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domingo, 11 de maio de 2014

12 ANOS DE ESCRAVIDÃO

Fui ver 12 Anos de Escravidão (12 Years A Slave), o ganhador do Oscar 2014 de melhor filme. É uma co-produção entre Estados Unidos e Reino Unido, dirigida por Steve McQueen. Embora com apenas três longas no currículo, Fome (Hunger), Shame e 12 Anos de Escravidão, McQueen já é um dos meus diretores favoritos. Seus filmes sempre tem temática forte, são contundentes e ele faz um belo trabalho de direção de atores. E ainda tem sempre a presença iluminada de Michael Fassbender. A película, como a maioria dos filmes que concorrem ao Oscar, tem duração em torno de 130 minutos, e nos conta a história de Solomon Northup, magistralmente interpretado por Chiwetel Ejiofor, um negro liberto, músico, que vive com sua família no final do Século XIX. Ele aceita um novo trabalho para tocar violino em outra cidade, quando é sequestrado e vendido como escravo para trabalhar nas fazendas do sul dos Estados Unidos, onde a cultura escravagista era ainda forte. Nos doze anos em que esteve escravo, teve dois donos, o segundo vivido por Fassbender. Neste período, ele passa por provações, é humilhado e sofre fisicamente. Como era de se esperar, o filme provoca lágrimas em várias cenas. Um branco, interpretado por Brad Pitt, é uma esperança para seu retorno à liberdade. A história é baseada em fatos reais, o que provoca maior repulsa ao que vemos. Um dos destaques do filme é a performance de Lupita Nyong'o, que lhe garantiu o Oscar de melhor atriz coadjuvante, como a escrava Patsey, uma verdadeira máquina produtiva na colheita do algodão. Gostei muito.

terça-feira, 26 de junho de 2012

PROMETHEUS



Segunda-feira, sessão das 21:30 horas. Estava na fila da unidade do Cinemark no Pier 21 em Brasília para comprar ingresso para o aguardado filme de ficção científica Prometheus (Prometheus), produção americana de 2012, dirigida por Ridley Scott. Enfrentei quarenta minutos de fila, por causa da lentidão no atendimento, já que os grupos de adolescentes que foram juntos ao cinema não iam ao mesmo caixa e sendo lugar marcado, ficavam de um lado para o outro perguntando aos amigos qual lugar compraram. Faltou bom senso, tanto de quem comprava, quanto da gerência do cinema, que poderia evitar aquele tipo de atraso. Enfim, consegui um bom lugar para ver o filme na sala 3, equipada com uma tela imensa para a projeção em 3D. A sala tem o sugestivo nome de XD. Ingresso caro, R$ 14,00 a meia entrada. Sou fã de ficção científica e Scott é um diretor que tem dois filmes no currículo que são sensacionais: Blade Runner e Alien - O 8º Passageiro. Neste sentido, Prometheus era um filme ansiosamente aguardado por mim. Ainda mais que o diretor revisita o universo alien, ambientando sua história algumas décadas antes da viagem da Tenente Ripley (Sigourney Weaver) quando teve que lutar com um alienígena. Não chega a ter relação direta com a quadrilogia Alien, mas a empresa Weyland se faz presente, assim como os asquerosos seres. Em Prometheus, nome da espaçonave, uma trupe de cientistas, financiada pela Weyland, viaja através do universo em busca da origem do homem, a partir de uma tese dos cientistas Shaw (Noomi Rapace) e Holloway (Logan Marshall-Green). A nave é comandada por Janek (Idris Elba), mas há uma enigmática mulher acima de todos, fria e calculista, chamada Vickers (Charlize Theron). Enquanto todos hibernam durante a viagem, apenas um androide, David (Michael Fassbender), fica acordado na nave. Quando se aproximam do planeta onde estariam as evidências da origem do homem, é hora de todos acordarem. Em solo desconhecido, tem contato com uma realidade diferente da que pensavam, constatando que o ambiente era muito mais hostil do que poderiam imaginar, com direito, inclusive, a intrigas entre a tripulação (algo que já era de se esperar) e de uma nova gestação de um alien no corpo da cientista Elizabeth Shaw, confirmando que no universo alien os personagens fortes e heroicos são vividos por atrizes. Guy Pearce está no elenco, mas irreconhecível debaixo de pesada maquiagem, fazendo o dono da Weyland. O filme não inova em nada, sendo previsível em várias cenas, incluindo o final. Parece que Scott se espelhou no primeiro filme da quadrilogia, se auto homenageando, com releitura de várias cenas do filme que dirigiu. A história de Prometheus não pode ser considerada um prequel, pois ele tem vida própria e deixa no ar a ideia de que outros filmes virão em sequência. Quanto às atuações, o onipresente Fassbender está muito bem como o androide David e Theron consegue passar toda a frieza que sua personagem carrega consigo. A atriz sueca cada vez mais requisitada Noomi Rapace não tem cara de heroína, fazendo com que os fãs tenham saudades de Weaver e sua forte Tenente Ripley. De toda forma, foi legal ver o nascimento do alien na forma que conhecemos, além de Prometheus ser bem feito, com ótimos efeitos especiais, elenco afinado e ser dirigido por Scott, que, mesmo pouco inspirado, fez um filme que diverte e tem bons momentos de susto.

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

SHAME


Dois amigos falaram muito bem do filme Shame (Shame), produção inglesa de 2011 dirigida por Steve McQueen. Fui ao CasaPark Shopping na noite de terça-feira, 10 de abril, meio sem rumo, sem saber se iria lanchar, passear na Livraria Cultura ou ver a palestra de Claude Troigros. Ainda sem destino certo, perambulei pelos corredores do shopping, passando em frente ao Espaço Itaú de Cinema. Resolvi checar os filmes em cartaz e um deles era justamente Shame, com sessão às 21:10 horas. Eram 20:45 horas. Decidi comprar ingresso. Havia uma pequena fila, mas havia muitas pessoas atendendo na bilheteria centralizada. Com assento marcado no ato da compra, utilizei o cartão de crédito Itaucard para pagar meia entrada, ou seja, R$ 8,50. A sala recebia público escasso, em sua esmagadora maioria mulheres. O filme é estrelado por Michael Fassbender. Na verdade, a história é toda centrada no personagem vivido por Fassbender, Brandon, um homem egoísta, centrado em si próprio, viciado em sexo. No início, parece que ele lida bem com seu vício, sem se importar se paga prostitutas para ter sexo ou navega em sites pornográficos com o mesmo fim. Mas quando sua irmã, Sissy (Carey Mulligan), chega inesperadamente em seu apartamento e resolve ficar, sua vida se desestrutura. Ele começa a refletir sobre o fazer sexo simplesmente por fazer, mas a cidade de Nova Iorque, onde se passa a história, parece conspirar contra ele, com atrativos sexuais a cada esquina, no metrô, nos hotéis envidraçados e mesmo no trabalho. Ao mesmo tempo em que não consegue parar de pensar e fazer sexo, não aceita o fato de seu chefe, casado, transar com sua irmã em seu próprio quarto. Um conflito se estabelece em sua cabeça. Ele chega a brochar com uma colega de trabalho. O vício fala mais alto e ele mergulha de cabeça no mundo sexual novaiorquino, a ponto de passar uma cantada em uma jovem em um bar sem se importar que o namorado dela estivesse presente, ou fazer experimentações homossexuais com parceiro desconhecido, encontrado em local barra pesada. Paralelamente a isto, sua irmã também entra em um processo depressivo, com sérias consequências para ambos. O filme acaba triste, com Brandon chorando em uma rua deserta debaixo de chuva. O choro de desespero ao final sinaliza a vergonha de Brandon por ter se deixado levar pelo vício sexual, sem se importar em construir um relacionamento sério ou mesmo ter maior presença na vida de sua irmã. Embora com pouco mais de 100 minutos de duração, a narrativa do filme é lenta, a cor escolhida é pálida e os diálogos são, geralmente, curtos, fazendo valer a força da imagem. Por isto, não é um filme fácil de se ver. A mulherada dentro da sala de cinema ficou assanhada nas primeiras cenas, pois Fassbender aparece nu, tanto de frente quanto de costas. A performance de Michael Fassbender lhe valeu mais de uma dezena de indicações como melhor ator em festivais de cinema ao redor do mundo, sendo que em muitos ele saiu como vencedor. Realmente sua interpretação é magistral. Gostei muito.

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domingo, 12 de junho de 2011

X-MEN: PRIMEIRA CLASSE

O mundo dos super heróis sempre me fascinou, especialmente o Batman (tenho, inclusive, vários itens relativos a este herói, sem superpoderes, como revistas, filmes, carros e bonecos). Por causa disto, todo anúncio de um novo filme sobre qualquer herói, fico aguardando com ansiedade a sua estreia, lendo tudo que está a meu alcance sobre o andamento da produção. Fora o Batman, disparado o meu favorito, o universo X-Men também me chama a atenção. Tanto pela ação em si. com a eterna luta contra o bem e o mal, manjadíssima por todos nós, mas também pela mensagem da necessidade de o mundo conviver com as diferenças, com a diversidade de culturas, religião, modo de ser, de agir, orientação sexual, necessidades especiais, idade, forma física, preferências. Todos os quatro filmes sobre os X-Men que já passaram nas telonas tinham esta mensagem subliminar, mas não eram tão evidentes como no quinto filme da franquia, que reinaugura o universo dos mutantes no cinema ao abordar como tudo começou. O filme X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class)  é uma produção americana de 2011, dirigida por Matthew Vaughn e estrelada por James McAvoy (Charles Xavier, o futuro Professor Xavier) e Michael Fassbender (Erich Lehncsherr, o futuro Magneto). O subtítulo, Primeira Classe, não deixa claro que o filme vai contar como os mutantes se juntaram, o motivo desta união e como os dois grandes amigos Professor Xavier e Magneto escolheram lados opostos, fato que pontuará toda a história destes mutantes. Tal subtítulo remete apenas à escola formada para ensinar os mutantes a lidar com seus poderes especiais e suas diferenças. Para não fugir do corriqueiro em filmes de heróis, o ator que interpreta o vilão dá um show de caracterização. No caso, o vilão é o nazista Sebastian Shaw, vivido por Kevin Bacon. Claro que ele não entra na galeria de vilões memoráveis das telonas (o Coringa de Jack Nicholson, o Coringa de Heath Ledger, a Mulher Gato de Michelle Pfeiffer ou o Duende Verde de Willem Dafoe, só para citar alguns), mas em relação ao elenco deste X-Men, a maioria atores ainda desconhecidos ou saídos de seriados da televisão americana, ele está muito bem como um manipulador, sádico e frio mutante que quer a destruição do mundo a partir de uma terceira guerra mundial, bem no auge da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, já que o filme tem ambientação nesta época da história mundial. Vou usar um termo utilizado por um amigo sobre a película. Como eu sabia que ele já assistira ao filme, perguntei a ele na noite de domingo passado, quando comíamos uma pizza, o que achara. Ele disse que tinha gostado, que era cheio de metalinguagens. Quando vi o filme, só lembrava da palavra metalinguagem e realmente a fita é recheada de linguagens para descrever outras linguagens. São as mensagens subliminares, onde se destaca a questão da convivência entre diferentes. Nada mais atual, nada mais real. Gostei do filme. Mostrou que filme de ação também serve para pensar. Vi este filme em um momento de folga, na última terça-feira, quando estive em Belo Horizonte. Fui ao Cinemark do Pátio Savassi Shopping, quando utilizei o cartão de crédito Bradesco para pagar meia entrada no valor de R$ 5,50.