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quarta-feira, 20 de junho de 2012

CT TRATTORIE - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ)



Endereço: Avenida Alexandre Ferreira, 66, Jardim Botânico, Rio de janeiro, RJ.

Especialidade: culinária italiana, sob o comando do chef Claude Troisgros.

Ambiente: instalado na mesma casa onde funcionava o Bistrô 66, que era do mesmo proprietário e chef. O local tem um pequeno alpendre que funciona como sala de espera, onde sempre tem gente. Internamente, dois salões, separados por um balcão que funciona como um buffet de iguarias italianas. Mesas de madeira, piso hidráulico, quadros nas paredes, lustres vermelhos, paredes pintadas em branco e verde, sofás verdes, colorindo o ambiente com as cores da bandeira italiana, e amplas janelas de vidro que dão vista para a rua. Nos vidros estão impressos dizeres que não deixam dúvidas de que o restaurante tem cozinha italiana.




Serviço: muito bom desde a recepção, quando ficamos na fila de espera, até o pagamento da conta. Enquanto esperávamos, ainda no alpendre, um garçom nos perguntou se queríamos algo para beber ou mesmo petiscar. Os pratos não demoram a chegar à mesa, mesmo com o restaurante estando lotado. Há manobrista na porta, cujo serviço é pago diretamente aos manobristas.

Quando fui: jantar do dia 09 de junho de 2012, sábado. Éramos seis pessoas e chegamos bem tarde da noite, por volta de 23 horas.

O que bebi: dividimos duas garrafas do vinho tinto Sabri Barbera D'Asti 2007, produzido pela vinícola Batasiolo na região da Toscana, Itália. Acompanhou o vinho água sem gás Pouso Alto Estilo e um café descafeinado Nespresso ao final do jantar.

O que comi: iniciamos compartindo o couvert da casa, ou seja, crostini com pasta de queijo de cabra. Crocantes, i crostini estavam muito bons e a pasta de queijo era muito suave. Pulei a entrada, pedindo como prato principal um fettucine simples na manteiga Aviação, parmesão e batata palha. O prato é bem servido, com um ótimo perfume. Massa deliciosa, cujo tempero me pareceu ser tão somente a manteiga Aviação, um ícone da gastronomia carioca. A batata palha deu apenas um charme à massa, pois não faltaria nenhuma falta. Gostei muito. Não resisti no caso da sobremesa, pois algumas das iguarias doces da culinária italiana fazem parte do menu, como o tiramisú e a palha italiana. Pedi esta última, pois um ingrediente de seu preparo me chamou a atenção: flor de sal. São dois palitos da palha italiana levemente salpicados com a flor de sal, acompanhado de uma pequena bola de sorvete de caramelo. Delicioso! Dá vontade de repetir. Aproveitei que Ric pediu o tiramisú para experimentar uma colherada. Divino.


crostini com pasta de queijo de cabra


fettucine simples na manteiga Aviação, parmesão e batata palha


palha italiana
Valor total da conta: R$ 1.518,00.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * *. Comida ótima, ambiente gostoso, lugar para se voltar várias vezes. Para quem gostava do Bistrô 66, o cardápio do CT Trattorie tem uma seção que se chama Saudades do Bistrô 66, com alguns pratos da culinária francesa.

Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)

terça-feira, 19 de junho de 2012

GIUSEPPE GRILL MAR - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ)




Endereço: Espaço Lagoon - Avenida Borges de Madeiros, 1.424, Lagoa, Rio de Janeiro, RJ.

Especialidade: grelhados de peixes e frutos do mar.

Ambiente: é um dos quatro restaurantes do Lagoon Gourmet, um espaço gastronômico que fica no segundo piso do Espaço Lagoon, na beira da Lagoa Rodrigues de Freitas, com linda vista deste cartão postal do Rio de Janeiro. A decoração privilegiou pedras e madeira, mas ficou leve, dando o ar informal próprio do carioca. Há um grande balcão que serve de bar e de local para espera para ocupar as mesas de dentro do restaurante. Pode-se sentar na varanda do espaço, onde o cliente é atendido por qualquer dos quatro restaurantes ou pelo bar do local.






Serviço: fraco, sem atenção à mesa. Nossos pedidos demoraram a chegar, embora o local não estivesse cheio.

Quando fui: almoço do dia 09 de junho de 2012, sábado, em tarde chuvosa e fria. Chegamos após 14 horas. Éramos quatro pessoas.

O que bebi: uma lata de Coca Cola Zero e um café expresso ao final.

O que comi: compartilhei o couvert com os demais da mesa, ou seja, pães da casa, sardinha à milanesa (surpresa do chef), torradinhas, manteiga e pastas de ervas. Couvert honesto, mas sem nenhum destaque. Em seguida, também petiscamos uma porção de pasteis mistos (recheios de camarão, queijo, carne e catupriy). Acompanha um chutney de manga. Embora diferentes, não houve explicação do garçom qual era qual. Tivemos que saber dando a primeira bocada. Quem não comia camarão, ficava esperando. São doze unidades na porção. A massa veio massuda, sem a crocância gostosa de um pastel. O chutney combinou apenas com o recheio de carne. Não gostei desta entrada. Em seguida, o prato principal. O cardápio é enxuto, com predominância de peixes e frutos do mar. Escolhi o ícone da rede Giuseppe, o arroz de bacalhau e não me arrependi. Bem servido, com bom perfume. Não é um risoto, mas arroz levemente molhado, com bacalhau desfiado e azeitonas pretas picadas, ladeado por uma generosa porção de batata palha e encimado por três ovos de codorna fritos, tendo uma bela apresentação.


pães da casa, sardinha à milanesa, torradinhas, manteiga e pastas de ervas


pasteis mistos


arroz de bacalhau
Valor total da conta: R$ 473,00, incluindo três cervejas do tipo long neck.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * 1/2. O ambiente é bonito, o astral é bom, assim como o é o arroz de bacalhau, mas os demais pratos experimentados não me fizeram a cabeça. O Lagoon Gourmet é um ótimo lugar para ir antes ou depois de um cinema (com salas no Espaço Lagoon) ou após um espetáculo na casa Miranda, localizada no mesmo local.

Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A VINGANÇA DO ESPELHO: A HISTÓRIA DE ZEZÉ MACEDO



Cumpri agenda de trabalho em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, durante a sexta-feira, dia 15 de junho. Antes de sair do hotel, chequei a programação cultural da cidade para a noite, já que voltaria para Brasília no sábado pela manhã. Estreava naquela noite a curta temporada da peça carioca A Vingança do Espelho: A História de Zezé Macedo. Já tinha lido críticas favoráveis a esta montagem quando esteve em cartaz no Rio de Janeiro. Se tivesse ingresso para a noite, seria minha agenda cultural na capital gaúcha. A peça estava em cartaz no histórico Theatro São Pedro, uma chance para eu conhecê-lo por dentro, desejo antigo. Como meu compromisso de trabalho era no Centro, após o almoço fui até a bilheteria do teatro, próximo de onde eu almoçara. Por sorte, havia ingresso e em ótimo local. Paguei R$ 60,00 pela entrada, sessão das 21 horas. Com uma hora de antecedência, saí do hotel Ibis Moinhos de Vento, pagando R$ 15,00 a corrida até o teatro. O hall de entrada é pequeno e estava ocupado por banners que reproduziam algumas críticas publicadas em jornais e revistas sobre a peça, além de promotores da operadora de telefonia Vivo que patrocinava a montagem. Ganhei uma caneta dos promotores. Com tempo e fome, subi as escadas para comer um pão de queijo (iguaria mineira que dominou o Brasil de norte a sul!) com um bem tirado café expresso no Café do Theatro, um espaço gostoso, com ares estilosos, pois fica em prédio que está completando 154 anos neste mês de junho de 2012. As pessoas que chegavam para o espetáculo subiam direto para o café. Um local de encontro e bate papo. Quando foi liberada a entrada para a sala onde seria encenada a peça, entrei logo. A sala tem formato circular, muito bem conservada, com poltronas em tecido vermelho, com ótimo espaço entre as fileiras. Há dois andares de galerias, com cadeiras com assento que imita palhinha. O teto é lindo, com detalhes discretos, mas marcantes. Há um lustre redondo ao centro. O palco já estava descortinado, deixando à mostra o cenário, nada mais do que uma coxia de teatro preparada para o ensaio de uma peça. Ao centro, equipamentos modernos, com um notebook da Apple e um monitor de televisão em LCD. Monitores idênticos estavam colocados na primeira galeria de ambos os lados do teatro. A trilha sonora executada era de canções brasileiras antigas, sucessos das décadas de 40 e 50. O público foi chegando devagar, em sua maioria pessoas idosas. Na bilheteria, quando comprava os ingressos, fiquei sabendo que a maioria dos ingressos para as estreias são destinadas à associação dos amigos do teatro. Achei interessante, pois garante a quem ajuda a manter o teatro ingressos para os espetáculos que ali ocorrem. Com dez minutos de atraso, o terceiro sinal tocou. Era o início do espetáculo. Os atores entram pela plateia, como se estivessem chegando atrasados ao início do ensaio de uma peça que a companhia de teatro montaria. Assim começa a encenação do texto de Flávio Marinho para A Vingança do Espelho: A História de Zezé Macedo. A direção é de Amir Haddad. Em quase duas horas de apresentação, a história da atriz Zezé Macedo é contada, em ordem não cronológica, mas de maneira bem didática, relatando fatos revelantes da atriz, começando pela sua fase de maior visibilidade popular, quando fez a Dona Bela da Escolinha do Professor Raymundo na Rede Globo, passando por sua infância na cidade de Silva Jardim, seu primeiro casamento, o relacionamento com a sogra, a perda do filho ainda bebê, a mudança para a cidade do Rio de Janeiro, sua estreia no cinema pelas mãos do diretor Watson Macedo, seu trabalho na rádio quando era secretária de Dias Gomes, como conseguiu um papel na mesma rádio e de lá para a televisão, que ainda engatinhava no Brasil. Ainda há espaço para seus maiores sucessos no cinema, quando trabalhou com grandes nomes da telona, como Oscarito, Adelaide Chiozo, Carlos Manga, entre outros. Também seu segundo e duradouro casamento é encenado, assim como suas inúmeras plásticas (fazia uma a cada dois anos), e sua relação com a questão da beleza, atributo pelo qual não era conhecida definitivamente. Uma das cenas, quando Zezé Macedo, vivida magistralmente por Betty Gofman, faz um papel em um teatro de revista, eu fui a "vítima", sendo escolhido por Gofman para ser o seu par. Não precisei sair da poltrona, pois a atriz veio até a fileira onde eu estava (segunda fileira, bem no centro) e ali fez a cena. Hilário. Meus óculos acabaram ficando na mão da atriz. Toda a história é contada como se os atores estivessem ensaiando uma peça sobre a Zezé Macedo. A escolha da atriz da companhia, Stella (Gofman), para viver Zezé foi motivo para ela desistir de fazer o papel, pois poderia ser estigmatizada como uma atriz feia. A plateia é instada a pedir que ela aceite e volte. A vida de Zezé mostra que ela foi muito mais do que a Dona Bela, papel pelo qual ficou conhecida. Ela fez mais de cem filmes, tendo começado com 38 anos a fazer cinema, escreveu livros de poesia, algumas delas declamadas em cena, inteiramente autobiográficas, além de ter tido alguns empregos burocráticos até sua estreia no rádio. Brigas internas na companhia revelam alguns pontos interessantes da vida dos atores, como a loura burra, atriz de novelas, interpretada por Marta Paret, que quer provar que é mais do que um rostinho bonito, a reclamação do ator que se acha o eterno coadjuvante, ou aquele que sempre faz o mesmo tipo, caso de Tadeu Mello, que faz um ator homossexual. Os efeitos cênicos são pontos fortes durante a peça, pois com objetos simples o diretor consegue passar a mensagem perfeita para o público. Assim, uma garrafa vazia com um aplique de flor amarela se torna o Kikito, prêmio que Zezé Macedo ganhou em Gramado por sua participação no filme As Sete Vampiras, sucesso de Ivan Cardoso na década de 80, ou uma rosa de tecido se fazer de sangue na mão de Gofman. A troca de figurino é outro ponto de destaque. Tocante a homenagem que eles fazem aos atores que ajudaram a Atlântida ser um sucesso na história do cinema nacional. As fotos destes atores e atrizes vão passando no monitor de LCD, enquanto os integrantes da peça vão dizendo seus nomes. Entre outros, são exibidas fotos de Grande Otelo, Sônia Mamede, Renata Fronzi, Oscarito e Ankito. Embora longa, a história prende a gente. Confesso que nem vi o tempo passar. Completam o ótimo elenco os atores Eduardo Reyes e Alexandre Barbalho. O grande destaque para mim é Betty Gofman, que consegue uma performance maravilhosa para viver Zezé Macedo. Sem praticamente maquiagem nenhuma, ela se transforma, e, muitas vezes, nos faz crer que Zezé está no palco. A cena que mais ilustra esta encarnação é no discurso de agradecimento que Zezé faz ao receber o prêmio em Gramado. Lindo, lindo! Gostei muito de conhecer o teatro, com ótima peça, em noite fantástica. Peguei um táxi na lateral do teatro e voltei para o hotel, contente pelo que vi.



teatro

domingo, 17 de junho de 2012

LE BLÉ NOIR - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ)



Endereço: Rua Xavier da Silveira, 19, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ. Há outra unidade na Barra da Tijuca.

Especialidade: creperia ao estilo da Bretanha, região da França (Bretagne, France), onde o trigo sarraceno é o ingrediente para as massas de galletes (crepes salgados) e crepes (crepes doces). O trigo sarraceno, também conhecido como trigo negro (o blé noir que dá nome à casa), não contém glúten, sendo uma ótima opção para os celíacos. No comando da cozinha está o francês Alain Caro.

Ambiente: loja pequena embaixo de um prédio residencial em rua pouco movimentada de Copacabana, embora bem próximo da Avenida Atlântica. O interior é escuro, com iluminação baixa nas arandelas das paredes e velas acesas nas mesas com tampo de mosaico. As paredes tem pinturas que remetem à Bretanha. Uma bandeira desta região francesa está pendurada na parede do fundo, à direita de quem entra. Alguns objetos de decoração, como galos de metal na única janela da casa, também não deixam dúvidas de que se trata de uma casa de culinária francesa.





Serviço: embora informal, é eficiente, incluindo a "engenharia" da fila de espera (sempre há!). Como não tem espaço interno para as pessoas esperarem, há um banco na calçada, que não é suficiente. A maioria dos frequentadores são casais, o que fica mais fácil para vagar mesa para duas pessoas. Ir em grupo é certeza de esperar um longo tempo, a não ser que se chegue na hora em que a casa abre, às 19 horas. Para quem vai de carro, há serviço de manobrista.

Quando fui: jantar do dia 08 de junho de 2012, sexta-feira, em noite fria e chuvosa. Éramos quatro pessoas.

O que bebi: fui com a ideia de harmonizar a gallete com a famosa sidra francesa Valderance Brut, que já tinha experimentado quando fiz uma viagem à Perouges, mas, infelizmente, estava em falta. Resolvemos beber um vinho tinto. A carta não é extensa, com opções de rótulos franceses, chilenos e argentinos, principalmente. Pedimos um Montes Classic Series Cabernet Sauvignon Reserva 2010, produzido no Valle Colchaga, Chile. Para acompanhar, água sem gás. Como tinha muita sede, comecei  a noite com uma lata de Coca Cola Zero. O vinho é bom e harmonizou bem com as galletes escolhidas por nós.

O que comi: segui a recomendação recorrente nas resenhas que tinha lido sobre a creperia, ou seja, pedi a gallete ouessant (figos caramelizados no vinho do Porto e baunilha, queijo de cabra, presunto cru e farofa de nozes). Não houve demora na chegada das galletes à mesa. Muito bem servida, todas vieram acompanhadas de salada verde com molho de mostarda de Dijon. Os figos caramelizados vem por cima da massa, enquanto os ingredientes salgados estão dentro da massa, que é fina e crocante. A farofa de nozes é bem discreta, o suficiente para dar personalidade ao prato. A mistura de iguarias com gosto marcante mostrou-se muito boa no paladar, sem nenhuma delas se sobressair, dando harmonia e corpo ao prato. Aprovadíssimo. Seguindo as recomendações, resolvemos pedir uma sobremesa para nós quatro. A nossa escolha recaiu no crepe de maior saída da casa, o plugastel (trouxinhas recheadas com sorvete de creme, calda de chocolate, morangos e amêndoas). São quatro trouxinhas com recheio delicioso, não muito doce. Gostei, mas a minha preferência foi para a gallete.


ouessant


plugastel

Valor total da conta: R$ 380,00.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * *. Valeu a espera de quase uma hora para experimentar a gallete da casa. Quero voltar para harmonizar um outro sabor com a sidra francesa.

Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)

sábado, 16 de junho de 2012

MÚSICA QUE OUÇO XCVIII


Recente descoberta. Gostei muito. O disco está disponível para download gratuito no site da musicoteca.

música

A DAMA DE FERRO

Perdi a oportunidade de ver A Dama de Ferro (The Iron Lady) quando esteve em cartaz nos cinemas brasileiros no início do ano. Assim que saiu a versão para blu-ray, comprei um exemplar. Na noite de segunda-feira decidi assistí-lo. Antes de mais nada, a compra se deu unicamente porque gosto muito do trabalho de Meryl Streep e tendo ela ganhado o Oscar por encarnar Margareth Thatcher neste filme, achei que tê-lo em minha coleção seria necessário. A produção é compartilhada entre Inglaterra e França, datada de 2011 e dirigida por Phyllida Lloyd, a mesma diretora de Mamma Mia!. Mesmo não tendo nenhum apreço por ela, não discuto que Thatcher foi uma personalidade forte, própria para ter um filme narrando sua trajetória desde o interior da Inglaterra até chegar a ser Primeira-Ministra, ficando no poder por duas décadas. No entanto, o roteiro e a forma com que Lloyd conduziu a narrativa soam um tanto quanto manipuladores. Começar o filme com uma Thatcher senil, abandonada em seu lar apenas com os empregados, tendo alucinações em relação ao marido falecido, é querer colocar uma áurea de mulher boazinha que ela nunca foi. Imagem de idosos sempre rendem compaixões, sentimentos fortes e elas são potencializadas quando o idoso se mostra doente. Assim, a diretora narra a vida da chamada Dama de Ferro a partir de suas memórias, mas não consegue traçar uma linha consistente para quem não viveu à época em que ela comandou a Inglaterra e ainda dava as cartas no cenário mundial. Há muitos buracos no roteiro. Há interessantes inserções de cenas reais, tiradas de noticiários de televisão, como as manifestações grevistas dos mineiros, as manifestações sangrentas contras as privatizações e a Guerra das Malvinas, sempre mostrando uma Thatcher impassível, com ar superior e arrogante, em excelente caracterização de Streep. A maquiagem, também vencedora do Oscar, é digna de nota, pois consegue passar verdade. O filme é ruim, mas Streep carrega sozinha a narrativa, merecedora de todos os prêmios que recebeu por causa de sua performance como Margareth Thatcher. Vale a pena ver apenas para quem tem interesse em estudar a interpretação de uma grande atriz como é Meryl Streep. Quanto à compra do BD, achei totalmente despicienda. 


filme
BD

sexta-feira, 15 de junho de 2012

EÇA - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ)



Endereço: Avenida Rio Branco, 128, subsolo da Joalheria H. Stern, Centro, Rio de Janeiro, RJ.

Especialidade: cozinha contemporânea, com forte influência da culinária francesa, sob o comando do chef belga Fréderic De Maeyer. O restaurante tem uma estrela no Guia 4 Rodas 2012.

Ambiente: moderno, com a predominância do tom ocre. O acesso se dá por uma escada à esquerda de quem entra na joalheria. Logo abaixo da escada fica o imponente bar, que é visto por ambos os salões que integram o ambiente em formato de L. O cardápio vem em um estojo que imita um livro antigo, já que o nome do restaurante é em homenagem ao escritor português Eça de Queiroz.





Serviço: eficiente, cordial e correto. Os pratos não demoram a chegar, afinal é um restaurante que atende, majoritariamente, executivos que trabalham ou tem reuniões de negócios na região central da capital fluminense.

Quando fui: almoço do dia 08 de junho de 2012, sexta-feira. Éramos quatro pessoas.

O que bebi: uma lata de Coca-Cola Zero e um café expresso ao final, ricamente acompanhado por bombons de chocolate belga e biscoitos crocantes de amêndoas, quase valendo por uma sobremesa.



O que comi: aceitamos o couvert, já que estávamos famintos após horas de caminhada pelas ruas do Centro, com direito a compras na S.A.A.R.A (Sociedade dos Amigos dos Arredores da Rua da Alfândega). Assim, chegaram à mesa duas pranchas de metal contendo quatro unidades cada uma dos acepipes da casa: crostini com tapenade e sablé de parmesão com creme de azeite e ervas. O couvert foi reposto antes de chegar a amuse bouche oferecida pelo chef, ou seja, um copinho transparente com creme de batata baroa e abobrinha. Quente e saboroso, abrindo o nosso apetite. Fui direto para o prato principal, pedindo um lombo de cordeiro grelhado, jus de ratatouille, blinis de feijão branco ao pesto, tomate gratinado com queijo de cabra e abobrinha. A apresentação do prato já aguça o paladar. O lombo vem fatiado em pedaços pequenos, mas montado como se fosse uma peça inteira, sobre o suco espesso do ratatouille, o que conferiu mais sabor à carne. Ao lado, o blinis, com destaque para o queijo de cabra, quase derretendo na boca, harmonizando perfeitamente com o tomate e a abobrinha, levemente assada. Prato excelente. Recomendo.


crostini com tapenade e sablé de parmesão com creme de azeite e ervas


creme de batata baroa e abobrinha


lombo de cordeiro grelhado, jus de ratatouille, blinis de feijão branco ao pesto, tomate gratinado com queijo de cabra e abobrinha

Valor total da conta: R$ 460,00, incluindo três cervejas long neck Heineken e uma sobremesa, uma difícil escolha dentre as opções com chocolate belga..

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * *. Embora tenha foco no público executivo que trabalha ou transita na região central, é um ótimo local para fugir da correria do centro.

Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

OLYMPE - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ)




Endereço
: Rua Custódio Serrão, 62, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ.

Especialidade: culinária francesa, sob o comando do chef Claude Troisgros. O restaurante tem a cotação máxima do Guia 4 Rodas 2012, ou seja, três estrelas.

Ambiente: fica em uma agradável casa de esquina, com salão em L, uma pequena saleta que serve de recepção e uma cozinha aparente do lado esquerdo de quem entra. Em um canto na recepção, perto da cortina branca que separa o salão da saleta, estão expostos alguns dos prêmios que o chef e o restaurante ganharam. Não há arroubos na decoração.

Serviço: excelente, cordial, simpático, profissional. Há wi-fi sem necessidade de senha. Diferente da maioria dos restaurantes que oferecem menus fechados no cardápio, o Olympe não exige que todos os integrantes da mesa peçam o menu, possibilitando a cada um fazer sua escolha entre o Menu Confiance (é surpresa, com pratos servidos por escolha do chef), Menu Criação (com pratos escolhidos a partir de uma extensa lista), Menu Confiance Harmonizado (mesma dinâmica do anterior acrescido de taças de vinho harmonizadas pelo sommelier da casa), Menu Vegetariano e  A Tradição, com opções de entrada, prato principal e sobremesa do cardápio.

Quando fui: jantar do dia 07 de junho de 2012, quinta-feira, feriado de Corpus Christi. Chegamos às 23 horas, sem reserva, tendo que esperar um pouco até vagar uma mesa. Éramos seis pessoas.

O que bebi: água mineral sem gás Pouso Alto Estilo, vinho tinto Esteva Casa Ferreirinha Douro 2010, finalizando com uma xícara de café descafeinado Nespresso. O vinho é fantástico, importado pela Zahill, custa R$ 110,00 a garrafa na carta do restaurante.

O que comi: couvert, amuse bouche e menu criação (quatro pratos + uma sobremesa).

Couvert: pão francês, manteiga e petas levemente picantes. O couvert é reposto até os pedidos chegarem à mesa. A peta apimentada foi uma surpresa para mim. Gostei.

Amuse bouche: rolinho de kani com molho de especiarias. Mimo do chef antes de dar início ao jantar. Simples e saboroso.



Prato 1: saladinha de pato defumado, foie fras e melancia marinada. Tem bela apresentação. O pato não é forte e, mesmo que fosse, o toque inusitado da melancia neutralizaria, pois ela não permitiu que nenhum sabor se sobressaísse. Prato francês com sotaque brasileiro. Muito bom.



Prato 2: tartare de atum com crosta de caviar acompanhado de sorvete de tomate pomodoro. Para mim, o melhor prato da sequência que escolhi. Sorvete de tomate fantástico, harmonizando bem com a textura do atum, que ficou entre o macio e o crocante, por causa do caviar. Outro prato francês, com leve acento italiano. Sensacional.



Prato 3: robalo quinua no tucupi, caldo oriental e aioli negro. Grande mistura de sabores, com toques paraense, asiático e italiano. O peixe estava bem macio, cozido no ponto certo. A mistura do tucupi com o caldo oriental resultou em um molho de personalidade marcante, penetrando na carne do peixe. Claro que este prato não harmonizou com o vinho que estava bebendo.



Prato 4: codorna recheada com farofa de cebola e passas, acelga confit, mini cebola e molho de jabuticaba. A apresentação do prato não chama a atenção, pois a pequena codorna vem completamente envolta no espesso molho de jabuticaba, mas o perfume e o sabor compensam a falta de glamour da sua composição. Prato com forte influência francesa com toque brasileiro. Ótimo.



Sobremesa: crepe passion. A sobremesa mais antiga do restaurante, presente no cardápio desde 1982. Tem aparência de um pastel. É um crepe recheado com um creme, que vem acompanhado por uma ácida calda de maracujá. Aparência e perfume marcantes, mas o sabor não me agradou (confesso que não sou fã de maracujá).




Valor total da conta: R$ 1.845,00; tendo sido consumidas três garrafas do mesmo vinho tinto.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * * *. Sensacional. Vale cada centavo que se paga. Uma experiência gastronômica que deve ser vivida.

Gastronomia

quarta-feira, 13 de junho de 2012

APRAZÍVEL - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ)



Endereço: Rua Aprazível, 62, Santa Tereza, Rio de Janeiro, RJ.

Especialidade: culinária brasileira.

Ambiente: fica em um agradável local, com vários ambientes que seguem os desníveis da encosta de Santa Tereza, aproveitando, inclusive, a histórica e tombada murada do bairro, cuja ideia da construção remonta ao final do  Século XVIII. Nos ambientes, predominam objetos de decoração rústicos, muitos dos quais do rico artesanato brasileiro. Árvores enormes, vasos de plantas, mesas e cadeiras feitos em peças brutas de madeira, bancos com almofadas coloridas, sousplats em formato de flores com cores vibrantes, bonecas de cerâmica, muita palha, cestos com frutas naturais no balcão do bar, retalhos de azulejos, entre outros itens, fazem parte da decoração. A vista proporcionada pelo restaurante é deslumbrante. Ficamos em um gazebo, no local mais alto do restaurante, em local onde só tem uma mesa, cujo acesso se dá por uma escada de ferro em espiral.











Serviço: ótimo, desde o atendimento ao telefone, até a saída, quando utilizamos o serviço de carro executivo oferecido pela casa (serviço pago diretamente ao motorista). Tivemos um excelente atendimento pelo garçom Rico. Há wi-fi, mediante solicitação de senha. Para quem sentir frio, há mantas para empréstimo.

Quando fui: almoço do dia 07 de junho de 2012, quinta-feira, feriado de Corpus Christi, em dia nublado e frio no Rio de Janeiro. Éramos quatro pessoas.

O que bebi: uma lata de Coca Cola Zero e uma xícara de café expresso ao final.

O que comi: pedimos três entradas para compartilhar. Além disto, escolhi um peixe como prato principal, sem sobremesa.

Entrada 1: palmito fresco assado servido na telha de bambu, com pesto de azeite, manjericão e castanha de caju. Prato leve, perfumado, intenso em sabor. Preferi o palmito ao natural, sem o pesto que o deixou com sabor muito forte. Uma entrada que deve ser provada.



Entrada 2: vieiras em crosta de camarão seco e castanha de caju, servida sobre creme de aipim e coco. São quatro unidades, servidas em conchas que ficam estáveis no prato porque o creme de aipim serve de "cola". No centro, um potinho com mais creme de aipim e coco ralado por cima. As vieiras estavam macias por dentro e crocantes por fora. Achei o creme de aipim dispensável.



Entrada 3: escondidinho em homenagem ao Nordeste. Vem em um ramequim pequeno, feito com purê de batata baroa recheado com carne seca desfiada, queijo fundido e parmesão gratinado. Servido muito quente, estava ótimo. A substituição da mandioca pela batata baroa deu uma personalidade ao prato. Muito bom.



Prato principal: peixe tropical. Servido em um prato com bordas pintadas em verde. Trata-se de um filé de cherne grelhado ao molho de laranja, tendo como acompanhamento arroz de coco com castanha de caju e metade em corte longitudinal de uma banana da terra assada. O cherne é um peixe que sempre aprecio, por sua cor, textura e sabor leve. Estava grelhado no ponto certo, bem macio por dentro. O arroz tinha pouco tempero, deixando o coco e a castanha de caju se sobressaírem, mas tinha um sabor delicado. O ponto forte do prato era a banana da terra. em bela apresentação, estava simplesmente divina. Prato aprovadíssimo.



Valor total da conta: R$ 610,12, ressaltando que foram consumidas três garrafas de cerveja Antarctica Original e duas caipiroscas de frutas, além de água e refrigerantes.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * *. Para ir com tempo e curtir o ambiente, a vista, o cardápio e a companhia.

Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)