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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

ADEUS 2009 - FELIZ 2010!

Aos leitores e leitoras de meu blog, desejo um 2010 repleto de energia positiva, muita paz, saúde, alegria, realizações pessoais e profissionais, e muito dinheiro. Vamos continuar juntos em 2010!

FELIZ ANO NOVO


FELIZ ANO NUEVO


HAPPY NEW YEAR


BONNE ANNÉE


GUTES NEUES JAHR


BUON CAPO D'ANNO


ANNUM FAUSTUM


XIN NIAN YU KUAI


AKEMASHITE OMEDETOU GOZAIMASU


BONAN NOVJARON


SHANAH TOVAH

FOGO DE CHÃO

O último dia do ano é dedicado ao dolce far niente, pois quero estar com muita energia na virada de 2009 para 2010 no Reveillon Enchanté no Clube Espanhol, quando haverá shows de Vanessa da Mata, Ivete Sangalo e Psirico.
Assim, passei praticamente o dia inteiro longe de agito e de sol, descansando. Só deixei o quarto do hotel para almoçar. Fomos à churrascaria Fogo de Chão (Praça Colombo, 4, Rio Vermelho), bem próxima ao hotel. Fomos e voltamos a pé. O restaurante é estrelado segundo o Guia Quatro Rodas 2010. Como sempre o atendimento é esmerado, mas muito formal. A gente não pode piscar que há um garçon ao lado perguntando se precisamos de alguma coisa. Ao pegar uma costelinha de porco assada com as mãos, sem pestanejar, um garçon colocou a lavanda ao meu lado para limpar os dedos. As carnes são ótimas, bem feitas, no ponto que cada cliente gosta. Todas as solicitações de carnes, aves e queijos foram atendidas de imediato, inclusive a perdiz assada que um dos amigos solicitou. A casa não trabalha com peixes. É uma churrascaria de rodízio que prioriza as carnes. O buffet de saladas e acompanhamentos é enxuto, sem exageros, mas ideal para uma excelente refeição. Pedimos sobremesa. A minha tarte tatin estava bem saborosa. Dica do garçon Magdiel que disse ser a melhor de Salvador. Um dos amigos pediu cocada com sorvete de tapioca, conforme está no cardápio. Veio sorvete de creme e não houve comunicação da troca. Depois de comer, em dúvida, ele solicitou novamente a carta e constata que seu pedido veio errado. Comunica o fato e, ao chegar a conta, a casa não cobra nenhuma sobremesa em função ao erro. No restaurante também almoçava o goleiro Fernando Henrique, do Fluminense. Café expresso ao final e a conta (R$586,00) para os quatro.

CASA LISBOA

Já que estou relaxando em Salvador, nada de dieta. Suspendi o regime até a volta para Brasília. Assim, depois de ouvir Neto Calasans soltar sua voz em um espaço descontraído, no bar da Fox, voltamos ao hotel no meio da noite de terça-feira. Paramos no supermercado Bompreço, próximo ao hotel, para comprar água mineral e itens para um café da manhã saudável em nosso quarto em substituição ao caro buffet matutino do hotel. Gastei pouco mais que R$27,00 (valor individual de cada café da manhã do hotel) comprando o suficiente para o café da manhã de duas pessoas em cinco dias. Voltamos a pé para o hotel, onde apenas trocamos de roupa para sair novamente, desta feita para jantar, uma vez que o restaurante escolhido fecha à meia-noite e o relógio já mostrava 22:45 horas. Táxi até o restaurante por R$18,00. A escolha recaiu no restaurante de comida portuguesa Casa Lisboa (Rua Manoel Dias Morais, 35, Jardim Apipema), casa com pouco mais de dois anos de inaugurada, cujo proprietário, Gualter, é um jovem açoriano, também responsável pela cozinha. Atendimento impecável, cardápio com os clássicos pratos da culinária portuguesa e carta de vinhos com boas opções. De entrada, pedimos bolinhos de bacalhau. Excelentes. São acompanhados de chutney de manga e um molho de pimenta. A entrada já nos permitiu esperar ótimos pratos. Escolhi como prato principal um bacalhau de natas. Antes do meu prato, uma surpresa. Ele vem precedido de uma salada de radicchio e agrião, com sabor interessante. O bacalhau de natas estava divino. E o vinho tinto português, claro, da casta alicante bouschet, da Herdade do Esporão foi uma ótima escolha. Sem sobremesa, apenas café. Há opção descafeinado. Foi minha escolha. Conta para quatro ficou em R$440,00. Táxi de volta para o hotel (R$18,00), já de madrugada. Dormi feliz.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

EM TERRAS BAIANAS



Cheguei em Salvador nesta quarta-feira, 30/12/2009, onde vou me despedir de 2009 e ver nascer 2010, ano que promete. Aeroporto de Brasília lotadíssimo. Filas quilométricas nos guichês e totens de auto atendimento da TAM. Usei a posição do fidelidade vermelho. Fiquei vinte minutos na fila. Voo sai no horário e pousa em Salvador ao meio-dia, horário local, sem o nefasto horário de verão. Passarei o ano em hora certa! Motorista de táxi emburrado, carro fedorento, corrida cara do aeroporto ao Mercure Salvador Rio Vermelho, hotel onde já estavam meus amigos desde a última segunda-feira. No check in do hotel, mais um stress, o quarto reservado com antecedência não foi o que me entregaram as chaves. Reclamei de pronto e exigi falar com a responsável pelas reservas. Ela usou o bordão "relaxe, você está na Bahia". Mandei ela catar coquinho. Me deram o quarto correto, no andar que havia previamente solicitado. Para piorar, o cofre do apartamento estava sem bateria. Liguei direto para a responsável pela reserva, perguntando se era perseguição. Ela se desculpou pela enésima vez e disse que eu aguardasse dez minutos para trocar a bateria. Disse que conhecia bem os dez minutos de baiano. Ela riu. Saí para almoçar e na volta o cofre já funcionava. Táxi até o restaurante (R$22,00). Conheço o Yemanjá (Avenida Otávio Mangabeira, 4.655, Jardim Armação) há muitos anos e nunca me arrependo de comer lá. Desta vez a história se repetiu. Ótimo atendimento, descontraído, com baianas sempre sorridentes e prontas para esclarecer nossas dúvidas. Enquanto aguardávamos nossos pratos, chegam Vanessa da Mata e Márcio Vítor (vocalista do Psirico) para almoçar. Os dois, mais Ivete, embalarão meu reveillon. Acarajé de entrada, com um vatapá maravilhoso (acho o melhor vatapá da cidade). Porção à parte de caruru no ponto, comme il faut. Para completar a agradável e quente tarde, um ensopado de polvo acompanhado por duas garrafas de um vinho branco brasileiro. Sobremesa para aqueles que aguentavam. Café expresso. Dispensável. Conta para quatro: R$386,00. Novo táxi para o hotel (R$24,00). Motorista de bom papo e divertido.

MAIS FILMES

Na noite desta última terça-feira, dia 29/12/2009, assisti a mais dois filmes da lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais.

Classificado em terceiro lugar, Sindicato de Ladrões (On The Waterfront), de Elia Kazan, com Marlon Brando. Produção americana vencedora do Oscar de melhor filme de 1954, trata da corrupção no sindicato de portuários de uma fria e suja Nova York. Marlon Brando está fantástico, bonito e sonso ao mesmo tempo. O clima realista é impressionante e fez escola no cinema a partir da década de cinquenta. Já conhecia o filme, mas nada me lembrava. Gostei muito.
Emendei o filme classificado em quarto lugar, Um Corpo Que Cai (Vertigo), produção americana de 1958 dirigida pelo mestre Alfred Hitchcock, com James Stewart e Kim Novak. Sensacional. Cada vez que vejo o filme, acho mais interessante. Da filmografia deste mestre, talvez seja o que mais gosto. Revejo milhares de vezes, mesmo sabendo a trama inteira e sempre gosto muito.

sábado, 26 de dezembro de 2009

SÁBADO EM FAMÍLIA

Sábado pós Natal. Acordo bem cedo e pego um voo para Belo Horizonte. Aeroporto lotado. check in da Gol com filas imensas. Uso o cartão Smiles Ouro e tenho atendimento diferenciado. Voo no horário e tranquilo. Em BH, chuva fina. Aniversário de minha mãe. Saio com meu pais para almoçar no A Favorita (Rua Santa Catarina, 1.235, Lourdes). Atendimento, como sempre, preciso. Comida excelente. Mais uma vez pedi de entrada um mix de cogumelos com um ovo frito trufado. Divino. De principal, magret de pato com mel e molho de framboesa, acompanhado de cebolas caramelizadas e batatas. Delicioso. Bebi um tinto português da região de Setúbal chamado Azul Portugal, safra 2006. Também muito bom. Do restaurante fomos para o Pátio Savassi Shopping com a intenção de ver o filme Avatar, de James Cameron. Filas enormes nos guichês do cinema e um aviso sonoro indicando que os ingressos para as duas próximas sessões já estavam esgotados. Voltamos para casa.
De noite, mais programa família, já que minha afilhada e sobrinha também aniversaria no mesmo dia de minha mãe. Completou três anos. Cada dia mais desinibida, tirou várias fotos comigo. O motivo da festa foi princesas da Disney. A fantasia de minha sobrinha era de Branca de Neve. Muito calor na noite de BH, mesmo com chuva. A festa acabou perto de meia noite, quando voltei para a casa de meus pais. Sábado totalmente família.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

NATAL



É Natal. Marasmo total. A ceia terminou tarde e dormi até quase meio dia. Foi levantar, almoçar o mesmo cardápio da noite anterior e preparar o dvd para continuar assistindo à saga da família Corleone. Vi de uma vez só O Poderoso Chefão - Parte II (The Godfather - Part II), produção americana de 1974, e O Poderoso Chefão - Parte III (The Godfather - Part III), produção americana de 1990, ambas dirigidas por Francis Ford Coppola. No elenco dos filmes Al Pacino (Michael Corleone) e Diane Keaton (Kay). Na parte II, Robert De Niro (Vito Corleone jovem) e o sempre ótimo Robert Duvall (Tom Hagen). Na parte III, Andy Garcia (Vincent) e Sofia Coppola (Mary Corleone). Não tinha visto nenhuma das duas produções e gostei de ver os três filmes na sequência, pois assim pude perceber a coerência dos roteiros. As cenas filmadas na Sicília são muito bonitas. O interessante é que as três partes começam com festas grandiosas (um casamento, um batizado e uma condecoração religiosa) e também terminam com grandes comemorações e matanças. Al Pacino evolui sensacionalmente de um filme para o outro, assim com Diane Keaton. O aspecto negativo do terceiro filme fica por conta da interpretação da filha de Coppola, sofrível. Ainda bem que ela abandonou a carreira de atriz e se dedicou à direção, com filmes elogiados no currículo. Voltando aos filmes, a crítica à sociedade burguesa e à igreja é mais ácida na terceira e última parte. O roteiro do terceiro filme mistura ficção e realidade ao retratar a sucessão papal na década de setenta e a misteriosa morte do Papa João Paulo I. Gostei de ter visto a saga em sequência. Acho o primeiro filme o melhor de todos.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O PODEROSO CHEFÃO


Para passar a tarde da véspera de Natal e com tudo já encaminhado para a ceia da noite, assisti ao segundo lugar da lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais. O Poderoso Chefão (The Godfather), de Francis Ford Coppola, produção americana de 1972 e ganhador do Oscar de melhor filme daquele ano. Com interpretação magistral de Marlon Brando (Don Corleone) e Al Pacino (Michael Corlone), conta a saga da família Corleone na condução de negócios escusos na Nova York das décadas de 40 e 50. Já tinha visto o filme em cinema na década de setenta e não lembrava absolutamente nada. Foi ótimo rever este grande filme de Coppola. A fotografia e a música são grandiosas, assim com as cenas de assassinatos. A reprodução de hábitos e costumes italianos também é primorosa, como nas duas cenas de casamentos. Gosto muito da cena do batismo e da renovação de compromisso de Michael Corleone renunciando à satã, ao mesmo tempo em que seus homens assassinam um monte de mafiosos. Sensacional. O bebê do batizado é Sofia Coppola. Vale também destacar a presença e grande interpretação de Robert Duvall (Tom Hagen), ainda com cabelo. Gostei muito e vou ver as duas continuações na sequência.

FELIZ NATAL

Aos leitores deste blog desejo

FELIZ NATAL

MARRY XMAS

JOYEUX NOEL

FELIZ NAVIDAD

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

FELLINI 8 1/2


Ainda na noite de terça-feira, assisti a mais um filme da lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais. Fellini 8 1/2, dirigido por Federico Fellini, produção da Itália de 1963. Ganhador de dois Oscar, incluindo melhor filme estrangeiro. No elenco Marcelo Mastroianni (Guido), Claudia Cardinale (Claudia), Anouk Aimée (Luisa) e Sandra Milo (Carla). Guido é um cineasta em crise produtiva e às voltas com o roteiro de um novo filme. Lembranças de sua vida perpassam todo o filme, com sonhos e aparaições de pessoas chave na vida da personagem. Um ótimo delírio de Fellini. Filme com 240 minutos, mas não é cansativo. Não conhecia. Gostei muito.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A REGRA DO JOGO


Final de ano é sempre a mesma coisa no trabalho. Não há muito a fazer. Sem muito documento para despachar, com telefones praticamente mudos. Muitos já em recesso. Os que ficam contam as horas para terminar a jornada diária. Assim, tenho saído ainda com a luz do dia, já que às 18 horas temos sol brilhando no céu. Tempo para avançar na lista dos filmes da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais.
Na noite de terça-feira, dia 22/12/2009, vejo o classificado em oitavo lugar. A Regra do Jogo (La Règle du Jeu), de Jean Renoir, produção francesa de 1939. O próprio diretor aparece em um papel importante na trama. Muito cultuado, não conhecia este filme. Trata-se de uma visão da sociedade francesa às vésperas da Segunda Grande Guerra, especialmente a questão das classes sociais. A burguesia se diverte e tem seus romances e traições em um castelo, com os empregados trabalhando para que a diversão seja completa. Até a caçada de coelhos e faisões na propriedade é um teatro armado, com os empregados saindo batendo nos arbustos e árvores, fazendo com que os animais corressem para uma área descampada onde os ricos e suas espingardas estavam estrategicamente colocados. Tiros certeiros e animais mortos. Os ricos não se dão ao trabalho nem de recolher a caça, papel desempenhado pelos subalternos. Um fato interessante é que as traições e romances acontecem no seio de cada classe social isoladamente, mas com semelhanças, mostrando que neste aspecto, todos os humanos são iguais. O filme traz inovações para a época, como as tomadas externas (característica do diretor). As cenas de caça são reais. Não havia a consciência em prol dos animais que vigora em nossos dias. Assim, há uma matança generalizada. Há uma cena que mostra claramente o momento de agonia de um coelho até seu último suspiro. Vendo os extras do dvd, fiquei sabendo que Robert Altman fez sua leitura do enredo ao filmar Assassinato em Gosfard Park. Gostei médio.

LAWRENCE DA ARÁBIA


Seguindo a lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais, assisti ao classificado em sétimo lugar, o longo e ótimo épico Lawrence da Arábia (Lawarence of Arabia), dirigido por David Lean. Produção ganhadora de sete Oscar no ano de 1962, incluindo o de melhor filme. Elenco essencialmente masculino (só há mulheres coadjuvantes em três pequenas cenas, todas sem fala e sem ficar em primeiro plano), com destaque para Peter O'Toole (Lawrence), Omar Shariff (Ali), Anthony Quinn (Auda) e Alec Guiness (Príncipe Feisal). Sensacional. Continua grandioso. Cenas de batalha, com camelos e cavalos são ótimas. A explosão dos trens também é muito legal. Embora longo, não se percebe o tempo passar. O enredo é bem contado visualmente e com ótimos diálogos. Há muito não via esta película. A última vez que vi ainda existia o Cine Roxy, no Barro Preto, em Belo Horizonte, e isto já se vão décadas...
Adorei ter visto novamente.

ALMOÇO FRUSTRADO

Nesta última segunda-feira, estava sozinho e resolvi almoçar no Tête à Tête Café (Casa Park - SGCV Sul, lote 22, loja 150), localizado no piso térreo do CasaPark Shopping. Há muito não ia neste restaurante, um simpático bistrô, com opções para todos os gostos. Logo na entrada, uma lousa indicando as sugestões do dia. Preferi fazer um pedido do cardápio. Como estou em fase de comer peixe, devido à dieta, escolhi um salmão grelhado, acompanhado por risoto de shitake e shimeji. Falei o pedido completo, como está escrito no cardápio, ao garçon que me atendeu e ele perguntou qual o acompanhamento. Repeti o pedido e reforcei que o acompanhamento era o mesmíssimo do cardápio. Perguntei quanto tempo demoraria para o prato chegar à mesa e a resposta foi de 20 a 25 minutos. Passaram-se 40 minutos e o prato chegou. Errado!. Veio um robalo grelhado com molho de limão e o risoto do meu pedido. Falei inicialmente com o garçon que trouxe o prato (diferente do que tirou meu pedido) e ele foi conferir como havia sido comandado o pedido. Voltou dizendo que comandaram um robalo e não um salmão, mas que poderiam trocar. Disse a ele que não tinha mais tempo para aguardar novamente quarenta minutos. Comeria aquele prato. Resolvi chamar o gerente para registrar minha queixa. Ele perguntou quem foi o garçon que tirou meu pedido e novamente propôs trocar o robalo pelo salmão. Recusei, devido ao tempo que já estava no restaurante. O garçon que me atendeu no início veio até a mesma para se desculpar e dizer que o prato não seria cobrado. Com fome, comi o robalo. É difícil achar um robalo grelhado que não fique com a crosta dura. E com este não foi diferente. Não gosto. Parecia que o dia não estava para mim, pois o risoto não estava bom, com o arroz aquém do ponto, ou seja, ainda cru. Pedi um café expresso e a conta. O gerente reafirmou que não cobraria o prato. Disse que havia comido e fazia questão de pagar. Ele insistiu na cortesia, mas não aceitei. A nota veio com o indefectível papel anexado com o acréscimo do serviço. Achei um despropósito. Obviamente que mandei retirar o serviço na hora de passar o cartão de crédito. Paguei o prato e os demais itens consumidos, pois só assim me sentiria à vontade para escrever este post e fazer a reclamação. Se volto no local? Isto é uma questão a ser pensada, pois das outras vezes que lá estive não tive nenhum problema.

domingo, 20 de dezembro de 2009

O ENCOURAÇADO POTEMKIN


Mais um filme da lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais. Desta vez, assisti ao classificado em nono lugar, O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potymkin), produção da extinta União Soviética de 1925. Clássico mudo dirigido pelo mestre Sergei Eisenstein. Todas as vezes que vejo este filme, descubro novas facetas. É um filmaço. Assistindo ao filme atentamente, notamos o quanto um sem número de diretores bebe nesta fonte. Há várias cenas e/ou tomadas que são exaustivamente repetidas nos filmes ao longo dos anos. Alguns diretores falam abertamente sobre a influência que Eisenstein tem em seus trabalhos, como é o caso de Scorsese e De Palma (que homenageou o mestre em uma cena com carrinho de bebê no filme Os Intocáveis, inspirada no filme que vi hoje). O enredo, embora a história se passa na época da Revolução Russa, não envelheceu. Está presente a eterna briga de classes. Gostei muito de ver novamente. Sempre gosto.

sábado, 19 de dezembro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

AMOR, FESTA E DEVOÇÃO


Amor, Festa e Devoção. Nome do novo show de Maria Bethânia na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional. Dirigido por Bia Lessa, também responsável pela cenografia. Lindo show, excelente escolha de repertório, cenografia delicada e fantástica. Bethânia está cada vez melhor, com voz potente e domínio completo de palco. Uma diva!

O show é dividido em dois atos. Achei os dois atos ótimos, mas tenho preferência pelo segundo. Entre os dois atos do show, enquanto Bethânia sai do palco para trocar de roupa, há um número instrumental, muito longo, por sinal.

Grandes momentos: as interpretações para Vida (Chico Buarque), Explode Coração (Gonzaguinha), cantada do início ao fim à capella, Drama (Caetano Veloso), Não Identificado (Caetano Veloso), É O Amor (Zezé Di Camargo) e Dama do Cassino (Caetano Veloso).

Maus momentos: a infinidade de flashs pipocando durante o show inteiro. Parece que tem gente que vai ao espetáculo só para tirar fotos (que ficam horríveis, diga-se de passagem), sem se importar se estão atrapalhando quem realmente quer curtir o show.

Depois do bis, o público não arredava pé do teatro, gritando o nome de Bethânia. Eu já estava saindo quando ela voltou e cantou, sem ensaiar, Olhos nos Olhos (Chico Buarque).

Gostei muito do que vi.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

DURO DE AGUENTAR

Hoje foi um dia difícil de aguentar e de chegar ao fim: reuniões tensas no trabalho, pendências nunca resolvidas, jogo de cintura, dores musculares e renais. Para finalizar, compras necessárias de Natal em shopping lotado. Um inferno.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

TERÇA DE MOLHO

Acordei com muitas dores nas costas. Ainda cálculos renais. Para piorar, um torcicolo. Fiquei em casa, não tinha condições de dirigir e trabalhar. Muito líquido, analgésicos e filmes, já que tinha que ficar quieto. Logicamente que voltei à lista da revista Bravo! Cem Filmes Essenciais. Vi os classificados em décimo primeiro e décimo lugares.

Décimo primeiro: Cantando na Chuva (Singin'In The Rain), produção americana de 1952, dirigida por Gene Kelly & Stanley Donen. Estrelado por Gene Kelly, Debbie Reynolds, Donald O'Connor e Jean Hagen. Um musical de sucesso que nunca tinha visto antes. Confesso que tinha uma certa antipatia pelo filme. Hoje mudei minha opinião ao ver o filme por completo. É um ótimo musical com números memoráveis de sapateado. Além do mais, há tantas referências do mundo das artes, sobretudo vários gêneros de filmes, teatro, musicais da Broadway, balé, enfim, é uma declaração de amor às artes. Gostei muito.

Décimo: Rastros de Ódio (The Searchers), produção americana de 1956, dirigida por John Ford e estrelada pelo eterno machão das telas John Wayne. O filme tem belas imagens do deserto americano e das estepes geladas canadenses. Uma linda Natalie Wood tem pequena participação como Debbie, a mulher branca raptada quando criança pelos comanches e criada como uma pele vermelha. Não gosto do gênero faroeste e este filme não mudou minha posição, embora as imagens imortalizadas por John Ford sejam impactantes. John Wayne mostra apenas com o semblante o horror de um massacre cujas consequências não são mostradas. Hoje, já que há uma patrulha constante dos politicamente corretos, o filme seria tachado de racista, pois coloca o homem branco como raça superior e os indígenas como selvagens, brutos e rancorosos. Contraditoriamente, o rancor maior se incorpora na personagem Ethan, vivida por Wayne. Talvez seja a marca do mestre Ford, mostrando que o ódio é inerente ao ser humano, independentemente da origem de cada um. Vale a pena ver.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

MAIS UM INÍCIO DE DIETA

Comecei de novo uma dieta, em plena segunda-feira. Vamos ver até quando...

domingo, 13 de dezembro de 2009

PAS DE DEUX


Depois de assistir a um péssimo filme, resolvemos ir ao teatro na noite de sábado. Escolhemos a peça Pas de Deux, em cartaz na Sala Adolfo Celi da Casa D'Italia. Movimentado o foyer do teatro, já que no mesmo local há o Teatro Goldoni, com uma peça em cartaz, o restaurante O Convento e havia um coquetel de formatura de uma turma de italiano da escola local. Ingresso fácil, poucos lugares até então vendidos (R$20,00). A sala fica em uma casa anexa ao prédio principal. Tem poucos lugares. Cadeiras de plástico numeradas. Apenas 28 pessoas ocupam as cadeiras. Pas de Deux é feita totalmente com gente de Brasília. Texto e direção de Diego de León, tem no elenco o autor e ainda Alana Ferrigno, André Rodrigues e Tati Ramos. Os quatro atores são egressos da Faculdade Dulcina de Moraes. Os atores ficam em cena durante todo o espetáculo, mas as cenas, curtíssimas, são interpretadas aos pares, por isso o título. O texto fala de encontros e desencontros, de amores, todos os possíveis. Os diálogos são fracos. Quando em uma das cenas deve-se passar uma situação dramática, fica risível a situação, pois o ator, gritando com a mulher, carrega no sotaque nordestino, resvalando na comédia. Não há ritmo. Os atores fumam demais e muitas vezes o cigarro não é necessário para a cena. Um atentado à saúde pública. Embora tente seguir uma linha realista, os atores não conseguem passar verdade. Mesmo trocando de cena, eles pouco trocam de gestuais e expressões, parecem incorporar uma única personagem do início ao fim. Figurinos e posições da foto de divulgação são melhores do que os usados em cena. Detestei.

sábado, 12 de dezembro de 2009

ATIVIDADE PARANORMAL

Tarde de sábado ensolarada e quente em Brasília. Dois convites para qualquer filme no Cinemark Pier 21. Eu e Ric escolhemos Atividade Paranormal (Paranormal Activity), de Oren Peli, produção americana de 2007. Não sabia muito sobre o filme, apenas que foi feito por uma quantidade bem pequena de dólares e arrecadou nas bilheterias norte americanas milhões. Câmara amadora, frenética, uma casa, um casal e uma assombração. Katie e Micah moram juntos há pouco tempo. Algo sobrenatural ronda Katie desde a infância e volta a aparecer nesta nova casa. Micah resolve filmar tudo, inclusive o sono de ambos. Não há trilha sonora, não há créditos finais. Não amedontra, mas não resvala na comédia. Filminho para agradar adolescentes. Horrível. Na linha da A Bruxa de Blair, mas piorado. Sem ritmo. Irrita a idiotice de Katie e sua gritaria sem fim. Detestei.

CAFÉ COM VINIL

Na saída do teatro, cedo, diga-se de passagem, pois a peça começou às 20 horas e tinha apenas 60 minutos de duração, eu, Ric, Ro e Emi decidimos beber e comer alguma coisa. O local escolhido foi o Café com Vinil (SCLN 413, Bloco E, lojas 3 a 5, Asa Norte). Já faz alguns meses que queria conhecer este novo espaço de Brasília. O nome me chamou a atenção. Passei algumas vezes de carro na quadra durante a noite e sempre o café estava agitado. Na noite de sexta-feira, saciei minha curiosidade. O café fica em uma quadra que está se tornando um ponto interessante para as noites brasilienses. No mesmo bloco, temos o Bendito Suco, o Leopoldina, o Cine Cabíria Café, o Dog and Roll Pub e o Café com Vinil. Nos fundos, uma obra e a informação de que será uma creperia, cujo proprietário é um francês. No bloco ao lado, outra obra e a promessa de uma pizzaria. Na quadra, ainda há o interessante restaurante La Benedicta (já comentei sobre ele neste blog), uma sanduicheria e uma casa de massas caseiras. O melhor é que fica ao lado do Parque Olhos D'Água.
Quanto ao Café com Vinil, gostei muito. O atendimento é eficiente e correto. O cardápio é enxuto, mas há risotos, carnes e entradinhas. Preferi as entradinhas do que o prato de hamburger que pedi. Todos os pratos tem nomes de cantores e cantoras consagrados mundialmente. Uma das entradas que pedimos foi a Milton Nascimento, com chips de queijo coalho e mandioquinha. A outra entrada homenageia Paulinho da Viola, é uma linguiça recheada com queijo defumado e acompanhada de molho de mostarda escura. Estavam muito boas. Há uma pequena carta de vinhos, armazenados em temperatura correta. O diferencial da casa são os vinis. O cliente pode escolher um vinil e pedir para tocar sua música preferida. O cliente não coloca o disco nas pick ups (são duas), pois tais vinis fazem parte da coleção dos proprietários. A responsabilidade de colocar o disco escolhido para tocar é da casa. O local estava cheio o tempo todo que ficamos por lá. Música agradável, saudosismo, comida boa, companhia de amigos, vinho, gente interessante circulando. O local é frequentado por pessoas na faixa dos trinta/quarenta anos, o que garante uma certa tranquilidade. Como disse, gostei muito e vou voltar.

O ESTRANGEIRO



Em cartaz no CCBB Brasília a peça O Estrangeiro, baseada em romance homônimo de Albert Camus. Direção de Vera Holtz, com Guilherme Leme vivendo e narrando a história do protagonista, Meursault. O espetáculo (R$7,50, meia entrada, por ser correntista do Banco do Brasil) tem lugar no Teatro II. O local é apropriado para o espírito do monólogo, pois é mais intimista, com apenas oitenta lugares. Teatro lotado. A iluminação de Maneco Quinderé, é primorosa, bebendo na fonte do expressionismo, com cenário todo negro, apenas uma cadeira giratória e muitos focos de luz no ator. O texto de Camus é forte, se passa em Argel, nos anos quarenta, quando um homem se vê envolvido em um crime, logo depois de sua mãe falecer. Ele não consegue se enquadrar nas regras impostas pela sociedade e é muito sincero. Ele cometeu o crime e não pede perdão, nem mesmo nega a autoria. Confirma e espera seu julgamento. Ele é o próprio estrangeiro no seio de uma sociedade moralista e arcaica. A direção de Vera Holtz é interessante. Ela deixa Guilherme Leme, com ótima atuação, contido, com poucos movimentos, especialmente no início do texto. O diferencial fica com os timbres de voz, marcando quando a personagem narra sua história e quando ela interpreta as pessoas que interagiram com Meursault no período relatado. A trilha sonora também merece destaque. Gostei muito do que vi.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

VEGA SICILIA UNICO 1986


Ontem a Confraria Vinus Vivus se reuniu mais uma vez. Foi o nosso 40º encontro. Fechamos o ano com chave de ouro, com troca de presentes de amigo oculto e degustando quatro excelentes vinhos, todos considerados tops. Foram três franceses e um espanhol. Finalizamos com um belíssimo jantar. A ordem da degustação foi a seguinte:

Vinho 01 - Château Ausone 1994 - Première Grand Cru Classé - Saint-Emilon, França
Vinho 02 - Château Cheval Blanc 1985 - Première Grand Cru Classé - Saint-Emilon, França
Vinho 03 - Château Haut Brion 1986 - Première Grand Cru Classé - Pessac Léognan, Graves, França
Vinho 04 - Vega Sicilia Unico 1986 - Ribera del Duero, Espanha

Quando terminou a degustação, todos estavam extasiados. Partimos para o jantar em estado de graça e a iguaria preparada pela anfitriã não deixou por menos, surubim defumado com molho de dill, acompanhado por um "espaguete" de palmito pupunha na manteiga trufada. O peixe estava muito leve e o palmito divino. Um pinot grigio californiano harmonizou com o jantar.

Todos os anos, desde 2006, a última reunião do ano da Confraria Vinus Vivus é dedicada a vinhos top de linha. Pagamos ao longo dos 12 meses uma parcela para a compra destes maravilhosos vinhos. Já degustamos alguns ícones, tais como Château La Tour, Château Margaux, Barca Velha, Château Mouton-Rothschild, Château Cheval Blanc, Taitinger Brut Millésimé, Casanova di Neri, The Armagh, Château Lynch Bages, Protos, Far Niente. Todos excelentes, mas nenhum superou, na minha modesta opinião, o Vega Sicilia Unico que degustei nesta última reunião de 2009. Vinho redondo, suave, não agride a boca em momento algum. Perfeito. Vinho para apreciar meditando. Foi o melhor vinho que já experimentei na minha vida, com certeza. Que venham outros...


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

48 HORAS

Nestes últimos dias me veio uma necessidade de meus dias terem quarenta e oito horas...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

KAÁ


Fechamos com chave de ouro a estadia em São Paulo. Folheando a revista Veja São Paulo Comer & Beber 2009-2010, achei interessante a descrição do restaurante Kaá (Avenida Juscelino Kubitscheck, 279, Vila Olímpia), fiz a reserva para cinco e fomos almoçar no horário marcado: 13:30 horas. O restaurante é lindo, com uma parede enorme de plantas do chão ao teto, especialmente samambaias. Há um espelho d'água logo na entrada. O teto é retrátil. Muitos empregados, com serviço eficiente. Os pratos são muito bem servidos. Escolhi uma costela de vitela, acompanhada de legumes e farofa de limão siciliano. A farofa é dispensável. A carne estava tenra, rosada por dentro, com tempero maravilhoso. Os legumes estavam no ponto. O vinho escolhido foi o Prima, da região de Toro, Espanha. Harmonizou muito bem. Todos ficaram satisfeitos com a escolha. Tarde agradabilíssima.

Hora de voltar a Brasília.

L'ATELIER SÃO PAULO


Noite: expectativa em torno do restaurante L'Atelier São Paulo (Rua Padre João Manuel, 1.055, Jardins), cuja reserva fizemos há quinze dias atrás. Fui a pé, pois é bem próximo do hotel. De cara, não gostei da decoração, com paredes negras no ambiente onde antes era o bar. Garçons despreparados. Conversavam bem próximos a nossa mesa. Um deles perguntou ao outro o que era acelga. A resposta foi uma pérola: "uma espécie de couve". O uniforme dos atendentes é escuro e feio. O material do uniforme exala um cheiro ruim. À medida que o tempo passou, o cheiro que exalava dos uniformes se misturou ao suor de quem os usava, ficando pior. Muitas opções da carta de vinhos não constavam na adega. Um furo lastimável para um restaurante com poucos meses de vida. Os banheiros, também escuros, não são separados por sexo, mas isto o cliente tem que descobrir, pois não há avisos e ninguém informa. Para piorar, dos quatro reservados, dois estavam sem luz. Um deles, com iluminação, tinha um cheiro de mofo muito forte. Para enxugar as mãos, guardanapos de papel, dos menores que existem no mercado. Com relação ao cardápio, muito enxuto. As entradas não chamaram a atenção de ninguém da mesa. Era difícil ler o que estava escrito, pois não havia iluminação suficiente na mesa. Pedimos uma lanterna e não havia nenhuma na casa. Tive que ler o cardápio em voz alta para os amigos que ficaram nos locais mais escuros. Parte do satff da casa estava muito acelerado, apressados, arrumando mesas e conduzindo clientes às mesas. Houve um momento que achei que era uma performance acontecendo ao meu lado, pois os pivôs tipo passarela foram muitos. Pelo menos o meu prato, uma paleta de cordeiro com cuscuz estava saboroso. Estranhei apenas o fato de uma paleta de cordeiro ser servida sem osso. Não quis sobremesa, apenas um café descafeinado. Lembro que em torno deste restaurante houve uma confusão, pois anunciaram que o famoso chef francês Joel Robuchon abriria uma filial de seu L'Atelier no Brasil. As revistas e colunas de jornais especializadas em gastronomia já esclareceram que não há ligação entre este estabelecimento e o famoso francês. Saí com a certeza de que não volto. Coloquei um X bem grande nesta opção. Decepção é o sentimento que ficou no nosso grupo.

sábado, 5 de dezembro de 2009

SÁBADO EM SÃO PAULO

Manhã: dedicada ao sono e café da manhã no hotel.
Tarde: dedicada ao Shopping Iguatemi. Compras, almoço e cinema.

Almoçamos no ganhador do prêmio da revista Veja São Paulo Comer & Beber 2009-2010 como o melhor restaurante de comida rápida. Fila de espera de meia hora no Ráscal. Enorme buffet de salada e de massas pelo preço de R$47,00. Só o buffet de saladas já é o suficiente. Foge do trivial, com pratos bem elaborados. Optei por pouca salada para saborear uma massa, um fettuccine na manteiga com polpetone. Muito saborosos. O atendimento foi ótimo. Para encerrar, todos pediram uma fatia da torta de maçã, pois logo que entramos, vimos a bela torta exposta que nos fez lembrar das tortas da Vovó Donalda, das revistinhas em quadrinhos da Disney. A torta é levada ao forno e vem acompanhada de sorvete de creme. Troquei o sorvete por creme inglês. A torta por si só já é o suficiente e muito melhor do que a do restaurante Gero que comi na noite anterior.

Saímos do restaurante e fomos direto para o piso do cinema. Guichê especial para clientes do cartão de crédito que possuo. Lugar marcado. O filme escolhido, cujo ingresso será mostrado no check out do hotel para garantir a diária cultural, é o novo trabalho de Pedro Almódovar, Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos), produção espanhola de 2009. No elenco a sempre bela Penélope Cruz. Gosto de todos os filmes de Almódovar e com este não foi diferente, embora tenha achado o mais triste de todos. Penélope Cruz está, na maioria das cenas, com semblante triste ou preocupado. A história é de superação, mas feridas abertas vão ficando ao longo do caminho. Há um filme dentro do filme. Fiquei muito curioso, pensando se veríamos na tela o desfecho do filme Garotas e Maletas, cuja atriz principal, Magdalena, é vivida por Cruz. Os elementos característicos dos filmes do espanhol estão presentes: cores vibrantes no filme que está sendo rodado, atrizes preferidas do diretor, religião, homossexualidade, paternidade desconhecida, a paixão, o sexo. Gostei bastante.

Noite: expectativa em torno do restaurante L'Atelier São Paulo (Rua Padre João Manuel, 1.055, Jardins), cuja reserva fizemos há quinze dias atrás.

A LOBA DE RAY-BAN


A bandeira Mercure da Rede Accor tem uma diária cultural. Basta fazer a reserva desta promoção pela internet e, ao fazer o check out, apresentar ingresso de um evento cultural em São Paulo. Pode ser de teatro, cinema, show, circo, museu, enfim, qualquer manifestação artística paga. Já sabendo disto, comprei os ingressos para nós cinco pela internet para a peça A Loba de Ray-Ban (R$80,00 a inteira + R$13,00 de taxas), em cartaz no Teatro Shopping Frei Caneca (Shopping Frei Caneca, sexto andar). Texto de Renato Borghi e direção de José Possi Neto. O texto foi escrito para um papel masculino, já encenada, com sucesso, por Raul Cortez. Aqui, o texto foi adaptado para um papel feminino, vivido por Christiane Torloni. No elenco estão também Leonardo Franco e Maria Maya. O teatro não estava cheio, muito antes pelo contrário. Pontual, a peça começou às 21:30 horas (horário de grande parte das peças às sextas-feiras na capital paulista). Em meio à encenação de Medeia, a atriz Júlia Ferraz (Torloni) abandona o texto para tirar satisfações com o ator Paulo Franco (Leonardo Franco), seu ex-marido, vivendo o papel de Jasão. Sobre também para a outra atriz na peça, Fernanda Porto (Maria Maya). Em idas e vindas no tempo, Júlia faz uma reflexão de seus amores e companheiros de cama, e de sua bissexualidade. O cenário é grandioso, refletindo o palco e a casa de Júlia Ferraz. O trio central está muito bem no palco. Nunca tinha visto Leonardo Franco em cena e me surpreendeu, especialmente pela capacidade de passar um cinismo nas expressões faciais. Maria Maya, fazendo jus à genética (é filha de Cininha de Paula e Wolf Maya), me surpreendeu em cena, pois o pouco que vi desta atriz foi em pequenos papeis em novelas televisivas. Em cena, é forte, segura, encarna a personagem muito bem. Christiane Torloni dá um show. Optou por uma voz mais grave e com o figurino todo preto, mostra o clima em que vive sua personagem. O gestual é ótimo. Ela está bem solta nas cenas de sexo com Maria Maya, incluindo um rápido beijo na boca. Vê-se a mão do diretor nas marcações e na movimentação de palco. O ponto negativo ficou por conta de um grupo na plateia que se sentou perto de mim. Eram dois homens e três mulheres, todos na casa dos cinquenta anos. Falavam alto e faziam comentários desagradáveis, especialmente na cena em que Torloni abre a blusa de Maya e a beija nos seios. Despreparados para o texto.

Gostei muito do que vi. De lá, obviamente, fomos jantar. E depois de muito adiar, enfim, conheci o restaurante Gero (Rua Haddock Lobo, 1.629, Jardins), da família Fasano. Chegamos depois de 23:30 horas e ficamos em fila de espera, mas logo fomos acomodados em uma mesa redonda para cinco. Especialidade da casa são os pratos da culinária italiana. Preferi pedir algo diferente de massa. Pedi uma codorna recheada de presunto de parma, envolvo em uma fina camada de pancetta. Acompanha uma polenta mole com molho de tomates frescos. Era o menor prato da mesa, mas fiquei satisfeito. Gostei mais da polenta, bem leve, do que da codorna, pois o presunto de parma dá um sabor forte e meio amargo à carne. Para acompanhar, pedimos primeiro um vinho italiano e depois um português, ambos tintos. Para sobremesa, pedi uma torta de maçã quente acompanhada de sorvete. A torta chegou rápido e não estava quente. Já comi melhores em restaurantes menos sofisticados. Finalizei com um café descafeinado, já perto de duas horas da manhã.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

SEXTA-FEIRA LIVRE EM SÃO PAULO

Como os trabalhos de especificação do sistema terminaram na quinta-feira, ficamos com a sexta-feira livre. Dormi até mais tarde. O último cálculo renal que ainda está no meu lado direito dá sinais de vida. Como já está bem baixo e é pequeno, sinto mais incômodo do que cólica. Tomo muito líquido. Já no final da manhã, vamos de metrô, à Fnac Paulista, onde pego os ingressos para o Reveillon Enchanté em Salvador e as entradas para a peça de logo mais à noite. Meus amigos esqueceram o número da senha para pegar os ingressos do reveillon.

Voltamos a pé pela Avenida Paulista. Paramos no Centro Cultural FIESP - Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1.313) para conferir a exposição de pinturas e esculturas Arte Colombiana 1948-1965, organizada pelo Museu Nacional da Colômbia e Associação de Amigos do Museu Nacional. Tenho pouco conhecimento de artistas plásticos colombianos, me vindo à memória apenas o nome de Botero. Esta exposição foi uma oportunidade de ver trabalhos de outros artistas, além de pinturas de Fernando Botero, incluindo da fase em que ele não pintava seus famosos gordinhos. Gostei muito da exposição, especialmente das obras de Alejandro Obregón. Continuamos a andar pela Avenida Paulista debaixo de um chuvisco. Paramos na Livraria Cultura do Conjunto Nacional e seguimos para o hotel. Fechamos as malas. Check out. Andamos três quarteirões com nossas malas. Chegamos ao Mercure Jardins, o hotel onde passaremos o final de semana. Check in. Saímos novamente.
Decidimos, depois de muito exitar, almoçar por perto. Descemos a pé até o restaurante A Figueira Rubayat (Rua Haddock Lobo, 1.738, Jardins). Gosto muito deste local. Sentamos em uma das várias mesas debaixo da enorme figueira que se espalha por todo o restaurante. Serviço de primeira. Couvert excelente. Pães maravilhosos. Vinho branco espanhol para acompanhar um arroz da praia (arroz e frutos do mar). Prato caro. Sabor mediano. Café e conta paga, hora de bater pernas, ver vitrines e fazer compras. Tarde toda na região da Rua Oscar Freire. Já eram mais de 18 horas quando retornamos ao hotel. A noite chega e com ela a turma está completa. Somos cinco para desfrutar um final de semana cultural e gastronômico em São Paulo.

REFLEXOS DE UM TEMPORAL

Depois do aguaceiro que caiu em São Paulo, eu, Ro e Emi decidimos sair. Muita enxurrada pelo caminho. Entramos na estação Consolação do metrô e o fluxo de pessoas era muito além do normal. Os vagões estavam abarrotados de gente. O trem circulava em velocidade reduzida e a cada parada, mais pessoas se amontoavam. Houve um momento em que me senti flutuando, sem os pés no chão. Descemos, ou melhor, fomos empurrados para fora na estação Paraíso para fazer uma baldeação. A quantidade de gente na plataforma era inacreditável. Entramos num bolo e ali ficamos. A cada trem que chegava, o bolo andava em meio a cotoveladas e empurrões. Passaram seis trens. Conseguimos entrar no sétimo trem. Apinhado, com odores horríveis de final de expediente. Descemos na estação Sé para nova baldeação. Esperava mais gente, mas para minha surpresa, estava mais tranquilo, embora cheio. Pegamos novo metrô e descemos em nosso destino, a estação Santa Cecília. Todo este esforço foi em vão, pois não fomos felizes em nossa escolha para a noite de quinta-feira. Decidimos jantar. Não tínhamos nenhum endereço de restaurantes que ainda não conhecíamos na cidade. Andando pelo bairro, encontramos uma lan house. Com apenas R$1,00 para acesso à internet, conseguimos o telefone de um restaurante bem próximo de onde estávamos, pois o trânsito estava bem lento por causa das chuvas. Pegamos um táxi e chegamos ao Sal Gastronomia (Rua Minas Gerais, 350, Higienópolis), do chef Henrique Fogaça, ganhador de alguns prêmios de gastronomia. O local é pequeno, com poucas mesas em frente à cozinha envidraçada. Ambiente jovem, com atendimento simpático. De entrada, uma excelente bruschetta de polvo. De prato principal, pedi um cupim acompanhado de farofa de bananas e mandioca cozida. Depois de dez dias sem beber nada de álcool, brindei a noite com um bom vinho tinto francês. O meu prato estava bem apresentado, mas não gostei do cupim. Achei duro. A farofa de banana estava saborosa, com um leve toque de pimenta. Terminei com um belo café expresso descafeinado. Como o restaurante ficava exatamente no final da Avenida Paulista, voltamos a pé para o hotel.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

TRABALHO EM SP - DIA 4

Manhã com vento. O calor dos dias anteriores ficou amenizado. Detesto acordar cedo e depois de três dias levantando às 07:30 horas, meu corpo não obedeceu aos comandos do cérebro e fiquei um pouco mais na cama. Os trabalhos estavam adiantados, motivo pelo qual um pequeno atraso para começar o batente nesta quinta-feira não teria problemas. Só atrasamos meia hora, o que nos facilitou a ida de metrô, mais vazio. Trabalhamos direto, revisando todas as especificações e demandas dos três dias anteriores, além de priorizar cada demanda. Exaustivo o trabalho, mas concluso. Todos se despedem. Três resolvem almoçar. Escolhemos um restaurante perto do hotel que estamos. Pegamos um táxi. O restaurante escolhido é de comida peruana. Quando o táxi para na porta, descobrimos que ele só funciona para jantar nos dias de semana. Proponho um restaurante italiano nas proximidades. Meus colegas de trabalho aceitam.

Chegamos ao Zucco (Rua Haddock Lobo, 1.416, Jardins). Há menu executivo, mas prefiro escolher um risoto de shitake e queijo brie. Atendimento bom, mas ao ser perguntado, o garçon se alongava na resposta. Perguntamos se tinha vinho em meia garrafa. Ao invés de simplesmente responder negativamente e oferecer as opções da casa, garrafa e taça, fez uma longa introdução, começando com um "então". O risoto é bem apresentado, mas a quantidade é pequena, diferente de outras casas italianas de São Paulo onde já experimentei esta iguaria. O sabor estava insosso. O sabor do queijo brie estava perdido. Sem sobremesa, encerrei o almoço com um café descafeinado Illy. Voltamos para o hotel. Um amigo chega de Brasília e nosso quarto passa a ser triplo. Cai um temporal.

ALLEZ, ALLEZ!


Noite de quarta-feira. Reserva para o jantar confirmada no restaurante Allez, Allez! (Rua Wizard, 288, Vila Madalena). Excelente e premiado bistrô no descolado bairro Vila Madalena, local repleto de bares transados, ateliers de artistas plásticos e lojas de decoração. O restaurante fica em um sobrado antigo, com uma pequena varanda logo na entrada, um salão com piso hidráulico daqueles iguais aos que ornavam as casas de nossas avós, onde ficam as mesas. A decoração remete aos bistrôs parisienses, sem muita frescura e bem claro. O chef Luiz Emanuel passeia pelo salão, cumprimentando os comensais. Muitos me pareceram habitués. Serviço eficiente. Todas as perguntas que fizemos foram esclarecidas pelos garçons e pelo maitre da casa. Menu enxuto com clássicos da cozinha francesa. O couvert tem tomates em cubos adocicados muito bons. Não se percebe que é tomate. Tivemos que perguntar o que era. Optei por uma salada verde com molho pesto e queijo de cabra quente como entrada. Delicioso. Mas o melhor foi o prato principal, uma coxa de pato confit em leito de purê de feijão branco. Uma releitura do cassoulet. Leve e marcante. Adorei. Não quis sobremesa, apenas um café descafeinado para fechar a bela noite.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

TRABALHO EM SP - DIA 3


Quarta-feira, 02 de dezembro. O dia amanhece mais fresco. Novamente Metrô. Luz. Mais especificações de sistema. Pausa para almoço. Vamos a pé até perto do Mosteiro São Bento para almoçar no Jacob (Rua Florêncio de Abreu, 65, Centro), intitulado o árabe mais tradicional de São Paulo. O trajeto até lá passa pelas imediações da 25 de Março. Há um mundaréu de gente. Compras natalinas. O restaurante é simples e fica no segundo piso de um sobrado, com um pé direito alto. Sistema self-sevice por quilo. Comida árabe. Donos libaneses. Mais de cinquenta anos de existência. Todas as opções de pratos árabes, frios e quentes, estão disponíveis no buffet. Coloquei um pouco de cada prato que gosto: quibe frito, kafta, charuto de folha de uva, tabule, beringela recheada, pasta de grão de bico, salada de fava. Tudo ótimo, com excelente tempero. Voltamos pelo mesmo trajeto para o batente. Na hora de encerrar os trabalhos, muita chuva. Chamamos um táxi. Voltamos para o hotel, parando antes no Shopping Frei Caneca para pegarmos os ingressos, comprados pela internet, da peça de teatro que vamos na sexta-feira. Em vão. Necessário a apresentação das carteiras de estudantes de dois amigos que só chegam na sexta-feira. Ainda chovendo, novo táxi para o hotel.

SUBA CONNECTIONS



Terça-feira. Noite. Show no Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93, Perdizes). Ingresso (R$32,00) comprado no final da tarde no Sesc Paulista. Sem maiores informações sobre o show. Sabíamos apenas que haveria participação especial de Marisa Orth e Edgar Scandurra. Ro insiste em irmos de transporte coletivo. Pesquisamos na internet, em mapas e ligamos para o local do show. Necessário pegar metrô e ônibus. Anotamos tudo. Metrô linha verde, em direção à Vila Madalena, estação na qual descemos. Avenida Heitor Penteado, 1125 era a indicação da parada de ônibus. Há um terminal logo na saída do metrô. Ninguém que trabalhava no terminal sabia informar onde podíamos tomar o ônibus 828P-10 em direção à Barra Funda. Vimos uma banca de revistas e obtivemos a informação. Ficamos na parada e logo chegou nosso ônibus. Passagem a R$2,30. Pedimos ao trocador para nos indicar quando estivesse perto da Avenida Pompeia com Rua Turiassú, conforme indicação do Google Maps. O ônibus sai da avenida à direita e faz o retorno. O trocador pergunta o local que queríamos descer. Dissemos. Ônibus errado. Aquele estava indo para a Lapa. A direção era a oposta. Cruzamos a mesma avenida e descemos no primeiro ponto, mesmo local para tomarmos o coletivo correto. Pagamos R$2,30 para atravessar a avenida. Rimos muito. Logo veio o ônibus. Descemos no local indicado. Andamos poucos metros e chegamos ao Sesc Pompeia. Enorme, bonito, com vários espaços, desde teatros, salas de exposição, complexo esportivo, chopperia, restaurante, lanchonete, consultório dentário. Tudo isto alocado em uma antiga fábrica. O teatro é amplo, com o palco no centro e duas arquibancadas nas laterais opostas, formando uma espécie de V. O show começa no horário marcado, 21 horas. Bem cheio, mas não lotado. Ao ler o folder, vimos que o show era um tributo ao músico e produtor Suba, morto em um incêndio há dez anos em São Paulo. Iugoslavo, teve importante participação na produção de discos de vários intérpretes da música brasileira, colocando elementos eletrônicos em seus álbuns. Foi um show longo, com três horas de duração. Estava sendo gravado para integrar um documentário sérvio-brasileiro sobre o homenageado. Marisa Orth era a mestre de cerimônia, fazendo suas piadas, apresentando as atrações com galhardia. Foi uma surpresa para nós a mistura de cantoras no palco, além de apresentações de uma cena de uma peça teatral, de uma performance, de uma leitura de uma letra de música e o Oscar Quiroga, o astrólogo, falando sobre Suba. Pela mistura, o que previ no início, se concretizou. Não havia um padrão de qualidade. Houve apresentações chatas, outras fantásticas. Oscar Quiroga parecia um padre ou pastor fazendo pregação. Imagine colocar no mesmo evento Marisa Orth, Edgard Scandurra, Kátia B, Taciana Barros, Paulo Lepetit, Vange Milliet, DaLua, Marcelo Rubens Paiva, Marina Lima e Daniela Mercury. Todos se apresentaram, entre outros, e falaram sobre a relação que tinham com o homenageado. Fiquei feliz ao ver Marina Lima no palco cantando, de sua autoria, Uma Antiga Manhã, com sua voz novamente em forma. O melhor da festa foi a apresentação de Daniela Mercury, quando interpretou Samba da Benção (Vinícius de Moraes e Banden Powell), com um arranjo eletrônico, diferente do já gravado por Bebel Gilberto. Outro ponto alto foi a entrada de Marcelo Rubens Paiva no palco para ler uma letra que fez por insistência de Suba e Taciana Barros, cantora que entrou em seguida para mostrar a letra musicada. Achei esta apresentação ótima. Não gostei das intervenções de Quiroga e das apresentações de Luisa Maita e de Vange Milliet. Esta última cantou Os Inclassificáveis (Arnaldo Antunes) e a comparação com a gravação de Ney Matogrosso foi inevitável, muito mais forte com ele. Ao final, todos se juntaram no palco para cantar Um Olho Na Ponta dos Dedos (Edgard Scandurra e Arnaldo Antunes), numa grande confraternização. Este clima de festa confirmou o que pensei durante o espetáculo: os artistas estavam ali para uma grande festa entre eles. O público era plus, fato evidente na escolha da produção em colocar panos semitransparentes cobrindo as laterais do palco. Tais panos eram usados como telas para projeção de vídeos sobre Suba, mas atrapalharam a visão da plateia durante todo o show.


Saímos do show e pegamos um táxi em direção ao hotel, quando resolvemos comer algo. Perto do hotel, decidimos pela Lanchonete da Cidade (Alameda Tietê, 110, Jardins). Já conhecia esta ótima lanchonete e pedi o sanduíche da casa, um Bombom com queijo e ovo frito. Saciada a fome, voltamos para o hotel. Já era mais de uma hora da madurgada de quarta-feira. O trabalho nos aguardava na manhã de quarta-feira.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS


1º de dezembro - Dia Mundial da Luta Contra a Aids

TRABALHO EM SP - DIA 2


Dia nublado. Calor abafado. Metrô. Luz. Mais especificações. Encontro com o antigo chefe de equipe que desenvolve nosso sistema. Pausa para almoço. Todos vamos almoçar no restaurante Terra de Santa Cruz (Mercado Municipal Paulistano - Piso Superior). Excelente atendimento. Pratos chegam rapidamente à mesa. Pedi um bacalhau ao forno acompanhado de legumes na manteiga. A posta de bacalhau assada estava fantástica, com o tempero no ponto. Nada de sal excessivo. O prato é bem servido. Passamos uma hora no restaurante, saboreando nossos pratos e conversando sobre viagens. Volta aos trabalhos. Final da tarde com a cabeça rodando de tantos detalhes decorrentes da especificação. Metrô. Eu e Ro descemos na estação Brigadeiro para comprarmos entrada para um show no Sesc Pompeia. Bilheteria do Sesc Paulista. Entradas compradas. Chuva. Novamente no metrô. Hotel. Descanso.

RESTAURANTE ACRÓPOLES


Na saída do cinema, com fome, descemos os Jardins para jantar. Proponho o Restaurante Acrópoles (Rua Haddock Lobo, 885, Jardins) e Ro aceita. A casa é uma filial do mais antigo restaurante grego de São Paulo, localizado no Bom Retiro. Nos Jardins, está em uma casa de três andares, com mesas no segundo e no terceiro pisos. Ficamos no segundo piso, com uma grande fotografia de uma cidade grega com as casinhas brancas fixada em uma das paredes. No teto, panos listados de azul e branco. Ao sentar, o garçon nos informa o sistema da casa. Há cardápio apenas para indicar os preços, pois os pratos podem variar diariamente. Para saber os pratos do dia é aconselhável ir até a cozinha. Na verdade, não se entra na cozinha. Vamos até uma parede de vidro, vemos os vários pratos já prontos em grandes tabuleiros e nos informam sobre cada um. A tradicional moussaka está presente. Pedimos para começar a entrada completa, com pastas de grão de bico, coalhada com pepino, coalhada com alho, beringela e polvo no vinagrete. Todas fantásticas. Pão francês acompanha a entrada. Como prato principal, pedimos a moussaka. Ótima. Bom tamanho, bem feita, com um tempero especial. Adorei o jantar.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DO COMEÇO AO FIM


Início de noite, decidimos ir ao cinema. Cine Bombril (Conjunto Nacional), próximo de nosso hotel. Lugar marcado, sala ampla e muito confortável. O filme é Do Começo Ao Fim, de Aluizio Abranches, produção brasileira de 2009. No elenco Fábio Assunção, Júlia Lemmertz, Gabriel Kaufmann, Jean Pierre Noher, Mausi Martínez, Louise Cardoso, Lucas Cotrim, Rafael Cardoso e João Gabriel Vasconcellos. História de amor entre dois irmãos filhos da mesma mãe e de pais diferentes. Dois temas fortes, ou seja, incesto e homossexualismo. O filme causou furor na internet no início deste ano, especialmente com as tórridas cenas de amor entre os dois protagonistas. Filmado no Rio de Janeiro e em Buenos Aires, a fita tem bela fotografia, um bom elenco, trilha sonora divina (André Abujamra), bonitas cenas de sexo, um par de protagonistas muito bonito (Rafael Cardoso e João Gabriel Vasconcellos), mas é totalmente inverossímel. Os dois temas são de difícil aceitação na sociedade. No filme, situado no fim do governo Collor e início dos anos 2000, tudo é lindo e maravilhoso. Não há nenhuma forma de preconceito retratada, muito antes pelo contrário. A mãe (Júlia Lemmertz) acha lindo, o pai e padastro (Fábio Assunção) dá a maior força, o professor de natação acha normal. Há furos no roteiro. Não há informação suficiente sobre quem é Rosa (Louise Cardoso). Da forma que entra no filme, ela sai. O diretor gastou muito tempo mostrando a infância dos meio irmãos. O grau de intimidade das crianças é assombroso e não há nenhuma reação da mãe para modificar isto. A maioria das personagens sai do filme ainda na metade da história, incluindo a mãe. A segunda metade mostra o dia a dia dos irmãos que passam a morar sozinhos na bela mansão onde cresceram juntos. As cenas mais bonitas estão reservadas para um tango em Buenos Aires. O filme passa uma ideia que a vida é cor de rosa, que tudo é permitido, enfim, que o amor entre dois homens é visto pela sociedade brasileira como normal. O diretor tinha um excelente tema nas mãos e o desperdiçou. Esperava mais. Não gostei.

TRABALHO EM SP - DIA 1


Calor logo de manhã. Café da manhã no quarto. Metrô. Reunião na Luz. Especificação de sistema. Almoço no Lótus (Rua Brigadeiro Tobias, 420, Santa Efigênia), um restaurante vegetariano com toques orientais no sistema self service a quilo. Muitas opções de pratos frios e quentes, todos bem saborosos. Comida barata e boa. Retorno ao trabalho. Cantamos parabéns para o aniversariante do dia. Cansaço mental ao final dos trabalhos. Metrô. Hotel.

domingo, 29 de novembro de 2009

A AURORA DA MINHA VIDA



Primeiro dia em São Paulo. De início, um lanche na Bella Paulista (Rua Haddock Lobo, 354, Cerqueira César), uma padaria 24 horas com serviço de restaurante. Como sempre, lotado com fila de espera. Mesa para dois é mais rápido. Depois de 10 minutos, chegou nossa vez de sentar. Resolvemos olhar o cardápio. Uma infinidade de opções no menu, além do buffet. Optei por uma omelete de três queijos e um suco verde com laranja (laranja, rúcula, agrião e hortelã). Suco muito ácido. Precisei colocar adoçante. Refrescante. Calor insuportável dentro da padaria. A omelete demorou a chegar. Reclamamos. Mais alguns minutos e chegam os dois pratos, ambos omeletes. Enormes. Deliciosos. Quente, fez subir um calor maior ainda. Vários monitores de tv com os jogos decisivos do campeonato brasileiro de futebol. Pagamento direto no caixa. Pegamos um táxi na saída. Destino: Teatro Ruth Escobar (Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista). Fila na bilheteria. Há três salas. Já havíamos escolhido a peça mais cedo, lendo o jornal. Entramos na fila, com um calor infernal dentro do prédio. Quando faltavam duas pessoas para nossa vez, uma funcionária do teatro pergunta a peça para a qual compraríamos entrada e com a resposta, sugere irmos para a bilheteria no andar superior, quando seríamos os primeiros da fila. Ela só se esqueceu de avisar que a máquina do cartão de crédito na tal bilheteria estava quebrada. Tarde demais, paguei em dinheiro a entrada inteira (R$30,00). Saímos para aguardar do lado de fora, em local mais fresco. Perto das 20 horas, voltamos para dentro do prédio e entramos na sala Dina Sfat, no andar superior do teatro. Com 390 lugares, tinha menos da metade da lotação para conferir a peça A Aurora da Minha Vida, texto de Naum Alves de Souza e direção de Bárbara Bruno. Remontagem do texto já dirigido pelo próprio autor. No elenco Eliete Cigaarini, Gilmar Guido, Magali Biff, Marta Baião, Paula Arruda, Paulo Goulart Filho, Roberto Arduin e Rubens Caribé. A história se passa em uma escola católica na época da ditadura militar no Brasil, com os atores se revezando entre alunos e professores. Texto datado, desconectado da realidade em que vivemos. Não há atualização, nem adaptação para os dias de hoje. Os atores, todos muito bons, ficam imbecilizados fazendo papeis de alunos adolescentes, já que a real idade de cada um já está para lá da fase adulta. A única atualização no texto é uma gag no diálogo entre a aluna gorda (Marta Baião) e o professor de português (Roberto Arduin), quando ela diz que ele não é professor, mas sim o Tio Sukita (o ator fez o tio que ficou famoso no comercial do refrigerante Sukita). As personagens não tem nomes. Cenário e figurinos são cinzas, marcando os anos de chumbo no Brasil. Achei chata a montagem. Não gostei. Foram 100 minutos longos de se aguentar. Voltamos a pé para o hotel, em uma caminhada de quase uma hora, em uma noite muito quente.

NOVAMENTE EM SÃO APULO

Domingo, muito calor em Brasília. Fico na cama, com ventilador de teto ligado no máximo até 10 horas da manhã. Levanto, arrumo a mala e tomo meu café da manhã. Viagem para São Paulo no voo TAM das 13:10 horas. Viagem a serviço. Ficarei a semana toda na capital paulista. Aproveitarei o próximo final de semana para me atualizar em todas as formas culturais.
Voo tranquilo, sem atrasos, com chegada no aeroporto de Congonhas no horário previsto. Aeroporto sem muito movimento, facilidade para pegar um táxi. Check in no hotel de sempre na Rua Padre João Manoel, bem próximo da Avenida Paulista. Estou dividindo um apartamento com um colega de trabalho.
Compras no Pão de Açúcar bem pertinho do hotel. Abastacemos o frigobar com água e acepipes para o café da manhã durante a semana.
A semana promete.

VAGAROSA


Depois de uma ótima tarde com amigos e amigas, saboreando um ceviche de lagosta, um camarão na moranga e uma torta sarcher, fui conferir o novo show de Céu. Vagarosa é o nome do novo disco, no qual o espetáculo é baseado. Com o Teatro Brasília lotado, o show atrasou em meia hora. O público é jovem, descolado. A cantora é acompanhada por três músicos e um dj. Desfilou o repertório do novo álbum, intercalando com os maiores sucessos do primeiro cd. Ela convida a plateia para dançar, mas praticamente ninguém sai das poltronas. O show é para ser curtido sentado, apreciando cada nuance da voz desta cantora paulista. É o terceiro show que vejo de Céu e o que menos gostei. Achei monótono, com as mesmas bases eletrônicas na maioria das músicas. O melhor momento é o final, quando ela canta Its Take Two Tango (Al Hoffman e Dick Manning), sucesso da década de cinquenta. No show, Céu dá a esta canção uma roupagem moderna, com toques eletrônicos. A última música é a ótima Rainha (Céu). O bis continua no clima alto astral do final do show, com a galera de pé dançando Ave Cruz (Alec Haait e Céu) e Concrete Jungle, do repertório de Bob Marley. Quando engrenou, o show acabou. Uma pena. Poderia ser melhor. A cantora tem voz, tem carisma, tem classe, tem charme, mas faltou direção.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

CABARÉ DAS DONZELAS INOCENTES


Dia complicado no trabalho. Muito stress. Nada melhor do que deixar o serviço mais cedo e se preparar para ver uma boa peça. Foi o que fiz. Desde o último domingo já havia comprado os ingressos (R$7,50 a meia por ser correntista do Banco do Brasil) para conferir o sucesso de público Cabaré das Donzelas Inocentes, texto de estreia na dramaturgia de Sérgio Maggio. A peça inaugura também um novo espaço no Centro Cultural Banco do Brasil para as artes cênicas. Todos os envolvidos são radicados em Brasília: dramaturgo, diretores, iluminador, figurinista e atrizes. Direção de Murilo Grossi e William Ferreira, conta com as excelentes atrizes Bidô Galvão (China), Adriana Lodi (Saiana), Carmem Moretzsohn (Minininha) e Catarina Accioly (Cabeluda), que interpretam quatro decadentes prostitutas que rememoram suas trajetórias de vida no bordel à espera de clientes que não mais existem. Interpretações fortes, marcantes. Há um aviso na bilheteria e no folder da peça que as atrizes fumam em cena. Fumam muito, mas o que incomodou o público mais velho foi a quantidade de palavras chulas que são ditas ao longo do espetáculo. Ao final da peça, presenciei uma senhora dizendo que se soubesse dos diálogos, não iria. Não há cadeiras fixas. A disposição do público é feita em cadeiras, bancos, sofás e pufes espalhados no espaço, dando uma maior intimidade com as personagens. Não há interatividade com a plateia, mas o público se envolve com as histórias tristes das quatro prostitutas. Um barulho me incomodou durante a peça. Parecia um toca discos girando sem o disco com um ranger, semelhante a algo sem a devida lubrificação. Pode-se dizer que são quatro grandes monólogos. Se fossem ditos de forma separada e sem a presença das outras atrizes, cada uma poderia ser uma peça diferente. Para pontuar a virada de dia, os diretores optaram por um solo de cada uma delas, iluminadas por velas, quando declamam um texto poético. Não gostei desta opção. Além da interpretação iluminada de todas elas, destaco a evolução da decadência das personagens pontuada na desarrumação e no desleixo no modo de vestir, na caracterização e na maquiagem. Excelente achado da direção. Na soma geral, gostei do que vi.

Terminamos a noite em um bom restaurante da cidade.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

REVER AMIGOS

Sempre é bom rever amigos que não vemos há muito tempo. Happy hour com direito a esticada na noite, eu e colegas de trabalho vamos ao Daniel Briand (SCLN 104, Bloco A, loja 26, Asa Norte) para nos encontrar com uma amiga que já trabalhou conosco e agora está em outro órgão. Ótima noite, com bons vinhos, boa comida e conversa agradável.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

APARECI NO CQC

Quando cheguei ao trabalho, muita gente veio comentar comigo sobre a minha aparição no programa CQC da Band desta segunda-feira. Eu não vi o programa, mas como havia até mensagem no celular, já em casa, procurei no YouTube. Achei. Foi o programa sobre a abertura do 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro na terça-feira dia 17 de novembro, quando da exibição do filme Lula, O Filho do Brasil. Apareço rapidamente entrando no local do evento. É fácil a identificação, pois colocaram a imagem do rosto do Lula em cima do meu rosto. Ficou engraçado.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

UM DIA NO CINE BRASÍLIA

Depois de um ótimo café da manhã neste domingo, decido passar a tarde/noite no Cine Brasília (EQS 106/107, Asa Sul), acompanhando a programação do 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Com a experiência de anos anteriores, fui cedo comprar entrada para a sessão da mostra competitiva das 20:30 horas. A bilheteria abria às 15 horas. Saio de casa antes das 14:30, pensando que encontraria uma fila enorme. Ledo engano. Apenas quatro pessoas na minha frente. O primeiro da fila era um senhor que acompanha há vinte anos o festival. Ele me disse que a edição de 2009 está igual à de 2008 (não acompanhei a edição do ano passado), com uma participação de público mais modesta. Os ingressos (R$6,00 a inteira) não estavam mais sendo disputados. Comprei a minha entrada e fui almoçar. Como a intenção era ficar até o final da noite e tendo encontrado uma excelente vaga para estacionar o carro, resolvi ir a pé até o Beirute (SCLS 109, Bloco A, lojas 2 a 4, Asa Sul). Foi uma caminhada de vinte minutos com um sol escaldante. Restaurante cheio, como sempre. Consigo uma mesa bem localizada. Peço um filé a cavalo. Básico. Comida bem feita, preço justo. Volto a pé para o Cine Brasília, já por volta das 16 horas, para conferir a Mostra Brasília 35 mm, com entrada gratuita. Havia duas filas grandes para entrar. Escolho uma e espero. Abrem as portas somente às16:50 horas, quando a sessão tinha início marcado para 16:30 horas. A sala logo ficou cheia, com gente sentada nas escadas e laterais. Nada de brigadistas para retirar estas pessoas. Qualquer situação de emergência podia ter consequências ampliadas, pois não havia acessos livres para as saídas. Para piorar, colocaram nas laterais caixas de som e armações para luzes. A hora passa e nada de começar a sessão. Mais uma prova da desorganização que permeia esta edição do festival. Comentam em cadeiras próximas a que eu estava que no sábado foi o mesmo atraso com o agravante de o ar condicionado ter sido desligado e o som ter falhado na exibição da cópia restaurada do filme A Hora da Estrela, de Suzana Amaral. Às 17:30 horas a apresentadora oficial do festival sobe ao palco e anuncia os três curtas da tarde. Quanto ao longa, O Galinha Preta, de Cibele Amaral, ela comunica que não ficou pronto a tempo. Sobem ao palco diretores e respectivas equipes técnicas dos curtas e fazem seus agradecimentos. O produtor do primeiro curta, Rojer Madruga, critica a gestão de Silvestre Gorgulho à frente da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. Aplausos da plateia. Ao final dos agradecimentos, a produtora e a diretora do longa que seria exibido sobem ao placo para pedir desculpas. Cibele Amaral, visivelmente transtornada, diz que fez de tudo para o filme ficar pronto e estrear naquele domingo. Se desculpa mais uma vez, em especial à comunidade de Brazlândia que foi prestigiar o filme. Parte da plateia se levanta e sai da sala. Creio que eram parte das pessoas que se deslocaram para ver O Galinha Preta. As projeções dos três curtas começaram, na seguinte ordem:
01) Senhoras, de Adriana Vasconcelos, com 11 minutos de duração. História singela de duas senhoras, mãe e filha, dentro de um apartamento em Brasília em pleno feriado de Carnaval. Achei fraco. Aplausos protocolares da plateia.
02) A Descoberta do Mel, de Joana Limongi, com 16 minutos de duração. Baseado em um quadro de Piero di Cosimo, é um delírio. Faunos descobrem o mel e se fartam em uma orgia no cerrado. Lembrei-me dos filmes experimentais da década de setenta. Detestei. Plateia dividida, com aplausos ensandecidos e com algumas vaias.
03) Reconhecimento, de Ítalo Cajueiro, com 12 minutos de duração. Início com atores que se transformam em animação. História de um sequestro relâmpago baseado em fatos reais. Inusitado. Gostei. Aplausos e vivas da plateia.
Sem o longa, fiquei na Praça de Alimentação montada atrás do cinema. Uma verdadeira estufa. Li jornais e revistas que tinha dentro da mochila, até a hora do início da sessão noturna. 20 horas. Fila grande. Muita gente vai chegando e ficando na frente. Não se identificava mais a fila. Um bolo de gente se armou na frente da porta. Com novo atraso, abrem as portas às 20:45 horas. Não conferem os ingressos de quem pagou meia ou inteira. Sala novamente muito cheia, com pessoas sentadas nas escadas e vias de acesso. Novamente, nenhum brigadista, embora presentes, age. Os apresentadores anunciam os filmes competidores da noite e as respectivas equipes sobem ao palco para agradecer. O longa, É Proibido Fumar, de Anna Muylaert, trouxe para o palco o par de atores principais, Glória Pires e Paulo Miklos. A projeção tem início na seguinte ordem:
01) Carreto, de Marília Hughes e Cláudio Marques, produção da Bahia com 12 minutos de duração. História de amizade entre um garoto e uma menina com deficiência nas pernas, se passa no Recôncavo Baiano. Emocionante, ganhou a plateia com muitos aplausos. Gostei.
02) A Noite Por Testemunha, de Bruno Torres. Produção de Brasília com 24 minutos de duração. Atores e equipe técnica da cidade, quase todos presentes no cinema. Baseado na fatídica noite de 20 de abril de 1997 quando jovens de classe média atearam fogo no índio Galdino em uma parada de ônibus de Brasília. Filme forte, com boas atuações e muitos cortes, com idas e vindas no tempo. Final marcante e reflexivo. Plateia em delírio. Gostei muito.
03) É Proibido Fumar, de Anna Muylaert, produção de São Paulo com 86 minutos de duração. É uma história de amor entre duas pessoas da classe média baixa paulistana, Baby (Glória Pires), uma professora de violão que mora em um apartamento herdado da mãe, e seu novo vizinho Max (Paulo Miklos), um cantor de churrascaria. Para quem viu Durval Discos, o primeiro e único, até então, longa da diretora, pode soar mais do mesmo, embora com uma roupagem diferente. A solidão, a música, o vinil e a estética retrô estão presentes, como no primeiro filme. A primeira metade é melhor, uma comédia leve. Já a segunda metade, com nuances de policial, perde um pouco o viço. Nada, porém, que prejudique o filme como um todo. Glória Pires e Paulo Miklos dão um show de interpretação. Interessante as aparições relâmpago de Paulo César Pereio (o dono da churrascaria), Antônio Edson (Seu Chico, o porteiro), veterano ator do Grupo Galpão de Belo Horizonte, Antônio Abujamra, André Abujamra e José Abujamra (vô, pai e filho no elevador); Etty Fraser (uma avó que mora no prédio de Baby e Max), Lourenço Mutarelli (o corretor), Pitty (uma das pretensas locatárias), Alessandra Colassanti (Stellinha), Marisa Orth (Pop, irmã de Baby) e Dani Nefussi (Teca, irmã de Baby). Divertido, cativou a plateia com muitas risadas. Palmas calorosas ao final. Parece que já é o favorito do público. Gostei muito, mesmo com a perda de ritmo na segunda metade. Final surpreendente. Ao final, a organização do festival informa que o filme O Galinha Preta será exibido na tarde de segunda-feira. Muitos questionaram em risadas. Será?
O episódio do filme de Cibele Amaral é mais um neste infindável festival de desorganização desta edição do FBCB. Como programam um filme não acabado para uma mostra competitiva? Lastimável. O festival precisa se modernizar. Ele ainda é prestigiado pela imprensa nacional, há muitos prêmios, inclusive em dinheiro, disponíveis e um público cativo em Brasília. Porque não melhorá-lo? Fazer um rodízio de curadoria, por exemplo. Porque não fazer uma pesquisa junto ao público para sentir os motivos da perda de interesse nos últimos dois anos? Excesso de documentários? Fora as questões de infraestrutura, com necessidade de reforma do Cine Brasília mais do que urgente, fato já anunciado e propagado pela imprensa local.
Cansado, ainda dou uma passada na Praça de Alimentação e converso com amigos. Volto para casa depois de meia noite, já na madrugada de segunda-feira.