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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

OS 50 MELHORES RESTAURANTES DA AMÉRICA LATINA - 2013

04 de setembro de 2013, em Lima, capital do Peru, às vésperas do mega festival gastronômico Mistura, foi lançada a primeira lista contendo os 50 melhores restaurantes da América Latina. Gosto muito de gastronomia e sou vidrado em listas. Portanto, fiquei atento nesta divulgação. A organização da listagem é da Restaurant Magazine, revista inglesa responsável por outras duas listas no mesmo estilo: os 50 melhores restaurantes da Ásia, também divulgada pela primeira vez em 2013, no início do ano, e os 50 melhores restaurantes do mundo, a famosa e cobiçada The World's 50 Best Restaurants, anunciada no final do mês de abril deste ano. Gostei da ideia de fazer listagens regionalizadas, permitindo a quem gosta de viajar para conhecer novos sabores ter um leque maior de opções em seu destino turístico. No entanto, entendo que as listas devem guardar coerência entre si, pois são organizadas pela mesma revista. Mas não é o que aconteceu. Para o rol mundial, segundo informações no seu próprio endereço eletrônico, mais de 900 especialistas que integram a academia votam nos melhores do mundo. A lista dos 50 melhores restaurantes asiáticos apresenta aqueles mais votados por estes mesmos especialistas que escolheram os mais mais mundiais. Assim, a coerência entre as listagens é percebida. O número 1 da Ásia é o restaurante japonês Narisawa, localizado em Tóquio. Ele é o primeiro asiático a figurar na listagem mundial, onde ocupa o 20º lugar. O mesmo ocorre com todos os demais, ou seja, os 16 restaurantes da região que aparecem na lista global, quando considerado os 100 melhores restaurantes, estão, em ordem, como os primeiros 16 restaurantes no rol asiático. Já para a América Latina, esta coerência deixou de existir. São apenas 8 restaurantes latino americanos que figuram entre os 100 melhores do mundo, sendo o D.O.M., do chef brasileiro Alex Atala, localizado em São Paulo, o primeiro latino americano a figurar na lista global, ocupando, em 2013, a sexta posição. Astrid Y Gaston, do chef peruano Gastón Acurio, surge em 14º lugar no rol mundial, sendo o segundo latino americano a aparecer entre os melhores do mundo. Ao conferir a lista dos 50 melhores restaurantes da América Latina, fiquei surpreso com as trocas de posições entre os restaurantes. Astrid Y Gaston é o primeiro colocado, seguido por D.O.M.. Mas as trocas também ocorreram em outras posições. Na The World's 50 Best Restaurants 2013, é a seguinte a ordem em que aparecem os latino americanos, ressaltando que o número entre parênteses corresponde à posição de cada um na relação global:

1º - D.O.M. (6º) - São Paulo, Brasil
2º - Astrid Y Gaston (14º) - Lima, Peru
3º - Pujol (17º) - Cidade do México, México
4º - Biko (31º) - Cidade do México, México
5º - Maní (46º) - São Paulo, Brasil
6º - Central (50º) - Lima, Peru
7º - Malabar (76º) - Lima, Peru
8º - Roberta Sudbrack (80º) - Rio de Janeiro, Brasil

Na The Latin America's 50 Best Restaurants 2013, os dez primeiros colocados são os que se seguem:

1º - Astrid Y Gaston (14º) - Lima, Peru
2º - D.O.M. (6º) - São Paulo, Brasil
3º - Pujol (17º) - Cidade do México, México
4º - Central (50º) - Lima, Peru
5º - Maní (46º) - São Paulo, Brasil
6º - Biko (31º) - Cidade do México, México
7º - Malabar (76º) - Lima, Peru
8º - Boragó (não figura na lista dos melhores do mundo) - Santiago, Chile
9º - Tegui (não figura na lista dos melhores do mundo) - Buenos Aires, Argentina
10º - Roberta Sudbrack (80º) - Rio de Janeiro, Brasil

É certo que existe uma outra academia de votantes para a listagem latino americana, da qual fazem parte 250 especialistas da região, mas por ser organizada pela mesma entidade, é, no mínimo, estranha a situação. Para o mundo, o D.O.M. é o melhor latino americano, mas para a região em questão ele é superado pelo Astrid Y Gaston. Isto sem falar que o restaurante Biko foi ultrapassado por dois sul americanos: Central e Maní. O primeiro, inclusive, fica à frente do segundo no rol regional. Para maior espanto, Boragó e Tegui, que nem aparecem na listagem mundial entre os 100 melhores, estão à frente de Roberta Sudbrack quando ficamos apenas na América Latina. É chato levantar suspeitas, mas como o evento de lançamento teve lugar em Lima, com uma cervejaria peruana, Cusqueña, como patrocinadora master e com o apoio da PromPeru, responsável por incentivar o turismo naquele país, fico com minhas dúvidas sobre a isenção desta listagem divulgada no início de setembro. Quero esclarecer que não coloco em dúvidas a qualidade do Astrid Y Gaston, que conheço não só a unidade de Lima, da qual gostei muito, mas também as de Santiago (Chile), Bogotá (Colômbia), Cidade do México (México) e Buenos Aires (Argentina), das quais tive excelentes experiências gastronômicas. Questiono a falta de coerência entre as listagens organizadas pela mesma The Restaurant Magazine e divulgadas no mesmo ano, com uma diferença de apenas pouco mais do que quatro meses entre as duas.
Quanto à lista em si, oito países colocaram algum de seus restaurantes entre os 50 melhores da região, ficando assim a distribuição geográfica:

Argentina - 15 restaurantes
México - 10 restaurantes
Brasil - 9 restaurantes
Peru - 7 restaurantes
Colômbia - 4 restaurantes
Chile - 2 restaurantes
Uruguai - 2 restaurantes
Venezuela - 1 restaurante.

Do Brasil, temos a seguinte listagem, pela ordem em que aparecem na The Latin America's 50 Best Restaurants 2013, figurando entre parênteses sua posição nesta lista:

1. D.O.M. (2º) - São Paulo
2. Maní (5º) - São Paulo
3. Roberta Sudbrack (10º) - Rio de Janeiro
4. Mocotó (16º) - São Paulo
5. Fasano (23º) - São Paulo
6. Attimo (32º) - São Paulo
7. Olympe (35º) - Rio de Janeiro
8. Remanso do Bosque (38º) - Belém
9. Epice (41º) - São Paulo

gastronomia

segunda-feira, 19 de março de 2012

GASTRONOMIA EM BUENOS AIRES, ARGENTINA - ASTRID & GASTÓN




Endereço: Lafinur, 3.222, Palermo, Buenos Aires, Argentina.

Especialidade: culinária peruana sob o comando do chef Gastón Acurio.

Ambiente: fica em um sobrado antigo, com vários ambientes tanto no primeiro quanto no segundo piso, respeitando a divisão da antiga residência. As paredes precisam de uma nova pintura. Ficamos no salão mais ao fundo do primeiro piso, único local onde havia mesas ocupadas.

Serviço: discreto, mas lento.

Quando fui: almoço do dia 25 de fevereiro de 2012, sábado. Éramos três.

O que bebi: água com gás Villavicencio e uma dose de pisco souer, que estava bem refrescante. Muito bom.



O que comi: aceitamos o couvert da casa, consistindo de pães variados e manteiga. Como entrada, compartilhamos dois pratos: cebiche criollo (cebiche mixto e salsa de rocoto cubierto de chipirón frito y patacón de batata) e uma degustación de causas. O ceviche estava muito bom, com um sabor picante devido ao rocoto e crocante, devido às lulas fritas. As causas estavam divinas, com recheios de caranguejo, camarões e peixe. Como prato principal, escolhi um saltado y tacu tacu (salmón blanco, zetas, ajíes, cítricos y toques chifas sobre tacu tacu de porotos y crema peruano). O filé de salmão branco estava tenro e muito saboroso devido aos ingredientes de seu molho. O tacu tacu, uma massa frita de feijão, ficou muito encharcado por causa do molho do peixe, perdendo a crocância original, mas não perdeu seu sabor característico. Sem sobremesa, nem café.


cebiche criollo e degustación de causas 


saltado y tacu tacu 


Quanto paguei: $ 221,1o (U$ 50,77), valor individual.

Minha avaliação: +++. Conheço as unidades do Astrid & Gastón de Lima, Cidade do México, Bogotá, Santiago e Buenos Aires. Este último não é tão bom quanto os demais, ficando em um nível abaixo, mas mesmo assim a comida é muito boa. Vale uma visita.

Gastronomia Buenos Aires (Argentina)

terça-feira, 13 de março de 2012

GASTRONOMIA EM SANTIAGO, CHILE - ASTRID & GASTÓN




Endereço: Antonio Bellet, 201, Providencia, Santiago, Chile.


Especialidade: culinária peruana. Filial do restaurante de Lima, Peru, cujo proprietário é o chef Gastón Acurio.


Ambiente: fica em um rua tranquila, em um casa antiga de dois pavimentos. Do lado de fora arcos na cor salmão enfeitam a varanda do restaurante. No interior predomina o vermelho terra, dando um calor especial aos diversos ambientes do local. Fiquei no salão principal, onde o pé direito é alto e dá para ver a cozinha, separada por uma parede de vidro. Há mesas debaixo da arcada interna, também com arcos, e no piso superior, onde também fica a adega. O chão é em grandes ladrilhos nas cores preto e branco.








Serviço: eficiente. A hostess foi cortês, acompanhando-me até a mesa com amplo sorriso. Ao saber que era brasileiro, levou um cardápio em português. Os garçons são mais antigos, já experientes. Embora com o toque santiaguino da rapidez em tomar os pedidos, foram cordiais e muito atenciosos, preocupados em saber se eu estava satisfeito com meu pedido.

Quando fui: almoço do dia 16 de fevereiro de 2012, quinta-feira. Estava só.


O que bebi: abri uma exceção, apreciando uma taça do vinho branco Viña Casablanca Nimbus Single Vineyard, chileno, obviamente, da casta sauvignon blanc, safra 2011. Para acompanhar, água mineral com gás Porvenir.

O que comi: aceitei o couvert, pães variados com manteiga e molho com pimentão, creme de leite e rocoto. Como prato principal, fui de nobres causas do Peru. Prato típico e delicioso que sempre está na carta das unidades do Astrid & Gastón espalhados pelo mundo. Feitas de massa de batata chiloé e feijão palhar, tinha em seu topo carne de caranguejo real de Punta Arenas, abacate e tomate cherry. E por cima de tudo, camarões crocantes fritos. Compondo o prato ainda havia cebola roxa, pimenta ají e creme de huacatay. Simplesmente delicioso! De prato de fundo, pedi corvina assada e glaceada em caldo de ameijoas, lulas e polvo. O peixe veio acompanhado de tacu-tacu (uma massa de feijão preto frita) e salada de cebola.



nobres causas do Peru 


corvina assada e glaceada em caldo de ameijoas, lulas e polvo, tacu-tacu e salada de cebola 


Quanto paguei: $ 38.500 (U$ 79,46).

Minha avaliação: ++++. Como sempre, um excelente Astrid & Gastón.



Gastronomia Santiago (Chile)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

GASTRONOMIA NA CIDADE DO MÉXICO - ASTRID Y GASTÓN

ASTRID & GASTÓN



Endereço: Tennyson 117, esquina com Masaryk - Col. Polanco.

Especialidade: culinária peruana.

Ambiente: Fica no segundo piso de um prédio de esquina. A recepção é no piso térreo. Para acessar os salões do restaurante, sobe-se uma escada. São três ambientes, todos com decoração moderna e iluminação à meia luz. São dois salões e uma varanda. De longe, o ambiente mais agradável é a varanda, onde há uma lareira acesa nas noites frias do outono mexicano. Não ficamos nela pois é o local destinado aos fumantes. Sentamos em mesa para quatro no salão que dá acesso à varanda. Destaca-se a parede com nichos quadrados com iluminação vermelha ao fundo, onde estão garrafas de vinho deitadas, sobrepostas uma sobre a outra, formando pirâmides. A porta toda trabalhada, com motivos geométricos vazados também é um ponto notável da decoração.




Serviço: Muito bom. Garçons eficientes, maitre sorridente e atencioso. Tivemos explicações de tudo que perguntamos sobre o cardápio.

Quando fui: jantar do dia 29 de outubro de 2011, sábado.

O que bebi: a bebida peruana pisco sour. Boa apresentação. Bem feita.


pisco sour

O que comi: o couvert da casa com pães quentinhos e manteiga (horrível a manteiga mexicana!); como entrada, Anticucho de Pulpo Nikei, ou seja, espetinho de polvo marinado em missô coberto com espuma de batata panca. A aparência pode não agradar, mas o sabor é inigualável. Foi uma dica do maitre, que aprovei. Também experimentei a entrada que David pediu: causas com carne de caranguejo e camarões. Apresentação muito bonita e ótimo sabor. Como prato principal, resolvi variar um pouco da carne bovina, pedindo El Atun Y El Camote, atum selado na brasa com crosta de especiarias peruanas em um molho de batata doce em três texturas. Bem apresentado, com um sabor meio adocicado sensacional. Para a sobremesa, nada de experimentações, pedimos um menu degustação para dois com três clássicas sobremesas peruanas: arroz de leche (parecido com nosso arroz doce), suspiro limeña (doce de leite com merengue de vinho do porto) e picarones ao mel de maracujá (uma espécie de sonho), todos servidos em duas pequenas unidades cada um. Antes de chegar à mesa, David comentou que era difícil fazer picarones, pois ele enganava com sua aparência externa, bem tostadinha. Quando comi um pedaço do picarone, senti uma massa crua. David teve a mesma sensação. Só comemos as outras duas iguarias, que estavam ótimas. Recolhendo os pratos, o garçom perguntou se não havíamos gostado dos picarones. Ao saber o motivo, ele chamou o maitre, que se desculpou, perguntando se queríamos outra sobremesa, cortesia da casa. Recusamos a oferta, pois todos estavam bem satisfeitos. Ao receber a conta, o maitre nos informou que não cobraram a sobremesa. Uma bela gentileza, significando que o cliente é respeitado na casa.


Anticucho de Pulpo Nikei


Causas Peruanas


El Atun Y El Camote


Suspiro limeña, picarones e arroz de leche


Valor da conta: M 2.832,44 (U$ 212,04 - R$ 382,00) para quatro pessoas.

Observações: frequentado por pessoas elegantes, inclusive celebridades televisas. É a terceira unidade do Astrid & Gastón que conheci e a qualidade dos pratos e dos serviços são mantidos. As duas outras unidades que já tive a oportunidade de ir são as de Lima,Peru e Bogotá, Colômbia. O proprietário é o famoso chef Gastón Acúrio. Há wi-fi para os clientes, mediante solicitação de senha.

Minha avaliação: + + + + (como é a primeira vez que faço este tipo de resenha, o máximo em minha cotação são 5  +).

Gastronomia Cidade do México (México)

sábado, 12 de novembro de 2011

MÉRIDA-CANCÚN-CIDADE DO MÉXICO

Acordamos cedo na sexta-feira, dia 27 de outubro, pois marcamos para sair do hotel em Mérida às 10 horas. O motorista foi mais um vez pontual. A viagem de volta para Cancún durou pouco mais do que três horas e meia. O motorista disse que o furacão Rina chegou com menos intensidade na zona hoteleira de Cancún, em categoria 1, também chamada de tormenta tropical. Derrubou apenas algumas poucas árvores e desfolhou outras tantas. A chuva mais forte foi durante a madrugada de quinta para sexta, fazendo com que os poucos hóspedes que ficaram no hotel Ritz-Carlton dormissem todos juntos no ballroom do prédio. Paramos em um dos pedágios da estrada para ir ao banheiro e comer alguns snacks. Foi nosso almoço. Chegamos de volta ao hotel Ritz-Carlton pouco após duas horas da tarde. Eles são muito rápidos na limpeza das ruas, pois quando entramos na cidade, tudo estava limpo, nem parecia que um furacão havia passado na noite anterior. No hotel, o check in foi rápido. Pegamos nossas malas que ficaram lá guardadas, subindo para o quarto piso, onde ficavam os nossos apartamentos nesta nova estadia. Todos os apartamentos do hotel são de frente para o mar. Todos possuem varandas e portas de vidro grandes. Todos tem carpetes (decoração de inspiração francesa). Em todos os quartos entrou muita água da chuva, deixando os carpetes encharcados. Quando tirei os sapatos e coloquei os pés no chão, a água subiu logo do carpete felpudo. Próximo à varanda havia toalhas no chão para absorver um pouco da água. Checamos os quartos dos amigos e todos estavam iguais. Mais tarde, à noite, o serviço de quarto passou um aspirador de água no carpete, diminuindo a sua umidade. Resolvemos aproveitar a bela tarde que fazia, descendo para a piscina, onde ficamos num dolce far niente até o sol se por. Apenas conversa, drinques, comidinhas e piscina. Quando não havia mais sol, voltei para o quarto no intuito de descansar um pouco até a hora de sairmos para jantar. Aproveitei para fazer mais um câmbio, já que a taxa do hotel nos era favorável. Nem desfiz as malas, pois no início da tarde de sábado deixaríamos Cancún em direção à Cidade do México. Dormi um pouco. Após um banho relaxante, todos se encontraram novamente na recepção para decidir onde jantar. Alguns queriam comida mexicana, enquanto outros preferiam algo mais internacional. Prevaleceu a vontade destes últimos. A concierge nos indicou um restaurante cuja especialidade são as carnes, próximo ao hotel, dando para ir caminhando. Aceitamos a sugestão. Ela fez uma reserva para seis. Fomos a pé, em percurso de dez minutos em noite agradável, com uma ótima brisa.

O restaurante é o Harry's (Boulevard Kukulcán Km 14.2, Zona Hotelera), cujo slogan é "prime steakhouse & raw bar". Ele fica ao lado do Puerto Madero, onde tínhamos jantado alguns dias antes. Pareceu-me que ambos são do mesmo grupo. Os dois tem unidades na Cidade do México, uma perto da outra. O Harry's é bem grande, com mais de um salão interno, cuja decoração é um misto de modernidade com austeridade. A varanda é o local mais bonito, com uma bela vista para a chamada Lagoa de Cancún, mas não ficamos lá porque era onde ficavam os fumantes. Colocaram-nos em uma mesa para seis pessoas, no salão com piso rebaixado à esquerda de quem entra. Chamou-me a atenção a vitrine em frente à recepção onde peças de carne ficam secando por 21 dias, se não me engano. Já na mesa, pedimos algumas entradinhas, como algumas empanadas e um carpaccio de polvo (o lado raw bar!), que chega à mesa em bela apresentação. O sabor é ótimo. Um destaque da casa é uma espécie de rosca salgada que faz parte do couvert. É servida dentro da forma em que assou. Sabor salgadinho marcante. O serviço é outro ponto alto da casa. Para os pratos principais, uma bandeja com vários cortes de carne crua chega à mesa. O maitre explica cada um deles. Para quem não gosta ou não quer comer carne à noite, uma outra bandeja é mostrada com enormes frutos do mar, como a lagosta e a pata de caranguejo do Alasca. Todos pediram carne bovina. Meu corte foi um cowgirl (um rib eye assado na brasa com osso). Os cortes são servidos apenas com uma brochette de tomate, cebola e jalapeño (arde muito). Para acompanhar nossos pratos, pedimos purê de batatas e champignons ao vinho branco. As porções foram em quantidade suficiente para todos na mesa. Enquanto comíamos, algumas doses de margaritas foram consumidas. Minha carne estava muito macia, com textura e sabor especial. Confesso que parti um pedaço do jalapeño e harmonizei com a carne. Ficou ótimo, embora bem picante. Ainda pedimos uma sobremesa enorme para compartilhar. Foi um bolo de sorvete com calda quente de chocolate. A calda vem líquida, mas ao entrar em contato com o sorvete, endurece instantaneamente. Achei médio o sabor da sobremesa. Para mim, foi o melhor restaurante dos que conheci em Cancún. A conta ficou em M 4.800 (U$ 369).


Carppacio de polvo


Opções de cortes bovinos


Cowgirl acompanhado de brochette de tomate, cebola e jalapeño



Voltamos felizes para o hotel. Nossa última noite em Cancún. No lobby do hotel nos despedimos de Pedro e Chico, pois eles levantariam bem cedo no sábado porque voariam para Miami logo nas primeiras horas da manhã.

No sábado, com malas prontas, fomos tomar café da manhã em um hotel bem vazio. Os garçons nos chamavam pelo sobrenome, sempre muito atenciosos. A variedade no buffet era menor do que na estadia anterior, mas mesmo assim, era bem farto. Saboreei as delícias mexicanas, incluindo uma doce pitaya, calmamente. Em seguida, Ric, Roberto e David ainda foram aproveitar o sol. Fiquei a ler no quarto. Ao meio dia fizemos o check out. Tudo muito rápido. O transfer para o aeroporto já estava acertado desde o primeiro dia (U$ 130 aeroporto-hotel-aeroporto). Foram pontuais, como sempre. O trajeto do hotel até o Aeroporto Internacional de Cancún dura em torno de meia hora. Check in na Aeromexico. Havia fila, mas andava rápido. Malas despachadas. Cartão de embarque na mão. Tínhamos fome. Decidimos comer um sanduíche na área de embarque. Embora o voo fosse nacional, o embarque se dá pela setor internacional. Fila para passar as malas de mão no raio X. Passei primeiro. Ric em seguida. Pediram para ele abrir a mala. Retiraram todos os líquidos: hidratante, dois frascos de protetor solar, shampoo para lavar a lente que ele usa em um dos olhos, desodorante, o frasco de álcool que eu tinha comprado para tirar a água dos meus ouvidos. Ric estava desolado. Não conseguia entender, só repetindo a frase: "meu shampoo, meu shampoo!". Eu que conversei com o cara do raio X. Ele nos deu duas opções. Voltar ao check in, registrar os produtos e despachá-los ou deixar tudo ali mesmo. Optamos pela segunda alternativa. Refeito do "choque", Ric se juntou aos famintos. Dentre as várias opções da praça de alimentação, ficamos com o Burger King. Gosto de sanduíches de vez em quando. Aproveitamos para checar a internet em nossos celulares, pois havia wi-fi gratuito por vinte minutos para quem fizesse um breve cadastro no sítio eletrônico de uma companhia telefônica. Saciada a fome e vencido o tempo da internet gratuita, demos uma volta no aeroporto. O espaço não é grande, mas deixa os aeroportos brasileiros no chinelo se compararmos com as opções de lojas de souvenir e de conforto. Estava bem cheio, mas ninguém apertado. Há uma loja com artigos de artesanato de todo o país. Os preços são maiores do que na cidade, mas as peças são muito bonitas. Só vi, não comprei nada. Embarcamos às 14:40 horas, no horário marcado em nosso cartão de embarque. Voo bem cheio. Trajeto tranquilo. Pousamos no Terminal 2 do Aeroporto Internacional Benito Juárez às 17:10 horas. Tal terminal é amplo, mais novo e, portanto, mais moderno. Esperamos por pouco tempo nossas malas. David comprou a corrida do aeroporto até o hotel, na Zona Rosa, em um guichê na sala das esteiras. Custou M 270. Ao sair, um agente da polícia federal fica observando todo mundo. Ainda recolhe-se o tíquete de bagagem na porta de saída. Passei rapidamente, mas Ric foi parado pelo agente. Dois fatores me fizeram concluir o motivo da parada: ele desviou do fluxo normal que as pessoas faziam para sair e usava óculos escuros, mesmo dentro de ambiente fechado. David e Roberto vinham atrás e ajudaram-no nas respostas. Todos do lado de fora, pegamos uma Suburbana, um carro grande que cabia todas as nossas malas, que já eram muitas a esta altura. O trânsito da Cidade do México é um inferno, mas como era sábado, final de tarde, o táxi fluía bem. O tempo estava bonito. Fazia frio, algo em torno de 18º C. O hotel que ficamos, o NH Mexico City Zona Rosa, fica em área movimentada, principalmente à noite, com muitos bares, boates, lojas eróticas, pubs, hoteis, restaurantes, teatros e bem perto do Paseo de La Reforma, importante avenida da cidade onde tudo acontece. Nossas reservas eram para suítes júnior. Fiquei no décimo quarto andar, enquanto David e Roberto ficaram no décimo segundo. Detalhe: não há o 13º andar no edifício. Superstição? Depois de um dia bem agitado, resolvi ficar quieto, lendo o guia de turismo que levei para definir o programa dos próximos dias. Só saímos à noite, quando fomos jantar. Há uma infinidade de opções de restaurantes na cidade. Preferimos variar da culinária mexicana, optando por conhecer mais uma unidade do famoso Astrid & Gastón, do não menos famoso chef peruano Gastón Acúrio. Fica na região de Polanco. Fomos de táxi. Na Cidade do México há muitos táxis, a maioria caindo aos pedaços. Dependendo de onde e como você pega o táxi, há uma diferença de preço. Fazendo sinal na rua, o taxímetro começa em M 7. Se pegamos em um ponto fixo, tal preço se inicia em M 22. Se o táxi for de uma chamada zona segura, ele começa em M 50. E ainda há os táxis de porta de hotel, com preço fixos para regiões/locais de interesse turístico, geralmente bem mais caros, e aqueles que os restaurantes chamam, com preços fixos mais altos ainda. Nesta primeira noite, pegamos um táxi na rua. A luz interna estava acesa. Mais do que depressa, eu a apaguei. Fui imediatamente repreendido, de forma educada, pelo motorista. As regras mais recentes exigiam que a luz ficasse acesa permanentemente. Questão de segurança. O trajeto até o Astrid & Gastón foi longo, mas deu para ver a movimentada noite de sábado, perto do Halloween, com muita festa e gente de todas as idades fantasiada nas ruas. Pagamos M 30 a corrida. Resolvi fazer uma resenha somente para a gastronomia mexicana. Desta forma, deixarei os comentários do restaurante peruano para o post específico. Assim que terminamos o jantar, pedimos um táxi ao maitre, que nos atendeu prontamente. Assim que o carro chegou, fomos avisados. Entramos no táxi, dissemos o destino e perguntamos o preço. O motorista disse que tinha que consultar a central, mas deu a partida no carro. Em movimento, a central respondeu que o trajeto sairia por M 180. Um absurdo.Um roubo! Dissemos que não aceitávamos pagar seis vezes mais pelo mesmo trajeto que fizemos para chegar ao restaurante. Ele disse que aquele táxi era mais seguro. O veículo não tinha nenhuma diferença em relação ao outro e ainda tinha a luz interna apagada. Pedimos para parar o carro. Ele ainda tentou diminuir o valor para M 130, mas não quisemos seguir viagem. Ele fez a volta, dizendo que só poderia nos deixar sair na porta do restaurante, por questões de segurança. Voltamos, descemos, atravessamos a rua, ficamos em frente a uma boate. No primeiro táxi que parou deixando um passageiro fantasiado entramos. O motorista cobrava no taxímetro a corrida. Pagamos M 30 pela volta. Passava da meia noite quando chegamos ao hotel. As ruas da Zona Rosa estavam cheias, majoritariamente público GLS. O domingo seria pesado de atrações turísticas para mim e Ric e de compras para nossos amigos. Resolvemos ficar no hotel. Era hora de dormir.

turismo

sábado, 23 de abril de 2011

GASTRONOMIA EM BOGOTÁ, COLÔMBIA - ASTRID & GASTÓN

Eu e Ric descemos às 20:40 horas para a recepção do hotel e pedimos um táxi. Chuviscava. Esperamos alguns minutos até que o mensageiro do hotel nos chamou. O táxi havia chegado. A maioria dos táxis convencionais em Bogotá é pequeno, todos da marca Hyundai, e sempre amarelos. Falamos o endereço para o motorista que disse saber onde era o restaurante. O trajeto entre o hotel e o Astrid & Gastón (Carrera 7 # 67-64) durou quinze minutos. A corrida ficou em 6.000 COP. Um segurança do restaurante nos recebeu com um guarda-chuva, enquanto um funcionário nos indicava o caminho. A filial deste restaurante peruano fica em uma casa de esquina com tijolinho aparente, no melhor estilo inglês, e cheia de plantas. Na entrada, uma hostess perguntou se tínhamos reserva. Apresentei o cartão do concièrge do hotel com os detalhes de nossa reserva. Logo nos acomodaram no salão à direita, onde tínhamos uma visão da cozinha aparente. À esquerda de quem entra, há outro salão, mas não havia ninguém em suas mesas. No salão em que ficamos, há três mesas, sendo uma redonda para um grupo maior. Além da nossa mesa, apenas mais uma estava ocupada com quatro pessoas. Ainda há outro salão contíguo ao que ficamos, no qual há mais quatro mesas, sendo que três estavam ocupadas. O serviço é eficiente com garçons preparados e bem atenciosos. Ric pediu um vinho. Fiquei apenas na água com gás. Trouxeram à mesa o couvert com gricines, três tipos de pães, todos adocicados, e três potes: um com manteiga, outro com um molho de ervas e outro com azeite aromatizado. Quase nem tocamos. Ric disse que não, mas tanto eu quanto o garçom entendemos que ele havia aceitado a oferta inicial de um pisco sour, drinque típico peruano. Só eu quis entrada. Pedi uma La Causa, prato muito consumido no Peru. Vieram três unidades com uma pasta de carne de caranguejo por cima da massa de batata e, no topo de cada uma delas, um camarão levemente empanado. Muito bem feito, o prato tinha um sabor especial. Gostei muito. Como plato fuerte, Ric pediu uma Pierna de Pato com um caldo de arroz e feijão. Não havia a coxa de pato. O garçom perguntou se podia trocar por peito da mesma ave. Ric concordou. Eu pedi um prato chamado Atum de La Baía Solano. Trata-se de três pedaços altos de atum, que pedi mal passado, em molho caudaloso de tamarindo, pimenta negra e ají limo, além de cebolas adocicadas. Por cima do peixe, espuma de coco com limão. Acompanhou o prato, em vasilha à parte, uma Chaufa de Invierno, ou seja um arroz frito com inspiração chinesa, muito comum no Peru. Sensacional o prato. Derramei um pouco do arroz no caldo do peixe, dando uma excelente combinação. Claro que pedimos uma sobremesa. Escolhemos uma degustação de doces clássicos peruanos para compartilhar (o cardápio já indica que serve duas pessoas). Em porções pequenas, vieram quatro tipos de doces: suspiro de limeña, helado de lúcuma, panacota de lúcuma com uma mousse de chocolate e  picarones, uma massa frita com mel por cima (lembra o nosso sonho). Sou suspeito para dizer a melhor, pois fiquei fã de lúcuma quando estive no Peru em outubro de 2010, mas a panacota de lúcuma estava divina. Quando chegava perto de 22:30 horas, a cozinha já estava às escuras, sinal de que ninguém mais chegaria para jantar em uma Sexta-Feira da Paixão. Quando percebi, só havia eu e Ric no restaurante. Pedimos a conta. O garçom perguntou se queríamos café ou chá. Dispensamos, mas mesmo assim ele nos trouxe os docinhos que acompanham estas bebidas. Não quis provar, mas eram um deleite para os olhos. Enquanto a conta não chegava, pedi que chamassem um táxi para nós. Pagamos por este belo jantar 300.000 COP. Ficamos aguardando sentados até que o garçom nos disse que nosso táxi já nos aguardava. Mais uma vez o carro era o minúsculo Hyundai. Dei o endereço do hotel. A corrida ficou no mesmo valor da ida, ou seja, 6.000 COP. Belo jantar de despedida de Bogotá, já que partiremos na noite de sábado de regresso à Brasília.


Atum a La Baía Solano - Restaurante Astrid & Gastón - Bogotá

Gastronomia Bogotá (Colômbia)

DE VOLTA PARA BOGOTÁ - HARD ROCK CAFÉ

Sexta-feira, feriado, eu e Ric deixamos o Sofitel Cartagena Santa Clara. Fizemos check out às 11 horas. Um carro já nos aguardava para nos levar ao Aeroporto Internacional Rafael Nuñes (40.000 COP o trajeto, valor lançado na conta do hotel). Em menos de quinze minutos já estávamos na fila do check in da Avianca. Voo AV 9759 com destino à Bogotá marcado para 12:15 horas. Aeroporto vazio, afinal, estávamos no meio de um feriado prolongado. A sala de espera tem bancos de madeira, bem diferentes do que estamos acostumados a ver. A Avianca chama para uma espécie de pré-embarque, onde todos tem que apresentar os respectivos cartões de embarque. Ao meio dia embarcamos. Não há pontes de embarque, mas há um corredor com muita madeira e plantas que nos leva até a pista, próximo à escada para entrar no avião. Dois funcionários da Avianca controlam o acesso dos passageiros, indicando se devem entrar pela porta dianteira ou pela porta traseira. Assim, rapidamente o embarque se completou. O avião, para minha surpresa, estava bem cheio. Muitos brasileiros que fariam uma escala em Bogotá e seguiriam viagem para San Andrés. O voo saiu no horário, chegando uma hora depois no Terminal 2 do Aeroporto El Dorado em Bogotá. Este terminal é destinado aos voos nacionais. Aguardamos as malas na esteira. Ao sair, fui chamado pelo meu nome. Era o mesmo motorista que nos pegou quando chegamos no dia 16 de abril em Bogotá. O clima estava agradável, com um tímido sol querendo aparecer. Trânsito muito tranquilo, pois era feriado. Chegamos em meia hora ao hotel. O valor do transporte (91.000 COP) será lançado em minha conta. No check in do Sofitel Bogotá Victoria Regia (Carrera 13, # 85-80) tudo já estava pronto. Foi necessário apenas apresentar um cartão de crédito para garantia e assinar a ficha que estava preenchida com meus dados. Por ter o cartão A-Club Platinum da Rede Accor, recebi um up grade de apartamento. Ficamos no sexto andar. O mensageiro que levou nossas malas disse que chovera bastante na parte da manhã, esfriando muito e que a previsão era de mais chuva para o final da tarde. Confirmei com o concièrge a reserva que havia solicitado na filial do restaurante peruano Astrid & Gastón para às 21 horas. Apenas deixamos as coisas no quarto, vestimos uma blusa de frio e descemos, pois estávamos com fome. Queria almoçar no Hard Rock Café. Pedi para o concièrge confirmar se estava aberto. Com a resposta positiva, eu e Ric fomos a pé para o restaurante, pois ficava a poucas quadras de distância do hotel. No caminho, notamos que o movimento era fraco nos restaurantes. A maioria deles estava fechado. Chegamos ao Atlantis Shopping, onde fica a unidade do Hard Rock Café Bogotá (Calle 81 # 13-05). O restaurante estava vazio, com poucas mesas ocupadas. Uma hostess nos conduziu a uma mesa. Logo chegou a garçonete que nos atenderia, falando muito rápido. Pedi que falasse mais devagar, pois não havia entendido nada. Ela sorriu e falou lentamente. Pedimos Nachos Hard Rock como entrada. Também fizemos os pedidos dos pratos principais, pois a experiência na Colômbia indicava que há uma demora na chegada dos pedidos à mesa. Mesmo sendo Sexta-Feira da Paixão e sendo de tradição católica, resolvi comer carne. Pedi um medalhão de filé mignon, acompanhado de purê de batatas e vagem. Os nachos demoraram. É um prato grande. Os salgados que ficam por baixo não recebem o molho. Assim, quem gosta deles puros pode puxar os da parte de baixo do prato. Os de cima estavam repletos de feijões pretos mexicanos, queijo derretido, jalapeños fatiados, sour cream e milho. Ainda comíamos a entrada quando nossos pratos chegaram. O aspecto do purê de batatas era feio e o sabor não existia. A vagem estava praticamente crua e sem tempero. Deixei os dois acompanhamentos no prato. Fiquei comendo nachos e o medalhão, separando o bacon. A carne não estava ruim, mas não tinha nada de interessante. Comi para matar a fome. Finalizei com um forte café expresso. Pela conta, pagamos 136.300 COP. Antes de sair, passei na loja do restaurante, como sempre faço, para comprar um pin com a logomarca do local. Sempre tais pins são caros. Este me custou 35.000 COP. Resolvemos dar uma volta para ver a memorabilia do Hard Rock Café Bogotá. Havia um vestido usado por Madonna em uma de suas turnês, um casaco de um dos integrantes da banda Marylin Manson, guitarras da banda Motley Crue, e várias fotos ligados ao mundo do rock, além de instrumentos musicais de bandas que não conheço. Na entrada, o destaque da memorabilia local. Em ambos os lados, objetos e fotos da colombiana Shakira, entre eles uma calça e uma guitarra. Ao sair, fomos dar uma volta no shopping. Pequeno, me lembrou mais uma galeria. A maioria das lojas estava fechada devido ao feriado. Para não dizer que estivemos na Colômbia e não demos uma passada no Juan Valdez Café, uma espécie de Starbucks local, sentamos na unidade que fica no térreo do shopping, bem próximo à entrada do Hard Rock Café Bogotá. Tomei uma água e Ric bebeu um expresso curto, fortíssimo. Sem muito coisa para fazer e, devido ao adiantado da hora, seria impossível visitar museus, decidimos voltar para o hotel. Chovia. De guarda-chuvas e capa, apressamos o passo até o hotel. Ao entrarmos no quarto, uma surpresa. Em um bonito arranjo, cinco macarrons, um cartão de boas vindas da gerente de relação com o hóspede e um cartão com direito a uma bebida no bar do hotel nos aguardava. Os macarrons estavam ótimos. Fiquei navegando na internet até perto de sairmos para o jantar, por volta de 20:40 horas.


Nachos Hard Rock - Hard Rock Café Bogotá


Medalhão de Filé Mignon - Hard Rock Café Bogotá


Guitarra de Shakira - Memorabilia - Hard Rock Café Bogotá


Calça usada por Shakira em um de seus shows - Memorabilia - Hard Rock Café Bogotá

Gastronomia Bogotá (Colômbia)



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

LIMA - DIA 5

Segunda-feira. Último dia de nossa estadia em Lima. Sempre o último dia de uma viagem para mim é chato, um tédio. Não tenho vontade de fazer nada, pensando na mala que deve ser arrumada e nos procedimentos de embarque. Hoje foi um pouco diferente. Depois do café da manhã conjunto com todo o grupo na mesma mesa, comendo alguns sabores peruanos, tais como tamalle, tuna, papaya doce, subi para o quarto. Enquanto o pessoal saía para compras em supermercado, fiquei assistindo televisão pela primeira vez nesta viagem. Sintonizei a Globo e vi as reportagens sobre a guerra contra o narcotráfico no Rio de Janeiro. Fiquei muito feliz com a atitude dos governos estadual e federal nesta cruzada contra os bandidos. A repercussão na mídia estrangeira, pelo que conferi por aqui, tem sido positiva para a imagem do Brasil. Voltamos a encontrar o grupo ao meio dia, quando saímos para mais compras na loja de departamentos Ripley (Calle Shell, 240, Miraflores), perto do hotel. Não tinha a intenção de comprar nada, mas acabei levando uma bermuda Polo Ralph Lauren, pois estava com um bom preço. Logo cedo, após o café da manhã, reservamos mesa para almoçarmos no badalado restaurante Astrid & Gastón (Calle Cantuarias, 175, Miraflores), de propriedade do chef Gastón Acurio. Da Ripley, fomos a pé para lá. Chegamos no horário marcado, às 14 horas. O restaurante fica em um casarão antigo, com pé direito alto, com decoração que mistura elementos da época da construção da casa, como as janelas, portais e teto, com decoração moderna, onde a cozinha é aparente, emoldurada por uma parede de vidro (ou acrícilico) vermelho. O piso do corredor de entrada é em ladrilho hidráulico. São dois ambientes com mesas, além da sala de espera e de um bar. Ficamos no primeiro salão em uma mesa redonda para as sete pessoas do grupo. Para me despedir de Lima, pedi um pisco sour, mas achei tanto o copo como o sabor bem simples. Bebi outros melhores nesta viagem. De entrada, pedimos dois pratos para compartilhar. Uma causa peruana com camarões e abacate, com toques da cozinha de fusão, que estava muito saboroso, embora a apresentação do prato deixava a desejar. A outra entrada foi um ceviche chamado Tres Ceviches, Tres Leches de Tigre. Em um belo prato de vidro, os três ceviches são vistosos ao olhar. No primeiro, um misto de ouriço e vieiras. No segundo, moluscos e lula. No terceiro, polvo. Este polvo estava mergulhado no molho clássico, com bastante cebola roxa e limão, além de dois pedaços da saborosa batata doce local. O molho que envolvia o segundo ceviche era alaranjado e picante, sinal de que tinha rocoto em sua composição. Já o primeiro, tinha um molho mais espesso, como se tivesse um óleo em sua receita. Gostei de todos os três, mas as vieiras estavam especiais. Mas antes de apreciarmos estas entradas, a casa ofereceu um mix com três amuse bouche deliciosos: um cone contendo uma massa de batata doce (camote) com uma terrine de peixe; uma causa com rocoto recheado de lomo (filé) e uma espécie de biscoito fino com massa de caranguejo e palmito. Como prato de fundo, escolhi um filé de congrio rosa grelhado, acompanhado de vongoles, um creme de choclo (milho branco), um pesto com ervas peruanas e uma massa recheada com queijo. Estava fantástico. Para finalizar, uma sobremesa da fruta da estação, a chirimoya, uma irmã da fruta do conde. Veio pedaços frescos da fruta misturados com um sorvete, calda de laranja e uma espécie de licor avermelhado. Gostei da fruta, mas achei os acompanhamentos fracos. Ainda pedi o primeiro café expresso em Lima. Dispensável. Logo que sentamos, uma seleção de pães feitos na casa foi colocada à mesa, para o qual destaco o feito com batata amarela. Pela primeira vez vi um restaurante oferecer um couvert que inclui comidinhas na entrada e na finalização, pois no momento em que pedimos a conta, veio um mini armário com gavetas de acrílico. Em cada gaveta, docinhos para alegrar o nosso paladar: macarron de camu camu, macarron de chocolate, trufas de chocolate amargo  e balas de goma de abacaxi. O macarron de camu camu, uma fruta típica da Amazônia, tem sabor diferenciado, dando um azedinho na língua. Para toda esta orgia, pagamos o total de s/.973, cerca de R$ 630,00. Muito mais barato do  que qualquer restaurante do mesmo nível em São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília. Quando saímos do restaurante, nossos amigos ainda queriam comprar mais artesanato. Antes passamos em uma loja de discos. Comprei os dois discos do Maná que ainda não tinha, além do novo cd de Alejandro Sanz. Voltei com Ric para o hotel. Chega de compras! Agora é arrumar as malas para a volta à Brasília. Contratamos uma van para nos levar do hotel ao aeroporto pelo custo de U$40. O voo da Lan está previsto para sair às 00:50 horas, mas marcamos nossa saída para 22 horas, pois temos que enfrentar fila para pagar a taxa aeroportuária, que não é inclusa na passagem aérea, despachar as bagagens e dar uma olhadinha no free shop do aeroporto, já que temos a informação de que vale a pena.