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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

THEATRO DA PAZ - BELÉM (PA)


Theatro da Paz


hall de entrada

Manhã quente em Belém, onde estou com meus pais fazendo turismo. Saímos cedo do hotel. Nosso primeiro destino turístico na cidade era o Theatro da Paz (Rua da Paz, s/n). Não era longe do hotel, mas viajando com idosos, preferi pegar um táxi. Chegamos às 08:40 horas. Um vigilante nos informou que o teatro abria para visitação às 9 horas em ponto. Nestes vinte minutos de espera, passeamos pela Praça da República, que fica em frente, cheia de mangueiras frondosas. A praça está bem cuidada, embora haja um lixo aqui e outro ali. Idosos estavam sentados nos bancos aproveitando a sombra das árvores e jovens passeavam com cães. Um coreto com estrutura em ferro é um dos destaques da praça, assim como um monumento bem conservado alusivo à República. A praça também abriga o Teatro Waldemar Henrique, destinado a grupos experimentais, localizado em prédio tombado. As portas laterais do Theatro da Paz se abriram exatamente às 09:00 horas. O acesso para a visita guiada é pela bilheteria. Pessoas acima de 60 anos de idade não pagam para a visita. Assim, somente eu paguei a entrada para conhecer as dependências do teatro (R$ 4,00). Um cartaz dizia que as visitas acontecem de terça a sexta, de hora em hora, de 09 às 17 h, salvo o horário do almoço. Bem visível estava a informação de que as visitas começam rigorosamente no horário. Não foi o caso, pois ficamos esperando por quase dez minutos no hall da bilheteria, tempo que aproveitamos para apreciar o piso de ladrilho hidráulico, o mapa dos assentos do teatro em forma de ferradura e os detalhes de portas e balcão. O guia Pablo chegou pedindo desculpas pelo atraso, alegando que o trânsito de Belém estava travado. O grupo para a primeira visita do dia era formado por cinco pessoas. Fomos direto para o hall principal, onde ele começou a nos contar a história do Theatro da Paz, inaugurado em 1878 com o nome de Theatro Nossa Senhora da Paz, ainda na regência de D. Pedro II, refletindo o esplendor da época da borracha na cidade, quando a cidade imitava hábitos europeus, especialmente parisienses. Como se tratava de um local de apresentações profanas, a igreja pediu a retirada do Nossa Senhora do nome do teatro, ficando como é conhecido até os dias atuais: Theatro da Paz. Um pesado lustre de bronze trazido da França enfeita o hall de entrada, que também tem duas peças de mármore de Carrara. São bustos homenageando Gonçalves Dias e José de Alencar. As escadas são de mármore e o mosaico do chão tem desenho que faz alusão à flora e à fauna da Amazônia. Como o próprio guia disse, a figura dá asas à imaginação. O detalhe curioso deste mosaico, feito com pedras portuguesas, é que suas peças foram coladas no chão com um grude feito da gordura do peixe gurijuba, gordura esta que ainda é exportada para o Japão, provavelmente para uso na indústria farmacêutica ou em cosméticos. A pintura nas paredes, em tom avermelhado, lembra um papel de parede, pois queriam parecer franceses, mas com o calor e a umidade da cidade, os decoradores da época acharam melhor fazer uma pintura que parecesse papel, o que conseguiram. Subimos as escadas e paramos em frente a um espelho de cristal vindo da França. No local era a entrada para o teatro, mas por problemas de acústica, quando o barulho exterior vazava para dentro, decidiram fechar a tal entrada. Para não ficar apenas uma parede, encomendaram um bonito espelho para colocar na parede. O piso deste andar é feito com as madeiras pau amarelo e acapu, cujo desenho lembra uma suástica. O guia abriu uma das portas de acesso ao teatro, quando pudemos nos sentar no espaço chamado varanda, apreciando a beleza do interior. A responsabilidade pela decoração e pinturas do teatro ficou a cargo do atelier do pintor italiano Domenico de Angelis, o mesmo do Teatro Amazonas, em Manaus, motivo pelo qual há elementos semelhantes em ambos os teatros. A pintura do teto foi feita lá mesmo, sem encaixes. É direta na parede e tem elementos da mitologia greco-romana. Os anjos nele pintados, segundo o guia, tem asas inspiradas nos pássaros da Amazônia (de longe é impossível distinguir). Um lindo lustre de ferro enfeita o centro do teatro, peça que foi trazida dos Estados Unidos para substituir um grande ventilador, que amenizava o calor até que foi colocado o sistema de ar condicionado no teatro. As cadeiras de madeira obedecem o formato original, mas o seu estofado foi retirado, colocando palhinha no lugar, combinando mais com o clima da região. Continuamos a visita subindo mais um lance de escadas, desta vez feitas em madeira e placas de bronze em cada degrau, cuja função era a de não deixar as pessoas escorregarem. O piso em frente à entrada do Camarote do Imperador, hoje usado pelo Governador do Estado, é diferente, feito com três madeiras da Amazônia, com colorações distintas: preto (acapu), vermelho (pau-brasil) e amarelo (pau marfim brasileiro). As figuras no chão remetem à vitória-régia, dando um efeito muito bonito. Em seguida, fomos para o Salão Nobre, local onde as pessoas esperavam nos intervalos dos espetáculos ou aconteciam festas para os nobres. Passando pelo salão, chegamos à sacada na parte de frente do teatro, onde há seis colunas (eram sete colunas e seis entradas, mas como o estilo neoclássico italiano exigia número par de colunas e ímpar de entrada, na reforma ocorrida em 1905, recuaram o frontão, retirando uma coluna e uma entrada). Na fachada, o brasão do Estado do Pará é ladeado por quatro bustos das musas das artes: comédia, poesia, música e tragédia. Voltamos para o interior do teatro, indo para a sacada lateral, onde há uma interessante pintura nas paredes que imitam o mármore. Descemos as escadas, chegando novamente ao hall de entrada, onde terminou nossa visita. Meia hora de um passeio pela história deste belo teatro, palco de um festival anual de óperas, que acontece no mês de novembro. Uma curiosidade é que quando o teatro foi reinaugurado após uma longa reforma em abril de 2002, houve a apresentação da ópera Macbeth, de Verdi, para cerca de 250 operários que trabalharam na obra de recuperação do prédio histórico.


piso do corredor das frisas


frisas laterais


piso com figuras de vitória-régia


Salão Nobre


Brasão do Estado do Pará no frontão do teatro


Mosaico no piso do hall de entrada


turismo

GASTRONOMIA EM BELÉM (PA) - FAMIGLIA SICILIA



Endereço
: Avenida Conselheiro Furtado, 1.420, Batista Campos, Belém, Pará. (o restaurante chamava-se Dom Giuseppe até 2011)

Especialidade: cozinha italiana, sob o comando da chef Ângela Sicilia.

Quando fui: jantar do dia 16 de agosto de 2012, quinta-feira. Chegamos por volta de 20:20 horas, ficando até 22:00 horas. Éramos três pessoas.

Serviço: o serviço é muito bom, desde a reserva por telefone, passando pela recepção, pelo atendimento cordial e simpático do garçom, até a saída, quando nos chamaram um táxi. Os pratos chegam rapidamente à mesa. O sommelier da casa, Fábio Sicilia, mantém uma loja acoplada ao restaurante, motivo pelo qual o preço que se paga pelos vinhos no restaurante é o mesmo que se paga quando se compra na loja. Por esta razão, a conta do vinho é separada, com pagamentos distintos, mas tudo isto é explicado no momento em que se pede a bebida. Havia quatro mesas grandes, todas comemorando aniversários. No momento de cantar o parabéns, a iluminação do restaurante ficou mais fraca, luzes de boate se acenderam, música mecânica e uma coreografia ensaiada dos garçons, tocando pandeiros, animaram os aniversariantes da noite. Há serviço de wi fi mediante solicitação de senha. Como o clima é quente em Belém, o vinho tinto é colocado, providencialmente, em um balde de gelo para que não fique quente, mas o garçom tem a preocupação de checar se a garrafa não ficou fria demais.

O que bebi: uma garrafa do vinho tinto Fairview 2009 (R$ 83,71), produzido com a casta pinotage em Paarl, África do Sul, acompanhado por uma garrafa de água mineral com gás Prata. O vinho não tem um aroma dos melhores, mas na boca mostrou-se levemente adocicado, harmonizando surpreendentemente com a massa com ragu de cordeiro que pedi.

O que comi: dispensamos qualquer couvert ou entrada, indo direto para o prato principal. Minha mãe pediu o Prato da Boa Lembrança, um caneloni de cordeiro, enquanto meu pai preferiu o nhoque da casa. Meu pedido foi um fettucine ragu de cordeiro (R$ 41,80). Uma ótima massa, que estava al dente, com bastante carne de cordeiro desfiada envolta em um saboroso molho de tomates frescos e manjericão. Por cima, lascas de parmesão e uma physalis. Prato muito bom e leve, perfeito para o jantar. Para sobremesa, dividi com minha mãe a opção mais famosa da casa, chamada Dolce Paula (R$ 19,00), ou seja, brownie de chocolate coberto com bastante chantilly e duas bolas de sorvete de creme, além de uma calda de chocolate. O brownie estava quente e macio, com sabor delicioso. Mesmo não gostando de chantilly, acabei por ratificar a fama do doce, pois é muito bom. O chantilly não é enjoativo.


fettucine ragu de cordeiro


Dolce Paula
Valor total da conta: R$ 270,90.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * 1/2. Ambiente com bela decoração, com piso de ladrilho hidráulico, relógios de vários formatos na parede e algumas fotos em preto e branco compondo a decoração. Boa pedida para um jantar na quente e úmida Belém.

Gastronomia Belém (PA)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

GASTRONOMIA EM BELÉM (PA) - REMANSO DO PEIXE



Endereço: Travessa Barão do Triunfo, 2.590, Conjunto Celso Macher, 64, Belém, Pará.

Especialidade: peixes e camarões, especialmente moquecas e caldeiradas, sob o comando do chef Thiago Castanho.

Quando fui: almoço do dia 16 de agosto de 2012, quinta-feira. Chegamos às 13:45 horas, deixando o restaurante às 15:20 horas. Éramos três pessoas.


Serviço: Logo na entrada do restaurante, fomos recebidos por um simpático empregado que nos indicou a parte de cima, cujo acesso se dá por escada à esquerda, uma vez que a parte de baixo não estava aberta. Uma brigada de garçons sorridentes e prontos para ajudar estava na parte superior do restaurante, que tem dois ambientes, e estava com público ocupando cerca de 1/3 das mesas. O cheiro de coentro era forte, mas ouvindo minha mãe dizendo que meu pai não comia este tempero (que também não gosto), o garçom disse que poderia fazer qualquer prato do cardápio sem ele. A chegada à mesa dos pedidos não é rápida, mas o tempo médio de espera foi avisado pelo garçom tão logo fizemos os pedidos, quando fiz este questionamento. Carta de vinhos modesta. Predominam no cardápio pratos com peixes e camarões, com destaque para as variações de moquecas (paraense, capixaba e baiana) e caldeiradas. Há serviço de wi-fi mediante solicitação de senha. Ao final, chamaram um táxi para nós, que fomos os últimos clientes a deixar o local antes de fecharem para o almoço. Apenas uma mesa com um estrangeiro e o chef da casa ainda estava ocupada.

O que bebi: uma lata de Guaraná Antarctica Zero durante o almoço e uma xícara de café expresso ao final.

O que comi: fiz um pedido completo com entrada, prato principal e sobremesa.

Entrada: segui a dica do garçom pedindo uma porção de bolinhos crocantes de piracuí (R$ 17,00). São dez unidades de um bolinho de peixe da região, cuja carne é escura. O bolinho chegou bem quente à mesa, acompanhado de molho rosé, e de um potinho com molho de pimenta, também da região. Passados em farinha mais grossa, estavam bem crocantes, como anunciado no cardápio. Notei que a maioria dos clientes fazia o mesmo pedido como entrada, sempre compartilhada pelos comensais na mesma mesa. Foi o que fizemos. Gostei da farinha grossa e do sabor do bolinho com um pouquinho da pimenta. Sem tal molho, ele fica sem graça.


Prato principal: em todas as reportagens que li sobre o chef e o restaurante, um prato sempre era citado, a moqueca paraense de camarão com banana da terra (R$ 70,00). Este também é o Prato da Boa Lembrança. Não tive dúvidas em pedí-lo. Meus pais optaram por outra sugestão presente nas diversas resenhas sobre o Remando do Peixe, a caldeirada a moda paraense, feita com o peixe filhote, jambu, camarões, pimentões amarelo e verde, tomate, batata, cebola e ovo cozido, tudo no caldo de tucupi. Ambos os pratos demoraram cerca de meia hora para chegar à mesa. São servidos em panelas de pedra, no melhor estilo das moquecas, porém mais fundas, o que garante que a comida fique quente por mais tempo. Meu prato era bem servido, consistindo de camarões, muitos camarões, por sinal, com banana da terra cozidos em um molho espesso de tucupi, e ainda folhas da jambu (aquela que deixa a língua levemente adormecida quando a mastigamos, dando uma sensação agradável à boca), pimentão verde e tomate. Acompanha arroz branco. O arroz é praticamente sem tempero o que garante uma suavizada no forte sabor do tucupi. A dormência provocada pelo jambu e o azedo/salgado do tucupi provocam diferentes sensações quando harmonizados com o tenro camarão. Realmente o prato merece todas as loas que escrevem sobre ele. Sensacional.


Sobremesa: fiquei na dúvida, mas acabei pedindo uma versão paraense para o tiramisu, o clássico doce italiano que leva um toque de fruta paraense, o bacuri, que recebeu o nome de tiramisu de bacuri (R$ 13,00). Confesso que confundi bacuri com buriti e somente quando o prato chegou à mesa, vendo a cor branca do creme de bacuri que cobria o tiramisu, fui me lembrar que não aprecio esta fruta. Mas como quem está na chuva é para se molhar, provei a versão do restaurante para uma das minhas sobremesas favoritas. Não aprovei, mesmo deixando de lado o creme (que não gostei, pois o sabor da fruta estava bem forte).


Valor total da conta: R$ 248,90, sem bebida alcoólica.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * *. Ambiente simples, mas com uma comida maravilhosa, especialmente os pratos principais. Para os que não são apreciadores de peixes e frutos do mar, a casa oferece duas opções de filé (carne vermelha), mas comete um pecado quem vai ao Remanso do Peixe e não prova uma de suas moquecas e/ou caldeiradas. Para voltar muitas vezes.

Gastronomia Pará (PA)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

CONFRARIA VINUS VIVUS - 68ª REUNIÃO


Confraria Vinus Vivus se reuniu pela 68ª vez em 13 de agosto de 2012, desta feita na casa de Vera para degustar três vinhos tintos elaborados com 100% da casta cabernet franc. Nos mais de seis anos de confraria, foi a reunião onde estiverem presentes menos integrantes, pois André, Bruno, Ricardo e Fernanda não puderam comparecer. Eis os vinhos degustados:

Vinho 1 - Les Perrières






Safra: 2008.
Álcool: 12,5%.
Casta: 100% cabernet franc.
Produtor: Catherine & Pierre Breton.
Região: Bourgueil, Vale do Loire, França.
Cor: violáceo.
Aromas: ameixa (fruta), violeta, herbáceo, couro, açúcar de confeiteiro.
Boca: taninos presentes, mas sem agressividade, picante, bem ácido, carambola no retrogosto.
Estágio: passa por barricas de carvalho, mas não há informação sobre o tempo que estagia nelas.
Harmonização: peixes mais gordurosos (salmão, pirarucu), carnes de coelho, pato.
Importador: World Wine.
Valor: R$ 179,00.
Observações: ficou 40 minutos em decanter. Elaborado por métodos orgânicos.


Vinho 2 - Dedicato a Walter




Safra: 2005.
Álcool: 14,5%.
Casta: 100% cabernet franc.
Produtor: Tenuta Poggio al Tesoro.
Região: Bolgheri, Toscana, Itália.
Cor: rubi, com reflexos granada.
Aromas: amareto, amêndoa, couro, balsâmico adocicado, marrom glacê.
Boca: elegante, sutil, com retrogosto adocicado.
Estágio: passa 18 meses em barricas de carvalho francês e mais 12 meses em garrafa antes de chegar ao mercado.
Harmonização: frutos do mar, carnes de coelho, pato.
Importador: Grand Cru.
Valor: R$ 478,00.
Observações: ficou 40 minutos em decanter.
O campeão da noite em empate com o terceiro vinho degustado. Foi o preferido de Abílio, Marcos e Keller.


Vinho 3 - Pasionado Grand Reserve




Safra: 2007.
Álcool: 15%.
Casta: 100% cabernet franc.
Produtor: Andeluna Cellars, com Michel Rolland de consultor.
Região: Tupungato, Mendoza, Argentina.
Cor: rubi, rubi.
Aromas: herbáceo, cítrico doce (tangerina), framboesa, chocolate.
Boca: leve e adocicado.
Estágio: passa 18 meses em barricas de carvalho francês e mais 12 meses em garrafa antes de chegar ao mercado.
Harmonização: frutos do mar, carnes de coelho, aves.
Importador: World Wine.
Valor: R$ 248,00.
Observações: ficou 40 minutos em decanter.
O campeão da noite em empate com o segundo vinho degustado. Foi o preferido de Vera, Cláudia e Leo.





Como já de costume, a anfitriã nos brindou com um belo jantar, que foi acompanhado e bem harmonizado pelos três vinhos da degustação. Jantamos uma perna de vitelo assada com ervas, acompanhada de batata bolinha e risoto de sete grãos com cogumelos. Para sobremesa, panquecas de creme cheese com calda espessa de maçã e um molho balsâmico de frutas vermelhas. Harmonizamos com o vinho Rutini Encabezado, elaborado com a casta malbec e produzido em Mendoza, Argentina.

Mais uma noite com bons vinhos, boa comida, bom papo, excelentes companhias. Que venha a 69ª reunião, agendada para o início de setembro.

vinho
gastronomia

sábado, 11 de agosto de 2012

MARIA BETHÂNIA INTERPRETA CHICO BUARQUE


Não tinha conseguido comprar ingresso para o terceiro show da edição brasiliense do projeto Circuito Cultural Banco do Brasil, Maria Bethânia interpreta Chico Buarque. No entanto, na manhã de sexta-feira a sorte veio na forma de uma ligação telefônica. Um amigo, sabendo que estava sem ingresso, me ligou dizendo que sua colega de trabalho tinha dois ingressos, mas não iria mais ao show. Confirmei, sem exitar, meu interesse nas duas entradas, pelas quais paguei R$ 60,00 cada uma. Era entrada de estudante, mas resolvi arriscar. Não pediram nenhum comprovante na entrada do teatro. Eu e Ric tínhamos lugar garantido na fila V, lugar longe do palco, mas com visão tranquila do show. Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro lotada para ver a excelente intérprete Maria Bethânia, acompanhada por seis músicos. Os adereços do cenário eram os mesmos dos dois shows anteriores do projeto, mostrando que Monique Gardenberg é craque, pois os moldou ao tipo de música que cada um interpretou. Bethânia entrou, como sempre, descalça, andando na ponta dos pés, com figurino todo branco, em contraste com o preto utilizado pelos músicos de sua banda. Começou o espetáculo cantando Rosa dos Ventos e emendou uma música na outra sem conversar com o público até o final, seguindo seu sempre consistente roteiro. Problemas com o som foram uma constante. Quem sentou mais atrás tinha dificuldades em ouvir a voz da cantora em determinadas partes das canções. Roda Viva, Cálice, Teresinha (muito aplaudida), Valsinha, João e Maria, Noite dos Mascarados, Tatuagem, Vida, Cotidiano, A Rita, Gente Humilde (foi a música que mais tive dificuldade em ouvir por causa do som), entre outros sucessos de Chico Buarque, foram ouvidos na voz deliciosa de Bethânia, que também recitou dois textos, também do homenageado, durante o show. Gota d'Água foi a que mais gostei, assim como a música que encerrou o espetáculo, Não Existe Pecado ao Sul do Equador. Aplaudida de pé, com muitos assobios pedindo mais um, a cantora retornou para cantar Chico Buarque da Mangueira, com as luzes da tradicional escola de samba do Rio de Janeiro, verde e rosa, iluminando o cenário e o palco. As cortinas se fecharam. Alguns começaram a sair, mas outros pediam outro bis. Ela voltou, homenageando a cantora que apresentou Chico Buarque ao Brasil, Nara Leão, cantando A Banda, com o público de pé fazendo coro. Bethânia fez um show normal, nos moldes que seus fãs esperam, não trazendo nenhuma novidade, nem uma performance arrebatadora. Foi aquilo que eu esperava. Terminado os três shows do circuito, Lulu Santos fez, de longe, o melhor espetáculo.

show
música

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

LULU SANTOS INTERPRETA ROBERTO CARLOS & ERASMO CARLOS




Lulu Santos interpreta Roberto Carlos & Erasmo Carlos foi o segundo show na temporada de Brasília do Circuito Cultural Banco do Brasil, em cartaz na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Comprei o ingresso por R$ 69,00 pela internet, com lugar na fileira T. Teatro lotado, mas com algumas cadeiras vazias, embora a informação de ingressos esgotados estivesse visível na bilheteria. Como na noite anterior, duas moças entregavam, para quem descia a rampa de acesso à sala, uma caixinha azul contendo duas trufas de chocolate. Como de costume, houve um atraso de dez minutos para começar o espetáculo. Lulu entrou com os demais músicas, já tocando guitarra, tendo como cenário o mesmo usado por Sandy na noite anterior, mas a utilização dos adereços era diferente. Lulu priorizou o repertório da dupla Roberto & Erasmo da época da Jovem Guarda, não se atendo aos arranjos originais. Muito antes pelo contrário, ele ousou e muito nos arranjos, numa autêntica recriação da obra do Rei, com resultados muito positivos e bem recebidos pela plateia. Era quase impossível saber a música que ele iria executar ouvindo os acordes iniciais, sendo necessário ouvir as primeiras palavras da canção para reconhecer o sucesso de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. O show começou com Sentado à Beira do Caminho, numa versão despojada, com alterações no tom de voz. Resultado interessante e gostoso de ouvir. No meio do show, ele fez uma ótima piada, ao dizer que iria apresentar a banda. Os quatro músicos que o acompanhavam deixaram seus instrumentos de lado e foram para o centro do palco, mas Lulu não falou seus nomes. Como um anfitrião em uma festa, apresentou gestualmente um músico para o outro, que, por sua vez, deram apertos de mãos e abraços, como se nunca tivessem se encontrado. O público riu muito. A apresentação dos músicos só ocorreu ao final do show, já no bis. O Calhambeque foi a segunda canção do setlist da noite que ainda contou com outros sucessos como Minha Fama de Mau; As Curvas da Estrada de Santos; Vem Quente Que Eu Estou Fervendo; Eu Te Darei o Céu; Sou Uma Criança, Não Entendo Nada; É Preciso Saber Viver. Lulu deu uma pegada diferenciada em cada uma das músicas do show, ora com toques de tango (Se Você Pensa), ora como se fosse um reggae (Eu Te Darei O Céu). Ele ainda permitiu ao baixista Jorge Ailton um ótimo solo para Você Não Serve Pra Mim. Durante a música Festa de Arromba, um clip em preto e branco passava na tela redonda com cenas de jovens dançando twist. Ilegal, Imoral ou Engorda foi a penúltima música da noite. Assim que ele acabou de cantá-la, Lulu disse que quando fez o primeiro show do projeto em São Paulo, o empresário de Roberto Carlos estava presente e lhe disse que o Rei queria saber se uma música estava no setlist. Não estava, mas Lulu a incluiu para os shows seguintes. Ela passou a ser a última canção do show: Emoções, que foi cantada em coro pela plateia, mesmo com um arranjo bem diferente, com direito a solos de assobios feitos por Lulu Santos em seu início. Segundo li, Roberto Carlos viu o show no Rio de Janeiro e gostou. Claro que a plateia se levantou, aplaudindo calorosamente o cantor e pedindo bis. Lulu retornou ao palco dizendo que não tinha gostado de sua performance em Festa de Arromba, repetindo a canção, com as mesmas imagens que passaram na primeira vez. Ao terminar de cantar disse que a levada iê-iê-iê de Roberto e Erasmo sempre estiverem presentes em sua obra, brindando aos presentes com Tempos Modernos, de sua autoria, com público de pé, cantando e dançando. O que faltou de empolgação no show de Sandy na noite anterior, quando ela interpretou canções de Michael Jackson, teve de sobra com Lulu Santos, um verdadeiro showman. Depois de terminado o espetáculo, fiquei pensando quantas vezes já tinha visto Lulu em shows. Foram várias, mas esta foi a primeira vez que o vi em um teatro. O show merece registro em cd e dvd.

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

SANDY INTERPRETA MICHAEL JACKSON




Nunca imaginei que um dia iria a um show de Sandy. Pois fui. Assim que anunciaram que o Circuito Cultural Banco do Brasil passaria por Brasília, fiquei interessado na proposta onde um cantor/cantora faz um show inteiro dedicado à obra de um artista consagrado nacional e/ou internacionalmente. Para esta etapa do circuito, que tem curadoria de Monique Gardenberg e Toni Platão, foram definidos três shows: Sandy interpreta Michael Jackson, Lulu Santos interpreta Roberto e Eramos Carlos, e Maria Bethânia interpreta Chico Buarque. Os ingressos para o show de Bethânia foram pulverizados no mesmo dia em que foram colocados em pré-venda para clientes Ourocard. Infelizmente não consegui comprar, garantindo, no entanto, entradas para os dois outros shows por R$ 69,00 cada um. Sandy interpreta Michael Jackson abriu o circuito em Brasília na noite de 08 de agosto na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Sentei bem atrás, na fileira T. Na bilheteria do teatro havia a informação de que os ingressos para o show de Sandy estavam esgotados, mas havia umas duas dezenas de poltronas vazias. Sinal que os famosos convites não foram utilizados, deixando quem queria comprar ingressos de fora do espetáculo. Para minha surpresa, o público era, majoritariamente acima de quarenta anos de idade. Logo fiz uma associação de que havia mais fãs de Michael Jackson do que de Sandy. Pode até ser verdade, mas assim que ela apareceu no palco, muitos gritos histéricos, especialmente de mulheres, ecoaram no teatro. De nada adiantou o aviso antes do show sobre a proibição de filmagens e fotografias. O que mais se via eram luzes das câmaras digitais e das telas de smarphones ligadas durante todo o show. Com uma banda com cinco músicos, ela apareceu no palco com figurino inspirado nas roupas do Rei do Pop, em pedestal à direita, cantando Bad. O arranjo deixou a música mais lenta e a voz da cantora não se encaixou na música. Quando ela cantava o refrão, parecia um cabrito chamando a mãe. Outros sucessos vieram em seguida, mas não senti empolgação na plateia. Ninguém cantava as músicas. Os fãs de Sandy insistiam em gritar gracinhas para a cantora, fato que irritava quem queria ouvir as canções de Michael Jackson. Os mesmos fãs tiravam muitas fotos, publicando-os imediatamente nas redes sociais, quando a operadora de telefonia funcionava (vi uma jovem na fileira da frente ficar xingando a TIM por não ter sinal de internet no teatro). Quando terminou Rock With You, a terceira canção da noite, ela conversou com o público e assim o fez até o final do espetáculo. Em uma destas intervenções, ela disse que na escolha do setlist do show escolhera canções de todas as fases de Michael Jackson, incluindo a época em que cantava com seus irmãos no Jackson Five. Não podia faltar no repertório Ben, Man in The Mirror, I'll Be There, Music and Me, Human Nature, Billy Jean e Thriller. Estas duas últimas também tiveram arranjos que as deixaram mais lentas, o que me desagradou. Uma histérica atrás de mim não parava de gritar pedindo para Sandy fazer o moonwalk. Claro que não foi atendida, pois a cantora usava um salto alto considerável. A última canção foi Gone To Soon. Assim que deixou o palco, não senti, novamente, empolgação da plateia, que custou a pedir bis. Ela demorou um pouco a voltar, encerrando a apresentação da noite com a dançante Don't Stop Till You Get Enough, quando todos ficaram em pé, mas poucos dançaram. Enfim, um show médio com viés de baixa (utilizando um jargão do economês). Ressalto que o cenário do show estava muito bonito, especialmente o jogo de luzes e a projeção em um telão redondo, cujo ponto alto foi durante a introdução da música Earth Song, quando parecia que a Terra rodava em pleno palco da Villa-Lobos.

música
show

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

CANTUCCI CAFFÈ - GASTRONOMIA EM BRASÍLIA (DF)


Endereço: SCLN 403, Bloco E, Loja 3, Asa Norte, Brasília, DF.

Especialidade: cozinha de bistrô, com cardápio enxuto, com opções de pratos executivos nos dias úteis.

Quando fui: almoço do dia 07 de agosto de 2012, terça-feira. Chegamos por volta de 13:00 horas. Éramos três pessoas.

Serviço: rápido, como se espera de um restaurante com pratos executivos para apertados horários de almoço em Brasília. Há serviço de wi-fi mediante solicitação de senha.

O que bebi: uma lata de Guaraná Antarctica Zero durante o almoço e uma xícara de café expresso ao final.

O que comi: optei por um dos três pratos do dia que ficam descritos em um display em cima da mesa. Qualquer que seja a escolha, o prato é acompanhado por uma salada de folhas. Escolhi um filé de salmão grelhado com crosta de gergelim preto, acompanhado de legumes cozidos no vapor e arroz integral (R$ 24,00). Prato sem mistérios, simples e saboroso. De sobremesa, pedi uma trufa de chocolate belga no sabor meio amargo (R$ 7,00). Nada demais.

Valor total da conta: R$ 123,60.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * *. Ambiente simples, mas aconchegante, com detalhes na decoração que remetem aos cafés italianos.

Gastronomia Brasília (DF)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

'GERO - GASTRONOMIA EM BRASÍLIA (DF)



Endereço: Shopping Iguatemi, Brasília, DF.

Especialidade: cozinha italiana.

Quando fui: almoço do dia 05 de agosto de 2012, domingo. Chegamos por volta de 14:30 horas. Éramos duas pessoas.

Serviço: formal, cordial, mas lento. Para ter o cardápio nas mãos, tive que chamar por mais de uma vez o garçom, assim como para fazer os pedidos dos pratos e da sobremesa.

O que bebi: dividimos uma garrafa do ótimo vinho tinto português Conversa 2009 (R$ 135,00), produzido na região do Douro. Água com gás São Lourenço acompanhou o vinho e um café expresso ao final encerrando a parte de bebidas do almoço.

O que comi: aceitamos o couvert (R$ 15,00 por pessoa, mas como paguei com o cartão Mastercard Black, o couvert para dois não foi cobrado). Compõem este couvert uma tábua com pães feitos na casa, fatias fritas de abobrinha cortadas em rodelas bem fininhas, dois tipos de patê e manteiga. Na medida em que os ingredientes vão acabando, há reposição até que o cliente diga para parar ou quando se fazem os pedidos dos pratos. Gosto muito da abobrinha servida nos restaurantes 'Gero e desta vez não foi diferente. Estavam deliciosas, mas não quisemos a reposição, evitando comer além do necessário. Como prato principal, acabei por escolher o mesmo prato que escolho quando vou a este restaurante, um ossobuco acompanhado por risoto de açafrão (R$ 98,00). O prato tem bela apresentação, com o amarelo do risoto se destacando na composição, enfeitada por um raminho verde. A carne estava soltando facilmente do osso, em textura que nem precisava usar a faca. Bem temperada, harmonizou perfeitamente com o Conversa 2009. Achei o risoto com gosto forte desta vez, que matava o sabor da carne quando os dois estavam juntos na boca. Acabei por não comê-lo todo, apreciando a deliciosa carne. Para quem gosta, havia uma boa quantidade de tutano no osso, todo ele comido por Ric. Dividimos, ao final, um tiramissù (R$ 31,00) que estava sensacional. Leve, tinha o sabor na medida certa do queijo mascarpone e do café. Divino.



ossobuco acompanhado por risoto de açafrão


Valor total da conta: R$ 370,64.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * *. Local sóbrio, com gente elegante, comida com ótima qualidade, pecando um pouco no quesito serviço.

Gastronomia Brasília (DF)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

INVASÃO PARAENSE - METALEIRAS DA AMAZÔNIA


Quando vi a programação do Invasão Paraense, em cartaz no CCBB de Brasília, fiquei curioso com a atração programada para encerrar o primeiro final de semana do projeto: Metaleiras da Amazônia. Para mim, sem ter lido a sinopse, se tratava de uma grupo de heavy metal formado por mulheres. Comprei o ingresso (R$ 3,00), mantendo esta curiosidade. O show estava marcado para começar às 21 horas, mas teve um atraso de dez minutos. No vídeo que passou antes dos músicos entrarem no palco, ficou claro que não havia mulheres na banda. Com um tecladista, um baterista, um baixista e um guitarrista, este também produtor da banda, como apoio, o trio de sopro entrou em cena. São três senhores que formam o grupo Metaleiras da Amazônia, cujos nomes artísticos são bem interessantes: Pipira do Trombone, Manezinho do Sax e Pantoja do Pará (trompete). Os três são militares e se uniram em torno da música. O show é composto basicamente de músicas instrumentais, de autoria dos próprios integrantes do trio, com poucas intervenções vocais, a maioria feita pelo guitarrista MG Calibre, que, diga-se de passagem, tem pouca voz. Tirando a parte cantada, mínima, por sinal, o show é vibrante. Ritmos típicos do Pará como o carimbó e a lambada, se juntaram ao mambo, à cumbia colombiana, ao lundu, ao ska e ao rock, fazendo com que ninguém ficasse parado nas cadeiras. Pena que o teatro estava bem vazio. Quem foi, viu um ótimo show, sem firulas, sem estrelismos, com músicos apaixonados pelo que fazem.

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música

domingo, 5 de agosto de 2012

INVASÃO PARAENSE - PINDUCA

Invasão Paraense é o mais recente projeto musical em cartaz no CCBB de Brasília. Em três finais de semana de agosto músicos do Pará se apresentarão no centro cultural. A programação começou em grande estilo com Gaby Amarantos fazendo um show gratuito na área externa do CCBB na noite de sexta-feira, seis dias depois que ela fez uma apresentação eletrizante na Praça do Museu Nacional da República. Não fui na abertura do festival, porque tinha visto Gaby no museu, mas estive presente na segunda noite do projeto, quando Pinduca foi a atração no Teatro I, com ingresso custando R$ 3,00 (meia entrada para correntista do Banco do Brasil). O teatro ficou completamente lotado, com gente ocupando todas as cadeiras extras colocadas à venda. Muita gente jovem para ver um artista que tem uma longa estrada percorrida na carreira, conhecido como o Rei do Carimbó. Entre o público, alguns vestiam camisetas com a bandeira do Pará estampada. O cenário tem um painel ao fundo do palco imitando os equipamentos de uma festa de aparelhagem, muito popular em Belém. A banda que acompanha Pinduca é composta por nove músicos, que entraram juntos tão logo o telão no qual foi projetada uma pequena entrevista com a atração da noite subiu. Eles estavam uniformizados com calças brancas e camisas vermelhas com uma listra branca e uma estrela dentro da listra, numa alusão à bandeira paraense. Assim que fizeram uma introdução instrumental, duas dançarinas e um dançarino entraram dançando o carimbó, com figurinos bem coloridos. A galera já se agitou nas cadeiras, antes mesmo de Pinduca entrar. Quando ele apareceu, com seu inseparável chapéu de palha com abas enormes onde vários pequenos chapéus ficam pendurados, vestia uma bata com a mesma figura da bandeira paraense que estampava a roupa dos músicos. Pinduca iniciou com o sucesso Sinhá Pureza, fazendo com que parte do público se levantasse para ficar nas laterais e no fundo do palco dançando, de onde não mais saíram, pois o show é vibrante e dançante até o final. Outros sucessos conhecidos vieram em seguida, sempre com a plateia acompanhando. Assim, Tia Luzia, Tio José; O Pinto; Garota do Tacacá; Bala de Rifle; A Bailar Comantchera; Carimbó do Macaco; entre outras, foram interpretadas para delírio do público presente. Entre um set de quatro músicas e outro, o cantor conversava animadamente com a plateia, agradecendo a produção do projeto, e colocando as pessoas para dançar nas dependências do teatro, incluindo o palco, onde, por três vezes, chamou alguns dos presentes para subir e mostrar como se dança o carimbó. Seus dançarinos trocaram de roupa várias vezes e fizeram excelentes números de dança de salão, com sincronia, harmonia e alegria estampada no rosto das dançarinas. Pinduca perguntou se havia gente do Pará no teatro, o que foi respondido com muito barulho. Era a invasão dos paraenses no CCBB de Brasília! Quando ele cantou, a pedido da plateia, uma marcha alusiva aos vestibulandos que passaram no vestibular, o teatro se transformou em um baile de carnaval, com direito a trenzinho desfilando pela espaço. Ao cantar A Dança do Carimbó, ele dominou os presentes, com todo mundo batendo palmas e batendo os pés no chão, conforme pede o refrão da música. Imitou por mais de uma vez o treme de Gaby Amarantos, e ainda fez uma versão divertida para Volare, terminando o show com um standard da música nacional, quando as dançarinas estavam vestidas a la Carmen Miranda e o dançarino estava paramentado com uma malandro carioca. O público, de pé, o aplaudia e pedia mais. Retornou ao palco para cantar mais um sucesso de seu vasto repertório, Dona Mariana, com todo mundo dançando, inclusive eu. Foram quase duas horas de show alto astral, divertido, alegre e contagiante. Gostei muito.




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música

sábado, 4 de agosto de 2012

BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE



Sou fã de Batman. Assim, quando um novo filme sobre o cavaleiro mascarado entra em cartaz, é certeza que estarei presente em uma sala de cinema. A terceira parte da trilogia dirigida por Christopher Nolan estreou nas telas brasileiras na sexta-feira, dia 27/07/2012. Esperei passar a euforia do primeiro final de semana do filme em cartaz, escolhendo o início da noite de quinta-feira, 02/08, para conferir a película no Cinemark, quando paguei R$ 6,50 a meia entrada, utilizando o cartão de crédito Bradesco para fazer o pagamento e garantir o valor reduzido do ingresso. A sala não estava cheia. Antes mesmo de chegar às telas, um ponto positivo, em minha opinião, foi o diretor não ter se rendido ao 3D. O filme é para assistir sem os incômodos óculos da terceira dimensão. A produção é americana e tem mais de duas horas de duração. Um elenco de peso está presente em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises), a começar por Christian Bale que faz um atormentado Bruce Wayne, recluso em sua mansão desde o final do segundo filme, quando assumiu a morte do promotor Harvey Dent, que era o vilão Duas Caras, sofrendo pela morte de sua amada. Como seu fiel mordomo, Michael Caine volta na pele de Alfred, sendo um importante incentivador para Wayne voltar a ter gosto pela vida. Gary Oldman, ótimo como sempre, continua no papel do Comissário Gordan. Morgan Freeman é outro ator que volta neste terceiro filme, continuando a interpretar o inteligente Fox, homem responsável pelas engenhocas utilizadas por Batman. Os inimigos do primeiro filme, Ra's Al Ghul e Espantalho, tem rápida aparição, sendo interpretados pelos mesmos atores que deram vida a eles no início da trilogia, ou seja, Liam Neeson e Cillian Murphy, respectivamente. Completam o elenco principal os atores Matthew Modine, que vive Foley, o chefe da polícia de Gotham City; Tom Hardy, que dá vida ao mais perigosos inimigo de Batman, Bane, o único que conseguiu deixar o herói fora de combate nas histórias em quadrinhos, fato que se repete no filme; Anne Hathaway, que me surpreendeu fazendo uma Mulher Gato que tem referências na  na mesma personagem interpretada por Julie Newmar no seriado de televisão mais famoso do herói mascarado; Marion Cotillard, que faz uma rica e enigmática investidora em energia limpa chamada Miranda; e Joseph Gordon-Levitt, que interpreta Blake, um jovem policial, órfão como Wayne, que foi acolhido na infância por um orfanato mantido pela fundação do bilionário excêntrico que dá vida ao Batman. Nolan mesclou boas doses de angústia das principais personagens com muitas cenas de ação, com direito a explosões, perseguições e lutas corporais. Alguns pontos do enredo são previsíveis, como o futuro de Blake, e outros são de surpresa total, pois quando achava que Bane reinava absoluto como o único vilão da história, o diretor nos presenteia com uma ótima revelação nas cenas finais. Outro ponto a destacar é a dubiedade da Mulher Gato, ora se portando como uma ladra, ora como uma heroína, além do fato de ela fazer um par romântico com o herói. Embora Nolan afirmou que este é o último filme de Batman que participa, pois havia planejado realizar uma trilogia em dez anos, ele deixa pontas abertas para uma sequência. O filme não supera a segunda parte da trilogia, quando Heath Ledger teve uma performance arrebatadora como o Coringa, e muitas cenas de ação tornaram-se referência para filmes de heróis. No entanto, é um ótimo filme, que merece ser visto. Gostei.

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