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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

007 CONTRA O FOGUETE DA MORTE

Cheguei ao décimo primeiro título da série James Bond. Coloquei no aparelho para rodar o filme 007 Contra o Foguete da Morte (Moonraker), primeiro a ter uma co-produção: França e Reino Unido. Dirigido por Lewis Gilbert, tem 126 minutos de duração. Foi lançado nos cinemas em 1979, em meio à onda de filmes com temas referentes ao espaço sideral. O roteiro não poderia deixar de pegar carona nesta onda e ainda faz referências a alguns filmes de sucesso nas bilheterias, como Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of The Third Kind), de 1977, (a música de contato com as naves espaciais é o código de acesso ao laboratório da Drax em Veneza); Guerra nas Estrelas (Star Wars), de 1977 (as armas a laser usadas na guerra entre mocinhos e bandidos no espaço), e 2001: Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey), de 1968 (o uniforme dos astronautas e o movimento dos personagens sem gravidade dentro da nave espacial). O enredo gira em torno de uma nave espacial americana sequestrada pelo vilão da vez que a utilizará para transportar casais escolhidos a dedo para a criação de uma nova raça, pura, atlética, para uma estação espacial, enquanto envenena os demais habitantes da Terra. 007 tem a missão de descobrir o vilão, seus objetivos e impedí-lo de agir. De toda a série, talvez este seja o filme com enredo mais inverossímil, muito mais do que qualquer filme de ficção científica. Há lançamentos constantes de aeronaves espaciais, luta no espaço entre soldados-astronautas, e uma mistura de cenários absurda. O Château de Chantilly, localizado na França, é o castelo do vilão construído em pleno estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Bond pilota uma lancha em algum rio da bacia amazônica que termina nas Cataratas do Iguaçu. E na mesma mata em torno da famosa catarata sul-americana fica um templo maia, que fisicamente está na Guatemala. O filme tem cenas rodadas no Rio de Janeiro e aquela imagem estereotipada do Brasil está super presente na tela: carnaval, samba e festa. Bond e uma auxiliar chamada Manuela (nome nada brasileiro) atravessam um desfile de escola de samba, mas nada indica que o agente secreto veio para o Brasil em época de Carnaval. Quem não sabia que aquele desfile acontece uma vez ao ano, ficava achando que no Brasil tudo era sempre festa. Para piorar, quando ele vai subir no bondinho do Pão de Açúcar, uma turma está fantasiada sambando em um bar próximo à entrada do bondinho. Uma das músicas que se ouve em um dos becos do Centro do Rio de Janeiro é a marchinha Cidade Maravilhosa. Roger Moore empresta seu carisma mais uma vez para James Bond, e neste filme ele está mais cínico do que nunca. Michael Lonsdale vive o vilão e multimilionário Hugo Drax. As bondgirls desta vez são Lois Chiles (Drª. Holly Goodhead) e Corinne Cléry (Corinne Dufour). Richard Kiel volta como o vilão Jaws (desta vez a tradução para o português deixou o Tubarão do filme anterior para Dentes de Aço, bem mais apropriado), que deixa seu coração amolecer por uma jovem loura e acaba ajudando Bond ao final. Há novamente mais de uma perseguição de lanchas, uma pelo canais de Veneza e outra pelos rios brasileiros, num interessante contraste, pois enquanto na primeira a perseguição é essencialmente urbana, a segunda é dentro da mata, sem traços de civilização. Moneypenney, Q e M continuam a ser interpretados pelos mesmos atores desde o primeiro filme da série. E mais uma vez Shirley Bassey interpreta a música tema. Quanto ao luxo, o champanhe Dom Pérignon cede lugar mais uma vez para a Bollinger e como os relógios digitais estavam em alta na época, o Rolex deixa o pulso do agente secreto para dar lugar a um Seiko, digital, obviamente. Mesmo com toda a loucura do enredo e com as imagens clichês do Brasil, eu gostei do filme. Ou melhor, gostei de rever o filme, pois já o tinha visto no antigo Cine Jacques, em Belo Horizonte, no final dos anos setenta.

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

007 O ESPIÃO QUE ME AMAVA

Conferi mais um filme da série do mais famoso agente secreto inglês. Desta vez vi o décimo filme, lançado em 1977. Produção do Reino Unido, dirigido por Lewis Gilbert e estrelado pela terceira vez por Roger Moore, 007 O Espião Que Me Amava (The Spy Who Loved Me) volta a ser um filme de aventura, deixando a comédia de lado, fator ruim do filme anterior (007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro). Tem 125 minutos de duração, mas o filme é ágil, com bastante troca de cenários, o que dá uma motivação a mais para ver a película. Submarinos da União Soviética e da Inglaterra desaparecem nos mares, fazendo os dois melhores agentes secretos destes países trabalharem juntos para desvendar o mistério. 007 se une com a bela Major Anya Amasova (Barbara Bach, em horrível interpretação, totalmente robótica), a agente XXX, mas um não confia no outro, valendo situações inusitadas quando ambos em perigo. Para chegar ao vilão milionário Stromberg (Curd Jurgens), eles viajam ao Egito e à Sardenha, na Itália. O vilão vive em uma base submarina, chamada Atlantis, gosta do mundo aquático, de obras de arte, de objetos de decoração com design arrojado, de belas mulheres e quer destruir com bombas atômicas as cidades de New York e Moscou, numa clara alusão à Guerra Fria, para criar uma nova era, toda ela subaquática, sob o seu comando. Seu braço direito é um gigante parecido com Frankenstein, mudo e com uma dentadura de ferro, lembrando uma mandíbula de tubarão. Não por acaso, seu nome é Jaws (no Brasil, ficou sendo Tubarão). Ele é interpretado por Richard Kiel. Há belas tomadas no Templo de Karnak, em Luxor, embora no filme tudo se passe no Cairo e arredores. O diretor mostra que gosta de cinema ao fazer uma clara homenagem a Steven Spielberg, não só dando nome ao vilão com o título do megassucesso do diretor, mas também fazendo uma sequência inspirada visivelmente em Tubarão (Jaws), sucesso de 1975. Também há uma homenagem a David Lean, com uma cena de cavalgada em camelo no deserto, quando Bond está vestido com roupas árabes e visita uma tenda de um antigo amigo. A cena lembra, e muito, sequências de Lawrence da Arábia, filme de 1962, dirigido por Lean. Também faz um revival do próprio agente secreto, ao iniciar o filme com uma eletrizante perseguição na neve, cena já vivida antes pelo personagem, nos alpes austríacos (embora a filmagem tenha sido feita na Suíça), culminando com um belo salto de pára-quedas. Enfim, a série toca, mesmo que em um breve diálogo, no tema casamento de Bond e a morte de sua esposa, ocorrida no final do sexto filme, 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade. A canção tema é lindamente interpretada por Carly Simon. Mais uma vez, Moneypenny, M e Q são vividos pelos mesmos atores de sempre. Um dos melhores carros da série está neste filme, o carro Lotus Sprit, que é um esportivo veloz, que se torna anfíbio quando necessário. Para não fugir à regra, Bond mostra seu bom gosto ao abrir uma garrafa de champanhe Dom Pérignon, safra 1952. Gostei de rever este filme.

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

COM 007 SÓ SE VIVE DUAS VEZES

Vi pela primeira vez o quinto filme da série James Bond. Produção do Reino Unido de 1967, Com 007 Só Se Vive Duas Vezes (You Only Live Twice), tem na direção Lewis Gilbert e conta no elenco com Sean Connery mais uma vez emprestando seu charme e carisma ao agente secreto a serviço da rainha da InglaterraDesmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens dos filmes anteriores. As bond girls desta vez são interpretadas por Mie Hama (Kissy), uma agente secreto que casa, de mentira, obviamente, com Bond; Akiko Wakabayashi (Aki), outra agente secreta que sempre salva 007 dos perigos do filme, e Karin Dor (Helga Brandt), a vilã que cai nos braços do herói. A vilania fica por conta dos personagens interpretados por Teru Shimada (Mr. Osato) e Donald Pleasence (Blofeld), o número 1 da Spectre, que, enfim, mostra a sua cara. O principal aliado de Bond é vivido por Tetsurô Tanba (Tiger Tanaka).A história se passa em solo japonês, o que justifica o tanto de atores nipônicos no filme. A Spectre captura naves espaciais em órbita na Terra, tanto americanas quanto russas. Os chefes das duas potências pensam que estão sendo atacados mutuamente, o que os faz ficar em pé de guerra e é esta a intenção de Blofeld. Não podemos esquecer que o filme é rodado no auge da Guerra Fria entre Estados Unidos e a então União Soviética. Bond é escalado pela Inglaterra, única que acredita que a culpa não é das duas potências mundiais, para resolver o caso. Para tanto, simulam a morte do agente secreto em Hong Kong, e ele passa a usar uma segunda identidade em solo japonês. O filme tem mais ação do que o anterior, com muito mais mortes, tiros e explosões que os antecessores. O Aston Martin não aparece desta vez, mas a champanhe Dom Pérignon se faz presente, como sempre. Boas cenas de perseguição e a invasão dos ninjas à base de lançamentos de foguetes da Spectre são os pontos altos do filme. Gostei muito.

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