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sexta-feira, 12 de março de 2010

MUITO TRABALHO

Semana difícil esta que acaba aqui, pelo menos em dias úteis. O trabalho foi de enlouquecer. Preciso de 24 horas de sono. Tylenol PM já!

quarta-feira, 10 de março de 2010

A DIETA DO VINHO






Vinho é saúde!

CALÇADÃO

Manhã de quarta-feira lindíssima no Rio de Janeiro. Céu azul, totalmente límpido, com excelente visibilidade. Mar quebrando nas pedras do Arpoador. Os morros do Rio em suas colorações de verde e marrom. Gaivotas no céu. Sol brilhante. Um convite a uma caminhada no calçadão. Como meus compromissos de trabalho já estavam terminados e com voo marcado para o início da tarde, optei por deixar o ar condicionado do quarto do hotel para fazer uma caminhada. Tinha duas opções. Ir para o lado de Copacabana ou ir para o lado de Ipanema. Escolhi o segundo trajeto. Saindo do hotel, na Rua Francisco Otaviano para a esquerda logo à frente fica a entrada para o Parque Garota de Ipanema. Basta atravessá-lo para se chegar ao calçadão do Arpoador. Foi acionar o cronômetro do relógio e em passos largos ir em direção ao Leblon. Caminhei toda a extensão da Praia de Ipanema, passando pelos postos 8, 9 e 10. Andei até o posto 11, já no Leblon, quando o cronômetro apontava meia hora de caminhada. Fiz meia volta e caminhei em direção ao hotel. Como estou há muito parado, senti um pouco de cansaço no final do percurso. Aproveitei a manhã saudável e parei numa loja da Yogoberry, que há aos montes no Rio de Janeiro, para experimentar o novo sabor, mirtilo. Pedi um pote pequeno, sem nenhuma cobertura. Uma delícia e bom para quem está de dieta. No hotel, foi só banho e arrumar as malas. Hora de partir de volta para Brasília. No caminho do aeroporto, um trânsito muito lento, mas com a bela vista de Copacabana e do Aterro do Flamengo. O Rio de Janeiro continua lindo!

terça-feira, 9 de março de 2010

MAIS UMA VEZ NO RIO DE JANEIRO

Estou novamente no Rio de Janeiro, desta feita a trabalho. Como sempre, muito quente, mas suportável. Cheguei na noite de segunda-feira em voo da Ocean Air. Foi a primeira vez que voei nesta companhia. Gostei muito do avião, com bancos de couro, atendimento eficiente, espaço adequado entre as fileiras. O avião é um Foker 100, porém com nome alterado. O voo saiu na hora exata e as malas não demoraram a sair na esteira de bagagens. Uma colega de trabalho me esperava no aeroporto e me levou até o hotel em que estou hospedado, no Arpoador. A terça-feira foi toda dedicada a reuniões no Centro da cidade, com bela vista para a Baía da Guanabara, incluindo a Ponte Rio-Niterói e o Palácio da Ilha Fiscal. Dia lindo. Almocei no próprio Centro em um restaurante self service a quilo chamado Espaço Debret (Rua Debret, 23, Centro), onde há de tudo: comida árabe, comida japonesa, saladas, peixes, carnes, frango, ensopados, frituras, salgadinhos, enfim, uma orgia gastronômica. É muito cheio e a rotatividade é grande de pessoas nas mesas. Como sigo com restrições alimentares, fiquei na salada e no peixe grelhado. A parte da tarde foi dedicada a mais reuniões de trabalho e à noite jantei com a mesma colega de trabalho que me buscara no aeroporto, em um restaurante próximo ao meu hotel, com bela vista para a Praia do Arpoador e suas famosas pedras.O restaurante é o Azul Marinho (Avenida Francisco Bhering, s/nº, Arpoador) com extensa carta com variadas opções de peixes e frutos do mar. O atendimento é muito bom. Escolhi um filé de badejo grelhado acompanhado por quibebe de baroa e couve rasgada. A couve estava muito boa, assim como o peixe. Noite agradável, com excelente papo com minha colega. Gostei muito do restaurante, que por ficar em um trecho sem movimento de carro, nunca tinha percebido sua existência.

FINAL DE SEMANA CULTURAL

Como disse meu amigo Pek, minha vida cultural continua a mil. O ano cultural de Brasília começou mesmo agora em março, pois nos dois primeiros meses do ano, estava um pouco morno, sem grandes opções. Já neste primeiro final de semana de março, vi de tudo: peça de teatro, exposição de artes plásticas, filme no cinema, show musical, balé. Além disto, ainda li um livro. Entre os intervalos, muita música no ipod e cd player, especialmente Franz Ferdinand, de quem vou conferir o show ainda em março em Brasília. 

4 X 4

Domingo à noite. Fechei o final de semana cultural com chave de ouro. Fui ver, pela segunda vez, a montagem 4 X 4, da Cia de Dança Deborah Colker. Paguei R$ 50,00 a meia entrada, pois levei o cupom Sempre Você, disponível para os assinantes do Correio Braziliense. A sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro estava bem cheia. Para mim, é a melhor montagem desta companhia carioca. Já tinha visto em 2003 e lembro-me bem que gostei mais do segundo ato. O espetáculo mistura dança com artes plásticas. A peça tem dois atos. No primeiro, três movimentos. O primeiro deles é Cantos, com obra de Cildo Meirelles. O segundo, Mesa, do coletivo Chelpa Ferro. O terceiro, Povinho, do artista Victor Arruda.  Já o segundo ato, cheio de vasos, é todo de Gringo Cardia, parceiro de longa data de Colker. Quando vi pela primeira vez, a dança entre os vasos me fisgou. Os bailarinos tem que ter leveza e precisão ao mesmo tempo, dançando entre uma série de vasos dispostos em um quadrado. Coincidentemente, nas duas vezes em que vi esta montagem, apenas quatro vasos foram derrubados. Com um olhar mais apurado, desta vez o número que me fisgou foi o primeiro, quando cantos enormes são dispostos no palco e a coreografia se dá nestes cantos. Foi de longe, o que mais gostei. O número com a mesa andante do Chelpa Ferro acho chato, monótono até. O linóleo e o painel de fundo do terceiro número é um festival de cores de Victor Arruda e a dança é bem descompromissada, lembrando um jardim de infância. Valeu a pena ter visto novamente. Realmente foi um final de semana recheado de cultura.

domingo, 7 de março de 2010

O DIREITO DE AMAR

Seguindo recomendação de amigos que ligaram de Porto Alegre, onde estão em viagem de férias, para assitir o filme, fui conferir O Direito de Amar (A Single Man), dirigido por Tom Ford. Produção americana de 2009 que tem no elenco Colin Firth (George), cuja interpretação lhe valeu a indicação para o Oscar de melhor ator de 2010, e Julianne Moore, em uma pequena, mas brilhante atuação. Tom Ford, famoso estilista, estreia na direção cinematográfica com um tocante filme sobre um professor universitário que tem que enfrentar seus medos após a morte de seu companheiro com quem vivia há 16 anos. Ele tenta manter as aparências, mas chega um dia em que não suporta mais continuar vivendo. Num rito de despedida, ele rememora bons momentos ao lado de Jim, seu companheiro. No dia em que chega ao seu limite, alguns belos homens aparecem em situações cruciais. Tom Ford coloca figurinos impecáveis, cabelos e maquilagem perfeitas nas mulheres e escolhe jovens atores lindos, mas isto não tira a força do enredo. Colin Firth está ótimo como o professor atormentado e mereceu a indicação ao Oscar. Gostei do que vi. O que não gostei foi do local onde vi. As salas de cinema do Liberty Mall são acanhadas, velhas, com projeção ruim, mas era a única opção no Plano Piloto.

CLARICE LISPECTOR - A HORA DA ESTRELA

Aproveitei que fui ao CCBB (SCES, Trecho 2, Conjunto 22) para comprar entrada para assistir a uma peça no dia 13 de março para ver, enfim, a exposição sobre Clarice Lispector. Fiquei duas horas na Galeria 2 onde está Clarice Lispector - A Hora da Estrela. Foi um final de manhã muito interessante, conhecendo um pouco mais desta escritora de quem gosto muito. A montagem da exposição, já vista em São Paulo, no Museu da Língua Portuguesa, é um convite à leitura da obra desta magnífica escritora. Com curadoria de Júlia Peregrino e Ferreira Gullar e cenografia criada por Daniela Thomas, a visita ao espaço expositivo é um deleite para os olhos. Frases da escritora sobre a vida e a arte de escrever já enfeitam as paredes negras da primeira parte da exposição, onde também há quatro grandes fotos de Clarice. No segundo ambiente, com paredes brancas e mais frases retiradas de seus livros, há um colchão velho e partido no meio do quarto. Passa-se para o terceiro ambiente, com mais frases em paredes negras, com efeitos de luz que descortinam um pequeno ambiente com paredes de vidro no meio da sala, onde há uma espécie de mapa de todas as cidades onde Clarice esteve ao longo de sua vida. Mas é no próximo ambiente que mais me detive, quatro paredes com gaveteiros de madeira do chão ao teto, com algumas cadeiras e bancos servindo de apoio quando da leitura das gavetas mais baixas. Ao todo, cinquenta e quatro gavetas, marcadas com uma chave e respectivo número, se abrem e nos permitem entrar em contato com fotografias, livros publicados no Brasil e no exterior, documentos pessoais (carteira de trabalho, passaporte, carteira de jornalista, carteira de motorista) e o melhor de tudo, textos, rascunhos, cartas escritas por Clarice e por seus amigos, tais como Érico Veríssimo, Maria Bonomi, Carlos Drumond de Andrade (há um lindo poema escrito para ela), Rubem Braga, Fernando Sabino, entre outros. Li absolutamente o conteúdo de todas as gavetas. Foi ótimo ter contato com estes documentos históricos. Ao final, no último ambiente da exposição, um sofá, uma máquina de escrever, cinco bancos e um vídeo passando a entrevista que a escritora concedeu à TV Cultura. Segundo informações do folder da mostra, é a única imagem em movimento de Clarice. O vídeo é curto, mas demonstra toda a sinceridade e clareza da escritora. Manhã de domingo magnífica na companhia de Clarice Lispector. Para quem se interessar, a exposição ainda fica em cartaz até o dia 14 de março no CCBB de Brasília.

PELO SABOR DO GESTO

Zélia Duncan em Brasília em duas noites apresentando o show Pelo Sabor do Gesto no Teatro Oi Brasília (Royal Tulip Brasília Alvorada - SHTN Trecho 1, Conjunto 1B, Bloco C). Fui conferir o show na noite de sábado, dia 06/03/2010, pagando R$ 92,00 a inteira (R$ 80,00 + R$ 12,00 de taxa de conveniência, pois comprei no ingresso.com). Casa lotada, com cadeiras extras. É o início do projeto Encantadoras que trará ao espaço uma série de cantoras até junho. O show começou com vinte e cinco minutos de atraso. Zélia inicia com um novo arranjo, mais rock'n roll, para a gostosa Boas Razões. Coisa rara de acontecer em shows, Zélia canta todas as músicas de seu mais recente trabalho, entremeando com alguns covers, como a pouco conhecida I Love You, gravada por Roberto Carlos no início da década de setenta. O repertório do show é potente, cheio de swingue e felicidade, tema de uma interessante performance no meio do show, quando ela declama e canta uma longa dúvida sobre uma pessoa que não sabe o motivo por que está tão feliz. A plateia se divertiu muito nesta hora. Algumas fãs que se sentaram na primeira fila faziam um espetáculo próprio, levantando as mãos, rodando camisas com a foto de Zélia, colocando narizes luminosos na face e oferecendo flores à cantora quando ela está intepretando... Flores. É claro que gritos pedindo música eram ouvidos quando havia um espaço entre duas músicas. Momento delicado do show quando Zélia faz uma homenagem a uma fã portuguesa que tem problemas auditivos. Ela interpreta Todos Os Verbos magnificamente, encerrando dizendo a letra da música na linguagem gestual de LIBRAS. O bis teve três músicas, entre elas dois eternos sucessos que não podem faltar em seus shows, Catedral e Alma. Gostei muito. Shows em espaços menores são muito melhores e mais interessantes.

DEZ MIL PÁGINAS VISITADAS






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sábado, 6 de março de 2010

MÚSICA QUE OUÇO XXIX



Clássico!

O ANIVERSÁRIO DA INFANTA

Em cartaz no Teatro Dulcina de Moraes (Faculdade Dulcina de Moraes - Conic - Setor de Diversões Sul), o novo trabalho dirigido por Adriano e Fernando Guimarães. Trata-se de uma livre adaptação do conto de Oscar Wilde, O Aniversário da Infanta. Com ingresso custando R$ 20,00 a inteira, a peça tem cerca de 80 minutos. No elenco, atores de Brasília, quase todos ex-alunos dos irmãos GuimarãesAndré Reis, Eduardo Félix, Leandro Menezes, Lívia Bennet, Mateus Ferrari, Michelly Scanzi, Nathalia Mello, Natália Leite, Rodrigo Lélis, Tati Ramos e Valéria Rocha. Os Guimarães também são os responsáveis pela cenografia, de longe, o ponto alto da peça. Público pequeno na noite de sexta-feira, quando fui conferir o espetáculo. Cenografia e figurinos são um show à parte, muitos vezes suplantando algumas deficiências de interpretação e da narrativa. Já conhecia o texto de Wilde e nele há pouco diálogo. Para dar um ritmo na história, algumas atrizes fazem o papel de narradoras, o que cansa quem está assistindo, pois o tom da voz soa monocórdio. Interessante a colocação em cena de manipulador de bonecos. Na verdade, são duas bonecas que interpretam a infanta, embora também haja uma atriz neste papel. Destaco a encenação de Romeu e Julieta, de Shakespeare, durante a festa de aniversário da infanta. A peça é feita com bonecos, interpretados pelos atores, dando um caráter de comédia pastelão, mas lúdico e bem feito. Não gostei da interpretação do anão. Ficou uma coisa caricata, mais parecida com um macaco. Não passa a ideia de ser um homem rejeitado por todos pela sua feiúra. O diálogo entre as flores no jardim do palácio também é digno de nota, pois nos leva a refletir sobre a questão da beleza e da necessidade de sempre estarmos produzidos esteticamente perante a sociedade. Mais uma vez, os irmãos Guimarães mostram que sabem dirigir atores pouco experientes e com níveis diferentes de atuação. Como o espetáculo visual é deslumbrante, as deficiências nem sempre são notadas.

terça-feira, 2 de março de 2010

COLDPLAY

O show do Coldplay aconteceu na Praça da Apoteose (Rua Marquês de Sapucaí, s/nº, Centro) na noite de domingo. O dia inteiro o tempo esteve nublado, chuviscando de vez em quando. Eu, Ric e os amigos de São Luís nos encontramos às 17:30 horas na Praça General Osório, em Ipanema, para pegar o metrô, conforme orientação dada pelos jornais para o deslocamento até o local do show. O bilhete unitário custa R$ 2,80. Já compramos a ida e a volta, evitando eventual fila quando do nosso retorno. São quatorze estações no trajeto até a Praça Onze, onde descemos. Fizemos este percurso em meia hora. Mesmo sem saber a direção, foi fácil chegar à Praça da Apoteose, pois bastou seguir o grande fluxo de jovens que também iam para o show. Não houve nenhum tumulto para entrar. Revista meia boca nas pessoas e conferência de ingressos. Todos de capa de chuva, pois o tempo estava bem fechado. Chegamos no início do show da banda matogrossense Vanguart. Meia hora de show apenas, mas achei muito chato. O vocalista fez um discurso defendo o rock nacional, a importância de bandas brasileiras estarem em eventos como aquele e, em seguida, num paradoxo total, cantou duas músicas em inglês. O intervalo entre este show e o próximo foi de apenas vinte minutos, conforme cronograma anunciado. Com o palco pronto e um chuvisco insistente, entrou em cena a banda irlandesa Bat For Lashes em um espetáculo que durou quarenta minutos. A voz da vocalista não é potente. O repertório da banda me lembrou Bjork, ou seja, não era apropriado para um espaço aberto com público ávido para dançar, espantando a agonia de esperar molhado a atração principal da noite. O show das irlandeses deveria ser em um local menor, com a plateia devidamente assentada. Arrumaram o palco em meia hora para a entrada do Coldplay, mas uma forte chuva caiu às 20 horas, prejudicando o início do show. Com meia hora de atraso, os acordes de Danúbio Azul soaram na Apoteose, acompanhados com palmas pelo público. Era o início do show. As luzes se ascenderam e lá estavam os quatro integrandes da banda atacando de Life in Technicolor. A partir daí, foi um festival de sucessos, especialmente do excelente disco Viva La Vida. A banda se utilizou de vários recursos durante sua apresentação. Quando tocaram Yellow, vários balões amarelos gigantes foram jogados para o público que proporcionou um belo número, aliado às luzes amarelas no palco que pareciam bolas caindo. Durante o show, ainda houve fogos de artifício em duas músicas, apresentação em palcos menores instalados no meio do público (recurso também usado por Beyoncé em sua passagem pelo Brasil), chuva de milhares de borboletas de papel durante a música Lovers in Japan. A plateia também participou cantando todas as músicas e ascendendo os celulares quando Chris Martin assim solicitou. O show termina como começou, ou seja, com a música Life in Techicolor em novo arranjo, menos poderoso do que o do disco. Gostei muito do show. Na saída, me senti em uma lata de sardinha, pois o espaço para sair era menor do que a Praça da Apoteose. Seguimos direto para a estação Praça Onze do metrô, onde enfrentamos uma enorme fila para entrar, além do já tradicional empurra-empurra. Conseguimos passar rápido pelas catracas, já que tínhamos o bilhete unitário, bastando entregá-lo para o segurança. Pegamos um carro bem cheio e fomos em pé até quase o ponto final, na Praça General Osório, em Ipanema. Com muita chuva e a capa rasgada, voltamos a pé para casa, muito cansados. Só deu para tomar um remédio para melhorar a dor nas costas, deitar e dormir.