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domingo, 16 de setembro de 2012

GASTRONOMIA EM PEQUIM, CHINA - CAPITAL M


Endereço: 3/F, 2 Qianmen Pedestrian Street, Beijing, China. (reservations@capital-m-beijing.com)

Fone: +86 10 6702 2727.

Especialidade: cozinha australiana.

Quando fui: jantar do dia 12 de setembro de 2012, quarta-feira. Éramos quatro pessoas com reserva confirmada ainda no Brasil para 20:00 horas. Chegamos com uma hora de atraso, pois fomos de ônibus, caminhando um pedaço até o restaurante, mas não houve problemas em não ter mesa, mesmo o restaurante estando bem cheio. Fomos acomodados na varanda, embora o clima estivesse mais para frio. Ficamos cerca de uma hora e quarenta minutos no restaurante.

Serviço: não há ninguém no térreo do prédio para receber os clientes, que tem que tomar um elevador até o terceiro andar. Na saída do elevador, fomos entrando sem ninguém nos atender. Já dentro do salão principal, um garçom nos abordou, chamando o maitre que falava inglês. Ele é norueguês. A partir daí, o atendimento foi ótimo, tanto na espera da mesa ficar pronta, quanto na oferta de mantas para espantar o frio que fazia na varanda. Aceitamos as mantas de pronto. O maitre nos ajudou a escolher o vinho da extensa carta do lugar. Queríamos experimentar um vinho chinês, mas ele disse que, pelo mesmo preço, a carta tinha melhores opções. Optamos por um francês. Para a escolha dos pratos do jantar, foi uma maitre que nos auxiliou. Ela é croata. Os pratos não demoraram a chegar. Deixaram V retirar um acompanhamento estranho do seu prato: ela queria um cordeiro, mas não queria comer o cérebro crocante que o acompanhava. A croata disse que a maioria das pessoas pedia a mesma coisa.

O que bebi: nós quatro dividimos uma garrafa do vinho tinto francês Côtes du Rhone Villages 2010 Laurus (RMB 425, cerca de R$ 134,00), produzido por Gabriel Meffre, com incríveis 15% de álcool, pois na boca não sentimos esta presença forte. Este vinho harmonizou muito bem com meu prato da noite. Para acompanhar o vinho, bebemos uma garrafa de um litro de água sem gás Acqua Panna (RMB 90, cerca de R$ 29,00).

O que comi: aceitamos o couvert, com pães feitos na casa e manteiga, enquanto aguardávamos os nosso pedidos. Minha escolha foi experimentar uma carne de porco servida em dois pedaços em cama de pêssegos, ameixas, peras e pimentões vermelhos, envolvidos no molho da própria carne. Carne muita macia, com uma capa crocante, muito parecida com a pururuca da culinária brasileira. O prato pode parecer muito doce, mas o molho da carne e o pimentão neutralizam um pouco o sabor adocicado das três furtas. Enfim, um bom prato.

Valor total da conta: RMB 1.632 (R$ 515,00).

Minha avaliação: * * * *. O restaurante tem dois ambientes para jantar, além de um enorme bar, muito bem decorado, por sinal. A vista da varanda é para a parte de trás da Praça da Paz Celestial. Capital M fica em um local repleto de restaurantes badalados na cidade.

Gastronomia Pequim, China

DIA LIVRE EM PEQUIM


Cidade Proibida


Grande Teatro Nacional

Em nosso pacote na China, a quarta-feira, dia 12 de setembro de 2012, era um dia livre. Foi um dia intenso de programação. Como todos os dias anteriores, nos encontramos no café da manhã no mesmo horário. Saímos do hotel por volta de 9:00 horas, caminhando a pé em direção à Cidade Proibida. A ideia era aproveitar o primeiro dia com céu claro, com sol, para tirar boas fotos tanto da Cidade Proibida quanto da Praça da Paz Celestial. No caminho, fomos calmamente observando as construções, incluindo vitrines de algumas lojas. Entramos em uma pequena mercearia para ver os produtos chineses nas prateleiras, especialmente os itens de alimentação. Alguns alimentos embalados a vácuo, prontos para comer, nos chamaram a atenção, especialmente um pacote com asas de frango amareladas. Claro que tiramos fotos. Quando chegamos no muro lateral da Cidade Proibida percebemos que com o sol batendo nos seus telhados, ela fica muito mais bonita. Resolvemos dar uma volta por dentro, na parte que não precisa pagar. O local estava entupido de gente. Caminhamos no contra-fluxo, pois queríamos sair pelo Portão da Paz Celestial. Veríamos o portão sem os tapumes, já que a obra de restauro tinha terminado. Notamos que tinha gente no alto do portão e vimos uma fila na lateral direita. Por RMB 15 (R$ 5,00), compramos o ingresso para subir. Quando fomos entrar, um segurança nos apontou para a chapelaria, pois não podia subir com nenhuma bolsa. Tivemos que pagar para guardar as bolsas, com todos os nossos pertences dentro. São preços diferenciados, dependendo do tamanho de cada bolsa. No meu caso, cobraram RMB 3 (R$ 2,90) para guardar minha mochila. Voltamos para a entrada, passando por seguranças que nos revistaram. Liberados para subir. São poucos degraus, mas a vista de cima rende ótimas fotos da Praça da Paz Celestial e dos prédios ao seu redor. No mesmo piso da varanda do portão há um pequeno museu sobre a construção da praça e fotografias de eventos que aconteceram nela. O teto desta sala é impressionante. De cima, avistamos um prédio ao lado do Congresso Nacional em formato que lembra um ovo deitado. Era nosso próximo destino: o Grande Teatro Nacional. Saímos da Cidade Proibida pelo Portão da Paz Celestial, seguindo a pé pela direita. Atravessamos a rua usando a passarela subterrânea. Do outro lado, caminhamos pela lateral da Grande Salão do Povo, nome dado ao Congresso Nacional, até chegar ao teatro. Ele é impressionante. Parece flutuar em um espelho d'água. No meu guia de Pequim, datado de 2010, a informação é que não há visitas ao seu interior. De qualquer forma, descemos as escadarias para conhecer o hall do teatro. Vimos que tinha gente entrando e tirando fotos. Descobrimos que vendem ingressos por RMB 30 (R$ 10,00) para uma visita. Não há tour guiado. Cada turista faz o trajeto que quiser. Compramos e passamos pela segurança, quando tive que beber um gole das duas garrafas de água que carregava para provar que não eram líquidos explosivos. Para ter acesso ao teatro, passamos por um túnel sob o espelho d'água, cujo teto é transparente, dando para ver a água balançar por cima dele. Neste túnel, há várias esculturas expostas. Nas duas laterais, salas de exibição temporária. Somente a sala da direita estava aberta, onde havia uma mostra de montagens de óperas que tiveram lugar no teatro. Fizemos uma leitura dinâmica e seguimos em frente. O piso de granito é diferente, muito bonito. Assim que acabamos o túnel, tivemos um impacto pela altura do pé direito e pela beleza da decoração interna. Paredes de cortina de aço no centro circular, teto em madeira e paredes laterais de vidro e aço, em harmonia total, dão leveza e segurança ao ambiente. Para chegar aos andares, há várias escadas rolantes. Primeiro fomos até o teatro propriamente dito, enorme, com cadeiras de estofado vermelho, com plateia, galerias e balcão. Estavam montando o cenário de uma ópera. Depois subimos as escadas até o último nível, onde havia uma outra exposição sobre os espetáculos já encenados ali, além de mãos em bronze de alguns importantes maestros do mundo que já conduziram orquestras no teatro. De cima, dá para ver a dimensão do teatro. Há vários cafés, restaurantes, livrarias e lojinhas. Depois de muitas fotos, descemos para tomar um sorvete em um dos cafés do local. Gastamos mais de uma hora dentro do teatro. Como tínhamos reserva no restaurante francês, mais ou menos perto do hotel onde estávamos, resolvemos voltar, pois a reserva era para 13 horas e já passavam das 11 horas. Caminhamos até a Praça da Paz Celestial, acessando-a pela passagem subterrânea, passando pelo controle de segurança, onde nossas bolsas passaram pelo raio X. Na praça, pausa para algumas fotos, aproveitando o bom tempo que fazia. Pegamos nova passagem subterrânea para cruzar a avenida para o lado da Cidade Proibida, entrando na primeira rua à esquerda, margeando o seu muro. Foi uma longa caminhada, passando por dezenas de lojinhas que vendiam as mais diversas quinquilharias. Também há muitos restaurantes pequenos, repletos de chineses, pois eles almoçam cedo. Paramos em uma loja que vendia produtos em jade e porcelana, aproveitando para mostrar o endereço do restaurante ao vendedor, pois queríamos nos certificar que íamos na direção correta. Ele foi muito simpático e gentil, acessando seu computador na página do Google Maps e desenhando o caminho que deveríamos fazer. Não estávamos longe, apenas mais dois quarteirões até chegar na entrada do hutong. Só que os quarteirões nesta região são imensos. Ainda bem que a rua é bem arborizada, pois o dia estava quente. Assim que chegamos no hutong, eu e V notamos que era onde o motorista de táxi nos havia deixado na noite anterior. Caminhamos até o final da rua, chegando ao Temple Restaurante Beijing, que fica dentro de um complexo com prédios antigos, todos restaurados e repletos de esculturas modernas em seus bem cuidados pátios. Tivemos duas horas de almoço maravilhosas, cujos comentários estão em postagem específica.
Terminado o almoço, pedimos que o pessoal do restaurante nos chamasse dois táxis em direção ao Parque Olímpico. Pedimos, ainda, que eles escrevessem em chinês Ninho de Pássaro, o nome pelo qual o Estádio Nacional é conhecido. Ficamos no bar a esperar o táxi, onde cada um ganhou uma garrafinha de água para levar e um copo de água aromatizada com limão para refrescar. Esperamos por mais de vinte minutos e nada. Resolvemos tentar pegar os táxis nas ruas mais largas e movimentadas fora do hutong. Agradecemos a gentileza e seguimos a pé. Claro que não conseguimos táxi. Seguimos caminhando até uma outra avenida, onde passava os ônibus. O pessoal do hotel tinha indicado pegar o ônibus 82, que parava em frente ao Ninho de Pássaro. Ficamos na parada de ônibus fazendo sinal para todos os táxis que passavam. Nenhum parou. O ônibus chegou. Estava cheio. Pagamos RMB 1 (R$ 0,30) e ficamos em pé. S resolveu mostrar o cartão escrito em chinês para um passageiro e ele apontou para o outro lado da avenida. Estávamos na direção contrária. Descemos na próxima parada, atravessamos a rua e esperamos novo ônibus. Ali, mostramos o cartão para uma senhora. Sorte a nossa que ela falava inglês e disse para seguí-la, pois desceria uma parada antes do nosso destino. O ônibus veio lotado. Ela fez sinal para subirmos. S, C, D e V subiram imediatamente, mas eu fiquei na porta, sem espaço para entrar. A senhorinha empurrou minhas amigas delicadamente, falando alguma coisa para o motorista, apontando para mim. Ela dizia que ainda faltava eu para entrar. Depois de alguns empurrões, entrei. Foi uma longa viagem. O ônibus seguia parando em todos os pontos e mais gente entrava, apertando ainda mais quem já estava lá dentro. Eles pareciam não se importar. As pessoas viajam quase uma em cima da outra e se sentam nos locais mais inusitados possíveis. É comum ver duas pessoas sentadas em banco que só cabe um. V estava agoniada. Disse para ela relaxar, afinal, como diz Ferreirinha, luxo é viver a experiência. E, definitivamente, aquela era uma experiência, no mínimo, inusitada para nós. O horário também não ajudava, pois passavam de 16 horas e muitos já voltavam do trabalho. O trânsito não andava. Íamos vendo Pequim passar pela janela do ônibus. Depois de mais de uma hora dentro do ônibus, chegou a vez da senhorinha descer, em frente ao Cubo de Água (Water Cube), onde aconteceram as competições de natação das Olimpíadas de Pequim em 2008. Agradecemos a gentileza de ela nos indicar onde deveríamos parar. Era na parada seguinte. Já não havia quase ninguém no ônibus. O Parque Olímpico é grande e movimentado. A arquitetura do Ninho de Pássaro impressiona e fica mais bonita quando bate a luz do sol. Como chegamos quase no por do sol, o brilho dourado era lindo. Não houve como entrar, pois a visita encerra às 17:30 horas. Chegamos com dez minutos de atraso. Seguimos em frente, rumo ao Cubo de Água, todo azul. Pagamos RMB 30 (R$ 10,00) para conhecê-lo por dentro. Passamos por uma revista e entramos. Há um parque aquático lá dentro, além de muitos restaurantes e bares. Fizemos um recorrido, como dizem os espanhóis, tiramos foto da piscina olímpica, descansamos um pouco, e resolvemos ir embora, já que tínhamos reserva, desde o Brasil, no M Capital, um restaurante australiano. Na saída, já sabíamos que teríamos dificuldade em pegar um táxi. Para nossa surpresa, dois estavam parados. S, C e D foram para o primeiro. Eu e V mostramos o endereço do hotel para o segundo. Ele chamou um colega, conversaram alguma coisa e se voltou para nós dizendo "one hundred". Nem pestanejamos, entrando correndo no carro. Aceitamos, de pronto, o preço fora do taxímetro. As demais ainda negociavam quando nosso táxi arrancou. Ainda vimos o Cubo de Água com as luzes acesas, o que dá outra dimensão a ele. Soubemos depois que as demais amigas nada conseguiram, pois queriam que elas fossem em um carro pirata. Elas tiveram que atravessar a rua de ônibus, conseguindo um táxi, depois de muito custo e mostrando a nota de RMB 100 (R$ 32,00), mesmo valor cobrado pela nossa corrida. No hotel só deu tempo par tomar um banho e nos reunir novamente no seu hall. S tinha capotado e não iria. Nós quatro nem tentamos um táxi. Tínhamos consultado antes o mapa. Pegamos o ônibus 2, desta vez não muito cheio, com espaço de sobra para ir em pé, descendo na parada após a Grande Salão do Povo. Caminhamos a pé até o restaurante, que fica em uma rua de pedestres, a Quianem Street, que tem dezenas de prédios históricos recuperados, hoje abrigando lojas e restaurantes badalados. Foi um final de noite bem agradável. Voltamos a pé para o hotel.


Estádio Nacional (Ninho de Pássaro)


Cubo de Água

turismo
férias

GASTRONOMIA EM PEQUIM, CHINA - TEMPLE RESTAURANT BEIJING


Endereço: 23 SongZhuSi, Shatan Beijie, Dongcheng District, Beijing, China. (meet@temple-restaurant.com)

Fone: +86 10 8400 2232.

Especialidade: cozinha francesa.

Quando fui: almoço do dia 12 de setembro de 2012, quarta-feira. Éramos cinco pessoas com reserva marcada para 13 horas. A reserva foi feita na noite anterior. Ficamos cerca de duas horas e meia no restaurante.


Serviço: impecável, desde a rua, onde um senhor nos deu boas vindas, até o pagamento da conta. Recepção nota dez, atendimento preciso nas mesas, com garçonetes sorridentes e atentas a qualquer movimento do cliente, mas sem incomodar. Assim que sentamos, uma taça de champanhe foi servida como um regalo da casa. Os pratos demoraram a chegar, mas houve amuse bouche para forrar o estômago enquanto esperávamos. Serviço de vinho excelente. Há maitres e garçons que falam inglês. Wi-fi gratuito mediante solicitação de senha. Ao final, cada um de nós ganhou uma garrafa de água mineral com o rótulo da casa, pois o tempo em Pequim estava quente e seco. Para esperar o táxi, nos acomodaram no bar e serviram, como cortesia, água aromatizada com limão.

O que bebi: além da taça de champanhe servida como boas vindas, cujo nome não me lembro, dividi com as amigas uma garrafa do cremant Louis Bouillot Brut 2008, produzida na região da Borgonha, França (RMB 390, cerca de R$ 125,00). Acompanhou o champanhe uma garrafa de um litro de água mineral sem gás Acqua Panna (RMB 90, cerca de R$ 29,00). Ao final, café espresso duplo.

O que comi: escolhi um dos dois menus da casa, o 3-Course Menu (RMB 135, cerca de R$ 43,00), com uma entrada, um prato quente e a sobremesa. Antes de chegar o primeiro prato, serviram alguns amuse bouche. O primeiro deles foi uma fatia de salmão defumado servido em uma torrada de pão preto, acompanhado por uma colher de salada de frutas. O peixe estava levemente defumado, quase na consistência de um sushi, enquanto a torrada estava bem crocante. As frutas da salada eram picadas em cubinhos bem pequenos, servidas nas onipresentes colheres de porcelana chinesas. O tempero era à base de aceto balsâmico, dando um sabor agridoce a ela. Ótimo início de almoço. A segunda amuse bouche foi um prato de bolinhas de queijo com um molho que não identifiquei. As bolinhas eram fritas e quase derretiam na boca de tão leves e macias. Aprovei. Uma terceira amuse bouche foi servida antes da chegada da salada que escolhi como entrada. Uma pequena cumbuca trazia uma mousse de lagosta com espuma de wasabi e caviar. Como não sou fã de lagosta, nem de caviar, não gostei deste mimo do chef. Em seguida chegou a salada de folhas verdes temperadas levemente com vinagre balsâmico e croutons. Nada diferente, mas muito gostosa. Como S havia escolhido uma massa como prato principal, todos os demais receberam mais uma amuse bouche enquanto ela apreciava seu pedido. Nós degustamos um carpaccio de atum com mousse de beterraba, wasabi e mostarda. Divino. Quando chegou nosso prato principal, foi a vez de S apreciar a mesma amuse bouche que degustamos antes. Escolhi como prato quente o clássico boeuf bourguignon com batatas, cenoura e aipo. A apresentação do prato já foi um deleite para os olhos. A carne estava cozida no ponto, com um molho espesso e bem marcante. Enfim, a sobremesa foi servida. Minha escolha recaiu em uma torta de figo com pasta de amêndoas e mini sorbet de limão. Fora o sorbet, gostei muito da torta, não muito doce e crocante, como aprecio. Durante o café, serviram mini trufas de chocolate belga meio amargo, pirâmides de chocolate branco crocante e cubos de gelatina vermelha passados no açúcar. Ainda colocaram pedaços coloridos de marshmallow, mas ninguém tocou neles.


amuse bouche


amuse bouche


amuse bouche


salada de folhas verdes


amuse bouche


boeuf bourguignon


torta de figo com pasta de amêndoas e mini sorbet de limão


mini trufas de chocolate belga meio amargo, pirâmides de chocolate branco crocante e cubos de gelatina vermelha

Valor que paguei: houve uma divisão não igualitária, pois nem todos beberam todos os vinhos solicitados. Assim, minha parte na conta foi RMB 320 (R$ 102,00).

Minha avaliação: * * * * 1/2. O restaurante já vale uma visita por estar alojado em uma parte de um hutong modernizada, preservando as linhas das edificações antigas, na forma de pagodes. Há muitas esculturas espelhadas nos pátios de acesso e ao redor do restaurante.

Gastronomia Pequim, China

sábado, 15 de setembro de 2012

NOITE DE ÓPERA E UM QUASE JANTAR FRANCÊS NO MEIO DE UM HUTONG

Desde o primeiro dia que chegamos, estávamos convictos de que tínhamos que assistir a uma ópera. Afinal, sempre ouvi falar sobre a Ópera de Pequim. Pedimos à guia uma indicação, mas ela insistiu em dizer que era melhor um show de kung fu ou uma apresentação de acrobacias. Os dois espetáculos eram mais populares, tendo duas sessões por noite, enquanto a ópera, sengundo ela, era mais chata e sonolenta, tendo apenas uma sessão noturna, sempre às 19:30 horas. Há várias montagens espalhadas pelos teatros da capital chinesa. Para os três espetáculos - kung fu, acrobacia e ópera - os preços são os mesmos, com duração de cerca de 75 minutos cada um. Eu toparia ver qualquer dos três espetáculos. Minhas amigas não queriam de forma alguma ver as acrobacias e quando a guia disse que tinha número de globo da morte, com motos, a decisão por não ver este tipo de espetáculo foi unânime. O show de kung fu parecia ser mais movimentado, mas as artes marciais não agradaram muito às mulheres do meu grupo. Assim, decidimos pela ópera. A guia ficou insistindo para vermos algum dos outros dois espetáculos, mas fincamos o pé e ponto final. Ela se encarregou de reservar as entradas. Pedimos o ingresso mais a frente. Custava RMB 280 (R$ 94,00). A princípio, S não iria, mas na tarde da terça-feira, dia da apresentação, ela decidiu ir. Não houve problema, pois Crystal reservou mais um tíquete. A guia foi muito gentil, pois se prontificou a nos levar até o teatro, que ficava um pouco distante de nosso hotel. Como queríamos ver os atores se maquiando antes do espetáculo e iríamos de táxi, a guia calculou que se saíssemos do hotel às 18:30 horas estava de bom tamanho. Todos prontos, estávamos no lobby do hotel na hora marcada. Crystal já estava nos esperando. Pedimos ao pessoal da recepção para chamar um táxi e, como da primeira vez, disseram para pegarmos na rua. Passaram-se dez minutos e nenhum táxi parou. Crystal deu a opção de ir de ônibus até um certo trecho e depois caminhar um pouco até chegar ao teatro. Aceitamos a proposta. O ponto de ônibus era próximo ao nosso hotel. Ônibus número 2, cujo bilhete custou RMB 1 (R$ 0,30). Ele passou rápido e não estava cheio. Descemos duas paradas depois, logo que passamos pela Praça da Paz Celestial. Começamos a caminhar por uma avenida larga e movimentada. O tempo foi passando e nada de chegar. A guia dizia que estávamos perto, que era logo em frente, mas este logo parecia o perto de mineiro, nunca chegava. Paramos em um sinal de trânsito. Era hora de atravessar a rua. C reclamava de futuras bolhas no pé, já que estava com uma sandália pouco apropriada para longas caminhadas. Assim que atravessamos a avenida, caminhamos a passos largos mais cinco minutos, chegando ao Jianguo Hotel, onde fica o teatro Liyuan Theatre. Faltavam cinco minutos para o início da ópera. Crystal correu para a bilheteria, pegou os bilhetes, nos entregou, levando-nos até dentro da sala de espetáculo. Nossos lugares eram em uma mesa lateral, a última da direita do palco, com visão de 90%. Crystal reclamou, mas não havia como mudar. Na mesa, um bule de chá verde e vários petiscos, tudo incluído no valor do ingresso. Pagamos à guia. Ela se despediu, dizendo como voltar para o nosso hotel de ônibus. As luzes se apagaram. Um vídeo introduziu a história da ópera, que sempre retrata a vida na época dos imperadores. Em ambos os lados do palco, fixados na parte de cima da parede, displays com legendas em chinês e inglês para melhor compreensão da história contada na noite. O espetáculo era dividido em atos. Não dava para acompanhar as legendas, pois passavam rápido demais. Desisti de ler, fixando no gestual dos atores, observando a maquiagem, muito carregada, o figurino e a marcação no palco. A voz aguda demais das atrizes chega a ser irritante. Com vinte minutos de espetáculo, cansei. Não entendia nada. Procurei algo para me distrair. Lembrei de que estávamos em um hotel. Procurei uma rede wi-fi livre pelo meu iPhone e achei. Atualizei mensagens e emails, sem atrapalhar ninguém, pois atrás de nossa mesa estava tudo vazio. O público ocupou mais de 2/3 do teatro, sendo a maioria turistas estrangeiros ou chineses de fora de Pequim. Achei as roupas bonitas, a maquiagem interessante, mas é uma experiência que não pretendo repetir. De qualquer forma, foi válido conhecer.
Na saída, a dificuldade para se tomar um táxi se repetiu. Havia dois táxis parados na porta do hotel. S, C e D foram para o primeiro táxi, mostrando o endereço do restaurante francês que tínhamos escolhido para jantar. O taxista falou qualquer coisa. Ouvi C dizer 16, aceitando o preço dado  pelo motorista. Elas entraram no carro e foram embora. Enquanto isto, eu e V mostrávamos o mesmo endereço para o carro de trás. O motorista leu e recusou a corrida. Ficamos ali parados esperando outro táxi passar. Os turistas que estavam no mesmo espetáculo saíam em grupos, entrando em ônibus de excursão. Nada de táxi. Resolvemos caminhar para um local mais visível, quando avistamos um táxi entrando com uma passageira no hotel. Corremos atrás dele, esperamos a chinesa sair e entregamos o cartão com o endereço de nosso destino ao motorista. Ele foi categórico em recusar. Voltamos para a rua, passando por um grupo que tentava, em vão , um táxi. Ficamos próximos a uma parada de ônibus. Paramos um novo táxi. O motorista olhou o cartão de ambos os lados, olhou para cima, pensou e disse para entrarmos. Enfim, tínhamos conseguido. Quando já rodávamos por quinze minutos, recebemos uma mensagem das amigas. Elas já estavam no restaurante. O taxista não sabia onde era o endereço. Eles não usam GPS, o que dificulta ainda mais. De repente, ele parou, olhou para uma placa, virou-se para nós, disse algo em chinês e seguiu em frente. Mais adiante, parou novamente, repetindo os mesmos gestos, retornando o carro para o local anterior. Como V tinha visto fotos do restaurante na internet, ela ficava procurando algo conhecido nas imediações. Entramos em uma rua estreita que foi se afunilando. Estávamos em um hutong. A sujeira imperava nos dois lados da rua. Bares simples estavam abertos, perto de 21:30 horas. O motorista parou e perguntou a uma mulher onde era o endereço que queríamos chegar. Ela nada ajudou. Ele percorreu mais cinquenta metros, parou o carro e disse em um inglês macarrônico "over there", apontando para frente. Olhamos na direção que ele apontava. Era uma rua pouco iluminada, sem movimento. Resolvemos pagar a corrida, RMB 20 (cerca de R$ 6,50) e não descer. Não queríamos arriscar em ficar ali, não achar o restaurante e ter dificuldades em conseguir novo táxi. Mostramos o cartão do hotel. Ele entendeu que queríamos sair dali, ligando o taxímetro novamente. Pagamos mais RMB 10 (R$ 3,25) pelo novo trajeto. No hotel, V enviou uma mensagem para as amigas informando que não conseguimos chegar ao restaurante, sendo impossível nova tentativa, pois o horário de jantar encerra por volta de 22 horas em Pequim. Não encontraríamos nada por perto para podermos jantar algo diferente de comida chinesa. Decidimos ficar sem jantar. Era minha segunda noite que dormiria sem ter jantado. Quando V subia par a o quarto, ela recebeu uma mensagem das demais. Elas também estavam voltando, pois o restaurante estava fechado para uma festa com menu único ao preço fixo de RMB 500 (R$ 160,00) por pessoa. Resolvi esperá-las, o que demorou mais de meia hora, pois elas também tiveram dificuldade de conseguir um táxi. Assim que chegaram ao hotel, me contaram a aventura que tiveram. Primeiro com o taxista, que tinha falado que a corrida custaria RMB 60 (R$ 19,00) e não 16 como C havia entendido. Depois, ele também não sabia chegar ao restaurante, mas foi mais esperto do que o nosso, ligando para alguém. Ele ainda ficava repetindo jocosamente tudo o que as três conversavam. No restaurante, elas ficaram em uma sala de espera, nos aguardando. Quando souberam do menu fixo, desistiram de ficar, mesmo porque era uma festa, pediram um táxi, mas, como cortesia, o restaurante serviu champanhe, entrada fria e um prato quente, como pedido de desculpas pelo fato de não terem avisado que naquela noite não serviriam o cardápio normal da casa. Elas ficaram tão agradecidas e sensibilizadas com a gentileza que reservaram para nós cinco almoçarmos lá no dia seguinte. Assim, fiquei sem o jantar naquela noite, mas S, C e D foram dormir bem satisfeitas com o que apreciaram no restaurante Temple Restaurante Beijing.
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

GASTRONOMIA EM PEQUIM, CHINA - QIU YI YUAN


Endereço: Beijing, China.
Especialidade: cozinha chinesa.
Quando fui: almoço do dia 11 de setembro de 2012, terça-feira. Éramos cinco pessoas. Ficamos cerca de uma hora e meia no local.
Serviço: os pedidos já estavam pré-ordenados por nossa guia. Assim que nos sentamos, já começaram a servir os pratos. Chá verde à vontade. Local de frequência 100% de turistas, o que torna o serviço impessoal, distante e sem grandes esforços, pois a chance de alguém voltar ali é muito pequena.
O que bebi: um copo de Coca Cola e alguns copos de chá, que deixei esfriar na caneca.
O que comi: mais uma vez compartilhamos os mesmos pratos, retirando pequenas porções com os pauzinhos (hachis) ou com as colheres de porcelana, comendo em pequenas cumbucas ou pratinhos pouco maiores do que um pires. Foram seis pratos diferentes. O arroz estava, como sempre, bem grudento, mas saboroso, com leve tempero. Havia um prato de carne cortada em tirinhas, com bastante cebola e tomates, muito gostoso. Uma sopa rala de ovo e cenoura não me apeteceu, motivo pelo qual nem provei. Um caldo de ovo mexido com tomates estava com gosto bem adocicado, mas não era ruim. Um prato de acelga passada na chapa com óleo era outra opção na mesa, mas também não me agradou muito. O prato que todos gostaram era o mais feio, parecendo um amontoado de comida, como se fosse uma sobra do almoço que comemos no jantar. Não soubemos todos os legumes que ele tinha, todos cortados em tirinhas, mas todos aprovaram o seu sabor, algo entre o doce e o salgado, mas sem exageros.







Valor total da conta: almoço incluído em nosso pacote.
Minha avaliação: * * 1/2. O restaurante não chama atenção nem na entrada, nem em sua decoração. No estacionamento, uma fila de ônibus de turismo.
Gastronomia Pequim, China

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

PALÁCIO DE VERÃO

Outra visita que fizemos na terça-feira, dia 11 de setembro de 2012, foi ao Palácio de Verão (Summer Palace). Na verdade, o que se convencionou chamar de Palácio de Verão é um imenso parque, com várias construções da época dos imperadores e um grande lago. No verão, os imperadores e seu séquito passavam meses nos prédios construídos às margens da água. Ali, vimos mais construções do mesmo estilo que já tínhamos visto nas visitas anteriores, pois são prédios da mesma época. Comecei a achar tudo uma variação sobre o mesmo tema. Crystal, nossa guia, nos contou um pouco da história do lugar, o que significava uma enorme pedra postada logo após o principal portão, mostrou os incensários gigantes em forma de garça e de veado que ladeiam a entrada do principal prédio do parque e nos conduziu até a beira do lago, onde vi, pela primeira vez, uma plantação de lótus, mas sem a famosa flor onde Buda está sentado, já que não estava na época de sua floração. No alto de uma colina, uma imponente torre se faz presente, mas as fotos de onde estávamos não ficaram boas, pois o tempo estava muito embaçado. Na ponta esquerda de onde estávamos tinha uma ponte vermelha que conduzia a uma pequena ilha com mais um construção na forma de um pagode. A música que saia de caixas de som estrategicamente escondidas era relaxante e o lugar, mesmo cheio de gente, transmitia paz, com uma vista de tirar o fôlego. Como sabia viver a nobreza chinesa! Após fotos e mais fotos, seguimos adiante, para conhecer e caminhar na maior passarela do mundo, segundo a guia nos disse. São mais de 700 metros de passarela em madeira, toda pintada com motivos diferentes, tendo quatro pequenas torres, simbolizando cada uma das estações do ano. Ao final deste passeio está um barco de mármore, mandado construir pela imperatriz Cixi. O objetivo era mostrar aos inimigos que eles tinham um barco que nunca era incendiado nem afundado. Apenas um símbolo, pois como é de mármore, não poderia jamais navegar. Não é permitido entrar nele. Dali, compramos uma passagem por RMB 15 (cerca de R$ 5,00) para atravessar o lago no Dragon Boat. Como o nome diz, é um barco de madeira em formato de dragão colorido. A travessia dura cerca de quinze minutos. Do outro lado, vimos uma estátua de bronze de um boi deitado. Diz a lenda que ela ficava no fundo do lago para evitar enchentes. Quando a colocaram nas margens do lago, outra lenda surgiu. Acreditavam que se as águas do lago cobrissem o chifre do boi, Pequim ganharia um mar. Uma ponte mais à frente nos levou a uma pequena ilha onde há um templo, local de oração dos imperadores. Voltamos para perto da estátua do boi, de onde saímos. A van já nos aguardava do lado de fora. Era hora de ir almoçar.







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TEMPLO LAMA


Do Zoológico de Pequim até o Templo Lama (Lama Temple), nossa segunda parada do dia, foram cerca de quarenta minutos em um trânsito intenso. O templo fica em uma movimentada região, com alguns hutongs em volta dele. Há muitas lojinhas vendendo incensos nas imediações. Na entrada, já vemos o grande movimento de turistas e locais, pois muitos chineses vão ali fazer suas promessas e agradecimentos a Buda. O caminho que conduz à entrada é bem verde, com uma alameda central. Após cruzar um portão, temos do lado direito uma torre com um sino em sua base. Pagando, pode-se tocar o sino e fazer um pedido. Não fizemos isto. No lado esquerdo, uma torre similar com um tambor em sua base. Neste mesmo pátio fica o primeiro salão de oração. Em frente ao salão, ainda do lado de fora, alguns incensários em atividade, com muita gente ascendendo três palitos de incenso gigante e ajoelhando, se dobrando, colocando a cabeça no chão. Esta mesma cena se repete em frente a cada um dos salões do local. Nas mãos destas pessoas sempre havia um maço de incensos, pois eles prestavam o mesmo tributo em todos os seguintes salões. O ritual exige apenas três palitos de incenso por vez. Dentro do salão, não se pode fotografar a estátua de Buda, embora quase todo mundo clicava. Na medida em que se vai avançando, passando de um salão para o outro, posicionados em fila, o impacto vai aumentando, tanto na beleza da decoração quanto no tamanho das estátuas. Em alguns salões, há mais de uma estátua. Em um deles vimos os budas do tempo: passado, presente e futuro e em outros os budas do espaço. Alguns budas são representados sorrindo e gordos, outros são magros. No penúltimo salão está a estátua de Tsongkhampa, um restaurador da seita budista. Neste mesmo salão há dois tronos, um para o Dalai Lama e outro para o Panchen Lama, mas não há retrato de quem ocupa o primeiro posto, somente do segundo, pois a China não reconhece a independência do Tibete. Em seguida, o último salão, onde uma estátua de Buda (Maitreya) esculpida em uma única peça de sândalo está de pé. O impacto é grande, pois a estátua, toda dourada, tem 26 metros de altura, sendo a maior estátua de Buda de Pequim. No retorno, entramos em dois dos muitos salões laterais para ver exposições permanentes de estátuas menores de Buda e vestimentas dos budistas. Nos pátios internos, vimos alguns monges caminhando e parando para tirar fotos com turistas. Algumas de minhas amigas posaram para fotos com um grupo de monges budistas. No caminho da saída, paramos em frente a um instrumento cilíndrico, cuja parte interna se movia. Segundo a tradição, temos que rodar a parte interna no sentido horário, fazendo um pedido. Todos nós rodamos o cilindro, fazendo poses para fotos. Na lojinha local, vimos estátuas de uma Buda feminina, que, confesso, não sabia que existia. Foi o local que mais gostei de visitar em Pequim. Bonito, colorido, bem conservado, movimentado e cheio de energia positiva. Um oásis de tranquilidade em uma região com trânsito intenso de carros, bicicletas, motos e pedestres. Seguimos para o almoço.



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ZOOLÓGICO DE PEQUIM


A primeira atividade da terça-feira, dia 11 de setembro de 2012, foi conhecer o Zoológico de Pequim. O objetivo era único: ver os pandas. Como todo zoológico, muita família com criança andava pelo local. Depois que a guia comprou ingressos (incluídos em nosso pacote), seguimos direto para o local onde ficam os ursos símbolos da China. Em uma sequência de pavilhões, muitos em obra, o que dava um aspecto de descuido, vimos e fotografamos seis pandas. O primeiro deles, em uma jaula de vidro, não se importava com a multidão que ficava aglomerada na sua frente. Comia tranquilamente seu bambu. Quando acabou de comer, virou para a plateia, colocando a cara no vidro, como se fizesse poses para as muitas fotografias. Um fofo! Na segunda jaula, ainda no mesmo espaço, outro panda estava deitado, mas vimos ele se levantar para aproximar da porta de grade interna, onde ficou em pé olhando para dentro. Ele tinha percebido a presença dos tratadores. A terceira jaula é muito grande e alta, também fechada em vidro, onde havia um distante panda, que não dava bola para ninguém. Em ambos os espaços haviam lojinhas de souvenir com predominância de itens que faziam alusão ao urso. C fez umas comprinhas. Seguimos em frente, passando por uma plantação de bambus, chegando nas jaulas abertas, com muito mato e objetos para os pandas brincarem. Ali vimos mais dois exemplares, que ficavam andando de um lado para o outro perto da porta interna, como se quisessem entrar e sumir dos turistas. No último espaço, mais um solitário panda dormia. Tiramos algumas fotos e voltamos para a van, encerrando a primeira atração do dia.
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TEMPLO DO CÉU


Cruzamos a cidade no sentido norte-sul até chegarmos ao Templo do Céu. Na verdade, é uma série de edifícios e esplanadas construídos na mesma época da Cidade Proibida. Fica na região onde viviam os chineses mais simples, repleta de lojas populares, algumas delas com mais de 100 anos de existência. Foi a região da cidade que teve o desenvolvimento mais tardio. Era para este local que os imperadores iam no início do inverno para fazer suas orações e sacrifícios de animais pedindo uma boa colheita. Entramos pelo portão sul do parque que abriga o Templo do Céu. O parque é muito bem conservado, bem verde, com árvores enormes. É muito frequentado por chineses, especialmente idosos, que ali comparecem todos os dias para jogar cartas. Há uma imensa construção, uma passarela em madeira, toda coberta, onde estes jogadores ficam. Cada grupo traz cadeiras, comida e bebida e passam ali horas a fio. Vê-se gente de todas as idades, mas a predominância é de pessoas mais velhas, já aposentadas. Alguns jogam o xadrez chinês, outros praticam algum instrumento musical (nada convencionais para nós) ou praticam o canto. Vimos um grupo de senhoras cantando. Segundo a guia nos informou, elas cantavam trechos de óperas chinesas. Nos espaços abertos ao redor desta passarela, grupos jogavam a peteca de pés. Caminhando em direção aos prédios do templo, vi um monge com sua vestimenta alaranjada e vermelha. Para entrar no parque é cobrado um ingresso (já incluído em nosso pacote), mas ele só é exigido na entrada da área do templo. O primeiro prédio que vimos é o mais alto, com 36 metros de altura, todo em madeira, sem nenhum prego, construído no ponto em que acreditavam ser o encontro entre o céu e a terra. O edifício é redondo e a esplanada que o envolve é quadrada, pois os antigos chineses acreditavam que estas eram as formas de céu e terra, respectivamente. Após sessões de fotos, descemos em direção a um prédio lateral, onde havia uma pequena exposição de peças antigas. Do lado oposto, dois prédios ficam de frente um para o outro, também abrigando exposições. Completando o quadrado, um portão que dá acesso a uma área arborizada e movimentada de turistas. Paramos em frente a uma árvore de mais de quinhentos anos, existente no local antes mesmo da construção do templo. No mesmo lugar, paramos para tomar um sorvete. Entre os sabores inusitados, coalhada e ervilha. Experimentei o primeiro, com sabor bem próximo da coalhada caseira, pouco adoçado, predominando o sabor mais azedo. V resolveu pegar o de ervilha. Dei uma mordida e não gostei. Parecia água da ervilha batida com leite e açúcar. V jogou o picolé fora assim que viu um lixo. Seguimos nosso passeio, conhecendo a segunda construção, um templo que guardava as tábuas sagradas utilizadas na cerimônia de sacrifício. O que chama atenção do lugar é que ele é circundado pela Parede do Eco. Assim que ficam sabendo que se cada um ficar em um lugar qualquer do muro, se alguém fala de um lado, o outro escuta, pois o som circula pelo local, os turistas começam a falar para as paredes. Como o eco só funciona quando há pouca gente, ouve-se muita gente gritando. No centro, um caminho de mármore também tem funções semelhantes. No primeiro bloco, bate-se uma palma, ouvindo seu eco uma única vez. No segundo bloco, bate-se a palma e seu eco retorna duas vezes e no terceiro, o eco vem em triplo. Tinha gente tentando, mas ninguém nada conseguia. A guia nos disse que tais funções só funcionavam com pouca gente no espaço, algo impossível em se tratando de China. Mesmo assim, me posicionei no segundo bloco de mármore e bati uma palma, nada ouvindo em retorno. O dia já caminhava para o fim, quando fomos para a terceira construção, o altar das orações e sacrifícios. A construção não é coberta e tem três esplanadas em três níveis circulares diferentes: o mais baixo para a terra, o do meio para a humanidade e o mais alto para o céu. Bem ao centro do nível mais alto, um pequeno círculo em mármore era o local onde o imperador ficava para suas orações, pedindo ao seu deus por uma boa colheita. Somente ele poderia ficar de pé no local. Hoje os turistas fazem fila para tirar uma foto com os dois pés no círculo. Foi o que fiz. Toda a área do altar é construída tendo como base o número 9 e seus múltiplos, pois eles acreditavam que este número trazia sorte. Aqui paro para uma nota: os chineses mais velhos cospem muito no chão, o que é chato de se ver, pois não é um simples cuspe. Fazem um barulho enorme e escarram com toda vontade. Também não se incomodam muito em fazer suas necessidades, mas para isto há muitos banheiros públicos espalhados por toda a cidade, nem sempre limpos e a maioria com vasos sanitários no chão, pois eles adoram a posição de cócoras. O que vimos na região deste altar circular foi inusitado: uma senhora desceu as calças e fez o número 2 ao ar livre, sem se importar se tinha gente vendo. Pelo menos ela escolheu um local com menos movimento. No nível mais baixo do altar ficam enormes caldeirões onde eram realizados os sacrifícios. Saímos por um portão lateral, onde um passeio reto e bem grande conduzia ao portão leste de saída do parque. Neste passeio, alguns senhores bem idosos ficam praticando a caligrafia, com aqueles caracteres chineses. Eles tem um pincel bem grande, quase do tamanho deles, e um baldinho com água. Molham o pincel na água e vão escrevendo, num exercício de paciência e destreza. Todos os turistas param para tirar fotos, e eles parecem gostar. Não pedem nada em troca. Vê-se a satisfação no rosto deles de fazer aquilo. Saímos do parque cansados de tanto andar no dia. A van já nos aguardava para nos conduzir ao hotel. Cheguei no quarto, vi a cama e deitei. Eram 18 horas. Acordei com C ligando, às 20:30 horas, perguntando se iria sair para jantar. Preferi ficar no quarto, dormindo novamente, só acordando perto de 5 horas da manhã do dia seguinte.



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VISITA A UMA FÁBRICA DE ARTESANATO CLOISONNÉ



Assim que terminamos o almoço de segunda-feira, fomos direto para uma fábrica de artesanato cloisonné para ver o processo de produção das famosas peças de cobre com cores eternas. Programa pega turista total, pois a parte principal do passeio é a loja com os produtos ali fabricados. Mas faz parte da vida de um turista. Uma senhora da fábrica nos acompanhou desde a saída da van, levando-nos para o hall do prédio, onde nos mostrou cinco vasos em diversos estágios até chegar ao estado final da arte. Ela disse que podia deixar o vaso pronto cair no chão, pois ele não se quebrava, mas ninguém parecia muito interessado nesta experiência. Ela nos conduziu, então, para uma quadra dentro do prédio de onde tivemos acesso a pequenas salas que davam para ela. Em cada uma das salas, podemos ver um pouco do processo de colagem de pequeninos pedaços de cobre, o preenchimento destes pedaços com as cores, obtidas através de pó de pedras e cola, o metódico e paciente trabalho de dar acabamento à pintura antes de ir para o forno pela primeira vez e a primeira polida pós fogo. A visita foi muito rápida, pois nenhum de nosso grupo queria fazer perguntas. O que nos chamou a atenção foram os empregados da fábrica. Num dos cômodos, enquanto uma trabalhava, três mulheres jogavam baralho, pois era hora do almoço delas. Em outro cômodo, uma trabalhadora aproveitava a pausa e tirava um bom cochilo debruçada em cima da mesa, sem se importar com sua colega de trabalho pintando vasos e com a presença de turistas. Em outra sala, um homem escutava um programa de rádio, enquanto preenchia de tinta os buracos de cobre, dando vida aos desenhos. Por fim, vimos um sorridente chinês polir um vaso sem nenhuma proteção em suas mãos. A visita, como já esperávamos, acabou na imensa loja da fábrica. As primeiras peças são impactantes no tamanho, na beleza e no preço. Algumas delas custavam cerca de 22 mil reais. Na medida em que se anda pelos setores da loja, os tamanhos e a qualidade das peças vai diminuindo, assim como seus preços. Vimos muita coisa interessante, desde vasos decorativos, até animais de diversas cores, passando por colares, pulseiras e pratos. Nenhum de nós comprou sequer uma peça pequena. Era hora de seguir nossa programação do dia, voltando para Pequim e atravessando toda a cidade por vias expressas, já que a próxima parada estava no lado sul da cidade, o Templo do Céu.



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GASTRONOMIA EM PEQUIM, CHINA - HOME OF THE GREAT WALL


Endereço: 60 meters east of Mutianyu Roundabout, Bohai Town, Huairou District, Beijing, China.

Especialidade: cozinha chinesa.

Quando fui: almoço do dia 10 de setembro de 2012, segunda-feira. Éramos cinco pessoas. Ficamos cerca de uma hora e vinte minutos no local.

Serviço: os pedidos já estavam pré-ordenados por nossa guia. Assim que nos sentamos, o chá de jasmim, um copo com o refrigerante e os dois primeiros pratos chegaram à mesa. Garçonetes mal humoradas, pois praticamente jogavam as vasilhas no centro da mesa. Os vasilhames não estavam adequadamente limpos.


O que bebi: um copo de Coca Cola e alguns copos de chá de jasmim quente.

O que comi: mais uma vez compartilhamos os mesmos pratos, retirando pequenas porções com os pauzinhos (hachis) ou com as colheres de porcelana, comendo em pequenas cumbucas ou pratinhos pouco maiores do que um pires. Foram oito pratos diferentes, além da sobremesa (pedaços de melancia). O arroz estava bem grudento, como os chineses gostam de comer, o que facilita pegá-lo com o hachi. Não tinha tempero, pois ele serve como um absorvente dos molhos mais temperados dos demais pratos. Ovo mexido na água, pepino levemente cozido, alga cozida e carne de porco compuseram um dos pratos. Foi o que mais gostei. O terceiro era apenas brócolis cozidos e levemente refogados no óleo. Estava crocante, muito bem temperado. Frango picado em cubinhos pequenos, molho agridoce, pepino e cenoura, ambos cortados também em cubo, eram os ingredientes de mais um prato. Achei o molho muito gorduroso, o que deixou o prato pesado. Um peixe aberto em dois, com algumas espinhas e muita erva por cima foi mais um prato servido. Descobrimos que o peixe é retirado pouco antes de ir para o fogo de um tanque que fica do lado de fora do restaurante. Portanto, o pescado era fresco, mas não gostei do sabor da erva, parecia orégano e estava em excesso. Mais um prato: pimentões verdes, batata e chuchu cortados em grandes pedaços com um molho levemente adocicado por cima. O chuchu era bem insosso. Não gostei. Por fim, serviram um noodle salpicado de broto de feijão cru e algumas panquecas de arroz. Totalmente sem tempero, sem graça. Não tinha sabor para rechear a panqueca. Como sobremesa, pedaços geladinhos de melancia.









Valor total da conta: almoço incluído em nosso pacote.

Minha avaliação: * 1/2. O restaurante fica na beira de uma estrada, ao estilo das paradas de ônibus intermunicipais no Brasil, tendo, inclusive, estacionamento exclusivo para vans e ônibus, uma vez que está muito próximo de um dos acessos para visitar a Muralha da China. O ambiente interno é agradável, cheio de plantas e objetos de decoração que trazem bons fluidos, segundo a tradição chinesa.

Gastronomia Pequim, China