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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

SHAKIRA LIVE FROM PARIS - BLU-RAY



Em 2011 assisti ao show de Shakira no estacionamento do então Estádio Mané Garrincha. Gostei tanto que assim que saiu em blu-ray, imediatamente comprei. Em uma noite de insônia, ao invés de ver um filme, resolvi recordar o show. Gravado em Paris, no Palais Omnisports de Paris-Bercy, nos dias 13 e 14 de junho de 2011, o show mantém a vibração do concerto ao vivo. Shakira não usa muitos efeitos tecnológicos durante os cerca de 100 minutos de apresentação para uma plateia que cantava junto vários de seus sucessos, tanto em inglês quanto em espanhol. Já quase no final, ela interpreta Je L'Aime A Mourir, em clara homenagem à França. Um fato a destacar é a desenvoltura com que Shakira fala em francês (ela fez o mesmo quando nos shows no Brasil, mostrando que domina também o português). O forte do espetáculo é a própria cantora, que troca pouco de figurino, sempre valorizando o seu corpo escultural. Sucessos como Gypsy, Whenever Wherever, Ojos Así, Loca, She Wolf não podem faltar e estão todos presentes. A última música é a eletrizante Waka Waka (This Time For Africa), quando dança e canta com vários jovens no palco. Um ótimo show, que vi ao vivo e agora posso rever quantas vezes quiser no aconchego de meu lar.


música

sábado, 23 de abril de 2011

DE VOLTA PARA BOGOTÁ - HARD ROCK CAFÉ

Sexta-feira, feriado, eu e Ric deixamos o Sofitel Cartagena Santa Clara. Fizemos check out às 11 horas. Um carro já nos aguardava para nos levar ao Aeroporto Internacional Rafael Nuñes (40.000 COP o trajeto, valor lançado na conta do hotel). Em menos de quinze minutos já estávamos na fila do check in da Avianca. Voo AV 9759 com destino à Bogotá marcado para 12:15 horas. Aeroporto vazio, afinal, estávamos no meio de um feriado prolongado. A sala de espera tem bancos de madeira, bem diferentes do que estamos acostumados a ver. A Avianca chama para uma espécie de pré-embarque, onde todos tem que apresentar os respectivos cartões de embarque. Ao meio dia embarcamos. Não há pontes de embarque, mas há um corredor com muita madeira e plantas que nos leva até a pista, próximo à escada para entrar no avião. Dois funcionários da Avianca controlam o acesso dos passageiros, indicando se devem entrar pela porta dianteira ou pela porta traseira. Assim, rapidamente o embarque se completou. O avião, para minha surpresa, estava bem cheio. Muitos brasileiros que fariam uma escala em Bogotá e seguiriam viagem para San Andrés. O voo saiu no horário, chegando uma hora depois no Terminal 2 do Aeroporto El Dorado em Bogotá. Este terminal é destinado aos voos nacionais. Aguardamos as malas na esteira. Ao sair, fui chamado pelo meu nome. Era o mesmo motorista que nos pegou quando chegamos no dia 16 de abril em Bogotá. O clima estava agradável, com um tímido sol querendo aparecer. Trânsito muito tranquilo, pois era feriado. Chegamos em meia hora ao hotel. O valor do transporte (91.000 COP) será lançado em minha conta. No check in do Sofitel Bogotá Victoria Regia (Carrera 13, # 85-80) tudo já estava pronto. Foi necessário apenas apresentar um cartão de crédito para garantia e assinar a ficha que estava preenchida com meus dados. Por ter o cartão A-Club Platinum da Rede Accor, recebi um up grade de apartamento. Ficamos no sexto andar. O mensageiro que levou nossas malas disse que chovera bastante na parte da manhã, esfriando muito e que a previsão era de mais chuva para o final da tarde. Confirmei com o concièrge a reserva que havia solicitado na filial do restaurante peruano Astrid & Gastón para às 21 horas. Apenas deixamos as coisas no quarto, vestimos uma blusa de frio e descemos, pois estávamos com fome. Queria almoçar no Hard Rock Café. Pedi para o concièrge confirmar se estava aberto. Com a resposta positiva, eu e Ric fomos a pé para o restaurante, pois ficava a poucas quadras de distância do hotel. No caminho, notamos que o movimento era fraco nos restaurantes. A maioria deles estava fechado. Chegamos ao Atlantis Shopping, onde fica a unidade do Hard Rock Café Bogotá (Calle 81 # 13-05). O restaurante estava vazio, com poucas mesas ocupadas. Uma hostess nos conduziu a uma mesa. Logo chegou a garçonete que nos atenderia, falando muito rápido. Pedi que falasse mais devagar, pois não havia entendido nada. Ela sorriu e falou lentamente. Pedimos Nachos Hard Rock como entrada. Também fizemos os pedidos dos pratos principais, pois a experiência na Colômbia indicava que há uma demora na chegada dos pedidos à mesa. Mesmo sendo Sexta-Feira da Paixão e sendo de tradição católica, resolvi comer carne. Pedi um medalhão de filé mignon, acompanhado de purê de batatas e vagem. Os nachos demoraram. É um prato grande. Os salgados que ficam por baixo não recebem o molho. Assim, quem gosta deles puros pode puxar os da parte de baixo do prato. Os de cima estavam repletos de feijões pretos mexicanos, queijo derretido, jalapeños fatiados, sour cream e milho. Ainda comíamos a entrada quando nossos pratos chegaram. O aspecto do purê de batatas era feio e o sabor não existia. A vagem estava praticamente crua e sem tempero. Deixei os dois acompanhamentos no prato. Fiquei comendo nachos e o medalhão, separando o bacon. A carne não estava ruim, mas não tinha nada de interessante. Comi para matar a fome. Finalizei com um forte café expresso. Pela conta, pagamos 136.300 COP. Antes de sair, passei na loja do restaurante, como sempre faço, para comprar um pin com a logomarca do local. Sempre tais pins são caros. Este me custou 35.000 COP. Resolvemos dar uma volta para ver a memorabilia do Hard Rock Café Bogotá. Havia um vestido usado por Madonna em uma de suas turnês, um casaco de um dos integrantes da banda Marylin Manson, guitarras da banda Motley Crue, e várias fotos ligados ao mundo do rock, além de instrumentos musicais de bandas que não conheço. Na entrada, o destaque da memorabilia local. Em ambos os lados, objetos e fotos da colombiana Shakira, entre eles uma calça e uma guitarra. Ao sair, fomos dar uma volta no shopping. Pequeno, me lembrou mais uma galeria. A maioria das lojas estava fechada devido ao feriado. Para não dizer que estivemos na Colômbia e não demos uma passada no Juan Valdez Café, uma espécie de Starbucks local, sentamos na unidade que fica no térreo do shopping, bem próximo à entrada do Hard Rock Café Bogotá. Tomei uma água e Ric bebeu um expresso curto, fortíssimo. Sem muito coisa para fazer e, devido ao adiantado da hora, seria impossível visitar museus, decidimos voltar para o hotel. Chovia. De guarda-chuvas e capa, apressamos o passo até o hotel. Ao entrarmos no quarto, uma surpresa. Em um bonito arranjo, cinco macarrons, um cartão de boas vindas da gerente de relação com o hóspede e um cartão com direito a uma bebida no bar do hotel nos aguardava. Os macarrons estavam ótimos. Fiquei navegando na internet até perto de sairmos para o jantar, por volta de 20:40 horas.


Nachos Hard Rock - Hard Rock Café Bogotá


Medalhão de Filé Mignon - Hard Rock Café Bogotá


Guitarra de Shakira - Memorabilia - Hard Rock Café Bogotá


Calça usada por Shakira em um de seus shows - Memorabilia - Hard Rock Café Bogotá

Gastronomia Bogotá (Colômbia)



terça-feira, 29 de março de 2011

SHAKIRA

Quando anunciaram o show de Shakira em Brasília, fiquei feliz, pois gosto muito dela e seria uma oportunidade para ver um show da cantora colombiana, mas ao ver a data confirmada, vi que seria impossível, pois estaria na Europa, em viagem de férias. "Fica para uma outra oportunidade", pensei. Isto ainda antes de Shakira ser confirmada para uma das noites do Rock in Rio 2011. Acessando o Facebook, quando estava em Paris, vi várias postagens de amigos reportando o cancelamento do show em Brasília por causa do temporal que caiu na capital brasileira na noite do espetáculo. Fiquei torcendo para não ser um simples cancelamento, mas que houvesse uma nova marcação de data. Dito e feito. No domingo, ainda viajando, li em alguma página na internet que o Pop Music Festival em Brasília estava confirmado para a noite de 24 de março, sem duas das atrações inicialmente previstas por incompatibilidade de agendas, mas que a estrela do festival estava garantida. Enfim, eu poderia ver a estrela pop colombiana. Comprei o ingresso por R$ 250,00 (meia entrada) na Central de Ingressos do Brasília Shopping na hora do almoço de quarta-feira, quando também comprei entrada para o show de Seal, com comentários já postados aqui. Duas atrações antecederiam o show principal: os gaúchos do Chimarruts e os americanos do Train. Nenhum dos dois me interessava. Assim, combinei com um amigo que também iria para chegarmos ao estacionamento do Mané Garrincha, local do show, por volta de 20:30 horas, já que tinha a informação que Shakira entraria no palco às 21:00 horas. Quando chegamos, havia uma enorme fila de carros com os motoristas procurando vagas para estacionar. Depois de uma curta espera, conseguimos uma vaga. Fomos em direção à entrada da Pista Premium. Entramos quando a banda Train tocava sua última música. O local já estava bem cheio (li depois que o público foi de 15 mil pessoas na noite). Assim que os músicos americanos saíram do palco, a movimentação para a montagem dos instrumentos para a atração da noite começou. Plásticos que cobriam a passarela que avançava sobre o público foram retirados, o chão foi secado, um corredor no meio da plateia foi formado com alambrados, uma escada foi posicionada ao final do corredor para acesso à passarela, sinal de que Shakira entraria por ali. Muitos dos presentes começaram a se aglomerar para tentar tirar uma foto, passar a mão ou ver a cantora de perto. Estávamos bem perto deste alambrado, onde encontrei um amigo. Mas logo outros amigos enviaram mensagens para irmos para a frente da passarela, onde fiquei em cima da cobertura da fiação de luz, permitindo que eu tivesse uma melhor visão do palco. Com quase uma hora de atraso, Shakira entrou pelo tal corredor, envolta em uma espécie de tule vermelho, cantando "Pienso em Ti". Entrada triunfal, lentamente, sorrindo para o público que tirava fotos e mais fotos. Tudo era mostrado nos três grandes telões que emolduravam o palco. Depois de subir a passarela e caminhar até o fundo do palco, ela retirou a tule vermelha em um só movimento, mostrando seu corpo esguio e bem torneado, com uma roupa bem justa, emendando várias músicas dançantes, sucessos de várias fases de sua carreira, além de um interessante cover para um sucesso do heavy metal, a música "Nothing Else Matters", do Metallica. Como uma camaleoa, ela se transforma ao longo do show: vira cigana, vira uma dançarina egípcia, fala português, canta em espanhol canta em inglês, dança, susurra, faz movimentos sensuais, conquista a plateia. É simplesmente uma diva. Há um energia positiva que invade o espaço. A sinergia entre Shakira, seus músicos, as dançarinas que aparecem do meio para o final do show, e o público é completa. A esta altura, eu e os amigos já tínhamos conseguido pulseira que davam acesso à área Hot Premium, quando ficamos muito próximos do palco, embora a maioria do show tenha acontecido na enorme passarela. Sucessos do atual cd não podiam ficar de fora, como "Sale el Sol" e "Loca", além da sensual e dançante "She Wolf", de seu trabalho anterior. Com uma hora e vinte minutos de show, ela deixa o palco, mas logo volta para o bis, onde explodiu de alegria o estacionamento do Mané Garrincha com mais algumas músicas, finalizando com o sucesso "Waka Waka", famosa quando de sua apresentação no show de abertura da Copa do Mundo da África do Sul em 2010. Na interpretação de "Waka Waka", o público cantou em uníssono o refrão, acompanhando a coreografia que era apresentada no palco por alguns fãs sorteados para participar daquele momento. Uma chuva de papel colorido picado anunciou o final de um belo espetáculo. Agora é esperar pelo Rock in Rio. Quem sabe vou vê-la novamente. Detalhe: desta vez a chuva deu trégua. Ameaçou cair, mas ficou só na ameaça. Noite maravilhosa para um show idem.