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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

TANTA LARCOMAR - GASTRONOMIA EM LIMA, PERU


Os trabalhos na Organização Internacional do Trabalho terminaram por volta de 13 horas da quarta-feira, dia 11 de dezembro de 2013. Após um encerramento formal, momento de descontração: foto de todos os participantes na área externa do prédio. Muitos abraços, sorrisos, apertos de mãos e a certeza que estávamos no rumo certo. Agora era arregaçar as mangas e trabalhar em cooperação para atingirmos o objetivo maior: a erradicação do trabalho infantil na América Latina e no Caribe. A delegação brasileira decidiu despedir-se de Lima almoçando em um local agradável, com vistas para o Oceano Pacífico. Nossa escolha recaiu sobre a filial do Tanta no shopping Larcomar. O Tanta é um dos muitos restaurantes do badalado chef Gastón Acurio e tem como lema "comida casera peruana en un ambiente familiar y acogedor". A grafia moderna e colorida do nome do restaurante não deixa dúvida sobre sua real vocação, um restaurante estilo bistrô, com clássicos da cozinha peruana, mas com opções de sanduíches e pratos mais rápidos também. Não é a toa que possui sete unidades somente em Lima. Foram necessários três táxis para levar todo mundo: eu, Karina, LH, Paula, Telma, Maria Cláudia, Fernanda, Valéria, Pedro Américo e Selim, este último trabalha pela OIT no Haiti. Cada grupo negociou o valor da corrida diretamente com o motorista de táxi. No caso, a corrida para meu grupo ficou em s/. 15 desde a sede da OIT, em San Isidro, até a entrada do Larcomar, um shopping construído respeitando a geografia das falésias de Miraflores. Assim, sua arquitetura é sinuosa e, aproveitando o fato de praticamente não chover na cidade, tem grandes áreas abertas. O Tanta Larcomar está em local de fácil visualização, com uma ótima vista para o mar. Quando chegamos, já perto de 14 horas, estava cheio, sem possibilidades de acomodar o grupo grande nas mesas disponíveis no salão interno. Ficamos no terraço, em mesa localizada próxima à parede de vidro que impede o vento constante do local atrapalhar quem está comendo. Assim que sentamos, dois garçons já nos entregaram os cardápios. Antes de mais nada, pedi uma garrafa de Inca Kola (s/. 6,50), pois estava com muita sede e aquele seria meu último almoço nesta temporada no Peru, tendo que tomar, mais uma vez, este refrigerante doce, muito apreciado pelos peruanos. Resolvi compartilhar uma entrada com alguns da mesa. Pedimos las croquetas triunfadoras (s/. 28). Não houve demora na chegada deste prato. São oito unidades de um bolinho frito feito com batata, recheado com ají de gallina, acompanhando um creme de rocoto à parte. Quando os bolinhos passaram perfumados pela mesa, todos quiseram experimentar. Como os pratos principais já haviam sido comandados, resolvemos partir os bolinhos ao meio, cabendo um pequeno pedaço a cada um da mesa. Muito saboroso. Quanto ao meu prato principal, li e reli o cardápio algumas vezes, mas o que eu queria comer não estava relacionado. Ao perguntar o garçom se eles tinham arroz chaufa, ele respondeu que podiam preparar se eu quisesse. E ainda me ofereceu três tipos deles. Escolhi o que ele chamou de arroz chaufa especial (s/. 38), um arroz com influências chinesas com filé mignon em tiras, frango cortado em cubos e camarões, além de muita cebolinha. Prato simples e rico em sabor. Muito bom. Ainda teve a sobremesa, quando pedi uma copita de suspiro limeño (s/. 12). Doce à base de doce de leite com suspiro. Era bonita, mas estava excessivamente doce. Para finalizar, café espresso. Devolvemos por duas vezes o bendito café, pois chegava frio à mesa, além do sabor não ser dos melhores. É melhor pular o cafezinho no Tanta, pois há uma cafeteria colombiana no mesmo shopping com várias opções de café. Pedimos a conta, dividindo-a por igual. Cada um pagou s/. 71 pelo almoço. Bom lugar para uma refeição rápida.




Endereço: Calle Malecón de la Reserva, 610, Larcomar Shopping, Miraflores, Lima, Peru.
Contatos: +51 1 446 9357. larcomar@tanta.com.pe
Especialidade: culinária peruana em clima de bistrô.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

OS 50 MELHORES RESTAURANTES DA AMÉRICA LATINA - 2013

04 de setembro de 2013, em Lima, capital do Peru, às vésperas do mega festival gastronômico Mistura, foi lançada a primeira lista contendo os 50 melhores restaurantes da América Latina. Gosto muito de gastronomia e sou vidrado em listas. Portanto, fiquei atento nesta divulgação. A organização da listagem é da Restaurant Magazine, revista inglesa responsável por outras duas listas no mesmo estilo: os 50 melhores restaurantes da Ásia, também divulgada pela primeira vez em 2013, no início do ano, e os 50 melhores restaurantes do mundo, a famosa e cobiçada The World's 50 Best Restaurants, anunciada no final do mês de abril deste ano. Gostei da ideia de fazer listagens regionalizadas, permitindo a quem gosta de viajar para conhecer novos sabores ter um leque maior de opções em seu destino turístico. No entanto, entendo que as listas devem guardar coerência entre si, pois são organizadas pela mesma revista. Mas não é o que aconteceu. Para o rol mundial, segundo informações no seu próprio endereço eletrônico, mais de 900 especialistas que integram a academia votam nos melhores do mundo. A lista dos 50 melhores restaurantes asiáticos apresenta aqueles mais votados por estes mesmos especialistas que escolheram os mais mais mundiais. Assim, a coerência entre as listagens é percebida. O número 1 da Ásia é o restaurante japonês Narisawa, localizado em Tóquio. Ele é o primeiro asiático a figurar na listagem mundial, onde ocupa o 20º lugar. O mesmo ocorre com todos os demais, ou seja, os 16 restaurantes da região que aparecem na lista global, quando considerado os 100 melhores restaurantes, estão, em ordem, como os primeiros 16 restaurantes no rol asiático. Já para a América Latina, esta coerência deixou de existir. São apenas 8 restaurantes latino americanos que figuram entre os 100 melhores do mundo, sendo o D.O.M., do chef brasileiro Alex Atala, localizado em São Paulo, o primeiro latino americano a figurar na lista global, ocupando, em 2013, a sexta posição. Astrid Y Gaston, do chef peruano Gastón Acurio, surge em 14º lugar no rol mundial, sendo o segundo latino americano a aparecer entre os melhores do mundo. Ao conferir a lista dos 50 melhores restaurantes da América Latina, fiquei surpreso com as trocas de posições entre os restaurantes. Astrid Y Gaston é o primeiro colocado, seguido por D.O.M.. Mas as trocas também ocorreram em outras posições. Na The World's 50 Best Restaurants 2013, é a seguinte a ordem em que aparecem os latino americanos, ressaltando que o número entre parênteses corresponde à posição de cada um na relação global:

1º - D.O.M. (6º) - São Paulo, Brasil
2º - Astrid Y Gaston (14º) - Lima, Peru
3º - Pujol (17º) - Cidade do México, México
4º - Biko (31º) - Cidade do México, México
5º - Maní (46º) - São Paulo, Brasil
6º - Central (50º) - Lima, Peru
7º - Malabar (76º) - Lima, Peru
8º - Roberta Sudbrack (80º) - Rio de Janeiro, Brasil

Na The Latin America's 50 Best Restaurants 2013, os dez primeiros colocados são os que se seguem:

1º - Astrid Y Gaston (14º) - Lima, Peru
2º - D.O.M. (6º) - São Paulo, Brasil
3º - Pujol (17º) - Cidade do México, México
4º - Central (50º) - Lima, Peru
5º - Maní (46º) - São Paulo, Brasil
6º - Biko (31º) - Cidade do México, México
7º - Malabar (76º) - Lima, Peru
8º - Boragó (não figura na lista dos melhores do mundo) - Santiago, Chile
9º - Tegui (não figura na lista dos melhores do mundo) - Buenos Aires, Argentina
10º - Roberta Sudbrack (80º) - Rio de Janeiro, Brasil

É certo que existe uma outra academia de votantes para a listagem latino americana, da qual fazem parte 250 especialistas da região, mas por ser organizada pela mesma entidade, é, no mínimo, estranha a situação. Para o mundo, o D.O.M. é o melhor latino americano, mas para a região em questão ele é superado pelo Astrid Y Gaston. Isto sem falar que o restaurante Biko foi ultrapassado por dois sul americanos: Central e Maní. O primeiro, inclusive, fica à frente do segundo no rol regional. Para maior espanto, Boragó e Tegui, que nem aparecem na listagem mundial entre os 100 melhores, estão à frente de Roberta Sudbrack quando ficamos apenas na América Latina. É chato levantar suspeitas, mas como o evento de lançamento teve lugar em Lima, com uma cervejaria peruana, Cusqueña, como patrocinadora master e com o apoio da PromPeru, responsável por incentivar o turismo naquele país, fico com minhas dúvidas sobre a isenção desta listagem divulgada no início de setembro. Quero esclarecer que não coloco em dúvidas a qualidade do Astrid Y Gaston, que conheço não só a unidade de Lima, da qual gostei muito, mas também as de Santiago (Chile), Bogotá (Colômbia), Cidade do México (México) e Buenos Aires (Argentina), das quais tive excelentes experiências gastronômicas. Questiono a falta de coerência entre as listagens organizadas pela mesma The Restaurant Magazine e divulgadas no mesmo ano, com uma diferença de apenas pouco mais do que quatro meses entre as duas.
Quanto à lista em si, oito países colocaram algum de seus restaurantes entre os 50 melhores da região, ficando assim a distribuição geográfica:

Argentina - 15 restaurantes
México - 10 restaurantes
Brasil - 9 restaurantes
Peru - 7 restaurantes
Colômbia - 4 restaurantes
Chile - 2 restaurantes
Uruguai - 2 restaurantes
Venezuela - 1 restaurante.

Do Brasil, temos a seguinte listagem, pela ordem em que aparecem na The Latin America's 50 Best Restaurants 2013, figurando entre parênteses sua posição nesta lista:

1. D.O.M. (2º) - São Paulo
2. Maní (5º) - São Paulo
3. Roberta Sudbrack (10º) - Rio de Janeiro
4. Mocotó (16º) - São Paulo
5. Fasano (23º) - São Paulo
6. Attimo (32º) - São Paulo
7. Olympe (35º) - Rio de Janeiro
8. Remanso do Bosque (38º) - Belém
9. Epice (41º) - São Paulo

gastronomia

terça-feira, 5 de março de 2013

GASTRONOMIA NA CIDADE DO PANAMÁ - LA MAR



Endereço: Calle José Ignacio Fábrega con Vía Argentina. El Cangrejo, detrás del gimnasio Power, Cidade do Panamá, Panamá. (http://www.lamarcebicheria.com/panama/)

Contatos:  50 7 209 3323

Diferencial: os ceviches como entrada.

Especialidade: culinária peruana, sob a supervisão do chef Gastón Acurio.

Quando fui: jantar do dia 25 de fevereiro de 2013, segunda-feira. Estava sozinho. Cheguei às 20:15 horas, permanecendo no local até às 21:30 horas. O restaurante estava bem vazio, consequência da falta de energia que tomou conta do Panamá durante boa parte do dia. Fiquei em uma mesa para quatro pessoas, encostada na parede, com ampla visão para todo o restaurante, especialmente para a cozinha aberta.

Serviço: bom, com garçons atentos e cordiais. O maitre ficou um bom tempo conversando comigo.

O que bebi: uma dose de pisco souer, o drinque mais característico do Peru (feito a base de pisco, bebida extraída da cana de açúcar, limão, goma e uma gota de angustura) (U$ 6,95). Acompanhou a bebida água sem gás, cortesia do restaurante.


pisco souer

O que comi: aceitei o couvert, também cortesia da casa, com chips de batata doce com dois molhos, que não provei. Comi o baldinho de chips inteiro, enquanto esperava a entrada chegar.  De entrada, fui de cebiche mixto (U$ 11), composto de corvina, lula, polvo, camarão e mexilhão, tudo em leite de tigre (leche de tigre) clássico. Estava sensacional, com os ingredientes frescos e bem macios. Um pedaço de batata doce, bem alaranjada, acompanhou o prato, enfeitado com uma folha de alface e um pedaço de pimenta vermelha. Muita cebola roxa cortada em tiras estava por cima do ceviche. Como prato principal, não fugi do tradicional, pedindo um arroz chaufa tapadito (U$ 12,50). Bem servido e perfumado, o prato consiste de arroz salteado e selado, coberto por uma tortilha de trigo, misturado com mariscos e pimentões picados passados na panela wok. Um toque de azeite foi perfeito. A novidade para mim foi a tortilha, pois das outras vezes que experimentei este prato, não havia tal ingrediente. Confesso que prefiro sem ela. Tanto é assim, que a deixei de lado. No mais, estava muito bom. Não resisti e pedi uma sobremesa, ficando também em um clássico da culinária peruana, o suspiro clasico (U$ 6). O doce de leite que compõe a sobremesa estava muito doce, o que comprometeu o seu sabor. Deixei mais da metade.


cebiche mixto


arroz chaufa tapadito


suspiro clasico

Valor total da conta: U$ 39.

Minha avaliação: * * * 1/2. Local agradável, bom atendimento e comida gostosa, mas distante da qualidade do La Mar de São Paulo ou de Santiago, Chile (que nem existe mais).

Gastronomia Cidade do Panamá

segunda-feira, 4 de março de 2013

APAGÃO NO PANAMÁ


Hard Rock Hotel Panama Megalopolis

Cheguei à Cidade do Panamá às 14 horas da segunda-feira, dia 25 de fevereiro, no horário previsto. O desembarque foi rápido. Muita gente ficou no aeroporto para conexão. São poucos os que ficam no Panamá. Fui rapidamente para o controle de imigração, onde o código de barras de meu novo passaporte não foi lido por duas vezes, fazendo com que a atendente ficasse de cara amarrada, mas logo um sorriso apareceu no seu rosto e, enquanto ela fazia os procedimentos necessários, ficamos conversando. Ao ser liberado, ela me entregou um folheto com um cartão de seguro-saúde, cortesia do governo panamenho para o estrangeiro que desembarca no país, garantindo eventuais atendimentos no período de estadia de todo turista. Ela ainda me desejou uma ótima permanência no Panamá. Minha bagagem demorou uns vinte minutos para aparecer na esteira. Depois de pegá-la, fui para o controle alfandegário, onde entreguei o formulário que recebi durante o voo, devidamente preenchido, e passei mala, mochila e bolsa pela máquina de raio X. Em seguida, saguão de desembarque, onde procurei o cartaz "Megalopolis", conforme explicado em e-mail pelo Hard Rock Hotel Panama Megalopolis, uma vez que tinha contratado o serviço de traslado aeroporto-hotel-aeroporto por U$ 36 (R$ 72,00), mais taxas, com lançamento na conta do meu quarto. Um sorridente funcionário estava ao lado da placa. Quando me apresentei, perguntou se estava só, recebendo resposta afirmativa e me levando até o balcão da empresa. Lá, não acharam meu nome. Peguei o celular e mostrei o e-mail confirmando o traslado. A atendente me disse que estavam com problema de energia, motivo pelo qual não conseguiria checar no computador. Só então percebi que o aeroporto tinha luzes mais fracas. Ela pediu para eu esperar um pouco, sentado em uma cadeira em frente ao balcão, enquanto fazia meu recibo. Não demorou nem dez minutos o recibo ficar pronto, eu assinar e ser acompanhado até a van que me conduziu ao hotel. Eu não tinha contratado um serviço privativo, mas fui sozinho no carro. O motorista me disse que em dias normais o trajeto é cravado em 18 minutos, mas como o trânsito estava confuso mais para perto do hotel, levaríamos um tempo maior. Culpou o trânsito lento pela falta de energia na cidade. Aproveitei para pedir algumas informações sobre a cidade, especialmente sobre a necessidade de fazer câmbio. Não precisava de trocar dólares por balboa, a moeda local, uma vez que o dólar era moeda corrente no país. Disse também que à noite era recomendável não andar a pé por certas regiões e que para pegar um táxi, era melhor negociar o preço antes, pois não havia taxímetro. Levamos cerca de quarenta minutos para chegar ao hotel. As duas maiores entradas do enorme hotel estavam fechadas. O motorista me deixou em uma entrada menor, quase na esquina. Ao entrar, nada de música, como eu esperava, e tudo escuro. No check in, o recepcionista me disse que estavam com problemas de energia, mas que um elevador funcionava com gerador. Pediu desculpas pelo inconveniente, dizendo que estavam fazendo todos os esforços para minimizar os problemas com a falta de luz. Muita gente aguardava sentado nos diversos sofás da recepção e havia muita bagagem no lobby do hotel também. Os procedimentos do check in foram rápidos. O recepcionista me perguntou se preferia vista para o mar ou para a cidade. Devolvi a pergunta para ele, que me respondeu que preferia a vista da cidade. Tive a mesma escolha. Recebi a chave magnética do quarto 4036, ou seja, estava no 40º andar. São muitos elevadores espalhados pelo amplo saguão do hotel. Com certeza mais de dez. Peguei o mais próximo de onde fiz o check in, único que funcionava. Mas não tinha fila nenhuma. Subi sozinho. O quarto é enorme, com uma sala/cozinha, um bom banheiro e um quarto com uma janela que ocupa o lugar da parede, com uma ótima vista para a cidade, com um prédio de arquitetura torcida dominando a paisagem. O calor que fazia no quarto era grande. Tentei ligar o ar condicionado, mas não fui feliz. Tentei navegar na internet, mas também sem chances. Desfiz a mala, tomei um banho, tentei tudo de novo e nada. Resolvi descer. No corredor do andar, apertei os botões dos elevadores e não tive resposta. Andei por toda a extensão do andar, aproveitando para ver a decoração com objetos de artistas do pop-rock, no caso, instrumentos musicais que pertenceram a integrantes da banda Van Halen. Encontrei uma camareira do hotel que me disse que tinham desligado todos os elevadores, até mesmo o que funcionava com gerador. Ela me falou que a falta de energia era uma constante no país e que isto preocupava muito, pois afugentava turistas. Assim, descobri que a falta de energia era geral, todo o Panamá estava sem luz desde às duas horas da tarde, horário em que cheguei ao país. Voltei para o quarto. A energia passou a ficar intermitente, indo e voltando em espaços de dez minutos. O ar condicionado ligava, mas nem dava para refrigerar o quarto, pois logo desligava. O calor era insuportável e sendo moderno o hotel, não havia como abrir janelas, pois elas eram apenas uma parede de vidro. Às 16:30 horas, com mais de uma hora no quarto, resolvi tentar descer de elevador, na esperança de que algum funcionava com gerador. Nada feito. Decidi descer os quarenta andares de escada. No trigésimo andar já me arrependera, mas continuei. No décimo, as pernas já tremiam e cheguei em um ponto sem saída. Encontrei um pedreiro, pois o andar estava em obras, e ele me apontou por onde continuava a escada. Quando cheguei no térreo, minhas pernas não queriam obedecer ao comando da mente. Fui procurar um local para me sentar, sendo difícil de achar um sofá, cadeira ou poltrona vazios. Fiquei em um pequeno sofá de frente para a rua, ao lado de uma senhora idosa da República Dominicana. Ela me disse que era melhor garantir um local no sofá, pois se a luz não voltasse, dormiria ali mesmo. Fiquei um tempo conversando com ela. Quando cansei, subi um lance de escada, chegando ao enorme bar Mamies, onde pedi uma Coca Cola Light, mas fui avisado que não tinha gelo para colocar no copo. O refrigerante estava levemente frio. Aceitei assim mesmo. Tinha U$ 20 por dia para gastar nos bares do hotel, só pagando a gorjeta. Satisfeita a sede, resolvi conhecer o Multicentro, um shopping ligado ao hotel por uma passarela, onde os hóspedes tem descontos de, no mínimo, 10% em várias de suas lojas. A passarela começa bem próxima ao bar onde eu estava. No mesmo shopping fica a filial do Hard Rock Café da cidade. O shopping estava às moscas, sem luz e com todas as suas lojas fechadas, mas deu para ver as vitrines. O shopping é feio e tem o pé direito baixo em alguns corredores. Voltei para o hotel, ficando no saguão do térreo até a luz voltar, o que ocorreu por volta de 20:00 horas. Foi uma loucura para pegar os elevadores, pois todo mundo quis subir na mesma hora. Por questões de segurança, não colocaram todos os elevadores para funcionar. Enfim, a música voltou a preencher os espaços do hotel. Os vários painéis de LCD voltaram a transmitir mensagens e passar vídeos de shows. Os balcões principais do check in também voltaram a operar, assim como as portas principais do hotel. Alguns funcionários tentavam, em vão, organizar filas para o elevador, mas ninguém prestava muito atenção ao fato, embolando na hora de entrar. Esperei um tempo, subi, troquei de roupa, programei o ar condicionado, verifiquei que o wi-fi, gratuito e sem senha, funcionava, naveguei um pouco na internet e desci novamente para jantar, pois estava com muita fome. Os restaurantes do hotel estavam lotados e com filas de espera. Na verdade, os hóspedes não queriam se arriscar, saindo para jantar e ter novo apagão generalizado.  Fui até a concierge, pedindo para verificar se o Hard Rock Café estava aberto. Ela ligou e ninguém atendeu. Seu colega chegou e dissipou a possível dúvida: o restaurante não voltara a funcionar, pois o shopping ficou fechado. Pedi uma indicação para jantar. Ela fez algumas ligações, conseguindo retorno de uma delas. Anotou nome e endereço em um papel, dizendo que era bem próximo ao hotel. Ao ver o nome Gaucho, disse para ela que não tinha vindo do Brasil para comer em um restaurante com aquele nome. Ela sorriu, dizendo que procurara uma steak house, já que eu tinha falado no Hard Rock Café, e que o Gaucho era um restaurante argentino. Insisti para ela verificar outro restaurante, quando me veio à mente o La Mar, do chef peruano Gastón Acurio. Ao ligar, a concierge perguntou se a casa funcionava normalmente naquela noite e se precisava de reserva. Desligou o telefone e me disse que o restaurante estava funcionando, mas que nem todos os pratos do cardápio estavam disponíveis por causa da falta de energia. Deu-me o endereço, informando que poderia negociar o preço da corrida com um taxista na porta do hotel e que, se eu precisasse, um dos mensageiros poderia me ajudar. Agradeci e fui fazer a bendita negociação. Mesmo sabendo que estava sendo explorado, aceitei o preço de U$ 10 (R$ 20,00) pela corrida do hotel até o La Mar. O trânsito fluía bem, mas a película escura nos vidros do carro me impediam de ver a cidade. Chegamos no restaurante às 20:15 horas. Paguei e o motorista me peguntou se queria que ele me buscasse, mesmo valor, obviamente. Combinei com ele de estar na porta do restaurante às 21:30 horas. Tive uma hora e meia para degustar as iguarias da culinária peruana, cujas impressões estão em postagem específica. No horário combinado, o taxista me aguardava. No hotel, percebi, pela primeira vez, que os efeitos de ter descido quarenta andares de escada começavam a fazer estragos nas minhas pernas. Elas doíam muito, como se fossem dores musculares de quem está sem fazer exercício há muito tempo. Entrei no quarto, tomei um banho demorado, deixando a água quente cair forte nas duas pernas. Relaxado, deitei. Não demorou muito e já estava dormindo. Foi um sono profundo, em cama macia e confortável.

turismo

segunda-feira, 19 de março de 2012

GASTRONOMIA EM BUENOS AIRES, ARGENTINA - ASTRID & GASTÓN




Endereço: Lafinur, 3.222, Palermo, Buenos Aires, Argentina.

Especialidade: culinária peruana sob o comando do chef Gastón Acurio.

Ambiente: fica em um sobrado antigo, com vários ambientes tanto no primeiro quanto no segundo piso, respeitando a divisão da antiga residência. As paredes precisam de uma nova pintura. Ficamos no salão mais ao fundo do primeiro piso, único local onde havia mesas ocupadas.

Serviço: discreto, mas lento.

Quando fui: almoço do dia 25 de fevereiro de 2012, sábado. Éramos três.

O que bebi: água com gás Villavicencio e uma dose de pisco souer, que estava bem refrescante. Muito bom.



O que comi: aceitamos o couvert da casa, consistindo de pães variados e manteiga. Como entrada, compartilhamos dois pratos: cebiche criollo (cebiche mixto e salsa de rocoto cubierto de chipirón frito y patacón de batata) e uma degustación de causas. O ceviche estava muito bom, com um sabor picante devido ao rocoto e crocante, devido às lulas fritas. As causas estavam divinas, com recheios de caranguejo, camarões e peixe. Como prato principal, escolhi um saltado y tacu tacu (salmón blanco, zetas, ajíes, cítricos y toques chifas sobre tacu tacu de porotos y crema peruano). O filé de salmão branco estava tenro e muito saboroso devido aos ingredientes de seu molho. O tacu tacu, uma massa frita de feijão, ficou muito encharcado por causa do molho do peixe, perdendo a crocância original, mas não perdeu seu sabor característico. Sem sobremesa, nem café.


cebiche criollo e degustación de causas 


saltado y tacu tacu 


Quanto paguei: $ 221,1o (U$ 50,77), valor individual.

Minha avaliação: +++. Conheço as unidades do Astrid & Gastón de Lima, Cidade do México, Bogotá, Santiago e Buenos Aires. Este último não é tão bom quanto os demais, ficando em um nível abaixo, mas mesmo assim a comida é muito boa. Vale uma visita.

Gastronomia Buenos Aires (Argentina)

terça-feira, 13 de março de 2012

GASTRONOMIA EM SANTIAGO, CHILE - ASTRID & GASTÓN




Endereço: Antonio Bellet, 201, Providencia, Santiago, Chile.


Especialidade: culinária peruana. Filial do restaurante de Lima, Peru, cujo proprietário é o chef Gastón Acurio.


Ambiente: fica em um rua tranquila, em um casa antiga de dois pavimentos. Do lado de fora arcos na cor salmão enfeitam a varanda do restaurante. No interior predomina o vermelho terra, dando um calor especial aos diversos ambientes do local. Fiquei no salão principal, onde o pé direito é alto e dá para ver a cozinha, separada por uma parede de vidro. Há mesas debaixo da arcada interna, também com arcos, e no piso superior, onde também fica a adega. O chão é em grandes ladrilhos nas cores preto e branco.








Serviço: eficiente. A hostess foi cortês, acompanhando-me até a mesa com amplo sorriso. Ao saber que era brasileiro, levou um cardápio em português. Os garçons são mais antigos, já experientes. Embora com o toque santiaguino da rapidez em tomar os pedidos, foram cordiais e muito atenciosos, preocupados em saber se eu estava satisfeito com meu pedido.

Quando fui: almoço do dia 16 de fevereiro de 2012, quinta-feira. Estava só.


O que bebi: abri uma exceção, apreciando uma taça do vinho branco Viña Casablanca Nimbus Single Vineyard, chileno, obviamente, da casta sauvignon blanc, safra 2011. Para acompanhar, água mineral com gás Porvenir.

O que comi: aceitei o couvert, pães variados com manteiga e molho com pimentão, creme de leite e rocoto. Como prato principal, fui de nobres causas do Peru. Prato típico e delicioso que sempre está na carta das unidades do Astrid & Gastón espalhados pelo mundo. Feitas de massa de batata chiloé e feijão palhar, tinha em seu topo carne de caranguejo real de Punta Arenas, abacate e tomate cherry. E por cima de tudo, camarões crocantes fritos. Compondo o prato ainda havia cebola roxa, pimenta ají e creme de huacatay. Simplesmente delicioso! De prato de fundo, pedi corvina assada e glaceada em caldo de ameijoas, lulas e polvo. O peixe veio acompanhado de tacu-tacu (uma massa de feijão preto frita) e salada de cebola.



nobres causas do Peru 


corvina assada e glaceada em caldo de ameijoas, lulas e polvo, tacu-tacu e salada de cebola 


Quanto paguei: $ 38.500 (U$ 79,46).

Minha avaliação: ++++. Como sempre, um excelente Astrid & Gastón.



Gastronomia Santiago (Chile)

segunda-feira, 12 de março de 2012

GASTRONOMIA EM SANTIAGO, CHILE - LA MAR




Endereço: Avenida Nueva Costanera, 3.922, Vitacura, Santiago, Chile.


Especialidade: culinária peruana, com ênfase em ceviches. Mais um restaurante do renomeado chef peruano Gastón Acurio.


Ambiente: instalado em uma casa no elegante bairro de Vitacura, possui uma parte aberta e um grande salão interno, com decoração em tons de azul e verde. Também há um bar onde drinques são apreciados por aqueles que aguardam mesa. Na parede do bar há uma grande lousa com as sugestões do dia. Uma outra lousa, no salão, informava que em virtude da pesca predatória do atum, o restaurante deixava de incluir o peixe em seus pratos até que haja uma pesca sustentável deste pescado.



Serviço: apressadíssimo. Parecia que queriam se ver livres de mim rapidamente. Como já estava virando rotina em Santiago, nem bem sentei ejá perguntavam o que iria beber e comer. Tive que pedir calma ao garçom por mais de uma vez. Cheguei a indagar se ali era um restaurante ou um fast food. Os pratos chegaram muito rápidos à mesa.

Quando fui: janta do dia 15 de fevereiro de 2012, quarta-feira. Estava só.


O que bebi: comecei com uma água com gás Porvenir para matar a sede, experimentando, em seguida, uma dose de pisco souer, que estava muito bom. Ao final do jantar, ainda bebi uma lata de Coca Cola Light.


couvert e pisco souer

O que comi: enquanto lia o cardápio, petisquei o couvert da casa: uma cumbuca de milho peruano frito e uma porção de chips de várias batatas. Acompanha os petiscos três molhos picantes, com nível de ardência evolutivo. Os chips de batatas são sensacionais. Devorei toda a cumbuca e tive vontade de pedir mais, mas me controlei, pois logo chegou a entrada, ceviche nikeisalmão em leche de tigre ao molho nikei. Originalmente o prato é feito com atum, mas substituíram-no por salmão devido ao "sumiço" do peixe usado na receita original dos mares. Fui avisado antes de que o ceviche seria servido com salmão. Comer qualquer ceviche da carta do La Mar é certeza de não errar. Estava fantástico e a mistura do limão do leche de tigre com o doce do molho de inspiração japonesa deixou o salmão mais gostoso. Ainda teve o detalhe do abacate por cima de tudo, dando a untuosidade necessária à iguaria. Como prato principal, escolhi um arroz chaufa, um prato muito popular no Peru, uma influência da culinária chinesa. No restaurante, o prato recebeu o nome de chaufa la mar cuja definição no cardápio diz que é arroz de chifa peruano com frutos do mar. Ele vem em um bowl branco, cuja borda não é em um linha vertical, mas levemente inclinada. Simplesmente de comer de joelhos de tão bom. Recusei a sobremesa. Voltei para o hotel com a experiência gastronômica ainda latente em minha mente.


ceviche nikei 


arroz chaufa 

Quanto paguei: $ 30.200 (U$ 62,77).

Minha avaliação: ++++. Minha nota só não foi maior por causa do serviço.

Gastronomia Santiago (Chile)

sábado, 12 de novembro de 2011

MÉRIDA-CANCÚN-CIDADE DO MÉXICO

Acordamos cedo na sexta-feira, dia 27 de outubro, pois marcamos para sair do hotel em Mérida às 10 horas. O motorista foi mais um vez pontual. A viagem de volta para Cancún durou pouco mais do que três horas e meia. O motorista disse que o furacão Rina chegou com menos intensidade na zona hoteleira de Cancún, em categoria 1, também chamada de tormenta tropical. Derrubou apenas algumas poucas árvores e desfolhou outras tantas. A chuva mais forte foi durante a madrugada de quinta para sexta, fazendo com que os poucos hóspedes que ficaram no hotel Ritz-Carlton dormissem todos juntos no ballroom do prédio. Paramos em um dos pedágios da estrada para ir ao banheiro e comer alguns snacks. Foi nosso almoço. Chegamos de volta ao hotel Ritz-Carlton pouco após duas horas da tarde. Eles são muito rápidos na limpeza das ruas, pois quando entramos na cidade, tudo estava limpo, nem parecia que um furacão havia passado na noite anterior. No hotel, o check in foi rápido. Pegamos nossas malas que ficaram lá guardadas, subindo para o quarto piso, onde ficavam os nossos apartamentos nesta nova estadia. Todos os apartamentos do hotel são de frente para o mar. Todos possuem varandas e portas de vidro grandes. Todos tem carpetes (decoração de inspiração francesa). Em todos os quartos entrou muita água da chuva, deixando os carpetes encharcados. Quando tirei os sapatos e coloquei os pés no chão, a água subiu logo do carpete felpudo. Próximo à varanda havia toalhas no chão para absorver um pouco da água. Checamos os quartos dos amigos e todos estavam iguais. Mais tarde, à noite, o serviço de quarto passou um aspirador de água no carpete, diminuindo a sua umidade. Resolvemos aproveitar a bela tarde que fazia, descendo para a piscina, onde ficamos num dolce far niente até o sol se por. Apenas conversa, drinques, comidinhas e piscina. Quando não havia mais sol, voltei para o quarto no intuito de descansar um pouco até a hora de sairmos para jantar. Aproveitei para fazer mais um câmbio, já que a taxa do hotel nos era favorável. Nem desfiz as malas, pois no início da tarde de sábado deixaríamos Cancún em direção à Cidade do México. Dormi um pouco. Após um banho relaxante, todos se encontraram novamente na recepção para decidir onde jantar. Alguns queriam comida mexicana, enquanto outros preferiam algo mais internacional. Prevaleceu a vontade destes últimos. A concierge nos indicou um restaurante cuja especialidade são as carnes, próximo ao hotel, dando para ir caminhando. Aceitamos a sugestão. Ela fez uma reserva para seis. Fomos a pé, em percurso de dez minutos em noite agradável, com uma ótima brisa.

O restaurante é o Harry's (Boulevard Kukulcán Km 14.2, Zona Hotelera), cujo slogan é "prime steakhouse & raw bar". Ele fica ao lado do Puerto Madero, onde tínhamos jantado alguns dias antes. Pareceu-me que ambos são do mesmo grupo. Os dois tem unidades na Cidade do México, uma perto da outra. O Harry's é bem grande, com mais de um salão interno, cuja decoração é um misto de modernidade com austeridade. A varanda é o local mais bonito, com uma bela vista para a chamada Lagoa de Cancún, mas não ficamos lá porque era onde ficavam os fumantes. Colocaram-nos em uma mesa para seis pessoas, no salão com piso rebaixado à esquerda de quem entra. Chamou-me a atenção a vitrine em frente à recepção onde peças de carne ficam secando por 21 dias, se não me engano. Já na mesa, pedimos algumas entradinhas, como algumas empanadas e um carpaccio de polvo (o lado raw bar!), que chega à mesa em bela apresentação. O sabor é ótimo. Um destaque da casa é uma espécie de rosca salgada que faz parte do couvert. É servida dentro da forma em que assou. Sabor salgadinho marcante. O serviço é outro ponto alto da casa. Para os pratos principais, uma bandeja com vários cortes de carne crua chega à mesa. O maitre explica cada um deles. Para quem não gosta ou não quer comer carne à noite, uma outra bandeja é mostrada com enormes frutos do mar, como a lagosta e a pata de caranguejo do Alasca. Todos pediram carne bovina. Meu corte foi um cowgirl (um rib eye assado na brasa com osso). Os cortes são servidos apenas com uma brochette de tomate, cebola e jalapeño (arde muito). Para acompanhar nossos pratos, pedimos purê de batatas e champignons ao vinho branco. As porções foram em quantidade suficiente para todos na mesa. Enquanto comíamos, algumas doses de margaritas foram consumidas. Minha carne estava muito macia, com textura e sabor especial. Confesso que parti um pedaço do jalapeño e harmonizei com a carne. Ficou ótimo, embora bem picante. Ainda pedimos uma sobremesa enorme para compartilhar. Foi um bolo de sorvete com calda quente de chocolate. A calda vem líquida, mas ao entrar em contato com o sorvete, endurece instantaneamente. Achei médio o sabor da sobremesa. Para mim, foi o melhor restaurante dos que conheci em Cancún. A conta ficou em M 4.800 (U$ 369).


Carppacio de polvo


Opções de cortes bovinos


Cowgirl acompanhado de brochette de tomate, cebola e jalapeño



Voltamos felizes para o hotel. Nossa última noite em Cancún. No lobby do hotel nos despedimos de Pedro e Chico, pois eles levantariam bem cedo no sábado porque voariam para Miami logo nas primeiras horas da manhã.

No sábado, com malas prontas, fomos tomar café da manhã em um hotel bem vazio. Os garçons nos chamavam pelo sobrenome, sempre muito atenciosos. A variedade no buffet era menor do que na estadia anterior, mas mesmo assim, era bem farto. Saboreei as delícias mexicanas, incluindo uma doce pitaya, calmamente. Em seguida, Ric, Roberto e David ainda foram aproveitar o sol. Fiquei a ler no quarto. Ao meio dia fizemos o check out. Tudo muito rápido. O transfer para o aeroporto já estava acertado desde o primeiro dia (U$ 130 aeroporto-hotel-aeroporto). Foram pontuais, como sempre. O trajeto do hotel até o Aeroporto Internacional de Cancún dura em torno de meia hora. Check in na Aeromexico. Havia fila, mas andava rápido. Malas despachadas. Cartão de embarque na mão. Tínhamos fome. Decidimos comer um sanduíche na área de embarque. Embora o voo fosse nacional, o embarque se dá pela setor internacional. Fila para passar as malas de mão no raio X. Passei primeiro. Ric em seguida. Pediram para ele abrir a mala. Retiraram todos os líquidos: hidratante, dois frascos de protetor solar, shampoo para lavar a lente que ele usa em um dos olhos, desodorante, o frasco de álcool que eu tinha comprado para tirar a água dos meus ouvidos. Ric estava desolado. Não conseguia entender, só repetindo a frase: "meu shampoo, meu shampoo!". Eu que conversei com o cara do raio X. Ele nos deu duas opções. Voltar ao check in, registrar os produtos e despachá-los ou deixar tudo ali mesmo. Optamos pela segunda alternativa. Refeito do "choque", Ric se juntou aos famintos. Dentre as várias opções da praça de alimentação, ficamos com o Burger King. Gosto de sanduíches de vez em quando. Aproveitamos para checar a internet em nossos celulares, pois havia wi-fi gratuito por vinte minutos para quem fizesse um breve cadastro no sítio eletrônico de uma companhia telefônica. Saciada a fome e vencido o tempo da internet gratuita, demos uma volta no aeroporto. O espaço não é grande, mas deixa os aeroportos brasileiros no chinelo se compararmos com as opções de lojas de souvenir e de conforto. Estava bem cheio, mas ninguém apertado. Há uma loja com artigos de artesanato de todo o país. Os preços são maiores do que na cidade, mas as peças são muito bonitas. Só vi, não comprei nada. Embarcamos às 14:40 horas, no horário marcado em nosso cartão de embarque. Voo bem cheio. Trajeto tranquilo. Pousamos no Terminal 2 do Aeroporto Internacional Benito Juárez às 17:10 horas. Tal terminal é amplo, mais novo e, portanto, mais moderno. Esperamos por pouco tempo nossas malas. David comprou a corrida do aeroporto até o hotel, na Zona Rosa, em um guichê na sala das esteiras. Custou M 270. Ao sair, um agente da polícia federal fica observando todo mundo. Ainda recolhe-se o tíquete de bagagem na porta de saída. Passei rapidamente, mas Ric foi parado pelo agente. Dois fatores me fizeram concluir o motivo da parada: ele desviou do fluxo normal que as pessoas faziam para sair e usava óculos escuros, mesmo dentro de ambiente fechado. David e Roberto vinham atrás e ajudaram-no nas respostas. Todos do lado de fora, pegamos uma Suburbana, um carro grande que cabia todas as nossas malas, que já eram muitas a esta altura. O trânsito da Cidade do México é um inferno, mas como era sábado, final de tarde, o táxi fluía bem. O tempo estava bonito. Fazia frio, algo em torno de 18º C. O hotel que ficamos, o NH Mexico City Zona Rosa, fica em área movimentada, principalmente à noite, com muitos bares, boates, lojas eróticas, pubs, hoteis, restaurantes, teatros e bem perto do Paseo de La Reforma, importante avenida da cidade onde tudo acontece. Nossas reservas eram para suítes júnior. Fiquei no décimo quarto andar, enquanto David e Roberto ficaram no décimo segundo. Detalhe: não há o 13º andar no edifício. Superstição? Depois de um dia bem agitado, resolvi ficar quieto, lendo o guia de turismo que levei para definir o programa dos próximos dias. Só saímos à noite, quando fomos jantar. Há uma infinidade de opções de restaurantes na cidade. Preferimos variar da culinária mexicana, optando por conhecer mais uma unidade do famoso Astrid & Gastón, do não menos famoso chef peruano Gastón Acúrio. Fica na região de Polanco. Fomos de táxi. Na Cidade do México há muitos táxis, a maioria caindo aos pedaços. Dependendo de onde e como você pega o táxi, há uma diferença de preço. Fazendo sinal na rua, o taxímetro começa em M 7. Se pegamos em um ponto fixo, tal preço se inicia em M 22. Se o táxi for de uma chamada zona segura, ele começa em M 50. E ainda há os táxis de porta de hotel, com preço fixos para regiões/locais de interesse turístico, geralmente bem mais caros, e aqueles que os restaurantes chamam, com preços fixos mais altos ainda. Nesta primeira noite, pegamos um táxi na rua. A luz interna estava acesa. Mais do que depressa, eu a apaguei. Fui imediatamente repreendido, de forma educada, pelo motorista. As regras mais recentes exigiam que a luz ficasse acesa permanentemente. Questão de segurança. O trajeto até o Astrid & Gastón foi longo, mas deu para ver a movimentada noite de sábado, perto do Halloween, com muita festa e gente de todas as idades fantasiada nas ruas. Pagamos M 30 a corrida. Resolvi fazer uma resenha somente para a gastronomia mexicana. Desta forma, deixarei os comentários do restaurante peruano para o post específico. Assim que terminamos o jantar, pedimos um táxi ao maitre, que nos atendeu prontamente. Assim que o carro chegou, fomos avisados. Entramos no táxi, dissemos o destino e perguntamos o preço. O motorista disse que tinha que consultar a central, mas deu a partida no carro. Em movimento, a central respondeu que o trajeto sairia por M 180. Um absurdo.Um roubo! Dissemos que não aceitávamos pagar seis vezes mais pelo mesmo trajeto que fizemos para chegar ao restaurante. Ele disse que aquele táxi era mais seguro. O veículo não tinha nenhuma diferença em relação ao outro e ainda tinha a luz interna apagada. Pedimos para parar o carro. Ele ainda tentou diminuir o valor para M 130, mas não quisemos seguir viagem. Ele fez a volta, dizendo que só poderia nos deixar sair na porta do restaurante, por questões de segurança. Voltamos, descemos, atravessamos a rua, ficamos em frente a uma boate. No primeiro táxi que parou deixando um passageiro fantasiado entramos. O motorista cobrava no taxímetro a corrida. Pagamos M 30 pela volta. Passava da meia noite quando chegamos ao hotel. As ruas da Zona Rosa estavam cheias, majoritariamente público GLS. O domingo seria pesado de atrações turísticas para mim e Ric e de compras para nossos amigos. Resolvemos ficar no hotel. Era hora de dormir.

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