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sábado, 15 de janeiro de 2011

FEIJOADA & SAMBA

Meus amigos chegaram ao hotel no início da tarde. Depois de se acomodarem no respectivo quarto, resolvemos almoçar no restaurante do próprio hotel, chamado Camauê, pois não queríamos enfrentar trânsito em São Paulo na tarde de sábado, sabendo que muita gente iria se deslocar para a Arena Anhembi, local do Summer Soul Festival, a partir de 15 horas, horário previsto para a abertura dos portões. Ao fundo do restaurante há um imenso painel de Romero Britto. Por falar neste artista plástico, em todos os andares, no hall dos elevadores, há gravuras de sua autoria. Para confirmar a tradição, o restaurante promove aos sábados um buffet com feijoada. Neste sábado não foi diferente, ou melhor, foi, pois uma grande parte das mesas estava reservada para integrantes e simpatizantes da Escola de Samba Mocidade Alegre. Quando chegamos, das caixas de som, em volume alto, o samba enredo de 2011 da escola ecoava por todo o saguão do hotel, incluindo o restaurante. Mulatas com corpos esculturais recebiam os convidados, além dos hóspedes que também escolheram o restaurante para almoçar. Na área destinada aos hóspedes batia sol. Pedimos para nos sentar em outra posição. Fomos prontamente atendidos. Ficamos em uma mesa inicialmente destinada aos membros da escola de samba. Na mesa havia um folheto com a letra do samba enredo, "Carrossel de Ilusões", além de um óculos 3D que ficamos sem saber o que seria visto com ele. Pegamos alguns quitutes para beliscar, mas deixamos quase todos no prato, pois estavam muito frios. Comer bolinho de bacalhau gelado não é recomendável. Comecei com as opções de salada fria, colocando um pedaço pequeno de costelinha defumada de porco. Não quis a feijoada, pois além de estar me preparando para uma nova dieta (sim, mais uma!), desta vez com remédios, era uma opção muito pesada para quem iria ficar mais de cinco horas, no mínimo, em pé nos shows da noite. Como prato de fundo, fui até a ilha de massas, escolhendo um penne ao molho bolognesa. Nada mais simples e certeiro. As sobremesas estavam inclusas no preço do buffet livre - R$ 42,00 por pessoa. Não resisto quando vejo um quindim com boa aparência. Coloquei no prato, além do quindim, um pedaço de uma torta de frutas secas, um pouquinho de cocada branca e um pouquinho de doce de banana. Diria que os doces não fizeram feio, sem nada espetacular. Enquanto isto, o salão foi enchendo de gente com as cores verde e branco da escola. O som mecânico foi deixado de lado, o batuque passou a ser ao vivo, com os puxadores da escola cantando o samba enredo de 2011. A parte ao vivo foi bem melhor do que o som mecânico. Gostei do samba enredo. A galera parecia animada. Finalizei com um café expresso. Voltamos para o quarto para descansar para a maratona noturna. Não consegui dormir, mas fiquei lendo. De vez em quando, olhava pela janela para avaliar o tempo, com sol, diga-se de passagem, e ver o movimento de quem já se dirigia aos portões da Arena Anhembi. Verifiquei na internet os horários previstos para o início de cada atração. As que me interessam - Janelle e Amy - só devem subir no palco já perto de 22 horas. Continuei a ouvir músicas das duas para chegar afiado ao festival.


Painel (plotagem) de Romero Britto ao fundo do restaurante Camauê - Holiday Inn Parque Anhembi


Escultura "Coração", de Romero Britto, no saguão do Holiday Inn Parque Anhembi

MANHÃ DE SÁBADO NO HOTEL

Dormi muito bem a noite de sexta-feira para sábado. Acordei cedo. Desci para tomar café. O restaurante do Holiday Inn Parque Anhembi é enorme, com um gigantesco painel de Romero Britto ao fundo. Café da manhã farto, muito bom. As pilhas do meu mouse sem fio acabaram, mas não encontrei local no hotel para comprar novas, tendo que usar o minúsculo mouse redondo no centro do teclado. Está muito chato e difícil usar o computador com tal mouse. A internet banda larga da Claro está muito lenta e instável. Tentei a internet sem fio do hotel, mas também a velocidade não é boa. Fiquei com a minha banda larga móvel, mesmo com sua instabilidade, navegando pela internet. Como sempre caía, resolvi ler o livro que trouxe, uma biografia de Andy Warhol. Confesso que já passei da metade do livro de mais de quatrocentos páginas, mas não estou gostando nada. A escrita logo me dá sono. Largo o livro e volto a dormir. Acordei com o celular tocando. O relógio apontava quase uma hora da tarde. Eram meus amigos de BH que acabavam de chegar a São Paulo para o Summer Soul Festival. Enquanto os aguardo no hotel, fico ouvindo nitidamente a passagem de som da banda de Janelle Monáe, pois o hotel é muito próximo do local onde os shows ocorrerão logo mais à noite. Parece que Janelle fará um show muito dançante. As músicas são ótimas. Vou ouví-las novamente em meu iPod para esquentar para a noite. Não chove em São Paulo, mas há nuvens carregadas no céu. Já preparei a capa de chuva...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

TESTE DE PACIÊNCIA

Sexta-feira, 14/01/2011, dia de ir para São Paulo, pois comprei ingresso para o Summer Soul Festival cuja principal atração é Amy Winehouse. Fiz o check in da ida e da volta em casa, pela internet, evitando filas no aeroporto, já que tenho apenas uma bagagem de mão com roupas e apetrechos para um final de semana chuvoso na capital paulista. Fui com meu carro para o aeroporto para facilitar o meu deslocamento na volta. Cheguei no aeroporto eram 14:20 horas. Não estava cheio. Fui direto para a sala de embarque, em frente ao portão 11 como indicava no cartão. Não tinha nenhum movimento no local. Chequei o telão, meu voo estava cancelado. Procurei o balcão de informações da TAM entre os portões 09 e 10. Um simpático atendente me disse que o voo acabara de ser cancelado. Estava marcado para 15 horas, motivo pelo qual deduzi que o cancelamento devia ser por que não estava cheio. O atendente disse que o voo tinha 130 passageiros. A aeronave tinha entrado em manutenção. Fiquei perplexo, uma manutenção não programada? Ele me acomodou no próximo voo, que tinha saída marcada para 16:03 horas, no portão 09. Fiquei lá esperando, aproveitando para ler os jornais do dia. O movimento começou a ficar intenso, com muita gente reclamando do cancelamento. Quando já estava passando da hora de embarcar, a TAM informou que o voo estava atrasado, com chegada em Brasília prevista para 16 horas. Ficamos muito tempo esperando. Embarcamos já perto de 16:30 horas. Dentro da aeronave, mais uma espera longa, desta vez aguardando autorização para taxiamento. O avião decolou, enfim, às 17:15 horas. No início, o voo enfrentou turbulências, mas depois tudo se acalmou. Aproveitei para ouvir todas as músicas de Amy Winehouse do meu iPod. Já perto de aterrisar, o comandante informa que devido ao tráfico aéreo intenso, teríamos que aguardar o sequenciamento de aviões sobrevoando Campinas. Pousamos às 18:45 horas. Sem babagem para aguardar, fui imediatamente comprar a corrida de táxi. Nova surpresa. A fila era imensa. Demorei meia hora para chegar ao balcão. Comprei a corrida de táxi especial por R$ 52,00, referente ao trajeto aeroporto de Congonhas-Hotel Holiday Inn Parque Anhembi. Ainda faltava mais uma fila, a para entrar no táxi. A informação que davam era que para pegar o táxi a espera girava em torno de quarenta minutos. Não demorou isto tudo. Esperei por vinte minutos por um carro. Nesta altura, já ouvia Janelle Monáe, outra atração do festival da noite de sábado. Pensei que o trânsito seria intenso até o hotel, mas não pegamos engarrafamento. Na recepção do hotel não havia fila. O check in foi rápido e atencioso. O hotel é o maior do Brasil. Fiquei em um quarto no quinto andar. Entrei no quarto depois de 20 horas, com fome e vontade de tomar um banho. Chuvia pouco. Resolvi não sair. Depois do banho, pedi comida no quarto.

MÚSICA QUE OUÇO L



Black music brasileira renovada. Dançante. Delícia de se ouvir.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

CABARÉ

 


 Ainda seguinda a lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais, vi pela preimeira vez o musical Cabaré (Cabaret), dirigido por Bob Fosse em uma produção americana de 1972. O filme concorreu a vários Oscar, incluindo o de melhor atriz para Liza Minelli no papel da cantora e dançarina americana Sally Bowles. Ela trabalha em um night club em Berlim no ano de 1931, quando a Alemanha vivia uma crise político-econômica e via a ascensão do nazismo. Ela mora em um quarto alugado em uma casa de uma alemã, onde chega o bissexual Brian Roberts, vivido por Michael York, um professor de inglês. Os dois acabam se envolvendo com o milionário Maximilian, vivido na tela pelo ator Helmut Griem. Números musicais, todos no Kit Kat Club, entremeiam as cenas com os três personagens principais. A ascensão do nazismo e sua aceitação pela população alemã é muito bem representada em uma espécie de pic nic onde um jovem ariano canta uma música que exalta a juventude alemã e seu futuro, quando um a um os alemães presentes se levantam, aderindo, cantando a tal música. A felicidade e o clima festivo do cabaré contrasta com a violência, em sua fase inicial, do nazismo nas ruas de Berlim. Parece ser uma espécie de apatia para o que estava acontencendo do lado de fora do night club. Liza Minelli está excelente como a dançarina/cantora aspirante ao posto de atriz. Gostei.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

BABEL

Um mundo globalizado, mas com barreiras às vezes intransponíveis. Um mundo globalizado, mas com dificuldades de entendimento. Um mundo globalizado, mas cheio de preconceitos. Para mim, este é o mote do ótimo filme Babel (Babel) que revi em dvd. Produção conjunta de França, Estados Unidos e México, esta película foi dirigida por Alejandro González Iñarritu, com locações no México, Estados Unidos, Japão e Marrocos. Conta no elenco com a sempre competente atriz Cate Blanchett (Susan Jones), Brad Pitt (Richard Jones), Gael García Bernal (Santiago), Rinko Kikuchi (a surda-muda Cheiko), Adriana Barraza (Amelia), entre outros. São três histórias que parecem independentes entre si, mas que se relacionam, mesmo acontecendo nos distantes Japão e Marrocos. Um rifle de caça acaba nas mãos de adolescentes pastores no Marrocos que atiram em um ônibus para se certificar que a bala poderia atingí-lo. Tal bala acerta o ombro de Susan Jones, uma turista americana em crise no casamento após a perda de seu terceiro filho, tentando se reconciliar com o marido em uma viagem exótica. Os dois filhos ficaram com a babá mexicana que, não tendo com quem deixá-los, leva-os de San Diego, Estados Unidos, para o México, pois não queria deixar de comparecer ao casamento de seu filho. Enquanto isto, no Japão, uma adolescente surda-muda com problemas de relacionamento com o pai vive o frenesi da juventude japonesa, pensando em perder a virgindade. A falta de compreensão e deduções precipitadas mudarão os rumos das histórias, que aparentemente seriam bem simples. Filme complexo, com algumas idas e vindas no roteiro, que nos fazem ficar bem atentos em frente à televisão. Filme que deve ser visto e revisto. Destaco o elenco feminino, com interpretações fortes e realistas.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A 20 MILHÕES DE MILHAS DA TERRA


Mais um filme de ficção cinetífica no meu portifólio de 2011. Escolhi A 20 Milhões de Milhas da Terra (20 Million Miles to Earth), produção americana de 1957 dirigida por Nathan Juran. No elenco William Hopper (Coronel Robert Calder), Joan Taylor (a aspirante a médica Marisa Leonardo) e Frank Puglia (o veterinário Dr. Leonardo). Uma nave americana vinda do planeta Vênus cai na costa do sul da Itália, perto de barcos com pescadores que conseguem resgatar um único sobrevivente, Cel. Calder. Na nave está um ovo com um exemplar dos habitantes de Vênus. O recipiente contendo este ovo é achado na praia por um garoto que o vende para o veterniário de Roma, Dr. Leonardo, em passagem pela cidade. Com o calor do ambiente, um tipo de lagarto nasce. Ao vê-lo, Dr. Leonardo o leva imediatamente para o zoológico de Roma. Paralelo a isto, militares americanos chegam à cidade onde estava o Cel. Calder, preocupados com o ser de Vênus. Em poucas horas, o lagarto vai dobrando de tamanho, foge da jaula e se refugiava perto do vulcão, onde há enxofre suficente para sua alimentação, mas é capturado e levado para exames e estudos no zoológico de Roma. Ele fica sedado com uma contínua corrente elétrica, mas com a queda de energia, ele se solta e sai aterrorizando os romanos. A luta do lagarto com um elefante é inusitada, mas sensacional. As cenas finais, com os militares cercando o gigante lagarto no Coliseu também são ótimas. A história me lembrou, e muito, King Kong. Porém o destaque é a filmagem em stop motion, além dos efeitos especiais, todos a cargo de um único técnico, Ray Harryhausen. Melhor ainda é assistir aos extras do dvd, com uma elucidativa entrevista com os responsáveis pela produção do filme, especialmente a que Ray concede e fala como fez as filmagens do lagarto. É um excelente filme para quem gosta de ficção científica, principalmente quando se tem um monstro como o protagonista da história.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

MÚSICA QUE OUÇO XLIX


Ginga pernambucana deliciosa de se ouvir.

ISAAR - PROJETO SAI DA REDE


Compareci na noite do domingo no CCBB para mais um show do projeto Sai da Rede que ocupa o Teatro I do centro cultural. Ingresso, como sempre, a R$ 7,50 (meia entrada para correntista do Banco do Brasil). O público compareceu em peso para ver a cantora pernambucana Isaar cantar as músicas de seu repertório, especialmente do seu segundo disco, Copo de Espuma. Acompanhada por quatro excelentes músicos, ela mostrou que estava em sintonia com sua banda. Nunca tinha ouvido nada desta cantora. Fiquei maravilhado com a ginga, a música, a voz e a sua presença de palco. Ela contou histórias, homenageou Capiba, Lia de Itamaracá, Lirinha, a música brega em sua expressão máxima de Pernambuco, ou seja, Reginaldo Rossi, além de cantar uma música gravada por Agnaldo Timóteo na década de 1970. Já na segunda música, Copo de Espuma, muita gente dançava nas laterais e ao fundo do teatro. Terminou o show após uma hora de domínio total da plateia, que, obviamente, pediu bis. Retornou para mais uma bela apresentação. Antes de terminar, ela anunciou que seu segundo disco estava à venda na entrada do teatro por R$ 20,00. Corri para comprar um exemplar que foi colocado imediatamente no cd player do meu carro. Na minha opinião, foi o melhor show do primeiro final de semana do projeto Sai da Rede. Infelizmente, não estarei em Brasília no próximo final de semana, não podendo conferir os três artistas programados. Mas para o último final de semana do projeto já comprei ingressos para os três shows: Letuce, Tulipa Ruiz e João Brasil. Um fato curioso nos três shows que vi foi que sempre na plateia havia um bebê, que em nenhum show atrapalhou o seu andamento.



domingo, 9 de janeiro de 2011

TIÊ - PROJETO SAI DA REDE



Sábado. Noite. Teatro I do CCBB de Brasília. Cheguei meia hora antes do horário previsto para o início do segundo show do projeto Sai da Rede. Desta vez a atração era Tiê, cujo primeiro e único cd lançado até aqui, Sweet Jardim, foi muito incensado pela crítica. Tinha comprado dois ingressos (R$ 7,50 cada um, meia entrada por ser correntista do Banco do Brasil), mas fui só. Sempre há uma fila aguardando o início da venda dos convites (cortesias) não retirados até quarenta minutos antes do espetáculo. Fui até a primeira pessoa da fila, uma mulher, perguntando se ela queria uma meia entrada. Ela respondeu afirmativamente. Entreguei o ingresso, dizendo que era dela. Ela me perguntou quanto era. Disse que estava doando a entrada. Ela, para minha surpresa, não quis, dizendo que queria pagar por ele. Logo uma outra mulher prontamente aceitou o ingresso. As pessoas na fila ficaram surpresas, assim como aqueles da produção do projeto que estavam por perto. Fui o primeiro a entrar no teatro. O show começou às 21:15 horas. Apenas dois músicos acompanharam Tiê durante o espetáculo, um que ficava com instrumentos de corda e uma mulher na bateria. O teatro estava lotado, a maioria parecia conhecer bem o trabalho da cantora. Ela errou já no início. Muito tranquila, falou que errara e que iria começar tudo de novo. Ao final da primeira música, uma homenagem a si mesma, ela começou a interagir com a plateia, dando boa noite, mas dizendo que havia uma praxe entre os músicos de só cumprimentarem o público após a execução da segunda música. Ela quebrara a regra. O repertório foi baseado nas músicas de seu único trabalho, além de apresentar novas canções que farão parte do segundo disco, a ser lançado em abril deste ano. Entre uma música e outra, ela conversava bastante conosco. Muito simpática, logo tinha a plateia nas mãos. Parecia nervosa e confessou que estava, por ser o primeiro show do ano, depois de um longo período em que estava acompanhando a filha de menos de um ano. Também confessou que era avoada, e sempre esquecia as letras de suas canções caso alguma coisa tirasse sua atenção. Isto cativou o público, pois quando errava, falava que começaria de novo, arrancando risos da plateia. Quando foi apresentar uma nova música, creio que o nome é Piscar de Olhos, errou a introdução, aproveitou para dar uma rápida lida na letra, disse que talvez não iríamos gostar, mas que já estava no disco. Durante a sua execução, a alça que segurava a guitarra do seu músico saiu, e quase que o instrumento caiu. Ao final da música, Tiê perguntou se aquilo era um sinal. Mais risos. Quando canta, sua pequena voz penetra fundo em nossas mentes. Fiquei entretido com a beleza das melodias, com a voz suave da cantora e com sua simpatia. Ao terminar, ela não saiu do palco, já perguntando se queríamos bis. Tocou mais uma música, exatamente Sweet Jardim, terminando o show ovacionada. Para mim foi um belo ensaio. Falta algum entrosamento com os músicos para virar um verdadeiro show. De qualquer forma, gostei do espetáculo, pois também fiquei cativado com a sinceridade da cantora.


sábado, 8 de janeiro de 2011

LUCAS SANTTANA - PROJETO SAI DA REDE


A programação musical do CCBB de Brasília começou nesta sexta-feira, 07 de janeiro, com o projeto Sai da Rede, trazendo artistas que fizeram da rede mundial de computadores a sua plataforma de lançamento e comunicação com o público. O projeto ocupa o Teatro I em três finais de semana, de 07 a 23 de janeiro, com ingressos vendidos a R$ 7,50 (meia entrada para correntistas do Banco do Brasil). Fui conferir o show de abertura com Lucas Santtana e Seleção Natural, a banda que o acompanha. O teatro estava praticamente lotado. O repertório do show foi baseado nos dois últimos trabalhos de Lucas, ou seja, Sem Nostalgia (2009) e 3 Sessions in a Greenhouse (2006), este com download gratuito na página oficial do cantor na internet (clique aqui). Há algumas excessões, como a execução da dançante Lycra Limão. No meio da primeira música, Cira Regina e Nana, muita gente já estava se mexendo nas cadeiras, com sorrisos estampados no rosto. Na segunda música, Amor em Jacumã, a galera mais jovem, que era maioria, já arriscava dançar nas laterais e no fundo do teatro. Embora com algumas baladas, o show é bem dançante. O cantor privilegia sua obra, fazendo apenas uma citação de Billy Jean, de Michael Jackson, já no bis, perto de encerrar o show. Anunciando ser a última música, quando deu uma hora de show, Santtana pediu para todos ficarem de pé, indo para frente do palco e soltar o corpo. Ele executou um reggae, colocando a galera para dançar. Visivelmente feliz, se despediu do público que não arredou pé, pedindo bis. Ele retornou, perguntando se queríarmos ouvir uma ou duas músicas mais. Em uníssono, respondemos três. Ele atendeu ao nosso pedido. Foi um belo show, embora houve gente que não tenha gostado, conforme ouvi comentários na saída do teatro. Já estou no aguardo do segundo show do projeto, Tiê, com ingressos esgotados, na noite deste sábado.


O ÚLTIMO MESTRE DO AR

Diálogos repletos de filosofia oriental. Cores fortes. Efeitos especiais abundantes. Figurino impecável. Fantasia. Cerejeira em flor. Carpas. Ying e Yang. Thai Chi Chuan. Lutas marciais. Batalhas. Dragão. Super poderes. O bem contra o mal. Paisagens naturais de tirar o fôlego. Todos estes ingredientes estão presentes na fábula O Último Mestre do Ar (The Last Airbender), de M. Night Shyamalan, produção americana de 2010, filme que passou voando nos cinemas brasileiros e agora está disponível em Blu-Ray. Assisti na noite de sexta-feira, antes da tradicional saída celebrando o final de semana. O filme é baseado em uma série animada de tv do canal Nickelodeon. Há falhas no roteiro (talvez na edição) e as interpretações deixam um pouco a desejar, especialmente a do pequeno elenco feminino. O início já indica que é o primeiro de uma série, já que aparece Book One: Water (Livro 1: Água). Quatro nações, Ar, Água, Fogo e Terra, vivem em um mesmo mundo, mas cada um domina apenas o seu elemento característico. Apenas o Avatar, uma espécie de Dalai Lama, consegue dominar os quatro elementos e garantir a harmonia entre as nações. A profecia dizia que o novo Avatar nasceria na Nação do Ar, motivo pelo qual ela foi dizimada pela Nação do Fogo com o objetivo de dominar todos os povos. Mas o garoto que é o novo Avatar estava seguro em um templo budista. Ao saber que seria o Avatar, sendo privado de família, ele foge com seu bisão voador, mas fica preso por 100 anos em uma bolha no fundo do oceano até ser encontrado pela última dominadora das águas da Terra do Sul. Ao tomar contato com a realidade, ele se assume como Avatar e parte com seus novos amigos para a batalha com a Nação do Fogo. Além da dica no início do filme, o final também indica que haverá uma continuação, mas como foi fracasso de bilheteria e de crítica, há dúvidas quanto a um possível segundo filme. A ideia do diretor é fazer uma trilogia. Embora muito esmagado pela crítica, eu gostei do filme.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

BARBARELLA

Já que tinha acabado de ver quatro filmes de ficção científica, resolvi ficar no mesmo gênero. Escolhi um filme famoso, mas que nunca tinha assistido. Barbarella (Barbarella), de 1968, produção franco-italiana dirigida por Roger Vadim. A história é simples: uma astronauta, Barbarella, é enviada a um planeta distante para resgatar Duran Duran, um terráqueo que inventou um destruidor raio cósmico. Visivelmente o filme foi rodado em estúdio (confirmado nos créditos finais), pois vemos sombras dos atores nas cenas gravadas em um lago congelado. Foi interessante e divertido ver os efeitos especiais para uma ficção científica do final da década de sessenta, especialmente se compararmos aos filmes realizados atualmente. Como foi rodado no final dos anos 60, o psicodelismo está bem presente, seja nas cores fortes, nos efeitos com grafismos coloridos, no figurino, na trilha sonora ou no próprio comportamento dos personagens. Também fortemente presente é o aspecto sexual, refletindo a liberalidade sexual da época, além de reflexos do movimento feminista, com personagens mulheres dominando o roteiro do filme: a própria Barbarella e a Grande Tirana de Sogo. Sogo já indica a perversidade do local, pois nos remete a Sodoma e Gomorra. A abertura do filme é um destaque. Enquanto os créditos aparecem, Jane Fonda (Barbarella), no auge de sua beleza e forma física e, à época, mulher do diretor Vadim, faz um streap tease tirando seu uniforme de astronauta em um ambiente sem gravidade. Ao longo do filme, todos os figurinos utilizados por Jane Fonda realçam sua forma física, mostrando pernas e seios. De acordo com os créditos finais, o figurino da última cena é inspirado em uma ideia do estilista Paco Rabane. Marcel Marceau, o famoso mímico francês, faz um pequeno papel, com falas, como o Professor Ping, confinado em um labirinto pela Grande Tirana. Outro destaque é o imenso órgão utilizado por Duran Duran para matar as mulheres. Ele as coloca debaixo das teclas e na medida em que o ritmo da música cresce, os movimentos das teclas aumentam no corpo da mulher, matando-a, literalmente, de prazer. Hilário. A história é bobinha, mas diverte. Na verdade, é uma adaptação de uma famosa história em quadrinhos francesa para as telonas. Roger Vadim teve a ideia ao ver sua esposa, Jane Fonda, andando na borda de uma piscina onde estavam. Ali, ele disse que o mundo inteiro tinha que ver aquela beleza. Ele conseguiu, pois o filme é um veículo para mostrar a bela atriz.

ALIEN - A RESSURREIÇÃO

Terminei de ver a quadrilogia Alien com o filme, também produção americana, de 1997, Alien - A Ressurreição (Alien: Resurrection), dirigida pelo francês Jean-Pierre Jeneut. No elenco, Sigourney Weaver (Ripley), Winona Ryder (Call), Ron Perlman (Johner), Dominique Pinon (Vriess), entre outros. Como Ripley havia morrido no filme anterior, o roteiro colocou uma equipe de cientistas e soldados em uma base espacial onde experimentos com clonagem são feitos a partir do sangue de Ripley coletado 200 anos antes no local onde aconteceu a batalha final entre ela e o alien. Ripley volta com uma combinação genética que lhe dá algumas características/poderes do alien que ela gestava em seu corpo. O interesse dos cientistas é a reprodução dos alienígenas para estudos e aplicação em armas biológicas. Para ter os hospedeiros, contrata uma trupe de piratas do espaço que saqueiam as naves de transporte onde há humanos em hibernação, levando os tubos de criogênio com tais humanos adormecidos para a base científica. Entre os piratas, Call tem outros objetivos: eliminar o clone de Ripley. É claro que os aliens conseguem se libertar, cuja cena é uma demonstração de dominação dentro da própria espécie, e há uma matança generalizada na base, incuindo alguns dos piratas. Ripley se une à trupe com o objetivo de escapar daquela base, além de destruir tudo que é relacionado ao universo dos alienígenas dentro da base científica. É o mais violento de todos os filmes, mas nem por isso deixa de ser interessante. Ao final, chegam à Terra, ausente em todos os filmes, dando a deixa que os aliens podem ter chegado também ao nosso planeta. Já li que há rumores de um quinto filme com a mesma Ripley como heroína, mas ainda nada está confirmado. Por falar em heroína, esta quadrilogia mudou de vez o modo de ver uma personagem feminina em filmes de ação, inaugurando uma nova safra com mulheres como as verdadeiras heroínas (vide Angelina Jolie em vários exemplos, entre eles Tomb Raider, O Produrado e Salt). Fico no aguardo de um quinto filme com a Tenente Ripley. Ainda há dois filmes que trazem os alienígenas, mas em uma batalha com os predadores, na série Alien Vs Predador. Não conheço, ainda, tais filmes.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ALIEN ³

Continuando com a série Alien, vi o terceiro filme da quadrilogia. Alien ³ (Alien ³), de David Fincher, produzido pelos Estados Unidos em 1992. Também estrelado pela atriz Sigourney Weaver, repetindo o mesmo papel dos dois filmes anteriores, o da Tenente Ripley. Voltando para casa, a nave onde ela estava hibernando desde o final de Aliens, O Resgate, sofre uma pane, causada por um incêndio, caindo em um planeta onde apenas funciona uma prisão na qual estão vinte e cinco perigosos presidiários que descobriram Deus. Além dos presos, um médico, um carcereiro e seu auxiliar completam a população local. Ripley é a única sobrevivente, mas a nave trouxe consigo um alien em sua fase pós ovo, ncessitando de um animal para gerar a fase monstro. Tal monstro será gerado em um cachorro, tendo um formato diferente dos alienígenas dos filmes anteriores. Para piorar a situação, Ripley descobre que ela também tem um alien em seu corpo, motivo pelo qual a criatura não a ataca. De todos os filmes, este é o mais sombrio, uma espécie de marca registrada de David Fincher em seu início de carreira (vide Seven e Clube da Luta). A própria fotografia usada em todo o filme previlegia as cores amareladas, dando uma conotação de o local não ser propício para a vida humana. Não é a toa que apenas a escória reside por lá. No mais, é a eterna luta de Ripley contra os alienígenas e a Companhia querendo resgatá-los para utilizá-los em armas biológicas. O final é interessantíssimo, quando Ripley decide uma forma de eliminar de vez os alienígenas do planeta. Gostei muito.