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domingo, 16 de dezembro de 2012

007 CONTRA A CHANTAGEM ATÔMICA

Dando prosseguimento à revisão dos filmes de James Bond, coloquei para rodar o quarto filme da série, 007 Contra a Chantagem Atômica (Thunderball), produção do Reino Unido lançada em 1965. Terence Young, diretor dos dois primeiros, volta para trás das câmeras, e tem Sean Connery mais uma vez emprestando seu charme para o personagem Bond. Desmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens dos três filmes anteriores. Desta vez, o agente secreto inglês tem que ir para as Bahamas impedir que bombas atômicas roubadas pela organização criminosa Spectre sejam lançadas contra Miami. O vilão maior é Emilio Largo, interpretado por Adolfo Celi, que empresta um ar cafajeste muito interessante ao personagem, potencializado com o tapa olho que ele utiliza. Claudine Auger (Domino) é a bond girl envolvida com o vilão, mas que acaba se encantando por Bond e o ajuda a descobrir onde estão escondidas as bombas. O filme tem ótimas cenas subaquáticas, incluindo uma batalha com arpões, tubarões e muito sangue. As engenhocas de Q continuam sendo um achado para Bond e seu carro Aston Martin tem mais dispositivos que ajudam o agente secreto a se safar dos perigos. Como sempre, a abertura é um caso à parte, com um interessante clipe embalado pela canção tema, Thunderball, interpretada por Tom Jones. É o primeiro filme da série que ultrapassa as duas horas de projeção, com exatos 130 minutos. E é aí que mora o problema. Ele fica cansativo, com cenas repetidas e/ou prolongadas. Depois de Golfinger, a comparação fica inevitável, com Thunderball perdendo feio para seu antecessor. Mesmo assim, é um bom filme para diversão e entretenimento.

filme
dvd

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

007 CONTRA GOLDFINGER

Mais um 007 para ver, ou melhor, rever. Desta vez, coloquei o DVD do terceiro filme da série. Para muitos críticos, ele é um dos melhores, senão o melhor de todos. Lembrava pouco, pois a última vez que vi foi quando adolescente, na segunda metade da década de setenta. O filme é 007 Contra Goldfinger (Goldfinger), produção do Reino Unido de 1964, primeiro filme dirigido por Guy Hamilton. Estrelado mais uma vez por Sean Connery, cada vez mais a vontade na pele do agente secreto com permissão para matar, James Bond. Alguns ícones da série aparecem pela primeira vez em Goldfinger, como o carro Aston Martin com banco injetável a partir de um botão na alavanca da caixa de marcha. Desmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens dos dois filmes anteriores. Desta feita, as bond girls são interpretadas por Shirley Eaton (Jill Masterson), Tania Mallet (Tilly Masterson), Mai Ling (Mei-Lei) e Honor Blackman (a comparsa do vilão que cai na lábia de Bond, a louraça Pussy Galore). O vilão Goldfinger é magistralmente interpretado por Gert Frobe. E ainda há o capanga de Goldfinger, o sempre calado Oddjob (Harold Sakata), que usa como arma a aba de seu chapéu. As filmagens em território americano fizeram parte da estratégia dos produtores de atingir o público dos Estados Unidos. Desta vez, as locações são na Suíça, Estados Unidos e Londres. A história é simples. James Bond tem que se aproximar de Goldfinger para descobrir seu real plano. O vilão negociava ouro ao redor do mundo, mantendo um belo estoque e fez um plano para atacar a reserva americana de ouro guardada no Forte Knox. Ele não queria roubar o ouro americano, mas submetê-lo a uma forte dose de radiação nuclear, inutilizando-o e, com seu estoque particular, passaria a ditar as regras no mercado mundial. O filme é ágil, tem as ironias de sempre de Bond, roupas impecáveis, luxo, com aparição, mais uma vez, de uma garrafa da champanhe Dom Pérignon, mas seus efeitos especiais, comparados com a tecnologia atualmente utilizada pelos grandes estúdios do cinema, são de dar boas risadas. No entanto, é um excelente filme, o que me faz concordar com os críticos, pois é um dos melhores da série.

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