Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Stellen Skarsgard. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Stellen Skarsgard. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de fevereiro de 2014

NINFOMANÍACA

Lars von Trier tinha dito logo após o lançamento de Anticristo, quando ainda comentava sobres seus filmes, que um de seus próximos lançamentos seria um filme pornográfico. O lançamento seguinte foi Melancolia, um filme profundo e triste que tratava dos últimos dias da Terra, sem nenhuma cena que pudesse ser considerada pornográfica. Muitos acharam que era uma bravata do diretor dinamarquês. Mas eis que chega seu mais novo filme, Ninfomaníaca (Nymphomaniac), produção de 2013, recheado de cenas típicas de um filme pornô. Vi o filme duas vezes, em dois cinemas diferentes em Brasília, em um espaço de uma semana entre um e outro. A primeira vez foi no Espaço Itaú no shopping CasaPark, enquanto a segunda vez foi no Cine Liberty. Como foi diferente a reação do público. No Itaú, vi muita gente levantando para ir embora, ouvi comentários negativos e muita gente se movendo de forma incomodada em suas poltronas. Já no Liberty, o público ficou até o fim, prestando muita atenção aos quase 120 minutos de projeção. Lars von Trier fez um filme de cinco horas e meia, deixando a cargo dos produtores a tarefa de fazer a edição. Para que o filme fosse viável economicamente e até mesmo por estratégia de lançamento e marketing, eles dividiram o filme em duas partes, com cerca de duas horas cada uma. Neste primeiro filme, conhecemos Joe, interpretada por Charlotte Gaisnbourg e Stacy Martin, esta última a grande surpresa do filme, por ser seu primeiro filme e protagonizar cenas ousadas de sexo explícito. Joe narra para Seligman (Stellan Skarsgård) sua vida e seu vício em sexo, desde a mais tenra idade. O que mais chama a atenção é a falta de qualquer tipo de emoção quando ela põe em prática seu vício. Algumas partes de sua história nos parecem inverossímeis, mas isto o próprio Seligman trata de pontuar com Joe, especialmente seus encontros com Jerôme (Shia LaBeouf). As comparações ao longo da história são muito interessantes, especialmente a última delas quando as imagens comparam três cenas de sexo com um movimento de toca piano. A parte que mais gostei do filme é a que não tem nenhuma cena de sexo. É quando aparece a Sra H, interpretada magnificamente por Uma Thurman. A cena é surreal, cheia de ironias e divertida. Ao final, a constatação de que quando o amor aparece na sua vida, o prazer não veio junto. Muitas perguntas ficam sem respostas nesta primeira parte, o que nos faz querer que o Ninfomaníaca 2 estreie logo nos cinemas. Gostei, mas não morri de amores. Acho que faltou emoção! 

domingo, 6 de maio de 2012

OS VINGADORES

Para quem segue minhas postagens, já sabe que sou fã de super-heróis. O meu preferido é o Batman, da DC Comics, mas há outros tantos que estão em minha lista de heróis. Não gostava do Homem de Ferro, mas desde que Robert Downey Jr. o encarnou nos cinemas, com toda sagacidade e ironia, rapidamente mudei de opinião. Desde que anunciaram que a Marvel iria juntar seus principais heróis no filme Os Vingadores (The Avengers), segui na internet as notícias sobre a película, além de assistir aos filmes solos dos demais vingadores: Hulk, Capitão América e Thor. No último sábado, perguntei aos meus sobrinhos que me visitavam o que queriam fazer no início da noite. Ambos não pestanejaram. Os Vingadores foi a escolha deles. Ótimo, mas condicionei que não fosse na versão 3D, pois costumo ter dores de cabeça ao final da projeção que utiliza esta tecnologia. Para minha surpresa, eles disseram que também não gostavam do 3D. Fomos ao Kinoplex do Boulevard Shopping para pegar a sessão das 18:10 horas. Chegamos com meia hora de antecedência. A fila em frente à bilheteria estava enorme. Antes de chegar nossa vez, os ingressos se esgotaram, mas, para nossa sorte e dos demais que lá estavam, a gerência resolveu abrir uma sessão no mesmo horário em outra sala, retirando um filme de menor apelo de bilheteria de cartaz (um aviso foi colocado em frente aos caixas informando que o tal filme não passaria na sessão das 18:00 horas por problemas técnicos). Paguei R$ 11,00 por cada ingresso, utilizando meu cartão de crédito Itaú para garantir a minha meia entrada. A sala ficou praticamente lotada. Dirigido por Joss Whedon, Os Vingadores é uma produção da Disney de 2012, que estreou primeiro no Brasil do que em seu país de origem, os Estados Unidos. Um cubo mantido trancado pelo governo americano tem o poder de abrir uma porta no espaço, possibilitando a entrada na Terra de Loki, irmão de Thor, que quer retomar seu poder no reino de Asgard. Nick Fury (Samuel L. Jackson) só vê uma alternativa para conter Loki (Tom Hiddleston), reunir os super heróis, dando forma ao projeto Os Vingadores. Assim, Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans), Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo), Thor (Chris Hemsworth), Natasha Romanoff/Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Clint Barton/Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) se reúnem para combater o poderoso exército alienígena comando por Loki que invadiu e começou a destruir New York. Com muita perseguição, explosões, carros tombados, tiros, naves espaciais, ets que lembram lagartos (uma alusão ao seriado V?), a história é previsível, mas diverte muito. As melhores cenas são quando os heróis entram em conflito, dando estocadas um no outro, quando Tony Stark garante ótimos momentos, com diálogos repletos de ironia. Neste aspecto, o único que chega ao nível de Stark é Bruce Banner. Gostei também da Viúva Negra, com mais destaque durante o filme do que no Homem de Ferro 2, mostrando que ela pode ter um filme solo também. Outro destaque é Jeremy Renner, que teve que fazer um herói menos conhecido e que no enredo é dominado pelo mal no início, voltando ao grupo de heróis depois de uma luta com a Viúva Negra. Além deste elenco estelar de heróis, Os Vingadores ainda contam com a presença de Gwyneth Paltrow revivendo Pepper Potts, a secretária/namorada de Tony Stark e de Stellan Skarsgard revivendo o cientista Selvig, que aparece no filme solo de Thor. Por falar neste semi-deus, ele é o mais sem graça neste Os Vingadores. Até o Hulk consegue ser brincalhão, justamente com Thor, em uma das cenas finais do filme. Pura diversão.

filme

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

MILLENNIUM - OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

Gosto de ir aos cinemas sempre, mas perto das grandes premiações americanas, como o Globo de Ouro e o Oscar, procuro ver os filmes que concorrem aos prêmios. Assim, janeiro e fevereiro são pratos cheios para mim. O meu tempo para lazer está curto, mas quando dá, vou correndo para uma sala de cinema. Estava em Recife no final de janeiro a trabalho. Após o jantar, fui ao Shopping Recife, no UCI Kinoplex para conferir a versão americana para o sucesso literário sueco Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (The Girl With The Dragon Tatoo). É o primeiro de uma trilogia. Não vi a versão sueca. Na americana, o talento de David Fincher na direção já a credenciava para ser um bom filme. No elenco, Daniel Craig (Mikael Blomkvist), Rooney Mara (Lisbeth Salander, a garota com a tatuagem de dragão do título), Christopher Plummer (Enrik Vanger), Robin Wright (Erika Berger), Stellen Skarsgárd (Martin Venger), entre outros. O filme tem a duração de 158 minutos, mas não é cansativo. Fincher gosta de dirigir fitas de suspense e se dá, mais uma vez, muito bem nesta versão. Blomkvist é sócio de Erika na revista Millennium, fazendo um jornalismo independente, sem suporte financeiro. Ele perde uma ação para um milionário referente a uma reportagem publicada em sua revista e é contratado por outro milionário, Enrik Vanger, para escrever suas memórias. Ao aceitar, descobre que o interesse de Enrik é desvendar o desaparecimento de sua neta algumas décadas atrás. Para tanto, ele se muda para uma ilha, onde mora a família Vanger. Ao solicitar um ajudante, Enrik lhe indica a hacker Lisbeth. Os dois vão trabalhar juntos, descobrindo os podres de cada membro da família Vanger, com direito a um nazista. Há uma história paralela da hacker, pois ela vive sob a custódia do Estado, por problemas de delinquência juvenil. O filme tem cenas fortes, como o estupro anal de Lisbeth e sua vingança posterior, além da história que envolve dois dos Vanger que utilizavam de instrumentos pouco ortodoxos para torturar mulheres. Este é mote para no Brasil o título ser Os Homens Que Não Amavam As Mulheres. Rooney Mara dá um show de interpretação, fazendo uma jovem reprimida, tímida até, mas que se solta durante a investigação do sumiço da neta de Enrik. Não é a toa que ela está indicada para o Oscar 2012 de melhor atriz. Craig também está muito bem no papel do jornalista, não lembrando nem um pouco que ele é o James Bond. Uma grata surpresa foi ver nas telas Robin Wright, mesmo que em papel pequeno, pois era uma promessa quando surgiu, mas desapareceu logo em seguida. Outro que está muito bem é Skarsgard. Fincher foi muito feliz em ter nas mãos tantos atores bons, incluindo Plummer, que também concorre ao Oscar como ator coadjuvante, mas por seu desempenho no filme Tão Forte e Tão Perto. Outro destaque é a fotografia, remetendo a películas da década de setenta. Gostei muito.Torço desde já para que a direção dos dois outros filmes da trilogia fiquem com o mesmo diretor desta primeira parte.

filme
cinema