Roberts, que durou cerca de 100 minutos. Em seguida, passei os olhos na revista de bordo e tentei dormir, mas me faltava espaço. O homem ao meu lado roncava e se esparramava onde não tinha lugar. Não tive dúvidas em dar um cutucão na perna dele.
Como não dormia, escolhi novo filme. Desta feita, O Exótico Hotel Marigold (The Best Exotic Marigold Hotel), produção de 2011 dirigida por John Madden, com um elenco de ganhadores ou indicados ao Oscar. Mais um passatempo de pouco mais do que duas horas.
Depois, não consegui ver mais nada, pois já estava bem irritado e minha dor de cabeça tinha voltado.
Foi duro aguentar as quinze horas de voo.
Pousamos no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, perto de 17 horas, com meia hora de atraso do horário previsto. Houve uma longa demora para sair do avião. Enfim, em solo brasileiro, mas ainda longe de casa. Tinha que esperar ainda mais quatro horas e meia para o voo para Brasília. Aguardamos por um longo tempo para recolher nossas malas e, depois, passamos na loja Dufry, onde minhas compras se concentraram em perfumes e chocolates. Na fila para pagar tive a notícia que Hebe Camargo tinha morrido. Nenhum de nós foi parado na Receita Federal, mas ninguém tinha nada demais nas bagagens. Fomos direto para o balcão da TAM para fazer nosso check in e despachar as bagagens. Eu, S, D e C logo tivemos nossos cartões de embarque, enquanto V teve problemas, pois sua reserva não era encontrada. Ela teve que ir à loja da Emirates resolver o caso, o que foi logo solucionado. Com todo mundo cansado e com malas despachadas, era hora de comer alguma coisa. Nada melhor do que algo bem brasileiro: pão de queijo com café. Após este rápido lanche, fomos para a sala de embarque. Nossa espera foi maior, pois o voo atrasou quase uma hora para sair. Chegamos em Brasília perto de meia noite, quase na madrugada de domingo.
Nada como chegar em casa, tomar um bom banho e deitar em uma cama gostosa. Chegava ao fim nossa ótima viagem pela China e por Dubai, Emirados Árabes Unidos.

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

DE HONG KONG PARA DUBAI

Segunda-feira, 24 de setembro de 2012. 18:30 horas. Check out no Hotel Cosmopolitan em Hong Kong. Pedimos dois táxis para a Estação Central. Como na chegada à cidade, nossas malas não couberam no porta-malas do carro, sendo amarradas por uma cordinha, ficando com um pedaço de fora. O porta-malas seguiu aberto. Começou a cair uma fina chuva. A corrida ficou em HK$ 40 (R$ 10,50 ou U$ 5.20). Na estação, V e C entraram na fila para comprar os bilhetes para o trem expresso até o aeroporto, trajeto que dura vinte e cinco minutos. V comprou três bilhetes (V, D e o meu), enquanto C comprou para C e S. Não sabíamos que havia diferença no preço unitário dos bilhetes. Para quem compra a partir de três, cada um sai a HK$ 70 (R$ 18,30 ou U$ 9), e para dois, o preço unitário sobe para HK$ 80 (R$ 21,00 ou U$ 10.40). Chegamos ao Aeroporto Internacional de Hong Kong com bastante antecedência, pois nosso voo estava marcado para 00:35 horas da madrugada de segunda para terça-feira. Voamos de Emirates, que pede para fazer check in com três horas de antecipação. O despacho já estava aberto. Fizemos nosso check in, despachamos as bagagens e ficamos lives para conhecer um dos maiores aeroportos do mundo. Inicialmente procuramos um restaurante para comer antes de passar pela imigração, mas nada nos interessou. Resolvemos entrar e comer já na parte reservada aos passageiros com cartões de embarque nas mãos. Passamos rapidamente pela imigração. O aeroporto é enorme, com muitas lojas na área de embarque. Procuramos um local para comer. A praça de alimentação estava lotada, sem lugar para assentar. Seguimos procurando um restaurante, encontrando uma unidade da Pizzaexpress (Unit 7E124, Level 7, Departure Floor Hong Kong International Airport - www.pizzaexpress.com.hk), onde comi uma pizza vegetariana, pois não queria nada pesado, já que enfrentaria um voo de oito horas de duração até Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ficamos um bom tempo na pizzaria. Após o jantar, nos separamos, pois cada um queria olhar lojas diferentes. Aproveitei para dar uma olhada na filial da Longchamp, pois queria comprar uma bolsa que já estava de olho há algum tempo. Na unidade do aeroporto só havia bolsas femininas. No horário marcado, estávamos todos no portão de embarque. O voo atrasou quase uma hora para sair. Voamos em um Airbus A380. Voo lotado. Novamente achei o espaço entre as fileiras muito apertado. Ainda bem que consegui dormir logo depois que serviram o jantar. Pousamos em Dubai por volta de 05:30 horas, horário local, quatro horas à menos que Hong Kong e sete a mais do que no Brasil. Demorou um pouco para sairmos da aeronave. A maioria dos passageiros faz conexão em Dubai, tanto é que as filas na imigração não eram grandes. Se não tivéssemos chegado na imigração na hora da troca de expediente dos funcionários (6 horas da manhã), seria mais rápido. O local é imenso, arejado. Todos os funcionários usavam roupas típicas, com aqueles lenços na cabeça, túnica branca e sandálias. As poucas mulheres usavam túnicas negras e cobriam a cabeça com lenços da mesma cor. Após a imigração, esperamos nossas malas, aproveitando o tempo para fazer câmbio ainda no salão de entrega da bagagem. Com tudo pronto, saímos à procura de uma placa com nossos nomes, pois tínhamos solicitado ao hotel o serviço de transporte aeroporto-hotel (DHS 100 - R$ 55,20 ou U$ 27.20). Havia uma fila de pessoas com placas indicando passageiros e hotéis  Procuramos o nosso, o que não foi difícil, pois a organização era ótima, onde ninguém ficava atrás de ninguém. Todos em uma mesma linha reta ao longo do corredor da saída da sala de desembarque. Feitas as devidas apresentações, acompanhamos o motorista até a van. Assim que entramos no estacionamento, tivemos uma pequena amostra do que nos aguardava em Dubai: um calor insuportável. E ainda eram 7 horas da manhã. Tínhamos reserva para cinco noites no Radisson Blu Hotel Duabi Deira Creek (Bani Yas Road, 476 Dubai, Emirados Árabes Unidos). Fizemos um rápido check in e subimos para nossos respectivos quartos para deixar a bagagem, descendo novamente para tomar o café da manhã, já que nossa diária estava paga desde o dia 24 de setembro. Preferimos pagar a diária a partir de 24, pois chegaríamos cansados de um longo voo no início da manhã de 25, garantindo um quarto desde a chegada para o nosso descanso. Depois de experimentar algumas delícias da culinária árabe ainda no café da manhã, fui para o quarto, onde desfiz as malas, tomei um banho, deitei e tentei dormir, mas não consegui. Pelo menos descansei. Às 10:00 horas já nos reuníamos no saguão do hotel para nossa primeira volta pela cidade.


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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

HONG KONG - DIA 4



24 de setembro de 2012, segunda-feira. Nosso último dia de viagem na China. Não tínhamos programado nada de especial. Acordei cedo, com a luz do sol no meu rosto, pois tinha deixado a cortina do quarto aberta. Aproveitei para arrumar as malas, pois deixaríamos Hong Kong no final da noite rumo a Dubai nos Emirados Árabes Unidos. Combinamos de tomar café da manhã um pouco mais tarde. Como seria nosso último café da manhã em solo chinês, coloquei em meu prato algumas comidinhas da culinária local que dificilmente encontraria no Brasil, como os dumplings e o onipresente suco de toranja (pomelo ou grapefruit). Depois do café, desci para o saguão do hotel para checar emails e navegar nas redes sociais. Nossa diária vencia ao meio dia. Fui negociar um late check out, pois nosso voo estava marcado para o início da madrugada seguinte, às 00:35 horas. Questionado até que horas queria ficar no meu quarto, respondi, sem pensar muito, até às 18 horas. Deram-me o late check out até 14 horas, deixando-me no quarto até a hora que eu queria desde que pagasse HK$ 100 por hora a partir das 14 horas. Aceitei de pronto, pois pagaria apenas HK$ 400 (R$ 105,00 ou U$ 51.60) a mais para ter mais comodidade no hotel. Todas as minhas amigas conseguiram a mesma coisa. S foi cumprir uma agenda previamente programada, enquanto eu, V, C e D ficamos no lobby do hotel. O mensageiro tocou a sineta andando pelo saguão, sinalizando que em cinco minutos o transporte gratuito para o centro comercial da ilha sairia da porta do hotel. Era a deixa para entrarmos no tal ônibus. O percurso é rápido, cerca de quinze minutos de viagem, isto por causa do trânsito. Descemos em uma rua em frente à entrada lateral do Times Square Centre, uma torre comercial cujos nove primeiros andares abrigam um shopping center. Eram 10:30 horas. Resolvi que compraria uma alpargata (espadrille) já que ter uma nos pés no verão é a tendência mundial. Entramos no centro de compras, mas as lojas ainda estavam fechadas. O horário de abertura era às 11 horas. Sentamos em um Starbucks, esperando o horário de abertura das lojas. Assim que o relógio marcou 11 horas, começamos um tour infindável pelo shopping. Foi subir e descer escadas rolantes, entrar e sair de lojas, experimentar roupas, sapatos, perfumes, cremes, ver aparelhos eletrônicos e quinquilharias. Compramos muita coisa ali. Quando nos demos conta, já passavam de 13 horas. Não achei minha alpargata. Saímos do centro de compras, mas continuamos a entrar em lojas na rua, incluindo uma passada na maior loja de departamentos de Hong Kong, a Sogo. Com muitas sacolas nas mãos e com a fome se fazendo presente, resolvemos procurar um restaurante para almoçar. O tempo fechava, sinalizando chuva. Muitos restaurantes já indicavam em suas portas que a cozinha já estava fechando. Paramos no No Signboard Seafood (Shop C & D, G/F 66-72 Paterson Street, Fashion Walk, Causeway Bay - +852 2398 9959), cujo funcionamento é direto. Entramos. Nosso último almoço na China foi comendo comida local, ou melhor, experimentando a culinária do Mar do Sul da China, com direito a arroz grudento, arroz frito, amendoim cozido e adocicado, vagem frita, bife de boi em tiras com cebolinha, aipo e gengibre. Além destes pratos bem típicos que comemos várias vezes ao longo de nossa viagem, experimentamos o caranguejo do Sri Lanka cozido com gengibre. O garçom trouxe o bicho vivo para vermos antes de levá-lo para a panela. Um caranguejo enorme! A chuva começou a cair. Fizemos do nosso almoço uma celebração à China. Tudo muito bem feito. V parecia estar em uma barraca na Praia do Futuro em Fortaleza, Ceará, tamanha desenvoltura para tirar a carne do caranguejo. Após o ótimo almoço, decidimos fazer mais uma despedida em grande estilo. Desta feita, fomos nos despedir da massagem chinesa. Havia uma clínica de massagens perto do restaurante onde C e V tinham estado antes. Fomos para lá. O lugar se chama Big Bucket Footbath & Reflexology (Shop 1 & 2, G/F, Hoi Kung Court, 264-269 Gloucester Road, Causeway Bay - +852 2572 8611). Ao entrar, fomos conduzidos por um labirinto de cabines, com direito a passar pela lavanderia, por varais lotados de toalhas usadas nas massagens e por corredores pouco arrumados, até chegar a uma cabine onde nós quatro fomos acomodados. A aparência assusta, mas a massagem compensa. Escolhemos uma massagem nos pés de uma hora de duração. Antes de começar, entregaram um cardápio onde tínhamos que optar por qual tipo de essência queríamos no banho de nossos pés. Escolhi a essência de jasmim. Trouxeram uma tina, onde coloquei meus pés. Dentro da água morna tinha uma espécie de gelatina, que soltava a tal essência. Foi uma excelente massagem feita por uma chinesinha bem mignon, mas com uma incrível força nas mãos. A massagem valeu cada centavo dos HK$ 168 (R$ 44,00 ou U$ 21.70) cobrados. Voltamos a pé até o Times Square Centre onde esperamos o ônibus para voltar para nosso hotel. Chegamos no Cosmopolitan perto das 17 horas. Foi tempo suficiente para acabar de fechar as malas, tomar um banho, arrumar e descer, fechando a conta do hotel. Todos prontos para partir. Eram 18:15 horas.



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terça-feira, 2 de outubro de 2012

GASTRONOMIA EM HONG KONG, CHINA - CECCONI'S



Endereço: G/F 43 Elgin Street, Soho, Hong Kong, China    

Fone: +852 2147 5500.

Especialidade: culinária italiana.

Quando fui: jantar do dia 23 de setembro de 2012, domingo. Éramos cinco pessoas sem reserva. Quando chegamos, o restaurante estava cheio, mas havia como nos acomodar. Ficamos bem no centro do salão.

 Serviço: eficiente, mas um pouco distante. Faltou uma aproximação com nossa mesa.

O que bebi: compartilhamos duas garrafas do vinho tinto italiano Nipozzano Riserva Frescobaldi Chianti Rufina 2008 (HK$ 480 – R$ 125,00 ou U$ 62). Com o vinho, bebemos duas garrafas de água sem gás Acqua Panna. Vinho bom tanto para beber batendo papo quanto para acompanhar pratos despretensiosos.

O que comi: aceitamos o couvert da casa, composto por pães feitos no próprio restaurante, azeite extra virgem italiano, azeitonas verdes e pretas. Em seguida, a entrada: figos assados com queijo de cabra e bacon regados com molho de mostarda com mel (HK$ 138 – R$ 36,10 ou U$ 17.80). O prato estava perfeito, com o sabor forte do queijo caprino sendo suavizado pelo molho doce e pelo sabor dos figos assados. Como prato principal, pedi um risoto de abóbora moranga com sementes tostadas da própria abóbora (HK$ 178 – R$ 46,60 ou U$ 23). Estava mediano, com o arroz cozido além do ponto e uma quantidade excessiva de abóbora, o que conferiu ao prato um sabor bem doce.




Valor que me coube na conta: HK$ 500 (R$ 131,00 ou U$ 64.50).

Minha avaliação: * * 1/2. Restaurante movimentado, mas acredito que tal movimento se dê mais pelo preço do que pela comida.

Gastronomia Hong Kong, China

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

HONG KONG - DIA 3

Domingo. Templo nublado, mas sem chuva. Dia de conhecer o Buda Gigante (Big Buddha), com 26 metros de altura, feita em bronze. A estátua é considerada a maior de um Buda sentado do mundo. Fica em Lantau, nos arredores de Hong Kong. Fomos a pé do hotel até o centro comercial, quando pegamos um metrô na Estação Causeway Bay. Compramos o bilhete na máquina. Simples e rápido. Nosso destino era a última estação da Island Line, linha que já estávamos. Descemos na Estação Tung Chung. Na saída, vimos um movimentado outlet, o Citygate, mas seguimos em frente, rumo ao teleférico que nos levaria perto do Buda sentado. No caminho vimos muitas faixas cujas frases não identificamos, mas pareciam faixas de protestos. Um grupo estava postado em linha, paralelamente às faixas, fazendo movimentos bem lentos, bem ao estilo chinês. V exclamou em bom português: "que isto?". Um chinês com cabelos longos que passava de bicicleta sorriu e repetiu a frase que V havia acabado de dizer. Ele entendia o português. V, como se estivesse no automático, mudou totalmente o sentido que queria dar em sua frase, acrescentando: "que coisa interessante!". Rimos muito e esta frase foi repetida inúmeras vezes no restante de nossa viagem. Chegamos ao acesso para a entrada do teleférico, cujo nome é bem diferente: Ngong Ping 360. Subimos dois lances de escadas rolantes, passando por cima de uma rodoviária. Ainda não havia fila na bilheteria. Escolhemos a cabine de cristal, toda em vidro, incluindo seu piso. Para tanto, pagamos HK$ 188 (R$ 50 ou U$ 24.30), ida e volta. Como não tinha fila, eu, V, C e D tivemos uma cabine exclusiva (cabem até dez pessoas em cada cabine de cristal). As cabines não param, mas diminuem a velocidade para que o passageiro entre. No mesmo teleférico seguem os dois tipos de cabines. Esperamos a nossa, fomos autorizados a entrar e assim que o fizemos, tivemos que posar para uma daquelas fotos que vendem ao final da viagem (acabamos por comprar a tal foto). O trajeto dura vinte e cinco minutos. É o teleférico mais extenso da Ásia, com 5,7 km. Passamos por cima do mar, das montanhas, por dentro das nuvens baixas, vimos a cidade, o Mar do Sul da China, o aeroporto local, aviões decolando e pousando, pescadores, e um bando de gente fazendo o mesmo percurso em trilhas pela mata fechada dos morros do lugar. Acho que eles gastariam mais de duas horas para chegar ao local onde está a estátua do Buda. A visão que se tem da cabine é excelente, pois além dos amplos vidros dos seus quatro lados, o piso de vidro é um diferencial que vale pagar mais caro para ir nela. O ponto final do teleférico é no início da Ngong Ping Village com bares, restaurantes, lojas, atrações turísticas de ambos os lados. Esta rua é o único caminho de acesso para o monastério e para a estátua do Buda. Paramos várias vezes para tirar fotos, pois a cada ponto tínhamos uma nova perspectiva da estátua de bronze no alto de um morro. Já no final desta rua, vimos várias cabines de teleféricos cuja pintura homenageava um país. Parei e tirei foto em frente a que estava pintada com as cores da bandeira do Brasil. Chegamos ao pé da escada de acesso ao Buda. São 296 degraus até a estátua. Não se paga nada para subir, mas quando passamos em frente a uma bilheteria, a vendedora nos convenceu a comprar (uma doação, conforme ele insistiu em dizer) uma entrada para conhecer o museu que fica debaixo da estátua. Ficamos convencidos quando ela disse que no ingresso estava incluído uma garrafa de água mineral gelada e um sorvete a escolher. Fazia muito calor. Pagamos HK$ 28 (R$ 7,30 ou U$ 3.60) e subimos, encarando os quase trezentos degraus. A vista lá de cima impressiona, já valendo a subida. Fora que a estátua é belíssima. Ficamos mais de quarenta minutos percorrendo o corredor circular em torno da estátua, parando, apreciando a paisagem, tirando fotos. Para trocar o ingresso pela água e sorvete é necessário visitar o museu primeiro. A visita é muito rápida, pois não há muita coisa para se ver. São fotos, escritos e poucos objetos relacionados ao monastério budista responsável pela manutenção do local. Saímos, bebemos nossa providencial água gelada, tomamos o sorvete e descemos. Antes de voltarmos, ainda fomos conhecer o belo Monastério Po Lin. Ele é muito bem cuidado, está em ampliação, e seu jardim, com árvores frondosas, é um convite para o descanso e uma meditação. Voltamos pelo mesmo caminho, parando em algumas lojas para algumas comprinhas. O trajeto no teleférico dura o mesmo tempo. Ao desembarcarmos, observamos que tínhamos ido na hora certa, pois as filas que se formavam para entrar nas cabines ou para comprar os tíquetes eram imensas. Já que estávamos perto de um outlet, porque não entrar para dar uma olhadinha? Assim fizemos. Gastamos horas no movimentado Citygate, onde muita gente carregava malas com suas compras. Claro que compramos. Decidimos almoçar, mas lá dentro só há praça de alimentação, sem restaurantes com espaço e mesas reservadas. Saímos do shopping, andamos um pouco e sentamos no Délifrance, um pretenso bistrô de cozinha francesa, onde pedi um horroroso arroz de frutos do mar. Logo após o almoço, pegamos o metrô de volta. Só tínhamos notas e as máquinas só aceitavam moedas. Não existia uma bilheteria, mas apenas um guichê onde faziam a troca de notas por moedas. Fizemos isto. Decidimos descer na Estação Central, pois queríamos passar na loja da Apple novamente. Quando fomos sair, passando pela catraca, o bilhete de V travou. Fomos até uma máquina, adquirindo novo bilhete, mas não teve como ela usá-lo, já que tinha que entrar primeiro para depois sair. Ela teve que procurar um funcionário do metrô para poder sair. Chegamos novamente no IFC Mall, onde fomos para a Apple, que continuava cheia, mas conseguimos entrar. Enquanto C comprava o que queria, fiquei manuseando um iPhone 5, com muitas diferenças para o meu, inclusive no tamanho e na espessura. Resolvi dar uma volta pelo shopping, auxiliando D em uma compra. Com mais sacolas nas mãos, decidimos pegar um táxi para retornar ao hotel. Pausa para descanso. Já de noite, todos nós, incluindo S, nos reunimos no lobby do hotel para sair e despedir da noite em Hong Kong. Pegamos um táxi e fomos para a região do Soho, onde há a mais extensa escada rolante em ambiente externo do mundo. Claro que subimos um pedaço da escada antes de parar para procurar um local para jantar. Ficamos na Elgin Street, onde há uma série de bares e restaurantes, um ao lado do outro. Andamos um pouco, escolhendo o que mais nos agradava. Acabamos por optar pelo Cecconi's. Nosso último jantar na cidade seria da culinária italiana.




Flor de lótus no jardim do Monastério Po Lin



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domingo, 30 de setembro de 2012

GASTRONOMIA EM HONG KONG, CHINA - FLAME AT TOWNGAS AVENUE



Endereço: G/F 59-65 Paterson Street, Causeway Bay, Hong Kong, China (www.towngasavenue.com). Há outro endereço na cidade.

Fone: +852 2367 2710.

Especialidade: culinária contemporânea, com destaque para pratos italianos e franceses.

Quando fui: jantar do dia 22 de setembro de 2012, sábado. Éramos cinco pessoas sem reserva. Quando chegamos, o restaurante estava bem cheio, mas como já passavam das 21 horas, conseguiram arrumar uma mesa para nós. Flame faz parte de uma interessante loja de móveis e utensílios para cozinha.

 Serviço: embora bem cheio, tivemos um atendimento bom, com rapidez para tirar os pedidos e na chegada dos pratos à mesa. Avisaram que a cozinha fecharia às 22:30 horas, motivo pelo qual tínhamos que fazer os pedidos antes deste horário.

O que bebi: compartilhamos uma garrafa do vinho tinto italiano Sensi Collezione Merlot 2009 (HK$ 248 – R$ 65,00 ou U$ 32), feito na região da Toscana. Com o vinho, bebemos duas garrafas de água sem gás Vapura. O vinho é digno, sem muita personalidade, mas não fez feio na harmonização com meu prato principal.

O que comi: neste jantar, fui de entrada e prato principal.

Entradabruschetta de presunto e tomates frescos (HK$ 88 – R$ 23,20 ou U$ 11.40). Três unidades bem apresentadas em prato retangular de porcelana branca. O presunto era San Daniele. Havia um leve toque de alho e vinagre balsâmico sobre os tomates. Difícil comer com as mãos, especialmente por causa do presunto. Foi necessário utilizar garfo e faca.



Prato principal: lombo de bacalhau negro marinado em misô japonês, acompanhado de purê de batatas cremoso. Bacalhau bem temperado, com sabor mais leve (HK$ 188 – R$ 50 ou U$ 24.50). O peixe me surpreendeu. O purê de batatas estava muito comum, sem nenhum diferencial.



Valor que me coube na conta: HK$ 360 (R$ 95,00 ou U$ 46).

Minha avaliação: * * *. Restaurante movimentado, com decoração inspirada e feita com utensílios de cozinha, e frequentado por uma galera jovem.

Gastronomia Hong Kong, China

sábado, 29 de setembro de 2012

GASTRONOMIA EM HONG KONG, CHINA - AMBER



Endereço: 15 Queen’s Road Central, The Landmark, The Landmark Mandarin Oriental, Hong Kong, China (www.amberhongkong.com).

Fone: +852 3172 8006.

Especialidade: alta gastronomia francesa, sob o comando do chef Richard Ekkebus. Pratica a moderna culinária francesa com influências da cozinha praticada em Hong Kong. O menu é trocado a cada três meses.

Quando fui: jantar do dia 21 de setembro de 2012, sexta-feira. Éramos cinco pessoas com reserva previamente feita e confirmada por email com dois meses de antecedência. O restaurante fica no sexto andar do hotel cinco estrelas The Landmark Mandarin Oriental, localizado no chiquérrimo shopping The Landmark.

Serviço: Atendimento impecável, desde a recepção até irmos embora, quando as mulheres receberam uma caixinha com um macarron como cortesia da casa. Maitre atencioso, procurando nos atender da melhor forma possível, consultando o chef sobre possibilidades de alterações no menu degustação da noite. Garçons atentos a todos os movimentos, sempre prontos para auxiliar-nos. Quando alguém se levantava para ir ao toalete, eles dobravam o guardanapo de quem se ausentava da mesa, colocando-o delicadamente na mesa. Pratos não demoram a chegar. Serviço de vinho perfeito. Para preservar o prazer de uma boa conversa em torno de uma excelente refeição, o restaurante não tem serviço de acesso gratuito à internet, mas oferecem para os viciados um acesso pago.

O que bebi: iniciamos nossa noite brindando com a champagne Billecar-Salmon Réserve Rosé (HK$ 1.800 – R$ 474,20 ou U$ 232), produzida na região de Mareuill-sur-Ay, França. Champagne refrescante, em temperatura correta. Fantástico. Quando chegaram nossos pratos, harmonizamos com o excelente vinho tinto espanhol Alion 2007 (HK$ 1.480 – R$ 390,00 ou U$ 191), produzido na região de Ribera Del Duero. Já conhecia o vinho e cada vez que o tomo, o aprecio com mais louvor. Perfeita harmonia com meu prato principal.

O que comi: fiquei interessado no menu degustação, mas ele somente poderia ser ordenado se os cinco integrantes da mesa o escolhessem, o que não foi o caso, pois S não gostou de dois dos oito pratos. Antes de chegar o prato principal, o chef nos brindou com alguns amuse bouche. Eles tinham apresentações lúdicas, brincavam com os olhos e o paladar. Como principal, optei pelo burgaud challandais duck, ou seja, pato assado e glaceado com temperos suaves e mel de lavanda, alecrim polvilhado, acompanhado de nabos kabu. As fatias do pato estavam no ponto certo, quase cruas, bem vermelhas, macias e com um sabor muito suave por causa dos temperos. O doce do mel foi um diferencial do prato. Sensacional. Antes da sobremesa, novo mimo da cozinha para limpar o paladar. Em seguida, um suflê de cointreau acompanhado de sorvete feito também com o licor de laranja. Muito bom. A apresentação do suflê é um caso à parte, pois ele vem em um ramequin, mas a parte que extrapola a vasilha tem o formato de um cilindro, bem chapado na ponta, onde o tostado é visível.


amuse bouche


amuse bouche


amuse bouche


amuse bouche


burgaud challandais duck


amuse bouche


suflê de cointreau


Valor que me coube na conta: HK$ 2.110 (R$ 563,00 ou U$ 272). A divisão da conta não foi feita igualitariamente.

Minha avaliação: * * * * 1/2. Restaurante sofisticado, desde a decoração, passando pela louça e taças, até o perfeito atendimento. Figura em 44º lugar na lista dos melhores restaurantes do mundo, segundo classificação da edição 2012 da respeitada revista britânica The Restaurant. Tem duas estrelas no Guia Michelin. Vale o preço que cobra.

Gastronomia Hong Kong, China

GASTRONOMIA EM HONG KONG, CHINA - 208 (DUECENTO OTTO)



Endereço: 208 Hollywood Road, Hong Kong, China (www.208.com.hk).

Fone: +852 2549 0208.

Especialidade: culinária italiana em clima de bistrô, com destaque para saladas frias e pizzas.

Quando fui: almoço do dia 21 de setembro de 2012, sexta-feira. Éramos quatro pessoas sem reserva. O local estava bem cheio. Fomos acomodados em uma mesa coletiva, com cadeiras altas, estilo balcão de bar. Antes dos pratos quentes chegarem, mudamos para duas mesas pequenas que ficavam logo à direita da entrada do restaurante.

Serviço: simpático, jovial e alegre, combinando com o clima descontraído do local.

O que bebi: duas latas de Coca Cola Diet.

O que comi: seguimos a sugestão da casa, visível em grande cartaz decorando a parede da esquerda de quem entra, servindo-me do buffet de salada que ficava exposto no balcão do bar, além de escolher um prato quente das opções do dia: uma massa do enxuto cardápio. Minha escolha recaiu em um rigatoni com molho pesto à moda genovesa. No buffet de saladas, uma seleção de queijos, frios fatiados, quinoa, tomates, azeitonas, folhas verdes orgânicas, aliche, atum desfiado, legumes levemente grelhados (a abóbora moranga estava muito boa). O prato quente demorou um pouco a chegar, mas não nos importamos, pois aproveitávamos para conversar e descansar um pouco do calor que fazia. A massa é servida em uma cumbuca funda de porcelana branca, em quantidade mínima. Estava al dente e bem temperada. Aprovado. Buffet + prato quente: HK$ 118 (R$ 31,10 ou U$ 15.20).



Valor que me coube na conta: HK$ 160 (R$ 42,10 ou U$ 20.60).

Minha avaliação: * * * 1/2. Restaurante com ambiente descontraído, bonita decoração e comida bem feita a preço justo.

Gastronomia Hong Kong, China

HONG KONG - DIA 1


vista panorâmica de Hong Kong do terraço da Peak Tower

Sexta-feira, 21 de setembro de 2012. Dia quente e úmido em Hong Kong. Acordei de cara com o cemitério muçulmano, pois a janela do meu quarto no hotel Cosmopolitan estava aberta e tinha o cemitério como cenário aos meus pés (estava no 23º andar). Fui o último a descer para o café da manhã. Na entrada do restaurante uma fila considerável se formava, aguardando mesa. Entrei para procurar as minhas amigas. S já tinha saído, pois conhecia a cidade e faria um programa diferente do nosso. V, D e C me aguardavam. Buffet sortido, com muitas opções de comida local e comida ocidental. Assim que terminamos o café, combinamos de nos reunir no saguão do hotel em quinze minutos. Desta vez, fui o primeiro a chegar, aproveitando o tempo para fazer o que todos estavam fazendo no lobby: navegar na internet, usando o acesso wi-fi gratuito naquela área do hotel. A partir de nove horas da manhã, em intervalos de quinze minutos, há um serviço gratuito de transporte do hotel até o centro comercial da cidade. Preferimos caminhar do que pegar o ônibus. Depois de atravessar passarelas subterrâneas e ruas movimentadas, chegamos ao centro comercial. Nossa ideia era pegar a linha vermelha da empresa Big Bus Tours e foi o que fizemos, subindo no ônibus de dois andares em sua parada 3, em frente à loja de departamentos Sogo (Causeway Bay Sogo). O motorista nos entregou o folheto com mapa dos itinerários das três linhas e um fone de ouvido. Pagamos somente quando descemos pela primeira vez, na parada 6 (Peak Tram), pois nosso objetivo era subir o The Peak. Ficamos no segundo andar, em área descoberta, aproveitando a brisa, mas enfrentando o calor forte que fazia na cidade. Há dois tipos de bilhetes para o tour. Um que vale por 24 horas (Premium Tour - HK$ 350 - R$ 92,20 ou U$ 45) e outro que é válido para 48 horas (Deluxe Tour - HK$ 420 - R$ 110,60 ou U$ 54.20). Em ambos os casos pode-se descer quantas vezes quiser, visitar a área da parada, tomando um outro ônibus, além de mudar de itinerário, sempre dentro do prazo de validade do bilhete. Optamos pelo segundo. Junto ao tíquete, vem três ingressos: bonde para subir no The Peak, um cruzeiro de uma hora no canal entre a ilha e Kowloon, e um cruzeiro no barco típico Sampan. Como disse, descemos na parada 6, onde pagamos o tíquete para o Deluxe Tour, atravessamos a rua e entramos na fila para entrar no bonde que nos conduziu ao The Peak. A entrada e o ambiente me lembraram a subida de trem para o Corcovado, no Rio de Janeiro. O bonde que faz a subida, muito íngreme, é de madeira, com mais de 120 anos de funcionamento. Em alguns pontos, parece que ele não vai aguentar subir, ficando quase na posição vertical. A pressão que sentimos pela verticalidade do bonde nos prende na cadeira. A impressão é que vamos despencar a qualquer momento. O bonde estava lotado, incluindo gente em pé, o que é permitido. O ponto final é na Peak Tower, uma torre de 396 metros sobre o nível do mar. Quando entramos, damos de cara com uma série de lojas de lembrancinhas e artigos eletrônicos, além de uma unidade do museu de cera Madame Tussauds, onde tirei fotos ao lado da estátua de Bruce Lee. A torre é um shopping com muitos níveis, cujo acesso se dá por escadas rolantes. Para o terraço é necessário mostrar o ingresso. Quando chegamos no alto da torre, ventava muito e o tempo estava bem embaçado, com muitas nuvens, o que prejudicou nossa vista. Lá em cima havia uma instalação de arte interativa onde cada visitante pegava um coração de papel, escrevia uma mensagem de amor e o pendurava em uma das barras de um enorme coração de fibra de vidro. Claro que interagi com a obra. Respeitadas as devidas proporções, a paisagem lá de cima me lembrou o Rio de Janeiro: praias, mar, lagoa, prédios altos, morro, verde, calor. Ao retornar para o bonde, paramos em algumas lojas para pequenas compras. De volta à parada 6, esperamos o próximo ônibus da linha vermelha, seguindo viagem. Passamos pelo centro financeiro da cidade, onde impressionam a altura e a arquitetura dos arranha-céus, especialmente as sedes do Bank of China e do HSBC, além do Lippo Centre, cuja forma nos revela, com muita força de vontade, coalas agarrados em troncos de árvores. Descemos na parada 8 (Man Mo Temple) para conhecer um templo budista diferente, cuja sala de oferendas tem enormes incensos em forma de espiral pendurados no teto. A fumaça destes incensos somada com as que saem dos demais palitos de incenso tornam o local quase irrespirável. Um senhor que trabalha na loja que fica dentro do templo usava máscara para se proteger da fumaça. Comprei um trio de incensos (HK$ 10 - R$ 2,60 ou U$ 1.30) e fiz minha reverência a Buda. Não ficamos muito tempo no Templo Man Mo. Já era hora de almoçar. Tínhamos visto um restaurante nas redondezas, quando ainda estávamos no ônibus, que nos pareceu interessante. Seguimos para lá. Achamos e gostamos. 208 é o nome do restaurante, uma espécie de bistrô modernete, com público jovem com ares de recém ingressos no mercado de trabalho. Gostamos. Após almoçar, voltamos para a parada 8, onde pegamos novamente a linha vermelha, para não mais descer. Passamos pela parada 9, última do circuito que estávamos, descendo na parada 1, que fica em frente ao Pier 7 da Central Star Ferry, local de ligação com a linha verde (Stanley Tour). Entre nossa chegada e a partida do próximo ônibus da linha verde, nos restou trinta minutos, tempo suficiente para dar uma volta na estação de onde parte o ferry-boat para Kowloon, já na parte continental de Hong Kong. Da estação tínhamos ótimas vistas para a IFC Tower, um enorme arranha céu que abriga um shopping e a concorrida loja da Apple, além de acesso para a Estação Central do metrô. Passada a meia hora, subimos no ônibus da linha verde, em sua primeira parada, que recebe o número 17 (as paradas 10 a 16 pertencem à linha azul). Nada no itinerário nos chamou a atenção para descer, motivo pelo qual decidimos fazer a volta completa sem nenhuma parada. É o itinerário mais longo, com duração de duas horas e meia, sem descidas, com sete paradas. É possível ter um panorama de uma parte da cidade interessante, onde a paisagem é dominada por morros, prédios chiques e praias. Passamos pelo restaurante flutuante Jumbo, especializado em frutos do mar e constante nos guias de turismo sobre Hong Kong, que fica perto da saída dos cruzeiros no barco Sampan. Quando já estávamos próximos de terminar o circuito, em trânsito lento, começou a cair uma leve chuva, que não foi para frente enquanto estávamos no ônibus. Descemos no ponto onde partimos, quando resolvemos dar uma passada no IFC. Da estação de ferry-boat para o arranha-céu há uma enorme passarela suspensa, coisa muito comum em Hong Kong, onde as pessoas caminham por horas sobre as ruas e avenidas. Há passarelas que ligam shoppings, hotéis e prédios comerciais no centro da cidade. Fomos pela passarela. Chegando ao shopping, fomos direto para a loja da Apple, onde uma multidão estava na porta. Era o primeiro dia mundial de venda do iPhone 5. Vendedores atendiam quem chegava nos corredores do shopping, pois a entrada na loja só era permitida para quem tinha previamente feito um cadastro para comprar o novo gadget da Apple. Não conseguimos entrar. Já que ali estávamos, pegamos o metrô, descendo em Causeway Bay, onde havíamos começado nossa jornada naquela sexta-feira. Fizemos o retorno para o hotel caminhando, como no início do dia. Era hora de descansar, tomar um bom banho, e sair novamente, pois tínhamos reserva confirmada, feita com dois meses de antecedência, no restaurante Amber, ranqueado na posição 44 na lista dos melhores restaurantes do mundo feita pela revista britânia The Restaurant, edição 2012.


Lippo Centre


Templo Man Mo


IFC Tower


Repulse Bay


Apple Store em dia de venda do iPhone 5


turismo
férias

GASTRONOMIA EM HONG KONG, CHINA - EL CID



Endereço: Causeway Bay Shop, Shop C-D, G/F, Florida Mansion, 9-11 Cleveland Street, Hong Kong, China (www.kingparrot.com).

Fone: +852 2576 8650.

Especialidade: culinária espanhola.

Quando fui: jantar do dia 20 de setembro de 2012, quinta-feira. Éramos cinco pessoas sem reserva. O local não estava cheio, pois já passavam das 23 horas. Foi um dos poucos restaurantes abertos que encontramos para jantar.

Serviço: bom, com garçom atencioso e simpático. Há serviço de internet gratuito, via wi-fi, mediante solicitação de senha. O garçom, assim que sentamos, nos ofereceu o cardápio, além de colocar uma pequena lousa na mesa ao lado para vermos as sugestões do dia. Alertou-nos, ainda, que a cozinha logo fecharia, motivo pelo qual teríamos que fazer nossos pedidos quase que de imediato, incluindo a sobremesa.

O que bebi: vinho tinto espanhol da região de Ribera Del DueroProtos 2009 (HK$ 400 – R$ 105,40 ou U$ 51.60), com 13,5% de álcool. Perfeito para o prato que escolhi, um bife angus. Acompanhou o vinho uma garrafa de água sem gás Acqua Panna.

O que comi: minha primeira escolha, um prato a base de carne de porco, estava em falta. Assim, pedi um contra-filé angus ao ponto com molho de mostarda Pommery, acompanhado de batatas cozidas (HK$ 360 – R$ 94,80 ou U$ 46.40). A carne chegou no ponto escolhido, mas não estava macia como deveria ser, apesar de ser um bife da raça Angus. As batatas cozidas pareciam que tinham saído do fogo algumas horas antes, pois estavam ressecadas. Não quis sobremesa, nem café.

Valor que me coube na conta: HK$ 500 (R$ 131,70 ou U$ 64.50).

Minha avaliação: * * 1/2. Restaurante médio, mais com cara de bar, mas foi o único que achamos para matar nossa fome.

Gastronomia Hong Kong, China