Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Leblon. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leblon. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

ANTIQUARIUS - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ)

Endereço: Rua Aristides Espínola, 19, Leblon, Rio de Janeiro, RJ. 

Contato: +55 21 2294 1049.

Especialidade: culinária portuguesa.

Quando fui: almoço de 17 de novembro de 2013, domingo. Éramos 09 pessoas, sem reserva. Mesmo chegando perto de 15 horas, ficamos por muito tempo na fila de espera. Primeiro em pé, perto do balcão do bar, depois em um apertado sofá no segundo piso. Sei que é difícil acomodar nove pessoas em uma mesa, ainda mais em um local concorrido e em tarde de muita chuva no Rio de Janeiro, mas ficamos em uma mesa muito apertada, o que dificultava, inclusive, o serviço dos garçons. Demoramos quase três horas no restaurante.

Serviço: deixamos o carro com o manobrista, cujo serviço não é cobrado. Quando chegamos, alguns amigos já nos esperavam no bar, onde comiam croquetes enquanto não havia mesa disponível. O vai-e-vem dos garçons era rápido e alguns chegavam a trombar uns nos outros. Quando fomos para o sofá no mezanino, serviram croquetes e bolinhos de bacalhau, além das bebidas que cada um pediu. Já na mesa para o almoço, o serviço desandou. Não anotaram todos os pedidos no mesmo tempo, sendo necessário reclamar para eu ser atendido. Depois, os pratos demoraram quase uma hora para chegar à mesa. E quando chegaram, não vieram todos de uma só vez. Alguns esperaram mais um pouco para começar a comer. No meu caso, que pedi um arroz de pato, este veio frio, sinal de que já estava pronto há muito lá na cozinha. Também não aprecio levarem o que restou do prato que é servido em panelas de cobre para a estufa, pois os garçons não ficam atentos se o cliente quer mais um pouco.

O que bebi: apenas Coca Cola e uma xícara de café espresso ao final da refeição. 

O que comi: compartilhamos o farto couvert da casa, que era reposto constantemente, mas sem um critério definido, pois alguns quitutes só vieram à mesa uma única vez, como o queijo serra da estrela quente e os croquetes de carne. O couvert é variado e muito bom: risoles de camarão, bolinhos de bacalhau, bolinhas de queijo, torradas, pão de alho, manteiga, patê de fígado de ave, berinjela com tomate, croquetes de carne e queijo serra da estrela levemente derretido (R$ 28,00). Como prato principal, escolhi o famoso e tradicional arroz de pato a Antiquarius (R$ 89,00). Demorou para chegar e veio frio, o que matou o sabor do prato. Uma pena, pois já tinha experimentado em outras ocasiões e sempre saí satisfeito com minha escolha.


Valor que me coube no total da conta: R$ 190,00.

Minha avaliação: * * *. Cada vez que tenho ido ao Antiquarius, vou ficando mais decepcionado. Desta vez, achei muito tumultuado o serviço e a comida apenas mediana. A decoração chama a atenção, reproduzindo o ambiente interno da Pousada Santa Luzia, em Portugal.

Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

VENCHI - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ)

Endereço: Rua Dias Ferreira, 217, loja A, Leblon, Rio de Janeiro, RJ.

Contato:  (21) 3596 5170

Especialidade: sorvetes e chocolates.

Quando fui: final da tarde de 14 de setembro de 2013, sábado. Éramos cinco pessoas. A loja é pequena e bastante movimentada, com fila no caixa e no balcão de atendimento. A maioria pega o sorvete e fica na calçada em frente saboreando a iguaria feita seguindo métodos italianos.

Serviço: cordial e rápido. Atendentes gentis, permitindo a prova dos sabores.

O que bebi: nada.

O que comi: um copo, tamanho pequeno, de sorvete (R$ 9,00). Pedi dois sabores, embaixo ficou o sabor azteco, chocolate amargo 75%, feito com água, simplesmente delicioso. Por cima, ficou o sabor tiramisù. É bom, mas o azteco deu de mil.


Valor que paguei do total da conta: R$ 9,00.

Minha avaliação: * * * *. Ótima pedida para enfrentar o calor do Rio de Janeiro. Não experimentei os chocolates, o forte da casa, que tem uma tradição de mais de um século na Itália e chegou ao Brasil em 2013.


Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

SAWASDEE BISTRÔ - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ)


Endereço: Rua Dias Ferreira, 571, Leblon, Rio de Janeiro, RJ. Há uma outra unidade do restaurante no São Conrado Fashion Mall(www.sawasdee.com.br)

Contatos:  (21) 2511 0057

Especialidade: culinária tailandesa (thai food), sob o comando dos chefs Marcos Sodré e Thiago Sodré (pai e filho). O restaurante tem uma estrela no Guia Quatro Rodas 2013.

Quando fui: almoço do dia 14 de setembro de 2013, sábado. Éramos cinco pessoas. Fomos acomodados em mesa no canto direito de quem entra, próxima ao espelho. Tínhamos uma ótima visão de todo o restaurante. Quando chegamos já passavam das 15 horas. Não foi preciso esperar mesa livre. Só saímos depois de 17:30 horas.

Serviço: cordial, sorridente, seguindo o modo oriental de servir. Garçons prestativos e sempre atentos. Os pratos demoraram cerca de vinte minutos para chegar à mesa. Há wi-fi grátis, mediante solicitação de senha.

O que bebi: iniciei com um drinque chamado My Thai, preparado com vodca, limão kafir, hortelã e capim limão (R$ 19,50). Servido em uma taça de borda grande, tipo as que servem Dry Martini. Vem decorado com uma pimenta malagueta cuja cor vermelha contrasta bem com o verde opaco da bebida. O hortelã deixa um leve sabor refrescante na boca, enquanto o capim limão puxa para o doce, suavizado pelo limão. Gostei, embora para quem gosta de bebidas fortes, a vodca não se sobressaia. Para acompanhar, pedi uma garrafa de 300 ml de água com gás Pouso Alto (R$ 4,90). Ao final, um bem tirado café espresso da marca Nespresso (R$ 5,90).



O que comi: logo que nos sentamos, dois cestos de mandiopã, cortesia da casa, foram colocados na mesa. Sabor de infância! Antes dos pratos principais, pedimos três entradas para compartilhar entre os cinco da mesa. Não quis sobremesa.


01) Berinjela missô (R$ 17,00) – berinjela frita coberta com pasta de soja e gergelim torrado. Excelente. O prato é bem servido, com uma berinjela grande cortada de forma longitudinal pela metade. A casca frita era bem consistente, enquanto a polpa se soltava facilmente dela e ao contato com a boca, quase derretia. Sabor maravilhoso desta polpa com a pasta de soja. O torrado do gergelim amenizava o gosto forte do tempero puxado no sal que está na pasta.


02) Salmon dream (R$ 24,00) – quatro bolinhos de salmão à milanesa, crocantes por fora e cremosos por dentro, como descrito no cardápio. Vem acompanhado por um molho de pimenta com mel, o que garantia o sabor doce e levemente picante ao mesmo tempo, não deixando a gente se esquecer que estávamos em um restaurante de comida tailandesa.


03) Tartar de atum com shimeji trufado e crocante de arroz (R$ 24,00). Este eu não provei, mas os demais da mesa gostaram muito. Das três entradas, é o que tem a melhor apresentação visual.


Prato principal: ped makarm (R$ 65,00) – trata-se de um magret du canard (peito de pato) marinado com especiarias, grelhado ao molho de tamarindo com cebolas crocantes e couve frita. Algumas folhas de alface roxa compunham a decoração do prato. Muito bem servido, com o magret no ponto correto, quase cru por dentro, devidamente fatiado e envolto no molho de tamarindo. Não estava muito ácido porque tanto as especiarias que entranharam na carne quanto as cebolas crocantes amenizavam o sabor. Boa sensação de acidez, doçura e um picante longínquo na boca. A couve frita estava bem crocante, mas ao entrar em contato com o molho, perdia em sabor.



Valor que paguei do total da conta: R$ 125,00.

Minha avaliação: * * * *. Várias vezes fui ao Rio de Janeiro e tive oportunidade de conhecer este restaurante, mas sempre havia um problema que eu não conseguia ir. Enfim, conheci e recomendo muito. Restaurante para ir quando não se tem pressa para apreciar uma bela refeição.


Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)

domingo, 30 de dezembro de 2012

CHEZ L'AMI MARTIN - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ)


Endereço: Avenida General San Martin, 1.227, Leblon, Rio de Janeiro, RJ.

Contatos: 21 2512 8612.

Diferencial: o menu diário escrito na lousa na porta do restaurante, como nos bistrôs parisienses; a trilha sonora recheada de clássicos da música francesa e a batata frita servida no couvert.

Especialidade: culinária francesa com toques contemporâneos, sob o comando do chef Pascal Jolly.

Quando fui: almoço do dia 29 de dezembro de 2012, sábado. Éramos seis pessoas, sem reserva. Ligamos antes para saber se estava tranquilo e se podíamos ir de chinelo, pois o calor estava quase que insuportável no Rio de Janeiro. Não havia restrição quanto ao chinelo. Quando chegamos, por volta de 15:20 horas, não havia ninguém no restaurante. Ficamos mais de duas horas no local.

Serviço: lento, mesmo com o restaurante vazio.

O que bebi: dois copos de suco de tangerina, que embora tenham demorado muito para chegar à mesa, estava delicioso. Ao final, um forte café espresso.




O que comi: aceitamos o couvert da casa (R$ 16,00, valor individual), consistindo de baguete da Maison Guerin, manteiga levemente temperada com flor de sal, azeitonas portuguesas pretas, amêndoas salgadas, batatas fritas e molho de maionese, alho, azeite extra-virgem, gema de ovo pasteurizada e pimenta. Os itens do couvert foram repostos na medida em que iam acabando. Não comi as fritas, mas todos acharam-nas sequinhas e muito bem feitas. A sua apresentação chama a atenção, servida em um cone de papel manteiga encaixado dentro de um copo de plástico. Pão fresquinho e ótimo com o molho para a batata. Dividimos também duas saladas enquanto esperávamos nossos pratos. A primeira recebe o nome de les figues et sa riquette (R$ 35,00) - figos maduros grelhados servidos com aceto balsâmico, salada de rúcula e lascas de Grana Padano. As folhas da rúcula eram bem grandes, com seu sabor ardido combinando bem com o balsâmico e a doçura dos figos. Gostei muito. A segunda salada foi a la salade caprese da Provence (R$ 36,00) - salada de queijo burrata fresco servido com rúcula, lascas de presunto cru, tomate assado, azeite de manjericão, tapenade de azeitonas e torradas de pão italiano. Foi a salada que o pessoal da mesa mais gostou. Não posso emitir opinião, pois não experimentei. Escolhi como prato principal  um cherne, mas quando o pedido de Ric chegou, vi que ele não fez uma cara boa. Sugeri que trocássemos de prato, o que aceitou de pronto. Assim, acabei comendo o façon Rossini (R$ 110,00) - steak de filé mignon servido com escalope de foie gras francês grelhado acompanhado de arroz basmati à moda piemontese, cenoura e cogumelo paris grelhados e finalizado com molho rôti. Troquei o arroz com Ric, ficando com a versão que acompanha o peixe: arroz basmati ao perfume de capim limão. O foie gras estava grelhado no ponto certo, combinando perfeitamente com a carne, muito macia, por sinal. Legumes cortados de forma bem fina, facilitando que o molho entranhasse bem em seus pedaços. Gostei muito. Pulei a sobremesa.



 couvert da casa


les figues et sa riquette


a salade caprese da Provence


façon Rossini



Valor total da conta: R$ 927,00.

Minha avaliação: * * * 1/2.

Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

UMA CARTA PARA MADONNA

Assim que se iniciou a venda de ingressos para os shows da MDNA Tour da cantora Madonna no Brasil, garanti os meus. Escrevo no pural porque comprei ingresso tanto para o show do Rio de Janeiro, inicialmente marcado para sábado, 01º de dezembro, como consta impresso no tíquete, quanto para o primeiro show de São Paulo, no dia 04 de dezembro. Ambos para a pista premium. Passados alguns dias, a data do Rio de Janeiro foi alterada para o dia 02 de dezembro, domingo, no mesmo horário e local, ou seja, 20 horas, Parque dos Atletas, onde aconteceu o Rock in Rio 2011 e o recente show de Lady Gaga, nos quais também marquei presença. Por motivos de trabalho, fiquei impossibilitado de ir ao show de São Paulo, mas não consegui vender meu ingresso. Conferi o aguardado show da turnê mundial mais rentável de 2012 somente no palco montado no Parque dos Atletas, no longínquo bairro do Recreio dos Bandeirantes. Cheguei ao Rio de Janeiro na noite de sexta-feira, dia 30 de novembro, para aproveitar o final de semana. A previsão do tempo indicava possibilidades de chuva para a noite do show. Assim, uma bota impermeável  e uma capa de chuva seriam essenciais. Levei a bota, deixando para comprar a capa na mão de algum camelô na porta do Parque dos Atletas. Na manhã de domingo, o Rio de Janeiro amanheceu radiante, com céu azul, poucas nuvens esparsas, uma leve brisa e muita gente nas ruas. Abri uma exceção e fui caminhar no calçadão de Ipanema. Aos domingos, uma das pistas da avenida fica interditada para o trânsito de automóveis, ficando tomada de pedestres que caminham, correm, andam de skate, de patins, conversam, se encontram, todos felizes. Uma turma exibia cartazes oferecendo abraços gratuitos. Tinha gente que parava e abraçava com vontade um dos integrantes desta turma. Outros paravam e tiravam fotos e outros fingiam que nem viam aquela forma de expressão, de comunhão com o próximo. Parei e abracei uma baixinha do grupo. Comecei minha caminhada na altura da Rua Aníbal de Mendonça, indo em direção ao Arpoador. No céu três aviões que rebocam faixas de propaganda, algo bem típico do Rio de Janeiro, levavam faixas alusivas ao show de Madonna, escritas em inglês. Diziam sobre uma carta enorme de fãs para a rainha do pop. Quando cheguei no cruzamento da Avenida Vieira Souto com Rua Joana Angélica, vi o fim de um extenso banner no chão e muitos promotores com a camisa da Renner, loja de departamentos que patrocina a turnê de Madonna no Brasil, chamando as pessoas que passavam para deixar uma mensagem para a cantora. Todos tinham canetas nas mãos. A tal carta enorme que uma das faixas aéreas mencionava estava na minha frente. Fui seguindo meu caminho, margeando a tal carta. Ela reproduzia textos, desenhos e fotos que milhares de fãs postaram no Twiter, todos fazendo referência à Madonna e sua turnê. Este banner acabou por formar a carta de fãs. Muitos pedestres paravam para ler alguma coisa, para tirar fotos, pegavam as canetas e escreviam ou desenhavam mensagens e declarações à cantora. Não parei, embora muitos monitores me abordaram com a caneta em minha direção, convidando-me para escrever qualquer rabisco. A carta terminava, ou começava, dependendo do ponto de referência de cada um, em frente ao Hotel Fasano, onde a cantora estava hospedada. Caminhei até o final da Praia do Arpoador, retornando pelo mesmo caminho de ida. Na volta, não resisti. Dei uma breve parada, peguei uma caneta e escrevi uma frase curta: "Mais um show!", pois seria a segunda vez que veria a cantora ao vivo em solo brasileiro (a primeira foi no início da década de 1990), assinei, registrei em foto, ganhei uma garrafa de água, algo providencial pelo calor que fazia, e segui minha caminhada até o Posto 11, já no Leblon. Quando completei uma hora de exercício, resolvi encontrar meus amigos que estavam na praia, na altura do Posto 10, em Ipanema. Quando eles me viram chegar, nem acreditaram. Fui além, mergulhando nas águas geladas do mar do Rio de Janeiro, algo que não fazia há mais de uma década, me energizando para o show da noite.

show

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ALÔ, DOLLY!


Aproveitando que estava no Rio de Janeiro para ver o show da Madonna, consultei a agenda cultural para o final de semana. Entre as muitas opções estava o musical Alô, Dolly!, em cartaz no Teatro Oi Casa Grande, no Leblon, localizado bem próximo de onde eu estava hospedado. Dois amigos de Brasília que estavam comigo toparam ir. Era sábado, perto de 20 horas. A peça começava às 21 horas. Verifiquei, antes de sair, se havia ingresso disponível para aquela noite. Consultando o site que vende as entradas para o musical, confirmamos que havia lugar disponível. Fomos rapidamente para a bilheteria do teatro, onde encontramos uma pequena fila. Cinco pessoas estavam à nossa frente. Enquanto esperávamos, fui surpreendido por um abraço de um conhecido de Brasília, formado em artes cênicas pela Faculdade Dulcina de Moraes. Ele mora no Rio de Janeiro e trabalha na produção do espetáculo. Ele conseguiu colocar nós três em uma lista chamada lista amiga. Assim, ao invés de pagar R$ 150,00 por cada ingresso, pagamos o mesmo valor por três deles, ao custo unitário de R$ 50,00 e ainda ficamos em local excelente, na sexta fileira, com ótima visão do palco. Faltava meia hora para o início do espetáculo quando entramos. Estava com fome. Aproveitamos o tempo para um lanche rápido na cafeteria que funciona dentro do teatro. O local não ficou completamente lotado, mas recebeu um excelente público, a maioria pessoas com mais de sessenta anos de idade. Gosto de ver espetáculos no Rio e em São Paulo porque nestas cidades o público mais velho costuma sair de casa para conferir as peças teatrais em cartaz. Com dez minutos de atraso as cortinas se abriram. Começava o musical Alô, Dolly!, uma adaptação para a famosa comédia musical Hello, Dolly!, que estreou na Broadway na década de sessenta, ganhando vários prêmios Tony. Teve uma versão para o cinema em 1969, dirigida por Gene Kelly e estrelada por Barbra Streisand e Walter Matthau. Nesta nova adaptação brasileira (já houve outras montagens em solo nacional, inclusive uma com Bibi Ferreira e Paulo Autran no elenco), há o encontro inédito nos palcos de Marília Pêra, vivendo Dolly Levi, com Miguel Falabella, interpretando Horace Vandergelder. A atual versão e a direção ficaram a cargo de Falabella. Ainda no elenco estão os atores Frederico Reuter, Ubiracy Paraná do Brasil, Thiago Machado, Brenda Nadler, Alessandra Verney, Ricardo Pêra, Ester Elias e Patrícia Bueno. Na história, Dolly é contratada por Vandergelder para arranjar uma mulher para ele se casar. Ela até arruma uma pretendente, mas decide que ela própria fisgará o milionário bronco do interior e começa uma série de situações inusitadas e atrapalhadas para conseguir seu objetivo. São duas horas e meia de duração, computados os quinze minutos de intervalo. As trocas de cenários são engenhosas e garantem agilidade ao enredo, não atrapalhando o desenrolar da história. Alguns efeitos cênicos são bem criativos, como o das sombrinhas abertas que os atores rodam de frente para a plateia simulando um trem de ferro se movendo sobre os trilhos. Há predominância de diálogos em relação aos números musicais. O tom do espetáculo é de comédia pastelão, o que me fez lembrar de dois programas da televisão: Sai de Baixo, pois Falabella continua sendo o Caco Antibes, apenas com um sotaque carregado de fazendeiro do interior de Minas Gerais; e Zorra Total, especialmente na segunda parte do musical, quando acontecem as cenas no restaurante Jardim das Delícias. A caracterização do maitre do restaurante, com cabelo arrepiado, tipo cientista maluco, é a expressão máxima do pastelão que se tornou o musical. No frigir dos ovos, o musical é divertido, desopila o fígado. Dei boas risadas, principalmente com as caras e bocas de Marília Pêra. É um espetáculo para ir sem compromissos de encontrar mensagens subliminares ou fazer reflexões filosóficas. É para ir se divertir. Foi o que fiz, me diverti bastante com o musical, mas quando acabou, acabou.

artes cênicas

terça-feira, 17 de abril de 2012

DA SILVA LEBLON - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ)


Endereço: Avenida Ataulfo de Paiva, 270, subsolo, Shopping Rio Design Leblon, Leblon, Rio de Janeiro, RJ.

Especialidade: culinária portuguesa em sistema de buffet a quilo. Um filhote do famoso Antiquarius e do Antiquarius Grill.

Ambiente: fica no subsolo do Shopping Rio Design Leblon, em área específica para restaurantes. Ele é o último, à direita e ao fundo de quem desce as escadas rolantes. O ambiente é sempre concorrido e tem a decoração em tons laranja, com um tijolos aparentes nas paredes, uma televisão transmitindo programa esportivo, e uma parede imitando azulejos portugueses no local onde fica o buffet. As mesas de madeira ficam bem próximas umas das outras, aproveitando ao máximo o espaço da casa.



Serviço: eficiente na espera, com uma atendente colocando o nome dos clientes na lista, sempre atenta aos lugares que vão vagando. A espera não é longa. Nas mesas, o serviço de bebidas é bom e rápido. No mais, como é self-service, o restante é com o cliente, inclusive para pagar a conta, pois cada um recebe uma comanda individual, que deve ser levada à balança todas as vezes que servimos, incluindo as sobremesas.

Quando fui: almoço do dia 08 de abril de 2012, domingo. Era Domingo de Páscoa. Éramos três.

O que bebi: dois copos de Mate Leão Zero, sabor natural, com bastante gelo no copo. Café expresso ao final do almoço.

O que comi: dentre as muitas opções do buffet, por ser Páscoa, fui no tradicional e coloquei três variedades de bacalhau no prato: Bacalhau Da Silva, com batata palha e bastante cebola, muito saboroso; Bacalhau a Lagareiro, que estava bonito, fumegante na panela, mas com pouco sabor. Por incrível que pareça, achei o bacalhau sem sal; e Bacalhau de Natas, cremoso, muito bom. Completei o prato com um bolinho de bacalhau, sequinho e com muito sabor; anéis de lula fritos à moda sevilhana, que estavam deliciosos, crocantes por fora e muito macios por dentro; tentáculos de polvo ao molho de champagne, ao lado do pato, foi minha melhor escolha, e o famoso arroz de pato Antiquarius, que, como sempre, estava muito bem feito. Completei o prato com um pastel frito recheado com camarões. Embora não tenha me servido de sobremesa, roubei uma colherada do doce siricaia do prato do meu amigo. Ótimo como sempre.



Quanto paguei: R$ 52,44; valor individual.


A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * 1/2Buffet muito bom. Além dos pratos que experimentei, também havia outros clássicos da culinária portuguesa, como o cozido, o arroz de mariscos, o leitão e feijão branco. Tem uma unidade no Centro do Rio de Janeiro, dentro do Clube Ginástico, que já conheci. Para quem gosta de comida portuguesa e quer comer um pouco de cada prato, o Da Silva é uma excelente opção.

Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)

terça-feira, 27 de março de 2012

CT BOUCHERIE - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ) (2)





Endereço: Rua Dias Ferreira, 636, Leblon, Rio de Janeiro, RJ.

Especialidade: carne, sob o comando do chef Claude Troisgros.

Ambiente: pequeno, com decoração despojada, mesas dispostas em dois ambientes, um externo, numa espécie de varanda na calçada da rua e outro um pouco maior no lado interno. Como um bistrô francês, as mesas são bem perto umas das outras, fazendo com que, mesmo sem querer, "participemos" da conversa alheia. Nas paredes há desenhos de cortes de carnes e fotos de açougues com seus açougueiros. Ventiladores no teto dão um charme especial ao local. Sempre cheio, há fila de espera. No meu caso, cheguei após 23 horas, esperei perto de quinze minutos para ser chamado. As mesas são de madeira.

Serviço: o atendimento é bom, mas o sistema de rodízio dos acompanhamentos sendo servidos pelos garçons atrapalha um pouco, pois há sempre um ombro ou um braço perto da gente servindo o nosso prato ou o da mesa vizinha.

Quando fui: jantar de sexta-feira, dia 16 de março de 2012. Éramos dois.

O que bebi: uma garrafa do vinho tinto português Portal 2008, com 13,5% de álcool, produzido pela vinícola Quinta do Portal, a partir das castas tinta roriz (60%), touriga nacional (25%) e touriga franca (15%). Acompanhou água com gás Estilo Pouso Alto. O vinho, como já esperava, harmonizou bem com o corte de carne que pedi. A carta de vinhos não é extensa, onde se destacam majoritariamente os tintos franceses.



O que comi: um chateaubriand (coração do filé mignon) ao ponto. No prato, o molho chimichurri vem à parte (há sete opções de molhos), além de duas fatias de banana assada. Na mesa, um baldinho de alumínio com batatas chips e um pote de farofa de farinha panko. No rodízio, tomate recheado, legumes variados assados, polenta, purê de maçã, purê de batata baroa, purê de abóbora moranga, lentilha, entre outros. São tantas as opções que a gente nem sabe o que escolher. Além disto, elas chegam como se fosse um moto contínuo. A carne estava deliciosa, no ponto que gosto. Desta vez declinei da sobremesa e do café.


chateaubriand 


Quanto paguei: R$ 280,89. Valor total da conta.

Minha avaliação: +++1/2. O sistema de rodízio não me agrada e eu já tinha escrito isto em postagem datada de 15 de outubro de 2011 (clique aqui para ler)

Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)

domingo, 16 de outubro de 2011

QUADRUCCI - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ)

Ainda no Rio de Janeiro. Domingo nublado. O Rock in Rio ainda na mente. Tarde bebendo champagne com os amigos. Quando a fome bateu, pegamos um táxi com destino ao restaurante Quadrucci (Rua Dias Ferreira, 233, Leblon). Mesmo chegando mais tarde, depois de 15 horas, ainda havia fila de espera. Colocamos o nome na lista, sentando no bar. O diferencial na carta de drinques é a caipilé, uma caipiroska de fruta com um picolé também de fruta. Pedi uma de lichia com picolé de tangerina. A vodca que escolhi foi a Absolut. A caipilé combina com o clima quente do Rio de Janeiro. É refrescante. Ainda no bar, pedimos duas entradas. Antes destes pratos chegarem, fomos acomodados em uma mesa na varanda, já na calçada. ótima pedida para um dia quente. As entradinhas tinham uma bela apresentação. A primeira delas era constituída de cogumelos paris gratinados recheados com queijo gorgonzola e ragu de cogumelos. Tenros, bem temperados. Uma delícia. A segunda entrada tinha um visual mais bonito no prato. Foram mini bruschettas com três recheios diferentes: cogumelos com alho poró, tomate com manjericão e rúcula, e queijo de cabra com cebolas caramelizadas. Minha entrada favorita é a bruschetta. Se estou em um restaurante de culinária italiana, não tenho dúvidas em pedir. As mini do Quadrucci são fantásticas. A de recheio mais simples, com tomate, manjericão e rúcula, foi a minha preferida do almoço. Durante esta degustação de entradas, com mais uma dose de caipilé, escolhi o prato principal. Estava querendo comer algum tipo de pescado, já que nos dias anteriores fiquei mais nas carnes vermelhas e massas. Na seção "Peixes" do cardápio, há cinco opções, mas apenas duas delas tem realmente peixe (as outras são frutos do mar). Entre salmão e cherne, fiquei com o segundo, menos óbvio de se encontrar em Brasília. Meu prato foi um cherne ao molho de capim-limão acompanhado de chips de batata baroa e risoto de pupunha. Para não deixar de lado a culinária italiana, o chef Ronaldo Canha utiliza o risoto como acompanhamento do pescado, mas o que reina são ingredientes brasileiros: capim-limão, pupunha e batata baroa. O nosso pedido demorou um pouco, mas o movimento do restaurante era grande, com gente na espera após as 16 horas. A apresentação do prato não é tão elaborada quanto a das mini-bruschettas. Faltou um pouco de cor para ser mais alegre. Uma flor comestível amarela, laranja ou lilás daria um toque especial na sua decoração. O peixe estava no ponto que gosto, levemente grelhado, o suficiente para dar uma tostada na parte externa, ficando bem macio por dentro, com a cor branca saltando aos olhos. O risoto de pupunha estava bem cremoso, com sabor marcante. Não pedi sobremesa, indo direto ao café expresso. Quando saímos, o sol já havia se posto. Estava chegando ao fim um excelente final de semana carioca. Gostei de ter conhecido o Quadrucci, que utiliza vegetais orgânicos, com ingredientes sempre frescos (informação extraída do cardápio).


No sentido horário: detalhe do cardápio, caipilé de lichia com picolé de tangerina, prato principal (cherne), cogumelos paris recheados e seleção de mini-bruschettas

Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

GASTRONOMIA CARIOCA

Esplanada Grill (Rua Barão da Torre, 600, Ipanema) - especializado em carne, eleito pela revista Veja  Rio como o melhor restaurante na categoria no biênio 2009-2010. Éramos sete pessoas para o almoço do último dia do ano. Chegamos após três horas da tarde. Não havia mesa disponível para nos acomodar. Ficamos em mesinhas redondas, próprias para espera. Ali mesmo pedimos pasteis de queijo e bolinhos de bacalhau para saciar a fome. Também vieram pães de queijo recém assados. Achei o bolinho de bacalhau sem tempero, mas os pasteis e o pão de queijo estavam saborosos. Como as mesas não vagavam e o restaurante iria fechar às 16 horas, perguntaram se podiam arrumar as mesas pequenas onde estávamos para o nosso almoço. Achamos apertado, mas concordamos em adiantar os pedidos. Os cortes de carne tem aproximadamente 300 gramas, conforme informou o garçom. Pedi uma fraldinha ao ponto. Os acompanhamentos são escolhidos e cobrados à parte. Fizemos um pedido coletivo: arroz biro-biro, farofa e brócolis ao alho e óleo. Antes dos pratos serem servidos, nos acomodaram em mesas adequadas. Uma salada de folhas, tomates, cenoura e um molho de mostarda é servido antes das carnes, independente do pedido. Minha carne veio dura, reclamação que outros também fizeram na mesa. Além disto, o serviço do local não prima pela qualidade, deixando muito a desejar. Não sei se era por que estávamos no último dia do ano e o Rio de Janeiro fica totalmente parado neste dia a partir do meio da tarde, com todos pensando nas comemorações do reveillon. Tenho que voltar em um dia mais calmo para melhor avaliar o restaurante, porque desta vez não gostei.

Da Silva Leblon (Avenida Ataulfo de Paiva, 270 - subsolo - Rio Design Center - Leblon) - O primeiro dia do ano geralmente é dedicado à ressaca das festas da virada de ano. Comigo não foi diferente no sábado, dia 01º de janeiro. Acordei tarde e com vontade de ficar mais tempo na cama. Saímos bem tarde para almoçar. Decidimos não ir muito longe. Tinha de ser um restaurante que desse para irmos a pé. A escolha foi o gourmet center do Shopping Rio Design Center, o qual eu ainda não conhecia. Caminhada de pouco mais que vinte minutos. A maioria dos restaurantes do centro gastronômico do shopping fica no subsolo. Demos uma volta pelos outros andares, onde só os locais para alimentação estavam abertos. Continuando com o reconhecimento de área, fomos para o subsolo, onde a maioria dos restaurantes tinha bom público. Nosso escolha recaiu no Da Silva, especializado em cozinha portuguesa. Está localizado ao fundo. Como chegamos depois das 16 horas, perguntamos se o serviço de buffet ainda estava funcionando. Era feriado, assim, o serviço estava disponível até às 17 horas. Cada um pegou sua comanda individual. Éramos quatro. Escolhemos uma mesa onde era possível ver a posse da Presidente Dilma. A maioria das pessoas ali sentadas estavam atentas à transmissão da posse. O buffet tem várias opções da culinária portuguesa, mas não se limita a ela. Como era sábado, a indefectível feijoada era uma das opções. Também havia um arroz com galinha à cabidela, pastéis de queijo e carne, croquetes, saladas, peixe assado, arroz branco, couve, torresmo, laranja, entre outros pratos. Fiquei só no buffet de iguarias portuguesas, em local diferenciado, no centro do local onde ficavam os pratos. Experimentei dois tipos de bacalhau, o espiritual (desfiado e gratinado com creme de leite) e o da silva (desfiado com cebola, presunto cozido fatiado, ovos cozidos, salsa e batata palha). Também experimentei o famoso arroz de pato do Antiquarius, as lulas cozidas com creme de queijo gorgonzola e o pato cozido na cerveja. Ainda tinha como opção um arroz com frutos do mar e camarões cozidos no bafo, mas estes dois pratos não provei. Todos estavam sensacionais. É lógico que ainda frequentei o buffet de sobremesas, onde desprezei os doces brasileiros e fiquei só com os portugueses, aqueles feitos à base de ovos, como creme de ovos, todos muito gostosos e muito calóricos. Não consegui checar a informação, mas dizem que os cozinheiros já passaram pelo estrelado e famoso Antiquarius, motivo pelo qual a comida é realmente sensacional. Se for experimentar este retaurante, prepare o bolso, pois o quilo é bem caro, sejam pratos salgados ou doces. Custa R$ 72,00 o quilo. Os garçons são simpáticos e, se quiser, sua comanda pode ser fechada na mesa, sem necessidade de se dirigir ao caixa para pagar. Já conhecia a unidade do Da Silva no Sesc Ginástico, no Centro do Rio de Janeiro. Em ambos os casos, a comida é maravilhosa. Para quem não tem preconceitos em comer em restaurante com buffet a quilo, este deve ser um local a ser conhecido.

Garcia & Rodrigues (Avenida Ataulfo de Paiva, 1.251, Leblon) - O meu último dia no Rio de Janeiro foi chuvoso, embora com chuva fina, mas insistente. Acordei cedo, pois na noite anterior não tinha saído, ficando na internet, além de arrumar a mala. Para almoçar, escolhemos o Garcia & Rodrigues, muito frequentado por atores e atrizes globais. Já connhecia, mas Ric insistiu em ir lá. Nossos amigos concordaram. Fomos de táxi, corrida rápida e barata, menos de R$ 10,00. O local é um misto de padaria (já foi eleito o melhor pão da cidade), de café e de restaurante. A parte da frente, onde fica a padaria e o café, estava bem cheia, sem mesas disponíveis, mas nos fundos, onde está o restaurante, havia mesa vazia. Esperamos apenas o tempo para a arrumação de uma mesa para quatro pessoas. De cara, vimos o jornalista Renato Machado almoçando. Ainda vimos Virgínia Cavendish e Vera Holtz. Pedimos o couvert de entrada para experimentar os pães feitos na padaria do local. Vieram quentinhos e muito bons, acompanhados de manteiga, pasta de tomate seco e azeitonas pretas. Aceitamos a sugestão do chefe e pedimos uma salada de massa na forma de conchas com atum defumado e caviar. Apenas dois dividiram a salada. Achei o gosto forte, mas gostei. Como prato principal, pedi galinha d'angola com risone e shitake. Bem servido, a galinha estava tenra, muito saborosa. O risone com shitake dava um sabor diferenciado à carne da galinha. Com pratos tão bons até o momento, pedimos a sobremesa, um petit gateau com sorvete de baunilha. Era melhor não ter perdido. Sem graça. O forte do restaurante parece ser as opções salgadas. Finalizei a tarde com um café descafeinado. Voltamos a pé para Ipanema, com direito a chuva fina no caminho.

Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

CELEIRO

Nossos amigos de Belo Horizonte retornaram para casa no início da manhã da quarta-feira. Levantei cedo para me despedir deles, tomei o café da manhã com eles, mas tão logo saíram, voltei para cama. Li o jornal do dia, ouvi música, fiz algumas ligações. Quando já passava do meio dia, chamei Ric para almoçar. Sempre quis conhecer um restaurante famoso no Rio de Janeiro de cozinha natural. Decidimos, pois, ir almoçar no Celeiro (Rua Dias Ferreira, 199, Leblon). Pegamos um ônibus na porta do apartamento onde estamos hospedados e descemos na rua do restaurante. Diria se tratar de uma rua gourmet, pois há vários restaurantes nela, com muitas opções da culinária internacional. Quando chegamos ao Celeiro havia uma fila de espera. A simpática atendente disse que a espera para duas pessoas seria de quinze minutos. Ficamos sentados do lado de fora aguardando, observando o entra e sai de pessoas no local. É bastante concorrido e estava cheio de estrangeiros. O local não é grande, com dois pequenos salões internos e mesas na calçada. Com dez minutos fomos chamados para sentar. Ficamos no último salão. O sistema é self service por quilo, havendo opções de peixe. Há quiches, salgados e diversas saladas, sempre preparadas com produtos orgânicos. O restaurante existe desde 1982 e é estrelado no Guia Quatro Rodas. O preço é salgado, pois o quilo custa R$ 98,50. O atendimento é feito apenas por mulheres uniformizadas, com lenços de estampa de onça na cabeça.Os ingredientes das saladas são orgânicos. A frequência é dominantemente feminina. A comida é bem apresentada, com proteção de vidro, como orienta a Organização Mundial de Saúde. Tudo o que coloquei no prato estava delicioso. Muitas das opções de saladas já vem com molho. São sabores marcantes, harmonizando perfeitamente com os ingredientes. Comi uma esfiha de funghi maravilhosa. A fila de espera crescia lá fora. Uma elegante senhora entrou, foi direto para o local onde estão expostos os pratos, se serviu e ficou procurando onde se sentar. Na mesa em frente a que eu estava, um casal estava se servindo. A tal senhora não teve dúvidas, se sentando ali. Logo o casal voltou à mesa com os pratos nas mãos. Ficaram sem entender. A atendente viu e veio contornar a situação, dizendo que aquela mesa estava ocupada, que havia lista de espera e que não havia mesa disponível. A senhora não pediu desculpas, apenas argumentou que estava com o prato feito e precisava se sentar em algum lugar. Uma mesa estava sendo preparada para o próximo da fila. A atendente repetiu que não havia mesa disponível, mas que a colocaria na mesa que acabara de ser preparada, enfatizando que havia uma lista de espera. A mulher parecia ignorar o que a atendente falava, logo chamando a garçonete e pedindo um suco. Esta forma de agir do carioca que me irrita algumas vezes. É tentar levar vantagem em cima de outros que respeitam o direito de quem chegou primeiro. Voltei a concentração para meu prato, que aproveitei sentindo todas as nuances de sabores. Quisemos sobremesa. Escolhi um cheesecake com calda de morango. Ric pediu um doce que vira no balcão, com morangos por cima, pois não queria nada de chocolate. A garçonete perguntou se era a trufada e ele disse que sim. Fiquei calado. Quando as sobremesas chegaram, Ric fez uma cara de desaprovação com sua escolha. Troquei os pratos, comendo a torta trufada. Estava muito boa. Finalizamos com um café descafeinado. Paga-se a conta no balcão, o que agiliza a arrumação da mesa para o próximo da fila. Do restaurante fomos para o Shopping Leblon, pois tínhamos uma encomenda de um dos amigos de BH para pegar na Livraria da Travessa. Ótima livraria, grande, com excelente acervo de livros, cds e dvds. A encomenda não estava disponível, pois havia uma reserva para o cd na frente dele. Acabei comprando dois filmes, um cd da elogiada Karina Buhr e alguns cases para viagem. Já no caixa para pegar, vi na parede um painel de azulejos semelhantes aos de Athos Bulcão. Perguntei à caixa se era realmente de Bulcão. Ela disse que não sabia, mas que era de um artista plástico. Pedi a Ric que lesse a legenda do painel. Bingo: era um Athos Bulcão restaurado! Um absurdo um empregado não saber que há uma obra de arte de um importante artista brasileiro em seu local de trabalho. Demos uma longa volta pelo shopping. Retornamos a pé para o apartamento, passando antes no supermercado para comprar suprimentos para nosso café da manhã dos próximos dias.