Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Bogotá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bogotá. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

SAI PARA JANTAR, NÃO COMI, MAS CONHECI "DEUS".

Sigo todas as listas de gastronomia que saem pelo mundo. Estava esperando a lista 2017 dos 50 Melhores Restaurantes da América Latina, promovida pela revista inglesa The Restaurant, pois viajaria de férias para a Colômbia em final de outubro e queria conhecer algum restaurante que integrasse tal listagem. Assim que divulgaram a lista, dia 24 de outubro, vi que três restaurantes de Bogotá estavam entre os 50 melhores da América Latina: Harry Sasson, Restaurante Leo, e Villanos en Bermudas. Obviamente que busquei como fazer reservas, descobrindo que, para os três, as reservas poderiam ser feitas pelo site Restorando. Para o Harry Sasson, o colombiano melhor posicionado na lista, não havia disponibilidade para as datas que eu estaria em Bogotá. Assim, consegui reserva para os outros dois, sendo o Restaurante Leo, outrora conhecido como Leo Cocina Y Cava, para o jantar do dia 30 de outubro de 2017, e o Villanos en Bermudas, para também jantar, em 11 de novembro de 2017. Para comemorar meu aniversário de 54 anos, dia 31 de outubro de 2017, juntamente com um amigo que nasceu no mesmo dia, mês e ano que eu, optamos pelo Criterión, dos aclamados irmãos Hausch, que figurou nesta listagem nos anos de 2013 a 2016.
Aqui relato minha péssima experiência no Restaurante Villanos en Bermudas.
Como já escrito acima, fiz reserva pelo site Restorando em 26 de outubro de 2017, solicitando uma mesa para quatro pessoas para jantar em 11 de novembro de 2017, um sábado, às 20:30 horas, horário de Bogotá, Colômbia. Ou seja, reserva com antecedência de 17 dias! Tal reserva foi confirmada no ato, por mensagem no site, bem como por e-mail, de mesma data, enviado por Restorando. O restaurante Villanos en Bermudas, em 10 de novembro de 2017, um dia antes de minha reserva, enviou-me e-mail, sem assinatura identificada, solicitando a confirmação desta reserva, o que, de pronto, respondi afirmativamente. No sábado, dia 11 de novembro de 2017, chegamos de táxi, os quatro juntos, ao restaurante às 20:30 horas, horário exato de nossa reserva. O restaurante fica em uma casa com duas portas que dão acesso a dois restaurantes distintos. A entrada para o Villanos en Bermudas fica à esquerda. Batemos campainha, fomos recebidos por um atendente que nos levou até o segundo piso, nos acomodando ao final do corredor, na saída do bar, cujo balcão estava totalmente ocupado com pessoas esperando suas mesas ficarem prontas. Ficamos em um local onde havia duas poltronas, uma mesa de centro e dois bancos sem encosto, bem desconfortáveis. O atendente deixou as cartas de coquetéis e vinhos conosco e saiu. Um outro atendente se aproximou, dizendo que nossa mesa estava sendo preparada. Passados quinze minutos que lá estávamos, sem ninguém se interessar se queríamos pedir algo para beber, resolvi perguntar ao segundo atendente sobre nossa mesa, recebendo a resposta que em mais dez minutos seríamos acomodados. Foi quando um dos barman veio até nós perguntando se bebíamos algo. Como preferimos beber vinho, perguntamos sobre harmonização com o menu degustação e ele disse que não havia, mas que o sommelier da casa poderia nos auxiliar. No entanto, o tal sommelier nunca apareceu enquanto lá estivemos. Decorridos quarenta e cinco minutos, com a sala já bem cheia de gente esperando para ser acomodada, resolvemos novamente perguntar sobre nossa mesa para o mesmo atendente. Ele, visivelmente irritado, nos respondeu rispidamente que tínhamos que esperar, dando a entender que se quiséssemos ir embora, seria um alívio para ele. Assim que perguntamos seu nome, ele respondeu que era "Deus". Atitude prepotente e sem educação. Ali perdemos a vontade de jantar neste restaurante. Já na porta para sair, encontramos um dos proprietários do local, o chef Sergio Meza, que se limitou a escutar nossa reclamação, pedindo uma tímida desculpa e afirmando que não podia controlar a reação de seus empregados. Um casal saiu furioso nesta mesma hora. Parece que a recente entrada na lista dos 50 melhores restaurantes da América Latina (n° 40 - Lista 2017) fez mal aos donos do Villanos en Bermudas. Não conseguem honrar as reservas, não conseguem tratar bem seus clientes. O dono não fez nenhuma questão de nos demover da ideia de deixar o local, mesmo com reserva confirmada por mais de uma vez, e tendo esperado por cinquenta minutos para ser acomodados, o que não aconteceu. Serviço de péssima qualidade. Ao jovem proprietário digo que ele não pode controlar a atitude de seus empregados, mas pode, e deve, orientar e capacitar todos eles a tratar com cortesia e educação os clientes que chegam ao restaurante. Saindo, atentei para uma mensagem escrita na parede à esquerda da porta de entrada, quando percebemos que os proprietários se acham superiores e acima de qualquer crítica. Villanos en Bermudas entrou em minha lista das piores experiências em um restaurante que já tive em minha vida. Depois desta, resolvi ler as avaliações sobre o restaurante e constatei que há uma grande quantidade de críticas negativas, tanto da comida, quanto da espera demorada para ser acomodado em mesas. Fica aqui meu questionamento sobre a lisura desta lista dos 50 melhores restaurantes da América Latina.

domingo, 24 de abril de 2011

FIM DE VIAGEM

Fizemos o check out no Sofitel Bogotá Victoria Regia às 20:45 horas. Paguei parte da conta com nove vouchers de U$ 60 cada um que acumulei no programa de fidelidade Accor, o A-Club. Às 21 horas, o Sr. Xavier, o motorista contratado para nos levar ao aeroporto, estacionou o carro na porta do hotel. O valor da corrida - 38.000 COP - foi lançado em minha conta no hotel. O trânsito fluiu bem por causa do feriado prolongado, mas o aeroporto é longe. Demoramos meia hora para chegar, sem pegar engarrafamento em um trajeto cheio de obras públicas. Fiquei imaginando como seria em dias úteis na hora do rush. Descemos no Terminal 1 do Aeroporto Internacional El Dorado, destinado aos voos internacionais. Os balcões de check in da TAM se localizam nos identificados com os números de 7 a 12. Fomos direto para tais balcões. Há um verificação prévia antes de entrarmos na fila para realizar o check in e despachar as bagagens. Um funcionário da TAM nos informou que era necessário passar no guichê 19, em frente aos balcões de check in do terminal para pegarmos um voucher de isenção da taxa aeroportuária, pois éramos turistas e tínhamos ficado apenas oito dias na Colômbia. Só de posse destes vouchers poderíamos realizar nosso check in. No tal guichê, o atendimento foi rápido. Bastou apresentar o passaporte. Os funcionários da aeronáutica civil bateram um carimbo no nosso documento e entregaram um voucher nos isentando da taxa aeroportuária. Por curiosidade procurei saber o valor. Fica em torno de U$ 10. Bem ao lado, no guichê 17, é o local para solicitar a devolução do imposto IVA. Aproveitei que lá estava e não havia fila para solicitar a devolução do IVA do tênis que comprei em Bogotá. Um educado funcionário da aduana me deu todas as informações, entregou-me um formulário, explicou como preenchê-lo, mas só poderia atender-me quando eu tivesse em mãos meu cartão de embarque. Eram 21:30 horas e o guichê fechava às 22 horas. No entanto, ele também informou onde ir caso não conseguisse voltar antes da hora de ele encerrar seu expediente. Um detalhe importante  é que só se devolve o IVA para determinados itens e se eles foram pagos com cartão de crédito. Pagamento em dinheiro não vale para a tal devolução. Voltamos para o check in da TAM. Lá, o mesmo funcionário que nos atendeu antes, voltou a nos atender. Fez algumas perguntas, colocou um adesivo no passaporte, etiquetou as bagagens com um selo de segurança, perguntou como se falava a letra "X" em português, indagou se tínhamos frascos com líquido acima de 100 ml nas mochilas e bolsas de mão, e nos liberou para fazer, enfim, o check in. O atendimento foi rápido. Enquanto aguardava os cartões de embarque, aproveitei para preencher o formulário de solicitação para devolução do IVA. Com os cartões de embarque nas mãos, voltamos ao guichê 17. Eram 21:50 horas. As janelas já estavam semicerradas. Havia três pessoas na minha frente. O funcionário da aduana disse que atenderia até a minha posição, informando aos que estavam atrás de mim onde poderiam entregar o formulário ou requerer informações. Quando chegou minha vez, ele fechou a janela e pediu para eu ficar ao lado. Verificou se estava tudo correto no formulário, tirou cópias do passaporte, do cartão de embarque e ficou com o original da fatura e do comprovante do cartão de crédito. Pedi uma cópia destes originais para meu controle pessoal. Ele me atendeu, entregando também uma cópia de meu requerimento, dizendo que em 90 dias, se tudo estivesse correto, o valor do IVA seria creditado na fatura do cartão de crédito que informei no formulário. Era hora de ir para a sala de embarque. Passamos pelos controle de raio X e pela imigração. Só então lembrei que tinha ainda cerca de 200.000 COP. Não havia casa de câmbio na área de embarque. A maioria das lojas estavam fechadas. Uma loja da MAC estava aberta, quando fui verificar se o que minha amiga havia me pedido estava à venda. Não estava. Dirigimo-nos para a sala de embarque número 2, de onde partiria o voo JJ 8041 da TAM para Guarulhos. No caminho, uma loja da Juan Valdez Café estava aberta. Aproveitamos para comprar alguns tipos do forte café colombiano, um pote para guardar pó de café, biscoitos e doces feitos com café e um conjunto de quatro xícaras decoradas com o símbolo da marca. Ainda sobraram pesos colombianos. Estávamos com sede e Ric com fome. Não havia nenhuma lanchonete aberta. Passamos pelo portão 2 até achar um local que vendia refrigerante e salgado. Ainda sobraram pesos colombianos. Em uma loja de perfumes, gastei a maior parte do que sobrara em um produto da Biotherme Homme, revitalizador da pele facial. Fiquei, enfim, com 14.000 COP. Entramos na sala 2 e esperamos meia hora para embarcar. O voo saiu no horário, ou seja, 23:59 horas. Não estava totalmente cheio. Eu e Ric ficamos em uma fila onde ninguém sentou na poltrona do meio, facilitando a tentativa de dormir ao longo das cinco horas e meia de duração da viagem, que transcorreu bem tranquila. O jantar foi servido depois de uma hora da madrugada. Meu sono foi intermitente. Pousamos em Guarulhos às 07:25 horas. O desembarque foi bem rápido e não havia fila na imigração. Esperamos pouco tempo na esteira, pois nossas malas logo chegaram. Nossa conexão para Brasília seria apenas às 12:30 horas. Assim, tivemos bom tempo para passar na loja da Dufry, onde achei a encomenda de minha amiga. Acabei comprando algumas coisas que queria há algum tempo, como um carteira Montblanc, uma base pequena para iPod e iPhone bivolt própria para levar em viagens, garrafas de champagne Moet Chandon, um aparelho de medir pressão, chocolates, um brinquedo para Getúlio, nosso cachorro, e produtos Biotherme Homme para a pele do rosto e para o contorno dos olhos. Ric comprou chocolates, bonés para os sobrinhos e um perfume lançamento da Channel. Passamos pela alfândega, onde entregamos nossa declaração de bagagem e nos dirigimos ao setor de despacho de bagagens da TAM de voos de continuação doméstica para voos internacionais, localizado à esquerda do desembarque internacional. Não havia ninguém, apenas um funcionário orientando para os clientes despacharem as bagagens no andar superior, pois as esteiras estavam quebradas no térreo. Subimos de elevador. Embora as filas fossem grandes no despacho da TAM, utilizamos a prerrogativa do cartão de crédito Itaú TAM Platinum para despachar nossa bagagem em local específico. Entramos logo na sala de embarque, onde fizemos um pequeno lanche. O tempo de espera é grande. Tempo para atualizar planilhas de gastos na viagem, agenda, e-mails, Facebook e este blog. Tempo para desejar FELIZ PÁSCOA a todos os leitores!

sábado, 23 de abril de 2011

BELLINI TRATTORIA

Nosso almoço de despedida desta viagem à Colômbia foi no restaurante Bellini Trattoria (Carrera 13 # 83-52, Norte). O local tem mesas na calçada, onde não havia ninguém por causa do frio e da chuva e em dois salões internos. Estava bem cheio, mas conseguimos sentar de primeira no salão à direita de quem entra. Pães do couvert foram imediatamente colocados em nossa mesa. Ric não quis entrada. Optei por uma salada caprese. Pela primeira vez vi que tal salada pode ser servida fria ou quente. Sem querer arriscar, preferi a que conheço, ou seja, a versão fria. Estava gostosa, mas a mussarela de búfala não era tão macia quanto a que comi em minha viagem à Nápoles no mês passado. Como prato principal, pedi um penne tricolore, sem carne, apenas vegetais. Veio al dente, como deve ser, com o sabor dos vegetais destacados. Comida simples e agradável. Nada de sobremesa, apenas um café expresso. No caso, veio um forte café colombiano, servido na melhor tradição italiana, quer dizer, corto. Ficamos pouco mais do que uma hora no restaurante. A conta ficou em 114.000 COP. Depois de pagá-la com os últimos pesos colombianos que tínhamos (sobrou alguns para um lanche no aeroporto e para pagar a taxa aeroportuária não cobrada na passagem aérea, conforme me comunicou por e-mail os amigos que viajavam conosco e regressaram na sexta-feira), voltamos para o hotel, caminhando por duas quadras. No quarto, organizei todas as fotos tiradas durante a viagem, salvando-as tanto no notebook quanto no HD externo que sempre carrego comigo. Também atualizei este blog e arrumei minha mala. Agora vou ler um pouco até a hora de fazer o check out no hotel, o que farei por volta de 21 horas.


Salada Caprese - Bellini Trattoria - Bogotá


Penne Tricolore - Bellini Trattoria - Bogotá


 Bellini Trattoria - Bogotá

Gastronomia Bogotá (Colômbia)

MUSEO NACIONAL

Manhã de sábado em Bogotá. Dia frio, nublado. Acordamos mais tarde. Tomamos o café da manhã no próprio Sofitel Bogotá Victoria Regia. Claro que comi frutas do país, como pitaya, granadilla e higos, além de tomar suco de amora, delicioso. Não tínhamos pressa, pois o único programa para este sábado era conhecer o Museo Nacional (Carrera 7, entre Calles 28 e 29, Centro Internacional). Só deixamos o hotel ao meio-dia. Aproveitei para reservar um transporte para nos conduzir ao aeroporto logo mais à noite. Transporte confirmado para 21:15 horas no valor de 38.000 COP a ser incluído em minha conta do hotel. Pedi um táxi especial, destes que cobram mais caro, mas que ficam nos esperando o tempo que for necessário. Há o preço da corrida e mais o valor de cada hora de espera. Sempre há destes táxis em hoteis mais requintados. O mensageiro do hotel chamou um carro que, por sinal, será o mesmo que nos levará ao aeroporto à noite. Pela corrida do hotel até o museu paguei 24.000 COP. Foi longo o trajeto, possibilitando-nos conhecer melhor a cidade. O motorista nos deixou na porta lateral do museu, onde há uma unidade do Juan Valdez Café. Por cada hora ou fração de espera, seriam 6.000 COP, além do valor da corrida de volta. Eram 12:30 horas. Disse ao motorista que gastaria, pelo menos, uma hora e meia no museu. Ele disse para não se preocupar, pois estava por nossa conta. Entramos pela lateral, passando pelo café, pela loja do museu, pela chapelaria até chegar ao saguão principal, onde funciona a bilheteria. Neste final de semana a entrada era gratuita. Foi necessário apenas pegar os bilhetes. Fotos são permitidas, desde que sem flash. O museu é o mais antigo da Colômbia. Funciona em um belíssimo prédio onde outrora foi uma prisão. Quando chegamos, estavam convidando, a quem interessasse, para assistir a um concerto de música religiosa no pequeno teatro localizado no saguão de entrada. Preferimos ver a exposição permanente. São três pisos. O acervo permanente relata a história do país desde o tempo das civilizações indígenas que viviam no território colombiano, passa pela chegada dos espanhóis que conquistaram tais territórios, a evangelização dos indígenas, as guerras pela independência e seus heróis, a constituição de um país livre e democrático, os problemas internos de guerrilhas, como as FARC, o desenvolvimento, a cultura, destacando literatura, televisão, cinema, artes plásticas e artes visuais. Tudo isto é muito bem ilustrado com objetos de época, quadros, pinturas, fotografias, esculturas, troféus, medalhas, moedas, armas, enfim, uma infinidade de coisas que nos mostra a história do país. Em local de destaque fica a primeira peça do museu, uma espécie de meteorito chamado aerolito encontrado na região de Bocayá em 1810. Gostei de ver múmias de índios muíscas, o troféu ganho por Luz Marina Zuluaga, eleita Miss Universo em 1959, geladeira, máquina de lavar e fogão da marca GE da década de 1960, o uniforme usado por um atleta que integrou a primeira delegação esportiva colombiana nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, uma pequena sala de cinema onde passava filme antigo colombiano, caixas com punhado de terra de cada campo de batalha pela independência do país, e as várias pinturas de Fernando Botero existentes no terceiro piso. Cada vez gosto mais deste pintor colombiano. E neste museu pude ver pinturas onde as famosas formas redondas ainda não faziam parte de sua rotina. Calculei corretamente o tempo, pois conseguimos ver todo o museu, com exceção das seções que estavam fechadas ao público, em pouco menos do que uma hora e meia. Deu tempo de comprar algumas lembranças na loja local e tomar um café no Juan Valdez Café. Na saída, um segurança revistava bolsas e mochilas, mas de forma muito polida. O motorista já nos aguardava. Ele perguntou se era para voltar para o hotel, mas queríamos ir ao Centro Comercial Andino, um dos três shoppings que ficam bem próximos ao nosso hotel. Pela corrida e pelas horas paradas, pagamos 36.000 COP. Demos uma volta no shopping, mas não havia nenhum restaurante lá dentro, apenas uma enorme praça de alimentação. Sabendo que nos arredores há uma profusão de bares e restaurantes, saímos para escolher um deles. Queria algo mais leve, pois não gosto de comer nada muito pesado em dias de longas viagens aéreas. Havia vários locais para escolhermos: comida mexicana, colombiana, argentina, tailandesa, chinesa, japonesa, fast food. Ficamos com a comida italiana. Uma massa é bem difícil de ser uma escolha errada.


Múmia de índio muísca - Museo Nacional - Bogotá


Aerolito encontrado em 1810 - primeira peça do Museo Nacional - Bogotá


Retrato de Luz Marina Zuluaga, eleita Miss Universo em 1959 - Museo Nacional - Bogotá


"La Italiana" - óleo sobre tela, 1954 - de Fernando Botero - Museo Nacional - Bogotá


Museo Nacional, prédio onde funcionou uma penitenciária - Bogotá

GASTRONOMIA EM BOGOTÁ, COLÔMBIA - ASTRID & GASTÓN

Eu e Ric descemos às 20:40 horas para a recepção do hotel e pedimos um táxi. Chuviscava. Esperamos alguns minutos até que o mensageiro do hotel nos chamou. O táxi havia chegado. A maioria dos táxis convencionais em Bogotá é pequeno, todos da marca Hyundai, e sempre amarelos. Falamos o endereço para o motorista que disse saber onde era o restaurante. O trajeto entre o hotel e o Astrid & Gastón (Carrera 7 # 67-64) durou quinze minutos. A corrida ficou em 6.000 COP. Um segurança do restaurante nos recebeu com um guarda-chuva, enquanto um funcionário nos indicava o caminho. A filial deste restaurante peruano fica em uma casa de esquina com tijolinho aparente, no melhor estilo inglês, e cheia de plantas. Na entrada, uma hostess perguntou se tínhamos reserva. Apresentei o cartão do concièrge do hotel com os detalhes de nossa reserva. Logo nos acomodaram no salão à direita, onde tínhamos uma visão da cozinha aparente. À esquerda de quem entra, há outro salão, mas não havia ninguém em suas mesas. No salão em que ficamos, há três mesas, sendo uma redonda para um grupo maior. Além da nossa mesa, apenas mais uma estava ocupada com quatro pessoas. Ainda há outro salão contíguo ao que ficamos, no qual há mais quatro mesas, sendo que três estavam ocupadas. O serviço é eficiente com garçons preparados e bem atenciosos. Ric pediu um vinho. Fiquei apenas na água com gás. Trouxeram à mesa o couvert com gricines, três tipos de pães, todos adocicados, e três potes: um com manteiga, outro com um molho de ervas e outro com azeite aromatizado. Quase nem tocamos. Ric disse que não, mas tanto eu quanto o garçom entendemos que ele havia aceitado a oferta inicial de um pisco sour, drinque típico peruano. Só eu quis entrada. Pedi uma La Causa, prato muito consumido no Peru. Vieram três unidades com uma pasta de carne de caranguejo por cima da massa de batata e, no topo de cada uma delas, um camarão levemente empanado. Muito bem feito, o prato tinha um sabor especial. Gostei muito. Como plato fuerte, Ric pediu uma Pierna de Pato com um caldo de arroz e feijão. Não havia a coxa de pato. O garçom perguntou se podia trocar por peito da mesma ave. Ric concordou. Eu pedi um prato chamado Atum de La Baía Solano. Trata-se de três pedaços altos de atum, que pedi mal passado, em molho caudaloso de tamarindo, pimenta negra e ají limo, além de cebolas adocicadas. Por cima do peixe, espuma de coco com limão. Acompanhou o prato, em vasilha à parte, uma Chaufa de Invierno, ou seja um arroz frito com inspiração chinesa, muito comum no Peru. Sensacional o prato. Derramei um pouco do arroz no caldo do peixe, dando uma excelente combinação. Claro que pedimos uma sobremesa. Escolhemos uma degustação de doces clássicos peruanos para compartilhar (o cardápio já indica que serve duas pessoas). Em porções pequenas, vieram quatro tipos de doces: suspiro de limeña, helado de lúcuma, panacota de lúcuma com uma mousse de chocolate e  picarones, uma massa frita com mel por cima (lembra o nosso sonho). Sou suspeito para dizer a melhor, pois fiquei fã de lúcuma quando estive no Peru em outubro de 2010, mas a panacota de lúcuma estava divina. Quando chegava perto de 22:30 horas, a cozinha já estava às escuras, sinal de que ninguém mais chegaria para jantar em uma Sexta-Feira da Paixão. Quando percebi, só havia eu e Ric no restaurante. Pedimos a conta. O garçom perguntou se queríamos café ou chá. Dispensamos, mas mesmo assim ele nos trouxe os docinhos que acompanham estas bebidas. Não quis provar, mas eram um deleite para os olhos. Enquanto a conta não chegava, pedi que chamassem um táxi para nós. Pagamos por este belo jantar 300.000 COP. Ficamos aguardando sentados até que o garçom nos disse que nosso táxi já nos aguardava. Mais uma vez o carro era o minúsculo Hyundai. Dei o endereço do hotel. A corrida ficou no mesmo valor da ida, ou seja, 6.000 COP. Belo jantar de despedida de Bogotá, já que partiremos na noite de sábado de regresso à Brasília.


Atum a La Baía Solano - Restaurante Astrid & Gastón - Bogotá

Gastronomia Bogotá (Colômbia)

DE VOLTA PARA BOGOTÁ - HARD ROCK CAFÉ

Sexta-feira, feriado, eu e Ric deixamos o Sofitel Cartagena Santa Clara. Fizemos check out às 11 horas. Um carro já nos aguardava para nos levar ao Aeroporto Internacional Rafael Nuñes (40.000 COP o trajeto, valor lançado na conta do hotel). Em menos de quinze minutos já estávamos na fila do check in da Avianca. Voo AV 9759 com destino à Bogotá marcado para 12:15 horas. Aeroporto vazio, afinal, estávamos no meio de um feriado prolongado. A sala de espera tem bancos de madeira, bem diferentes do que estamos acostumados a ver. A Avianca chama para uma espécie de pré-embarque, onde todos tem que apresentar os respectivos cartões de embarque. Ao meio dia embarcamos. Não há pontes de embarque, mas há um corredor com muita madeira e plantas que nos leva até a pista, próximo à escada para entrar no avião. Dois funcionários da Avianca controlam o acesso dos passageiros, indicando se devem entrar pela porta dianteira ou pela porta traseira. Assim, rapidamente o embarque se completou. O avião, para minha surpresa, estava bem cheio. Muitos brasileiros que fariam uma escala em Bogotá e seguiriam viagem para San Andrés. O voo saiu no horário, chegando uma hora depois no Terminal 2 do Aeroporto El Dorado em Bogotá. Este terminal é destinado aos voos nacionais. Aguardamos as malas na esteira. Ao sair, fui chamado pelo meu nome. Era o mesmo motorista que nos pegou quando chegamos no dia 16 de abril em Bogotá. O clima estava agradável, com um tímido sol querendo aparecer. Trânsito muito tranquilo, pois era feriado. Chegamos em meia hora ao hotel. O valor do transporte (91.000 COP) será lançado em minha conta. No check in do Sofitel Bogotá Victoria Regia (Carrera 13, # 85-80) tudo já estava pronto. Foi necessário apenas apresentar um cartão de crédito para garantia e assinar a ficha que estava preenchida com meus dados. Por ter o cartão A-Club Platinum da Rede Accor, recebi um up grade de apartamento. Ficamos no sexto andar. O mensageiro que levou nossas malas disse que chovera bastante na parte da manhã, esfriando muito e que a previsão era de mais chuva para o final da tarde. Confirmei com o concièrge a reserva que havia solicitado na filial do restaurante peruano Astrid & Gastón para às 21 horas. Apenas deixamos as coisas no quarto, vestimos uma blusa de frio e descemos, pois estávamos com fome. Queria almoçar no Hard Rock Café. Pedi para o concièrge confirmar se estava aberto. Com a resposta positiva, eu e Ric fomos a pé para o restaurante, pois ficava a poucas quadras de distância do hotel. No caminho, notamos que o movimento era fraco nos restaurantes. A maioria deles estava fechado. Chegamos ao Atlantis Shopping, onde fica a unidade do Hard Rock Café Bogotá (Calle 81 # 13-05). O restaurante estava vazio, com poucas mesas ocupadas. Uma hostess nos conduziu a uma mesa. Logo chegou a garçonete que nos atenderia, falando muito rápido. Pedi que falasse mais devagar, pois não havia entendido nada. Ela sorriu e falou lentamente. Pedimos Nachos Hard Rock como entrada. Também fizemos os pedidos dos pratos principais, pois a experiência na Colômbia indicava que há uma demora na chegada dos pedidos à mesa. Mesmo sendo Sexta-Feira da Paixão e sendo de tradição católica, resolvi comer carne. Pedi um medalhão de filé mignon, acompanhado de purê de batatas e vagem. Os nachos demoraram. É um prato grande. Os salgados que ficam por baixo não recebem o molho. Assim, quem gosta deles puros pode puxar os da parte de baixo do prato. Os de cima estavam repletos de feijões pretos mexicanos, queijo derretido, jalapeños fatiados, sour cream e milho. Ainda comíamos a entrada quando nossos pratos chegaram. O aspecto do purê de batatas era feio e o sabor não existia. A vagem estava praticamente crua e sem tempero. Deixei os dois acompanhamentos no prato. Fiquei comendo nachos e o medalhão, separando o bacon. A carne não estava ruim, mas não tinha nada de interessante. Comi para matar a fome. Finalizei com um forte café expresso. Pela conta, pagamos 136.300 COP. Antes de sair, passei na loja do restaurante, como sempre faço, para comprar um pin com a logomarca do local. Sempre tais pins são caros. Este me custou 35.000 COP. Resolvemos dar uma volta para ver a memorabilia do Hard Rock Café Bogotá. Havia um vestido usado por Madonna em uma de suas turnês, um casaco de um dos integrantes da banda Marylin Manson, guitarras da banda Motley Crue, e várias fotos ligados ao mundo do rock, além de instrumentos musicais de bandas que não conheço. Na entrada, o destaque da memorabilia local. Em ambos os lados, objetos e fotos da colombiana Shakira, entre eles uma calça e uma guitarra. Ao sair, fomos dar uma volta no shopping. Pequeno, me lembrou mais uma galeria. A maioria das lojas estava fechada devido ao feriado. Para não dizer que estivemos na Colômbia e não demos uma passada no Juan Valdez Café, uma espécie de Starbucks local, sentamos na unidade que fica no térreo do shopping, bem próximo à entrada do Hard Rock Café Bogotá. Tomei uma água e Ric bebeu um expresso curto, fortíssimo. Sem muito coisa para fazer e, devido ao adiantado da hora, seria impossível visitar museus, decidimos voltar para o hotel. Chovia. De guarda-chuvas e capa, apressamos o passo até o hotel. Ao entrarmos no quarto, uma surpresa. Em um bonito arranjo, cinco macarrons, um cartão de boas vindas da gerente de relação com o hóspede e um cartão com direito a uma bebida no bar do hotel nos aguardava. Os macarrons estavam ótimos. Fiquei navegando na internet até perto de sairmos para o jantar, por volta de 20:40 horas.


Nachos Hard Rock - Hard Rock Café Bogotá


Medalhão de Filé Mignon - Hard Rock Café Bogotá


Guitarra de Shakira - Memorabilia - Hard Rock Café Bogotá


Calça usada por Shakira em um de seus shows - Memorabilia - Hard Rock Café Bogotá

Gastronomia Bogotá (Colômbia)



segunda-feira, 18 de abril de 2011

EM CARTAGENA - COLÔMBIA

Deixamos o hotel Sofitel Bogotá Victoria Regia por volta das 11:30 horas em uma van contratada para nos levar ao Aeroporto El Dorado no terminal exclusivo da Avianca, onde pegamos o voo de 13:40 horas para Cartagena. O avião era novo, um Airbus A 319, com tela individual para o entretenimento a bordo. Anos luz na frente de nossas companhias aéreas, pois tal voo é interno e dura apenas uma hora. Saímos com chuva e chegamos com um calor úmido que anunciava como serão nossos dias em Cartagena. Uma van já nos esperava no aeroporto da cidade. No trajeto, percorremos uma boa parte do caminho ao longo da costa, vendo o mar do Caribe ao nosso lado. Pagamos 70.000 COP pelo transporte. Reservamos quatro noites no hotel Sofitel Cartagena Santa Clara (Carrera 8, # 39-29, Calle del Toro, San Diego), que fica dentro da zona murada da cidade, ou seja, no centro histórico. O hotel ocupa o que outrora fora um convento. No check in tive um ótimo atendimento. Aliás, o atendimento de todos os funcionários é digno de elogios. O concierge me procurou para me conhecer, já que tínhamos trocado vários e-mails antes de nossa chegada para reservar restaurantes e um city tour, se colocando à disposição para qualquer necessidade. O mensageiro que nos acompanhou até o apartamento, localizado no quinto piso, nos explicou o funcionamento do hotel e do quarto, na verdade uma ótima suite (um up grade pelo fato de meu status Platinum no cartão A-Club). O clima é bem diferente do de Bogotá, exigindo-nos uma rápida troca de roupa, pois estava muito quente. Coloquei bermuda e chinelo. Já passavam de 16 horas. Todos tinham fome, mas resolvemos comer algo mais leve, já que uma reserva para jantar já estava garantida para às 20:30 horas. A indicação que o funcionário do hotel nos deu foi uma pequena cevicheria localizada em rua ao lado do próprio hotel. Era justamente a cevicheria que nos fora indicada por pessoas conhecidas que já haviam estado na cidade. Local simples, com quatro mesas na rua e quatro do lado de dentro. Apesar do sol que batia nas mesas, mesmo com guarda-sóis, preferimos ficar do lado de fora, pois internamente era muito abafado. O nome do local não podia ser mais direto: La Cevicheria (Calle 39 # 7-14, San Diego). Escolhi, logicamente, um ceviche, em versão colombiana. Ele vem em três tamanhos. Minha opção foi pelo tamanho médio. Foi um combinado no qual, em um abundante caldo de tangerina, vem pedaços de lulas, camarões, polvo, vôngole, além do inevitável coentro. O acompanhamento é estranho, pois são biscoitos salgados embalados como o Club Social da Nabisco, muito consumido no Brasil. Fiquei só no ceviche. Bom o sabor, mas prefiro o autêntico peruano. Se compararmos com a receita peruana, achei o meu prato mais leve. O local parece ser bem requisitado, pois sempre chegavam turistas para experimentar os pratos. A conta ficou em 300.000 COP para nós seis. Quando deixamos o restaurante já era final de tarde. Resolvemos dar uma volta na zona murada. O casario é antigo, com várias casas com balcões. Há uma disparidade muito grande na conservação destas casas. Aquelas mais próximas ao hotel são bem conservadas, com cores fortes e balcões repletos de flores coloridas. Na medida em que afastamos do hotel, mas ainda dentro da área murada, caminhando em direção ao chamado Centro, notei uma certa decadência na preservação dos prédios antigos, muito comércio popular, especialmente de calçados e de vestidos, além de muitos vendedores ambulantes nas ruas, disputando espaço com carros e pedestres, já que as calçadas são estreitas. Estes ambulantes vendiam comida típica (a maioria tinha uma espécie de pastel à milanesa frito), loterias, objetos usados, produtos falsificados (óculos, principalmente). Como faremos um city tour na terça-feira, no qual inclui uma caminhada pelo Centro, resolvemos voltar para o hotel, onde fizemos um reconhecimento de seus amplos espaços, especialmente o bar, os dois restaurantes e o spa. Aproveitamos a brisa que vem do mar em um deck do hotel. Como vamos jantar às 20:30 horas, todos foram para seus respectivos quartos para descansar, tomar um banho e se preparar para a noite. Creio que vou gostar da cidade, mas acho que gostarei muito mais do hotel, pois a piscina é fantástica. Já tenho em mãos o cardápio do spa para escolher uma das opções de massagem.


Ceviche Combinado - tamanho médio - La Cevicheria


Balcões no casario da Zona Murada de Cartagena


Casa típica na Zona Murada de Cartagena


Centro de Artesanato - Zona Murada - Cartagena


Balcões no casario da Zona Murada de Cartagena


Balcões no casario da Zona Murada de Cartagena

UM DIA DE HISTÓRIA E CULTURA EM BOGOTÁ

Depois do café da manhã, nos reunimos no lobby do hotel às 9:30 horas para o início de um excelente city tour com o guia Luis Suarez, indicado pelo hotel. A hora do guia custou 80.000 COP e a van para todo o dia nos custou 200.000 COP. Deixamos por conta de Luiz o roteiro. Ele é formado em história e em turismo, nos proporcionando uma verdadeira aula sobre a Colômbia, sobre Bogotá, cultura, geografia e história durante todo o trajeto que fizemos de carro. Passamos por dois dos mais elegantes bairros da cidade, Santana e Rosales, onde estão várias embaixadas e casas de diplomatas, todas devidamente identificadas pelo guia. A primeira parada foi na Plaza de Toros de La Santamaría. Chovia neste hora, mas isto não nos impediu de fazer uma visita ao local. A visita é gratuita. Para entrar, bastar tocar a campainha. As touradas, chamadas aqui de "corridas", herança espanhola, acontecem nos meses de janeiro e fevereiro. A construção é toda feita em tijolinhos aparentes. O guia nos mostrou onde os touros ficam antes de entrar na arena e como é feita a preparação deles 48 horas antes para que entrem extremamente irados. Uma judiação com o animal. Não me agrada este tipo de coisa. Na temporada das corridas, segundo o guia, há vários grupos em defesa dos animais que fazem protestos nas imediações. Em frente à Plaza de Toros está o edifício mais alto de Bogotá, com 47 andares, mas que será superado por um hotel que está em construção no centro da cidade, que terá 66 pisos. De volta ao carro, o guia continuou nos falando sobre a história recente do país, incluindo como surgiram as FARC, de como os americanos introduziram a produção de cocaína no país e de como o narcotráfico dominou a Colômbia por algumas décadas, tornando as cidades perigosas, afastando os investimentos estrangeiros e os turistas. Hoje, com um intenso trabalho de combate às drogas do governo, o país está bem melhor, em franca expansão econômica e todos se sentem seguros novamente para sair às ruas, passear com a família e o turismo está crescendo tanto na capital quanto em outras regiões da Colômbia. Fomos em direção ao Centro Histórico, onde paramos para um café. O café de Colômbia é famoso no mundo inteiro, muito pelo forte marketing utilizado pelos cafeicultores. Particularmente, o achei muito forte. Esta parada foi em uma lanchonete chamada Pan de Bono Y Café. Comemos o tal pan de bono, muito parecido com nosso pão de queijo, um pouco adocicado, tendo em vista que leva milho em sua massa. Gostei do seu sabor. A conta ficou para sete pessoas em 30.000 COP. Ao lado do café, existe um mercado de artesanato, onde paramos para ver as peças, especialmente as jóias em esmeralda. Descemos a pé pela rua, passando ao lado do famoso Museo del Oro, indo direto para três igrejas localizadas praticamente uma ao lado da outra. Como estávamos no Domingo de Ramos e por ser a Colômbia um país majoritariamente católico, as igrejas estavam cheias, com realização de missas alusivas ao dia. Muitos fieis portavam ramos em suas mãos. A primeira das três igrejas que entramos foi a Iglesia de La Vera Cruz, inaugurada no século XVII, com paredes brancas e muito ébano trazido do norte da África. As obras em madeira impressionam pela grandiosidade, pela beleza e pela austeridade. A próxima igreja em que entramos foi a Iglesia de La Tercera (Ordem de San Francisco), com um belo altar em prata colombiana. A terceira igreja que visitamos é a mais antiga da cidade onde há visitação e também missas. Ela estava lotada. O altar é todo feito em ouro, mas o que mais impressiona é uma capela do lado direito do altar, fechada com grades, pois suas paredes tem sete centímetros de espessura de puro ouro colombiano. Esta igreja chama-se Iglesia de San Francisco, datada de 1550. Segundo o guia, seu altar é um dos maiores da América Latina. Saindo da igreja, o guia nos mostrou um edifício onde funciona o mercado negro de venda de esmeraldas, em um prédio na Avenida Jimenez. A Colômbia responde por 65% da produção mundial de esmeraldas. Na rua, alguns homens faziam câmbio. Um dos amigos precisava trocar dinheiro. O guia nos levou a um destes cambistas, no qual, segundo ele, podíamos confiar. Seguimos então para o Museo del Oro. Aos domingos, todos os museus de Bogotá tem entrada gratuita. Basta passar na bilheteria para pegar o ingresso cortesia. Nem precisa dizer o quanto estava movimentado o museu, o que me alegrou muito, pois mostra que o povo colombiano se interessa por arte e por sua história. Nos demais dias da semana em que o museu abre a entrada custa 3.000 COP. Ficamos por mais de uma hora dentro do museu, quando o guia nos deu uma aula excepcional da história do ouro no país e do papel deste metal nas civilizações antes da colonização espanhola. Impressionam as peças, seus detalhes, seus significados, sua simbologia em relação à hierarquia e ao status de quem usava determinados ornamentos. As narigueiras são lindas e ao mesmo tempo estranhas, pois é difícil imaginar como alguém podia carregar aqueles adornos pesados no nariz, como um piercing. Vários visitantes aproveitavam as explicações do nosso guia, que não se importava em também esclarecer a estas pessoas sobre suas dúvidas. Eu sabia da importância do museu, que tem 36.000 peças em exposição, fora as da reserva técnica, além das que circulam em mostras itinerantes, mas fiquei impressionado com o espaço moderno, a forma da exposição das peças, da preocupação em ter legendas (em espanhol e em inglês) para explicar cada conjunto exposto e pela facilidade de circulação. Mesmo com o museu lotado, não tivemos problemas em percorrer as vitrines. Saindo deste maravilhoso museu, a fome apertou, mas o guia já havia reservado um restaurante nas proximidades: El Son de Los Grillos (Calle 10 # 3-60). O restaurante é simpático, com decoração rústica. Fizeram-nos companhia no almoço tanto o guia quanto o motorista da van. Pedi um suco de amora que estava ótimo. Como entrada, mandioca frita com molho picante de guacamole e uma banana prensada e frita com um molho que não experimentei. De prato principal, segui a sugestão do nosso guia, pedindo um filé mignon ao ponto, acompanhado por uma salada verde e purê de batatas, além de um molho de mostarda. A salada chegou primeiro: alface, tomate, rabanete, gergelim torrado e molho de guacamole. Estava muito gostosa. O lomo, como eles chamam o filé mignon por aqui, estava macio, ao ponto, como pedi. Seu sabor era honesto, nada de excepcional. Não cheguei a comer o purê de batatas que o acompanhava. Nada de sobremesa, apenas um café tinto, assim é chamado o café forte em Bogotá. Não era expresso, mas sim coado. Não aprecio este tipo de café. Saindo do restaurante, o tempo tinha mudado, a chuva parara e o céu estava com alguns claros azuis. Deu para ver a igreja que fica no alto do Cerro Monserrate. Nosso destino era o Museo Botero. Caminhando pelas ruas do centro, notei que as casas são bem conservadas, coloridas, muitas com a bandeira da Colômbia hasteada. Passamos em frente a uma construção moderna, o Centro Cultural Gabriel García Marquez, famoso escritor colombiano que hoje vive no México. O centro foi construído pelos dois países. O Museo Botero tem entrada gratuita todos os dias em que funciona (fecha às terças-feiras). Isto foi uma exigência do artista Fernando Botero quando resolveu doar 10% de sua coleção particular para a Prefeitura de Bogotá. Ele também fez o mesmo para a Prefeitura de Medellín, sua cidade natal, onde a doação teve uma porcentagem maior, 15%. Segundo o guia, ele só possui 15% de sua coleção original, pois já vendeu o restante. Atualmente, Botero mora na região da Toscana, Itália, em um castelo, uma vez que sua mulher é uma marquesa italiana. O museu funciona em uma casa colonial, também exigência do artista, no centro da cidade, onde outrora funcionava a Casa de La Moneda que cunhava notas e moedas para toda a América Latina, inclusive para o Brasil. Hoje, a casa pertence ao Banco de La República, uma espécie de Banco Central e abriga três museus: O Museo Numismático, o Museo de Arte Religiosa e o Museo Botero. Vimos apenas uma custódia preciosíssima no segundo museu citado, dedicando nosso tempo ao terceiro museu. São cerca de 120 obras de Botero e pouco mais do que 80 pinturas e esculturas de grandes pintores mundiais, tais como Monet, Degas, Picasso, Dalí, Miró, Léger e Renoir. Tudo pertencia a Botero. Claro que as obras destes pintores de fama mundial são importantes e interessantes, mas o que impressiona mesmo são as obras do artista colombiano. Luis, nosso guia, nos explicou em detalhes sobre elementos recorrentes na obra do artista, além do que todos mais conhecem que são as figuras sempre gordas. O rosto, tanto de mulheres quanto de homens, tem sempre a mesma feição, a de sua mãe. A maioria das mulheres nuas tem uma pinta nas nádegas, uma representação da pinta que Botero tem no rosto. Também há uma presença forte nas mulheres de suas pinturas de unhas pintadas, uma luz acima de suas cabeças que representa a vida e pelos nas axilas. Suas crianças tem sempre as feições de pessoas mais velhas, fato creditado à morte de um de seus três filhos decapitado quando colocou a cabeça para fora em um passeio de carro. Esta morte também está representada nas pinturas de natureza morta, quando há frutos cortados (a cabeça decapitada) e gavetas abertas (lembrando o caixão em que foi enterrada a criança). Botero se inspirou mais de uma vez em Velasquez, colocando espelhos em suas pinturas para retratar o lado que não vemos da pintura, ou seja, seria o local onde estamos ao observar o quadro. Há inclusive uma pintura que homenageia o mais famosos quadro de Velasquez, As Meninas, com um retrato ampliado de uma das infantas, porém com um rosto de idosa. O quadro que homenageia a Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci é um dos raros quadros onde uma pessoa esboça um sorriso. Dentre os quadros que vimos, o único que há um sorriso escancarado é a pintura que representa a morte (um esqueleto) tocando um violão sem cordas. A visão do pecado também tem forte presença em sua obra, com mulheres debaixo de árvores de maçãs e cobras vermelhas desenhadas. Há uma série só de desenhos, onde há um gordo Cristo crucifixado. Outra seção que chama a atenção é a que expõe os quadros que representam fatos negativos da história colombiana, como os carros explodidos com bombas, os narcotraficantes e figuras das FARC. Também há uma sala dedicada às suas esculturas. Belo museu, que ainda tem alguns pátios internos muito bonitos, com um chafariz ao centro. Do museu, fomos para nossa última visita turística, a maior praça da cidade, local onde está a Catedral, a sede da Prefeitura (Palacio de Liévano), o Palacio de La Justicia e o Parlamento. A praça se chama Plaza Bolívar e é nela que acontecem todas as manifestações políticas da capital. Toda a região, com suas ruas estreitas, se chama La Candelaria. Voltamos à van e ao hotel. Chegava ao fim oito horas de um ótimo passeio, com um guia simpático, eficiente, atencioso, conhecedor da história e da cultura de seu país. Acho que foi o melhor guia com quem já tive oportunidade de fazer passeios e city tours em minhas viagens. Este "recorrido" pela cidade nos custou ao todo 840.000 COP para seis pessoas (algo em torno de U$ 467, o que dá U$ 78 por pessoa, ou seja, R$ 128,00). Vale muito à pena. Nosso passeio terminou às 17:30 horas. Como eu precisava fazer câmbio, eu e mais dois amigos fomos ao Shopping Andino, a poucas quadras de distância do hotel, onde não só troquei dinheiro, mas também comprei um tênis Adidas que me chamou a atenção logo na vitrine por sua cor: vermelho. Próprio para correr, é muito leve e super confortável. Aproveitei para conhecer a região perto do hotel, repleta de lojas de grife, de bares e de restaurantes bem decorados.
Voltamos para o hotel, mas logo saímos novamente, desta vez somente quatro pessoas, para jantar no restaurante Andrés D.C. Bogotá, (Calle 82 # 12-21 - Zona Rosa), dos mesmos proprietários do famoso Andrés Carne de Res que fica em Chía, uma cidade dormitório a quarenta minutos de carro de Bogotá. O restaurante da noite ficava bem próximo ao hotel, praticamente em frente ao shopping onde fiz o câmbio. Tínhamos reserva. O restaurante é enorme, com vários pisos, cada um deles representando locais da mitologia cristã: inferno, onde ficamos, terra, purgatório e céu (ou paraíso). A decoração é uma atração do local, com muitos penduricalhos. Como ficamos no inferno, o tom vermelho predominava. O serviço é rápido, com a atendente explicando bem as centenas de opções do menu. Aproveitamos que tinha wi-fi livre e todos postamos comentários e fotos no Facebook. Experimentei um refrigerante local, Colombiana, doce, lembra o Inca Cola do Peru, porém mais fraco e de cor parecida com nosso guaraná, porém com menos gás. Pedimos um patacón gigante. Trata-se de banana verde prensada e frita, com uma camada de queijo por cima, parecendo uma pizza. Para colocar sobre as fatias, o prato vem com seis molhos em canecas coloridas. Tinha molho de guacamole picante, de tomate, de carne moída, de queijo, de bacon, de coentro. Comi dois pedaços. O gosto da massa é sem graça. Tem que colocar algum molho para dar sabor. Logo em seguida, pedimos nova entrada, desta vez as empanadas colombianas que não são assadas como as argentinas, mas fritas. Pedimos uma para cada, com recheio de carne moída. Chegam quentes à mesa, muito saborosas, mas são pequenas. Servem mesmo para uma boa entrada. Mas já não tínhamos mais fome. Pedimos duas sobremesas para compartir: um queijo com melaço de cana, prato que vem quente, e uma tortilha bem fina, parecendo uma hóstia gigante, acompanhada de doce de leite e de doce de amora. A combinação com o doce de leite é muito boa, mas o mesmo não vale para o doce de amora. Os outros dois amigos chegaram quando já estávamos na sobremesa. Eles pediram algo para comer, enquanto ficávamos trocando impressões sobre o dia excelente que tivemos. A conta ficou em 252.000 COP para os seis. Voltamos a pé para o hotel, com a noite bem fria. Hora de descansar, pois nesta segunda viajaremos para Cartagena.

domingo, 17 de abril de 2011

CAFÉ DA MANHÃ EM BOGOTÁ



Frutas no café da manhã em Bogotá: Granadilla, super doce (a que parece nosso maracujá); pitaya branca, também um mel de doçura e um figo local, também doce.
Dieta firme!

sábado, 16 de abril de 2011

MALAS PRONTAS, CHECK IN REALIZADO: DESTINO - COLÔMBIA

Acordar cedo em um sábado só mesmo para uma boa causa. Aproveitarei alguns dias que me restauram das férias de 2010 para passar a Semana Santa na Colômbia. Seremos seis amigos, dos quais quatro já viajaram desde sexta-feira. Eu e Ric estamos no Aerporto de Brasília aguardando embarque para Guarulhos e de lá, pegaremos um voo para Bogotá. Ficaremos duas noites na capital colombiana, onde já temos reserva confirmada para dois conceituados restaurantes locais, além de um city tour privativo no domingo. Depois seguiremos para Cartagena, local no qual ficaremos quatro noites. Também já temos reservas confirmadas para jantar em quatro ótimos restaurantes e faremos um city tour na próxima terça-feira. Ficaremos no Sofitel Cartagena Santa Clara, dentro da Zona Murada, a parte antiga da cidade. Como o país é muito católico, teremos a oportunidade (assim espero) de ver algumas manifestações tradicionais típicas de uma Semana Santa. Eu e Ric não iremos para San Andrés, pois a combinação praia e mergulho não me atrai. Voltaremos para Bogotá, onde ficaremos mais duas noites, aproveitando para conhecer alguns museus. Em minha lista estão dois museus: Museo del Oro e Museo Botero. A TAM anuncia o embarque. Para variar, como já é de praxe no Aeroporto de Brasília, o portão de embarque foi alterado. A Infraero precisa fazer um intercâmbio urgente com outros países para saber como evitar fazer o passageiro andar pra lá e pra cá, com as constantes mudanças nos portões de embarque. Entre a informação no cartão de embarque, no ato do check in e o momento do embarque, foram três portões diferentes (cartão, display na sala de embarque e anúncio da TAM. Depois continuo, hora de voar para Guarulhos.
Em São Paulo, aeroporto tranquilo, passamos rapidamente pelo controle de raio X e pela imigração. Passei no Dufry para ver se achava um cílio encomendado por uma amiga, mas segundo a vendedora da M.A.C. estava em falta todos os tipos de cílios. Faltavam vinte minutos para o embarque. Decidimos ir direto para o portão 8, embora pudéssemos ficar na sala VIP do Mastercard Black. O embarque atrasou um pouco. Embarcamos logo, pois estávamos bem à frente na fila e ainda podíamos usar o nosso cartão de crédito para um embarque prioritário. Avião cheio, com gente sem educação que achava que era dona do pouco espaço do corredor. Um homem travou as pessoas de caminharem, impedindo-as de chegarem aos seus assentos porque quis ficar em pé conversando com algum conhecido. Foi necessária a intervenção de uma comissária. O tráfico aéreo era intenso, motivando uma prolongada espera na pista para a autorização para decolar. Com isso, o atraso foi de uma hora. Durante o voo, teve alguns momentos de turbulência, mas rápidos. Depois do serviço de bordo, as pessoas resolveram andar pelo estreito corredor, atrapalhando o serviço dos comissários em recolher as bandejas usadas do almoço. Para que todos se sentassem, anunciaram que passaríamos por mais uma turbulência, fato que não ocorreu, mas fez com que todos voltassem aos respectivos lugares. Com os novos remédios, tenho sentido muito sono. Assim, consegui dormir um pouco, mas viajar de dia em longas distâncias é muito chato, pois parece que o tempo não passa. Foram cinco horas e meia de voo. Aterrissamos no Aeroporto Internacional El Dorado às 17:45 horas, horário local, duas horas a menos do que no Brasil. Há um grande número de guichês da imigração, agilizando a checagem da documentação dos turistas, sem muita espera. Em seguida, esperamos as malas, o que também não demorou muito. Passamos pela alfândega e fizemos o primeiro câmbio na cidade. Há dois guichês de câmbio antes da saída, com cotações distintas. Troquei dinheiro no mais favorável e sem taxa de comissão. A cotação era U$ 1 = 1.800 COP. Do lado de fora, o motorista contratado por mim via concierge do hotel já nos aguardava com uma placa. Muito educado e discreto, ele carregou nossas malas até o carro, um Ford Fusion em banco de couro, bem confortável. Demoramos cerca de meia hora para chegarmos ao hotel. Ainda na portaria, encontramos com dois de nossos amigos que voltavam do shopping. Fizemos o check in no Sofitel Bogotá Victoria Regia (Carretera 13, # 85-80), onde tivemos um bom atendimento e foram céleres. Quarto amplo, com decoração moderna. Descansamos um pouco, tomamos um banho, descendo para jantar. Tínhamos reserva no conceituado Leo Cocina Y Cava (Pasaje Santa Cruz de Mompox - Calle 27 B # 6-75), restaurante da chef Leonor Espinosa. Pegamos dois táxis que atendem ao hotel. Pagamos pela corrida o montante de 18.000 COP (cada carro levou três de nós). O carro não para na porta do restaurante, pois a rua é fechada ao trânsito de automóveis. Estava chovendo, mas um empregado do restaurante veio até nós com providenciais guarda-chuvas. O restaurante não estava totalmente cheio, mas tinha um bom público. A iluminação é propositalmente mais baixa, realçando as mesas, as paredes brancas com nichos de luz em tons laranja. O serviço foi rápido, pois nem bem sentamos e já tínhamos à mão o cardápio de bebidas. Trouxeram um amuse bouche, uma espécie de tortilha de arroz com uma manteiga. A tortilha não tinha nenhuma tempero, mas ao receber a camada de manteiga, o sabor ficava marcante na boca. Bebi apenas água a noite toda. Tinha pouca fome, por isso escolhi apenas o prato principal, cubos de atum em crosta de pimenta rosa, com purê de aspargos, acompanhados por uma salada de favas, milho e tomates. A comida demorou muito a chegar à mesa. Tem que ter paciência. O atum estava como gosto, rosado, sinal que foi apenas passado de leve na chapa, mas não gostei do purê de aspargos, estava insosso, além de ser feio. A apresentação do meu prato era bonita. Para mim, a fama do restaurante não é confirmada nos pratos, opinião compartilhada pelos demais amigos que jantaram comigo. Ninguém quis sobremesa. No total, pagamos a conta de 480.000 COP (em torno de U$ 267) para seis pessoas. Pedimos para o garçom chamar dois táxis, mas tivemos que nos contentar em sair, ainda chovia, e pegar os táxis que paravam nas imediações, cheia de restaurantes e bares, além de um hotel Ibis. Quando falamos o nome do hotel que estávamos, o motorista do táxi se fez de desentendido, mas tínhamos o endereço. Ele errou algumas ruas, pegou uma longa avenida e, antes de chegar ao hotel, tenho certeza que deu algumas voltas. O total foi 12.000 COP, valor superior ao cobrado no outro táxi, que foi de 10.000 COP. Perto de meia noite, não aceitei o convite de sairmos para dançar, como alguns queriam. Subi para o quarto para atualizar este blog e tentar dormir, já que temos um domingo recheado de passeios a fazer para conhecer a cidade.