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sábado, 11 de outubro de 2014

CHICO CÉSAR - AOS VIVOS AGORA

Estava com amigas no Beirute da Asa Norte em uma noite quente quando recebi uma filipeta sobre o show de Chico César que aconteceria no Teatro Brasília no sábado, dia 11 de outubro. Assim que cheguei em casa, comprei entrada pela internet, no site da Ingresso.com. Paguei R$ 69,00 pela inteira (R$ 60,00 + R$ 9,00 de taxa). O ingresso deveria ser retirado na bilheteria do teatro, o que fiz na própria noite do show. Cheguei uma hora antes para fazer esta troca, pensando que estaria cheio. Acho que fui o primeiro a chegar no local. E o teatro não encheu para ver Chico César. Não sei qual o problema do Teatro Brasília, mas nos últimos dez espetáculos que fui assistir nele, nenhum deles teve lotação plena. Acho que a divulgação é falha.
Atrasaram um pouco para liberar o acesso ao teatro, o que retardou o início do show em vinte minutos.
Chico César trouxe para Brasília seu mais novo show: Aos Vivos Agora. Na verdade, é uma espécie de remake de seu primeiro show, Aos Vivos, que deu origem ao seu primeiro cd, na década de noventa. Nesta volta, ele não é acompanhado por banda. No palco, apenas o cantor com seus violões e um convidado especial, Dani Black, que o acompanha boa parte do show tocando guitarra e ainda apresenta, sozinho no palco, duas músicas de sua autoria.
Chico César é muito divertido, contando casos engraçadíssimos de shows que participou, e de como conheceu Dani Black. Ele disse que foi baby sitter de Black na época em que começava a fazer shows pequenos em São Paulo. Black é filho de Tetê Espíndola, que teria visto César e o convidado para visitá-la. Quando ele chegou na casa dela, Tetê pediu para ele tomar conta de seus filhos, uma menina e um menino, justamente Dani Black, com sete anos de idade, enquanto ela iria ao supermercado com seu marido fazer algumas comprinhas para a noite em que conversaram e se divertiram. Esta cena se repetiu várias vezes.
No set list de Aos Vivos Agora, os maiores sucessos do cantor paraibano, como Mama África, segunda música a ser cantada, À Primeira Vista, Benazir e Mulher Eu Sei. Esta última com direito à participação da plateia, quando Chico pediu coro separado de homens e de mulheres, ambos cantando "já fui mulher, eu sei". E todos os homens abriram o gogó nesta hora.
O espetáculo durou mais de duas horas, tempo em que Chico César dominou o palco e o público.
Belo show. Uma pena que o teatro não estivesse lotado. 

domingo, 29 de novembro de 2009

VAGAROSA


Depois de uma ótima tarde com amigos e amigas, saboreando um ceviche de lagosta, um camarão na moranga e uma torta sarcher, fui conferir o novo show de Céu. Vagarosa é o nome do novo disco, no qual o espetáculo é baseado. Com o Teatro Brasília lotado, o show atrasou em meia hora. O público é jovem, descolado. A cantora é acompanhada por três músicos e um dj. Desfilou o repertório do novo álbum, intercalando com os maiores sucessos do primeiro cd. Ela convida a plateia para dançar, mas praticamente ninguém sai das poltronas. O show é para ser curtido sentado, apreciando cada nuance da voz desta cantora paulista. É o terceiro show que vejo de Céu e o que menos gostei. Achei monótono, com as mesmas bases eletrônicas na maioria das músicas. O melhor momento é o final, quando ela canta Its Take Two Tango (Al Hoffman e Dick Manning), sucesso da década de cinquenta. No show, Céu dá a esta canção uma roupagem moderna, com toques eletrônicos. A última música é a ótima Rainha (Céu). O bis continua no clima alto astral do final do show, com a galera de pé dançando Ave Cruz (Alec Haait e Céu) e Concrete Jungle, do repertório de Bob Marley. Quando engrenou, o show acabou. Uma pena. Poderia ser melhor. A cantora tem voz, tem carisma, tem classe, tem charme, mas faltou direção.

domingo, 27 de setembro de 2009

CASUARINA


O antigo Espaço Brasil Telecom reabriu neste mês de setembro, rebatizado como Teatro Brasília (SHTN Trecho 1, Conjunto 1B, Bloco C - Royal Tulip Brasília Alvorada Hotel). Fui conferir o show do conjunto Casuarina (R$40,00 a inteira). Surgido no bairro da Lapa, Rio de Janeiro, o conjunto é formado por jovens músicos que interpretam sambas compostos por várias gerações, além das composições próprias. São cinco integrantes que se juntam a mais quatro músicos para este show de lançamento do cd e dvd da série MTV Apresenta. Tenho os dois discos de estúdio deles, comprados depois que assisti a um show que fizeram no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, quando houve a participação especial de Elza Soares.
Em Brasília, o teatro não estava cheio. Cerca de um terço estava ocupado. Uma pena, pois o show foi muito bom. Espirituosos, interpretam canções com arranjos diferentes para músicas gravadas/compostas por Martinho da Vila (Disritmia), Paulinho da Viola (Pecado Capital), Roberto Silva (Jornal da Morte), Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinícius de Moraes), entre muitas outras. Logo na apresentação, João Cavalcanti, um dos vocalistas, agradece aos presentes dizendo que quem quisesse dançar podia ficar à vontade, usando as laterais vazias do teatro. Na primeira música ninguém se animou, mas na medida em que o show evoluia, mais e mais pessoas ficavam de pé sambando. O show terminou com praticamente todos de pé, numa grande exaltação ao samba e ao Brasil. Na saída, vendiam o cd e o dvd recém lançados e a fila para comprar e depois conseguir um autógrafo se formou logo. Como já tinha o cd, não esperei e fui embora, pois a fome já dava sinais de vida.