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domingo, 13 de novembro de 2011

PASEO DE LA REFORMA E BOSQUE CHAPULTEPEC - CIUDAD DE MEXICO

O domingo amanheceu ensolarado, mas com um friozinho delicioso. Após o bom café da manhã no hotel NH, eu e Ric fomos cumprir a programação do dia. Saímos a pé, tendo como ponto de partida o endereço do hotel: Liverpool, 155. Viramos a primeira rua à esquerda, a Amberes, caminhando até o famoso Paseo de La Reforma, avenida de pouco mais do que três quilômetros que concentra o centro financeiro da cidade, além de ser palco de diversos tipos de manifestações e eventos sociais/culturais da capital mexicana. Quando nele chegamos, não havia tráfico de automóveis, pois a avenida estava fechada para dois grandes eventos: uma marcha pela cura do câncer de mama, patrocinada pela Avon, com muita gente vestindo camisetas cor de rosa; e um passeio ciclístico que deixou as ruas ao redor do Paseo de La Reforma tomadas por bicicletas. Por falar na magrela, a capital mexicana também adotou a prática de algumas cidades europeias, pois o poder público disponibiliza bicicletas padronizadas para a população evitar os carros, contribuindo para uma melhor qualidade de vida para quem mora ou está de passagem na cidade. Não consegui verificar como se utiliza a bicicleta. No Paseo de La Reforma há mais de um ponto com várias bicicletas padronizadas à disposição. O cruzamento da Amberes com o Paseo fica a uma quadra do imponente Monumento a La Independencia, conhecido pelos mexicanos como El Angel de La Independencia por causa do anjo dourado que encima o monumento, como um eterno guardião da vitória do povo mexicano quando das lutas pela independência do governo espanhol. É possível visitar o monumento e subir ao mirante aberto que fica aos pés da estátua do anjo. Subimos apenas as escadas que dão acesso ao elevador para o mirante, tiramos algumas fotos e seguimos em frente, em direção ao Bosque Chapultepec. Muita gente passeava pela arborizada avenida. Chamou-me novamente a atenção de como os homens, de todas as idades e classes sociais, usam gel nos cabelos. Outro fato que considero interessante é o grande número de obras/esculturas que existe nas ruas da cidade. É impressionante. Mais à frente, ainda com o trânsito interrompido, no cruzamento da avenida com a Rio Misisipi, está a estátua de bronze de Diana Caçadora, apontando seu arco para o horizonte. No moderno prédio de vidro que fica no local estava pregado o laço cor de rosa, símbolo da luta contra o câncer. Continuamos nossa caminhada. Chegando nas margens do Bosque Chapultepec ficamos sem saber para onde seguir, pois havia tapumes, indicando obras na calçada e seus arredores. Olhando o mapa, resolvemos atravessar de lado, seguindo pela calçada à direita. Nas margens do bosque, deparamo-nos com uma interessante exposição patrocinada pela Nestlé. Nos moldes da Cow Parade, enormes canecas foram customizadas por artistas plásticos que vivem no México. Muita gente parava para tirar fotos. Fizemos o mesmo. Gostei muito da caneca transformada em relógio de sol. Esta exposição dialogava, de certa forma, com o acervo do Museo Rufino Tamayo, que fica dentro do bosque e tem um acervo de arte moderna. Como já o conhecia de outra viagem à cidade, seguimos em frente, vendo vários esquilos ariscos pulando nos galhos das árvores e correndo pela relva. A última caneca exposta era a mais concorrida, especialmente por crianças, pois tinha elementos que remetiam a personagens de desenho animado infantil. Ao centro do Paseo de La Reforma, em um caminho florido, havia uma outra exposição de esculturas em bronze do artista Jorge Marín chamada Las Alas de La Ciudad. Homens alados e com bicos que lembram as máscaras de Veneza constituem o elemento principal da bela exposição, também muito fotografada. Paramos em frente ao Museo Nacional de Antropologia (acesse o post aqui), onde uma concentração de gente e de camelôs vendendo de tudo um pouco indicava que o mexicano gosta de passar os domingos com a família e amigos no Bosque de Chapultepec, repleto de atrações, muitas delas gratuitas neste dia (fontes, museus, lagos, parque de diversões, zoológico, shows). A entrada do bosque que dá acesso ao Lago de Chapultepec e ao Parque Zoológico de Chapultepec ficam em frente à entrada do Museo Nacional de Antropologia. Estava explicado o grande fluxo de pessoas  no local. Depois de visitar o museu, ouvimos um apito que vinha do alto. Olhei para cima, quando vi quatro homens com roupas típicas em cima de um mastro azul. Os quatro estavam enrolados em cordas. Lembrei-me de já ter visto na televisão os homens voadores do México. Era minha chance de vê-los em atuação ao vivo. Corremos para perto do mastro, posicionando-nos embaixo de uma árvore, com a máquina fotográfica preparada. Olhos atentos para o alto do mastro. Tocando seus instrumentos musicais rudimentares os quatro homens se penduram de cabeça para baixo e vão rodando de forma lenta e gradual. Pela posição que ficam, além da rotatividade em velocidade baixa, eles vão formando uma espécie de cone, cujo vértice é o alto do mastro onde fica a corda que vai se desenrolando, enquanto os quatro formam a base circular imaginária do cone. Belo espetáculo que dura entre cinco e dez minutos. Eram os chamados Hombres Voladores de Papantla. Terminado o show, voltamos para o Paseo de La Reforma, continuando nossa caminhada. Já passavam das 14 horas. A fome dava sinais. Decidimos almoçar por perto. Lembrei-me de que havia uma unidade do Hard Rock Café nas imediações do bosque. Seguimos para lá, mas sempre atentos às construções que encontramos pelo caminho. Após o almoço, atravessamos o Paseo de La Reforma, voltando pela calçada contrária a que viemos, passando ao lado do Campo Marte, onde funciona uma unidade militar, para parar na porta do gigante Auditorio Nacional, palco de grandes shows e espetáculos culturais. Muitos cambistas assediavam quem chegava oferecendo ingressos para o esgotado show de Gloria Trevi. Além de uma imensa bandeira mexicana (algo sempre presente na cidade), uma escultura de Juan Sorino chama a atenção pelo tamanho e pela semelhança com a obra de Mirò. Após algumas fotos, seguimos em frente. Próxima parada: Pabellón Coreano, uma construção típica da Coreia dentro do bosque, ao lado da estação de metrô Auditorio. Mais fotos. Andamos mais um pouco, chegando à portaria movimentada que dá acesso ao  lago e ao zoológico. Seguimos em direção ao lago. No caminho, muitas barracas de vendedores ambulantes, confirmando a grande economia informal da cidade, uma conservada mansão que abriga o museu Casa Del Lago, uma manifestação pública com palanque, microfone e plateia sentada em cadeiras e muita, mas muita gente se divertindo. No lago havia uma constelação de pedalinhos. O porto de embarque e desembarque fica perto do tal museu. Seguimos em frente, observando o povo, as barracas de camelô, as comidas de rua, o alto astral dos mexicanos, os inúmeros números de palhaços com uma multidão ao redor. Nosso destino era o Castillo de Chapultepec, no ponto mais alto do bosque, que abriga o Museo Nacional de Historia. Para chegar ao castelo, há, logicamente, uma subida. No pé do morro, uma fila enorme se formava para pegar o trenzinho (parecido com aqueles que vemos circular aos domingos com personagens infantis). Paga-se M 13 para o trajeto de ida e volta. Analisamos que subiríamos a pé mais rápido do que de trem, pois a espera seria longa. Ao tentar iniciar a subida, fui barrado pelo vigilante, pois minha mochila era grande. Tive que deixá-la em um armário em espaço ao lado da saída do trem. Paga-se M 15 pelo locker. Quando pegamos nossos pertences de volta, M 5 são devolvidos. Para ler o post da visita ao castelo, clique aqui. Concluída a visita, descemos a pé, passando pelo Museo del Caracol que abriga displays sobre a história da independência mexicana até a revolução. Não entramos, apenas conhecemos o prédio em sua forma de caracol (daí o nome do museu). Ainda dentro do bosque, passamos em frente ao Museo de Arte Moderno, já fechado, pois a tarde já findava, além de uma obra chamada Monumentos Alos Niños Heroes, que fica em frente a uma esplanada que chega até a uma das entradas do bosque. Na esplanada, outra exposição ao estilo Cow Parade, desta feita eram corações com bizarras intervenções, como a de um em forma de churrasco. A tal entrada estava fechada, devida às obras que encontramos no início de nosso passeio.Seguimos o fluxo, saindo em frente à Avenida Chapultepec, onde há uma estação de metrô com o mesmo nome. O número de barracas de camelô, todas de lona azul, é sui generis. A disposição irregular das barracas atrapalha qualquer bom navegador que sabe ler mapas. Não se consegue ver as ruas. Ficamos passeando pelos estreitos corredores entre as barracas, tendo que abaixar a cabeça por diversas vezes para não esbarrar nos produtos pendurados. Em um clarão, descobri onde estávamos, apertando o passo em direção ao Paseo de La Reforma. As barracas de comida eram nojentas. Não sei como alguém consegue comer as comidas ali oferecidas. De volta à principal avenida, de onde começamos o passeio de domingo, não tínhamos ânimo para mais nada. Retornamos a pé para o hotel, onde um banho quente relaxante e pernas para cima foram necessários para recuperar as energias para a noite, quando saímos os quatro para jantar no Hacienda de Los Morales, uma bela fazenda transformada em um respeitado restaurante de culinária mexicana. Nossos amigos descobriram um número de táxi que dá descontos de 20% no taxímetro e atende 24 horas por dia, exceto para as corridas para os dois terminais do aeroporto. Fomos e voltamos utilizando os serviços do Super Radio Taxi S.A. de C.V. (5273 5136, 5273 5100, 5273 5190, 52735126). Fim de domingo!


El Angel de La Indepedencia


Diana Caçadora


Caneca "Relógio de Sol" - exposição Despierta a La Vida - Bosque de Chapultepec


Hombres Voladores de Papantla - Bosque de Chapultepec


Obra de Juan Sorino em frente ao Auditorio Nacional


Fachada do Auditorio Nacional


Pavilhão coreano - Bosque de Chapultepec


Pedalinhos no Lago de Chapultepec - Bosque de Chapultepec


"Churrasquinho de coração" - Bosque de Chapultepec


turismo

sábado, 12 de novembro de 2011

MÉRIDA-CANCÚN-CIDADE DO MÉXICO

Acordamos cedo na sexta-feira, dia 27 de outubro, pois marcamos para sair do hotel em Mérida às 10 horas. O motorista foi mais um vez pontual. A viagem de volta para Cancún durou pouco mais do que três horas e meia. O motorista disse que o furacão Rina chegou com menos intensidade na zona hoteleira de Cancún, em categoria 1, também chamada de tormenta tropical. Derrubou apenas algumas poucas árvores e desfolhou outras tantas. A chuva mais forte foi durante a madrugada de quinta para sexta, fazendo com que os poucos hóspedes que ficaram no hotel Ritz-Carlton dormissem todos juntos no ballroom do prédio. Paramos em um dos pedágios da estrada para ir ao banheiro e comer alguns snacks. Foi nosso almoço. Chegamos de volta ao hotel Ritz-Carlton pouco após duas horas da tarde. Eles são muito rápidos na limpeza das ruas, pois quando entramos na cidade, tudo estava limpo, nem parecia que um furacão havia passado na noite anterior. No hotel, o check in foi rápido. Pegamos nossas malas que ficaram lá guardadas, subindo para o quarto piso, onde ficavam os nossos apartamentos nesta nova estadia. Todos os apartamentos do hotel são de frente para o mar. Todos possuem varandas e portas de vidro grandes. Todos tem carpetes (decoração de inspiração francesa). Em todos os quartos entrou muita água da chuva, deixando os carpetes encharcados. Quando tirei os sapatos e coloquei os pés no chão, a água subiu logo do carpete felpudo. Próximo à varanda havia toalhas no chão para absorver um pouco da água. Checamos os quartos dos amigos e todos estavam iguais. Mais tarde, à noite, o serviço de quarto passou um aspirador de água no carpete, diminuindo a sua umidade. Resolvemos aproveitar a bela tarde que fazia, descendo para a piscina, onde ficamos num dolce far niente até o sol se por. Apenas conversa, drinques, comidinhas e piscina. Quando não havia mais sol, voltei para o quarto no intuito de descansar um pouco até a hora de sairmos para jantar. Aproveitei para fazer mais um câmbio, já que a taxa do hotel nos era favorável. Nem desfiz as malas, pois no início da tarde de sábado deixaríamos Cancún em direção à Cidade do México. Dormi um pouco. Após um banho relaxante, todos se encontraram novamente na recepção para decidir onde jantar. Alguns queriam comida mexicana, enquanto outros preferiam algo mais internacional. Prevaleceu a vontade destes últimos. A concierge nos indicou um restaurante cuja especialidade são as carnes, próximo ao hotel, dando para ir caminhando. Aceitamos a sugestão. Ela fez uma reserva para seis. Fomos a pé, em percurso de dez minutos em noite agradável, com uma ótima brisa.

O restaurante é o Harry's (Boulevard Kukulcán Km 14.2, Zona Hotelera), cujo slogan é "prime steakhouse & raw bar". Ele fica ao lado do Puerto Madero, onde tínhamos jantado alguns dias antes. Pareceu-me que ambos são do mesmo grupo. Os dois tem unidades na Cidade do México, uma perto da outra. O Harry's é bem grande, com mais de um salão interno, cuja decoração é um misto de modernidade com austeridade. A varanda é o local mais bonito, com uma bela vista para a chamada Lagoa de Cancún, mas não ficamos lá porque era onde ficavam os fumantes. Colocaram-nos em uma mesa para seis pessoas, no salão com piso rebaixado à esquerda de quem entra. Chamou-me a atenção a vitrine em frente à recepção onde peças de carne ficam secando por 21 dias, se não me engano. Já na mesa, pedimos algumas entradinhas, como algumas empanadas e um carpaccio de polvo (o lado raw bar!), que chega à mesa em bela apresentação. O sabor é ótimo. Um destaque da casa é uma espécie de rosca salgada que faz parte do couvert. É servida dentro da forma em que assou. Sabor salgadinho marcante. O serviço é outro ponto alto da casa. Para os pratos principais, uma bandeja com vários cortes de carne crua chega à mesa. O maitre explica cada um deles. Para quem não gosta ou não quer comer carne à noite, uma outra bandeja é mostrada com enormes frutos do mar, como a lagosta e a pata de caranguejo do Alasca. Todos pediram carne bovina. Meu corte foi um cowgirl (um rib eye assado na brasa com osso). Os cortes são servidos apenas com uma brochette de tomate, cebola e jalapeño (arde muito). Para acompanhar nossos pratos, pedimos purê de batatas e champignons ao vinho branco. As porções foram em quantidade suficiente para todos na mesa. Enquanto comíamos, algumas doses de margaritas foram consumidas. Minha carne estava muito macia, com textura e sabor especial. Confesso que parti um pedaço do jalapeño e harmonizei com a carne. Ficou ótimo, embora bem picante. Ainda pedimos uma sobremesa enorme para compartilhar. Foi um bolo de sorvete com calda quente de chocolate. A calda vem líquida, mas ao entrar em contato com o sorvete, endurece instantaneamente. Achei médio o sabor da sobremesa. Para mim, foi o melhor restaurante dos que conheci em Cancún. A conta ficou em M 4.800 (U$ 369).


Carppacio de polvo


Opções de cortes bovinos


Cowgirl acompanhado de brochette de tomate, cebola e jalapeño



Voltamos felizes para o hotel. Nossa última noite em Cancún. No lobby do hotel nos despedimos de Pedro e Chico, pois eles levantariam bem cedo no sábado porque voariam para Miami logo nas primeiras horas da manhã.

No sábado, com malas prontas, fomos tomar café da manhã em um hotel bem vazio. Os garçons nos chamavam pelo sobrenome, sempre muito atenciosos. A variedade no buffet era menor do que na estadia anterior, mas mesmo assim, era bem farto. Saboreei as delícias mexicanas, incluindo uma doce pitaya, calmamente. Em seguida, Ric, Roberto e David ainda foram aproveitar o sol. Fiquei a ler no quarto. Ao meio dia fizemos o check out. Tudo muito rápido. O transfer para o aeroporto já estava acertado desde o primeiro dia (U$ 130 aeroporto-hotel-aeroporto). Foram pontuais, como sempre. O trajeto do hotel até o Aeroporto Internacional de Cancún dura em torno de meia hora. Check in na Aeromexico. Havia fila, mas andava rápido. Malas despachadas. Cartão de embarque na mão. Tínhamos fome. Decidimos comer um sanduíche na área de embarque. Embora o voo fosse nacional, o embarque se dá pela setor internacional. Fila para passar as malas de mão no raio X. Passei primeiro. Ric em seguida. Pediram para ele abrir a mala. Retiraram todos os líquidos: hidratante, dois frascos de protetor solar, shampoo para lavar a lente que ele usa em um dos olhos, desodorante, o frasco de álcool que eu tinha comprado para tirar a água dos meus ouvidos. Ric estava desolado. Não conseguia entender, só repetindo a frase: "meu shampoo, meu shampoo!". Eu que conversei com o cara do raio X. Ele nos deu duas opções. Voltar ao check in, registrar os produtos e despachá-los ou deixar tudo ali mesmo. Optamos pela segunda alternativa. Refeito do "choque", Ric se juntou aos famintos. Dentre as várias opções da praça de alimentação, ficamos com o Burger King. Gosto de sanduíches de vez em quando. Aproveitamos para checar a internet em nossos celulares, pois havia wi-fi gratuito por vinte minutos para quem fizesse um breve cadastro no sítio eletrônico de uma companhia telefônica. Saciada a fome e vencido o tempo da internet gratuita, demos uma volta no aeroporto. O espaço não é grande, mas deixa os aeroportos brasileiros no chinelo se compararmos com as opções de lojas de souvenir e de conforto. Estava bem cheio, mas ninguém apertado. Há uma loja com artigos de artesanato de todo o país. Os preços são maiores do que na cidade, mas as peças são muito bonitas. Só vi, não comprei nada. Embarcamos às 14:40 horas, no horário marcado em nosso cartão de embarque. Voo bem cheio. Trajeto tranquilo. Pousamos no Terminal 2 do Aeroporto Internacional Benito Juárez às 17:10 horas. Tal terminal é amplo, mais novo e, portanto, mais moderno. Esperamos por pouco tempo nossas malas. David comprou a corrida do aeroporto até o hotel, na Zona Rosa, em um guichê na sala das esteiras. Custou M 270. Ao sair, um agente da polícia federal fica observando todo mundo. Ainda recolhe-se o tíquete de bagagem na porta de saída. Passei rapidamente, mas Ric foi parado pelo agente. Dois fatores me fizeram concluir o motivo da parada: ele desviou do fluxo normal que as pessoas faziam para sair e usava óculos escuros, mesmo dentro de ambiente fechado. David e Roberto vinham atrás e ajudaram-no nas respostas. Todos do lado de fora, pegamos uma Suburbana, um carro grande que cabia todas as nossas malas, que já eram muitas a esta altura. O trânsito da Cidade do México é um inferno, mas como era sábado, final de tarde, o táxi fluía bem. O tempo estava bonito. Fazia frio, algo em torno de 18º C. O hotel que ficamos, o NH Mexico City Zona Rosa, fica em área movimentada, principalmente à noite, com muitos bares, boates, lojas eróticas, pubs, hoteis, restaurantes, teatros e bem perto do Paseo de La Reforma, importante avenida da cidade onde tudo acontece. Nossas reservas eram para suítes júnior. Fiquei no décimo quarto andar, enquanto David e Roberto ficaram no décimo segundo. Detalhe: não há o 13º andar no edifício. Superstição? Depois de um dia bem agitado, resolvi ficar quieto, lendo o guia de turismo que levei para definir o programa dos próximos dias. Só saímos à noite, quando fomos jantar. Há uma infinidade de opções de restaurantes na cidade. Preferimos variar da culinária mexicana, optando por conhecer mais uma unidade do famoso Astrid & Gastón, do não menos famoso chef peruano Gastón Acúrio. Fica na região de Polanco. Fomos de táxi. Na Cidade do México há muitos táxis, a maioria caindo aos pedaços. Dependendo de onde e como você pega o táxi, há uma diferença de preço. Fazendo sinal na rua, o taxímetro começa em M 7. Se pegamos em um ponto fixo, tal preço se inicia em M 22. Se o táxi for de uma chamada zona segura, ele começa em M 50. E ainda há os táxis de porta de hotel, com preço fixos para regiões/locais de interesse turístico, geralmente bem mais caros, e aqueles que os restaurantes chamam, com preços fixos mais altos ainda. Nesta primeira noite, pegamos um táxi na rua. A luz interna estava acesa. Mais do que depressa, eu a apaguei. Fui imediatamente repreendido, de forma educada, pelo motorista. As regras mais recentes exigiam que a luz ficasse acesa permanentemente. Questão de segurança. O trajeto até o Astrid & Gastón foi longo, mas deu para ver a movimentada noite de sábado, perto do Halloween, com muita festa e gente de todas as idades fantasiada nas ruas. Pagamos M 30 a corrida. Resolvi fazer uma resenha somente para a gastronomia mexicana. Desta forma, deixarei os comentários do restaurante peruano para o post específico. Assim que terminamos o jantar, pedimos um táxi ao maitre, que nos atendeu prontamente. Assim que o carro chegou, fomos avisados. Entramos no táxi, dissemos o destino e perguntamos o preço. O motorista disse que tinha que consultar a central, mas deu a partida no carro. Em movimento, a central respondeu que o trajeto sairia por M 180. Um absurdo.Um roubo! Dissemos que não aceitávamos pagar seis vezes mais pelo mesmo trajeto que fizemos para chegar ao restaurante. Ele disse que aquele táxi era mais seguro. O veículo não tinha nenhuma diferença em relação ao outro e ainda tinha a luz interna apagada. Pedimos para parar o carro. Ele ainda tentou diminuir o valor para M 130, mas não quisemos seguir viagem. Ele fez a volta, dizendo que só poderia nos deixar sair na porta do restaurante, por questões de segurança. Voltamos, descemos, atravessamos a rua, ficamos em frente a uma boate. No primeiro táxi que parou deixando um passageiro fantasiado entramos. O motorista cobrava no taxímetro a corrida. Pagamos M 30 pela volta. Passava da meia noite quando chegamos ao hotel. As ruas da Zona Rosa estavam cheias, majoritariamente público GLS. O domingo seria pesado de atrações turísticas para mim e Ric e de compras para nossos amigos. Resolvemos ficar no hotel. Era hora de dormir.

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