Fizemos o check out no Sofitel Bogotá Victoria Regia às 20:45 horas. Paguei parte da conta com nove vouchers de U$ 60 cada um que acumulei no programa de fidelidade Accor, o A-Club. Às 21 horas, o Sr. Xavier, o motorista contratado para nos levar ao aeroporto, estacionou o carro na porta do hotel. O valor da corrida - 38.000 COP - foi lançado em minha conta no hotel. O trânsito fluiu bem por causa do feriado prolongado, mas o aeroporto é longe. Demoramos meia hora para chegar, sem pegar engarrafamento em um trajeto cheio de obras públicas. Fiquei imaginando como seria em dias úteis na hora do rush. Descemos no Terminal 1 do Aeroporto Internacional El Dorado, destinado aos voos internacionais. Os balcões de check in da TAM se localizam nos identificados com os números de 7 a 12. Fomos direto para tais balcões. Há um verificação prévia antes de entrarmos na fila para realizar o check in e despachar as bagagens. Um funcionário da TAM nos informou que era necessário passar no guichê 19, em frente aos balcões de check in do terminal para pegarmos um voucher de isenção da taxa aeroportuária, pois éramos turistas e tínhamos ficado apenas oito dias na Colômbia. Só de posse destes vouchers poderíamos realizar nosso check in. No tal guichê, o atendimento foi rápido. Bastou apresentar o passaporte. Os funcionários da aeronáutica civil bateram um carimbo no nosso documento e entregaram um voucher nos isentando da taxa aeroportuária. Por curiosidade procurei saber o valor. Fica em torno de U$ 10. Bem ao lado, no guichê 17, é o local para solicitar a devolução do imposto IVA. Aproveitei que lá estava e não havia fila para solicitar a devolução do IVA do tênis que comprei em Bogotá. Um educado funcionário da aduana me deu todas as informações, entregou-me um formulário, explicou como preenchê-lo, mas só poderia atender-me quando eu tivesse em mãos meu cartão de embarque. Eram 21:30 horas e o guichê fechava às 22 horas. No entanto, ele também informou onde ir caso não conseguisse voltar antes da hora de ele encerrar seu expediente. Um detalhe importante é que só se devolve o IVA para determinados itens e se eles foram pagos com cartão de crédito. Pagamento em dinheiro não vale para a tal devolução. Voltamos para o check in da TAM. Lá, o mesmo funcionário que nos atendeu antes, voltou a nos atender. Fez algumas perguntas, colocou um adesivo no passaporte, etiquetou as bagagens com um selo de segurança, perguntou como se falava a letra "X" em português, indagou se tínhamos frascos com líquido acima de 100 ml nas mochilas e bolsas de mão, e nos liberou para fazer, enfim, o check in. O atendimento foi rápido. Enquanto aguardava os cartões de embarque, aproveitei para preencher o formulário de solicitação para devolução do IVA. Com os cartões de embarque nas mãos, voltamos ao guichê 17. Eram 21:50 horas. As janelas já estavam semicerradas. Havia três pessoas na minha frente. O funcionário da aduana disse que atenderia até a minha posição, informando aos que estavam atrás de mim onde poderiam entregar o formulário ou requerer informações. Quando chegou minha vez, ele fechou a janela e pediu para eu ficar ao lado. Verificou se estava tudo correto no formulário, tirou cópias do passaporte, do cartão de embarque e ficou com o original da fatura e do comprovante do cartão de crédito. Pedi uma cópia destes originais para meu controle pessoal. Ele me atendeu, entregando também uma cópia de meu requerimento, dizendo que em 90 dias, se tudo estivesse correto, o valor do IVA seria creditado na fatura do cartão de crédito que informei no formulário. Era hora de ir para a sala de embarque. Passamos pelos controle de raio X e pela imigração. Só então lembrei que tinha ainda cerca de 200.000 COP. Não havia casa de câmbio na área de embarque. A maioria das lojas estavam fechadas. Uma loja da MAC estava aberta, quando fui verificar se o que minha amiga havia me pedido estava à venda. Não estava. Dirigimo-nos para a sala de embarque número 2, de onde partiria o voo JJ 8041 da TAM para Guarulhos. No caminho, uma loja da Juan Valdez Café estava aberta. Aproveitamos para comprar alguns tipos do forte café colombiano, um pote para guardar pó de café, biscoitos e doces feitos com café e um conjunto de quatro xícaras decoradas com o símbolo da marca. Ainda sobraram pesos colombianos. Estávamos com sede e Ric com fome. Não havia nenhuma lanchonete aberta. Passamos pelo portão 2 até achar um local que vendia refrigerante e salgado. Ainda sobraram pesos colombianos. Em uma loja de perfumes, gastei a maior parte do que sobrara em um produto da Biotherme Homme, revitalizador da pele facial. Fiquei, enfim, com 14.000 COP. Entramos na sala 2 e esperamos meia hora para embarcar. O voo saiu no horário, ou seja, 23:59 horas. Não estava totalmente cheio. Eu e Ric ficamos em uma fila onde ninguém sentou na poltrona do meio, facilitando a tentativa de dormir ao longo das cinco horas e meia de duração da viagem, que transcorreu bem tranquila. O jantar foi servido depois de uma hora da madrugada. Meu sono foi intermitente. Pousamos em Guarulhos às 07:25 horas. O desembarque foi bem rápido e não havia fila na imigração. Esperamos pouco tempo na esteira, pois nossas malas logo chegaram. Nossa conexão para Brasília seria apenas às 12:30 horas. Assim, tivemos bom tempo para passar na loja da Dufry, onde achei a encomenda de minha amiga. Acabei comprando algumas coisas que queria há algum tempo, como um carteira Montblanc, uma base pequena para iPod e iPhone bivolt própria para levar em viagens, garrafas de champagne Moet Chandon, um aparelho de medir pressão, chocolates, um brinquedo para Getúlio, nosso cachorro, e produtos Biotherme Homme para a pele do rosto e para o contorno dos olhos. Ric comprou chocolates, bonés para os sobrinhos e um perfume lançamento da Channel. Passamos pela alfândega, onde entregamos nossa declaração de bagagem e nos dirigimos ao setor de despacho de bagagens da TAM de voos de continuação doméstica para voos internacionais, localizado à esquerda do desembarque internacional. Não havia ninguém, apenas um funcionário orientando para os clientes despacharem as bagagens no andar superior, pois as esteiras estavam quebradas no térreo. Subimos de elevador. Embora as filas fossem grandes no despacho da TAM, utilizamos a prerrogativa do cartão de crédito Itaú TAM Platinum para despachar nossa bagagem em local específico. Entramos logo na sala de embarque, onde fizemos um pequeno lanche. O tempo de espera é grande. Tempo para atualizar planilhas de gastos na viagem, agenda, e-mails, Facebook e este blog. Tempo para desejar FELIZ PÁSCOA a todos os leitores!
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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domingo, 24 de abril de 2011
FIM DE VIAGEM
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sábado, 23 de abril de 2011
MUSEO NACIONAL
Manhã de sábado em Bogotá. Dia frio, nublado. Acordamos mais tarde. Tomamos o café da manhã no próprio Sofitel Bogotá Victoria Regia. Claro que comi frutas do país, como pitaya, granadilla e higos, além de tomar suco de amora, delicioso. Não tínhamos pressa, pois o único programa para este sábado era conhecer o Museo Nacional (Carrera 7, entre Calles 28 e 29, Centro Internacional). Só deixamos o hotel ao meio-dia. Aproveitei para reservar um transporte para nos conduzir ao aeroporto logo mais à noite. Transporte confirmado para 21:15 horas no valor de 38.000 COP a ser incluído em minha conta do hotel. Pedi um táxi especial, destes que cobram mais caro, mas que ficam nos esperando o tempo que for necessário. Há o preço da corrida e mais o valor de cada hora de espera. Sempre há destes táxis em hoteis mais requintados. O mensageiro do hotel chamou um carro que, por sinal, será o mesmo que nos levará ao aeroporto à noite. Pela corrida do hotel até o museu paguei 24.000 COP. Foi longo o trajeto, possibilitando-nos conhecer melhor a cidade. O motorista nos deixou na porta lateral do museu, onde há uma unidade do Juan Valdez Café. Por cada hora ou fração de espera, seriam 6.000 COP, além do valor da corrida de volta. Eram 12:30 horas. Disse ao motorista que gastaria, pelo menos, uma hora e meia no museu. Ele disse para não se preocupar, pois estava por nossa conta. Entramos pela lateral, passando pelo café, pela loja do museu, pela chapelaria até chegar ao saguão principal, onde funciona a bilheteria. Neste final de semana a entrada era gratuita. Foi necessário apenas pegar os bilhetes. Fotos são permitidas, desde que sem flash. O museu é o mais antigo da Colômbia. Funciona em um belíssimo prédio onde outrora foi uma prisão. Quando chegamos, estavam convidando, a quem interessasse, para assistir a um concerto de música religiosa no pequeno teatro localizado no saguão de entrada. Preferimos ver a exposição permanente. São três pisos. O acervo permanente relata a história do país desde o tempo das civilizações indígenas que viviam no território colombiano, passa pela chegada dos espanhóis que conquistaram tais territórios, a evangelização dos indígenas, as guerras pela independência e seus heróis, a constituição de um país livre e democrático, os problemas internos de guerrilhas, como as FARC, o desenvolvimento, a cultura, destacando literatura, televisão, cinema, artes plásticas e artes visuais. Tudo isto é muito bem ilustrado com objetos de época, quadros, pinturas, fotografias, esculturas, troféus, medalhas, moedas, armas, enfim, uma infinidade de coisas que nos mostra a história do país. Em local de destaque fica a primeira peça do museu, uma espécie de meteorito chamado aerolito encontrado na região de Bocayá em 1810. Gostei de ver múmias de índios muíscas, o troféu ganho por Luz Marina Zuluaga, eleita Miss Universo em 1959, geladeira, máquina de lavar e fogão da marca GE da década de 1960, o uniforme usado por um atleta que integrou a primeira delegação esportiva colombiana nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, uma pequena sala de cinema onde passava filme antigo colombiano, caixas com punhado de terra de cada campo de batalha pela independência do país, e as várias pinturas de Fernando Botero existentes no terceiro piso. Cada vez gosto mais deste pintor colombiano. E neste museu pude ver pinturas onde as famosas formas redondas ainda não faziam parte de sua rotina. Calculei corretamente o tempo, pois conseguimos ver todo o museu, com exceção das seções que estavam fechadas ao público, em pouco menos do que uma hora e meia. Deu tempo de comprar algumas lembranças na loja local e tomar um café no Juan Valdez Café. Na saída, um segurança revistava bolsas e mochilas, mas de forma muito polida. O motorista já nos aguardava. Ele perguntou se era para voltar para o hotel, mas queríamos ir ao Centro Comercial Andino, um dos três shoppings que ficam bem próximos ao nosso hotel. Pela corrida e pelas horas paradas, pagamos 36.000 COP. Demos uma volta no shopping, mas não havia nenhum restaurante lá dentro, apenas uma enorme praça de alimentação. Sabendo que nos arredores há uma profusão de bares e restaurantes, saímos para escolher um deles. Queria algo mais leve, pois não gosto de comer nada muito pesado em dias de longas viagens aéreas. Havia vários locais para escolhermos: comida mexicana, colombiana, argentina, tailandesa, chinesa, japonesa, fast food. Ficamos com a comida italiana. Uma massa é bem difícil de ser uma escolha errada.
Múmia de índio muísca - Museo Nacional - Bogotá
Aerolito encontrado em 1810 - primeira peça do Museo Nacional - Bogotá
Retrato de Luz Marina Zuluaga, eleita Miss Universo em 1959 - Museo Nacional - Bogotá
"La Italiana" - óleo sobre tela, 1954 - de Fernando Botero - Museo Nacional - Bogotá
Museo Nacional, prédio onde funcionou uma penitenciária - Bogotá
DE VOLTA PARA BOGOTÁ - HARD ROCK CAFÉ
Sexta-feira, feriado, eu e Ric deixamos o Sofitel Cartagena Santa Clara. Fizemos check out às 11 horas. Um carro já nos aguardava para nos levar ao Aeroporto Internacional Rafael Nuñes (40.000 COP o trajeto, valor lançado na conta do hotel). Em menos de quinze minutos já estávamos na fila do check in da Avianca. Voo AV 9759 com destino à Bogotá marcado para 12:15 horas. Aeroporto vazio, afinal, estávamos no meio de um feriado prolongado. A sala de espera tem bancos de madeira, bem diferentes do que estamos acostumados a ver. A Avianca chama para uma espécie de pré-embarque, onde todos tem que apresentar os respectivos cartões de embarque. Ao meio dia embarcamos. Não há pontes de embarque, mas há um corredor com muita madeira e plantas que nos leva até a pista, próximo à escada para entrar no avião. Dois funcionários da Avianca controlam o acesso dos passageiros, indicando se devem entrar pela porta dianteira ou pela porta traseira. Assim, rapidamente o embarque se completou. O avião, para minha surpresa, estava bem cheio. Muitos brasileiros que fariam uma escala em Bogotá e seguiriam viagem para San Andrés. O voo saiu no horário, chegando uma hora depois no Terminal 2 do Aeroporto El Dorado em Bogotá. Este terminal é destinado aos voos nacionais. Aguardamos as malas na esteira. Ao sair, fui chamado pelo meu nome. Era o mesmo motorista que nos pegou quando chegamos no dia 16 de abril em Bogotá. O clima estava agradável, com um tímido sol querendo aparecer. Trânsito muito tranquilo, pois era feriado. Chegamos em meia hora ao hotel. O valor do transporte (91.000 COP) será lançado em minha conta. No check in do Sofitel Bogotá Victoria Regia (Carrera 13, # 85-80) tudo já estava pronto. Foi necessário apenas apresentar um cartão de crédito para garantia e assinar a ficha que estava preenchida com meus dados. Por ter o cartão A-Club Platinum da Rede Accor, recebi um up grade de apartamento. Ficamos no sexto andar. O mensageiro que levou nossas malas disse que chovera bastante na parte da manhã, esfriando muito e que a previsão era de mais chuva para o final da tarde. Confirmei com o concièrge a reserva que havia solicitado na filial do restaurante peruano Astrid & Gastón para às 21 horas. Apenas deixamos as coisas no quarto, vestimos uma blusa de frio e descemos, pois estávamos com fome. Queria almoçar no Hard Rock Café. Pedi para o concièrge confirmar se estava aberto. Com a resposta positiva, eu e Ric fomos a pé para o restaurante, pois ficava a poucas quadras de distância do hotel. No caminho, notamos que o movimento era fraco nos restaurantes. A maioria deles estava fechado. Chegamos ao Atlantis Shopping, onde fica a unidade do Hard Rock Café Bogotá (Calle 81 # 13-05). O restaurante estava vazio, com poucas mesas ocupadas. Uma hostess nos conduziu a uma mesa. Logo chegou a garçonete que nos atenderia, falando muito rápido. Pedi que falasse mais devagar, pois não havia entendido nada. Ela sorriu e falou lentamente. Pedimos Nachos Hard Rock como entrada. Também fizemos os pedidos dos pratos principais, pois a experiência na Colômbia indicava que há uma demora na chegada dos pedidos à mesa. Mesmo sendo Sexta-Feira da Paixão e sendo de tradição católica, resolvi comer carne. Pedi um medalhão de filé mignon, acompanhado de purê de batatas e vagem. Os nachos demoraram. É um prato grande. Os salgados que ficam por baixo não recebem o molho. Assim, quem gosta deles puros pode puxar os da parte de baixo do prato. Os de cima estavam repletos de feijões pretos mexicanos, queijo derretido, jalapeños fatiados, sour cream e milho. Ainda comíamos a entrada quando nossos pratos chegaram. O aspecto do purê de batatas era feio e o sabor não existia. A vagem estava praticamente crua e sem tempero. Deixei os dois acompanhamentos no prato. Fiquei comendo nachos e o medalhão, separando o bacon. A carne não estava ruim, mas não tinha nada de interessante. Comi para matar a fome. Finalizei com um forte café expresso. Pela conta, pagamos 136.300 COP. Antes de sair, passei na loja do restaurante, como sempre faço, para comprar um pin com a logomarca do local. Sempre tais pins são caros. Este me custou 35.000 COP. Resolvemos dar uma volta para ver a memorabilia do Hard Rock Café Bogotá. Havia um vestido usado por Madonna em uma de suas turnês, um casaco de um dos integrantes da banda Marylin Manson, guitarras da banda Motley Crue, e várias fotos ligados ao mundo do rock, além de instrumentos musicais de bandas que não conheço. Na entrada, o destaque da memorabilia local. Em ambos os lados, objetos e fotos da colombiana Shakira, entre eles uma calça e uma guitarra. Ao sair, fomos dar uma volta no shopping. Pequeno, me lembrou mais uma galeria. A maioria das lojas estava fechada devido ao feriado. Para não dizer que estivemos na Colômbia e não demos uma passada no Juan Valdez Café, uma espécie de Starbucks local, sentamos na unidade que fica no térreo do shopping, bem próximo à entrada do Hard Rock Café Bogotá. Tomei uma água e Ric bebeu um expresso curto, fortíssimo. Sem muito coisa para fazer e, devido ao adiantado da hora, seria impossível visitar museus, decidimos voltar para o hotel. Chovia. De guarda-chuvas e capa, apressamos o passo até o hotel. Ao entrarmos no quarto, uma surpresa. Em um bonito arranjo, cinco macarrons, um cartão de boas vindas da gerente de relação com o hóspede e um cartão com direito a uma bebida no bar do hotel nos aguardava. Os macarrons estavam ótimos. Fiquei navegando na internet até perto de sairmos para o jantar, por volta de 20:40 horas.
Nachos Hard Rock - Hard Rock Café Bogotá
Medalhão de Filé Mignon - Hard Rock Café Bogotá
Guitarra de Shakira - Memorabilia - Hard Rock Café Bogotá
Calça usada por Shakira em um de seus shows - Memorabilia - Hard Rock Café Bogotá
Gastronomia Bogotá (Colômbia)
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