Terminado o show de Jason Mraz no palco principal, grande parte do público se deslocou para frente do segundo palco onde começava um show de música eletrônica. Fiquei com minhas amigas no mesmo lugar, sentando no chão para descansar as costas, enquanto aguardava o próximo show da noite no Circuito Banco do Brasil, o de Ivete Sangalo. Programado para ter início às 21:40 horas, ele começou às 22:00 horas. Nos primeiros acordes de País Tropical, de Jorge Benjor, o público já se assanhou. No telão, uma projeção mostrava um desenho com a sombra da cantora baiana ameaçando entrar em cena. A partir de então, foi só animação e alegria. Ivete Sangalo está cada vez mais diva, dominando o público do início ao fim de seus shows, além de falar menos quando está interpretando as canções do set list. A conversa com o público existiu, mas no intervalo entre uma música e outra. O show foi praticamente idêntico ao que ela fez no Rock in Rio em setembro passado, com o acréscimo de umas quatro músicas. Além deste acréscimo, houve a retirada da música Love of My Life, sucesso do Queen, que tinha uma relação direta com aquele festival, e a inclusão de Master Blaster, com a qual Ivete homenageou a estrela da noite, Stevie Wonder, dizendo que aquela canção faria parte de seu show comemorativo de 20 anos de carreira que aconteceria no sábado seguinte na Arena Fonte Nova, em Salvador, quando estaria sendo gravado seu mais novo DVD. No palco, durante esta música, teve a presença de um backing vocal de Wonder que a acompanhou na performance. Seus maiores sucessos, antigos e recentes, estiveram presentes, o que deixava a galera muito animada: Real Fantasia, Arerê, Dançando, Na Base do Beijo, Cadê Dalila?, Berimbau Metalizado, entre outras. Também não poderia faltar os grandes hits de sua época à frente da Banda Eva, como Alô Paixão, Eva, e Beleza Rara. Ainda houve a inclusão de sua nova música de trabalho, Tempo de Alegria, cujo refrão já era cantado a plenos pulmões pela maioria dos presentes. Chegando ao final do show, ela agradeceu aos produtores e patrocinadores do evento, ao público presente, alertando que não haveria bis já que havia uma combinação quanto à duração máxima de cada show. Emendou quatro músicas para não deixar ninguém parado: Acelera Aê, Festa, Sorte Grande e Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar), excelente cover para o sucesso dançante de Tim Maia. Terminava um excelente e contagiante show. Sem conferir o que viria depois, o mega esperado show de Stevie Wonder, fiquei com a sensação que Ivete Sangalo tinha feito o melhor espetáculo da noite. E não me enganei.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
IVETE SANGALO - ROCK IN RIO
O show de Ivete Sangalo começou exatamente no horário marcado, ou seja às 20:30 horas. O público era enorme, tomando conta de todos os espaços em frente ao Palco Mundo, arena principal de shows da Cidade do Rock. Eu, Fabiola e Diana tínhamos acabado de conferir o ótimo show de Living Colour + Angélique Kidjo, motivo pelo qual nos posicionamos na lateral direita do palco principal, com visão parcial, mas podendo dançar com certa tranquilidade e ver tudo dos telões. Ivete começou incendiando a plateia, botando todo mundo para pular com a eletrizante País Tropical. Deu o tom do seu show, homenageando o Rio de Janeiro e o nosso país. Durante o show, entre uma música e outra, ela fez várias reverências ao Brasil, em tom bem ufanista, mas que agradou a todos. Depois do sucesso eterno de Jorge Ben Jor, foi uma sequência de sucessos dançantes da carreira da cantora baiana, começando com Real Fantasia, música que dá nome ao mais recente trabalho de Ivete. Vieram, não nesta ordem que listo, Arerê, Berimbau Metalizado, Na Base do Beijo, No Meio do Povão, Sorte Grande, Veja O Sol e A Lua, No Brilho Desse Olhar. Ou seja, só sucessos que todo mundo sabia cantar e dançar. Quando foi interpretar Dançando, sucesso de seu novo disco, Ivete Sangalo resolveu tirar sarro de Beyoncé, a principal estrela da noite. Andou no palco como ela, ensinou a coreografia de Dançando dizendo ser fácil, bastava fazer igual a Be, apelido com o qual chamava a cantora norte-americana: braço para cima, mão na cabeça, carão, braço para cima, mão na cintura, coxão. O público adorava. Ela parou no centro do palco, pedindo à produção que ligasse o ventilador, item frequente nos shows de Beyoncé. Fez caras e bocas como a diva americana, deixando seus cabelos escuros voarem no embalo do vento, pedindo, em seguida para desligar, pois ela poderia ficar gripada. Antes de cantar Dançando, disse que em seus shows costumava levar ar condicionado, mas em homenagem à Be, ficou com o ventilador. Claro que não poderia faltar em seu set list os sucessos de sua época como vocalista da Banda Eva, quando cantou Eva, Alô, Paixão e Beleza Rara. A galera correspondia, como se aquele fosse o principal show da noite. E parecia que era! Casais se beijavam: homem com mulher, mulher com mulher, homem com homem, sem ninguém se incomodar. O cheiro de maconha dominava o ar. Afinal, o nome do festival é Rock in Rio. E para mostrar sua vertente rock'n roll, Ivete prestou uma linda homenagem a um dos maiores vocalistas da história do rock: Freddy Mercury. Ela interpretou, com muita emoção, Love of My Life, sucesso do Queen. Com esta interpretação, ela não só homenageou o cantor, mas também fez uma releitura de um dos momentos mais marcantes da primeira edição do Rock in Rio, em 1985, quando Freddy Mercury embalou um coro de 100 mil vozes cantando a mesma canção. Refeitas as lágrimas, tanto da cantora quanto de muitos quarentões e cinquentões da plateia, Ivete voltou a colocar todo mundo dançando com um cover de Tim Maia, a ótima Não Quero Dinheiro. Estávamos chegando ao fim de um excelente show. Para finalizar, duas músicas de ritmo acelerado: Festa e Acelera Aê. Sem bis, a cantora saiu do palco ovacionada pelo público. Para mim, foi o melhor show da noite.
sábado, 18 de dezembro de 2010
SHOWS MUSICAIS
Resolvi ficar em casa o sábado todo. Acordei tarde. Não tomei café da manhã, pois já era quase hora do almoço. Ric preparou uma galinha caipira cozida, com arroz branco, feijão, quiabo e angu. Uma autêntica comida mineira. Duas sobrinhas dele partilharam o almoço e a tarde de sábado conosco. Enquanto aguardava, fui ver o recente dvd de Ivete Sangalo: Multishow Ao Vivo Ivete Sangalo no Madison Square Garden. Na noite anterior, na mesa do El Paso Latino, um dos assuntos foi o figurino de Ivete neste espetáculo. O show é, como se esperava, agitado, acelerado, dançante, pra cima. Superprodução, com painel reproduzindo grafismos multicoloridos. A primeira música, Brasileiro, mostra como seria o show inteiro. Ficou muito bonito os grafismos alusivos à bandeira brasileira enquanto Ivete cantava. O público parecia ser majoritariamente brasileiro, pois camisas e bandeiras do Brasil, da Bahia e de times de futebol nacionais são frequentemente mostrados, além de acompanharem todas as músicas conhecidas. Na maior parte do tempo, Ivete se comunica com a plateia em bom português. Tem como convidados o colombiano Juanes, a canadense Nelly Furtado, o argentino Diego Torres, e o brasileiro Seu Jorge. Dos duos, o mais natural, e por isso mesmo, o melhor, é o com Seu Jorge, na interpretação da música Pensando Em Nós Dois. Há um momento Elton John, quando Ivete aparece debaixo de uma caixa de presente gigante sentada ao piano para interpretar a balada Easy. Michael Jackson é lembrado também com a música Human Nature. No mais, é um show de Ivete cheio de energia. Quanto ao figurino, ela faz cinco trocas de roupa ao longo do show. As roupas refletem uma imagem de festa constante no Brasil, mesmo a mais discreta delas, um fraque preto estilizado que ela aparece quando está ao piano. Chamaria as roupas de fantasias, especialmente a primeira e a última do show, que tem um corte semelhante, um fraque com estrutura avantajada e rígida nas pontas, dando um ar de mestre de cerimônias do Cirque du Soleil. O figurino, em alguns momentos, atrapalha a cantora, mas não tira o brilho do show. Aliás, integra bem ao conjunto colorido de todo o espetáculo. Realmente o figurino é over, mas reflete o que Ivete é no palco: over!
Depois de Ivete, foi a vez de ver I Am... World Tour, o novo trabalho de Beyoncé com imagens de sua última tourné, incluindo a histeria de fãs em Florianópolis, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Durante o show, imagens do público em várias cidades ao redor do mundo por onde a tourné passou. Foi bom rever o show que vi ao vivo em fevereiro deste ano no Morumbi em São Paulo.
Para esquentar para janeiro de 2011, o terceiro show que vi foi I Told You I Was Trouble - Amy Winehouse Live in London. Afinal já comprei ingresso, passagem aérea e reservei o hotel para o Summer Soul Festival, onde a cantora inglesa será uma das atrações. Este dvd é menos dançante do que os dois primeiros que vi, mas também é muito bom.
Para relaxar, o quarto dvd, que ainda está passando na minha TV, foi Simone Em Boa Companhia. Também vi este show no Teatro Nacional em Brasília. Já é a segunda vez que coloco este dvd. Gosto muito.
Nem vi o sábado passar...
sábado, 2 de janeiro de 2010
REVEILLON ENCHANTÉ 2010
Comemorei a virada do ano no Clube Espanhol. Reveillon Enchanté 2010, com shows de Vanessa da Mata, Ivete Sangalo e Psirico.
Estava pronto às 20 horas, quando combinamos de nos encontrar no meu quarto para estourar um champagne e brindar o ano novo. Todos os quatro vestidos como manda o figurino, com peças brancas e amarelas, brindamos com o excelente champagne Dom Perrignon Vintage 2000. Descemos às 21 horas para pegar um táxi, algo difícil na porta do hotel. Tivemos que andar até a rua transversal para conseguir um que estivesse livre. Trânsito lento na direção Ondina-Barra. Tivemos que descer bem antes do clube, pois o trânsito estava interrompido. Pagamos o táxi (R$15,00) e seguimos a pé até o Clube Espanhol, junto com uma ruma de gente. Chegamos ao local perto de 22 horas e na entrada para o camarote lounge, meu ingresso não foi aceito de imediato, pois o selo estava impresso de cabeça para baixo. O mesmo aconteceu com o de Ric. Esperamos uns cinco minutos para que conferissem no computador para liberarem nossa entrada. Pulseira no pulso para amplo acesso à pista em frente ao palco. Às 22 horas em ponto, Vanessa da Mata inicia seu show. Belíssimo, com ampla participação do público. No camarote, muita gente bonita, artistas de televisão e jogadores de futebol. Farto buffet que era reposto a todo instante. Bebida à vontade. Também pudera, o preço cobrado por cada ingresso tinha que ter tais regalias (R$990,00 por pessoa). Vanessa cantou até 23:30 horas e em quinze minutos o palco foi arrumado para a entrada de Ivete Sangalo. Emocionada, pois não cantava em Salvador havia seis meses, devido a sua gravidez, ela pulou e cantou, empolgando as cerca de 10 mil pessoas que pagaram diversos tipos de ingressos. O show durou três horas. Na virada, belo espetáculo no céu límpido de Salvador de fogos de artifício, tanto os do próprio clube quanto os que estouravam no Farol da Barra. Foram quinze minutos de fogos em noite de lua cheia. O show de Ivete foi ótimo, quando pulei e me diverti muito. Quando deu duas horas de show e ela começou a cantar pagodes da Bahia, voltei ao camarote para comer alguma coisa. Preferi uma massa para não ter problemas depois. Voltei à pista, onde fiquei até o fim do show de Ivete, que aconteceu às 02:45 horas. Mais uma pausa para troca de instrumentos no palco e entra, meia hora depois, a banda Psirico. Ficamos meia hora, pois nós quatro detestamos a voz do vocalista, Márcio Victor. Músicas chatas, sem letras. O pior é que o vocalista grita muito e não canta nada. Além disto, em todas as músicas há o nome da banda na letra. Uma necessidade de afirmação incrível. Resolvemos ir embora por volta de quatro horas da manhã, levando rosas brancas para ofertar à Iemanjá. Andamos até o local liberado para o trânsito e tomamos um táxi para o hotel (R$16,00). Antes de subir ao quarto, fomos até a praia ao lado do hotel e jogamos nossas oferendas à rainha das águas.
A nota negativa do reveillon só soubemos no meio do dia 01º de janeiro. Pelo jornal, descobrimos que uma mulher foi vítima de bala perdida no Clube Espanhol, durante a apresentação de Ivete. A bala teria vindo do lado de fora do clube. A mulher não corria perigo de morte e estava em casa, depois de devidamente medicada. Onde está a segurança?
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