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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

007 MARCADO PARA A MORTE


Após sete filmes seguidos dando vida ao agente secreto britânico James Bond, Roger Moore deixou o bastão para o também inglês Timothy Dalton, protagonista do 15º título oficial da série: 007 Marcado Para a Morte (The Living Daylights). Produção do Reino Unido de 1987 dirigida mais uma vez por John Glen. Sintonizado com os tempos de AIDS, Bond só se envolve com uma beldade, no caso Kara Milovy (Maryam d'Abo), uma violoncelista que tem ligação amorosa com um dos vilões, o general russo Georgi Koskov (Jeroen Krabbé). A secretária de M, o chefão do serviço secreto britânico, Miss Moneypenny passa a ser interpretada por outra atriz, Caroline Bliss, após um reinado de 14 filmes de Lois Maxwell. Assim, apenas Desmond Llewelyn é o único ator que interpretou Q em todos os filmes em que este personagem aparece. O outro vilão é Brad Whitaker (Joe Don Baker), um traficante de armas que se passa por um mecena das artes. Ainda em sintonia com o que acontecia no mundo real, há cenas que se passam no deserto do Afeganistão, quando aquele país estava invadido pelos russos. Claro que rebeldes afegãos acabam aliados de Bond. Quem diria que depois estes mesmos rebeldes seriam vistos como inimigos número 1 dos Estados Unidos e do Reino Unido. O enredo é simples: Bond tem que descobrir o real plano de Koskov, evitando uma eventual nova guerra mundial entre as duas maiores potências bélicas do mundo da época. Marcas famosas continuam marcando presença, algumas bem discretamente, como Cartier (em um mostruário no hotel onde Bond fica hospedado), Louis Vuitton (no mesmo hotel, com um carregador de malas), Philips (esta mais ostensiva, presente no gadget de 007), e Bollinger (o sempre presente champanhe, desta vez na cesta de iguarias que Bond compra na Harrods para o General Koskov). Perseguição de carros, cenas debaixo d'água, esqui e explosões estão, como sempre, presentes em toda a projeção, que dura 133 minutos. As lutas são mais realistas, mas Bond continua saindo delas com quase nenhum arranhado e mantendo o penteado. A música tema é interpretada pelo grupo a-Ha. Dalton não tem o charme de Connery e nem o porte nobre de Moore, mas conseguiu dar um toque pessoal ao personagem com seu expressivo olhar. Gostei de rever este título.

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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

007 A SERVIÇO SECRETO DE SUA MAJESTADE

Dando prosseguimento à revisão dos filmes da série 007, aproveitei o final de noite totalmente calmo do dia 25 de dezembro para ver o sexto filme com o agente secreto James Bond. Desta vez foi um filme que ainda não tinha visto: 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade (On Her Majesty's Secret Service), produção do Reino Unido, dirigida por Peter Hunt e lançada nos cinemas em 1969.  Desmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens dos filmes anteriores, mas Sean Connery deixa o posto de 007 pela primeira vez, dando lugar ao ator australiano, mas com formação inglesa, George Lazenby. Para viver o vilão Blofeld, que foi interpretado por Donald Pleasence no filme anterior, também houve troca, cabendo a Telly Savalas interpretá-lo. Savalas ficou muito conhecido como Kojak, em série televisa de mesmo nome que fez sucesso na década de setenta. Desta vez há uma enxurrada de possíveis bond girls, de várias etnias, mas somente três delas caem nos braços de James Bond. A principal é Tracy (Diana Rigg), também conhecida como Condessa Teresa, filha do milionário italiano Draco (Gabriele Ferzetti), que flerta com o crime organizado e faz um acordo com Bond. Bastava ele se casar com Tracy e teria acesso ao seu arqui-inimigo Blofeld, chefão da Spectre. O vilão se isola nos Alpes, na Suíça, onde mantém uma clínica de fachada para tratamento alérgico, mas que na verdade condiciona mulheres, todas lindas e com corpos esculturais, para servirem de vetor para uma possível guerra bacteriológica. Ao mesmo tempo, Blofeld quer ser reconhecido como descendente de uma nobre família, pleiteando para si o título de Conde de Beauchamp. Obviamente que Bond entra na história para detê-lo. O roteiro é confuso, sem muitas explicações dos motivos pelos quais 007 começa o filme perseguindo Tracy para impedí-la de se matar e esta dúvida permanecerá sem resposta já que ele não sabia que ela era filha de Draco. Alguns elementos de sempre estão presentes, como o champanhe Dom Pérignon, o dry martini, as roupas bem cortadas, a hospedagem em hotéis de luxo e o jogar do chapéu no cabideiro quando Bond chega na sala de Moneypenny. Também há referências aos filmes anteriores, especialmente na abertura quando vários fotogramas dos cinco filmes iniciais da série são mostrados em taças de vinho ou ampulhetas. Mas a referência maior é para Sean Connery e pode passar despercebida para quem não é ligado na série. Ao final da cena em que Bond tenta impedir Tracy de se matar no mar, após uma sequência de luta na praia com alguns capangas surgidos do nada, ela escapa, deixando seus sapatos na areia, fugindo no carro de Bond e depois em seu próprio carro. Bond pega os sapatos, olha para as câmeras e diz que aquilo não acontecia com o outro cara. Ou seja, quando Bond era interpretado por Connery, ele ficava com a mocinha. Curiosamente, há uma cena em que o lema de uma família, estampado abaixo de seu brasão, seria o título de mais um filme de James Bond vinte anos depois deste sexto episódio: The World is Not Enough, que no Brasil se chamou 007 - O Mundo Não É O Bastante. Mesmo com 142 minutos de duração, o filme não cansa, pois é ágil, com muitas cenas de ação e perseguição, das quais duas merecem destaque: a descida nas montanhas nevadas dos alpes suíços e a sempre presente perseguição de carros, que desta vez ocorre dentro de uma pista de corrida. Ambas são frenéticas e bem feitas, apesar de alguns efeitos especiais hoje parecerem coisa de nerd iniciante. A maior parte das cenas se passa em Portugal e na Suíça. Lazenby não tem o charme de Connery, o que prejudica um pouco a condução do herói nas telas de cinema, pois ele fica um pouco duro, sem carisma. O filme ainda quebra a áurea conquistada até então pelo agente secreto de galanteador que não se rende ao casamento ao colocar Bond no altar com a Condessa Teresa. Não escrevo mais porque para quem não conhece o filme pode estragar o desfecho da história. Pelo roteiro confuso, por tentar dar um outro caminho para o agente secreto e pela interpretação sem glamour de Lazenby, o filme pode ser considerado como um dos mais fracos da série.

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

COM 007 SÓ SE VIVE DUAS VEZES

Vi pela primeira vez o quinto filme da série James Bond. Produção do Reino Unido de 1967, Com 007 Só Se Vive Duas Vezes (You Only Live Twice), tem na direção Lewis Gilbert e conta no elenco com Sean Connery mais uma vez emprestando seu charme e carisma ao agente secreto a serviço da rainha da Inglaterra. Desmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens dos filmes anteriores. As bond girls desta vez são interpretadas por Mie Hama (Kissy), uma agente secreto que casa, de mentira, obviamente, com Bond; Akiko Wakabayashi (Aki), outra agente secreta que sempre salva 007 dos perigos do filme, e Karin Dor (Helga Brandt), a vilã que cai nos braços do herói. A vilania fica por conta dos personagens interpretados por Teru Shimada (Mr. Osato) e Donald Pleasence (Blofeld), o número 1 da Spectre, que, enfim, mostra a sua cara. O principal aliado de Bond é vivido por Tetsurô Tanba (Tiger Tanaka).A história se passa em solo japonês, o que justifica o tanto de atores nipônicos no filme. A Spectre captura naves espaciais em órbita na Terra, tanto americanas quanto russas. Os chefes das duas potências pensam que estão sendo atacados mutuamente, o que os faz ficar em pé de guerra e é esta a intenção de Blofeld. Não podemos esquecer que o filme é rodado no auge da Guerra Fria entre Estados Unidos e a então União Soviética. Bond é escalado pela Inglaterra, única que acredita que a culpa não é das duas potências mundiais, para resolver o caso. Para tanto, simulam a morte do agente secreto em Hong Kong, e ele passa a usar uma segunda identidade em solo japonês. O filme tem mais ação do que o anterior, com muito mais mortes, tiros e explosões que os antecessores. O Aston Martin não aparece desta vez, mas a champanhe Dom Pérignon se faz presente, como sempre. Boas cenas de perseguição e a invasão dos ninjas à base de lançamentos de foguetes da Spectre são os pontos altos do filme. Gostei muito.

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domingo, 16 de dezembro de 2012

007 CONTRA A CHANTAGEM ATÔMICA

Dando prosseguimento à revisão dos filmes de James Bond, coloquei para rodar o quarto filme da série, 007 Contra a Chantagem Atômica (Thunderball), produção do Reino Unido lançada em 1965. Terence Young, diretor dos dois primeiros, volta para trás das câmeras, e tem Sean Connery mais uma vez emprestando seu charme para o personagem Bond. Desmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens dos três filmes anteriores. Desta vez, o agente secreto inglês tem que ir para as Bahamas impedir que bombas atômicas roubadas pela organização criminosa Spectre sejam lançadas contra Miami. O vilão maior é Emilio Largo, interpretado por Adolfo Celi, que empresta um ar cafajeste muito interessante ao personagem, potencializado com o tapa olho que ele utiliza. Claudine Auger (Domino) é a bond girl envolvida com o vilão, mas que acaba se encantando por Bond e o ajuda a descobrir onde estão escondidas as bombas. O filme tem ótimas cenas subaquáticas, incluindo uma batalha com arpões, tubarões e muito sangue. As engenhocas de Q continuam sendo um achado para Bond e seu carro Aston Martin tem mais dispositivos que ajudam o agente secreto a se safar dos perigos. Como sempre, a abertura é um caso à parte, com um interessante clipe embalado pela canção tema, Thunderball, interpretada por Tom Jones. É o primeiro filme da série que ultrapassa as duas horas de projeção, com exatos 130 minutos. E é aí que mora o problema. Ele fica cansativo, com cenas repetidas e/ou prolongadas. Depois de Golfinger, a comparação fica inevitável, com Thunderball perdendo feio para seu antecessor. Mesmo assim, é um bom filme para diversão e entretenimento.

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

007 CONTRA GOLDFINGER

Mais um 007 para ver, ou melhor, rever. Desta vez, coloquei o DVD do terceiro filme da série. Para muitos críticos, ele é um dos melhores, senão o melhor de todos. Lembrava pouco, pois a última vez que vi foi quando adolescente, na segunda metade da década de setenta. O filme é 007 Contra Goldfinger (Goldfinger), produção do Reino Unido de 1964, primeiro filme dirigido por Guy Hamilton. Estrelado mais uma vez por Sean Connery, cada vez mais a vontade na pele do agente secreto com permissão para matar, James Bond. Alguns ícones da série aparecem pela primeira vez em Goldfinger, como o carro Aston Martin com banco injetável a partir de um botão na alavanca da caixa de marcha. Desmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens dos dois filmes anteriores. Desta feita, as bond girls são interpretadas por Shirley Eaton (Jill Masterson), Tania Mallet (Tilly Masterson), Mai Ling (Mei-Lei) e Honor Blackman (a comparsa do vilão que cai na lábia de Bond, a louraça Pussy Galore). O vilão Goldfinger é magistralmente interpretado por Gert Frobe. E ainda há o capanga de Goldfinger, o sempre calado Oddjob (Harold Sakata), que usa como arma a aba de seu chapéu. As filmagens em território americano fizeram parte da estratégia dos produtores de atingir o público dos Estados Unidos. Desta vez, as locações são na Suíça, Estados Unidos e Londres. A história é simples. James Bond tem que se aproximar de Goldfinger para descobrir seu real plano. O vilão negociava ouro ao redor do mundo, mantendo um belo estoque e fez um plano para atacar a reserva americana de ouro guardada no Forte Knox. Ele não queria roubar o ouro americano, mas submetê-lo a uma forte dose de radiação nuclear, inutilizando-o e, com seu estoque particular, passaria a ditar as regras no mercado mundial. O filme é ágil, tem as ironias de sempre de Bond, roupas impecáveis, luxo, com aparição, mais uma vez, de uma garrafa da champanhe Dom Pérignon, mas seus efeitos especiais, comparados com a tecnologia atualmente utilizada pelos grandes estúdios do cinema, são de dar boas risadas. No entanto, é um excelente filme, o que me faz concordar com os críticos, pois é um dos melhores da série.

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