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quinta-feira, 14 de março de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
FALTA DE CIVILIDADE
Getúlio, para quem não sabe, é o nome do meu cachorro. Embora na área de serviço do apartamento onde moro tenha um lugar específico para ele fazer coco e xixi, em um tapete higiênico disponível em qualquer pet shop, ele prefere não fazer nada dentro de casa, esperando a hora em que descemos para ele passear nas áreas verdes da quadra. Se deixar, ele quer descer três vezes ao dia. Ele passeia, com certeza, pelo menos duas vezes ao dia, passeio que dura, em média, vinte minutos cada um. A maioria das vezes fica com Ric a responsabilidade de descer com Getúlio, mas neste mês de janeiro tenho saído quase todos os dias com ele. Basta falar a palavra "passear" que ele se assanha todo, pulando em cima da gente. Fica numa excitação enorme até que a coleira fique totalmente colocada ao redor do seu corpo. Antes de descer, pego um saco plástico para recolher o coco do bichinho. Ele sabe que tem que descer pelo elevador de serviço, mesmo quando saímos pela porta da sala, Getúlio se dirige para a parte de trás e fica esperando a porta do elevador se abrir. Somente procura um canto para fazer xixi já fora do pilotis do prédio. E o faz diversas vezes, cheirando cada cantinho, cada tronco de árvore, poste ou arbusto, levantando a patinha, se posicionando para urinar. Muitas vezes é só uma simulação, marcando território. Andamos uns cinco minutos e ele se posiciona, geralmente perto de um arbusto, na grama, ou na terra, para fazer coco. Assim que ele termina, agacho e apanho suas fezes com o plástico, jogando-o posteriormente em alguma das lixeiras espalhadas na quadra. No último domingo, pela manhã, cumpri este ritual. Quando estava abaixado apanhando o coco de Getúlio, uma senhora com seus cinquenta e poucos anos me chamou, mostrando outras fezes para eu apanhar. E ela estava com um cachorro pequeno que tinha acabado de também fazer suas necessidades. Educadamente disse a ela que apanhava somente as fezes do meu cachorro, o Getúlio, que não era minha obrigação fazer isto com os dejetos dos cachorros alheios. Ela achou um absurdo eu recusar de fazer aquilo, dizendo que eu era homem e, portanto, devia apanhar o coco do cachorro dela. Pedi desculpas, mas argumentei que cada um deveria cuidar do seu cão e que em uma sociedade civilizada, as pessoas respeitavam os outros, contribuindo para um melhor convívio em áreas limpas, sabendo também ler e interpretar as placas espalhadas pelos jardins em frente a todos os prédios da quadra que ilustravam a necessidade de recolher as fezes dos cães. Ela começou a me xingar, dizendo que eu era estúpido e sem educação. Olhei para ela e disse que se tinha alguém mal educado naquela região era ela e que não era empregado dela para ela ficar me dando ordens. A esta altura, algumas poucas pessoas estavam paradas ouvindo o bate boca. Peguei Getúlio no colo, passei em frente à senhora com seu cão, procurei uma lixeira bem próxima a ela, onde joguei fora o saquinho plástico, devidamente fechado com um nó, dizendo em alto e bom som: se todos desta quadra fizessem isto, não haveria nenhum coco espalhado pelos caminhos de pedestres destinados ao passar das pessoas. Uma jovem me aplaudiu e a senhora ficou a lastimar. O porteiro do prédio em frente onde o fato ocorreu me chamou para me parabenizar, dizendo que eu era um dos poucos moradores da quadra que tomava aquela atitude de não deixar coco de Getúlio pelo caminho. E olha que moro em um local onde as pessoas adoram se gabar dizendo pertencerem à classe média de Brasília, com hábitos educados e finos. O que falta é apenas um pouco de humildade para poder agachar e pegar o coco do seu animal de estimação. O que falta é noção de civilidade a estas pessoas. Mas como acredito no ser humano, creio que ainda vou passear na quadra com meu cachorro e não verei nenhum coco deixado pelo caminho.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
PRIMEIRA VIAGEM DE GETÚLIO
Quando eu e Ric decidimos passar o réveillon com amigos no Rio de Janeiro, fomos convidados para levar Getúlio conosco. Seria a primeira vez que viajaríamos com ele. Estréia em alto estilo: viagem de avião, junto conosco na cabine. Para tanto, foi necessário comprar os bilhetes aéreos, o que fizemos pela internet. Em seguida, liguei para a TAM fornecendo o código da reserva e informando que levaria um cachorro comigo. A atendente deu todas as orientações, falando sobre os documentos que eu deveria providenciar. Tais orientações também estão disponíveis no site da TAM. Tive que observar as seguintes regras:
01) Aguardar a TAM dar retorno, por telefone, sobre o deferimento de meu pedido, o que aconteceu dois dias depois de minha ligação.
02) O cachorro deveria ser transportado em um kanel, ou seja, uma gaiolinha de pano flexível cujas dimensões são aprovadas pela TAM, à venda nos principais petshops. Enquanto estiver dentro do avião, o cachorro deve ficar o tempo inteiro dentro do kanel.
03) No avião, o passageiro que leva o cachorro deve sempre viajar na janela, colocando o kanel aos seus pés.
04) No momento do check in, eu deveria pesar o cachorro dentro do kanel. O peso de todo o conjunto não pode ultrapassar dez quilos.
05) Também no check in, eu teria que mostrar ao despachante um atestado emitido por um veterinário que o cachorro não tinha doença contagiosa e estava em condições para viajar. Tal atestado só tem validade de dez dias a partir de sua emissão.
06) Ainda no check in, eu deveria apresentar a caderneta de vacinação do cachorro, com todas as vacinas obrigatórias em dia.
07) É cobrada uma taxa fixa de R$ 90,00 + excesso de bagagem, considerando o peso total do cachorro e kanel. Valores são pagos no aeroporto, após concluído o check in.
08) Não há como fazer check in antecipado, seja no próprio aeroporto, internet ou celular. Ele é presencial e deve-se chegar no aeroporto com duas horas de antecedência para o voo.
09) Não há necessidade de dar remédio tranquilizante para o cachorro.
Tudo isto é válido apenas para um trecho. Ou seja, uma viagem de ida e volta, todos os procedimentos devem ser adotados para cada trecho.
Nossa viagem estava marcada para sair de Brasília no dia 27 de dezembro, com a volta no dia 02 de janeiro de 2013. Karina, nossa amiga, se ofereceu para nos levar ao aeroporto. Como bom mineiro que não perde o trem, marquei com ela de nos pegar em casa às 17:30 horas, sendo que o voo estava previsto para sair às 20:20 horas. Quando os ponteiros do relógio marcavam 17:25 horas, uma torrencial chuva caiu em Brasília, justamente no momento em que eu e Ric descíamos com as bagagens e Getúlio dentro do kanel. Ele estava indócil, pois era a primeira vez preso naquela gaiola. Karina chegou na hora marcada e teve que entrar na garagem do prédio para ninguém se molhar. Chovia muito, mas quando estávamos no meio do Eixão Sul, a chuva já tinha passado. Um engarrafamento inesperado nos pegou de surpresa. Uma longa fila se formava e o trânsito fluía muito devagar. Ambulâncias e carros de bombeiro com sirenes ligadas passaram por nós, indicando que havia algum acidente pela frente. Gastamos mais de vinte minutos em um pequeno trecho. Realmente era um acidente que envolveu quatro carros perto do zoológico da cidade. Assim que passamos pelo local, conseguimos acelerar, pois já eram 18:15 horas. Outra retensão nos aguardava na entrada do aeroporto, que estava com grande movimento de carros, como já esperávamos. Quando deu para Karina parar o carro, descemos rapidamente. Ela quis estacionar para se despedir da gente. Dissemos que não precisava, seria mais um trabalho para ela, mas Karina insistiu em nos encontrar em frente ao balcão da TAM, alegando que se tivesse algum problema com Getúlio que não pudesse embarcar, ela ficaria com ele. Muito gentil essa nossa amiga.
Utilizando do nosso cartão de crédito, fomos para o check in prioritário, onde um simpático despachante nos atendeu. Ele se surpreendeu com o nome do nosso cachorro. Primeiro, Getúlio foi pesado. O cachorro e seu kanel pesaram cinco quilos, peso que seria considerado como excesso de bagagem. Depois, ele fez nosso check in, confirmando o assento que eu havia pré-reservado quando da compra das passagens. Fiquei na janela, assento 14A e Ric ao meu lado, 14B. Em seguida, o despachante pediu a documentação de Getúlio para fazer os procedimentos do seu embarque, me entregando um papel onde estava o peso para pagamento do excesso de bagagem. Tive que me dirigir ao balcão de vendas da TAM, pois tal pagamento não pode ser feito no balcão do check in. Não havia fila na loja, pois havia muitos atendentes à disposição. O valor do excesso foi calculado, dando R$ 62,00. Somado à taxa fixa, paguei R$ 152,00 pelo trecho Brasília-Rio de Janeiro. Assim que recebi os comprovantes de pagamento, brinquei com a atendente, perguntando se eu poderia fazer um cartão fidelidade para Getúlio. Voltei para o balcão do check in, onde não enfrentei fila, pois precisava apenas finalizar o atendimento. Karina já estava de papo com Ric. Getúlio era pura impaciência dentro do kanel. Despedimo-nos de Karina, subindo para a praça de alimentação, onde fizemos um lanche rápido no Bombocado. Getúlio ficou quietinho. Terminado o lanche, resolvemos entrar para a sala de embarque. Para passar no raio X, tive que tirar Getúlio do kanel, carregá-lo no colo, passando pelo detector de metais e, em seguida, recolocá-lo no kanel. Fomos para o portão 8, mas tinha muita gente, o que nos fez procurar um lugar mais longe. Conseguimos bancos vazios quase em frente à lanchonete Frango Assado. Com o cheiro da comida, Getúlio ficou mais impaciente e começou a choramingar, arranhando o kanel com sua pata. Tive que abrir um pouquinho a gaiolinha, deixando ele colocar a cabeça para fora. Fiz alguns carinhos nele e o recoloquei para dentro. Na hora marcada, chamaram para o embarque. Fui um dos primeiros a entrar, entregando a documentação de embarque de Getúlio no momento do embarque. Acomodei o kanel embaixo da poltrona à minha frente. Ele ficou bem quieto. Ainda no solo, ouvimos um comissário abordar uma mulher que estava sentada na poltrona 13C, dizendo que ela não poderia viajar com seu cachorro no colo e nem naquele assento, devendo passar para a janela. Embora não estivessem juntas, ela trocou de lugar com a menina que sentava na 13A. Assim, dois cachorros ficaram muito próximos e isto teve consequências. O voo atrasou uma hora, porque teve que esperar passageiros de conexão cujos voos até Brasília estavam atrasados. Assim que o avião foi autorizado a decolar, por volta de 21:20 horas, Getúlio começou a ficar impaciente novamente, choramingando. Foi o avião tirar as rodas do chão para ele começar a latir. Muita gente ria e eu fiquei sem saber o que fazer. Abri um pouco o kanel, passei a mão na cabeça dele, mas ele continuava a latir. O povo ria. Uma mulher sentada na mesma fileira que a nossa, só que do outro lado, disse que Getúlio latia por causa do outro cachorro que estava à frente. Era verdade, pois foi só eu puxar o kanel para debaixo dos meus pés, retirando-o de debaixo da poltrona 13A, que ele parou. Ficou quieto o resto da viagem, só mexendo novamente quando o avião começou a descer. Acho que ele sentiu a pressão no ouvido. Tão logo estávamos em solo novamente e com o avião parado no finger, coloquei o kanel em meu colo, abri um pouquinho, deixando ele ficar com meio corpo para fora. Ele não sabia para onde olhar, excitado com tanta gente. Seu coração estava acelerado. Ele lambia muito minha mão. Acho que estava com sede. As malas demoraram a aparecer na esteira. O aeroporto estava muito quente, parecia que o ar condicionado não funcionava. Getúlio revirava dentro do kanel. Com a bagagem nas mãos, paramos no balcão que vende as corridas de táxi, comprando o bilhete para o trajeto até Ipanema. No táxi, tiramos Getúlio do kanel, com permissão do motorista. Assim que chegamos no nosso destino, já eram 23:40 horas. Ric nem subiu, colocando a coleira em Getúlio para dar uma volta, pois ele precisava fazer xixi. Eu subi com toda a bagagem, montando o aparato do cachorro na área e serviço do apartamento: comida, água, cama, brinquedo e tapete higiênico. Foi ele chegar e secar a vasilha de água de tanta sede que o bichinho estava. Deixamos ele na área e saímos para jantar. Teríamos cinco dias de Rio de Janeiro pela frente.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
domingo, 18 de dezembro de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
GETÚLIO DE CASTIGO!
Carinha triste. Getúlio de castigo porque fez xixi onde não devia. Já fazia mais de dez dias que ele andava solto pela casa, pois sabia onde deveria fazer suas necessidades (no tapete higiênico onde ficou de castigo até fazer xixi, sem poder deitar - o tapete da foto), mas só foi chegar uma criança de seis anos, sobrinho de Ric que veio passar o final de semana conosco, que ele começou a agir para chamar a nossa atenção. Não sabia que um cachorro sentiria ciúmes.
Deu até pena de ver esta carinha triste, como se estivesse pedindo para sair do castigo. Mas fiquei irredutível, pois ele tem que ser condicionado é agora, já que acabou de completar três meses de idade no último dia 14 de junho.
Este castigo foi na sexta-feira à noite. O pior que novo castigo foi dado na manhã deste sábado, pois enquanto todos tomávamos café, sentados na mesa da sala, ele ficou rodeando todo mundo e como ninguém parou para brincar com ele, foi até a porta da sala e fez um coco. Levou uma surra e ainda ficou novamente no tapete, com uma cara mais triste ainda, apertando os olhinhos como se fosse chorar. Passados quinze minutos, veio até mim e ficou lambendo meus pés e tornozelo, querendo carinho. Acabei por dar comida para ele na minha mão.
À tarde, tudo voltou ao normal. Xixi e coco no local certo e muita energia no danado.
sábado, 11 de junho de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
PROJETO LIVE P.A. - CHINA + SÍLVIA MACHETE
Momento heavy metal? Beyoncé?
Sílvia Machete + China - Projeto Live P.A.
Depois de uma semana estafante, com saídas tardes todos os dias do trabalho, sempre após 22 horas, chegou a sexta-feira. Consegui me libertar mais cedo. Quando o relógio marcou 20 horas, já estava dentro do carro, voltando para casa. Queria sair, me divertir um pouco, não ter em que pensar. Consultei a programação cultural e resolvi conferir mais um encontro inusitado promovido pelo Projeto Live P.A., evento gratuito que tem movimentado o final das noites de sextas e sábados de maio nos jardins do CCBB. O slogan do projeto é "2 músicos. 1 computador. E vai rolar o som!". Ric não quis ir, preferiu ficar em casa. Coloquei uma roupa mais quente para me proteger do frio gostoso que está fazendo nas noites de Brasília e fui para o centro cultural. Quando cheguei na entrada do estacionamento, uma fila de carros indicava que o local ficaria cheio. Todos os carros eram parados pelos seguranças, que não permitiam a entrada de garrafas de vidro no recinto. O estacionamento já estava lotado, pois eram 22:30 horas, horário marcado para o início do show da noite. Nada rolava no palco, ainda escuro. Muita gente circulando entre o Bistrô Bom Demais e o bar especialmente montado para estas noites de música e diversão. Fiquei perto do palco, como da outra vez. O encontro da noite era entre o cantor China, conhecido no circuito alternativo como o vocalista da Banda Del Rey, especializada no repertório de Roberto Carlos, mas que também tem um trabalho autoral, e a cantora performática Sílvia Machete, a carioca que usa elementos de circo em cena, além de uma pomba no cabelo em suas apresentações. Os dois subiram ao palco com meia hora de atraso. Não houve anúncio. Simplesmente chegaram, pegaram o microfone e começaram a falar. Sílvia estava sem a famosa pomba, motivo para alguns gritarem perguntando onde ela estava. Ela, totalmente desinibida, falou alguma coisa de duplo sentido, apontando para o seu quadril, mas logo disse que a pomba estava na camisa do China (na verdade, era o desenho do pica pau, símbolo da marca Reserva). De início, Sílvia Machete foi dizendo que ela não conhecia o China e que foram apresentados, via e-mail, quando convidados para o projeto. Ficaram trocando e-mails, conhecendo o repertório um do outro, só se conhecendo dois dias antes do show, ou seja, na última quarta-feira. China, por sua vez, disse que não tocava nada de guitarra, mas o formato daquele encontro exigia que ele dedilhasse alguma coisa. Todos riam muito. A diversão já estava garantida. Eles se revezavam na interpretação das canções. Em músicas de China, Sílvia ficava fazendo vocalizes. Em uma das músicas dele, ela fez uma dança interpretativa, que ficou muito divertido. Uma performance de Machete, ao final de uma de suas músicas, ela coloca uma peruca dourada, enquanto China segura um ventilador ligado voltado para a peruca. A performance foi um misto de guitarrista de banda de heavy metal balançando a vasta cabeleira com os números de Beyoncé, que nunca dispensa os potentes ventiladores no palco O jardim do CCBB estava muito cheio. Muito jovem, muita maconha, muito casal homossexual, muita agitação, muitas fotos. De vez em quando um gritava para os cantores pararem de falar e fazer o show. Claramente não era um show. Era um improviso, sem nada de ensaio prévio. Sílvia segurou bem a onda, afinal, viveu muito tempo fora do Brasil fazendo apresentações nas ruas para ganhar seu dinheiro, sabendo lidar com todo tipo de reação. Ela anunciou e mostrou seu mais novo cd, dizendo que estaria vendendo e dando autógrafos após o show. Quando Sílvia cantava, China acendia um cigarro. Como fumava o cara! Já para mais de meia hora de show, uma performance maluca de Machete, quando ela canta uma de suas músicas tocando um violoncelo. Em certo momento, o violoncelo deixa de ser um instrumento musical e passa a ser um instrumento sexual. Ela simula uma trepada com ele. "Muito doido", dizia a mulher que não parava de fumar maconha ao meu lado. Outro momento delirante foi a chegada de Vanderlei, o garçom do Bistrô Bom Demais que sempre se fantasia para participar dos shows que rolam no CCBB. Quando ele se aproximou do palco, Sílvia Machete disse que ele só poderia estar fazendo aniversário, pois somente um aniversariante teria coragem de ficar com aquela roupa no meio da multidão. Ele foi chamado a subir no palco, Sílvia puxou um "Parabéns Pra Você" e ainda deu a ele um cd de presente. Ele ficou no palco, enquanto ela cantava sua música mais conhecida, Toda Bêbada Canta. Acho que ele atrapalhou a interpretação de Machete (era visível na cara dela, pois ele roubava a cena justamente na sua música mais conhecida pelo público), fazendo caras e bocas, com a galera rindo muito. Chegou a vez de China cantar uma música do repertório de Roberto Carlos, como já era esperado. Escolheu A Distância. Sílvia Machete não sabia a letra e sua cola se perdeu. Ela confessou que não sabia nenhuma música de cor de cantores e autores conhecidos, mas que tinha certeza de que a maioria dos presentes sabia aquela música, o que logo se confirmou. No meio da música, o roadie apareceu com a letra e ela pode cantar, com um largo sorriso no rosto. A falação continuou. Alguém continuava a gritar, reclamando. De repente, uma garrafa de plástico cheia de água foi arremessada em direção ao cantor China, mas não chegou a bater nele. Não vi onde acertou, mas sobrou água para todos que estavam em frente ao palco, inclusive para mim. Sílvia não perdeu o rebolado. Disse pro cara que para ele ter cuidado porque eram mil contra um e que a grande vontade dele era ser ela, como não conseguia, extravasava sua frustração daquela maneira. China ficou arredio, com medo. Ela anunciou o final do show, quando os dois ficaram juntinhos para cantar um sucesso de Raul Seixas (Machete, mais uma vez, se socorreu de um papel com a letra escrita). Apenas uma hora de duração. Voltaram para um breve bis, quando China ficou na bateria e Sílvia Machete fez seu famoso número com o bambolê no corpo. Rodopiando o arco sem deixar cair, ela tirou de dentro de sua calcinha um papel de seda, um pacote de onde pegou um pouco de fumo para enrolar um cigarro, guardou o pacote de volta na calcinha, enrolou o cigarro, imitando um baseado, pegou um isqueiro, acendou o trabuco, deu uma tragada, pegou uma taça que o roadie lhe entregara, colocou um pouco do líquido na boca e começou a soltar bolhas de sabão. Isto tudo com o bambolê rodopiando em seu corpo. Nada mais circense, nada mais alto astral. Diversão garantida, mas de show musical, quase nada. A Sílvia Machete eu já conhecia, tenho seus dois discos, já vi um show dela com banda e bem produzido, do qual gostei. Já China foi a primeira vez que o vi em um palco. Achei sem graça, com uma voz sem alcance e sem carisma, mas tem um público jovem cativo. Dizem que na Banda Del Rey a coisa é diferente e a performance é ótima. Vou ter que esperar uma oportunidade para conferir. De qualquer forma, fiquei satisfeito com minha noite de sexta-feira. Foi como eu queria, com diversão e sem precisar pensar em nada. De lá, voltei direto para casa, onde ainda brinquei um pouco com Getúlio antes de dormir.
China
Sílvia Machete e Vanderlei, o garçom performático do Bistrô Bom Demais
Sílvia finalizava o show da noite com seu famoso número com o bambolê
sexta-feira, 27 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
GETÚLIO CHEGOU!
Primeiro de Maio de 2011. Dia Internacional do Trabalho. Domingo. Sol brilhando em Brasília em dia típico de outono no Planalto Central. Almoço na casa dos donos de Tina e Sheik, os pais de Getúlio, Fira e Billy. O pai é Sheik, da raça maltês, e a mãe, Tina, da raça shih-tzu (ou shitzu). Dia de buscar Getúlio, que completou neste domingo 48 dias, pois nasceu em 14 de março de 2011. Já liberado pelo veterinário para morar em seu novo lar, pois já tomou a primeira dose da vacina e já está comendo ração, já que com dentes fica difícil para a mãe deixá-lo mamar. Dia também de Billy, seu irmão, se mudar para a casa de outros amigos. Getúlio chegou em sua nova casa, andou pelos cômodos, cheirou tudo, fez um reconhecimento de área, latiu para seu reflexo na lata de lixo em inox, bebeu água, comeu ração, deitou em sua nova cama. Enfim, se ambientou. Ainda não chorou sentindo a falta dos irmãos e de sua mãe. Levamos uma manta para ficar na casa de meus amigos para que os filhotes ficassem nela por algum tempo. Desta forma, com a manta em sua nova cama, Getúlio sente o cheiro dos irmãos e fica quietinho querendo dormir. Coloquei um tapete higiênico no chão e já o fiz passar por ele. O tapete tem um cheiro que, segundo informações do fabricante, leva o cachorro a fazer suas necessidades nele. Mas Getúlio é novinho e sei que vai fazer xixi e coco pela casa. Aliás, ele já estreou na sala. Ric providenciou a limpeza. Seguindo a orientação que veio com os tapetes, Getúlio foi levado até onde o tapete está colocado e Ric explicou que ali que deve ser feito o xixi e o coco. Espero que aprenda logo. A seguir, fotos da despedida com os irmãos e ele aqui em casa:
Fira, Billy e Getúlio
Getúlio em sua nova cama
Getúlio se ambientando em seu novo lar
Getúlio se ambientando em seu novo lar
domingo, 24 de abril de 2011
FIM DE VIAGEM
Fizemos o check out no Sofitel Bogotá Victoria Regia às 20:45 horas. Paguei parte da conta com nove vouchers de U$ 60 cada um que acumulei no programa de fidelidade Accor, o A-Club. Às 21 horas, o Sr. Xavier, o motorista contratado para nos levar ao aeroporto, estacionou o carro na porta do hotel. O valor da corrida - 38.000 COP - foi lançado em minha conta no hotel. O trânsito fluiu bem por causa do feriado prolongado, mas o aeroporto é longe. Demoramos meia hora para chegar, sem pegar engarrafamento em um trajeto cheio de obras públicas. Fiquei imaginando como seria em dias úteis na hora do rush. Descemos no Terminal 1 do Aeroporto Internacional El Dorado, destinado aos voos internacionais. Os balcões de check in da TAM se localizam nos identificados com os números de 7 a 12. Fomos direto para tais balcões. Há um verificação prévia antes de entrarmos na fila para realizar o check in e despachar as bagagens. Um funcionário da TAM nos informou que era necessário passar no guichê 19, em frente aos balcões de check in do terminal para pegarmos um voucher de isenção da taxa aeroportuária, pois éramos turistas e tínhamos ficado apenas oito dias na Colômbia. Só de posse destes vouchers poderíamos realizar nosso check in. No tal guichê, o atendimento foi rápido. Bastou apresentar o passaporte. Os funcionários da aeronáutica civil bateram um carimbo no nosso documento e entregaram um voucher nos isentando da taxa aeroportuária. Por curiosidade procurei saber o valor. Fica em torno de U$ 10. Bem ao lado, no guichê 17, é o local para solicitar a devolução do imposto IVA. Aproveitei que lá estava e não havia fila para solicitar a devolução do IVA do tênis que comprei em Bogotá. Um educado funcionário da aduana me deu todas as informações, entregou-me um formulário, explicou como preenchê-lo, mas só poderia atender-me quando eu tivesse em mãos meu cartão de embarque. Eram 21:30 horas e o guichê fechava às 22 horas. No entanto, ele também informou onde ir caso não conseguisse voltar antes da hora de ele encerrar seu expediente. Um detalhe importante é que só se devolve o IVA para determinados itens e se eles foram pagos com cartão de crédito. Pagamento em dinheiro não vale para a tal devolução. Voltamos para o check in da TAM. Lá, o mesmo funcionário que nos atendeu antes, voltou a nos atender. Fez algumas perguntas, colocou um adesivo no passaporte, etiquetou as bagagens com um selo de segurança, perguntou como se falava a letra "X" em português, indagou se tínhamos frascos com líquido acima de 100 ml nas mochilas e bolsas de mão, e nos liberou para fazer, enfim, o check in. O atendimento foi rápido. Enquanto aguardava os cartões de embarque, aproveitei para preencher o formulário de solicitação para devolução do IVA. Com os cartões de embarque nas mãos, voltamos ao guichê 17. Eram 21:50 horas. As janelas já estavam semicerradas. Havia três pessoas na minha frente. O funcionário da aduana disse que atenderia até a minha posição, informando aos que estavam atrás de mim onde poderiam entregar o formulário ou requerer informações. Quando chegou minha vez, ele fechou a janela e pediu para eu ficar ao lado. Verificou se estava tudo correto no formulário, tirou cópias do passaporte, do cartão de embarque e ficou com o original da fatura e do comprovante do cartão de crédito. Pedi uma cópia destes originais para meu controle pessoal. Ele me atendeu, entregando também uma cópia de meu requerimento, dizendo que em 90 dias, se tudo estivesse correto, o valor do IVA seria creditado na fatura do cartão de crédito que informei no formulário. Era hora de ir para a sala de embarque. Passamos pelos controle de raio X e pela imigração. Só então lembrei que tinha ainda cerca de 200.000 COP. Não havia casa de câmbio na área de embarque. A maioria das lojas estavam fechadas. Uma loja da MAC estava aberta, quando fui verificar se o que minha amiga havia me pedido estava à venda. Não estava. Dirigimo-nos para a sala de embarque número 2, de onde partiria o voo JJ 8041 da TAM para Guarulhos. No caminho, uma loja da Juan Valdez Café estava aberta. Aproveitamos para comprar alguns tipos do forte café colombiano, um pote para guardar pó de café, biscoitos e doces feitos com café e um conjunto de quatro xícaras decoradas com o símbolo da marca. Ainda sobraram pesos colombianos. Estávamos com sede e Ric com fome. Não havia nenhuma lanchonete aberta. Passamos pelo portão 2 até achar um local que vendia refrigerante e salgado. Ainda sobraram pesos colombianos. Em uma loja de perfumes, gastei a maior parte do que sobrara em um produto da Biotherme Homme, revitalizador da pele facial. Fiquei, enfim, com 14.000 COP. Entramos na sala 2 e esperamos meia hora para embarcar. O voo saiu no horário, ou seja, 23:59 horas. Não estava totalmente cheio. Eu e Ric ficamos em uma fila onde ninguém sentou na poltrona do meio, facilitando a tentativa de dormir ao longo das cinco horas e meia de duração da viagem, que transcorreu bem tranquila. O jantar foi servido depois de uma hora da madrugada. Meu sono foi intermitente. Pousamos em Guarulhos às 07:25 horas. O desembarque foi bem rápido e não havia fila na imigração. Esperamos pouco tempo na esteira, pois nossas malas logo chegaram. Nossa conexão para Brasília seria apenas às 12:30 horas. Assim, tivemos bom tempo para passar na loja da Dufry, onde achei a encomenda de minha amiga. Acabei comprando algumas coisas que queria há algum tempo, como um carteira Montblanc, uma base pequena para iPod e iPhone bivolt própria para levar em viagens, garrafas de champagne Moet Chandon, um aparelho de medir pressão, chocolates, um brinquedo para Getúlio, nosso cachorro, e produtos Biotherme Homme para a pele do rosto e para o contorno dos olhos. Ric comprou chocolates, bonés para os sobrinhos e um perfume lançamento da Channel. Passamos pela alfândega, onde entregamos nossa declaração de bagagem e nos dirigimos ao setor de despacho de bagagens da TAM de voos de continuação doméstica para voos internacionais, localizado à esquerda do desembarque internacional. Não havia ninguém, apenas um funcionário orientando para os clientes despacharem as bagagens no andar superior, pois as esteiras estavam quebradas no térreo. Subimos de elevador. Embora as filas fossem grandes no despacho da TAM, utilizamos a prerrogativa do cartão de crédito Itaú TAM Platinum para despachar nossa bagagem em local específico. Entramos logo na sala de embarque, onde fizemos um pequeno lanche. O tempo de espera é grande. Tempo para atualizar planilhas de gastos na viagem, agenda, e-mails, Facebook e este blog. Tempo para desejar FELIZ PÁSCOA a todos os leitores!
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
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