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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

MILLENNIUM - OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

Gosto de ir aos cinemas sempre, mas perto das grandes premiações americanas, como o Globo de Ouro e o Oscar, procuro ver os filmes que concorrem aos prêmios. Assim, janeiro e fevereiro são pratos cheios para mim. O meu tempo para lazer está curto, mas quando dá, vou correndo para uma sala de cinema. Estava em Recife no final de janeiro a trabalho. Após o jantar, fui ao Shopping Recife, no UCI Kinoplex para conferir a versão americana para o sucesso literário sueco Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (The Girl With The Dragon Tatoo). É o primeiro de uma trilogia. Não vi a versão sueca. Na americana, o talento de David Fincher na direção já a credenciava para ser um bom filme. No elenco, Daniel Craig (Mikael Blomkvist), Rooney Mara (Lisbeth Salander, a garota com a tatuagem de dragão do título), Christopher Plummer (Enrik Vanger), Robin Wright (Erika Berger), Stellen Skarsgárd (Martin Venger), entre outros. O filme tem a duração de 158 minutos, mas não é cansativo. Fincher gosta de dirigir fitas de suspense e se dá, mais uma vez, muito bem nesta versão. Blomkvist é sócio de Erika na revista Millennium, fazendo um jornalismo independente, sem suporte financeiro. Ele perde uma ação para um milionário referente a uma reportagem publicada em sua revista e é contratado por outro milionário, Enrik Vanger, para escrever suas memórias. Ao aceitar, descobre que o interesse de Enrik é desvendar o desaparecimento de sua neta algumas décadas atrás. Para tanto, ele se muda para uma ilha, onde mora a família Vanger. Ao solicitar um ajudante, Enrik lhe indica a hacker Lisbeth. Os dois vão trabalhar juntos, descobrindo os podres de cada membro da família Vanger, com direito a um nazista. Há uma história paralela da hacker, pois ela vive sob a custódia do Estado, por problemas de delinquência juvenil. O filme tem cenas fortes, como o estupro anal de Lisbeth e sua vingança posterior, além da história que envolve dois dos Vanger que utilizavam de instrumentos pouco ortodoxos para torturar mulheres. Este é mote para no Brasil o título ser Os Homens Que Não Amavam As Mulheres. Rooney Mara dá um show de interpretação, fazendo uma jovem reprimida, tímida até, mas que se solta durante a investigação do sumiço da neta de Enrik. Não é a toa que ela está indicada para o Oscar 2012 de melhor atriz. Craig também está muito bem no papel do jornalista, não lembrando nem um pouco que ele é o James Bond. Uma grata surpresa foi ver nas telas Robin Wright, mesmo que em papel pequeno, pois era uma promessa quando surgiu, mas desapareceu logo em seguida. Outro que está muito bem é Skarsgard. Fincher foi muito feliz em ter nas mãos tantos atores bons, incluindo Plummer, que também concorre ao Oscar como ator coadjuvante, mas por seu desempenho no filme Tão Forte e Tão Perto. Outro destaque é a fotografia, remetendo a películas da década de setenta. Gostei muito.Torço desde já para que a direção dos dois outros filmes da trilogia fiquem com o mesmo diretor desta primeira parte.

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ALIEN ³

Continuando com a série Alien, vi o terceiro filme da quadrilogia. Alien ³ (Alien ³), de David Fincher, produzido pelos Estados Unidos em 1992. Também estrelado pela atriz Sigourney Weaver, repetindo o mesmo papel dos dois filmes anteriores, o da Tenente Ripley. Voltando para casa, a nave onde ela estava hibernando desde o final de Aliens, O Resgate, sofre uma pane, causada por um incêndio, caindo em um planeta onde apenas funciona uma prisão na qual estão vinte e cinco perigosos presidiários que descobriram Deus. Além dos presos, um médico, um carcereiro e seu auxiliar completam a população local. Ripley é a única sobrevivente, mas a nave trouxe consigo um alien em sua fase pós ovo, ncessitando de um animal para gerar a fase monstro. Tal monstro será gerado em um cachorro, tendo um formato diferente dos alienígenas dos filmes anteriores. Para piorar a situação, Ripley descobre que ela também tem um alien em seu corpo, motivo pelo qual a criatura não a ataca. De todos os filmes, este é o mais sombrio, uma espécie de marca registrada de David Fincher em seu início de carreira (vide Seven e Clube da Luta). A própria fotografia usada em todo o filme previlegia as cores amareladas, dando uma conotação de o local não ser propício para a vida humana. Não é a toa que apenas a escória reside por lá. No mais, é a eterna luta de Ripley contra os alienígenas e a Companhia querendo resgatá-los para utilizá-los em armas biológicas. O final é interessantíssimo, quando Ripley decide uma forma de eliminar de vez os alienígenas do planeta. Gostei muito.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A REDE SOCIAL

 99,90

Depois de ler muitas críticas favoráveis, além das recomendações de amigos e colegas de trabalho, fui conferir na noite de quarta-feira o filme A Rede Social (The Social Network), produção americana de 2010 dirigida por David Fincher. Comprei ingresso para a última sessão do Cinemark do Shopping Iguatemi Brasília. Enquanto aguardava na fila, observei que a maioria dos presentes eram jovens. Tudo a ver, pois o filme trata da criação do site de relacionamento Facebook, especialmente na pessoa de Mark Zuckerberg, figura central para o surgimento deste site. O roteiro tem idas e vindas no tempo, já que a ação principal do filme se concentra em uma mesa de negociação extrajudicial envolvendo Zuckerberg e aqueles que se sentiram prejudicados no decorrer da criação e evolução do Facebook. Enquanto a negociação desenrola, cenas em flashback aparecem, situando-nos na história e mostrando-nos as cenas do fato narrado. O filme não agradará a todos, pois os diálogos são acelerados e longos. Há uma verborragia sem fim, incluindo termos usados pelos "nerds" da computação, mas no saldo final, é muito bom. Fincher consegue mostrar fielmente o retrato da geração "sites de relacionamento", onde tudo deve ser compartilhado com todos. Além disto, as festas, bebidas, relacionamentos frugais, preocupação com estética, drogas e a gastança generalizada, típicas dos dias atuais, estão presentes de forma contundente no filme. Isto sem falar de como esta geração é perdida e, muito cedo, entrou em crise. Foi interessante saber que de um fora que Zuckerberg levou de sua namorada, acabou sendo criado o Facebook. O principal amigo dele e escolhido por ele para ser o diretor financeiro do site é brasileiro, Eduardo Saverin e, ao longo da trajetória da criação do site, foi sendo colocado de lado por Sean Parker (Justin Timberlake) criador do Napster, um autêntico oportunista que, vendo a aparente fragilidade de Zuckerberg e também seu aparente desinteresse por dinheiro, chega junto e, aos poucos, afasta Eduardo da empresa. Não se sabe a quantia que Eduardo levou na negociação extra judicial, mas seu nome voltou a figurar no Facebook como co-fundador. Merecidamente, os atores Jesse Einsenberg (Mark Zuckerberg) e Andrew Garfield (Eduardo Saverin) mereceram as indicações para concorrer ao Globo de Ouro 2011 como melhor ator e melhor ator coadjuvante, ambos para performances em drama. A Rede Social também está indicado nas categorias filme de drama, diretor e roteiro. Vale a pena conferir.