Pesquisar este blog

sábado, 19 de fevereiro de 2011

QUANDO O CANTO É REZA


Noite de quinta-feira. Estava exausto, após dois dias coordenando uma reunião, oito horas por dia, a maioria do tempo em pé. Longe de casa, com trânsito lento, fiquei ouvindo o cd Quando O Canto É Reza, último trabalho de estúdio de Roberta Sá, que para este disco, se uniu ao Trio Madeira Brasil. Delicioso de se ouvir, o cd só possui gravações de canções do baiano Roque Ferreira. No caminho para casa, consegui relaxar a mente, embora o corpo pedia uma cama, um urgente descanso. Porém, a mente venceu o corpo, pois tinha ingresso (R$ 20,00 a inteira) para assistir ao show baseado justamente neste cd que escutava no carro. O preço popular do ingresso é devido ao Projeto MPB Petrobrás, que trouxe nos últimos dois anos algumas atrações da música brasileira ao palco do principal teatro de Brasília, a Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro (que precisa urgentemente de uma repaginada e de uma ampla reforma). O projeto tem uma característica importante: um artista local abre o show da atração da noite. Nesta quinta-feira, com o teatro totalmente lotado, a abertura ficou por conta de Henrique Neto, filho de Reco do Bandolim, presidente do sempre aclamado Clube do Choro de Brasília. Henrique mostrou que filho de peixe, peixinho é. Excelente violinista, fez um show curto, mas memorável. Não se intimidou com as proporções do teatro, tocando lindamente seu violão, reverenciando músicos de primeira grandeza, como Ernesto Nazaré, Baden Powell, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, entre outros. Foi bastante aplaudido ao final de sua apresentação. Como sempre acontece em espetáculos onde há mais de uma atração, houve uma demora na montagem do palco para o show principal, mas o tempo de espera acabou sendo maior do que o programado, pois houve problemas com um dos retornos dos músicos do Trio Madeira Brasil. O anúncio do show de Roberta Sá & Trio Madeira Brasil se deu às 22 horas. Foi lindo. O repertório do show foi todo de canções de Roque Ferreira, basicamente as músicas do cd, como as ótimas Zambiapungo (esta Roque Ferreira fez em parceria com um dos integrantes do Madeira Brasil, Zé Paulo Becker), Tô Fora, Orixá de Frente, Cocada, Xirê e A Mão do Amor. Achei o show mais vibrante do que o disco. Os percussionistas Zero e Paulino Dias, também presentes no disco, impuseram um ritmo mais pulsante no palco. As músicas cresceram executadas ao vivo. Roberta Sá, como sempre, foi uma simpatia, dançando, cantando e seduzindo a plateia. Os três integrantes do Madeira Brasil, discretos, elegantes, mas de uma competência ímpar. A sinergia entre músicos e cantora foi total. Os flashs de câmeras fotográficas e de celulares não paravam de pipocar na plateia. Havia momentos em que Roberta Sá parecia fazer poses para as fotos. Embora as músicas de Roque Ferreira, em sua maioria são um convite para sacolejar o corpo, com sambas bem marcados como os feitos na Bahia, o público ficou contemplando o belo espetáculo que assistíamos. Roberta Sá usava um belo vestido longo, de um bege bem claro, com aplicações douradas em forma de flores. Nas duas mãos, aneis grandes também em motivos florais. Como em muitas das músicas o sincretismo religioso baiano está presente, imaginei que Roberta Sá, com aquele figurino, queria fazer uma oferenda à Iemanjá. Na verdade, ela fez uma oferenda de alegrias para todos que compareceram à Sala Villa Lobos na noite de quinta-feira. O show durou, com o bis, 75 minutos. Quando fui embora, até o corpo estava relaxado. Dormi um sono tranquilo. Belo show, que merece ser visto e revisto.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

TRABALHO DURO EM SÃO PAULO

Segunda-feira pesada em São Paulo. Reunião de 9:00 às 19:00 horas, incluindo o almoço de apenas uma hora de duração, que também foi dedicado ao trabalho. Cansativo, mas muito produtivo. Minha cabeça está girando. Quero apenas dormir, pois viajo bem cedo para Brasília.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O DISCURSO DO REI

Depois de rever alguns colegas de trabalho, entre eles um amigo antigo, todos juntos em um ótimo almoço no sempre cheio Mestiço (Rua Fernando Albuquerque, 277, Bela Vista), aceitei a proposta do amigo para vermos um filme. Como ele já havia assistido Cisne Negro, optamos por outro candidato ao Oscar 2011 de melhor filme. O escolhido concorre a doze estatuetas douradas. O Discurso do Rei (The King's Speech), de Tom Hooper, co-produção de Inglaterra, Austrália e Estados Unidos de 2010, com Colin Firth (Rei George VI), ganhador do Globo de Ouro 2011 por melhor ator em drama, Helena Bonham Carter (Rainha Elizabeth), em um raro momento no cinema onde não interpreta personagens desequilibradas, e o premiado Geoffrey Rush (Lionel Logue), vivendo um ator shakespeareano frustrado que tem papel fundamental na trama como o ajudante do futuro rei em se ver livre de sua gagueira. Baseado em fatos reais, com excelente reconstituição de época, especialmente cenários e figurinos, já sabemos de antemão que o Rei George VI conseguirá fazer seu discurso sem gaguejar quando o Reino Unido entra na Segunda Guerra Mundial. O bom do filme é ver dois excelentes atores em cena, numa sinergia interpretativa sensacional: Colin Firth e Geoffrey Rush. Não é a toa que ambos são candidatos ao Oscar 2011. O primeiro na categoria de melhor ator e o segundo como melhor ator coadjuvante. Helena Bonham Carter também brilha, candidata ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, mesmo fazendo um papel menor, uma esposa dedicada ao Duque de York, futuro Rei da Inglaterra, sem arroubos e sem esquisitices. O diretor Tom Hooper consegue envolver a plateia em um clima interessante, pois mesmo quem já conhecia a história, fica apreensivo com o primeiro discurso do rei em rede mundial da rádio BBC. Só vi três dos 10 filmes candidatos na principal categoria até agora, não podendo dar uma opinião segura, mas dos três que assisti (O Discurso do Rei, A Origem, A Rede Social), gostei mais do filme de Christopher Nolan, A Origem, mas sei que suas chances são mínimas. Pretendo ver mais filmes durante esta semana para formar uma opinião mais contundente. Entre os atores, tanto Colin Firth, como o rei gago, quanto Javier Barden, o doente terminal em Biutiful, estão excelentes. A Academia gosta de ingleses e gosta de personagens que tenham algum tipo de deficiência (a gagueira), assim, Colin Firth sai levando vantagem. Vi O Discurso do Rei na sala 6 do Cine Bristol, complexo de cinemas da Play Arte no pequeno Shopping Center 3 na Avenida Paulista. A sala estava quase lotada. Um fato me perturbou durante o filme. Um funcionário saiu da sala, deixando a porta entreaberta. Como estava sentado na última fileira, bem próximo à porta de saída, o barulho que vinha de fora atrapalhava a audição. Esperei um pouco, mas ninguém que trabalha no cinema percebeu isto. Tive que me levantar para fechar a tal porta. É um problema recorrente nas salas do Cine Bristol, fato relatado pelo meu amigo que mora em São Paulo, especialmente nas sessões de final de semana, quando o fluxo de pessoas ali é muito grande. A proteção acústica já não ajuda, e ainda há funcionários do próprio cinema que deixam a porta aberta. A direção precisa cuidar disto, afinal o ingresso custa muito caro - R$ 20,00 a inteira. Voltando ao filme, gostei do que vi, especialmente do desempenho de Rush.

LEITURA DE GUIAS

Dediquei estes últimos dias para preparar o roteiro de minha viagem de férias, ou melhor, as cidades e a quantidade de noites em cada uma delas já estava definido, o que fiz foi detalhar o dia a dia, pesquisando  guias impressos que tenho da Itália, onde ficarei mais tempo (ainda falta fazer o mesmo para Bélgica e França), além de muita leitura de blogs e dicas na internet. Fiquei o sábado todo sentado em frente ao computador, com pausa para almoço (em casa), banho e banheiro. Várias janelas ficaram abertas, especialmente mapas do Google, Guia Michelin da Itália e os de transporte coletivo italiano (trens, ônibus, bondes e metrôs). Aproveitei para solicitar reserva em alguns restaurantes estrelados no famoso Michelin, com resposta positiva já de dois deles, ambos em Nápoles. Com a ajuda da escala de horários de ônibus e trens, consegui mudar um pouco o roteiro inicialmente previsto, visitando no mesmo dia, com deslocamentos de trem, os sítios arqueológicos de Pompéia e de Herculano, deixando a excursão ao Vesúvio para outro dia, partindo de ônibus diretamente de Nápoles. De tanto consultar o mapa da cidade, já decorei caminhos onde estão concentrados os principais pontos turísticos da terceira mais populosa cidade italiana. Até mesmo o tempo médio de deslocamento a pé ou de táxi já consultei. A próxima cidade a ser detalhada é Milão, onde ficarei três noites. Será menos difícil, pois já conheço uma parte, além de já ter comprado entradas para a ópera Morte em Veneza no aclamado e famoso Teatro alla Scala. Vou pesquisar sobre restaurantes, baladas e compras (embora não esteja fazendo um viagem com este objetivo).
O domingo não será dedicado à planilha de viagem, uma vez que me encontro em São Paulo, em viagem de trabalho. Como cheguei antes do almoço, aproveitarei para encontrar com colegas de serviço que não vejo há muito tempo para colocarmos o assunto em dia em um prazeroso almoço. Se sobrar tempo, verei algum filme candidato ao Oscar. Estão falando bastante em Cisne Negro, uma das minhas opções.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

DETECTORES DE METAL NOS AEROPORTOS BRASILEIROS

Tendo em vista as atribuições de meu trabalho, acabo viajando muito pelo país, além, é claro, das viagens a turismo que faço questão de fazer em meus momentos de folga. Assim, frequento bastante os aeroportos brasileiros. Ultimamente, tenho notado um comportamento sem nenhum tipo de padronização no controle de segurança assim que cruzamos a porta que dá acesso à sala de embarque. Os detectores de metal não são regulados na mesma intensidade. Este descontrole da intensidade se dá tanto entre os aparelhos colocados lado a lado no mesmo aeroporto, quanto de um aeroporto para outro. Seria de propósito para que os passageiros frequentes não se acostumem com o que é detectado ou não em um determinado aeroporto? Não sei responder, só sei que há casos exagerados como o que ocorreu comigo nesta última quinta-feira no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, Minas Gerais. Estava retornando de Belo Horizonte para Brasília em voo Gol no meio da tarde. Cheguei com a antecedência necessária ao aeroporto, embora com o check in previamente feito pela internet. Dirigi-me para a sala de embarque, mostrei meu cartão de embarque e fui para a fila de um dos detectores de metal, o mais à esquerda de quem entra pela sala de embarque B. Como sempre faço, já deixei chaves, moedas, telefone celular e embalagens com comprimidos dentro de minha bolsa para evitar que a máquina apite. Coloquei minha mala de mão e a bolsa na esteira da máquina e cruzei o portal do detector. Imediatamente a luz se acendeu, acionando a sirene própria. Educadamente, um dos responsáveis pela segurança pediu que eu retornasse e tirasse o cinto. Fiz o que ele me pediu. Cinto na bandeja, passei novamente no portal. Luz e sirene acionados. Era hora de tirar o relógio. Também o fiz, colocando meu relógio de pulso na bandeja. Passo pela terceira vez no portal. Luz e sirene dão sinal de vida. Um dos seguranças diz que a máquina acusa algo nos meus pés. Levanto a calça. Ele pergunta se me incomodaria de retirar meus sapatos. Disse que não, mas já estava um pouco irritado, pois se a máquina acusava algo embaixo, porque tive que tirar cinto e relógio antes. Pois bem, sapatos tirados, apenas as meias nos pés. Sapatos passam dentro da máquina e eu, pela quarta vez, passo pelo portal. Adivinhem: luzes e sirene acionados! Já em tom irritado, perguntei se queriam que eu tirasse minha roupa, pois nada mais restava a fazer. Só então um dos seguranças pegou um daqueles aparelhos manuais, como um scaner e passou no meu corpo. Nada foi acusado, nem poderia, pois não tinha nada de metal na minha roupa ou em meu corpo. Perguntei o motivo pelo qual os aeroportos não seguiam um padrão, já que o país era um só e as regras eram as mesmas. A resposta foi evasiva, sem muito fundamento. Citei como exemplo os aeroportos dos Estados Unidos, onde antes de chegarmos à máquina, somos avisados que devemos tirar sapatos, pulseiras, relógios, cintos, chaves, moedas, celulares, notebooks de dentro das malas, casacos, chapéis, ou quaisquer outros objetos metálicos para passar pelo portal. Todos já conhecem as regras. Aqui no Brasil, parece valer o que o chefe da segurança do aeroporto determina. O pior de tudo é que não há nenhum lugar para você se sentar perto das máquinas para você calçar novamente os sapatos, colocar seu cinto, e ainda mandam passar imediatamente o próximo da fila pelo portal. Fica um congestionamento de malas no final da esteira da máquina, além de gente empurrando para passar. Para piorar mais ainda, não se sabe para quem reclamar, pois há mais de um órgão responsável pelos aeroportos brasileiros. Ficamos sem saber se reclamamos para a Infraero (que gastou muito dinheiro para informar suas funções no aeroporto), para a ANAC, para o Ministério da Defesa, ou para o Papa. Sempre me disseram que onde tem mais de um responsável, ninguém é o responsável. Creio ser esta a realidade brasileira. Voltando ao detector de metais, enquanto calçava o sapato (sem sentar, diga-se de passagem) e colocava o meu cinto para a calça não cair, disse ao segurança que estava com o mesmo sapato, a mesma calça e o mesmo cinto quando fiz o trecho Brasília-Confins e que ao passar pelo portal da mesma máquina no Aeroporto de Brasília, nenhuma luz se ascendeu ou a sirene soou. Ele disse que as regulagens dos aparelhos eram definidas por cada aeroporto. Esta frase do segurança mostra claramente que falta padronização. O volume de passageiros só aumenta nos aeroportos e com a proximidade da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e das Olimpíadas em 2016, estas coisas precisam ser equacionadas, com uma padronização mínima na segurança dos aeroportos do Brasil.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

BIUTIFUL

Depois de ver dois filmes infantis, mudei radicalmente de gênero, escolhendo um dos candidatos ao Oscar 2011 de melhor filme estrangeiro, em cartaz no Embracine CasaPark (R$8,00 meia entrada). Trata-se de Biutiful (Biutiful), co-produção México e Espanha de 2010, dirigida por Alejandro González Iñárritu. No início do filme, ainda nos créditos, fiz uma comparação com o delicioso filme de Woody Allen Vicky Cristina Barcelona, por dois motivos. Ambos tem o ator espanhol Javier Bardem no elenco e são rodados em Barcelona. As semelhanças acabam por aí. Enquanto no primeiro predomina o glamour e a beleza de Barcelona, além de Javier Bardem fazer um bon vivant, cheio de charme e sedutor. Já em Biutiful, Javier Bardem é Uxbal, um homem que vive no submundo de Barcelona, retratada como uma cidade feia, suja e cinzenta. Neste submundo, onde prostituição, drogas, bebidas são frequentes, Uxbal tem seu ganha pão na exploração de imigrantes ilegais africanos e chineses, incluindo corrupção da polícia. Ele recebe um diagnóstico que tem câncer avançado na próstata, já com evolução para ossos e fígado, com chances de viver, se fizer os tratamentos químicos, no máximo dois meses. Com a notícia, ele repensa sua vida, especialmente a relação com os dois filhos, com a mulher, com seu irmão e com os africanos e chineses. Além disto, ele tem o poder da mediunidade, conseguindo contato com os mortos logo que há a desencarnação da alma. Desta vez, Iñárritu optou por fazer uma história linear, sem ter o mosaico de enredos que seus filmes anteriores (vide Amores Brutos, 21 Gramas e Babel). Mas para não negar a sua característica, em uma única história, há diversas informações: imigração ilegal, corrupção policial, relacionamento familiar, especulação imobiliária (um cemitério é destruído para dar lugar a um edifício), relacionamento homossexual, doença terminal, mediunidade. Esta profusão de temas poderia atrapalhar a história, pois nenhum deles tem um aprofundamento adequado (esta é uma constante nas críticas que li sobre o filme), mas achei que o enredo funcionou bem. O central é o drama de consciência por que passa Uxbal ao saber que tem pouco tempo de vida. Bardem, como sempre, está sensacional. A Barcelona mostrada nem de perto é a que conhecemos com seus famosos pontos turísticos. No filme, é sempre feia, suja, degradada. Quando alguns pontos turísticos são mostrados, a perspectiva é sempre à distância, meio sombreado (o caso do Montjuic e da Catedral da Sagrada Família), como se os personagens retratados vivessem à margem da euforia turística que toma conta da cidade. Ao ver o filme, entendemos o porque do título estar escrito de forma errada. De qualquer forma, podemos concluir que há beleza na tristeza, mesmo que de forma tão sofrida. O filme é forte, um soco inglês em nossa cara. Um dos melhores filmes que já vi.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ZÉ COLMEIA - O FILME

Neste último domingo continuei com minhas tarefas de programar o novo roteiro de minhas férias e dar atenção ao garoto de cinco anos, sobrinho de Ric e nosso hóspede de final de semana. Passei a manhã na internet, pesquisando preços de entradas de museus, passeios por perto da cidade onde me hospedarei e dicas de restaurantes. Quando a fome bateu, saímos para almoçar. Rafael, o garoto, perguntou se iríamos novamente ao cinema. Quando disse que sim, ele abriu um largo sorriso no rosto. Para facilitar as coisas, combinamos almoço e cinema no mesmo local, ou seja, em um shopping, desta feita o Pátio Brasil, onde não ia há mais de um ano. Filme escolhido, sessão das 15:20 horas, com tempo de sobra para o almoço. Ao invés de ficar na praça de alimentação, sentamo-nos no restaurante Dom Francisco Pátio, com um amplo serviço de buffet. De dieta, fiquei com as opções que posso comer, ou seja, folhas, legumes, arroz integral e uma posta de bacalhau. Ric, que já saiu de casa não se sentindo bem, passou mal e decidiu voltar para casa. Eu e Rafael ficamos para o restante do programa. Foi um pouco mais demorado, pois tive que esperar o garotinho acabar de almoçar. Já saímos do restaurante bem perto da hora de início da sessão de Zé Colmeia - O Filme (Yogi Bear), produção americana de 2011, dirigida por Eric Brevig. Usando meu cartão de crédito, paguei meia entrada (R$8,50). Não tinha informações sobre o filme. Na verdade, achei que era um longa metragem animado baseado nos desenhos que assistia quando menino. Errei. É um filme onde elenco real interage com os personagens Zé Colmeia, Catatau e uma tartaruga boca de sapo criados com a ajuda de computadores. O cinema tinha um bom número de crianças pequenas, como o Rafael, que ficaram impacientes com a história. Ela não chama a atenção da garotada quando os atores reais estão em cena, especialmente o romance entre o Guarda Smith e a documentarista, e as falcatruas do prefeito da cidade que quer lotear Yellow Stone, o parque onde vive o famoso urso falante. Quando estão em cena os personagens oriundos do desenho animado, a coisa muda de figura, e as crianças se divertem muito. Particularmente, dei boas risadas, especialmente porque lembrava dos desenhos que assistia no passado, mas confesso que os ursos em desenho animado eram infinitamente mais divertidos e carismáticos do que os que vemos na telona. O enredo é pra lá de previsível, com todos se unindo para proteger o parque das intenções maléficas do prefeito. Nem mesmo os atores reais conseguem uma empatia com o público. Fico com o desenho animado. Perguntei ao Rafael se havia gostado. Ele me respondeu que mais ou menos e que tinha preferido o desenho que vimos no sábado (Enrolados). Ele disse que o urso era muito chato. Talvez seja melhor eu mostar o desenho para ele...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

CONTAGEM REGRESSIVA PARA FÉRIAS, ENFIM!

Depois da frustração da viagem planejada desde abril de 2010 para o Egito, Jordânia e Israel, com os consequentes cancelamentos e solicitações diversas de reembolsos do que já havia sido pago, consegui definir o roteiro "alternativo" de minhas férias. Infelizmente, não foi possível conciliar desejos e vontades de última hora. Assim, o grupo de doze amigos que estariam no próximo mês viajando juntos não mais ficará junto. Alguns cancelaram totalmente a viagem e remarcaram as férias, enquanto outros decidiram por novos destinos. Eu, Ric e mais dois amigos conseguiremos ficar juntos nos quatro primeiros dias da viagem, pois isto já estava planejado anteriormente, mas depois, seremos apenas eu e Ric pelo roteiro que fiz às pressas, com muita consulta à guia e internet, simulando compras, comparando preços, reservando hoteis, comprando bilhetes de trem e de avião, além da necessária troca de parte do trecho de volta para o Brasil, já que o bilhete emitido tinha ponto de partida Tel-Aviv, em Israel. Esta última parte tive que fazer pessoalmente na loja da TAM no Aeroporto de Brasília, pois não há como alterar trechos internacionais pelo telefone. Foi uma longa espera, não na fila, mas no balcão, até a decisão de qual penalidade caberia no caso. Paguei apenas mil pontos, descontados da minha conta do programa Multiplus Fidelidade. Agora é preparar o espírito para um certo frio, pois decidi ficar o tempo inteiro na Europa, onde pegarei temperaturas que variam, em média para o mês de março, entre 2º C e 17º C, já que ainda é fim de inverno por lá. Eis o novo roteiro:
Roma, Itália - 5 noites - já fui uma vez. Aqui estarei com meus amigos, além de Ric, que não conhecem.
Nápoles, Itália - 4 noites (vou a Pompeia) - ainda não conheço.
Milão, Itália - 3 noites (só fui uma única vez, onde fiquei apenas seis horas) - vou tentar ver uma ópera no famoso Teatro Scalla.
Bruxelas, Bélgica - 3 noites (vou a Brugge) - ainda não conheço.
Paris, França - 4 noites - uma das minhas cidades favoritas, não me canso de voltar.
Lisboa, Portugal - 2 noites - ponto de partida de volta para Brasília, de possíveis compras e sempre é um prazer visitar esta cidade.

Grande parte do grupo já tem viagem marcada, com praticamente tudo pago, para a Colômbia, durante a Semana Santa.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

ENROLADOS

Estou com um hóspede neste final de semana. Sobrinho de Ric, de cinco anos. Saímos para almoçar no Galeto's Iguatemi, cujo serviço cada dia piora mais, mas isto é tema para uma outra postagem. A intenção era ir ao cinema ver o novo desenho da Disney. Enrolados (Tangled), produção americana de 2010, dirigida pela dupla Nathan Greno e Byron Howard. Meia entrada a R$ 2,00 fazem a sala 5 do Cinemark Iguatemi ficar quase lotada. A meninada estava presente. O filme é uma atualização da história de Rapunzel, a princesa com cabelos cor de mel. No desenho, Rapunzel tem poderes mágicos em seu cabelo, louro, diga-se de passagem, que nunca poderá ser cortado, pois do contrário, ele perde o poder de curar e rejuvenescer as pessoas e ainda fica castanho. Um velha senhora rapta Rapunzel, uma recém nascida princesa, e a cria em uma torre longe da civilização, não permitindo-a sair do seu mundo particular. Ela tira proveito disto, pedindo a menina para cantar a canção que dá poderes ao cabelo e assim se mantém sempre jovial. A mãe vilã é a cara da atriz e cantora  Cher, até nos trejeitos. O salvador de Rapunzel é Flynn Ryder, um ladrão procurado pela guarda real e que consegue roubar a tiara da princesa perdida. Como ele é uma espécie de Robin Hood, creio que o Flynn seja uma homenagem ao ator Errol Flynn que interpretou o famoso ladrão admirado pelos pobres no cinema. Quem dubla o personagem Flynn é Luciano Huck. Muitos tem malhado a sua "atuação", mas, sinceramente, não achei que ela atrapalhou em nada, embora ache a sua voz chata de se ouvir. Quanto à princesa, nesta nova roupagem da história clássica, ela é forte, destemida e decidida, uma autêntica heroína moderna. Vale destacar dois animais que são um caso à parte no desenho, Maximus, um cavalo da guarda real, e Pascal, um camaleão amigo inseparável de Rapunzel. O interessante é que neste desenho da Disney os animais não falam, uma raridade, mas tem uma graça e gestuais que valem muitas gargalhadas. Ri muito durante o filme. Sempre gostei de desenhos e desta vez não foi diferente. Rafael, o sobrinho de Ric, delirava na cadeira. Era a primeira vez que ele ia ao cinema. Quando saímos, perguntou se nós iríamos assistir outro desenho. A melhor opção foi tomar um sorvete na primeira unidade da sorveteria argentina Freddo no Brasil, presente no Shopping Iguatemi Brasília. Não resisti. Pedi uma bola pequena de doce de leite light. Para mim, o melhor sorvete de doce de leite do mundo.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

QUANTO TEMPO DA VIDA EU LEVO PRA SER FELIZ


Depois de um breve hiato, voltei ao circuito cultural da cidade, assistindo a primeira peça neste ano. Em cartaz no Teatro I do CCBB, com ingresso a R$ 7,50 (meia entrada), Quanto Tempo da Vida Eu Levo Pra Ser Feliz. Lendo o título, fiquei curioso. Um amigo me chamou para ir na estreia, na noite de quinta-feira, só para convidados, mas apressado como sou, já tinha comprado ingresso para o primeiro dia do espetáculo com vendas ao público. Texto e direção são de Sílvio Guindane. No elenco, os veteranos Camilla Amado, Denise Weinberg e Luiz Carlos de Moraes, além dos jovens Isabel Guéron e Fernando Dolabella. O teatro estava quase completamente cheio. Como já de costume, as cortinas se abriram com quinze minutos de atraso. Cenário todo em madeira, servindo para duas casas diferentes. Duas famílias de classe média dão o tom do enredo, com relações entre os personagens dignas de roteiro de televisão. O texto não acha um rumo certo, resvalando na comédia, a cargo da personagem escritora-bêbeda-dona de casa abandonada pelo marido para ficar com a sua melhor amiga, e pelo drama, onde as neuroses do mundo atual estão presentes, como assaltos, drogas, discurso universitário revolucionário, o comércio da religião, troca de casais, bebida, trânsito que mutila. A peça não tem ritmo. Embora com 75 minutos de duração, parece uma eternidade. A diferença interpretativa também é grande, destacando-se as atrizes. Fernando Dolabella não convence como o cadeirante, especialmente quando atende um telefonema do pai que não vê desde pequeno. A diversão fica por conta das inúmeras cartas que Gabriela, a personagem de Camilla Amado, escreve para um cantor para o qual escreve uma biografia por longos dois anos e não entende o porque ele não quer falar de seu passado. O mesmo amigo que me chamara para a estreia me ligou para dizer sua impressão da peça e uma frase dele ficou na minha cabeça: é uma história de novela das 21 horas. Vou mais além, parece demais com os enredos de Manoel Carlos, só faltando uma Helena entre as personagens. Como nunca gostei das histórias deste escritor de novelas, e com uma semelhança tão grande no seu enredo, também não gostei da peça. No fim, com tanta desgraça na vida das personagens, a única resposta para o título da peça é: UMA ETERNIDADE. Na balança, achei mais pontos negativos do que positivos. Não gostei.


FÉRIAS ?

A dúvida que me atormenta nestes últimos dias é onde passar os dias de férias que estavam programados para Egito, Jordânia e Israel, uma vez que cancelei esta viagem pelos motivos que todos estão vendo e lendo na imprensa. Estou às voltas com as solicitações de reembolsos do que já havia pago. Tenho as passagens internacionais emitidas com destino a Roma. Os amigos que ainda não desistiram de viajar propuseram ir para a Tailândia. Aguardo a cotação de preços. Caso desista deste destino, que acho uma viagem interessante, mas talvez exigisse de mim um mesmo planejamento que havia feito para a inicialmente prevista, devo fazer um giro pela Itália e Bélgica. Corro contra o tempo, pois viajo no dia 27 de fevereiro. Decidirei tudo neste final de semana. Vou ter que usar muito a internet.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

MAIS CANCELAMENTOS

Depois de cancelar as férias no Egito, hoje foi a vez de nosso grupo cancelar também os períodos que passaríamos na Jordânia e em Israel. Agora é começar quase do zero, pois as passagens internacionais estão emitidas e minha primeira parada, em Roma, confirmadíssima. Estamos correndo contra o tempo, pois temos apenas três semanas para decidir novos roteiros e nos prepararmos para a viagem. A certeza é que viajaremos todo o período inicialmente planejado.

FÉRIAS NO EGITO

Depois das manifestações contra o atual governo no Egito, parte das minhas férias para aquele país que se iniciaria em 05 de março de 2011 acabaram de ir para o espaço. Fiquei hoje em conferência, via skype, com os amigos que partilham comigo a viagem, decidindo o que fazer. Seriam sete dias no Egito, com a viagem toda paga. Sabemos a política de cancelamento da empresa, localizada no Cairo, mas como o acesso à internet está cortado, sabemos também que haverá dificuldades em receber o dinheiro de volta rapidamente. Estamos em dúvida para onde ir no período, já que mantivemos o roteiro seguinte ao Egito, ou seja, continuamos firmes no propósito de chegar na Jordânia em 11 de março, conforme roteiro inicial, terminando nossa viagem de férias em 20 de março, quando deixaríamos a cidade de Tel-Aviv, em Israel. Algumas passagens aéreas serão perdidas, outras deverão ser compradas. De qualquer forma, teremos algum prejuízo. O mais provável é viajar para os Emirados Árabes Unidos nos dias anteriormente destinados às maravilhas egípcias. Quem sabe no próximo ano poderemos ter a sorte e o prazer de, enfim, desfrutarmos do turismo em país tão rico em cultura.