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quarta-feira, 18 de maio de 2011

6º FESTIVAL GASTRONÔMICO BRASIL SABOR - BRASÍLIA 2011 - PATUÁ


Picanha suína ao molho de caipirinha - Patuá



Depois de alguns dias longe do circuito do 6º Brasil Sabor, fui experimentar o prato preparado pelo restaurante Patuá (SHIS QI 11 Bloco O, Lojas 07 e 09, Deck Sul, Lago Sul) para este festival gastronômico que vem movimentando Brasília desde 28 de abril. Fomos em três, chegando às 12:30 horas, quando o local ainda estava com pouco movimento, não só no restaurante por nós escolhido, mas também nos outros três que existem ali. Nós três pedimos o mesmo prato: "picanha suína ao molho de caipirinha". O cardápio do Patuá sempre privilegiou a culinária brasileira em releituras interessantes. No caso do festival, a caipirinha foi usada como molho para amaciar e dar um sabor diferenciado à picanha suína, que vem em duas tiras no prato, acompanhada de uma rodela de abacaxi grelhado, além de um arroz de limão com mandioca, outro ingrediente constante da culinária nacional. A carne suína, que voltou a ficar em voga nos grandes restaurantes paulistanos, estava bem macia e saborosa, nem mesmo a gordura estava enjoativa, embora tenha só experimentado um pequeno pedaço de carne com a gordura característica do corte adorado pelos brasileiros: a picanha. O abacaxi grelhado estava doce, como deveria ser. Quanto ao arroz, em bela montagem com um ramo de alecrim fincado em cima, esperava mais do seu sabor. Não senti muito o limão e a mandioca cozida estava insossa, sem tempero. O prato serve uma pessoa, custando R$ 23,00, o preço mais baixo praticado no festival. Há uma interessante promoção da casa, apresentada pelo garçom logo que sentamos, que é um combinado do prato do festival e uma sobremesa pelo preço de R$ 30,00 (valor mais baixo do que a segunda faixa de preços do 6º Brasil Sabor e adotada pela maioria dos restaurantes participantes, ou seja, R$ 33,00). Nós agradecemos, mas recusamos a promoção. Os selos foram colocados nos libretos logo após nossos pedidos, na cor correta da semana, ou seja, o amarelo. Os pratos não demoraram a chegar, mesmo porque o movimento começou a aumentar quase meia hora depois que lá estávamos. Para terminar, café expresso e a nota legal. Diria que o prato é digno, não tendo nada de excepcional.

Gastronomia Brasília

domingo, 15 de maio de 2011

SÁBADO: COMPRAS EM TRÊS SHOPPINGS E O FILME THOR

Dediquei o sábado aos shoppings e, consequentemente, às compras. Saí cedo de casa para não pegar o tumulto de gente que costuma invadir estes centros de compras nos finais de semana. Fui, inicialmente, ao ParkShopping, pois queria comprar ingressos para o musical New York, New York, em cartaz no Teatro Bradesco, em São Paulo, para onde vou no próximo final de semana. Os ingressos são vendidos pela Ingresso Rápido que possui um ponto de venda nas lojas Fnac. Aproveitei a ida ao ParkShopping para comprar uma bateria sobressalente e uma bolsa para a minha nova câmara digital na loja Sony Style. A bateria custava R$ 189,00 e a bolsa R$ 69,00. Enquanto o vendedor buscava os dois itens fechados, fiquei mexendo no mostruário e achei um kit por R$ 209,00 contendo a bateria que eu precisava, uma bolsa e um tripé. Claro que optei por este kit, muito mais em conta. Também passei na Drogasil para comprar remédios, além de pegar os medicamentos gratuitos para controlar a pressão arterial que fazem parte da Farmácia Popular, já que fazia um mês que tinha usado a receita pela primeira vez (cada receita pode ser usada até quatro vezes para pegar os medicamentos, sendo uma vez por mês). Como a época da seca está chegando, comprei um novo umidificador de ambientes, pois o meu já tem mais de dez anos e está com várias partes quebradas, embora ainda funcione. Ficarei com os dois: o novo para colocar no quarto e o antigo para circular pelo apartamento. Na Fnac, além dos ingressos comprados para a sessão de sexta-feira, dia 20/05/2011, também comprei cartuchos para a impressora e revistas. Saindo do ParkShopping, onde fiquei por uma hora, fui para o CasaPark Shopping, bem próximo, para passar na Livraria Cultura para devolver um blu-ray e um livro que tinha comprado em duplicata no domingo passado. Somente quando cheguei em casa, vi que já tinha os dois itens. Fiz a devolução, ficando com crédito para a próxima compra. Já que estava ali, estava com tempo e não tinha grande movimento, fiz a compra, gastando mais do que os créditos. Foram cds, guias de turismo (pensando na viagem ao México para o mês de outubro próximo) e mais revistas. Quarenta minutos depois estava saindo do segundo shopping. Passei em casa, deixei as compras e saí novamente, desta vez com Ric, para almoçarmos. Escolhemos o Café Savana (SCLN 116, Bloco A, Loja 04, Asa Norte), onde fizemos o mesmo pedido: o prato do festival 6º Brasil Sabor. Como tinha um libreto com seis selos brancos, dos quais um era do Savana, não pagamos pelo "filet bourguignon" (meus comentários sobre este prato já foram postados, se quiser ler clique aqui). Do restaurante, fomos à Caixa Cultural, ou seja, saímos do final da Asa Norte para o início da Asa Sul, onde queria comprar ingressos para o show de Zizi Possi e para o show de Marina de La Riva. Para o primeiro não havia mais ingressos, todos esgotados para as apresentações dos dias 21 e 22 de maio, enquanto para o segundo, as entradas só começarão a ser vendidas a partir de meio dia do sábado, dia 21 de maio, já que o show está marcado para os dias 28 e 29 de maio. Fizemos o caminho de volta, parando para abastecer o carro, até o Shopping Iguatemi Brasília, onde chegamos por volta das 15:30 horas. Decidimos ver um filme. Escolhemos Thor, versão sem 3D, cuja próxima sessão seria às 16:40 horas. Tinha dois ingressos cortesia do Cinemark que troquei pelos pontos que tinha acumulado no programa Dotz. Fui até à bilheteria para trocar os ingressos e escolher os lugares. Tínhamos ainda uma hora antes do início do filme. Como tinha que comprar alguns artigos para colocar no banheiro e na área de serviço, passamos na Tok & Stok, onde também compramos algumas coisas para Getúlio. Gastamos todo o nosso tempo na loja. Só deu tempo de colocar as compras no bagageiro do carro e voltar para o cinema. Sala 2. Lotado de adolescentes, a maioria meninas, que falavam alto, riam muito. Um homem chamou a atenção delas. Calaram no ato. Sempre gostei do herói Thor. Via bastante os desenhos animados sobre este personagem da Marvel que veio de um reino distante, Asgaard, caindo na Terra, ajudando a combater o mal. O filme, uma produção americana de 2011, é dirigido por Kenneth Branagh, o que me surpreendeu um pouco ele dirigir um filme pipoca. No elenco, a recém oscarizada Natalie Portmam como Jane Foster, uma cientista que estuda fenômenos meteorológicos, sendo a mocinha da fita. Para o papel de Thor foi o escalado o ator Chris Hemsworth que provocou suspiros não só na mocinha da fita, mas também nas adolescentes barulhentas que viam o filme na mesma sessão. Para mim, ele não convenceu como herói, faltou um physique du rôle, como diriam os franceses. Anthony Hopkins faz o papel de Odin, o todo poderoso, rei de Asgaard e pai de Thor. Uma apagada Rene Russo faz a rainha e mãe do herói. O irmão de Thor, Loki, que é o seu maior inimigo, é vivido por Tom Hiddleston, que faz um atormentado personagem que, na verdade, ainda não é o grande vilão como nos quadrinhos e no desenho animado. Como este filme mostra a origem dos personagens, a vilania ainda está em construção. Para quem fica depois dos créditos finais, uma cena rápida mostra o ator Samuel L. Jackson recebendo Erik Selvig (Stellan Skarsgard), o mentor das pesquisas de Jane Foster, em uma unidade da S.H.I.E.L.D., organização responsável por unir os quatro heróis conhecidos como Os Vingadores (Homem de Ferro, Hulk, Thor e Capitão América). A cena é interessante e vale ficar até o final dos créditos, pois para quem conhece a história destes heróis, ela é elucidativa. Poucos ficam até acabar de passar todos os créditos. Como este expediente foi adotado nos dois filmes do Homem de Ferro e no do Hulk, imaginei que também poderia acontecer com Thor, o que de fato ocorreu. Ao final, uma mensagem avisa que Thor voltará em Os Vingadores, filme já em pré-produção, já que o último herói do quarteto também terá seu filme solo em 2011, o Capitão América. Durante o filme, há referências às empresas de Tony Stark, o Homem de Ferro. Achei o filme médio, com muito efeito especial e pouca história convincente. Saímos do cinema e, antes de ir embora, ainda passamos na Nespresso para comprar cápsulas de café, mas a loja estava lotada, com uma fila grande para ser atendida. Como ainda temos bastante cápsulas, deixamos para outra oportunidade. voltamos para casa no início da noite. Minha ideia era sair mais tarde para o Live P.A. no CCBB ou na esta Mafuá, que rolaria na La Ursa. No entanto, acabei ficando em casa, pedindo uma pizza da Fratello Uno pelo telefone.


6º FESTIVAL GASTRONÔMICO BRASIL SABOR - BRASÍLIA 2011 - PIZZARIA VALENTINA ASA NORTE


Fatia da pizza paulistana - Valentina Pizzaria


Saí do trabalho na terça-feira um bagaço. Cansado e com fome, liguei para Ric, convidando-o para comer uma pizza. Ele topou. Só passei em casa, buzinei, ele desceu e fomos para a Valentina Pizzaria (SCLN 214, Bloco A, Lojas 9/11, Asa Norte). Também integrante do festival 6º Brasil Sabor, escolhemos a pizza feita para o evento: "pizza paulistana", tamanho médio, com seis fatias, servindo bem duas pessoas, ao custo de R$ 43,00. O recheio é simples, como eu queria. Apenas molho de tomate, mussarela, mussarela de búfala defumada ralada, tomate caqui em lascas, azeitonas pretas fatiadas e orégano. Estava uma noite fria, como é de costume no mês de maio. Assim, resolvemos sentar no salão interno. Tive uma prova de fogo ao sentar ao lado do maravilhoso pão de calabresa que a casa oferece como entrada. Era meu pedido inicial sempre quando chegava nesta pizzaria. Resisti bravamente. Viva a re-educação alimentar! A pizza veio rápido. Sabor diferenciado por causa da mussarela de búfala defumada, mas no restante é bem comum. Há opções bem melhores no cardápio. De qualquer forma, não decepciona. Pedimos a conta logo. Pagamos, esperei a nota legal, o selo vermelho no libreto e mais um selo no cartão fidelidade da casa. Saciada a fome, faltava resolver o cansaço. Um banho e cama foram os melhores remédios para a noite.


Gastronomia Brasília

6º FESTIVAL GASTRONÔMICO BRASIL SABOR - BRASÍLIA 2011 - L'AFFAIRE - MERCURE LÍDER



Segunda-feira. Hora do almoço. Eu e minha chefe saímos para almoçar por volta de 13 horas. Escolhemos mais um restaurante que integra o 6º Brasil Sabor. Fomos ao L'Affaire (SHN Quadra 5, Bloco I, Térreo - Hotel Mercure Líder) para experimentar o "linguado de Mediterrâneo", prato individual, custando R$ 33,00. Ao chegar, o restaurante tinha um bom público. Ninguém nos recebeu. Fomos entrando. Perguntei ao primeiro garçom onde poderíamos nos sentar. Não obtive resposta, pois ele estava bem apressado. Diria estressado. Perguntei a um segundo garçom que me apontou uma mesa para dois. Tal mesa ficava em frente ao entra e sai dos garçons e demais empregados do restaurante no leva e trás de pratos. Parecia que nós éramos invisíveis. Ninguém vinha à mesa entregar o cardápio ou perguntar o que queríamos. Depois de fazer alguns sinais, finalmente fomos notados. Para não complicar muito, nós dois pedimos o prato do festival e a mesma bebida, uma água com gás. Enquanto esperávamos, tratamos de colocar o papo sobre o trabalho em ordem. Passados bons minutos, notei que uma mesa reclamava que seu prato estava demorando. O mesmo aconteceu com nosso pedido. Quase quarenta minutos e nem notícia. Reclamamos. O garçom disse que iria verificar. Mais um tempinho e chegaram à mesa os pratos. O filé de linguado estava grelhado no ponto com um espesso molho de tomates assados, azeite, azeitonas, ervas e alcaparras. Tenho birra de alcaparras, pois elas roubam qualquer sabor dos demais ingredientes.O molho estava por demasia salgado, por causa deste maldito ingrediente.. No entanto, o purê de batata baroa, mesmo com uma cor mais esbranquiçada, estava saboroso, com textura bem suave na boca. Ao pedir a conta, mais uma demora considerável. Reclamamos novamente. Outra demora para chegar à mesa a máquina do cartão de crédito. O garçom que nos atendia transpirava muito, sinal de que algo estava errada naquele dia. O estresse era evidente no rosto dos empregados. Para colar o selo no libreto foi outro parto e ainda colaram o selo de cor errada. Colocaram o selo branco, enquanto já deveria ser o de cor vermelha, conforme as regras do festival. Pedi a nota legal no valor integral da conta. A nota veio manual e no valor da metade da conta. Estávamos com pressa, pois tínhamos agenda a cumprir no serviço. Não reclamamos mais. Fomos embora. O local é agradável, a comida não estava ruim, apesar da ressalva das alcaparras, mas o serviço é de lascar. Vai ser difícil eu voltar neste restaurante.


Linguado de Mediterrâneo - L'Affaire

6º FESTIVAL GASTRONÔMICO BRASIL SABOR - BRASÍLIA 2011 - CREPE ROYALE


Domingo à noite sempre tenho uma dúvida. Comer crepe ou pizza. Tinha acabado de assistir ao espetáculo Eros Impuro no Teatro Goldoni. Eram pouco mais do que 21 horas. Estava perto do Crepe Royale (SQS 207 Bloco C Loja 37, Asa Sul), local que gosto muito e tem, na minha opinião, o melhor crepe da cidade. Fui para lá. Como ele também está no 6º Brasil Sabor, resolvi experimentar o prato feito para o festival gastronômico que movimenta a cidade. "Crepe de filé mignon ao Porto e Dijon". Restaurante bem cheio, com mesas grandes, parecendo reunião de família de final de semana. Minha sorte foi ter vagado uma mesa bem no momento em que cheguei. O atendimento é sempre cordial, mesmo com muitos pedidos acontecendo ao mesmo tempo. Enquanto esperava, fiquei checando meus e-mails pelo iPhone. O crepe veio rápido, em formato de pastel gigante, totalmente selado, sem o recheio sair para fora. Como decoração, apenas um montinho de cenoura ralada. Reguei com azeite e parti um pedaço. Um aroma delicioso subiu ao meu nariz. O recheio me lembrou um prato que comi em um restaurante francês quando fiz uma viagem à Paris. O filé é cortado em pedacinhos envolto em um molho feito com mostarda Dijon e vinho do Porto, o que confere ao sabor um gosto nem ácido e nem doce. Muito bom. Até perguntei se, após terminado o festival,, esta opção entraria no cardápio. Não souberam informar. Dependeria da demanda do público durante o festival. O prato é individual e custa R$ 23,00. Saí satisfeito, com a nota legal nas mãos e mais um selo branco em meu segundo libreto, completando assim mais um circuito fast. Desta forma, poderei escolher entre as seis casas visitadas qual delas voltarei até o dia 29 de maio, quando termina o festival, para comer o mesmo prato gratuitamente, com direito ao mesmo pedido para um acompanhante. Quando saía do local, recebi uma mensagem em meu celular. Eram meus amigos com os quais costumo encontrar no final do domingo na Fratello Uno (SQN 109, Bloco D, Loja 19, Asa Norte) para apreciarmos uma pizza. Fui ao encontro deles, mas, obviamente, nada comi. De qualquer forma, a noite de domingo terminou em crepe e em pizza.

Crepe de filé mignon ao Porto e Dijon






sábado, 7 de maio de 2011

6º FESTIVAL GASTRONÔMICO BRASIL SABOR - BRASÍLIA 2011 - BSB GRILL ASA NORTE

Depois de passar a manhã de sábado por conta de dar remédios e banho seco em Getúlio, pois ele está com alergia aos produtos de limpeza que são usados para limpar o chão da área de serviço e da cozinha, locais onde mais transita, além de tentar, sem muito sucesso, ensiná-lo a fazer xixi e coco no tapete higiênico, resolvi tomar um ótimo banho relaxante e encontrar com amigos para almoçar. Logicamente, escolhemos mais um restaurante que integra o 6º Brasil Sabor. Coisa rara de acontecer comigo em Brasília, fui a pé para o local, pois fica a uma quadra de onde moro o BSB Grill (SCLN 304, Bloco B, Loja 19, Asa Norte). Mesa para seis pessoas do lado mais arejado, sem ar condicionado. No mesmo horário, o Governador Agnello almoçava no salão interno do restaurante. A esfiha folhada e aberta de carne do restaurante é famosa, por isso, pedimos várias unidades para começar. O garçom veio nos oferecer a novidade da casa como entrada, uma cebola gigante frita, idêntica à servida no Outback. Não aceitamos. O serviço deixa a desejar, demorando muito a atender aos pedidos. O restaurante já foi mais cheio. Hoje haviam mesas vazias, fato que não ocorria antes em tardes de sábado. Os televisores estavam ligados passando a semifinal de um torneio de tênis no qual um brasileiro estava jogando. Muita gente prestava atenção no jogo. Como nem sabia quem era, continuei o papo na mesa: viagem de férias programada para meados de outubro, quando pensamos em ir para o México. Dos seis presentes, cinco pediram o prato do festival, um "T-Bone", corte de carne bovina que vem com um osso na forma de um "T" separando uma suculenta carne, a parte central do filé mignon. Os acompanhamentos do prato eram arroz de brócolis, que veio em uma cor verde acentuada, diferente de outros restaurantes que nem o cheiro do brócolis dá para sentir; além de palmito cozido e batata souflé. Pedi minha carne ao ponto. Demorou um pouco a chegar, mas como tínhamos comido as esfihas, a fome não apertou. Não gostei do palmito e nem da batata, embora tenha comida as batatas que vieram no meu prato e as do prato de Ric. A carne estava bem temperada, mas já comi outros cortes bem melhores no BSB Grill. Ninguém pediu sobremesa. Alguns beberam café Nespresso, o quinto selo branco foi colado em meu segundo libreto, pagamos a conta e peguei a nota legal. A conta foi salgada. Foi o prato mais caro que paguei até aqui no festival. Prato individual ao custo de R$ 43,00. Antes de ir embora, fomos todos conhecer o carro novo de um dos amigos. Como estou querendo trocar de carro, fiquei inspirado quando vi o Bravo Absolute. Voltei para casa de carro, pois Ric não foi a pé como eu para o restaurante. Voltei pensando na possibilidade de trocar de automóvel ainda neste ano. Antes, porém, tenho que fazer as contas, pois a viagem ao México tem prioridade na minha escala de desejos para 2011.


"T-Bone" - BSB Grill Asa Norte

6º FESTIVAL GASTRONÔMICO BRASIL SABOR - BRASÍLIA 2011 - UNANIMITÀ

Sexta-feira sempre é mais tranquilo no trabalho. Aproveitei para deixar minha mesa zerada de processos. Tudo limpo, tudo no prazo correto. Hora de almoçar, chamo alguns colegas de trabalho para mais uma experiência gastronômica do 6º Sabor Brasil. O restaurante escolhido foi o Unanimità (SCLS 408, Bloco C, Loja 25, Asa Sul), mais um empreendimento do chef Dudu Camargo. Famoso por suas porções fartas, o prato do festival não segue esta linha do restaurante especializado na culinária italiana tipo cantina. É individual, mas bem servido, ao custo de R$ 33,00. Éramos três pessoas. Chegamos por volta de 13 horas. O restaurante estava lotado. Pedimos uma mesa, mas nos informaram que teríamos que esperar. Mas nem três minutos se passaram, avisaram-nos de que uma mesa ficara livre, mas era no lado de trás do restaurante, na área externa. Perguntei se era protegida do sol. Com resposta positiva, aceitamos sentar na mesa disponível. Não fazia tanto calor para ficarmos no ar condicionado. Fomos atendidos rapidamente. Dois pediram o prato do festival, enquanto o outro preferiu um picadinho de filé. Pela quantidade de pessoas no restaurante e por a maioria estar pedindo o mesmo prato, pensei que nossos pratos demorariam a chegar, mas isto não aconteceu. "Fetuccine ao molho de camarão e pesto de baru". Bem montado, com belo visual, onde o vermelho do molho de tomate (pomodoro como gostam de colocar no cardápio) se destacava. Claro que era tomate fresco o ingrediente utilizado no molho. Os camarões eram meros enfeites, sem adicionar sabor à pasta. Tal sabor era garantido pelo pesto de baru, bem leve, e pelo adocicado molho de tomate. O fetuccine estava ao dente, permitindo uma aderência adequada do molho. O maitre veio à mesa perguntar se os pratos estavam como desejávamos, aproveitando para dar uma dica para quem comia a massa. Como o molho era bem servido, formando um grande caldo no prato e por sua cor vermelho vivo, era melhor colocar o guardanapo na altura do pescoço. Ele ainda comentou que sabia não ser o mais elegante, mas com certeza pouparíamos de sujar, involuntariamente nossa roupa. Mais que depressa acatamos a sugestão. O prato não me desagradou, mas também não o considerei um "must be tasted". Correto, esta é a melhor definição para ele. Nada de sobremesa, apenas café expresso, mais um selo branco no segundo libreto (o quarto deles), e a conta. Neste restaurante, acabei me esquecendo de pedir a nota legal.


Fetuccine ao molho de camarão e pesto de baru


sexta-feira, 6 de maio de 2011

6º FESTIVAL GASTRONÔMICO BRASIL SABOR - BRASÍLIA 2011 - ALICE

Mais uma dia para almoçar em um dos restaurantes do 6º Brasil Sabor em Brasília. Desta vez com mais gente, todos do meu trabalho. Fomos ao restaurante Alice (SHIS QI 17, Edifício Fashion Park, Lojas 201/204, Lago Sul), onde havia, pelo menos, um terço das mesas ocupadas. O atendimento sempre é bom neste restaurante. Todos em minha mesa escolheram o prato do festival, ou seja, "carne cozida com cerveja preta e cebolas caramelizadas, acompanhada de purê de cará com coco". Ninguém quis o couvert. Ficamos conversando sobre temas do trabalho, enquanto aguardávamos os pratos chegarem. Assim que vieram à mesa, como é de costume no local, todos estavam tampados com aquelas tampas redondas parecendo uma cúpula de igreja. Ao lado de cada prato, uma vasilha de cerâmica vermelha continha o purê de cará com coco. Dois garçons foram os responsáveis por levantar as tampas dos quatro pratos ao mesmo tempo, soltando a frase "Voilà!". Era hora de apreciar o prato. Primeiro com os olhos. Pedaços de carne cozinha em um caldo escuro feito com cerveja preta e mostarda de Dijon e ainda cebolas cozidas caramelizadas. A carne estava no ponto que gosto. Muitos fazem cara feia para carne cozida, mas este tipo de prato me lembra infância, pois era um dos meus preferidos. A carne estava bem macia e o caldo estava delicioso. Nunca tinha comido um purê de cará com coco. Aliás, fazia tempos que não comia cará, um legume que não faltava na mesa de minha casa em Belo Horizonte quando eu morava com meus pais e que aqui em Brasília pouco se vê. A textura do purê estava leve, sem pesar no paladar e a mistura com o coco deixou um gostinho adocicado bem interessante. Obviamente que mergulhei uma colherada do purê no caldo da carne, o que conferiu um sabor ainda melhor. Aprovadíssimo o prato e mais um selo branco em meu segundo libreto. Alguns pediram sobremesa, um creme brulé, que estava com uma aspecto ótimo. Deu até vontade de pedir um, mas resisti, pois nesta fase de dieta, doces só são permitidos aos sábados, regra por mim implantada. O prato do festival é individual, muito bem servido e custa R$ 33,00. Ao final, café expresso para levantar os ânimos para a árdua volta ao trabalho no turno da tarde, onde uma pilha de documentos e mais de cem e-mails aguardavam minhas decisões e respostas. Só consegui sair do trabalho depois de 22 horas, mas com tudo em dia e em ordem. Agora é hora de tentar dormir, coisa que não tenho conseguido ultimamente. São apenas poucas horas de sono por madrugada!


Carne cozida com cerveja preta e cebolas caramelizadas, acompanhada de purê de cará com coco

quinta-feira, 5 de maio de 2011

6º FESTIVAL GASTRONÔMICO BRASIL SABOR - BRASÍLIA 2011 - PEIXE NA REDE ASA NORTE


Filé de tilápia ao molho mediterrâneo com camarão - Peixe na Rede

Quarta-feira, 04/05/2011. Hora do almoço. Os colegas de trabalho, entusiasmados com o 6º Brasil Sabor, me perguntam qual seria a nossa escolha do dia. Como gostam de peixe, sugeri o restaurante Peixe na Rede (SCLN 309, Bloco B, Lojas 36, 40 e 42, Asa Norte). Sugestão acatada, seguimos para o local, onde chegamos perto de 13 horas. Conseguimos nos sentar em uma mesa que acabara de vagar, pois o restaurante estava cheio. Aliás, este restaurante vive lotado, pois tem comida saborosa e a um preço justo. O prato do festival é muito bem servido, em formato individual, ao preço de R$ 23,00. Todos escolheram o prato do festival que dá direito a duas guarnições entre as opções existentes no cardápio. Para acompanhar o filé de tilápia grelhado ao molho de tomate, alcaparras, azeitonas e cebolas, encimado com camarões cozidos, escolhi arroz integral e purê de maçã, guarnição que já conhecia de outras idas ao local. Não demorou a chegar nosso pedido. A louça é em formato de peixe, para nos lembrar sempre que ali esta carne nutritiva é a estrela do pedaço. Como sempre, o filé de tilápia estava bem temperado, grelhado no ponto. O molho é caudaloso, bem servido e casa bem com a leveza da carne do peixe. O purê de maçã estava como das vezes anteriores em que lá comi, ou seja, muito bem feito. Prato digno, sem muitas firulas. Café expresso para terminar, enquanto esperávamos a conta. Mais um selo branco, o segundo do segundo libreto. Aproveitamos o tempo no Peixe na Rede para colocar em dia os assuntos de trabalho, já que temos participado de várias reuniões distintas, o que nos possibilitou ficar atualizados de vários temas. Voltamos ao serviço.

6º FESTIVAL GASTRONÔMICO BRASIL SABOR - BRASÍLIA 2011 - YOURS

Eram quase 21:30 horas de terça-feira, estava ainda no trabalho, quando amigos me convidaram para jantar. Eles queriam experimentar um prato do festival 6º Brasil Sabor, sugerindo irmos ao Your's (SHIS QI 11, Bloco I, Loja 16, Deck Sul, Lago Sul), um dos restaurantes do chef Dudu Camargo. Aceitei o convite, terminei de preparar uma resposta que deveria ser enviada na manhã da quarta-feira, saindo em seguida para encontrá-los. Demorei vinte minutos para chegar ao restaurante, onde meus amigos já apreciavam o couvert da casa. Logo que sentei, pedimos os nossos pratos. Todos escolheram a mesma opção, o prato do festival. O prato é individual, custa R$ 33,00, e consiste de um escalope ao molho rústico. Achei que demorou um pouco a chegar. Não gostei da apresentação. Faltou um incentivo aos olhos, pois não tinha cor. São dois pedaços de escalope envolvidos em um molho rústico de sálvia e presunto Parma, acompanhado de arroz cremoso de parmesão. A carne estava macia, saborosa, o presunto Parma estava cozido, perdendo um pouco o seu sabor característico. O pedaço do presunto vem em cima da carne. Achei o arroz enjoativo, tanto que não consegui comer tudo. Confesso que esperava mais do prato. Café descafeinado para terminar a noite agradável, onde o principal assunto foram Getúlio e Billy, os dois cachorros irmãos que estão em nossas casas. Vimos as diferenças e semelhanças de comportamento entre os dois, separados desde o último domingo e em casas diferentes de onde estavam acostumados. Conta paga, nota legal na mão e um novo libreto com um selo branco, iniciando uma nova série.


Escalope ao molho rústico - Your's

6º FESTIVAL GASTRONÔMICO BRASIL SABOR - BRASÍLIA 2011 - OLIVER

Continuando a experimentar os pratos do 6º Brasil Sabor, foi a vez de conferir o elaborado pelo restaurante Oliver (SCES, Trecho 2, Conjunto O, 2/Parte B, Asa Sul - Clube de Golf de Brasília). Fui com colegas de serviço na hora do almoço. Chegamos por volta de 12:30 horas, conseguindo um mesa no salão interno, onde há ar condicionado. Em pouco mais que quinze minutos, o salão lotou. A facilidade de estacionamento é um dos diferenciais deste restaurante para quem trabalha na Esplanada dos Ministérios, além de ser um local agradável, com muito verde em volta, afinal, está localizado em um clube de golfe. O garçom nem precisou trazer o cardápio, pois todos da mesa pediram o prato do festival: risoto de pera ao vinho com lagostines picantes. O prato demorou um pouco a chegar. Para quem gosta de comer muito, pode ser que fique com fome, mas achei em quantidade adequada. Bem montado, vem com o risoto ao centro com três lagostines formando uma espécie de triângulo, uma pirâmide, ou mesmo uma homenagem à Catedral de Brasília (conclusão estritamente pessoal). O risoto de peras é feito com arroz do tipo carnarolli, sendo os pedaços de pera flambados em vinho do porto branco, além de levar o tradicional parmesão e um pouco de gorgonzola. Este último não se sobressaiu, sinal de que estava em quantidade suficiente para amenizar o sabor adocicado da pera e do vinho do porto. Muito bom o risoto. Já os lagostines, não gostei muito, mas confesso que não sou fã deste espécime do mar. Não há trabalho nenhum em abrí-los, pois a parte comestível já vem exposta, dentro da casca do animal. Não comi tudo, pois um deles estava com a carne com aspecto esbranquiçado e em estado pastoso, quase um liquido. Como já tenho implicância com este fruto do mar, preferi deixar de lado, apreciando o risoto. O molho picante vem ao redor do arroz, possibilitando a quem não gosta muito de pimenta, deixá-lo intocável. Gostei do sabor apimentado com o sabor doce amainado pelo queijo gorgonzola do risoto. Seria um prato sensacional sem os lagostines. Não pedi sobremesa, apenas um café expresso. Completei o primeiro circuito deste festival, pois consegui meu sexto selo branco. Assim, tenho direito a voltar em uma das seis casas onde já fui e comer dois pratos do festival no mesmo dia, ou seja, com direito a levar acompanhante, pagando apenas o consumo de couvert, bebidas, sobremesas, cafés e o serviço. Claro que saí com a nota legal emitida. O preço do prato é R$ 33,00.







Risoto de peras ao vinho com lagostines picantes - Oliver


segunda-feira, 2 de maio de 2011

6º FESTIVAL GASTRONÔMICO BRASIL SABOR - BRASÍLIA 2011 - BHUMI COZINHA ORGÂNICA E SAUDÁVEL

Almoço de segunda-feira com minha chefe e mais um colega de trabalho. Sugeri o restaurante Bhumi Cozinha Orgânica (SCLS 113, Bloco C, Loja 33, Asa Sul), também integrante do 6º Brasil Sabor. Chegamos por volta de 13 horas. O local estava vazio, com poucas mesas ocupadas. Nem quis ver o cardápio, pois escolhi o prato elaborado para o festival gastronômico. Os dois me acompanharam no pedido. Antes mesmo de chegar a bebida, a garçonete já nos trouxe três libretos do festival com o selo branco colado e carimbado. Disse a ela que eu já tinha o libreto, entregando-a a ela para colocar meu quinto selo branco. Logo ela voltou com meu libreto quase completo. Para beber, aproveitei as dicas do dia para os diferentes e excelentes sucos que eles inventam. Pedi uma mistura de atemoya, kiwi e água de coco. Delicioso! Não houve necessidade de adoçar, pois além do agradável sabor das frutas, a água de coco ajuda a deixar o suco leve, mas com um doce agradável. Independente do prato pedido, uma salada de folhas verdes, radichio, rodela de pepino, cenoura e beterraba cruas raladas bem fininhas foi servida como entrada, cortesia da casa. Verduras e legumes crus, orgânicos e frescos sempre são saborosos, mesmo quando nada colocamos. O sabor de cada ingrediente era marcante. Coloquei apenas um pouco de azeite para dar uma realçada no já ótimo gosto destas iguarias naturais. Em seguida, o prato principal chegou à mesa: ravioli integral recheado com musseline de pupunha, castanha de baru ao molho de tomates frescos e cogumelos shimeji dourados em ghee e agrião. Não sabia o que era ghee, mas logo fiquei sabendo que se tratava de um tipo de manteiga clarificada muito utilizada na culinária indiana. Os raviolis eram gigantes. Na verdade, o prato vem com duas unidades destes raviolis, apelidados de raviolones. O recheio de pupunha e castanha do baru estava bem macio, se sobressaindo a pupunha. Acho bem legal esta vertente da culinária que valoriza os produtos vegetais da região, no caso espécies do cerrado brasileiro, o que garante desenvolvimento sustentável e fonte de saúde, pois os alimentos estão sempre frescos. O recheio da massa quase não tinha tempero, o que ficou ótimo, pois a manteiga indiana deu o sabor total ao ravioli. Por ser massa integral, o prato acabou ficando escuro demais, mas isto não quer dizer que estava ruim, muito antes pelo contrário, apenas visualmente não me impressionou. Quando levei a primeira garfada à boca, vi que a textura da musseline garantia consistência e leveza ao prato. Ele é bem servido, individual e custa R$ 33,00. Achei ótimo!


Área externa do agradável restaurante Bhumi - Cozinha Orgânica


Ravioli integral recheado com musseline de pupunha, castanha de baru ao molho de tomates frescos e cogumelos shimeji dourados em ghee e agrião

domingo, 1 de maio de 2011

6º FESTIVAL GASTRONÔMICO BRASIL SABOR - BRASÍLIA 2011 - ESQUINA MINEIRA

O sábado amanheceu bonito em Brasília. Amigos me convidaram para almoçar juntos no restaurante Esquina Mineira (SCRN 704/705, Bloco D, Loja 43, Asa Norte). Combinamos um horário mais tarde, pois lá costuma ficar bem cheio devido ao buffet de comida mineira. Como o restaurante também integra o 6º Sabor Brasil, decidi que experimentaria o prato especialmente preparado para a ocasião. Cheguei primeiro e pedi uma mesa para quatro pessoas. Estava bem cheio, mas o ápice de movimento já estava no final. Todas da mesa fizeram a mesma escolha, "bacalhau grelhado com brócolis, alho crocante e purê de batata baroa". Prato individual, bem servido, custando R$ 33,00. Achei estranho um restaurante especializado na culinária mineira preparar justamente um bacalhau. Até onde me lembro, não é uma tradição da comida de meu Estado tal prato, mas o purê de batata baroa sim, é uma iguaria bem apreciada em Minas Gerais. Não houve demora na chegada dos pedidos à mesa. Parece que é uma tônica deste festival a bela montagem dos pratos, como pode ser constatado na foto ao final desta postagem. Os acompanhamentos tinham uma coloração que enaltecia as cores características do Brasil, o verde do brócolis e o amarelo do purê de batata baroa. O alho crocante vem por cima da posta alta do bacalhau. Achei o peixe com sal um pouco além da conta. Não era exagerado, mas poderia estar menos salgado. O alho crocante ajudou a potencializar este sabor acentuado de sal. Estava bem feito, grelhado no ponto. As lascas de bacalhau saíam sem maiores problemas com o uso do próprio garfo. Algumas azeitonas pretas enfeitavam a composição, nos lembrando que o prato tinha uma inspiração portuguesa, com certeza. Quanto aos acompanhamentos, o brócolis estava com cozimento um pouco além da conta, não estava crocante, como gosto. Já o purê de baroa estava sensacional. Foi o que mais apreciei. Deixei para comer a maior parte do purê ao final, o que ajudou a limpar as papilas gustativas do sal. Foi muito oportuna esta combinação, pois não senti, ao longo do dia, necessidade de beber muita água, o que geralmente ocorre quando comemos alguma coisa salgada. Um detalhe que vale destacar é que a escolha do prato do festival dá direito a se servir no buffet de sobremesas mineiras, sem nenhum custo adicional. Como era sábado, dia que reservei para comer doces, me servi de porções bem modestas de doce de leite talhado, de mangada e de ambrosia, além de um queijo minas para acompanhar, como é praxe no meu querido estado natal. A ambrosia estava sem sabor, meio fim de feira, mas a mangada estava bem gostosa, assim como o doce de leite talhado. Ainda bebemos café espresso, enquanto aguardava o meu quarto selo branco ser colado em meu libreto. O restaurante já estava praticamente vazio. Olhamos o relógio. Eram quase 16 horas, horário em que ele fecha aos sábados. Pagamos a conta, peguei a nota legal, voltando para casa para descansar um pouco, pois mais um show me aguardava na noite de sábado. Desta feita, o novo espetáculo de Vanessa da Mata, no mesmo local onde assisti Ana Carolina na noite anterior.


Esquina Mineira


Bacalhau grelhado com brócolis, alho crocante e purê de batata baroa


Sobremesas mineiras


6º FESTIVAL GASTRONÔMICO BRASIL SABOR - BRASÍLIA 2011 - EL PASO LATINO

Saindo do show de Ana Carolina, fui direto para o El Paso Latino (SCLS 404, Bloco C, Loja 19, Asa Sul) para encontrar com amigos. Uni o útil ao agradável, pois encontrei com eles e ainda experimentei mais um prato do 6º Sabor Brasil. O restaurante é primo-irmão do El Paso, Texas, restaurante de comida mexicana onde almocei na mesma sexta-feira. Quando cheguei, estava lotado, com pessoas na fila de espera. Ainda bem que meus amigos já tinham mesa, pois, do contrário, teria que aguardar uma vaga. O prato do festival é o "Duo de Ceviches". Prato individual, muito bem servido, custando R$ 33,00. Como o nome indica, são dois tipos de ceviches, iguaria da culinária peruana que caiu nas graças do público mundial. Um de camarões empanados com panko, uma farinha parecida com a nossa farinha de rosca, feita de migalhas de pão. A palavra panko tem origem japonesa, mas é muito consumida no Peru, país com grande colônia nipônica que influenciou a culinária daquele país andino. O outro ceviche é de robalo em molho de três pimentas, as famosas ajís peruanas. Os acompanhamentos deste duo são uma causa peruana de salpicão de frango e maçã e um bolinho de mandioca com molho à la huancaina. Para quem não sabe, uma causa é um bolinho de massa de bata com limão, bem suave e leve na boca, podendo ser recheado de diversos ingredientes. No caso, o doce do salpicão contrastou bem com o azedinho da massa da causa. O molho à la huancaina é um preparado que leva vários ingredientes, entre eles uma pimenta típica do Peru. Como vemos na foto postada abaixo, o visual do prato é nota dez e o sabor é mil. A textura do robalo estava fantástica. Completa o prato um potinho de milho frito, um tipo que não temos no Brasil, levemente apimentado. Não é por mero acaso que percebi a maioria das mesas consumindo este prato. A causa peruana é um caso à parte, deliciosa. Acho que ela deveria entrar no cardápio normal da casa. É uma excelente opção como entrada. Meu prato favorito para ser repetido neste festival. Ainda fiquei muito tempo no restaurante, só saindo depois de duas horas da manhã. Quando notamos, só havia nós no local. Mais um selo branco em meu libreto do festival.


"Duo de Ceviches" - El Paso Latino

Gastronomia Brasília

6º FESTIVAL GASTRONÔMICO BRASIL SABOR - BRASÍLIA 2011 - EL PASO, TEXAS

Sexta-feira, 29/04/2011, segundo dia do 6º Brasil Sabor. Fui conferir o prato preparado pelo El Paso, Texas (SCLS 404, Bloco C, Lojas 19/23, Asa Sul). Gosto muito deste restaurante, sempre movimentado de gente bonita, ótimo atendimento e um excelente astral. O prato já começa interessante em seu próprio nome: "Picadillo Xóchil", que lembra, imediatamente, algo ligado ao México, mesmo sem sabermos seu significado. A grafia do nome nos leva a fazer tal relação. Pesquisei na internet e achei várias referências a Xóchil, especialmente em sobrenomes de mexicanos. Um importante historiador da chamada Nueva España assinava Fernando Alva Ixllil-Xóchill. Seus livros ajudaram a entender a história mexicana e faziam parte do acervo de um monastério franciscano. Bela homenagem fez o El, Paso. Voltando ao prato, ele é individual, bem servido, ao custo de R$ 33,00. O visual dos pratos no El Paso, Texas sempre foi um ponto característico do restaurante. Não foi diferente com este picadinho de carne. Assim que fiz meu pedido, na hora do almoço, uma porção de topopos, salgadinhos fritos à base de milho, com um molho vermelho (salsa roja) muito consumido pelos mexicanos, feito com tomates e coentro, foi servido como cortesia da casa. Para quem está com fome, um ótimo petisco enquanto se espera o prato, que não demorou a chegar. Vou reproduzir aqui a descrição do prato como está no libreto do festival: "filé mignon cortado na ponta de faca coberto com queijo branco fundido. Acompanha champignons salteados com pimenta, topopos e arroz campesino." Como se pode ver na foto ao final desta postagem, o visual do prato é primoroso, com o charme da bandeira mexicana nele espetada. O arroz campesino que o acompanha  é branco com milho verde cozido. O queijo fundido e o molho de champignons, pimenta, cebolas roxas picadas e pimentões vermelhos, tem um sabor levemente ácido, deixando a carne com um sabor que dá uma sensação de querer comer mais. A pimenta constante no molho não é agressiva, não comprometendo em nada o sabor do prato. Pelo contrário, casou bem com todos os ingredientes e não se sobressaiu. Gostei muito do "Picadillo Xóchill". Pedi um café descafeinado (ótimo saber que os restaurantes de Brasília já começam a oferecer esta opção), entreguei o libreto para colar o selo do prato, que veio na cor branca, como deveria ser, paguei a conta, aguardei a nota legal e fui trabalhar, já pensando em qual restaurante iria jantar naquela noite.



O alegre colorido do El Paso, Texas


"Picadillo Xóchil"

Gastronomia Brasília



6º FESTIVAL GASTRONÔMICO BRASIL SABOR - BRASÍLIA 2011 - CAFÉ SAVANA

Comecei a maratona do 6º Sabor Brasil almoçando no Café Savana (SCLN 116, Bloco A, Loja 04, Asa Norte) na quinta-feira, dia 28/04/2011. O prato preparado para o festival gastronômico é o "Filet Bourguignon" (R$ 33,00, servindo uma pessoa), uma adaptação de um clássico da culinária francesa, o famoso boeuf bourguignon. No prato do Savana foi utilizado o filé mignon, enquanto na França costuma-se usar partes mais duras da carne bovina.  Nesta releitura, a carne ficou mais macia, méritos do filé mignon, deixando o prato mais leve. Bem servido e bem montado, quando chegou à mesa, já me despertou a vontade de experimentá-lo. O molho de legumes, onde a cenoura se sobressaía, vinho e bacon estava bem temperado e envolvia a carne de modo a deixá-la com um sabor especial. O acompanhamento, básico, foi ideal para o prato: batatas cozidas salpicadas de ervas. Muito bom. Finalizei com um café, enquanto aguardava o primeiro selo em meu catálogo do festival, lembrando que a cada seis selos em restaurantes diferentes, temos um dos seis pratos de graça em uma nova visita, respeitado o período de vigência do festival. A novidade deste ano é que a cada semana o selo muda de cor. Se os seis selos forem colados na mesma semana com a mesma cor, ganha-se dois pratos no mesmo restaurante. Ótimo incentivo para um almoço a dois. A primeira semana tem mais de sete dias, apenas para questões de ajuste à semana civil, cujo período vai de 28/04 a 08/05. A cor do selo desta semana é branca. Devemos ficar atentos, pois já soube de confusão em restaurantes onde foi colado um selo de cor diversa da branca. Iniciei bem minha maratona, pois gostei bastante do prato. A seguir, fotos do Café Savana e do prato do festival.



Café Savana


"Filet Bourguignon" - Café Savana

Gastronomia Brasília

sexta-feira, 29 de abril de 2011

BRASIL SABOR - 6ª EDIÇÃO BRASÍLIA


Fui convidado por amigos para a festa de abertura do 6º Brasil Sabor, edição Brasília, festival gastronômico que acontece anualmente durante um mês inteiro. No caso, o festival estará em 87 restaurantes da cidade no período de 28 de abril a 29 de maio de 2011. Desta vez, o evento de abertura mudou de endereço. Saiu do Centro de Convenções Ulysses Guimarães e se estabeleceu no IESB (L2 Sul, Quadras 613/614, Asa Sul). Marcado para começar às 20 horas, resolvi só chegar após 21 horas, porque sempre há atrasos, além de um extenso cerimonial de abertura. No convite, individual, exigia-se uma confirmação por telefone,o famoso R.S,V.P., além de informar que o traje exigido era esporte fino. Peguei os convites, meu e de Ric, na tarde de terça-feira, mesmo dia em que seria realizada a abertura do festival. Já que havia a solicitação de confirmar presença, liguei para o número indicado no convite e fiz nossas confirmações. O primeiro ponto positivo que achei em relação à mudança de local foi a facilidade de estacionamento, já que para o evento eram esperadas 3.000 pessoas, sendo 2.000 convidados e 1.000 entradas vendidas ao preço unitário de R$ 100,00. Logo na entrada, pessoas sorridentes, vestindo o avental alusivo ao festival, recolhiam o convite e davam as boas vindas. Muitos que chegavam não estavam vestidos como exigido no convite, mas ninguém era impedido de entrar. Este é um ponto que acho que os organizadores devem repensar. Sei que se deixarem livre, aparecerá gente de regata, bermuda e chinelo, mas exigir esporte fino é um exagero para um festival onde as pessoas ficam circulando entre os stands armados pelos restaurantes com pouquíssimos lugares para se sentar. Pode haver uma flexibilização, sem avacalhação. De qualquer forma, se queriam evitar pessoas de bermudas, não conseguiram, pois vi pelo menos uma dezena de jovens com tais trajes. Podem dizer que faziam a linha "modernos", mas de qualquer forma destoavam daqueles que colocaram, pelo menos, um paletó. Quando chegamos, a solenidade tinha terminado naquele instante e muitos convidados já circulavam pelo amplo espaço do IESB. Outro ponto positivo da mudança foi justamente tal espaço, com pé direito bem alto, arejado em noite muito agradável. Um ponto a corrigir foi a pouca luz nos espaços de circulação. Vi algumas senhoras tropeçando, pois não conseguiam enxergar direito. Nos stands havia boa iluminação, mas deveria ter uma melhor iluminação em todo o espaço. Para quem ficou no final do corredor de entrada, havia um cheiro forte de esgoto (talvez vindo da estação de tratamento de água e esgoto localizado na L4). Para quem bebe (não é o meu caso), especialmente para quem pagou entrada, um erro foi a cerveja e o vinho terem acabado antes das 23 horas, quando ainda havia muita comida nos diversos restaurantes participantes do festival. Falha enorme que nunca aconteceu em aberturas anteriores. No mais, foi a melhor abertura de que participei (acho que fui em todas), não faltando talheres nos stands, pois uma grande brigada de garçons foi contratada para recolher os talheres sujos rapidamente, fazendo de forma, também célere, a reposição. A limpeza constante, inclusive dos banheiros, também é digna de elogios. E o elemento principal, a comida, estava ótima. Houve oportunidade de experimentar tudo que se queria sem tumulto. Ou melhor, com exceção das duas casas que ofereciam chocolates, pois nestas havia sempre as esfomeadas (sim, a maioria era formada por mulheres) que embrulhavam doces e mais doces para levar para casa. Aqui não é falha da organização, mas sim falta de educação de algumas pessoas. No mais, aproveitei bastante e experimentei alguns pratos que me deram a ideia do périplo que farei durante estes dias de Brasil Sabor em Brasília. Na saída, ganhamos mudas de pitanga, ofertado pela Kaza Chique, uma ideia original e ecologicamente correta. Parabéns aos organizadores e aos restaurantes participantes que abrilhantaram a noite. Tenho certeza que as falhas aqui apontadas já estão em análise pela organização para que sejam evitadas no próximo ano.