Pesquisar este blog

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

VENCHI - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ)

Endereço: Rua Dias Ferreira, 217, loja A, Leblon, Rio de Janeiro, RJ.

Contato:  (21) 3596 5170

Especialidade: sorvetes e chocolates.

Quando fui: final da tarde de 14 de setembro de 2013, sábado. Éramos cinco pessoas. A loja é pequena e bastante movimentada, com fila no caixa e no balcão de atendimento. A maioria pega o sorvete e fica na calçada em frente saboreando a iguaria feita seguindo métodos italianos.

Serviço: cordial e rápido. Atendentes gentis, permitindo a prova dos sabores.

O que bebi: nada.

O que comi: um copo, tamanho pequeno, de sorvete (R$ 9,00). Pedi dois sabores, embaixo ficou o sabor azteco, chocolate amargo 75%, feito com água, simplesmente delicioso. Por cima, ficou o sabor tiramisù. É bom, mas o azteco deu de mil.


Valor que paguei do total da conta: R$ 9,00.

Minha avaliação: * * * *. Ótima pedida para enfrentar o calor do Rio de Janeiro. Não experimentei os chocolates, o forte da casa, que tem uma tradição de mais de um século na Itália e chegou ao Brasil em 2013.


Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

SAWASDEE BISTRÔ - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ)


Endereço: Rua Dias Ferreira, 571, Leblon, Rio de Janeiro, RJ. Há uma outra unidade do restaurante no São Conrado Fashion Mall(www.sawasdee.com.br)

Contatos:  (21) 2511 0057

Especialidade: culinária tailandesa (thai food), sob o comando dos chefs Marcos Sodré e Thiago Sodré (pai e filho). O restaurante tem uma estrela no Guia Quatro Rodas 2013.

Quando fui: almoço do dia 14 de setembro de 2013, sábado. Éramos cinco pessoas. Fomos acomodados em mesa no canto direito de quem entra, próxima ao espelho. Tínhamos uma ótima visão de todo o restaurante. Quando chegamos já passavam das 15 horas. Não foi preciso esperar mesa livre. Só saímos depois de 17:30 horas.

Serviço: cordial, sorridente, seguindo o modo oriental de servir. Garçons prestativos e sempre atentos. Os pratos demoraram cerca de vinte minutos para chegar à mesa. Há wi-fi grátis, mediante solicitação de senha.

O que bebi: iniciei com um drinque chamado My Thai, preparado com vodca, limão kafir, hortelã e capim limão (R$ 19,50). Servido em uma taça de borda grande, tipo as que servem Dry Martini. Vem decorado com uma pimenta malagueta cuja cor vermelha contrasta bem com o verde opaco da bebida. O hortelã deixa um leve sabor refrescante na boca, enquanto o capim limão puxa para o doce, suavizado pelo limão. Gostei, embora para quem gosta de bebidas fortes, a vodca não se sobressaia. Para acompanhar, pedi uma garrafa de 300 ml de água com gás Pouso Alto (R$ 4,90). Ao final, um bem tirado café espresso da marca Nespresso (R$ 5,90).



O que comi: logo que nos sentamos, dois cestos de mandiopã, cortesia da casa, foram colocados na mesa. Sabor de infância! Antes dos pratos principais, pedimos três entradas para compartilhar entre os cinco da mesa. Não quis sobremesa.


01) Berinjela missô (R$ 17,00) – berinjela frita coberta com pasta de soja e gergelim torrado. Excelente. O prato é bem servido, com uma berinjela grande cortada de forma longitudinal pela metade. A casca frita era bem consistente, enquanto a polpa se soltava facilmente dela e ao contato com a boca, quase derretia. Sabor maravilhoso desta polpa com a pasta de soja. O torrado do gergelim amenizava o gosto forte do tempero puxado no sal que está na pasta.


02) Salmon dream (R$ 24,00) – quatro bolinhos de salmão à milanesa, crocantes por fora e cremosos por dentro, como descrito no cardápio. Vem acompanhado por um molho de pimenta com mel, o que garantia o sabor doce e levemente picante ao mesmo tempo, não deixando a gente se esquecer que estávamos em um restaurante de comida tailandesa.


03) Tartar de atum com shimeji trufado e crocante de arroz (R$ 24,00). Este eu não provei, mas os demais da mesa gostaram muito. Das três entradas, é o que tem a melhor apresentação visual.


Prato principal: ped makarm (R$ 65,00) – trata-se de um magret du canard (peito de pato) marinado com especiarias, grelhado ao molho de tamarindo com cebolas crocantes e couve frita. Algumas folhas de alface roxa compunham a decoração do prato. Muito bem servido, com o magret no ponto correto, quase cru por dentro, devidamente fatiado e envolto no molho de tamarindo. Não estava muito ácido porque tanto as especiarias que entranharam na carne quanto as cebolas crocantes amenizavam o sabor. Boa sensação de acidez, doçura e um picante longínquo na boca. A couve frita estava bem crocante, mas ao entrar em contato com o molho, perdia em sabor.



Valor que paguei do total da conta: R$ 125,00.

Minha avaliação: * * * *. Várias vezes fui ao Rio de Janeiro e tive oportunidade de conhecer este restaurante, mas sempre havia um problema que eu não conseguia ir. Enfim, conheci e recomendo muito. Restaurante para ir quando não se tem pressa para apreciar uma bela refeição.


Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

LA MOLE - GASTRONOMIA NO RIO DE JANEIRO (RJ)


Endereço: Rua Dias da Rocha, 31, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ.

Contatos:  (21) 2235 3366

Especialidade: culinária internacional.

Quando fui: almoço do dia 13 de setembro de 2013, sexta-feira. Éramos cinco pessoas. Fomos acomodados em mesa na varanda do piso superior, em local bem apertado. Chegamos após 14:00 horas, mas o restaurante ainda tinha um bom público. A varanda estava quente, parecia que o ar condicionado não funcionava.

Serviço: atencioso no início, mas depois esqueceram a nossa mesa. Tivemos que chamar por um garçom várias vezes para pedir a mesma coisa: adoçante, azeite e pimenta do reino. Mesmo tendo falado que não queríamos o couvert, o garçom o trouxe assim mesmo. Dispensamos novamente.

O que bebi: um copo de 300 ml de limonada suíça (R$ 6,10), sem gelo e sem açúcar, conforme meu pedido. Na mesa tinha um potinho com pequenos sachês que pensei que fossem adoçantes. Abri o envelope, despejando o conteúdo direto no copo. Quando mexi e bebi, percebi que tinha colocado sal. Foi preciso muito adoçante para amenizar o gosto salgado. Ao final, pedi uma xícara de café espresso (R$ 4,00), que veio pelando, muito além da temperatura adequada para um café.

O que comi: experimentei um bolinho de bacalhau pequeno da porção de entrada que foi pedida para compartilhar (são 12 bolinhos - R$ 19,90). Estava bonito por fora, com cor dourada e sequinho, mas na boca era totalmente frio e sem sabor. Bolinhos mal descongelados. Claro que sobrou, pois ninguém gostou, apesar da fome que todos estavam. Como prato principal, minha opção recaiu no filé à francesa (R$ 34,90), porção individual. O filé era bem fino, praticamente um paillard, veio no ponto que eu pedi e estava muito macio e bem temperado. Já a famosa guarnição francesa, motivo pelo qual fiz o pedido, estava horrível. A batata palha não era crocante, a cebola estava crua, o presunto estava picado de forma grosseira e a ervilha era destas congeladas que vendem em sacos plásticos nos supermercados. Ficou muita coisa no prato. Não encarei a sobremesa.

Valor que paguei do total da conta: R$ 56,40.

Minha avaliação: * 1/2. Já estive neste mesmo restaurante outras vezes e não me lembro de ter comido tão mal. É certo que nas outras oportunidades eu havia pedido massa, opção de difícil erro.


Gastronomia Rio de Janeiro (RJ)

terça-feira, 17 de setembro de 2013

BEYONCÉ - ROCK IN RIO

O relógio marcava 00:15 horas, início da madrugada do dia 14 de setembro, quando luzes e instrumentos musicais anunciaram a entrada de Beyoncé, última atração do primeiro dia da edição 2013 do Rock in Rio. Era o show mais esperado da noite, inclusive para mim. Em um super telão de led de última geração no fundo do palco eram projetadas imagens de alta definição. Em algumas vezes, durante o show, dava a impressão de que se tratava de imagens em 3D. Pura ilusão de ótica, obviamente. Beyoncé entrou com tudo, cantando de cara um de seus maiores sucessos, a dançante Run The World (Girls). O público acompanhou cantando, pulando, gritando. Mas a força da primeira canção foi quebrada, pois ela preferiu seguir com músicas mais lentas, como End of Time e If I Were a Boy. E este foi o mote até o final. Para piorar, Beyoncé trocou de figurino várias vezes durante o espetáculo, umas dez vezes. Todo o figurino é muito bonito e chama a atenção, mas o tempo gasto para tais trocas causou uma quebra de ritmo que, para mim, prejudicou o andamento do show. Claro que já vi muitos outros shows, nacionais e internacionais, com troca de figurino, como o último de Madonna, mas não me lembro de quebra de ritmo tão acentuada quanto neste show de Beyoncé. Enquanto ela trocava de roupa, a direção do espetáculo optou por colocar imagens em alta definição no telão, enquanto um set instrumental era executado, mas nunca de forma vibrante que pudesse segurar o público dançando até o reaparecimento da cantora. Em determinadas trocas de figurino, a música instrumental foi substituída por declamações de textos pré-gravados por Beyoncé. Muito chatas, por sinal. Os cabelos esvoaçantes, mesmo depois do acidente com um ventilador, também estiveram presentes, sinal de que a cantora não abandonará tão cedo seus indefectíveis ventiladores. Sucessos não faltaram no set list, como Baby Boy, Diva, Party, Irreplaceable, Crazy in Love, Love on Top, entre outros. Transcorrida quase uma hora, o show deu uma melhorada, na sequência de Love on Top, Crazy in Love e Single Ladies (Put a Ring on It). Parecia que, enfim, o show cresceria em animação, mas veio a lenta I Was Here e, em seguida, a homenagem a Whitney Houston, quando ela interpretou I Will Always Love You, sucesso na voz de Whitney, mas anteriormente gravada por Dolly Parton. A homenagem foi seguida de Halo, quando ela desceu para perto do público, onde as pessoas tentavam tocar na cantora. Teve gente que chegou a puxar os cabelos de Beyoncé. Tudo isto era mostrado nos telões. Como de costume, ela enxugou o rosto rapidamente com uma toalha branca e a deu para alguém da plateia. Quem pegou, estava na frente, no gargarejo, sinal de que era fã ardoroso da cantora. Assim, a toalha virou um verdadeiro troféu para mostrar para os amigos e parentes. Quando ela voltou ao palco, surpreendeu a todos ensaiando uns passos de funk enquanto a música Passinho do Volante, dos funkeiros MC Federado e Os Leleks, saía em alto e bom som dos alto falantes. Era o fim de um show com altos e baixos, com excesso de quebra de ritmos, mas utilização de tecnologia de ponta, mostrando que um painel de led de alta definição pode deixar qualquer cenário no chinelo. Saí um pouco decepcionado com este show. No balanço da noite, Ivete Sangalo foi a grande vitoriosa.

DAVID GUETTA - ROCK IN RIO

Um pouco antes das 22:30 horas teve início o show de David Guetta. Estávamos bem atrás, em posição frontal ao palco, mas com visão longínqua do que lá acontecia. Quando as primeiras batidas características da música eletrônica ecoaram na Cidade do Rock, uma turba de gente, a maioria na faixa etária até 20 anos, começou a correr para melhor se posicionar, para ter uma melhor visão do Palco Mundo. Luzes frenéticas iluminavam o palco. As meninas corriam gritando, numa histeria que era difícil de acreditar. Não sou fã deste DJ francês, motivo pelo qual não me animei muito em prestar atenção no show. Fiquei observando a reação da plateia. Tinha um grupo de jovens perto de mim que parecia estar em outra dimensão. O ácido que tomaram era forte, pois além dos sinais exteriores, todos estavam com copos de água nas mãos para aliviar a boca seca. O show de luzes em sincronia com as músicas foi um ponto alto do show. Dentre as projeções no telão no fundo do palco, o nome do DJ aparecia em várias cores. Necessidade de afirmação? Todos já sabiam que era David Guetta no palco, não precisava de ficar projetando o nome dele o tempo inteiro. Acabei por lembrar dos grupos de forró cujos vocalistas precisam falar o nome da banda durante a música, pois todas as vocalistas tem voz semelhante e o arranjo das músicas é muito similar. A forma de dançar das pessoas que acompanhavam o show de David Guetta era muito parecida: pés colados ao chão, movimentos cadenciados com o corpo e um balançar de cabeça para frente e para trás que não correspondia ao ritmo do corpo. Quando havia troca de músicas, uma gritaria se ouvia no espaço. Sempre ouvia alguém perto de mim dizer que aquela era a sua música! Mas nenhuma causou tanto frisson quanto Titanium. Já tinha ouvido esta música em festas e boates, mas não sabia seu nome. Tive que perguntar para Diana, uma fá ardorosa do DJ. Foram quase noventa minutos de um set que colocou o público para dançar. Eu balancei um pouco o meu esqueleto, incentivando Fabiola a também fazê-lo, pois ela estava caindo de sono e ainda faltava um show antes do término do primeiro dia de shows do Rock in Rio 2013. Mas continuo achando tudo muito igual, com batidas que cansam meus ouvidos após ouvir poucos minutos de suas músicas. Ainda não foi desta vez que mudei minha opinião quanto a este mundialmente aclamado DJ. Não gostei.

IVETE SANGALO - ROCK IN RIO


O show de Ivete Sangalo começou exatamente no horário marcado, ou seja às 20:30 horas. O público era enorme, tomando conta de todos os espaços em frente ao Palco Mundo, arena principal de shows da Cidade do Rock. Eu, Fabiola e Diana tínhamos acabado de conferir o ótimo show de Living Colour + Angélique Kidjo, motivo pelo qual nos posicionamos na lateral direita do palco principal, com visão parcial, mas podendo dançar com certa tranquilidade e ver tudo dos telões. Ivete começou incendiando a plateia, botando todo mundo para pular com a eletrizante País Tropical. Deu o tom do seu show, homenageando o Rio de Janeiro e o nosso país. Durante o show, entre uma música e outra, ela fez várias reverências ao Brasil, em tom bem ufanista, mas que agradou a todos. Depois do sucesso eterno de Jorge Ben Jor, foi uma sequência de sucessos dançantes da carreira da cantora baiana, começando com Real Fantasia, música que dá nome ao mais recente trabalho de Ivete. Vieram, não nesta ordem que listo, Arerê, Berimbau Metalizado, Na Base do Beijo, No Meio do Povão, Sorte Grande, Veja O Sol e A Lua, No Brilho Desse Olhar. Ou seja, só sucessos que todo mundo sabia cantar e dançar. Quando foi interpretar Dançando, sucesso de seu novo disco, Ivete Sangalo resolveu tirar sarro de Beyoncé, a principal estrela da noite. Andou no palco como ela, ensinou a coreografia de Dançando dizendo ser fácil, bastava fazer igual a Be, apelido com o qual chamava a cantora norte-americana: braço para cima, mão na cabeça, carão, braço para cima, mão na cintura, coxão. O público adorava. Ela parou no centro do palco, pedindo à produção que ligasse o ventilador, item frequente nos shows de Beyoncé. Fez caras e bocas como a diva americana, deixando seus cabelos escuros voarem no embalo do vento, pedindo, em seguida para desligar, pois ela poderia ficar gripada. Antes de cantar Dançando, disse que em seus shows costumava levar ar condicionado, mas em homenagem à Be, ficou com o ventilador. Claro que não poderia faltar em seu set list os sucessos de sua época como vocalista da Banda Eva, quando cantou Eva, Alô, Paixão e Beleza Rara. A galera correspondia, como se aquele fosse o principal show da noite. E parecia que era! Casais se beijavam: homem com mulher, mulher com mulher, homem com homem, sem ninguém se incomodar. O cheiro de maconha dominava o ar. Afinal, o nome do festival é Rock in Rio. E para mostrar sua vertente rock'n roll, Ivete prestou uma linda homenagem a um dos maiores vocalistas da história do rock: Freddy Mercury. Ela interpretou, com muita emoção, Love of My Life, sucesso do Queen. Com esta interpretação, ela não só homenageou o cantor, mas também fez uma releitura de um dos momentos mais marcantes da primeira edição do Rock in Rio, em 1985, quando Freddy Mercury embalou um coro de 100 mil vozes cantando a mesma canção. Refeitas as lágrimas, tanto da cantora quanto de muitos quarentões e cinquentões da plateia, Ivete voltou a colocar todo mundo dançando com um cover de Tim Maia, a ótima Não Quero Dinheiro. Estávamos chegando ao fim de um excelente show. Para finalizar, duas músicas de ritmo acelerado: Festa e Acelera Aê. Sem bis, a cantora saiu do palco ovacionada pelo público. Para mim, foi o melhor show da noite.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

LIVING COLOUR + ANGÉLIQUE KIDJO - ROCK IN RIO

Terminado o Tributo a Cazuza, resolvemos caminhar em direção ao Palco Sunset, onde estava começando o último show da noite programado para aquele palco. Era o encontro inusitado entre a banda de funk metal Living Colour com a africana Angélique Kidjo. Conheço bem pouco da banda, mas quanto à cantora do Benin, já vi um show dela em Brasília e tenho um cd. Quando chegamos perto do Palco Sunset, o Living Colour já estava em cena, sendo acompanhado pela plateia animada que dançava, pulava e cantava junto com o vocalista da banda. Os riffs de guitarra eram constantes e são bem parecidos com os de um show de heavy metal. Aproveitamos que tinha espaço para andar para tentar comprar algo para comer, enquanto o Living Colour estava sozinho no palco. Diana conseguiu comprar uma porção de pão de queijo, mas fui infeliz na minha escolha, pois enfrentei uma pequena fila no caixa do Bob's para descobrir, quando era minha vez de pagar, que aquele stand só vendia bebidas. Voltamos para a frente do Sunset. Depois de cantar Glamour Boys, uma das poucas canções do repertório da banda que conheço, alguns acordes introduziram Afrika, quando Angélique Kidjo apareceu no palco, com um vestido colorido e um turbante na cabeça. Era a deixa para introduzir o repertório da cantora africana. A partir daí, ela dominou o público, com sua poderosa voz, com sua ginga de corpo e com uma sinergia total com os músicos do Living Colour. O público correspondeu dançando muito. Depois de cantar Malaika, um de seus sucessos, ela dividiu os vocais com Corey Glover cantando um sucesso do Living Colour, a balada Love Rears Its Ugly Head. Em seguida, anunciaram que fariam um cover de Jimi Hendrix, quando cantaram Voodoo Child (Slight Return). Os amantes do guitarrista adoraram a performance e cantaram a plenos pulmões a canção. Tinha um cara do nosso lado que parecia hipnotizado, totalmente fixado no que acontecia no palco. Kidjo passeava de um lado para o outro do palco, já sem o turbante, mostrando sua cabeça raspada. Ela dançava, fazia graça com os músicos e empolgava a plateia, que não arredava pé do lugar, mesmo com as luzes do Palco Mundo tendo sido acesas, sinal de que estava perto do início do show de Ivete Sangalo. Após o cover de Hendrix, Angélique e Glover juntaram as vozes em outro sucesso do Living Colour, interpretando Solace of You. Era o fim de um curto, mas ótimo show. Sem bis, como de resto aconteceu na primeira noite do Rock in Rio 2013.

TRIBUTO A CAZUZA - ROCK IN RIO


Quando o Tributo a Cazuza começou, nós ainda estávamos do lado de fora da Cidade do Rock, mas deu para ouvir Paulo Miklos interpretando Vida Louca Vida. Já dentro, o que queríamos era conhecer o local para depois escolher onde assistiríamos os shows da primeira noite do Rock in Rio 2013. Como paramos bem em frente aos mastros onde tremulava a bandeira brasileira ao centro, em posição central, mas bem atrás, deu para ver as luzes e projeções nos telões com a presença de Miklos no palco, quando ele chamou Maria Gadú, a segunda atração da noite. Vimos pouco, mas o suficiente para não gostar. Ela não empolgou o público presente com suas leituras de Exagerado, Faz Parte do Meu Show e Bete Balanço. Muito chato. Fomos conhecer toda a extensão da Cidade do Rock enquanto o tributo rolava no Palco Mundo, mas na maior parte do espaço dava para ouvir o show. Assim, escutei Bebel Gilberto cantar Todo Amor Que Houver Nesta Vida e Preciso Dizer Que Te Amo. Gosto de Bebel, mas a sua interpretação foi morna. Rogério Flausino, vocalista do Jota Quest, cantou junto com Bebel a música Solidão Que Nada, quando o show começou a ficar interessante. Flausino ficou só no palco para interpretar as canções Nosso Amor A Gente Inventa e Ideologia, esta última com direito a discurso inflamado sobre a tradição brasileira de fazer canções de protesto. Neste momento, já estávamos mais perto do Palco Mundo novamente, dando para ver, bem de longe, a movimentação no palco. O sempre competente Ney Matogrosso entrou em seguida para emocionar o público, especialmente os da geração rock Brasil, interpretando Codinome Beijar-Flor. O show melhorou muito e ele ainda cantou O Tempo Não Para e Brasil. Frejat, parceiro de Cazuza no Barão Vermelho e idealizador desta homenagem, entrou em cena cantando Porque A Gente É Assim. No telão passava um vídeo com imagens de Cazuza e o Barão Vermelho na primeira edição do Rock in Rio, em 1985. Estava chegando ao final, quando todos voltaram para o palco e cantaram juntos Pro Dia Nascer Feliz. O Tributo a Cazuza foi bem irregular, com momentos sem nenhuma empolgação e outros de pura emoção, mas no geral, ficou bem abaixo da altura de Cazuza, o grande poeta do rock brasileiro. Poderia ter sido bem melhor.

domingo, 15 de setembro de 2013

ROCK IN RIO 2013


Em março de 2013, eu comprei ingresso para a primeira noite da edição 2013 do Rock in Rio, ou seja, com seis meses de antecedência. No palco principal, o chamado Palco Mundo, a atração principal estava confirmada: Beyoncé. E ainda tinha Ivete Sangalo como a grande atração nacional. No prazo indicado quando da aprovação da compra, em junho, os ingressos chegaram em minha casa. Eram quatro: o meu e os de Fabiola, Diana e Michael. Fiz a reserva de hotel com antecedência, assim como emiti o bilhete aéreo, deixando apenas a questão do transporte até a Cidade do Rock para depois, esperando abrir a venda do Riocard para utilizar nos ônibus especiais que sairiam de vários pontos da cidade com destino ao local dos shows. Como não acompanhava o site do Rock in Rio, perdi o momento de comprar o passe para o ônibus especial. Quando vi, era tarde demais, pois os tais passes já estavam esgotados para os horários/locais de partida mais próximos do meu hotel. Lembrei da forma como fui para a Cidade do Rock na edição de 2011, assim como para os shows de Lady Gaga e Madonna, ambos em 2012. Entrei em contato com a empresa que fez o traslado e contratei o serviço privativo para quatro pessoas ao preço de R$ 400,00. O serviço contratado consistia em buscar na porta do hotel em horário previamente combinado, levando até a Cidade do Rock e, assim que quiséssemos, o mesmo carro nos levaria de volta ao hotel, o que poderia acontecer após terminado todos os shows programados para o dia. Com interesse em ver a última atração do Palco Sunset, o inusitado encontro de Angélique Kidjo com o grupo Living Colour, programado para acontecer às 19:30 horas, combinamos para que o carro, um Ford Fusion, estivesse na porta do Hotel Mirador Rio, em Copacabana, às 16 horas. Um dia antes, na quinta-feira, recebi um e-mail do dono da empresa que efetuaria o serviço, dizendo que a Prefeitura do Rio de Janeiro fecharia o acesso de carros particulares e táxis para a Cidade do Rock, fazendo barreiras cerca de 1,5 km do portão de entrada. Assim, teríamos que terminar o percurso a pé, bem como no nosso retorno, caminhando até o ponto onde o carro nos largaria. Pontualíssimo, o transporte estava nos esperando na sexta-feria, 13 de setembro de 2013. Thomaz, o próprio dono da empresa, nos conduziu. Com um atraso de dez minutos, causado por nós mesmos, saímos da porta do hotel. Ainda em Copacabana, o trânsito já estava muito travado e assim foi até perto da Barra, onde o trânsito, por incrível que pareça, fluía melhor. No local onde deveria haver o bloqueio, os carros estavam passando, mesmo com cones e agentes de trânsito. No nosso carro tinha um adesivo de morador, já que Thomaz reside em um dos condomínios próximos à Cidade do Rock. Mais à frente, outro bloqueio, mas nosso carro foi autorizado a passar. Ficamos muito contentes, pois Thomaz conseguiu chegar bem perto dos portões de entrada. Tivemos que caminhar uns 500 metros a partir do ponto onde o carro parou. Combinamos que ali seria o local para nos encontrarmos na volta. Demoramos 2 horas e quinze minutos para fazer o percurso de Copacabana até a Cidade do Rock de carro. No pedaço em que caminhamos, muita gente fazia o mesmo. O relógio marcava 18:30 horas, quando fogos anunciaram o início do Tributo à Cazuza. Ainda estávamos do lado de fora, quando ouvimos a primeira canção. Era preciso ficar atento, pois havia muita gente caminhando e ladrões se aproveitavam da euforia de estar ali ou da distração das pessoas para roubar celulares, bolsas, ingressos e mochilas. Havia policiamento, mas eles ficavam por detrás de barreiras de ferro, que, aliás, diminuíram o já estreito espaço até os portões. Vimos dois moleques passarem por nós correndo com duas mochilas nas mãos. Para evitar que fossem pegos, colocaram as mochilas dentro de um contêiner de lixo. Enquanto um saiu, o outro ficou a vigiar o lixo. Uma senhora encostou em Michael, perguntando se ele tinha achado uma máquina fotográfica, apontando para o bolso dele. Ela caminhava bem perto, insistindo nisto e olhava para outros moleques. Parece que era um golpe. Ela esperava que Michael tirasse seu celular do bolso e os moleques passariam correndo e o tirariam da sua mão. Diana, mãe atenta, percebeu e disse que ele não tinha achado nada. Apressamos o passo, passando por corredores estreitos, mas sem nenhum controle. Antes da conferência dos ingressos, placas indicavam que quem portava mochilas e bolsas deviam se dirigir para a direita onde elas seriam revistadas. Eu estava com mochila, já que carregava uma máquina fotográfica digital, uma camisa de malha de manga comprida, que precisei usar no início da madrugada, e uma canga, essencial para sentar no chão durante os intervalos entre os shows. A revista era para inglês ver. Pediram para abrir a bolsa, deram uma olhada pelo alto e apalparam de leve as bordas. Caso eu levasse alguma arma enrolada em uma roupa ou drogas, passaria tranquilo. Claro que não carregava nada disto. Em seguida, andamos mais um pouco até as catracas, onde o ingresso foi checado. A primeira coisa que fizemos ao entrar foi eternizar nosso momento em uma foto. Identificamos onde seria nosso ponto de encontro em eventual desencontro: ao lado do mastro da bandeira do Brasil. O show em homenagem a Cazuza rolava no Palco Mundo, mas decidimos fazer um reconhecimento de área, em especial onde poderíamos comer alguma coisa e onde eram os banheiros mais próximos. Passeamos pela Rock Street, passando antes por alguns stands de patrocinadores que traziam atrações para as pessoas que os visitavam. No stand da Sky, Michael enfrentou uma fila para fazer uma frase com a qual concorreria a uma tatuagem ainda naquela noite. Ele foi um dos ganhadores, recebendo um SMS durante o show do David Guetta para comparecer ao stand e fazer sua tatuagem, que durou todo o restante do show do DJ francês, o intervalo, e o show de Beyoncé. Vimos pequenos grupos se apresentando na Rock Street, em especial uma bandinha onde os integrantes estavam vestidos como escoceses tocando gaita de fole. Visitamos a tenda eletrônica na qual os shows programados começariam a partir de 22:30 horas. Voltamos para o espaço em frente ao Palco Mundo para ainda ver Ney Matogrosso finalizando o tributo à Cazuza. Aproveitando o intervalo, fomos conhecer o outro lado da Cidade do Rock, onde ficava o Palco Sunset e várias opções de alimentação que não eram sanduíches do Bob's. Para minha alegria, entrava no Sunset a última atração daquele palco na noite, Living Colour e Angélique Kidjo. Um pouco antes de terminar este show, voltamos para o Palco Mundo, pois estava perto de começar o show de Ivete Sangalo, durante o qual dançamos muito. Foi neste show que vimos as primeiras confusões, com brigas (ou simulação delas), momento em que várias pessoas eram furtadas, principalmente celulares. Fiquei mais atento ao meu bolso, pois era do tipo faca, sem botão ou qualquer outra forma de ficar fechado. Quando Ivete terminou, fomos para o mastro da bandeira brasileira para encontrar Michael. Ali ficamos até o final de todos os shows, com saídas estratégicas para ir ao banheiro e para comer. Por falar em comer, durante o show de David Guetta, aproveitei que acho ele bem chato e que a pista estava completamente lotada com gente histérica gritando, além de muito jovem totalmente travado de tanto ácido, para tentar comprar um sanduíche no Bob's. Caos total. Atendentes mal treinados, gente gritando por sua bebida/comida, gente se aproveitando da desorganização para se dar bem, pois vi mais de uma pessoa sem ficha ganhar no grito copos de cerveja e sanduíches. Depois de enfrentar uma fila semi-organizada para pagar pelo pedido e receber uma ficha, a dificuldade era conseguir retirar os itens comprados. Não havia fila, os atendentes estavam perdidos. Parecia que estava na China, onde a noção de fila não existe e as pessoas abrem caminham no empurra-empurra. Fabiola estava comigo e conseguiu chegar perto do balcão. Eu fiquei mais atrás. No aglomerado, enfiaram a mão no meu bolso onde estava meu celular por duas vezes, mas não conseguiram levar nada. Achei mais prudente ficar mais atrás, esperando Fabiola pegar a sua cerveja, o meu refri e meu sanduba. Mesmo com menos 15.000 pessoas em relação a 2011, em determinados momentos e locais era bem difícil se locomover. Afinal eram 85.000 pessoas que se moviam por todos os lados, especialmente durante os intervalos. Os fogos de artifício que sinalizam o final dos shows no Palco Mundo, quando a canção tema do Rock in Rio é executada, foram ao ar às 01:50 horas, logo após o término do show de Beyoncé. Esperei terminar o barulho para ligar para Thomaz, dizendo que estávamos de saída. Ele já estava nos aguardando no mesmo local em que nos deixara. A saída foi problemática, pois a maioria das pessoas deixavam a Cidade do Rock no mesmo momento, passando pelo estreito espaço de uma única vez. A caminhada foi lenta. Gastamos meia hora num percurso que faríamos em menos de dez minutos. Para piorar, vendedores ambulantes estavam parados no meio do caminho com aquelas caixas de isopor atrapalhando a passagem. Pelo menos neste momento, não vi ninguém ser roubado. Pelo que li depois nos sites de notícias, o furto imperou dentro do espaço do festival. Celulares de última geração e câmaras fotográficas digitais semiprofissionais foram os mais visados. Quando chegamos no local marcado, Thomaz nos aguardava ao lado do Ford Fusion. O trajeto até o hotel durou 40 minutos. Poderia ter sido mais rápido, mas nosso carro foi parado na Operação Lei Seca, quando Thomaz teve que descer, apresentar os documentos do carro e soprar o bafômetro. De todos os que foram parados, apenas nosso motorista não teve problemas. Chegamos no hotel pouco depois de 3 horas da madrugada. Minhas impressões sobre os shows da noite estarão em postagens específicas. Quanto ao Rock in Rio, mesmo com todos os percalços aqui relatados, vou continuar a frequentar, sempre tendo alguns cuidados adicionais. De preferência, das próximas vezes vou ficar na área VIP.

sábado, 14 de setembro de 2013

FIGUEIRA DA VILLA - GASTRONOMIA EM BRASÍLIA (DF)


Endereço: Acampamento DFL, Rua 01, Lote 02, Vila Planalto, Brasília, DF.
(www.figueiradavilla.com.br)

Contatos:  (61) 3081 0541 e 3081 0563

Diferencial: o tamanho das porções dos acompanhamentos e a possibilidade de pedir meia porção em algumas delas.

Especialidade: culinária uruguaia, com destaque para os cortes da carne bovina.

Quando fui: almoço do dia 12 de setembro de 2013, quinta-feira. Estava só. Cheguei ao restaurante por volta de 13:00 horas, quando estava bem vazio, com mesas de sobra para escolher tanto na varanda externa quanto no salão interno, onde preferi ficar, longe do calor que fazia do lado de fora.

Serviço: simpático, com presteza, sempre atento à mesa. Por ter pouco movimento, achei que a comida demorou a chegar na minha mesa.

O que bebi: uma jarra de 500 ml de limonada suíça, com bastante gelo e sem nem adoçante (R$ 12,90). Não há opção de menor quantidade.

O que comi: embora haja opções para além da carne bovina, foquei na especialidade da casa, escolhendo um corte de bife ancho de 300 gramas (R$ 62,00). Pedi ao ponto. Os acompanhamentos são cobrados à parte. Como vi o tamanho das porções que foram servidas na mesa ao lado, resolvi pedir apenas um. Dentre as opções, os clássicos que acompanham carnes: fritas, polenta frita, arroz de parrilleiro, entre outros. Escolhi o arroz de parrilleiro (R$ 16,00), sem possibilidades de pedir meia porção. A carne veio suculenta, temperada somente com sal grosso, realmente no ponto, bife alto, macio e com as gordurinhas que lhe dão sabor. Acompanhou um molho chimichurri levemente apimentado. Por falar em pimenta, um fruto da espécie malagueta enfeita o prato. Já o arroz tinha pouco tempero, ficando sem sabor, mesmo com os ingredientes nele misturados: linguiça cortada em pedaços, ovo mexido, cebola, salsa, coberto com batata palha. Poderia ser melhor. A porção é enorme, mesmo para um glutão como eu. Poderiam dar a opção de meia porção neste caso também.

Valor total da conta: R$ 104,94.

Minha avaliação: * * *. Melhor ir em grupo.


Gastronomia Brasília (DF)

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

VENDO OU ALUGO

Fui ver Vendo ou Alugo sem muita pretensão. Dei boas risadas durante os noventa minutos de projeção. Comédia dirigida por Betse de Paula, tem Marieta Severo como protagonista. Ela é Maria Alice, uma bon vivant que mora em um casarão com sua mãe, Maria Eudóxia (Nathália Timberg) e sua neta. A casa fica na entrada de uma favela, onde vive Jorge (Marcos Palmeira), um biscate que é vidrado em Maria Alice. Na favela mora também Maria da Graça (Maria Assunção), que trabalha no casarão como doméstica, além de ser sócia de Maria Alice em docinhos para festas picantes. Mal de finanças, Maria Alice decide vender a casa, ou alugar, dependendo da melhor oferta. Quando um potencial comprador estrangeiro vai conhecer a casa, um tiroteio na favela prende todos no casarão: as moradoras, as quais se juntou Baby (Sílvia Buarque), a filha de Maria Alice, que estava em viagem de autoconhecimento, a empregada, Jorge, que tinha pedido para Maria da Graça esconder um pacote de maconha, o pastor (André Mattos), que também queria o casarão para ser sede de sua igreja, o corretor de imóveis, o estrangeiro, além do trio de idosas amigas de Eudóxia, parceiras de jogatina. Assim, fica armado o banzé. Claro que a maconha é usada como ingrediente de um bolo e todo mundo fica doidão. Recheada de clichês e com final muito previsível, a comédia cumpre o seu papel de fazer rir. Daisy Lúcidi, Analu Prestes e Ilka Soares, o trio de amigas que chega em uma van para a jogatina no casarão, estão sensacionais. Marieta Severo, muito à vontade, parece muito com a Nenê, que ela interpreta há anos no semanal A Grande Família. Gostei porque me diverti, mas o roteiro é bem fraquinho.

filme

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

DEGUSTAÇÃO DE VINHOS BRASILEIROS

O site Decantando a Vida promoveu uma degustação de vinhos brasileiros na noite de terça-feria, dia 10 de setembro de 2013, no Restaurante L'Affaire, que fica no térreo do Hotel Mercure Líder, em Brasília. Evento limitado para doze pessoas. Marcado para 20 horas, houve um pequeno atraso para o início da degustação. Paguei R$ 75,00 para degustar sete vinhos brasileiros. A degustação foi durante um jantar, pagamento em separado, que consistia de um menu com entrada, prato principal e sobremesa, além de água à vontade. Escolhi como prato principal um picadinho de filé. Em um clima informal, Eugênio conduziu a degustação, explicando origem, castas, produtores e características de cada vinho. A harmonização com o jantar não era relevante. O objetivo era provar cada um dos vinhos, com as impressões de cada participante sendo compartilhadas por todos à mesa. O primeiro a ser servido foi o Bandeiras Barbera 2010 (R$ 75,00), produzido na cidade de Cocalzinho, interior de Goiás, elaborado com 85% de barbera, 10% tempranillo e 5% sangiovese. Tem 15º de álcool, mas na boca isto não é sentido, pois é muito elegante, com taninos moderados. Seu aroma é forte, com presença de frutas escuras. Aroma e paladar me surpreenderam. Descansando na taça, evoluiu para um aroma adocicado. Foi o meu preferido da noite. Em seguida, veio o Kranz 2008 (R$65,00), produzido na região de Treze Tílias, em Santa Catarina, com a casta cabernet sauvignon, tem 13,3º de álcool. Achei um vinho insosso, tanto no aroma, quanto no paladar. Com certeza, foi o pior vinho tinto da noite. Veio o terceiro vinho e novamente uma surpresa, pois ele é produzido em Três Corações, no interior de Minas Gerais, na Estrada Real, região que também dá nome à vinícola. O vinho se chama Primeira Estrada, safra 2010 (R$ 78,00), elaborado a partir da casta syrah, com 13º de álcool. Tem cor escura, com aromas agradáveis de framboesa e similares. Na boca, achei o vinho bem redondo, ótimo para tomar despretensiosamente. Muito bom. Veio o quarto vinho, o primeiro da noite que decantou por mais de uma hora. Era o Villa Bari Gran Rosso 2006 (R$ 75,00), da vinícola Barichello (sem relação com o piloto), localizada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, portanto, fora das principais regiões produtoras do estado. Produzido com 50% da casta merlot e 50% da casta cabernet sauvignon, este vinho utiliza uvas de maturação prolongada, mas não chegam a ser passificadas, pois amadurem na própria parreira. Gostei mais na boca do que no aroma. Tem boa acidez e um retrogosto um pouco adocicado. Não me lembro bem da sua gradação alcoólica. O quinto vinho da noite foi o excelente Elephant Rouge, safra 2011 (R$ 68,00), produzido no Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul. Elaborado com 75% de cabernet sauvignon, 25% merlot e 5% alicante bouschet, tem 13º de álcool. Sensacional no aroma, com notas iniciais de frutas vermelhas, evoluindo para couro e charuto. Na boca é redondo, bem elegante. O último tinto foi o Domínio Vicari merlot, safra 2009 (R$68,00), produzido na Praia do Rosa, Santa Catarina. Foi outro vinho servido em decanter, onde descansou por quase duas horas antes de ser por nós degustado. O vinho não passa por madeira, mas seu aroma evolui para um café tostado. Na boca, é forte, diferente dos merlot que existem no mercado. Por fim, o derradeiro vinho da degustação, desta vez um branco, também Domínio Vicari, safra 2009 (R$ 68,00), elaborado com a casta riesling itálico. Todos sabem que não aprecio vinhos brancos e este é mais difícil ainda de se apreciar, pois foge do convencional. Tem uma cor mais forte, um amarelo dourado, com aroma intenso de cola e resina. Na boca, um certo amargor me incomodou. Bebi apenas o suficiente para comprovar que ainda não foi desta vez que vou começar a apreciar um vinho branco. Após duas horas de degustação, fiquei entusiasmado com os vinhos brasileiros e já estou pronto para uma próxima reunião deste tipo.








vinho
gastronomia

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

WOLVERINE: IMORTAL

Gosto de filmes do universo de super heróis, mesmo daqueles que não sou um profundo conhecedor, como o sobre o mais famoso mutante, Wolverine. Assim, fui conferir a versão 3D de Wolverine: Imortal (The Wolverine) no cinema. Produção conjunta de Austrália e Estados Unidos lançada em 2013. Dirigida por James Mangold, trazendo Hugh Jackman no papel de Wolverine, herói que já havia interpretado nos filmes X-Men. Jean Grey, sua eterna amada, cujo fantasma o atordoa durante boa parte da história, é interpretada por Famke Janssen, atriz holandesa. Para quem não conhece a história de Wolverine, pode ficar perdido nesta parte do filme, pois nada é explicado sobre o passado do herói, de sua namorada e de como ela morreu salvando os mutantes. Wolverine é chamado ao Japão por um velho conhecido e lá é envolvido em uma trama cheia de reviravoltas, onde enfrenta seus próprios demônios e forças que testam a sua própria imortalidade. A atriz soviética Svetlana Khodchenkova interpreta Víper, uma poderosa cientista que tem o dom de absorver energia das pessoas, mostrando que mutantes estão de ambos os lados da força: o bem e o mal. Viper pode vencer Wolverine e lhe tirar a imortalidade. Tudo isto acontece no Japão, com direito a belas tomadas dos prédios modernos de Tóquio, além de resgate de tradições milenares da cultura japonesa, com cenas rodadas também em cidades menores e no litoral japonês. Tirando os três atores acima mencionados, todos os demais são japoneses ou tem ascensão asiática. As locações em solo japonês e o cast nipônico provam que os executivos do cinemão americano querem conquistar de vez o público asiático, escolhendo o mundo dos mutantes para construir uma história totalmente vivida na Ásia. Não foi esquecido nem mesmo o bombardeio na Segunda Guerra Mundial às cidades de Hiroshima e Nagasaki, que faz a ligação de Wolverine com o Japão. As lutas marciais também estão presentes, com lutadores ninjas cheio de aparatos em cenas de combate, incluindo uma mulher que parece ser bem frágil, mas demonstra justamente o contrário. A presença da bela Tao Okamoto, vivendo Mariko, a filha do velho amigo de Wolverine, também é um chamariz para a audiência japonesa, já que ela alcançou fama internacional como modelo de grandes grifes de luxo, tais como Chanel e Miu Miu. Com tantos elementos orientais, achei cansativa a história. Não que eu não goste da cultura oriental, muito antes pelo contrário, mas o enredo, embora com muito ritmo, me pareceu repetitivo demais. Não gostei.


filme

terça-feira, 10 de setembro de 2013

007 - UM NOVO DIA PARA MORRER

Seguindo a saga do agente secreto 007, revi o 20º título da série, 007 - Um Novo Dia Para Morrer (Die Another Day). Este foi o quarto e último filme protagonizado por Pierce Brosnan. E é o que ele se sai melhor na pele de James Bond. Está mais solto, bem à vontade no papel. Lançado nos cinemas em 2002, é uma coprodução de Reino Unido e Estados Unidos, dirigido por Lee Tamahori. As bondgirls tem papel mais ativo, com direito a muita pancadaria entre elas. A bela e talentosa Halle Berry é Jinx, agente da NSA americana, que tem os mesmos objetivos de Bond. A primeira cena de Jinx no filme é uma releitura de como a primeira bondgirl, a também escultural Ursula Andress, apareceu no primeiro 007, 007 Contra o Satânico Dr. No. Ambas saem do mar, como sereias, com uma peixeira na cintura. A segunda bondgirl é interpretada por Rosamund Pike, como Miranda Frost, uma esgrimista de primeira linha, que tem papel primordial no deslinde dos mistérios da aventura. O vilão é Gustav Graves (Toby Stephens), um milionário que quer dominar o mundo através de tecnologia bem avançada, sendo ajudado por Zao (Rick Yune), cuja caracterização é um misto de Grace Jones albina, Pin Head (do filme Hellraiser), e zumbi. Ômega e Bollinger, relógio e champanhe, respectivamente, as grifes de luxo apreciadas por James Bond, dão as caras novamente. O seu carro volta a ser um Aston Martin, em versão moderníssima. Madonna não só interpreta a canção tema, como tem uma rápida participação com Verity, a treinadora de esgrima de Gustav e Miranda. Como uma autêntica outsider, ela aparece em figurino totalmente preto, contrastando com o uniforme branco que geralmente os praticantes de esgrima costumam usar. Bond tem que deter Gustav na sua ideia de alterar o clima no mundo e para isto conta com a valiosa ajuda de Jinx. No mais, perseguições de tirar o fôlego em área gelada e uma ótima cena de abertura quando 007 surfa em ondas gigantes para entrar na Coréia do Norte. O ritmo utilizado deu uma guinada em relação aos filmes anteriores de James Bond, quando elementos da trilogia Bourne são visivelmente utilizados, o que ajudou a trazer mais público para os cinemas, sendo o filme com maior arrecadação de toda a série. Nesta nova roupagem, 007 apanha muito, não consegue se safar, ficando vários meses preso nas mãos dos norte coreanos e ainda aparece bem barbado, muito mais próximo dos mocinhos dos filmes de Hollywood do início dos anos 2000. Com a morte de Desmond  Llewelyn, Q passa a ser interpretado por John Cleese. Judi Dench continua sendo M, mas desta vez muita mais seca com 007. É um dos filmes que mais gosto.

filme

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

SHOW SEI - NANDO REIS

Findo o show de Lulu Santos, esperamos por quase uma hora para a troca de instrumentos e o palco ficar pronto para o segundo show da noite, ou melhor, da madrugada, já que o relógio marcava mais de duas horas. Com o palco todo decorado com panos vermelhos e muito gelo seco, Nando Reis e Os Infernais entraram em cena. Muita gente já tinha ido embora, mas o público ainda era grande, ocupando todos os espaços da Prainha da ASBAC, onde estava montado o palco. O ex-Titãs priorizou seus maiores sucessos no set list do show, seja da época em que integrava o grupo paulistano, seja em sua fase solo. Com arranjos mais ousados do que em seus discos, e com duas afinadas backing vocals, o cantor estava inspirado, transparecendo muita alegria de estar no palco, contagiando a plateia, mesmo que suas canções sejam menos dançantes do que as de Lulu Santos, que fez o show de abertura da noite. Ele começou com Pré-Sal, música de seu mais recente trabalho, o álbum Sei. Em seguida, o primeiro sucesso, ainda da época dos Titãs, O Mundo É Bão Sebastião. E mesclando sucessos do passado com canções mais novas, pouco conhecidas do público, ele conduziu o show. Claro que as músicas conhecidas deixavam a galera mais animada. Foi assim com Onde Você Mora?, mais conhecida pela gravação do grupo Cidade Negra; As Coisas Tão Mais Lindas; All Star; com a qual prestou sua homenagem de sempre a Cássia Eller; Relicário; Não Vou Me Adaptar, outra da época dos Titãs, quando fez um longo discurso sobre a situação política vivenciada pelo país, acrescentando que tocar no Sete de Setembro em Brasília era sensacional, ressaltando que tecnicamente já era madrugada de 8 de setembro; O Segundo Sol, com acompanhamento da plateia; Por Onde Andei; e Do Seu Lado, sucesso do Jota Quest, com a qual fechou seu show. Dentre as novas canções, gostei muito quando ele interpretou Sei. Ao voltar para o bis, ele anunciou que seu mais novo trabalho estava à venda no local do show, pois ele agora era independente, aproveitando também para falar de seu patrocinador, chamando uma moça do Correio para sortear a música que os presentes escolheram para ele tocar no bis. A canção escolhida faz parte do novo disco, a lenta Lamento Realengo. Finalizou com o mega sucesso dos Titãs, Marvin, quando havia espaço de sobra para dançar e cantar. O senão do show ficou para o tanto que ele fala entre uma música e outra, até parece cantor de axé. Eram 4:15 horas quando deixamos a Prainha da ASBAC. Ótima noite.

música
show