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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

GALETO'S - GASTRONOMIA EM BRASÍLIA (DF)



Endereço: Primeiro piso do Shopping Iguatemi, Lago Norte, Brasília, DF.

Fone: 61 3577 5261

Diferencial: a polenta frita que faz parte dos acompanhamentos.

Especialidade: galeto na brasa.

Quando fui: almoço de 23 de janeiro de 2013, quarta-feira. Estava sozinho e fiquei em mesa no salão mais ao fundo do restaurante, atrás do buffet de saladas. Cheguei depois das 14:30 horas, quando o movimento já era bem menor.

Serviço: muito formal, com agilidade para tirar os pedidos. Tal agilidade não se aplica na chegada dos pratos à mesa, especialmente se o restaurante estiver cheio (já estive no restaurante em dia de fila de espera).

O que bebi: uma lata de Coca Cola Zero (R$ 4,40) e uma xícara de café espresso Spress (R$ 4,10), que se auto denomina como o café gourmet do Brasil (não concordo com tal afirmação, pois achei sem graça).

O que comi: aceitei o couvert da casa (R$ 5,90), ou seja, um cesto de pães (pão bola francês, pão de queijo e palitos de massa de farinha de trigo assados no forno, bem sequinhos e crocantes), acompanhado de manteiga e pasta de frango. Os pães são sempre frescos e a pasta de frango é muito saborosa, bem consistente. Ótimo para enganar o estômago quando se está com muita fome. Como prato principal, escolhi o item de maior saída do cardápio: galeto desossado com um acompanhamento (R$ 45,40). No caso, escolhi a polenta frita. O prato demorou um pouco a chegar, mas veio bem montado, com um raminho de agrião dando um toque na sua decoração. Carne tenra, bem temperada e assada no ponto correto. Muito bom. Polenta frita, como sempre, muito boa. Deu vontade de pedir uma porção extra, mas me segurei, pois seria demais.


couvert da casa


galeto desossado com polenta frita


Valor total da conta: R$ 65,78.

Minha avaliação: * * *.

Gastronomia Brasília (DF)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

'GERO - GASTRONOMIA EM BRASÍLIA (DF)



Endereço: Shopping Iguatemi, Brasília, DF.

Especialidade: cozinha italiana.

Quando fui: almoço do dia 05 de agosto de 2012, domingo. Chegamos por volta de 14:30 horas. Éramos duas pessoas.

Serviço: formal, cordial, mas lento. Para ter o cardápio nas mãos, tive que chamar por mais de uma vez o garçom, assim como para fazer os pedidos dos pratos e da sobremesa.

O que bebi: dividimos uma garrafa do ótimo vinho tinto português Conversa 2009 (R$ 135,00), produzido na região do Douro. Água com gás São Lourenço acompanhou o vinho e um café expresso ao final encerrando a parte de bebidas do almoço.

O que comi: aceitamos o couvert (R$ 15,00 por pessoa, mas como paguei com o cartão Mastercard Black, o couvert para dois não foi cobrado). Compõem este couvert uma tábua com pães feitos na casa, fatias fritas de abobrinha cortadas em rodelas bem fininhas, dois tipos de patê e manteiga. Na medida em que os ingredientes vão acabando, há reposição até que o cliente diga para parar ou quando se fazem os pedidos dos pratos. Gosto muito da abobrinha servida nos restaurantes 'Gero e desta vez não foi diferente. Estavam deliciosas, mas não quisemos a reposição, evitando comer além do necessário. Como prato principal, acabei por escolher o mesmo prato que escolho quando vou a este restaurante, um ossobuco acompanhado por risoto de açafrão (R$ 98,00). O prato tem bela apresentação, com o amarelo do risoto se destacando na composição, enfeitada por um raminho verde. A carne estava soltando facilmente do osso, em textura que nem precisava usar a faca. Bem temperada, harmonizou perfeitamente com o Conversa 2009. Achei o risoto com gosto forte desta vez, que matava o sabor da carne quando os dois estavam juntos na boca. Acabei por não comê-lo todo, apreciando a deliciosa carne. Para quem gosta, havia uma boa quantidade de tutano no osso, todo ele comido por Ric. Dividimos, ao final, um tiramissù (R$ 31,00) que estava sensacional. Leve, tinha o sabor na medida certa do queijo mascarpone e do café. Divino.



ossobuco acompanhado por risoto de açafrão


Valor total da conta: R$ 370,64.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * *. Local sóbrio, com gente elegante, comida com ótima qualidade, pecando um pouco no quesito serviço.

Gastronomia Brasília (DF)

sábado, 21 de julho de 2012

VILLA Y DISCURSO - CENA CONTEMPORÂNEA

Mais uma noite de Cena Contemporânea. Mais uma peça a conferir. Escolhi a minha primeira atração estrangeira da programação, o programa dois em um chileno Villa Y Discurso, cuja dramaturgia e direção coube a Guillermo Calderón. Tive que sair correndo do trabalho para conseguir chegar a tempo no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, pois a sessão estava prevista para começar às 20 horas, mesmo sabendo que o costumeiro atraso mínimo de quinze minutos iria ocorrer. Mesmo com lugar marcado, havia uma fila na porta do teatro. Conversas animadas sobre as peças já assistidas eram a tônica nesta fila. Estamira era uma unanimidade, todos falando muito bem. Permitiram a entrada exatamente às 20 horas. Fiquei na primeira fila, poltrona centralizada, com ótima visão do palco. O cenário era simples, com uma mesa de madeira ao meio sobre a qual estava uma maquete, três cadeiras ao redor da mesa e mais três em posições diferentes no tablado. Em cada uma destas cadeiras longe da mesa estava pendurado um casaquinho branco. Ainda havia uma mesa na lateral esquerda cheia de copos de vidro com água. No alto, uma projeção de legendas, já que a peça é falada em espanhol. Antes de entrar, a produção entregou uma folha com uma nota introdutória contextualizando a história chilena, especialmente a longa ditadura militar e a eleição da primeira presidenta da história daquele país, Michelle Bachelet. Antes do início, informaram que a primeira parte duraria setenta minutos e que todos deveriam sair da sala para o rearranjo do cenário, retornando em exatos dez minutos para a segunda parte, que duraria quarenta minutos. O teatro tinha muitos lugares vazios. Com vinte e cinco minutos de atraso, as atrizes Francisca Lewin, Macarena Zamudio e Carla Romero entraram em cena. Elas interpretam três Alejandras, integrantes de uma comissão que tem a função de decidir o que fazer com a Villa Grimaldi, local onde presos políticos eram torturados durante a ditadura Pinochet. A peça começa chata, mas vai melhorando e, a partir de sua metade, prende a atenção da gente. Mérito das atrizes, que tem uma forte sintonia em cena e interpretação certa, sem exageros, mostrando que Calderón tem uma direção precisa. A conversa das três gira em torno do que fazer em Villa, com defesas emotivas de cada proposta, de mudanças de opinião, de traços de uma esquerda que não existe mais. Diga-se, de passagem, que as três não sofreram diretamente os horrores do período Pinochet, mas tem uma relação com esta época. Além de temas conhecidos como alguns métodos de tortura utilizados, as discussões das três Alejandras nos permite fazer outras leituras. Uma delas é o método de discussão sem fim que entidades da sociedade civil utilizam para definir determinados assuntos, quando as pessoas defendem coisas que não necessariamente acreditam, que trazem à tona resquícios de uma época que não mais existe, além dos conchavos e intrigas que fazem entre si. Também se discute a existência de Deus. Outra leitura interessante, e mesmo jocosa, é a crítica que se faz à arte contemporânea, pois uma das propostas para a Villa é a construção de um museu. Ao final, as três vestem os casaquinhos brancos, deixando à vista de todos uma faixa presidencial. Ali elas fazem menção aos rumos que muitos do presos políticos tomaram na vida, entre eles uma que virou Presidenta da República. O texto é forte, mas o que me impressionou mais foi a interpretação fantástica das três chilenas, sem nenhuma se sobrepor à outra. Cada uma teve seu momento solo e o fizeram muito bem. Durante esta parte, o calor era quase insuportável dentro do teatro. Assim que terminou esta parte, saímos da sala. Muita gente procurava alguém da produção do festival para reclamar do calor, incluindo eu. Disseram que foi um pedido das atrizes para desligar o ar condicionado para não prejudicar a garganta, já que os diálogos eram muitos na peça (como elas tomam água durante a encenação!). Garantiram que daria para ligar o ar da plateia e deixar o do palco desligado, e assim o fizeram. Com exatos dez minutos de espera, abriram a sala novamente. Havia menos gente do que na primeira parte. As três atrizes já estavam em cena, sentadas em cadeiras à esquerda do palco. A mesma mesa da primeira parte foi deslocada para a direita e os muitos copos que estavam espalhados em Villa foram colocados em cima desta mesa ao redor da maquete. Quando houve o sinal para começar, as atrizes se posicionaram no centro do palco, postadas como em um jogral. Cada atriz tinha uma faixa presidencial, sendo uma na cor vermelha, outra azul e outra branca, cores da bandeira chilena. Elas interpretavam a mesma personagem, ou melhor, a Presidenta Michelle Bachelet em seu discurso de despedida do mandato presidencial. Obviamente que o discurso não é o verdadeiro. O texto reflete o pensamento de uma parte da população chilena que votou em Bachelet quando ela tentava a reeleição e não obteve êxito. Assim, o discurso tem questionamentos sobre o que não foi feito, sobre o sistema econômico, sobre a realidade de um país que vinha de anos de submissão ao poderio dos ianques, sobre frustrações, sobre futuro do país com novas forças o governando. O final é impactante, pois rememora o forte terremoto que o país sofreu justamente no final do mandato de Bachelet. Fica até uma reflexão: mesmo com toda a discussão em torno da existência de Deus, presente em ambas as partes da peça, o terremoto seria um sinal divino? Mais um bom espetáculo!

teatro

quarta-feira, 18 de julho de 2012

ESTAMIRA, BEIRA DO MUNDO - CENA CONTEMPORÂNEA 2012

Mina terça-feira foi corrida, pois estava viajando a trabalho, chegando em Brasília no final da tarde. Foi o tempo de chegar em casa, trocar a camisa e ir para o Shopping Iguatemi, mais precisamente para o Teatro Eva Herz, localizado dentro da Livraria Cultura. Era a abertura da décima terceira edição do festival internacional de teatro Cena Contemporânea, que neste ano está se realizando um pouco mais cedo do que o habitual. Serão treze dias de muita cultura espalhada por vários locais da cidade. Duas peças abriram a programação do Cena. Escolhi o monólogo Estamira, Beira do Mundo para iniciar minha maratona de espetáculos. Antes de ir para a porta do teatro, dei uma rápida passeada na livraria, olhando as novidades. Programada para ter início às 20 horas, a peça teve um considerável atraso de meia hora, fato que a produção pediu desculpas à plateia, quando todos já estavam acomodados em seus lugares no confortável teatro. O público compareceu em peso, embora a lotação não tenha sido de 100%. Quando entramos, a atriz Dani Barros já estava sentada em um banco no centro do palco, rodeada de sacos plásticos e algumas estátuas de garças colocadas nas pontas do cenário. O cenário remetia a um lixão, local de trabalho da personagem Estamira. Ela é a mesma pessoa do documentário de Marcos Prado, que recebeu o mesmo nome. A atriz dá um interessante depoimento, quase no final da peça, que ao conhecer a história de Estamira, ela fez uma ligação com sua própria caminhada, sua história. Com esta interface, ela resolve levar para os palcos um pouco da vida e da filosofia de Estamira, uma senhora que recebeu o diagnóstico que sofria de distúrbios psíquicos. Alternando momentos de lucidez e de loucura, quando achava que era controlada por um controle remoto, uma vida triste e comovente é contada, com especial destaque para questionamentos sobre o sistema de saúde brasileiro, quando médicos atendem em cinco minutos seus pacientes, prescrevendo remédios roboticamente, ou sobre Deus. São setenta minutos de monólogo, o que pode cansar a quem não está acostumado, pois há muita repetição de texto. Embora eu tenha apreciado o texto, para estas pessoas que não aguentam ficar mais do que uma hora sentadas em uma sala de teatro, a minha dica é esquecer o texto e focar no trabalho da atriz. Simplesmente sensacional. Não é por acaso que Dani Barros foi premiada por mais de um veículo por este trabalho. Ela sai da narrativa linear para incorporar uma velha louca, voltando para momentos de lucidez da personagem, quando recorda uma carta de sua mãe, de quando foi estuprada por seu avô, de quando foi levada para a prostituição aos 12 anos, do primeiro filho aos 17 anos, dos casamentos, retornando à loucura, ouvindo vozes, conversando com o além. Ela faz rir e comove a plateia num piscar de olhos. Nas cenas mais tocantes, muita gente lacrimejou no teatro. Destaco também o belo efeito cênico que faz voar as sacolas de plástico no palco. A plástica do efeito ficou linda. A peça vai além do mero registro documental, é uma bela experiência de vida, tanto da senhora Estamira, quanto da atriz, que se fundem no palco em um só personagem. Grande trabalho da atriz Dani Barros, com direção segura de Beatriz Sayad. Para quem perdeu, ainda há uma chance de ver, pois está agendada nova apresentação nesta quarta feira, dia 18/07/2012, às 20 horas no mesmo local. O Cena Contemporânea 2012 começou bem!


teatro

sábado, 19 de novembro de 2011

A PELE QUE HABITO


Filme novo de Pedro Almodóvar nos cinemas. Não há como deixar de ir. Estive na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi Brasília e, como sempre acontece, não saí de lá de mãos vazias. Entre as compras, o número mais recente da revista Preview, que traz como cortesia um ingresso para ver o novo filme (há salas em que ele não pode ser usado) do diretor catalão. Verifiquei em que cinemas estava em cartaz e se havia restrição de utilização do ingresso. Uni o útil ao agradável escolhendo a Sala 4 do Cinemark Iguatemi, três dias após a compra da revista. Peguei a seção das 21:30 horas de uma quarta-feira. A sala recebia um bom público, mas não encheu. Gosto das salas desta unidade do Cinemark porque os assentos são marcados no ato da aquisição do bilhete. No meu caso, passei na bilheteria para a troca do convite pelo ingresso. Vamos ao filme.
Além de ser um Almodóvar, o que já me faria ir de qualquer forma, temos a volta de Antonio Banderas trabalhando com o diretor que o projetou para o mundo. Também temos Marisa Paredes, uma das atrizes prediletas de Almodóvar. São 120 minutos de filme. Quando acabou a projeção, notei que o diretor ainda causa impacto na plateia. E que impacto! Não vou contar aqui tudo o que acontece, mas vou roubar uma palavra do filho adolescente de uma colega de trabalho que resume bem A Pele Que Habito (La Piel Que Habito): "perturbador". Uma senhora que estava na mesma fileira que eu não parava de dizer alto que Almodóvar tinha pirado de vez, que tinha feito um filme louco. Banderas é Robert Ledgard, um famoso e requisitado cirurgião plástico, que após sua mulher ter todo o corpo queimado em um acidente de carro, fica obcecado em conseguir produzir uma pele artificial que seja imune às chamas, bem como às picadas de insetos. O médico se torna tão obcecado, fator potencializado com um fato marcante na vida de sua filha, que abandona tudo para se dedicar aos seus planos que se tornam cada mais mais macabros. Em sua casa retirada do centro da cidade de Toledo, Espanha, ele tem a companhia de Marilia (Paredes), uma governanta que ajuda a cuidar da casa e de uma paciente enigmática, Vera Cruz, interpretada pela bela atriz Elena Anaya, que não pode sair do quarto, onde fica confinada. Além deste núcleo central, um jovem filho de uma dona de um brechó, Vicente (Jan Cornet), é peça chave na história. Não podiam faltar alguns elementos clássicos do cinema de Pedro Almodóvar no seu mais recente filme: um personagem bizarro (Zeca, sempre fantasiado de tigre); referências ao Brasil (pelos diálogos de Zeca com Marilia, percebemos que ele morou algum tempo na Bahia, e uma canção cantada em português pela filha de Ledgard); a obsessão por algo diferente, como a do Dr. Robert; temática gay, mesmo que escamoteada; uma cantora aparecendo na história executando uma música ao vivo (a cantora espanhola Concha Buika); cenas de sexo filmadas por ângulos pouco usuais; o uso de cores (mesmo que mais discretamente do que em outras oportunidades, mas há uma interessante cena onde Vera picota todos os vestidos, pega um aspirador de pó e aspira, em ritmo frenético, pedaço por pedaço das peças multicoloridas). Nesta fita, Almodóvar flerta com o gênero terror, mas sem seres fantásticos, chuvas de sangue, instrumentos bizarros. É um terror que assusta, mas que não faz com que viremos a cara ou fechemos os olhos. Durante a primeira metade do filme, há dicas importantes para a chave do enigma, mas isto se percebe somente quando ele é desvendado. Gostei muito.

filme

sábado, 30 de abril de 2011

POBRE JUAN - GASTRONOMIA EM BRASÍLIA (DF)

Noite de quarta-feira. Noite de comemorar com amigos o aniversário de um deles, mesmo depois de mais de um mês de atraso. O que vale é a intenção, além da celebração em si e do encontro com pessoas agradáveis. Seis amigos ao redor de uma mesa redonda no requintado restaurante Pobre Juan, no Shopping Iguatemi de Brasília. Marcado para 20:30 horas, fui o último a chegar, pois não consegui sair a tempo do trabalho. Já passavam das 21 horas quando cheguei. Todos me aguardavam, tomando um vinho, batendo papo e apreciando o couvert do restaurante. Ficamos em uma mesa à esquerda de quem entra. O local é um pouco escuro, mas com a lanterna do iPhone foi fácil ler o cardápio e, ao final, a conta. Foi a terceira vez que lá estive, sempre para jantar, embora o forte da casa sejam os cortes bovinos, na versão argentina, o que quer dizer, comida pesada para a noite. Ainda estou sem poder beber (exceção para os dias de reunião da confraria, quando deixo de tomar meus remédios), por isso fui logo pedindo uma água com gás. Achei desta vez que o serviço da casa melhorou, pois um garçom estava a postos para qualquer dúvida e para anotar nossos pedidos. Com muita fome, experimentei os pães do couvert com os antepastos que estavam na mesa, mas preferi os palitos frescos de cenoura, pepino e nabo, bem mais saudáveis. Ninguém quis entrada. Fomos logo para o prato principal. Pedi o prato de resistência do restaurante, aquele que dá nome à casa: um corte de carne chamado "Pobre Juan". Trata-se da capa do contra-filé. Chega à mesa quase sem gordura, pois ela derrete e entranha na carne no momento em que está sendo preparada. Como sempre, o meu pedido foi para a carne vir ao ponto. Os acompanhamentos são escolhidos e pagos à parte. Ao ser perguntado, o garçom que anotava os pedidos disse que três acompanhamentos eram suficientes para as seis pessoas da mesa e sugeriu "arroz biro-biro", "palmito pupunha grelhado" e "batatas souflé" (é uma batata frita que vem estufada). Acatamos a sugestão. Nem percebemos se houve demora ou não, pois a nossa conversa girou em torno de vários assuntos. O aniversariante levou, gentilmente, um vinho tinto, o português Emme Grande Escolha, safra 2003, um cabernet sauvignon da região de Setúbal. Infelizmente, não experimentei, mas os demais elogiaram bastante o vinho. Minha carne estava ótima. Macia, suculenta, sem gordura. Muito boa. Como podem ver na foto abaixo, apenas experimentei uma amostra dos três acompanhamentos, preferindo o arroz. Pedimos apenas uma sobremesa para dividir entre os seis. Foi uma panqueca de doce de leite argentino. Comi um pedaço bem pequeno, pois não estou também comendo doces. Só aos sábados. Ao final, não deixamos o aniversariante, nem sua esposa, pagar a conta. Dividimos por quatro. Quando saí, já passava de meia-noite. Muito agradável nosso jantar. Lugar para voltar sempre.



Corte de carne "Pobre Juan"


Vinho ofertado pelo aniversariante

Gastronomia Brasília

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A REDE SOCIAL

 99,90

Depois de ler muitas críticas favoráveis, além das recomendações de amigos e colegas de trabalho, fui conferir na noite de quarta-feira o filme A Rede Social (The Social Network), produção americana de 2010 dirigida por David Fincher. Comprei ingresso para a última sessão do Cinemark do Shopping Iguatemi Brasília. Enquanto aguardava na fila, observei que a maioria dos presentes eram jovens. Tudo a ver, pois o filme trata da criação do site de relacionamento Facebook, especialmente na pessoa de Mark Zuckerberg, figura central para o surgimento deste site. O roteiro tem idas e vindas no tempo, já que a ação principal do filme se concentra em uma mesa de negociação extrajudicial envolvendo Zuckerberg e aqueles que se sentiram prejudicados no decorrer da criação e evolução do Facebook. Enquanto a negociação desenrola, cenas em flashback aparecem, situando-nos na história e mostrando-nos as cenas do fato narrado. O filme não agradará a todos, pois os diálogos são acelerados e longos. Há uma verborragia sem fim, incluindo termos usados pelos "nerds" da computação, mas no saldo final, é muito bom. Fincher consegue mostrar fielmente o retrato da geração "sites de relacionamento", onde tudo deve ser compartilhado com todos. Além disto, as festas, bebidas, relacionamentos frugais, preocupação com estética, drogas e a gastança generalizada, típicas dos dias atuais, estão presentes de forma contundente no filme. Isto sem falar de como esta geração é perdida e, muito cedo, entrou em crise. Foi interessante saber que de um fora que Zuckerberg levou de sua namorada, acabou sendo criado o Facebook. O principal amigo dele e escolhido por ele para ser o diretor financeiro do site é brasileiro, Eduardo Saverin e, ao longo da trajetória da criação do site, foi sendo colocado de lado por Sean Parker (Justin Timberlake) criador do Napster, um autêntico oportunista que, vendo a aparente fragilidade de Zuckerberg e também seu aparente desinteresse por dinheiro, chega junto e, aos poucos, afasta Eduardo da empresa. Não se sabe a quantia que Eduardo levou na negociação extra judicial, mas seu nome voltou a figurar no Facebook como co-fundador. Merecidamente, os atores Jesse Einsenberg (Mark Zuckerberg) e Andrew Garfield (Eduardo Saverin) mereceram as indicações para concorrer ao Globo de Ouro 2011 como melhor ator e melhor ator coadjuvante, ambos para performances em drama. A Rede Social também está indicado nas categorias filme de drama, diretor e roteiro. Vale a pena conferir.