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segunda-feira, 11 de abril de 2022

ENTRE FACAS E SEGREDOS (KNIVES OUT)

Entre Facas e Segredos
(Knives Out), 2019, 130 minutos.

Roteiro e direção de Rian Johnson, com um elenco estelar: Daniel Craig (Benoit Blanc), Chris Evans (Ransom Drysdale), Ana de Armas (Marta Cabrera), Jamie Lee Curtis (Linda Drysdale), Don Johnson (Richard Drysdale), Toni Collette (Joni Thrombey), LaKeith Stanfield (Elliot), Christopher Plummer (Harlan Thrombey).

Lembro-me bem quando este filme estreou nos cinemas. Estava na expectativa para vê-lo, especialmente porque tem Daniel Craig no elenco, meu ator preferido em todos os sentidos. Mas não tive tempo de ir ao cinema enquanto esteve em cartaz. Há muito está disponível no Amazon Prime, mas sempre deixava para ver depois. Enfim, na madrugada de um domingo, acessei a plataforma de streaming para conferir este filme.

É longo, mas não cansa. O roteiro é bem escrito, muito parecido com os livros policiais da escritora Agatha Christie. Inclusive o detetive Benoit Blanc tem um que de Hercule Poirot.

A trama acompanha uma investigação do suicídio do patriarca Harlan Thrombey, um escritor milionário, que aparece morto em seu quarto na mansão em que vivia. Deixa dois filhos, um genro, uma nora, dois netos e uma cuidadora. Há dúvidas se foi suicídio ou assassinato. Intrigas, com todos da família sendo suspeitos e acusando uns aos outros, reviravoltas, disputa de poder, leitura de testamento e uma inusitada revelação, somente para nós espectadores, no meio do filme, da identidade de quem causou a morte do escritor.

A fotografia em tons amarelados dentro da mansão potencializa o clima de tensão entre os personagens.

O filme prende a atenção até o final, mesmo com a revelação do culpado bem antes de sua conclusão.

Pelo sucesso que fez de crítica e de público, a Netflix contratou Rian Johnson para escrever e dirigir mais duas sequências.

sábado, 27 de outubro de 2012

007 OPERAÇÃO SKYFALL


Sou fã da série 007. Tenho todos os filmes em casa, além de um livro sobre o icônico personagem James Bond. Ainda compro uma série de revistas, que saem em período não muito regular nas bancas, que, além de contar fatos e curiosidades sobre cada um dos filmes, traz uma miniatura de um dos veículos usados por 007 nestes filmes. Minha curiosidade e expectativa ficaram grandes para 2012, pois a franquia completa 50 anos e nada melhor do que uma boa comemoração lançando um novo filme nos cinemas. Assim, chegou à telona o 23º filme do agente secreto britânico mais famoso do mundo: 007 Operação Skyfall (Skyfall), co-produção de Estados Unidos e Grã-Bretanha, dirigida pelo ganhador do Oscar Sam Mendes. No elenco, Daniel Craig, cada vez melhor como Bond; Judi Dench, se despedindo da personagem M, a chefe de 007; Ralph Fiennes, como Gareth Mallory, o novo chefão da MI6; Naomi Harris, como Eve, uma das bondgirls do filme, que tem um interessante segredo revelado ao final da película; Bérénice Marlohe, vivendo a enigmática Sévérine, a outra bondgirl; e o fabuloso Javier Bardem, dando vida ao mega vilão Silva. O filme faz uma mistura de passado e presente, de nostalgia e atualidade, muito bem harmonizada por Mendes. Ele consegue trazer o glamour dos primeiros filmes de Bond, quando Sean Connery dava vida ao agente secreto, sem cair na pieguice de uma volta ao passado. Além disto, Craig consegue imprimir um toque que Connery dava a 007, incluindo sorrisos irônicos e tiradas com muito bom humor, atualizando o personagem. O realismo fica por conta das perseguições, das explosões e da falta de um inimigo maior, tipo Guerra Fria. No caso, Silva é um ex-agente da MI6, o preferido à época de M, que se muda de lado e passa a espalhar o terror, usando as mesmas armas que a agência MI6. Para piorar, M e seus comandados passam por uma prova de fogo no parlamento inglês, quando são questionados se ainda há motivos para gastar rios de dinheiro com espionagem no mundo. Javier Bardem rouba todas as cenas em que aparece, interpretando Silva como um ambíguo ser sexualmente falando, pois ao mesmo tempo em que mantém a bela Sévérine ao seu lado, faz uma carícia pra lá de ousada em Bond, que dá uma resposta que deixa todo mundo com a pulga atrás da orelha. Bardem está a cara de Clodovil, só que louro. A nostalgia fica por conta da não utilização por Bond de aparelhos tecnológicos de última geração, de aparecer um Aston Martin com o botão vermelho na marcha para ejetar o passageiro, como nos primeiros filmes, e da volta do personagem à antiga casa onde nasceu e cresceu, no interior da Inglaterra. Craig/Bond continua usando ternos impecáveis, escapando da morte, bebendo champanhe e seu drinque favorito, o dry martini. O filme é muito bom, um dos melhores que já vi de toda a franquia. Não poderia acabar este post sem falar na música tema. Um primor a letra e tendo a voz maravilhosa de Adele para interpretá-la. A abertura do filme, após um longo prólogo, é embalada por tal canção, chamada Skyfall. Integrada ao filme, pode ter vida própria como um videoclip. Fantástico.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

MILLENNIUM - OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

Gosto de ir aos cinemas sempre, mas perto das grandes premiações americanas, como o Globo de Ouro e o Oscar, procuro ver os filmes que concorrem aos prêmios. Assim, janeiro e fevereiro são pratos cheios para mim. O meu tempo para lazer está curto, mas quando dá, vou correndo para uma sala de cinema. Estava em Recife no final de janeiro a trabalho. Após o jantar, fui ao Shopping Recife, no UCI Kinoplex para conferir a versão americana para o sucesso literário sueco Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (The Girl With The Dragon Tatoo). É o primeiro de uma trilogia. Não vi a versão sueca. Na americana, o talento de David Fincher na direção já a credenciava para ser um bom filme. No elenco, Daniel Craig (Mikael Blomkvist), Rooney Mara (Lisbeth Salander, a garota com a tatuagem de dragão do título), Christopher Plummer (Enrik Vanger), Robin Wright (Erika Berger), Stellen Skarsgárd (Martin Venger), entre outros. O filme tem a duração de 158 minutos, mas não é cansativo. Fincher gosta de dirigir fitas de suspense e se dá, mais uma vez, muito bem nesta versão. Blomkvist é sócio de Erika na revista Millennium, fazendo um jornalismo independente, sem suporte financeiro. Ele perde uma ação para um milionário referente a uma reportagem publicada em sua revista e é contratado por outro milionário, Enrik Vanger, para escrever suas memórias. Ao aceitar, descobre que o interesse de Enrik é desvendar o desaparecimento de sua neta algumas décadas atrás. Para tanto, ele se muda para uma ilha, onde mora a família Vanger. Ao solicitar um ajudante, Enrik lhe indica a hacker Lisbeth. Os dois vão trabalhar juntos, descobrindo os podres de cada membro da família Vanger, com direito a um nazista. Há uma história paralela da hacker, pois ela vive sob a custódia do Estado, por problemas de delinquência juvenil. O filme tem cenas fortes, como o estupro anal de Lisbeth e sua vingança posterior, além da história que envolve dois dos Vanger que utilizavam de instrumentos pouco ortodoxos para torturar mulheres. Este é mote para no Brasil o título ser Os Homens Que Não Amavam As Mulheres. Rooney Mara dá um show de interpretação, fazendo uma jovem reprimida, tímida até, mas que se solta durante a investigação do sumiço da neta de Enrik. Não é a toa que ela está indicada para o Oscar 2012 de melhor atriz. Craig também está muito bem no papel do jornalista, não lembrando nem um pouco que ele é o James Bond. Uma grata surpresa foi ver nas telas Robin Wright, mesmo que em papel pequeno, pois era uma promessa quando surgiu, mas desapareceu logo em seguida. Outro que está muito bem é Skarsgard. Fincher foi muito feliz em ter nas mãos tantos atores bons, incluindo Plummer, que também concorre ao Oscar como ator coadjuvante, mas por seu desempenho no filme Tão Forte e Tão Perto. Outro destaque é a fotografia, remetendo a películas da década de setenta. Gostei muito.Torço desde já para que a direção dos dois outros filmes da trilogia fiquem com o mesmo diretor desta primeira parte.

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sábado, 11 de fevereiro de 2012

AS AVENTURAS DE TINTIM

Tentando colocar os filmes que estão em cartaz em dia, fui conferir a animação de Steven Spielberg As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin). Nunca fui um aficionado pelo personagem do belga Hergé, mas o pouco que li de suas histórias em quadrinho, gostei. Como na versão cinematográfica dois nomes de peso de Hollywood estão envolvidos: Spielberg e Peter Jackson, além de contar com meu ator favorito, Daniel Craig, emprestando sua voz ao vilão da história, fiquei com vontade de ver esta co-produção Estados Unidos-Nova Zelândia de 2011. Ao checar a programação dos cinemas, apenas filmes em 3D dublados tinham sessões compatíveis com meu horário livre. Tive dor de cabeça ao final de todos os filmes em terceira dimensão que assisti até hoje, fato que me desanimou um pouco (além de não poder ouvir a voz de Craig). Fui assim mesmo, já que são 107 minutos de projeção. Escolhi uma unidade do Cinemark, pagando R$ 12,50 pela meia entrada, onde os óculos são mais leves. Ao final da sessão, um alívio, pois não estava com a cabeça doendo. Spielberg levou para as telas o universo de Tintim sem licença poética. Escolheu uma história publicada em quadrinhos que continha elementos suficientes para transformá-la em animação e a colocou na telona. Tintim, um repórter com cara de criança, sempre acompanhado do seu eterno companheiro Milu, um simpático cãozinho branco, se envolve em uma caça ao tesouro ao comprar uma réplica em madeira de um barco a vela, objeto desejado por Rackham, o vilão da história em caracterização que lembra o próprio diretor, Steven Spielberg. Para ajudar Tintim na busca ao tesouro e acabar com as maldades de Rackham entra em cena o beberrão Capitão Haddock. A história é engraçada, divertida e prende a atenção da gente. Isto sem falar no show de tecnologia da animação, potencializado com o uso do 3D. Continuei com a certeza de que Tintim não é meu personagem de quadrinhos favorito, prefiro algo mais dark, como Batman, mas gostei de ter visto esta versão animada.

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

COWBOYS & ALIENS

Quando vi o trailler do filme Cowboys & Aliens não acreditei que fizeram um filme misturando dois gêneros caros a Hollywood: faroeste e ficção científica. A ficha custou a cair. Não sou fã de western, mas curto, e muito, os filmes que envolvem seres de outros planetas e galáxias. Como gosto dos atores Daniel Craig e Harrison Ford, que interpretam os principais personagens, resolvi conferir esta produção americana de 2011 dirigida por Jon Favreau. Além desta mistura de dois gêneros, ação e aventura não faltam, no melhor estilo 007 e Indiana Jones. Não foi à toa a escolha dos astros principais do filme, pois eles encarnaram James Bond e Indiana Jones. Além disto, Steven Spielberg é um dos produtores desta película de difícil caracterização: aventura, faroeste, ficção científica? Muitas das cenas nos remetem aos filmes dos dois personagens famosos do cinema americano mencionados acima. A história é fantasia pura. No velho oeste, em época de nenhuma tecnologia, aparecem naves espaciais carregando extraterrestres que querem o ouro do planeta Terra. A busca do ouro, motivo principal do gênero western, se faz presente de forma inusitada, assim como as estripulias de Jake Lonergan (Craig), um verdadeiro 007, especialmente quando persegue uma nave montado em um cavalo nos canyons da paisagem árida do velho oeste americano e pula na nave para salvar a mocinha Ella (Olivia Wilde). Referências não só à série do agente secreto americano, mas também à saga Star Wars (que nada mais é do que um western ambientado em cenário de ficção científica). Há cenas previsíveis; não faltam os personagens e elementos clichês dos faroestes (índios, saloon, uma cabana isolada, galopes de cavalos, canyons, o índio criado pelo homem branco, a utilização do laço para pegar um animal - no caso, um ET, entre outros); o final é o esperado por todos desde o início da história, mas o filme cumpre sua função de divertir. Li uma crítica que diz que o filme se leva a sério demais e é verdade. Se fosse mais solto, talvez corresse mais leve e entreteria mais, mas assim mesmo gostei do que vi. Assisti a este filme no Kinoplex do Boulevard Shopping, localizado no final da Asa Norte e que ainda não conhecia. Excelente sala, confortável, com ótimo sistema de som e visão da tela.