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sábado, 14 de dezembro de 2013

PESCADOS CAPITALES - GASTRONOMIA EM LIMA, PERU


Chegamos de táxi no Pescados Capitales, restaurante especializado em pescados e frutos do mar que já tinha tido a oportunidade de conhecer da última vez em que estive em Lima, Peru. Desta feita, não tínhamos reserva e por ser domingo, o restaurante estava bem cheio. Chegamos por volta de 13:30 horas. Ao descer do táxi, um empregado do restaurante já nos recebeu sorridente perguntando se havia uma reserva. Como não a fizemos, nos conduziu até uma recepcionista. Cruzamos a área externa do Pescados Capitales, local agradável para uma happy hour. A recepcionista, excessivamente maquiada, também abriu um sorriso no rosto, conferindo seu mapa de assentos. Indicou o salão interno, em mesa para seis pessoas, localizada mais ao fundo, perto da parede decorada com estatuária indígena peruana. Assim que nos sentamos, Jorge, o garçom responsável pelas bebidas e pela sobremesa, se apresentou como aquele que iria nos atender juntamente com Carlos, o colega responsável pela comida. Em seguida, colocou interessante jogo americano de papel representando os sete pecados capitais na mesa. No meu caso, o pecado foi apropriado: gula. Pedi a senha para acessar a rede wi-fi do restaurante, sendo prontamente atendido. Para beber, escolhi uma Inca Kola (s/. 6), refrigerante muito popular no Peru, com cor amarelo ouro, feita com a erva lúcia-lima, também conhecida como limonete. Estando no Peru, não podia deixar de pedir o drinque mais clássico deles, o pisco souer (s/. 28), feito com limão, clara de ovo batida, pisco (bebida alcoólica destilada feita a partir da uva) e uma pitada de angustura. Com exceção de LH, que não bebe, os demais seguiram o meu pedido do drinque. Todos de tamanho duplo. Enquanto esperávamos as bebidas, colocaram ao centro da mesa dois potinhos com um milho frito salgadinho. Parece um peruá, aquelo milho de pipoca que não estoura, mas é mais alongado. Crocante, é muito gostoso, daqueles que é impossível comer um só. Durante nossa permanência no restaurante, os potinhos foram repostos algumas vezes. Com o cardápio nas mãos, era difícil escolher entre tantas delícias. Optamos por pedir os pratos principais imediatamente, sem passar por entradas e afins. No Peru, tais pratos chão chamados de platos de fondo. Um frase de James Joyce introduzia bem a página com os pecados: "Dios ha hecho los alimentos y el diablo, la sal y las salsas". Cada pecado descreve um prato. Há os sete pecados, bem como aqueles denominados como os novos pecados, tais como infidelidade, impaciência e intolerância. O predomínio é para pratos elaborados com peixes e frutos do mar. Depois de idas e vindas, decidi pelo prato chamado de avarizia (s/. 59) (avareza): pescado Rockfeller, ou seja, um filé de peixe empanado, recheado com manteiga aromatizada e mostarda Dijón, acompanhado de picante de abobrinha e arroz com choclo, um milho com grão maior e branco. Este pedido foi tirado por Carlos. Ele foi e voltou com um mimo da casa, uma colher de porcelana com uma pequena porção de ceviche de mariscos. De uma bocada só, apreciei esta delícia peruana. Muito bom, dando vontade de pedir um ceviche como entrada. Mas resisti. Os pratos demoraram cerca de vinte minutos para chegar à mesa e quando foram colocados em nossa frente, uma mistura de aromas tomou conta da mesa. Todos são bem servidos e com bonita apresentação. Assim que o meu prato foi colocado em minha frente, Carlos, utilizando uma faca, partiu o peixe empanado ao meio, deixando escorrer um perfumado caldo de manteiga e mostarda pelo prato. Comecei experimentando o peixe, cuja carne era bem branca e firme, com sabor adocicado, leve, casando bem como a manteiga aromatizada com ervas e a mostarda. O guisado de abobrinha era bem consistente, amarelado por causa da pimenta utilizada, o que deixava um sabor picante no paladar. O arroz com choclo completou bem o prato. Terminado a avareza, era chegada a vez da sobremesa. Gosto muito de lúcuma e como esta fruta é difícil de encontrar no Brasil, escolhi a opção que levava a fruta em sua receita: tarta de lúcuma (s/. 21), encoberta por uma capa de chocolate peruano, biscoito de baunilha, tendo a fruta e queijo Philadelphia em seu recheio. O prato chegou decorado com pedaços bem vermelhos de morango fresco e chantilly. Achei que o chocolate e o queijo mascararam o sabor da fruta. Terminei com um bem tirado café espresso (s/. 6). Para acompanhar o doce, pedi uma garrafa de 350 ml de água mineral com gás San Mateo (s/. 6). Já passavam das 15 horas quando pedimos a conta. Todos muito satisfeitos com o restaurante. Antes, pedi a Jorge um set do jogo americano retratando os sete pecados capitais. Atencioso, ele trouxe um set para cada um dos seis da mesa, todos já devidamente enrolados e presos com uma gominha. Dividimos a conta por igual, cabendo a cada pessoa o montante de s/. 115, algo em torno de R$ 93,50. Na saída, pedimos dois táxis. Nosso destino era o Mercado Índio. Hora de conhecer/comprar artesanato peruano.






Endereço: Avenida La Mar, 1.337, Miraflores, Lima, Peru.
Contatos: +51 1 421 8808.
Especialidade: peixes e frutos do mar da culinária peruana.


terça-feira, 5 de março de 2013

GASTRONOMIA NA CIDADE DO PANAMÁ - LA MAR



Endereço: Calle José Ignacio Fábrega con Vía Argentina. El Cangrejo, detrás del gimnasio Power, Cidade do Panamá, Panamá. (http://www.lamarcebicheria.com/panama/)

Contatos:  50 7 209 3323

Diferencial: os ceviches como entrada.

Especialidade: culinária peruana, sob a supervisão do chef Gastón Acurio.

Quando fui: jantar do dia 25 de fevereiro de 2013, segunda-feira. Estava sozinho. Cheguei às 20:15 horas, permanecendo no local até às 21:30 horas. O restaurante estava bem vazio, consequência da falta de energia que tomou conta do Panamá durante boa parte do dia. Fiquei em uma mesa para quatro pessoas, encostada na parede, com ampla visão para todo o restaurante, especialmente para a cozinha aberta.

Serviço: bom, com garçons atentos e cordiais. O maitre ficou um bom tempo conversando comigo.

O que bebi: uma dose de pisco souer, o drinque mais característico do Peru (feito a base de pisco, bebida extraída da cana de açúcar, limão, goma e uma gota de angustura) (U$ 6,95). Acompanhou a bebida água sem gás, cortesia do restaurante.


pisco souer

O que comi: aceitei o couvert, também cortesia da casa, com chips de batata doce com dois molhos, que não provei. Comi o baldinho de chips inteiro, enquanto esperava a entrada chegar.  De entrada, fui de cebiche mixto (U$ 11), composto de corvina, lula, polvo, camarão e mexilhão, tudo em leite de tigre (leche de tigre) clássico. Estava sensacional, com os ingredientes frescos e bem macios. Um pedaço de batata doce, bem alaranjada, acompanhou o prato, enfeitado com uma folha de alface e um pedaço de pimenta vermelha. Muita cebola roxa cortada em tiras estava por cima do ceviche. Como prato principal, não fugi do tradicional, pedindo um arroz chaufa tapadito (U$ 12,50). Bem servido e perfumado, o prato consiste de arroz salteado e selado, coberto por uma tortilha de trigo, misturado com mariscos e pimentões picados passados na panela wok. Um toque de azeite foi perfeito. A novidade para mim foi a tortilha, pois das outras vezes que experimentei este prato, não havia tal ingrediente. Confesso que prefiro sem ela. Tanto é assim, que a deixei de lado. No mais, estava muito bom. Não resisti e pedi uma sobremesa, ficando também em um clássico da culinária peruana, o suspiro clasico (U$ 6). O doce de leite que compõe a sobremesa estava muito doce, o que comprometeu o seu sabor. Deixei mais da metade.


cebiche mixto


arroz chaufa tapadito


suspiro clasico

Valor total da conta: U$ 39.

Minha avaliação: * * * 1/2. Local agradável, bom atendimento e comida gostosa, mas distante da qualidade do La Mar de São Paulo ou de Santiago, Chile (que nem existe mais).

Gastronomia Cidade do Panamá