Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Château Petit Vedrines. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Château Petit Vedrines. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

TRIO GASTRONOMIA - GASTRONOMIA EM BRASÍLIA (DF)



Endereço: SCLS 213, Bloco A, Loja 27 - Subsolo, Asa Sul, Brasília, DF (www.triogastronomia.com.br).

Contatos: 61 3346 2845 e contato@triogastronomia.com.br.

Diferencial: a mesa de vidro retangular que acomoda as únicas doze pessoas por vez. A explicação do chef Emerson Montovani sobre cada prato e a respectiva harmonização com vinho ou cerveja é um dos destaques da casa.

Especialidade: cozinha de autor, sob o comando do chef Emerson Montovani. Não há cardápio fixo, com variações constantes do que é servido.

Quando fui: jantar do dia 21 de dezembro de 2012, sexta-feira. Éramos doze pessoas, a capacidade máxima da casa. Tínhamos feito reserva antecipadamente. Chegamos pouco antes das 20:30 horas, horário em que o chef começa a servir o jantar harmonizado. Ficamos no restaurante até 23:15 horas.

Serviço: eficiente, sem delongas nem firulas.

O que bebi: água com gás e os vinhos que constavam do menu para o jantar harmonizado. Ao final, um forte café espresso Nespresso.

O que comi: logo que chegamos, o chef nos recebeu pessoalmente. À frente de cada prato havia um pequeno potinho com amêndoas e damascos secos. Foi servida uma taça do espumante brasileiro Don Giovanni Stravaganzza. Os garçons não deixavam a taça ficar vazia, repondo enquanto o espumante foi usado como harmonização para os dois primeiros pratos. Iniciou a sequência um creme de cebola levemente trufado, bem servido em prato de porcelana branca, fundo, permitindo o aroma da trufa dominar o ambiente. Na harmonização com o espumante as notas de tostado se sobressaíram. Em seguida, uma pequena salada de brotos de folhas verdes, tomate cereja e mousse de queijos (levava cinco tipos de queijos, tinha castanha do Brasil em seu interior e tirinhas de bacon bem tostadas por cima), cuja harmonização modificou por completo o paladar, com notas adocicadas aparecendo no espumante. O terceiro prato da noite foi um bacalhau la kama (um tempero marroquino que leva algumas especiarias, como gengibre, pimenta do reino, canela e cúrcuma, muito usado para acompanhar carne de cordeiro). O bacalhau é desfiado e misturado a um purê de batatas, em consistência macia e leve. O tempero marroquino deu um toque adocicado ao prato, facilitando a harmonização com o vinho branco Founders Estate Chardonnay, produzido na Califórnia pela Beringer Vineyards. Veio então o quarto prato da noite, um pernil de cordeiro picado em cubinhos e cozido em vinho tinto, também utilizado para fazer seu molho. Perfume agradável e carne bem macia, penetrada pelo vinho. A harmonização ficou perfeita com o vinho tinto italiano Chianti Da Vinci. Para acompanhar o cordeiro, foi servida, à parte, uma farofa diferente: farofa de pipoca. Todos ficaram curiosos sobre como fazer a tal farofa. O chef nos explicou, dizendo que bastava estourar a pipoca, levá-la, em seguida, a um liquidificador e processá-la. Naquele dia, ele estourou o milho de pipoca com azeite extra virgem e manteiga, liquidificando-a juntamente com ervas finas. Delicioso, leve e com ótima textura no paladar. Finalizamos com a sobremesa, coulis de frutas amarelas com panqueca de queijo italiano. Não era bem um coulis, mas um ensopado de frutas amarelas picadas em cubos. Foi o único prato que não gostei. Achei o sabor das frutas sem graça e o recheio da panqueca muito forte. Para sua harmonização, foi servido o Château Petit Vedrines, feito na região de Sauternes.


creme de cebola


salada de brotos de folhas verdes, tomate cereja e mousse de queijos


bacalhau la kama


picadinho de pernil de cordeiro


coulis de frutas amarelas com panqueca de queijo italiano

Valor individual da conta: R$ 169,00, com tudo incluído – jantar, vinhos, água e café. Não há cobrança de taxa de serviço.

Minha avaliação: * * * *.

Gastronomia Brasília (DF)

domingo, 2 de dezembro de 2012

CONFRARIA VINUS VIVUS - 71ª REUNIÃO


No dia 27 de novembro de 2012 a Confraria Vinus Vivus se reuniu pela 71ª vez. A anfitriã foi Vera. Enfim, todos os integrantes presentes. Afinal, era o tão aguardado encontro de final de ano, quando degustamos vinhos excepcionais. Foram quatro vinhos top de linha, além de um vinho branco, um champanhe, um vinho de sobremesa e um cognac. A reunião foi banhada por uma áurea de alegria. Eis os vinhos da noite.

Vinho 1 – Stag’s Leap


Safra: 2007.

Álcool: 14,5%.

Casta: cabernet sauvignon, em percentual acima de 90%, e merlot.

Produtor: Warren Winiarski.

Região: Napa Valley, Califórnia, Estados Unidos.

Cor: rubi.

Aromas: fruta bem madura, ameixa, herbáceo, floral, baunilha, madeira, cacau, açúcar queimado, algodão doce. 

Boca: acidez bem alta, provocando abundante salivação. Deixa um amargor no final de boca, mas não é agressivo.

Estágio: 14 a 18 meses de barricas de carvalho.

Harmonização: pato, cabrito.

Guarda: 15 a 20 anos.
Importador: Wine Brands.

Valor: R$ 1.400,00.

Observações: ficou decantando por duas horas e meia. O exemplar deste vinho da safra 1973 desbancou os vinhos franceses na famosa degustação às cegas, realizada em 1976, que ficou conhecida como Julgamento de Paris.


Vinho 2 – Château Valandraud


Safra: 2006.

Álcool: 13,5%.

Casta: corte bordalês: cabernet sauvignon, merlot, cabernet franc.

Produtor: Château Valandraud.

Região: Saint-Émillion, Bordeaux, França.

Cor: rubi, rubi.

Aromas: pimenta do reino, couro, mentol, jasmim, buquê de flores. 

Boca: taninos presentes que secaram a boca por completo, boa acidez, com consequente salivação, pimenta, deixa um gosto amargo no final de boca.

Estágio: sem informações.

Guarda: 20 anos para mais.
Valor: R$ 2.000,00.

Observações: ficou decantando por duas horas e meia. Foram produzidas 12.000 garrafas desta safra, que foi uma excelente safra, por sinal.

O preferido da noite por Keller, André, Abílio e Marcos.

Vinho 3 – Château de Beaucastel – Hommage a Jacques Perrin


Safra: 2005.

Álcool: 14,5%.

Casta: 60% mourvèdre, 20% grenache, 10% syrah e 10% counoise.

Produtor: Vignobles Pierre Perrin.

Região: Châteneuf-du-Pape, Rhône, França.

Cor: rubi escuro com reflexos granada.
Aromas: geleia de frutas, compota de frutas vermelhas, pimentão amarelo, melaço, marrom glacê, vitamina C efervescente, miojo, ferrugem. 

Boca: doce, taninos presentes, mas sem agressividade, rapadura, boa acidez, final de boca amargo.

Estágio: sem informação.

Guarda: 15 a 20 anos.
Valor: R$ 3.100,00.

Observações: ficou decantando por duas horas e meia.
O campeão da noite, sendo o preferido da noite por Leo, Ricardo, Vera, Fernanda e Cláudia.

Vinho 4 – Cos d’Estournel


Safra: 2005.

Álcool: 13,5%.

Casta: corte bordalês, sendo 73% cabernet sauvignon e o restante dividido entre merlot e cabernet franc.

Produtor: Château Cos d’Estournel.

Região: Saint-Estèphe, Bordeaux, França.

Cor: rubi, com reflexos granada.
Aromas: flor, aroma de ferro engomando roupa, cassis, jasmim. 

Boca: redondo, boa acidez, bons taninos, não agressivos, sem peso, deixa um sabor amargo ao final.

Estágio: sem informações.

Harmonização: cordeiro assado.

Guarda: 15 a 20 anos.
Valor: R$ 1.450,00.

Observações: ficou decantando por duas horas e meia.
O preferido da noite por Bruno.

Após a excelente degustação, nossa anfitriã nos brindou com uma autêntica ceia. De entrada, ela serviu uma sopa de ervilhas com chantilly de bacon. Seguindo a tradição dos encontros de final de ano da confraria, foram servidos um surubi defumado com molho de dill e um espaguete de palmito pupunha com sálvia. Terminamos com um crepe suflê com calda de framboesa. Tudo muito bem feito e com ótimo sabor.
Para acompanhar o jantar, ninguém deixou tirar as taças com os vinhos tintos da degustação de sua frente, mesmo sendo peixe o prato principal. Era impossível deixar vinho nas taças. Fora os tintos já apreciados, acompanhou o jantar o vinho branco Riesling Hugel, safra 2011, da região da Alsace, França (R$ 105,00 na Art du Vin), e o champanhe Billecart-Salmon Brut Rosé (R$ 398,00 na Art du Vin), para muitos o melhor champanhe rosé não safrado do mercado. A sobremesa foi harmonizada com o Château Petit Vedrines 2007, produzido em Sauterne, França. Como se todos os vinhos não bastassem, a anfitriã nos serviu o cognac Camus Grand V.S.O.P. Ao final, Nespresso, edição limitada 2012 com grãos produzidos no Havaí, e lâminas de chocolate 70% cacau da marca suíça Lindt.




Foi uma das reuniões mais participativas e mais duradouras da história da confraria.
Já temos novo encontro marcado para janeiro de 2013, quando iremos degustar vinhos tintos produzidos nas regiões de Piemonte (Itália) e Bordeaux (França).

gastronomia
vinho

terça-feira, 4 de setembro de 2012

CONFRARIA VINUS VIVUS - 69ª REUNIÃO

Pela 69ª vez a Confraria Vinus Vivus se reuniu para apreciar vinhos tintos do sudoeste da França. A anfitriã foi Vera em noite seca de segunda-feira, dia 03 de setembro de 2012. Mais uma vez não estivemos completos, pois o confrade André não pode comparecer. Eis os vinhos apreciados na noite:

Vinho 1 - Mas Del Rey



Safra: 2006.
Álcool: 14,5%.
Casta: 60% carignan e 40% grenache.
Produtor: Jacques Montagné.
Região: Languedoc, Côtes du Roussillion, França.
Cor: rubi opaco.
Aromas: depósito, banana, fumo, jabuticaba, violeta, herbáceo, chocolate amargo, caramelo, fruta confitada, baunilha. 
Boca: taninos presentes, mas sem agressividade, quente, azedinho.
Estágio: 16 a 18 meses de barricas novas de carvalho.
Guarda: 10 a 12 anos.
Harmonização: aves com molhos consistentes, carne de caça.
Importador: Viníssimo (Art du Vin).
Valor: R$ 198,00.
Observações: recebeu 91 pontos de Robert Parker.
O preferido da noite por Keller, Ricardo e Abílio.


Vinho 2 - Mas de Daumas Gassac


Safra: 2009.
Álcool: 13%.
Casta: 80% cabernet sauvignon e 20% outras castas, sem especificar.
Produtor: Domaine Mas de Daumas Gassac (V. Guilbert de La Vaissière).
Região: Languedoc, Côtes du Roussillion, França.
Cor: rubi brilhante.
Aromas: estábulo, hortelã, caroço de azeitona. 
Boca: redondo, macio, boa estrutura.
Estágio: 12 a 16 meses de barricas usadas de carvalho.
Guarda: 10 a 15 anos.
Harmonização: carne de caça.
Importador: Mistral.
Valor: R$ 285,00.


Vinho 3 - Le Cèdre


Safra: 2004.
Álcool: 14%.
Casta: 100% malbec.
Produtor: Château du Cèdre.
Região: Cahors, França.
Cor: escuro.
Aromas: banana, couro. 
Boca: taninos presentes e fortes, potente, boa acidez.
Estágio: 20 meses, sendo 7% em barricas de carvalho e 93% em tanques de cimento.
Guarda: mais de 20 anos.
Harmonização: carne de caça, coelho com ameixas.
Importador: World Wine (Art du Vin).
Valor: R$ 258,00.
Observações: recebeu 96 pontos de Wine Spectator. Não filtrado ao ser engarrafado. Elaborado a partir de uvas provenientes de videiras com mais de 40 anos de idade. Ficou cerca de duas horas no decanter.
O campeão da noite, sendo o preferido de CláudiaVera, Bruno e Marcos.


Vinho 4 - Le Tyre


Safra: 2001.
Álcool: 14,5%.
Casta: 100% tannat.
Produtor: Château Montus (Alain Brumont).
Região: Mandiran, França.
Cor: negro, com reflexos granada.
Aromas: remédio para o fígado, couro, carne em deterioração, herbáceo. 
Boca: taninos presentes, mas domados, balsâmico, oxidado, tranquilo, redondo, acidez presente.
Estágio: 18 meses de barricas de carvalho de 110 litros.
Guarda: mais de 20 anos.
Harmonização: carne de caça, confit de pato, cassoulet, javali, feijoada.
Importador: Decanter.
Valor: R$ 685,00.
Observações: recebeu 94 pontos de Robert Parker. Ficou cerca de duas horas no decanter, além de  passar por um filtro, e ainda assim estava com muita borra.
O preferido da noite por Fernanda Leo.

Após a excelente degustação, a anfitrião nos ofereceu um cassoulet, prato típico da mesma região francesa dos vinhos da noite. Para acompanhar a iguaria, além dos vinhos da degustação, apreciamos um Château Chevaliers Lagrezette 2004 (R$95,00 - importado pela Decanter), produzido na região de Cahors, França, 100% malbec, com 13,5% de álcool. Harmonizou muito bem com o cassoulet. De sobremesa, saboreamos um suflê de framboesa com creme de chantilly e acerto balsâmico, numa combinação perfeita, onde o ácido do balsâmico neutralizou o doce do suflê. Harmonizamos a sobremesa com o sauternes Château Petit Vedrines 2007 (R$ 80,00 - Art du Vin). Maravilha!


cassoulet



suflê de framboesa com creme de chantilly e acerto balsâmico


Já agendamos as duas últimas reuniões do ano: 08 de outubro, com vinhos brancos germânicos na degustação e tintos malbec no jantar. 27 de novembro será nossa reunião de final de ano, quando será a vez de apreciarmos alguns vinhos top de linha.

vinho
gastronomia