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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

SILVIA MACHETE



À noite, fui para o CCBB Brasília para ver o último show do projeto Pode Apostar! (R$7,50 a meia entrada por ser correntista do Banco do Brasil). A cantora é Silvia Machete. Acompanhada por uma banda afinada composta por quatro músicos, ela é bem descontraída no palco, com um modo cativante de falar com o público, que lotava o teatro. No repertório, músicas de seus trabalhos gravados e algumas que farão parte de seu próximo disco que, segundo ela, ironicamente disse, sairá lá por 2020, depois de passada aCopa do Mundo e as Olimpíadas. Músicas de Erasmo Carlos, Marcos Valle, Itamar Assumpção, Rita Lee, Caetano Veloso e compositores da nova geração são interpretadas de uma forma especial. O show é bem divertido, pois ela coloca elementos circenses (já foi artista de rua em Nova York) durante o espetáculo. Assim, temos um número em que ela mostra seus dons em um trapézio, outro em que enrola um cigarro de orégano (deixou bem claro se tratar de uma erva inofensiva) enquanto roda um bambolê em seu corpo e um número de mágica com uma banana. O público ovaciona bastante. Ao final, ela solta a pérola de que é a única cantora performática do Brasil e uma das poucas que gosta de homem. Gostei muito e, com certeza, aposto nela. Aposto tanto que fiquei esperando-a para tirar uma foto com ela (momento tietagem explícita!).

domingo, 8 de novembro de 2009

RODRIGO MARANHÃO


Terminado o filme Je Veux Voir, ainda no CCBB Brasília, encontro com Ric e Ro para conferirmos mais um show do projeto Pode Apostar. Rodrigo Maranhão não pode ser chamado de jovem, já com seus 39 anos e com algumas músicas gravadas por Maria Rita, Zélia Duncan e Roberta Sá. Ele próprio não se considera cantor. Gosta de ser identificado como compositor. Ele tem um cd lançado e outro previsto para janeiro de 2010. Neste show, somente músicas por ele compostas, tanto do primeiro quanto do cd em fase final de gravação. Acompanhado por três músicos: um acordeon, um violão e a percussão, faz um show intimista repleto de melodias que nos remetem a músicas e músicos consagrados do cancioneiro brasileiro. O formato é um banquinho, um violão e pernas cruzadas. Logo na primeira música, repetida no bis, tive uma sensação de dejá vu. Cheguei a comentar com Ro que a música, a postura do cantor e seu jeito de cantar me fazia lembrar os mineiros do Vale do Jequitinhonha, especialmente Paulinho Pedra Azul e Tadeu Franco. Ao final, esta sensação foi confirmada. Na saída do teatro, encontrei com uma amiga de BH que comentou a mesma coisa. Rodrigo Maranhão é bem humorado, bem afinado e canta de uma maneira tranquila. Seduziu a plateia com seus casos e suas músicas. Não parece carioca, nem mesmo nas letras de suas músicas. Apenas quando cita o seu time favorito, o Flamengo, ele entrega seu local de nascimento. Houve um corre corre para comprar o seu primeiro cd na saída do espetáculo. Sinal de que agradou ao público. Gostei médio. Aposto mais na faceta de compositor.

sábado, 7 de novembro de 2009

FINO COLETIVO


Terminada a sessão de cinema, já entrei no teatro do CCBB para conferir o show do grupo carioca Fino Coletivo. Não conhecia o trabalho do grupo até então. O espetáculo faz parte do projeto Pode Apostar que traz ao palco do CCBB de Brasília 09 cantores brasileiros que, segundo os produtores, ainda darão o que falar no cenário musical brasileiro. Já se apresentaram pelo projeto: Mariana Aydar, Rodrigo Campos e Nina Becker. Além do Fino Coletivo, ainda Brasília terá a oportunidade de ver Rodrigo Maranhão, Marina de La Riva, Marcelo Jeneci, Curumin e Silvia Machete. A entrada para todos os shows tem o convidativo preço de R$15,00 (inteira). Paguei a metade por ser correntista do Banco do Brasil. Quando soou o terceiro sinal e as luzes se apagaram, o teatro não estava cheio. O grupo é formado por seis músicos, sendo dois deles vocalistas, Alvinho Lancellotti e Adriano Siri. Também cantam Álvaro Cabral (violão), Daniel Medeiros (Baixo) e Donatinho (teclado). Marcos César completa o grupo tocando bateria. As músicas são dançantes. Logo no início, Alvinho diz que o show não é para locais com cadeiras. Ele chegou a perguntar se as poltronas eram fixas. A plateia, mesmo balançando cabeça e mãos, não se animou a ficar de pé nas laterais ou no fundo do teatro para dançar. Isto só foi acontecer já no meio do show, curto, diga-se de passagem. Problemas no violão fizeram com que o show parasse. O grupo não soube segurar a paralização. Ficaram sem graça, sem saber o que dizer. A diferença de alcance de voz dos dois vocalistas é gritante. Alvinho tem mais presença, com voz marcante. Adriano Siri não estava à vontade no palco. Olha muito para os lados, como se esperasse um sinal para entrar em certo momento da música. Quando canta sozinho, tive dificuldades de entender o que cantava. Sua voz é baixa. Talvez o espaço tenha assustado o grupo, acostumado a dar shows com o público em pé, quando a galera bebe e dança. Quando o público está sentado, a atenção é maior, com erros e dificuldades mais aparentes. No folder do projeto há a informação de que o disco de estreia do grupo foi escolhido como um dos melhores de 2007 pelo jornal O Globo. Podem ser bons no disco, mas no palco o grupo não me agradou. Não sei se apostaria neles.