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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

DE XANGAI PARA GUILIN

18 de setembro de 2012, terça-feira. Dia de deixar Xangai em direção a nossa quarta parada na China: Guilin. Nosso voo estava marcado para 07:45 horas da manhã. Michael combinou de nos pegar às 6 horas. Assim, às 05:45 horas nós já estávamos com as malas no lobby do hotel, fazendo o check out do consumo extra (eu tinha usado o serviço de lavanderia do hotel). O guia chegou no horário marcado, indo à recepção pegar nosso café da manhã. Ele havia solicitado na noite anterior que o hotel providenciasse uma caixa individual para cada um de nós, incluindo ele e o motorista. Tomamos o café da manhã dentro da van, no caminho para o aeroporto. Nosso voo partia do aeroporto mais central da cidade, diferente do que chegamos em Xangai. Na saída da van, deixamos com Jack, o ex-soldado do exército chinês, admirador de Mao Tsé Tung, um envelope com a gorjeta, RMB 80 por dia (R$ 26,00 ou U$ 12.70). Michael continuou conosco, pois somente ele estava com os códigos de reserva do nosso voo. Fomos para o balcão da China Eastern. O check in demorou um pouco, pois assim que a bagagem foi despachada, o funcionário da empresa ficou aguardando um sinal verde para entregar o cartão de embarque para o passageiro. No meu caso, sinal verde. No entanto, D e V receberam o sinal vermelho, levando-as a um recinto onde tiveram que abrir as malas. C e S também receberam o sinal verde. Todos com os cartões em mãos, era hora de nos despedir de Michael, também dando-lhe o envelope com sua gorjeta, RMB 150 por dia (R$ 49,00 ou U$ 24). O aeroporto é grande. Depois de passar pelo controle do raio X, paramos no Café Espressamente, onde conseguimos beber um ótimo espresso, além de conseguir conexão para a internet via wi-fi. Somente fomos para o portão de embarque quase no horário de entrar no avião. O chamado para o embarque atrasou meia hora. Voo lotado, com serviço de comida quente, com duas opções. Atendimento eficiente e simpático. Ainda houve um atraso de mais meia hora quando já estávamos dentro do avião. Quando decolamos, já passavam das 9 horas da manhã. O voo durou duas horas e vinte minutos. Desembarcamos no Aeroporto de Guilin às 11:30 horas, mas esperamos um longo tempo por nossas malas. Tivemos contato com nosso novo guia, Bruce, somente depois do meio-dia. Todos estávamos bem cansados, pois tínhamos acordado antes da 5 horas da manhã. Quando Bruce se apresentou, percebemos que teríamos grandes dificuldades em entendê-lo, pois seu inglês era muito carregado com o sotaque chinês. Para piorar, ele trocava a letra "R" pela letra "L", um autêntico Cebolinha. Rimos muito nos dias em que ele foi nosso guia, pois o modo com que ele falava era muito engraçado. A primeira impressão de que nada entenderíamos logo passou, pois o meu cérebro rapidamente processou as leituras necessárias com as trocas de letras na fala de Bruce. Por falar no nome por ele adotado, ficamos tentando entender como um pessoa que tem dificuldades para falar a letra "R" escolhe justamente um nome que contém tal letra. Um mistério! Assim que nos reunimos no saguão do desembarque do aeroporto, Bruce nos disse que iríamos direto para nosso passeio do dia, pois o hotel ficava uns quarenta minutos do aeroporto e em direção contrária a Ping'an, no distrito de Longsheng, onde ficavam os Terraços de Arroz de Longji, a principal atração de nosso roteiro para aquele dia. E tal atração ficava cerca de duas horas de carro do aeroporto. Protestamos, pois queríamos ir para o hotel, afirmando que a informação de que seguiríamos direto não estava no programa enviado pela agência de turismo. Bruce ficou sem saber o que fazer, dizendo que iria ligar para a agência. Perguntamos sobre nossa bagagem. Ela seguiria para o hotel em outro carro. Como nossa bagagem de mão não tinha cadeado, preferimos carregá-la conosco. Aceitamos, mesmo sendo contrários, fazer o passeio programado, pois o tempo estava nublado, podendo chover a qualquer momento e subir o caminho para os terraços de arroz não seria uma boa coisa a fazer com chuva. Respiramos fundo, esquecemos o cansaço e fomos para mais um passeio pré-acertado em nosso pacote chinês.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

UM VOO ENTRE XI'AN E XANGAI

Amanhecemos cedo no sábado, 15 de setembro. Era hora de deixar Xi'An e seguir para nossa terceira cidade chinesa da viagem. Nosso destino: Xangai (Shanghai). Depois de mais um bom café da manhã no Grand New World Hotel, fizemos nosso check out e nos sentamos, aproveitando para navegar no wi-fi gratuito do lobby do hotel até a chegada de Snow, nossa guia. Às 8:30 horas em ponto ela surgiu com o motorista. Malas colocadas na van. Tudo pronto para seguir para o aeroporto, cujo trajeto fizemos em cerca de cinquenta minutos. Despedimo-nos do calmo motorista, dando-lhe uma gorjeta conforme dicas escritas que recebemos da agência com a qual contratamos o pacote da parte interna na China (RMB 80 - R$ 26,00 ou U$ 12.70 - por dia de trabalho). A guia nos conduziu até o balcão do check in da China Eastern, onde fizemos o despacho das bagagens e pegamos o cartão de embarque. Foi a vez de despedirmos de Snow, também lhe dando a sua gorjeta (RMB 150 - R$ 48,30 ou U$ 23.80 - por dia de trabalho). No controle do raio X tive que tirar muita coisa da mochila: iPhone, iPod, iPad, moedeira, fone de ouvido, saco de plástico com os líquidos de viagem, notebook e seus acessórios, além da carteira de dinheiro. D teve que abrir a sua bolsa, pois implicaram com alguma coisa que estava lá dentro, mas não ficaram com nada. O aeroporto é muito grande, com bastante espaço e tem wi-fi gratuito para navegação na internet. Embarcamos no horário. Avião lotado. A temperatura começou a incomodar dentro da aeronave. Muita gente se abanava. Eu utilizava a revista de bordo para também me abanar. As comissárias entregavam copos de água para quem pedia, até que o comandante avisou que havia um problema no ar condicionado e que já estavam resolvendo, dizendo, ao final, que o voo atrasaria quarenta minutos. Pensei que sairíamos do avião, mas ficamos e assim permanecemos por mais de uma hora. O ar voltou a funcionar e pudemos decolar. O voo marcado para sair às 11:00 horas, só deixou a pista de decolagem às 12:15 horas. Eu estava sentado no corredor e V no assento do meio ao meu lado. Na janela, estava um chinês. Quando serviram o almoço, uma refeição quente, com duas opções para escolhermos, o chinês começou a mastigar de boca aberta, fazendo muito barulho, o que foi incomodando V. O chinês foi aumentando o barulho enquanto V tampava o ouvido esquerdo com um dedo, usando a outra mão para manusear os talheres. Mas o barulho aumentava. Parecia que ele se divertia com o fato. V pegou seu fone de ouvido, que começamos a chamar de equipamento de proteção individual, plugou seu iPod, colocando-o em seu volume máximo. O chinês queria realmente incomodar, pois aumentou a barulhada com a boca enquanto mastigava e foi assim até terminar a refeição. Quando pensávamos que ele terminara, a comissária passou oferecendo chá. Ele aceitou uma xícara. Sorveu a bebida com todos os barulhos possíveis, chupando os dentes quando engolia e ainda pediu outra xícara. Quando a situação passou, rimos muito do que ocorreu. Pousamos no Aeroporto de Pudong (Shanghai) às 14:30 horas. A espera das malas não foi longa. Na saída, nosso guia local, Michael, já nos aguardava. Desta vez, a placa que ele usava para nos identificar tinha o nome de nós cinco. O guia nos pareceu distante e apressado, mas esta primeira impressão logo passou. Seu inglês era muito bom, fácil de entender. Pedimos para ele nos levar a uma casa de câmbio ainda no aeroporto, onde troquei mais U$ 300. D e V também trocaram dinheiro. C e S preferiram esperar por um caixa eletrônico para sacar. Seguimos para a van, onde fomos apresentados para Jack, nosso motorista local, um ex-soldado do exército chinês. No carro dele tinham fotos de Mao. Michael disse que, devido ao atraso de nossa chegada, só deixaríamos as malas no hotel, onde ficaríamos no carro. O check in seria feito no final dos passeios programados para aquele sábado. O almoço incluído no nosso pacote foi trocado pelo jantar, proposta feita pelo guia, assim como acontecera em Xi'An. No trajeto do aeroporto até o centro da cidade, onde ficava nosso hotel, vimos o movimento intenso de carros nas ruas, os vários viadutos que se sobrepõem um ao outro, o trem mais rápido do mundo chamado Maglev (Magnetic Levitation), que faz o percurso aeroporto-centro-aeroporto em poucos minutos. Este trem não anda sobre trilhos, sendo suspenso por levitação magnética. Fabricado na Alemanha, chega a mais de 400 quilômetros por hora e só existe em Xangai. Pensei em andar nele, mas isto não foi possível durante nossa estada na cidade. Ficou para uma outra oportunidade.

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