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sábado, 14 de dezembro de 2013

PESCADOS CAPITALES - GASTRONOMIA EM LIMA, PERU


Chegamos de táxi no Pescados Capitales, restaurante especializado em pescados e frutos do mar que já tinha tido a oportunidade de conhecer da última vez em que estive em Lima, Peru. Desta feita, não tínhamos reserva e por ser domingo, o restaurante estava bem cheio. Chegamos por volta de 13:30 horas. Ao descer do táxi, um empregado do restaurante já nos recebeu sorridente perguntando se havia uma reserva. Como não a fizemos, nos conduziu até uma recepcionista. Cruzamos a área externa do Pescados Capitales, local agradável para uma happy hour. A recepcionista, excessivamente maquiada, também abriu um sorriso no rosto, conferindo seu mapa de assentos. Indicou o salão interno, em mesa para seis pessoas, localizada mais ao fundo, perto da parede decorada com estatuária indígena peruana. Assim que nos sentamos, Jorge, o garçom responsável pelas bebidas e pela sobremesa, se apresentou como aquele que iria nos atender juntamente com Carlos, o colega responsável pela comida. Em seguida, colocou interessante jogo americano de papel representando os sete pecados capitais na mesa. No meu caso, o pecado foi apropriado: gula. Pedi a senha para acessar a rede wi-fi do restaurante, sendo prontamente atendido. Para beber, escolhi uma Inca Kola (s/. 6), refrigerante muito popular no Peru, com cor amarelo ouro, feita com a erva lúcia-lima, também conhecida como limonete. Estando no Peru, não podia deixar de pedir o drinque mais clássico deles, o pisco souer (s/. 28), feito com limão, clara de ovo batida, pisco (bebida alcoólica destilada feita a partir da uva) e uma pitada de angustura. Com exceção de LH, que não bebe, os demais seguiram o meu pedido do drinque. Todos de tamanho duplo. Enquanto esperávamos as bebidas, colocaram ao centro da mesa dois potinhos com um milho frito salgadinho. Parece um peruá, aquelo milho de pipoca que não estoura, mas é mais alongado. Crocante, é muito gostoso, daqueles que é impossível comer um só. Durante nossa permanência no restaurante, os potinhos foram repostos algumas vezes. Com o cardápio nas mãos, era difícil escolher entre tantas delícias. Optamos por pedir os pratos principais imediatamente, sem passar por entradas e afins. No Peru, tais pratos chão chamados de platos de fondo. Um frase de James Joyce introduzia bem a página com os pecados: "Dios ha hecho los alimentos y el diablo, la sal y las salsas". Cada pecado descreve um prato. Há os sete pecados, bem como aqueles denominados como os novos pecados, tais como infidelidade, impaciência e intolerância. O predomínio é para pratos elaborados com peixes e frutos do mar. Depois de idas e vindas, decidi pelo prato chamado de avarizia (s/. 59) (avareza): pescado Rockfeller, ou seja, um filé de peixe empanado, recheado com manteiga aromatizada e mostarda Dijón, acompanhado de picante de abobrinha e arroz com choclo, um milho com grão maior e branco. Este pedido foi tirado por Carlos. Ele foi e voltou com um mimo da casa, uma colher de porcelana com uma pequena porção de ceviche de mariscos. De uma bocada só, apreciei esta delícia peruana. Muito bom, dando vontade de pedir um ceviche como entrada. Mas resisti. Os pratos demoraram cerca de vinte minutos para chegar à mesa e quando foram colocados em nossa frente, uma mistura de aromas tomou conta da mesa. Todos são bem servidos e com bonita apresentação. Assim que o meu prato foi colocado em minha frente, Carlos, utilizando uma faca, partiu o peixe empanado ao meio, deixando escorrer um perfumado caldo de manteiga e mostarda pelo prato. Comecei experimentando o peixe, cuja carne era bem branca e firme, com sabor adocicado, leve, casando bem como a manteiga aromatizada com ervas e a mostarda. O guisado de abobrinha era bem consistente, amarelado por causa da pimenta utilizada, o que deixava um sabor picante no paladar. O arroz com choclo completou bem o prato. Terminado a avareza, era chegada a vez da sobremesa. Gosto muito de lúcuma e como esta fruta é difícil de encontrar no Brasil, escolhi a opção que levava a fruta em sua receita: tarta de lúcuma (s/. 21), encoberta por uma capa de chocolate peruano, biscoito de baunilha, tendo a fruta e queijo Philadelphia em seu recheio. O prato chegou decorado com pedaços bem vermelhos de morango fresco e chantilly. Achei que o chocolate e o queijo mascararam o sabor da fruta. Terminei com um bem tirado café espresso (s/. 6). Para acompanhar o doce, pedi uma garrafa de 350 ml de água mineral com gás San Mateo (s/. 6). Já passavam das 15 horas quando pedimos a conta. Todos muito satisfeitos com o restaurante. Antes, pedi a Jorge um set do jogo americano retratando os sete pecados capitais. Atencioso, ele trouxe um set para cada um dos seis da mesa, todos já devidamente enrolados e presos com uma gominha. Dividimos a conta por igual, cabendo a cada pessoa o montante de s/. 115, algo em torno de R$ 93,50. Na saída, pedimos dois táxis. Nosso destino era o Mercado Índio. Hora de conhecer/comprar artesanato peruano.






Endereço: Avenida La Mar, 1.337, Miraflores, Lima, Peru.
Contatos: +51 1 421 8808.
Especialidade: peixes e frutos do mar da culinária peruana.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

VIAJANDO PARA LIMA, PERU

Fui indicado para participar, junto com Karina, LH, Paula, Telma, Valéria, Fernanda e Maria Cláudia, de uma oficina de trabalho na Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Lima, Peru, quando seria desenhado as linhas gerais de um projeto para a região latino americana chamado Iniciativa 2030: América Latina Livre do Trabalho Infantil. Recebi as passagens áreas e nem conferi. Viagem programada para o período de 08 a 12 de dezembro de 2013. Qual foi minha surpresa quando fiz o check in pela internet na manhã do sábado, 07/12/2013. Viajaria em classe executiva. Resolvi conferir a volta, mas não houve mais surpresas. Estava retornando em classe econômica. Passei uma mensagem para Karina e LH para saber se também estavam na mesma classe, mas parece que a sorte só estava do meu lado. Tinha que estar no Aeroporto de Brasília às 04 horas da manhã para pegar o voo TAM para Guarulhos e, de lá, outro voo da mesma companhia para Lima. Fui ver alguns shows do Circuito Banco do Brasil no mesmo sábado, só chegando em casa após 01:30 horas, já na madrugada de domingo. Não tinha mais como dormir. Fui arrumar a mala, tomei um longo banho e me arrumei para a viagem. Resolvi ir de carro para o aeroporto, deixando-o no estacionamento daquele local por cinco dias. Acho mais cômodo, principalmente porque iria chegar no final da noite da quinta-feira, dia 12/12. Sai de casa às 03:30 horas. Estava escuro e praticamente não tinha trânsito nenhum no caminho. Há muito não estacionava em local tão próximo ao saguão do aeroporto. Também não tinha movimento nos balcões de despacho de bagagem da TAM. Minha mala pesava 15 quilos. Depois de despachar a bagagem, dirigi-me para o portão de embarque, passando pela nova área de controle de raio x do aeroporto. Ficou mais amplo, mais claro e mais ágil. Encontrei com LH fazendo um lanche na Frango Assado. Em seguida, apareceram Valéria, Telma, Karina e Paula. Fernanda e Maria Cláudia iriam mais tarde. Todo mundo com cara de poucos amigos, com muito sono. O embarque foi na hora. Voo cheio para Guarulhos. A maioria dos passageiros em conexão para viagens internacionais. No Aeroporto de Guarulhos fiquei surpreso com o pouco movimento. Foi muito tranquilo o desembarque, a passagem pelo controle de raio x, onde não havia fila, e na imigração. Enquanto as mulheres resolveram fazer compras na loja Dufry, eu e LH fomos descansar na sala vip da TAM, já que tínhamos direito a acessá-la. Ali lanchei, pois tinha que tomar um remédio, mas foi meu erro. Não consigo me alimentar nas primeiras horas da manhã, fico logo enjoado quando o faço. E desta vez não foi diferente. O enjoo veio em minutos. Ainda bem que estava em local confortável. Permaneci na sala vip até avisarem que o embarque já estava iniciando. Fui para o portão de embarque onde me encontrei com os demais companheiros de viagem, incluindo Aldo e Vera, que trabalham no mesmo órgão que eu e também tinham compromisso de trabalho em Lima. Demorei para embarcar, já que estava com lugar marcado bem na frente, poltrona 2D. Quando entrei no avião, acomodei minha mochila no compartimento próprio, abri o pacote onde estavam o travesseiro e o edredon, me cobri, perguntando para a comissária se ela tinha um comprimido para enjoo. Simpática, me respondeu que pediria para a chefe de cabine. Em seguida, outra comissária apareceu com um comprimido, pedindo para eu verificar nome e validade. Como estava sem óculos, pedi a ela que lesse para mim. Dramin, válido até 2015. Tomei o comprimido, dizendo que tentaria dormir e que não precisava me acordar para a refeição. E foi o que fiz. Não vi passar as cinco horas e vinte de duração do voo. Acordei quando o piloto anunciava que o pouso estava autorizado. Pela janela, via a paisagem árida, característica de Lima. Chegamos com quinze minutos de atraso. Desembarque tranquilo. Aeroporto amplo, claro e moderno. Não havia fila na imigração, onde carimbaram meu passaporte sem nenhuma pergunta. Dali, fui para a esteira aguardar minha mala, que não demorou a sair. Era hora de fazer câmbio. Havia um guichê na área das esteiras, para onde me dirigi. Fiquei aguardando atrás de duas pessoas, quando um desavisado chegou, ignorou a fila e foi direto no atendente, entregando seus dólares. Não tive dúvidas. Fui até ele e mostrei a fila. Com cara amarrada, nem ousou desculpar. Pegou seu dinheiro e foi embora, sem trocar. Quanto a mim, aguardei minha vez e troquei U$ 200, quantia que julguei suficiente para os pequenos gastos durante os cinco dias de estadia na capital peruana. Antes de sair, ainda passamos no controle da aduana. Do lado de fora, um senhor segurava uma placa com o nome de Valéria. Era o nosso transporte que tínhamos contratado junto ao hotel onde tínhamos reserva, o Hotel Roosevelt (Calle Alvarez Calderón, 194, San Isidro). O valor do traslado em uma van para até seis pessoas era de U$ 87. Como éramos seis, cada um pagou U$ 14,50, valor lançado na conta de cada um no hotel. Com malas acomodadas no bagageiro da van, entramos no carro. O motorista pediu para deixarmos as cortinas fechadas, pois não queria chamar a atenção de eventuais ladrões no caminho. O trajeto aeroporto-hotel foi feito em cerca de quarenta minutos. Não tinha trânsito pesado, fato comum em Lima, por ser domingo.  Chegamos ao hotel por volta de 12:30 horas, horário local, três horas a menos do que em Brasília. O check in foi rápido. Recebi minha chave magnética. Estava no apartamento 604A. Combinamos de apenas deixar as malas nos respectivos quartos e descer novamente para almoçarmos, já que todos estavam com fome, principalmente eu. Meu enjoo tinha passado. A minha mala demorou uns dez minutos para chegar no quarto. Troquei de roupa, já que viajei de calça de moletom, algo muito confortável para viagens longas. Adotei isto nas últimas viagens e desde então minha barriga não tem inchado. Antes de descer, tirei tudo da mala e coloquei nos devidos lugares, pois queria que as camisas ficassem desamarrotadas. Por causa disto, fui o último a chegar no saguão do hotel. Pedimos dois táxis na recepção. Eles perguntaram se servia táxi de rua. Resposta afirmativa. O mensageiro foi para o lado de fora, perguntando antes nosso destino. Iríamos para o restaurante Pescados Capitales. O próprio mensageiro negociou o preço da corrida com os taxistas, já que em Lima não há taxímetro. Antes de entrar no carro, o negócio é negociar. A corrida nos sairia por s/. 10, valor recorrente em quase todos os trajetos. Era hora de almoçar.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

STEVIE WONDER - CIRCUITO BANCO DO BRASIL

Confesso que não sou fã de Stevie Wonder e que tinha comprado o ingresso para o Circuito Banco do Brasil, realizado no dia 07 de dezembro de 2013 no estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, pela companhia das minhas amigas, bem como pelo show de Ivete Sangalo. Conheço poucas músicas deste ícone da canção americana, apenas seus maiores sucessos, como I Just Called to Say I Love You. Assim, tinha poucas expectativas quanto ao principal show da noite. Quando Ivete Sangalo deixou o palco principal, resolvi seguir minhas amigas, assentando no chão imundo do local para descansar pernas e costas. Ficamos sentados por uns quarenta minutos. O início do último show do palco principal estava previsto para começar às 23:40 horas, mas Stevie Wonder e banda só entraram em cena às 00:15 horas. Wonder entrou caminhando pelo lado esquerdo do palco, tocando um instrumento, com um largo sorriso estampado no rosto, indo bem devagar até o centro, onde pegou o microfone e saudou o público de Brasília, dizendo que estava muito satisfeito de tocar na cidade pela primeira vez. A primeira canção de seu show foi um cover de Marvin Gaye, How Sweet It Is (To Be Loved By You). Ele prolongou demais a música, com repetições quase infinitas do refrão, com muitos solos de instrumentos musicais de integrantes da banda, e com vocalises para o público repetir. Achei cansativo. Nesta altura, Wonder já brilhava no piano e na gaita. Mais um cover apareceu em seguida, desta vez de Michael Jackson, The Way You Make Me Feel. Novamente ele esticou muito a interpretação, repetindo inúmeras vezes o refrão. Parecia uma jam session, com tantos improvisos no palco. A interpretação seca, sem as firulas, para o sucesso de Jackson me agradou. Já ia dar meia hora de show e ainda nem tínhamos chegado na quarta música. Eu teria que estar no aeroporto às 4 horas da madrugada, pois tinha viagem para Lima, Peru. Fiquei preocupado com a hora, pois ainda não tinha arrumado mala. Veio a quinta música, mais uma do repertório do cantor. O relógio já marcava mais de uma hora da manhã. Era hora de ir embora. Despedi-me das amigas e, sem pressa, rumei para a saída. Fiquei surpreso por ver muita gente estar deixando o local naquela hora. Ouvia alguns comentários sobre não estar gostando do show de Wonder. A maioria que emitia esta opinião era jovem. Já do lado de fora, caminhando em direção ao local onde tinha estacionado o meu carro, ainda ouvi a interpretação de Wonder para Don't You Worry 'bout A Thing. Acho que presenciei a metade do show de Stevie Wonder. Continuei não sendo fã.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

IVETE SANGALO - CIRCUITO BANCO DO BRASIL

Terminado o show de Jason Mraz no palco principal, grande parte do público se deslocou para frente do segundo palco onde começava um show de música eletrônica. Fiquei com minhas amigas no mesmo lugar, sentando no chão para descansar as costas, enquanto aguardava o próximo show da noite no Circuito Banco do Brasil, o de Ivete Sangalo. Programado para ter início às 21:40 horas, ele começou às 22:00 horas. Nos primeiros acordes de País Tropical, de Jorge Benjor, o público já se assanhou. No telão, uma projeção mostrava um desenho com a sombra da cantora baiana ameaçando entrar em cena. A partir de então, foi só animação e alegria. Ivete Sangalo está cada vez mais diva, dominando o público do início ao fim de seus shows, além de falar menos quando está interpretando as canções do set list. A conversa com o público existiu, mas no intervalo entre uma música e outra. O show foi praticamente idêntico ao que ela fez no Rock in Rio em setembro passado, com o acréscimo de umas quatro músicas. Além deste acréscimo, houve a retirada da música Love of My Life, sucesso do Queen, que tinha uma relação direta com aquele festival, e a inclusão de Master Blaster, com a qual Ivete homenageou a estrela da noite, Stevie Wonder, dizendo que aquela canção faria parte de seu show comemorativo de 20 anos de carreira que aconteceria no sábado seguinte na Arena Fonte Nova, em Salvador, quando estaria sendo gravado seu mais novo DVD. No palco, durante esta música, teve a presença de um backing vocal de Wonder que a acompanhou na performance. Seus maiores sucessos, antigos e recentes, estiveram presentes, o que deixava a galera muito animada: Real Fantasia, Arerê, Dançando, Na Base do Beijo, Cadê Dalila?, Berimbau Metalizado, entre outras. Também não poderia faltar os grandes hits de sua época à frente da Banda Eva, como Alô Paixão, Eva, e Beleza Rara. Ainda houve a inclusão de sua nova música de trabalho, Tempo de Alegria, cujo refrão já era cantado a plenos pulmões pela maioria dos presentes. Chegando ao final do show, ela agradeceu aos produtores e patrocinadores do evento, ao público presente, alertando que não haveria bis já que havia uma combinação quanto à duração máxima de cada show. Emendou quatro músicas para não deixar ninguém parado: Acelera Aê, Festa, Sorte Grande e Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar), excelente cover para o sucesso dançante de Tim Maia. Terminava um excelente e contagiante show. Sem conferir o que viria depois, o mega esperado show de Stevie Wonder, fiquei com a sensação que Ivete Sangalo tinha feito o melhor espetáculo da noite. E não me enganei.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

JASON MRAZ - CIRCUITO BANCO DO BRASIL

Ensaiei várias vezes durante a tarde de sábado, dia 07 de dezembro, ir para o estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha, onde estava montada a estrutura do Circuito Banco do Brasil 2013. Com shows programados para dois palcos, exposição de arte e campeonato de skate, o evento prometia casa cheia. Tinha comprado ingresso desde o início das vendas, ainda em julho de 2013, quando paguei R$ 168,00, aproveitando um desconto por ter o cartão de crédito Ourocard. Na semana do show, recebi um e-mail da produção informando que, por ter pago aquele valor, eu tinha um ingresso cortesia, já que eles abaixaram o preço para clientes Ourocard para R$ 120,00. Não tive tempo de buscar o ingresso e todos os amigos que conhecia que queriam ir aos shows já tinham comprado ingresso. Consegui sair de casa já no final do dia, tendo dificuldade de estacionar perto do estádio. Coloquei o carro quase no Ginásio Nilson Nelson. Havia um bom policiamento no local e ótima iluminação. Deixaram um amplo espaço em frente à entrada vazio, o que facilitaria na hora da saída das pessoas. Estava bem organizado, sem tumulto para entrar. Conferência rápida do ingresso, revista com detector de metal e já estava dentro. Rolava no segundo palco o show de uma banda chamada Dona Cislene. O pouco que ouvi foi definitivo para concluir que não gostava. O vocalista berrava ao invés de cantar. Fui para frente do palco principal, onde me encontrei com minhas amigas. Conversamos um pouco até a entrada de Jason Mraz no palco, com vinte minutos de atraso, às 20:20 horas. O delírio foi total. Confesso que não sou fã do cara, mas já que estava ali, o negócio era curtir. Ele começou com The Freedom Song, o que causou certo frisson na galera feminina. Fez uma coisa diferente ao apresentar toda a banda durante a primeira música. Houve muitos solos dos músicos, o que me cansou logo no início. A música de Mraz mistura elementos do reggae, do jazz e da surf music, o que não me agradou muito. Para piorar, ele quis dar uma de Freddie Mercury, com intermináveis vocalises respondidos em coro pelo enorme público que compareceu ao local. Momento mais empolgante do show foi quando ele cantou 93 Million Miles, canção que fez parte da trilha sonora da novela global Salve Jorge. Neste momento, além dos tradicionais gritinhos de minha música!, minha música!, um arsenal de celulares foi levantado para filmar a performance do cantor. Ele e todos os integrantes de sua banda estavam com pinturas tribais na cor azul, o que me lembrou o grupo baiano Timbalada. Um cover de Bob Marley & The Wailers, a dançante Three Little Birds, fechou o show que durou pouco mais do que uma hora em um set list com pouco mais do que dez canções. Terminado o espetáculo, conclui que realmente não aprecio a música de Jason Mraz.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

LA BRASSERIE DE LA MER - GASTRONOMIA EM NATAL (RN)


Endereço: Avenida Engenheiro Roberto Freire, 8.860, Hotel Majestic Natal, Ponta Negra, Natal, RN (www.majesticnatal.com.br).

Contato: +55 84 3642 7007 - labrasserie@majesticnatal.com.br.

Especialidade: culinária francesa, sob o comando do chef Erick Jacquin.

Quando fui: jantar de 04 de dezembro de 2013, quarta-feira. Éramos 05 pessoas, eu, Marinalva, Chris, Carol e Karina. Não tínhamos reserva, mas havia mesas disponíveis. Ficamos mais ao fundo do salão, à direita de quem entra. Foi uma noite muito agradável, quando em duas horas apreciamos a culinária francesa, bebemos um bom vinho português e conversamos bastante.

Serviço: Marinalva, nossa anfitriã em Natal, nos deu carona. Na porta do Hotel Majestic, onde fica o restaurante, há serviço gratuito de manobrista. Uma recepcionista nos atendeu na entrada do restaurante, pedindo para esperarmos nos confortáveis sofás da salinha ao lado esquerdo enquanto arrumavam uma mesa para nós. Garçons atenciosos, simpáticos e eficientes. Serviço de wi-fi gratuito, mediante fornecimento de senha.

O que bebemos: compartilhamos uma garrafa do vinho tinto português Marques de Montemor (R$ 72,00), safra 2011, produzido na região do Alentejo. Acompanhou o vinho a água mineral com gás Prata.

O que comi: compartilhamos o couvert, consistindo de pães artesanais, manteiga, pasta de cogumelos e pasta de queijo gorgonzola. Antes da entrada chegar à mesa, fomos brindados com uma deliciosa amuse bouche: brioche com queijo brie e redução de frutas vermelhas. Como entrada, escolhi um steak tartare, salade e pomme frites (R$ 27,00). Prato com bela apresentação. Salada de alface e tomate cereja, palitos de batata frita bem sequinhos e salgadinhos e um tartare de carne leve e bem temperado. Em seguida, meu prato principal chegou à mesa: bife de ancho rôti, risotto de funghi porcini (R$ 52,00). Prato muito bem servido, com o bife ancho cortado em tiras, o que proporcionou mais harmonia com o seu espesso molho escuro.O risoto foi servido em panelinha de cobre à parte, bem cremoso. Gostei.






Valor que me coube no total da conta: R$ 112,84.

Minha avaliação: * * * *. Restaurante com ambientação intimista, iluminação baixa, ar condicionado mais frio, o que exige um agasalho leve, mas que permite apreciar um bom vinho durante a refeição.

Gastronomia Natal (RN)

domingo, 8 de dezembro de 2013

PINGA FOGO - GASTRONOMIA EM NATAL (RN)

Endereço: Avenida Miguel de Castro, 1.329, Lagoa Nova, Natal, RN (www.restaurantepingafogo.com.br).

Contato: +55 84 3231 1977.

Especialidade: serviço de buffet a quilo, com uma grande variedade de pratos da culinária nordestina e da italiana, além de uma ilha de sushis e sashimis.

Quando fui: almoço de 04 de dezembro de 2013, quarta-feira. Éramos 06 pessoas. Chegamos por volta de 13:30 horas, permanecendo cerca de quarenta minutos no local. Quando chegamos, o movimento já estava diminuindo. Ficamos em uma mesa no canto da esquerda de quem entra, quase colados na parede de vidro que permite a vista para a rua.

Serviço: os próprios donos nos acomodaram na mesa onde ficamos. Atendimento de garçons distante, mesmo porque o sistema é self-service, com o cliente indo ao buffet e depois pesando seu prato. Os garçons servem as bebidas nas mesas. Há wi-fi gratuito, mediante fornecimento de senha. As atendentes no caixa são ágeis, não deixando formar grandes filas. Há caixa separado para quem vai pagar somente em dinheiro.

O que bebi: era hora do almoço, intervalo de uma oficina de trabalho, motivo pelo qual pedi apenas uma lata de Coca Cola. Ao final, um ótimo café espresso, cortesia da casa.

O que comi: as opções do buffet são muitas. Foquei na culinária nordestina, preferindo colocar no prato queijo coalho assado na brasa, camarão com molho de ervas, que estava muito bom, arroz integral, um guisado de legumes. Para dar energia, massa simples ao alho e óleo. Comida bem feita.

Valor que me coube no total da conta: R$ 46,28.

Minha avaliação: * * *.

Gastronomia Natal (RN)

sábado, 7 de dezembro de 2013

CAMARÕES POTIGUAR - GASTRONOMIA EM NATAL (RN)


Endereço: Rua Pedro Fonseca Filho, 8.887, Ponta Negra, Natal, RN (camaroes.com.br).

Contato: +55 84 3209 2425 - potiguar@camaroes.com.br.

Especialidade: frutos do mar, especialmente aquele que dá nome ao restaurante, o camarão.

Quando fui: almoço de 03 de dezembro de 2013, terça-feira. Éramos 02 pessoas, eu e Karina. Chegamos bem tarde ao restaurante, mais de 15 horas, permanecendo no local por uma hora e meia. Ficamos em mesa na varanda.

Serviço: garçons simpáticos e muito atenciosos, sem correria, apesar do tamanho do restaurante ser bem grande. O garçom nos aconselhou a pedir o prato principal depois que chegasse a entrada, pois os pedidos chegam rapidamente à mesa. Há wi-fi disponível para os clientes, mediante fornecimento de senha. Como é frequentado por muitos turistas, uma fila enorme de táxi está sempre formada na porta.

O que bebi: já que estava no Nordeste, nada melhor do que um drinque com frutas regionais. Pedi uma caipirinha de cajá (R$ 8,50), adoçada com açúcar, que estava deliciosa. Para a perfeita hidratação, água mineral com gás Santa Maria (R$ 3,00). Ao final, uma xícara de café espresso Café do Centro, cortesia da casa.



O que comi: compartilhei com Karina uma deliciosa entrada: bruschetta de camarão (R$ 18,00). Vieram cinco unidades de pão italiano coberto com tomate fresco em cubos e camarão com azeite e ervas. Tudo isto gratinado com queijo parmesão. Pão tostadinho, crocante e camarões temperados na medida certa. Em seguida, o prato principal. No caso, a maioria dos pratos do menu são para duas pessoas. Escolhemos o camarão crocante com risoto de brie (R$ 88,00). Muito bem servido e bastante aromático, o camarão vem com uma crosta de quinoa e ervas, o que o deixa seco e crocante. Acompanhou o camarão um risoto de queijo brie, damasco, abobrinha e amêndoas, além de um molho de frutas vermelhas servido à parte. Esta variedade de ingredientes garantiu ao risoto uma explosão de texturas e sabores. Gostei muito.



Valor que me coube no total da conta: R$ 71,39.

Minha avaliação: * * * *. Além da enorme variedade de pratos com camarão, o menu ainda traz algumas iguarias nordestinas. A decoração também é um item a destacar no Camarões Potiguar.

Gastronomia Natal (RN)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

F.O.C.A. 20 ANOS

O Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho da Criança, Aprendizagem e Proteção ao Trabalhador Adolescente, conhecido como FOCA  e atuante no estado do Rio Grande do Norte, completou 20 anos em 2013. Foi o primeiro do gênero no Brasil, criado antes mesmo do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil. Para as comemorações de suas duas décadas, organizou um evento na cidade de Natal nos dias 03 e 04 de dezembro. Fui convidado para participar da noite de homenagens, dia 03 de dezembro, quando foi entregue o título "Amigos do Futuro" a várias pessoas e instituições que trabalham pela erradicação do trabalho infantil tanto no estado potiguar quanto no território nacional. Como coordenador da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (CONAETI), fui um dos agraciados com tal título, o que muito me honrou. A noite foi de festas, com cada um dos contemplados com a honraria recebendo um singelo troféu com o símbolo do fórum estadual, uma foca azul. Após a solenidade de entrega dos títulos, houve uma confraternização no próprio local onde ocorria a solenidade, a sede do Ministério Público do Trabalho da 21ª Região. No dia seguinte, em continuidade aos eventos comemorativos dos 20 anos do FOCA, fiz uma exposição sobre os desafios do Brasil pós III Conferência Global sobre Trabalho Infantil, realizada em outubro passado em Brasília. Público qualificado, participativo e interessado. Aproveitei esta rápida estada em Natal para conferir a gastronomia local, visitando restaurantes já conhecidos e conhecendo novos locais. União do útil ao agradável.

BENVINDO - GASTRONOMIA EM BELO HORIZONTE (MG)


Endereço: Rua São Paulo, 2.391, Lourdes, Belo Horizonte, MG.

Contato: +55 31 2515 8883.

Especialidade: culinária contemporânea em ambiente que lembra os pequenos restaurantes franceses, sob o comando do chef Paulo Henrique Vasconcelos.

Quando fui: almoço de 29 de novembro de 2013, sexta-feira. Estava só, sem reserva. Cheguei no local após 13 horas e fui acomodado em uma mesa no aconchegante salão interno, onde fiquei por mais de uma hora.

Serviço: atendimento muito bom por parte dos garçons, explicando cada item do cardápio, além de serem prestativos a todo o instante. Há cardápio diferente para o almoço, que segue a linha menu executivo, com entrada, prato principal e sobremesa, cujo preço varia dependendo da opção escolhida do prato principal. Houve uma demora na chegada do prato principal à mesa, motivo pelo qual tive que perguntar o porque do atraso.

O que bebi: uma lata de Coca Cola em copo com muito gelo (R$ 5,00), uma garrafa de 300 ml  de água mineral com gás Prata (R$ 5,00) e um café espresso Nespresso ao final do almoço (R$ 5,00)

O que comi: o menu du jour (R$ 53,00), cuja entrada foi um tartare de salmão. O peixe estava leve e veio com uma maionese de wasabi que fez a diferença. Ainda acompanhou este prato um mix de alface. Em seguida, o prato principal: filet benvindo com ovo trufado, arroz cremoso e batatas. Prato muito perfumado por causa da trufa. O arroz estava molhadinho, muito bom, harmonizando perfeitamente com o ovo frito. Já a carne, estava um pouco além do ponto que gosto, embora tenha dito, ao fazer o pedido, que queria o filé ao ponto. Veio bem esturricada por fora. De toda forma, o tempero era agradável ao paladar. Ao final, um inusitado pudim de pipoca. Com bonita apresentação, a sobremesa nada mais era do que uma espécie de panacota com algumas pipocas estouradas enfeitando-a. Ainda havia uma espessa calda de caramelo decorando o prato e dando um forte sabor doce ao pudim.






Valor que me coube no total da conta: R$ 74,80.

Minha avaliação: * * * 1/2. As paredes internas revestidas por papel de parede e as luminárias que pendem de árvores na calçada dão um charme especial ao restaurante.

Gastronomia Belo Horizonte (MG)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

CONFRARIA VINUS VIVUS - 82ª REUNIÃO

E chegou a tão aguardada reunião de final de ano da Confraria Vinus Vivus, a de número 81, realizada em 25 de novembro de 2013, segunda-feira, na casa de Vera. Nenhuma ausência. Todos ansiosos pelo início da degustação dos vinhos top comprados ao longo do ano. Vamos a eles:

Vinho 1 – Castello Banfi Riserva


Safra: 1995.
Álcool: 13,5%.
Casta: 100% sangiovese grosso.
Produtor: Castello Banfi.
Região: Montalcino, Itália (DOCG).
Cor: rubi, com reflexos granada.
Aromas: couro, ameixa, floral, Biotônico Fontoura, aceto balsâmico, aroma ácido, evolui bem, marrom glacê, charuto, estábulo.
Boca: saliva bem, acidez muito presente, taninos também presentes, mas elegantes, amargo, persistente, longo.
Estágio: 30 meses em barricas de carvalho e mais 12 a 18 meses em garrafas.
Importador: World Wine.
Valor: R$ 1.500,00. Foi comprado diretamente no castelo por € 100.
Harmonização: é um vinho gastronômico por si só, cabrito, carne vermelha.
Decanter: ficou por mais de duas horas decantando.
Observação: vinho proveniente do vinhedo Poggio All’Oro. Seleção rigorosa das castas. Produzido apenas nos anos 1991, 1995 e 2004. Sem filtragem.
Foi o preferido da noite por Fernanda e Bruno.

Vinho 2 – Ornellaia


Safra: 2005.
Álcool: 14,5%.
Casta: cabernet sauvignon e merlot.
Produtor: Tenuta dell’Ornellaia.
Região: Bolgheri (DOC), Itália.
Cor: rubi, com reflexos sutis em granada.
Aromas: banana verde, jatobá, cassis, pimenta do reino, caramelo, erva mate, torrefação, chocolate, purê de batatas.
Boca: picante, preenche toda a boca, não resseca demais a língua, possui os três sabores: ácido, amargo e doce.
Estágio: as uvas são vinificadas separadamente, ficando 12 meses em barricas de carvalho cada uma. Depois, estagiam juntas mais seis meses em barricas de carvalho e 12 meses em garrafas.
Importador: Grand Cru.
Valor: R$ 1.700,00.
Decanter: ficou por mais de duas horas decantando.
Observação: sem filtragem.

Vinho 3 – Penfolds Grange Bin 95


Safra: 2002.
Álcool: 14,5%.
Casta: 100% syrah.
Produtor: Penfolds.
Região: Barossa Valley, Austrália.
Cor: rubi bem escuro.
Aromas: menta, estábulo, frutas negras, doce, chocolate, tomilho, erva mentolada.
Boca: acidez leve, picante na ponta da língua.
Estágio: 20 meses em barricas de carvalho e mais 12 meses em garrafas.
Importador: Mistral.
Valor: R$ 2.200,00.
Decanter: ficou por mais de duas horas decantando.
Observação: Bin é um corredor dentro da cave (adega). Este vinho foi criado em 1951 em resposta a um desafio feito para Max Schubert, a quem ele é dedicado. Sem filtragem.
O campeão da noite, sendo o preferido por Vera, André, Leo L., Keller e Cláudia.

Vinho 4 – Richebourg


Safra: 2001.
Álcool: 13%.
Casta: 100% pinot noir.
Produtor: Domaine de La Romanée-Conti.
Região: Vosne-Romanée (Côte D’Or), França.
Cor: tijolo.
Aromas: frutos do mar, ostra fresca, maresia, sargaço, iodo, remédio, especiarias, cereja, chucrute, charuto, couro, framboesa, malte, ervas da Provença, tamarindo.
Boca: chá preto, ácido (agulha), toranja, amargor com doçura no final, delicado, mas muito intenso.
Estágio: 16 a 18 meses em barricas de carvalho da Borgonha e mais 12 meses em garrafas.
Importador: Expand.
Valor: R$ 6.500,00.
Decanter: ficou por mais de duas horas decantando.
Observação: sem filtragem. Foi o preferido da noite por Leo S., Abílio e Marcos.

Após a degustação, a anfitriã ofereceu o já tradicional jantar de final de ano, sendo a entrada uma panacota de queijo de cabra, figos assados, aceto balsâmico reduzido, em leito de folhas verdes precoces.

Em seguida, serviu um surubi defumado com molho de endro, acompanhado de risoto de sete grãos com cogumelos e lâminas de maçã, curry, açúcar mascavo e passa ao rum.



A entrada foi harmonizada com o Les Jardins de Babylone, produzido no Domaine Didier Dagnau, safra 2007, com 11% de álcool, garrafa de 500 ml, região de Jurançon, França, com 100% petit mainsang. Cor dourada, aroma de baunilha e boca doce e ácida, com leve toque de lichia. É importado pela Casa Flore, custando R$ 804,00.

Já o prato principal foi harmonizado com a champanhe Pierre Moncuit Brut Rosé Grand Cru, com 12% de álcool, produzida na região de Les Mesnil Sur Oger, França, custando R$ 240,00 na World Wine (Art Du Vin).

Ainda houve a sobremesa, um crepe suflê com açúcar de confeiteiro e molho de frutas vermelhas.

E assim fechamos mais um ano da Confraria Vinus Vivus. Que venham muitos pela frente.

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