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sexta-feira, 16 de julho de 2010

A JOVEM RAINHA VICTORIA

Depois de três meses sem ir ao cinema, aceitei o convite da amiga Kitty para ver A Jovem Rainha Victoria (Young Victoria), co-produção da Inglaterra e dos Estados Unidos de 2009 e ganhadora do Oscar de melhor figurino. Dirigida por Jean-Marc Vallée, tem no elenco Emily Blunt (Victoria), Rupert Friend (Albert) e Paul Bettany (Melbourne). Filme de época, retratando a ascensão de Victoria ao posto de Rainha da Inglaterra com seus erros e acertos nos primeiros anos de reinado, incluindo sua inexperiência, a manipulação política de seu conselheiro, o casamento com o príncipe e primo Albert. O diretor quis, claramente, retratar o romance de Victoria e Albert, não deixando de incluir, como pano de fundo, as intrigas políticas, cujo exemplo explicitado no filme é bizarro: uma crise no Parlamento inglês devido às camareiras da rainha, todas indicadas por Melbourne. Emily Blunt não convence fazendo o papel de uma jovem de dezoito anos. Suas feições são de uma mulher mais velha e a direção é pouco inspirada. O diretor fez mais do mesmo, pois há vários filmes retratando a monarquia inglesa e este repete cenas e imagens que já vi anteriormente. Assisti ao filme, na seção das 19 horas, no Usiminas Belas Artes, em Belo Horizonte, onde estava em reunião de trabalho. Fazia muito tempo que lá não ia e o clima agradável, com as pessoas bebendo um café ou batendo papo enquanto aguardam as sessões continua o mesmo. E por falar neste local, cuja programação não fica apenas em filmes do circuitão comercial, ao ver o final abrupto de A Jovem Rainha Victoria, lembrei-me de alguns filmes franceses que assisti neste cinema cujo final era sempre inesperado e muitos dos presentes saíam  com cara de espanto e/ou ódio. O filme vale pela fotografia, pela direção de arte e pelo figurino. 

quarta-feira, 14 de julho de 2010

FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (07)


Um Lugar Ao Sol (A Place In The Sun), dirigido por George Stevens é um filme que merece ser visto e revisto. Estrelado por Montgomery Clift (George Eastman), Elizabeth Taylor (Angela Vickers) e Shelley Winters (Alice Tripp), estreou em 1951 e ganhou seis Oscar, incluindo melhor diretor. Baseado no livro Uma Tragédia Americana, de Theodore Dreiser, é um melodrama clássico. George, pobre, mas sobrinho de um industrial, começa a trabalhar na linha de produção da fábrica de seu tio e se envolve com Alice, uma operária, mas, ao mesmo tempo, começa a frequentar as festas na casa de seu parente rico, onde conhece e se apaixona por Angela. Ambicioso, George quer ascender socialmente, preferindo o glamour da alta sociedade, mas Alice comunica que está grávida e força o casamento. George planeja, então, se livrar dela e acaba preso, julgado e condenado.  Elizabeth Taylor, com apenas 17 anos, faz uma Angela luminosa, cheia de vida, sabedora do que quer. Montgomery Clift faz um George contido, observador e atormentado, em belíssima interpretação. Nunca gostei de Shelley Winters e minha opinião não muda neste filme. Ela não passa nenhuma verdade, parece forçada, além de estar muito feia como a pobre Alice. O elenco de apoio também está muito bom, mas quem ilumina o filme é o casal Clift/Taylor. Curioso, vi os extras do dvd, no qual há uma entrevista com Elizabeth Taylor dizendo que havia beijado a primeira vez na vida apenas duas semanas antes das filmagens, tendo ido, portanto, sem nenhuma experiência para as gravações e seus beijos em Clift foram por pura intuição (ou seria instinto?). Valeu ter revisto este filme que sempre figura na lista dos cem melhores filmes já realizados. Na lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais, ele figura na posição 73. E por falar nesta lista, só faltam dois filmes para eu ter visto/revisto todos eles: Kaos, dos irmãos Taviani e Pixote, A Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

DÚVIDA CRUEL

Lendo o jornal Correio Braziliense desta segunda-feira vi uma propaganda de um show na cidade. O show não me interessou, mas a identificação de uma das atrações me chamou a atenção e fiquei com uma grande dúvida: o que é sertanejo universitário? Uma invenção midiática para vender uma dupla sertaneja? Parece com o tal do forró universitário que foi "inventado" para se distinguir do forró que faz sucesso no Nordeste. Já achava estranho para o forró ter esta subdivisão, agora vem os marqueteiros e inventam uma nova subdivisão para a música sertaneja. Será que o tema central desta subdivisão é o lamento do corno manso, como na música sertaneja urbana (outra denominação surgida na década de oitenta para se diferenciar da chamada música de raiz)? Não gosto deste gênero musical, embora more na cidade onde das dez músicas mais tocadas nas rádios, pelo menos oito são sucessos de duplas sertanejas, novas e antigas (isto sem falar no ídolo teen Luan Santana), conforme publicação mensal na revista Billboard editada no Brasil. Eu sei que o heavy metal também mereceu uma centena de subdivisões, ou mesmo o samba, mas tais divisões se referem às melodias, ao ritmo e não porque os cantores são jovens, produzidos, urbanos e fazem sucesso no meio universitário (minhas suposições para conceituar o termo).

domingo, 11 de julho de 2010

FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (06)

Muitos conhecidos meus dizem que os filmes de Ingmar Bergman são arrastados, lentos e chatos. Não é a minha opinião. Concordo que alguns não são fáceis de encarar, mas gosto de todos que vi até hoje. E como colecionador, não pode faltar filme deste diretor sueco em uma filmoteca essencial do cinema internacional. Foi difícil escolher qual colocava primeiro. Fiquei entre Persona, O Sétimo Selo e Morangos Silvestres. Fiquei com este último. Morangos Silvestres (Smultronstallet) é uma produção sueca, em preto e branco, de 1957. No elenco o também diretor Victor Sjostrom no papel de Izak, um médico idoso que revê sua vida enquanto vai em seu carro para outra cidade na qual receberá uma importante condecoração na Universidade de Lund. No elenco, a bela Bibi Andersson, atriz constante nos filmes de Bergman, fazendo o duplo papel de Sara, no presente ela é uma jovem a quem Izak dá carona e no passado é a jovem que o médico cortejava. Sonhos e pensamentos indicam que o médico famoso, com cinquenta anos de profissão, teme a morte que se aproxima. Neste turbilhão de pensamentos, ele repensa seus atos e se aproxima da nora Marianne (Ingrid Thulin), de sua fiel empregada, também idosa, e de seu filho. Um contraste entre o vigor da juventude, tanto no físico quanto nas atitudes e debates, e a velhice, com ênfase à sabedoria, o reconhecimento pelo trabalho e porque não, a rabugice característica dos mais velhos. Lindo filme sobre a velhice. Revendo-o, me transportei para os anos 80, em uma agitada sessão do Cine Clube do Diretório Acadêmico da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, onde me formei em Ciências Econômicas. Logo após a exibição do filme, em uma cópia sofrível em VHS, o debate foi caloroso, refletindo no auditório da escola, o debate sobre religião que os jovens travam em uma das cenas do filme. Filme obrigatório em qualquer coleção.

FÚRIA DE TITÃS


Depois de vinte e nove anos, assisti novamente ao filme Fúria de Titãs (Clash of The Titans), produção americana de 1981, dirigida por Desmond Davis. No elenco, participações de Laurence Olivier (Zeus), Ursula Andress (Afrodite), Maggie Smith (Tétis). Nos papeis principais, dois atores bonitos, mas totalmente sem tempero, que não fizeram muito sucesso nos cinemas depois, Harry Hamlin (Perseu) e Judi Bowker (Andrômeda). Lembro-me, como se fosse hoje, da sessão no extinto Cine Jacques, na Rua Tupis, no Centro de Belo Horizonte, MG, quando vi o filme em uma matiné, acompanhado de irmãos e primos. Os efeitos especiais eram sensacionais no início dos anos 80, com várias cenas feitas em stop-motion. Mas, ao rever a fita em blue-ray, percebi quão toscos estes efeitos são nos dias de hoje, com o avanço tecnológico usado em favor do cinema. A história vem da mitologia grega. Perseu, filho de Zeus com uma mortal, é "transportado" por Tétis, uma das deusas esposas de Zeus, para a cidade de Jopa, na qual mora Calibos, o filho de Tétis que foi condenado por Zeus a uma deformação física que lembra o diabo devido a sua maldade. Em Jopa, vive a jovem princesa Andrômeda, que fora noiva de Calibos sendo por ele amaldiçoada a se casar apenas com o pretendente que decifrar um enigma que se altera sempre. Perseu aparece, se apaixona por ela, luta contra Calibos, doma Pégasus, o cavalo alado, enfrenta três irmãs cegas, um cão com duas cabeças, Medusa, escorpiões gigantes e Kraken, o temível monstro dos mares. Isto tudo para ficar ao lado de sua amada, Andrômeda. Interessante destacar que a vida dos mortais é um jogo nas mãos dos deuses do Olimpo, no qual o tabuleiro possui um formato que pode ter duas leituras: uma arena de lutas ou um anfiteatro. A magia do teatro, inclusive, aparece na cena em que Perseu acorda justamente no centro do anfiteatro abandonado da cidade de Jopa. Ursula Andrews quase não tem falas, se limitando a caras e bocas. Laurence Olivier faz um Zeus simpático, longe da imagem que temos de um deus furioso. Valeu a pena rever o filme. Agora, vou esperar a refilmagem, recentemente nas telas de cinema, estar disponível para consumo caseiro para checar a mesma história com efeitos especiais de última geração.

OLÉ



Parabéns Espanha!

DIGITALIZAÇÃO COMPLETA

Enfim, terminei a tarefa de digitalizar todos os meus cds, tanto músicas quanto suas respectivas capas. Já passei tudo para meu iPod de 160 GB, além de ter feito back up em um HD externo. Foram 27.142 músicas de 1.996 cds. Já não há espaço físico para guardar tantos cds (fora os dvds) em minha casa. Agora vou fazer uma seleção e devo ficar com cerca de 800 cds. Ainda não sei o destino que darei aos que não forem selecionados.
Assim, já tenho a coleção de dvds (2.395) e a de cds devidamente revistas e arrumadas. Partirei agora para livros, cujo trabalho será menor, pois de tempos em tempos faço uma doação dos exemplares lidos para uma biblioteca.

Este desapego faz parte de mudança de filosofia de vida. Quero curtir a vida, especialmente em viagens, conhecendo novos mundos, nova gente, novos sabores, novas artes, novas culturas.

sábado, 10 de julho de 2010

TRUE BLOOD II




A série é fantástica. É pura ficção, fantasia, mas inteligente. É uma grande metáfora da sociedade em que vivemos. A luta pelos mesmos direitos! Vi os doze episódios da segunda temporada em dois dias. Agora é esperar até o final do ano para comprar e assistir aos doze episódios da terceira temporada, atualmente em cartaz na tv fechada. Prefiro ver em dvd, em sequência.

terça-feira, 6 de julho de 2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

JANTANDO COM AMIGOS

Segunda-feira brava. Começou relaxante, com uma reflexologia no início da manhã. Mas ao chegar no local de trabalho, o dia se mostrou daqueles de arrepiar. Pilhas e pilhas de documentos em minha mesa de trabalho. Parece que estavam todos represados e, após a eliminação do Brasil na Copa da África do Sul, a barragem estourou, desaguando tudo de uma vez só. Fora os documentos, ainda havia mais de cem e-mails para responder e um treinamento para coordenar.
Já eram mais de vinte horas quando um amigo me convidou para comer uma pizza. Estava ainda trabalhando. Finalizei o que fazia e fui me encontrar com os amigos na Valentina Pizzaria, a minha preferida em Brasília. Seis pessoas na mesa. Muita conversa fiada, planos de viagem novamente em grupo para o início de 2011, além de discutirmos sobre a programação do encontro que acontecerá em Belo Horizonte com os dez companheiros da viagem ao Canadá em 2009. Comecei o dia de forma relaxante e terminei do dia da mesma forma.

sábado, 3 de julho de 2010

INCLASSIFICÁVEIS - NEY MATOGROSSO - DISCOTECA ESSENCIAL (06)



Ney Matogrosso é meu cantor preferido. Tenho todos os discos que ele lançou, incluindo aqueles com o Secos & Molhados. É um cantor que se aprimorou com o tempo. Sua voz continua firme e linda. Ele não tem medo de ousar, de gravar e cantar com a nova geração. São muitos os discos dos quais gosto, mas seu trabalho de 2008, lançado pela EMI, Inclassificáveis, é sensacional. Deve constar em qualquer discoteca básica da música brasileira. E tão bom quanto o disco é o dvd, reflexo do ótimo show de mesmo nome. Neste disco, Ney grava os compositores consagrados Chico Buarque e Edu Lobo (Ode aos Ratos), Cazuza (O Tempo Não Para e Porque Que A Gente É Assim), Caetano Veloso e Gilberto Gil (Divino Maravilhoso), Itamar Assumpção (Ouça-Me e Existem Coisas Na Vida)), e Arnaldo Antunes (Inclassificáveis). Apresenta sua versão para as músicas de compositores estrangeiros Sea (Jorge Drexler, uruguaio) e Lema (Lokua Kanza, nascido no Congo). E como sua marca registrada, não se esquece da nova geração, gravando Mal Necessário (Mauro Kwitko), Fraterno (Pedro Luís), Um Pouco de Calor (Dan Nakagawa) e Veja Bem Meu Bem (Marcelo Camelo). Ainda há as gravações bem particulares de Leve (Iara Rennó e Alice Ruiz) e Coração Coragem (Cláudio Monjope e Carlos Rennó). E regrava a música Mente, Mente, de Robinson Borba, presente em seu disco Bugre, de 1986. Esta mesma música, Ney a gravou em dueto com Arrigo Barnabé para a trilha sonora do filme Cidade Oculta, produção brasileira de 1986 dirigida por Chico Botelho. Não bastasse a beleza da interpretação de Ney Matogrosso, o cd tem uma inspirada capa em tom azulado.


INCLASSIFICÁVEIS - NEY MATOGROSSO - 2008

sexta-feira, 2 de julho de 2010

E A VIDA VOLTA AO RITMO NORMAL

Brasil fora da Copa do Mundo de Futebol.


As coisas, enfim, voltam ao eixo.


A vida continua...


Que venha 2014!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

LUGARES (06)


O nome é curioso: A Casa das Onze Janelas. Um casarão de dois andares construído no século XVIII às margens da Baía do Guajará em Belém do Pará que abriga uma coleção de arte moderna e contemporânea brasileira. O prédio foi construído para ser residência e depois se transformou em hospital militar. Totalmente reformado no início deste século, faz parte do chamado Núcleo Cultural Feliz Lusitânia onde ficam prédios históricos que foram recuperados e hoje abrigam museus e centros culturais, todos ao redor da Praça Frei Caetano Brandão, muito bem conservada. Neste local estão a Catedral da Sé, a Igreja de Santo Alexandre, o Museu de Arte Sacra, o Forte do Presépio e A Casa das Onze Janelas. Vale a pena conhecer este complexo. Gostei muito da Casa das Onze Janelas. A construção está pintada em tom amarelo, com jardim e varandas com vistas para o imenso rio. Dos terraços, jardins e varandas, em entardecer de céu limpo (coisa não muito comum em Belém), dá para se ver um belo por do sol, fato que não pude presenciar. Fui duas vezes ao local no mesmo dia. A primeira, no meio da tarde, quando visitei a exposição do acervo pagando R$ 2,00 pela entrada. Não se pode entrar com bolsas que devem ser deixadas em um escaninho no térreo cuja chave fica em nosso poder. São três salas de exposições. A maior parte do acervo está na sala do térreo, com obras de artistas da fase modernista. Entre as obras, exemplares de Tarsila do Amaral, Burle Marx, Amílcar de Castro, Cildo Mirelles, Cícero Dias, entre tantos outros. Há gabinetes de papeis que podemos abrir para ver as obras, mas a luz no local estava queimada. Uma pena. Logo na entrada, fui avisado que não poderia tirar fotos, mas não há nenhuma câmara e nem mesmo vigilantes ou funcionários nas salas de exposição. Fiquei totalmente sozinho durante todo o tempo que percorri as três salas. Um absurdo, pois qualquer pessoa pode tocar as obras, danificando-as. No segundo piso, cujo acesso se dá somente por escada, portanto não há acessibilidade para pessoas com deficência, ficam as duas outras salas. A maior delas concentra as obras de artistas contemporâneos, como os mineiros Marco Paulo Rolla e Rosângela Rennó. A sala menor tinha uma instalação de Jocatos, artista da cidade que ganhou o prêmio Secult de Artes Visuais. No jardim, há esculturas e debaixo das arcadas uma grande obra do artista paraense Emmanuel Nassar. No térreo, ocupando quatro ambientes, está o Boteco das Onze, que funciona tanto como restaurante quanto como bar. A esmagadora maioria das pessoas prefere ficar no terraço, ao ar livre, em frente ao rio. Fui à noite para jantar, quando me sentei no ambiente do restaurante (ainda há o bar e a varanda) para degustar um prato tipicamente local: risoto paraense, ou seja, arroz com jambu, tucupi e camarões. Gostei muito. Apesar dos pontos negativos que elenco neste post, incluindo a falta de um folder sobre o espaço, achei muito interessante a proposta deste espaço cultural e torço para ser um sucesso. A iluminação dos prédios reformados à noite também merece ser conhecida.
Fotos deste post de minha autoria tiradas em junho de 2010.