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terça-feira, 2 de novembro de 2010

MANAUS - DIA 4: OUTRO QUARTO

Depois de reclamar por mais de uma vez, esperando duas horas e meia para ser atendido, um empregado da manutenção do hotel foi até o quarto verificar o vazamento do ar condicionado. Demorou uns vinte minutos, conseguindo parar a goteira. Fomos nos reunir com todos do grupo no quarto ao lado para troca das fotos. Como todos trouxeram seus notebooks, já baixamos as fotos tiradas nas diversas máquinas para cada um de nossos computadores. Ficamos com preguiça de sair para lanchar. Decidimos comer um sanduíche no bar do lobby do hotel mesmo. Enquanto esperávamos o lanche ficar pronto, a conversa girou sobre política e o governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, além de temas que envolviam amizade e ficar pobre. Dois amigos iriam voltar para Belo Horizonte no início da manhã do feriado de Finados. Assim, já nos despedimos quando voltamos para os respectivos quartos. Ao chegar no meu quarto, verificamos que o ar condicionado não refrigerava, apenas ventilava. Ligamos para reclamar novamente. A opção nos oferecida foi a troca de quartos, pois já não havia ninguém da manutenção no hotel (um hotel deste nível deve ter alguém para eventuais problemas durante as 24 horas do dia). Dissemos que seria um transtorno muito grande trocar de quarto, pois nossa saída se daria no final da manhã desta terça-feira. Não queríamos colocar tudo nas malas, levá-las para o novo quarto, para lá se instalar. Disse que um desconto na diária seria mais viável. Em minutos, ligaram novamente dizendo que encontraram uma solução. Nos dariam a chave do quarto ao lado, que estava vazio e com o ar funcionando, para dormir, sem necessidade de levar nossos pertences. Ficamos com as chaves dos dois apartamentos. Não levamos nada, apenas nossos corpos para dormir. O ar funcionava normalmente. Por volta de oito horas da manhã, a porta de nosso quarto se abre. Era a camareira que estava checando os quartos vazios. Levantamos e voltamos para o quarto inicial, onde estavam nossas coisas. A camareira ainda estava no corredor. Ela nos pediu desculpas, dizendo que na sua planilha constava a informação de que o quarto estava livre. Contei o que havia acontecido e ela nos pediu novas desculpas. Disse a ela que o quarto estava liberado a partir daquele momento. Resolveram nosso problema com o ar, mas esqueceram de lançar no sistema que o quarto fora ocupado. Mais uma falha do hotel Park Suites Manaus. Uma sucessão de erros tem ocorrido desde que chegamos. Fica a pergunta: é assim que Manaus recebe os seus turistas, nacionais e estrangeiros? É assim que o Amazonas está se preparando para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014? Falta muito ainda para chegar em um nível razoável.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

MANAUS - DIA 3: TEATRO AMAZONAS

Conforme combinado, todos se encontraram no restaurante do hotel para o café da manhã. Mais um passeio estava contratado: city tour em Manaus. Depois do café, já no lobby do hotel, hora de negociar o preço do passeio do dia. Inicialmente com valor de R$ 80,00 por pessoa, o preço baixou para R$ 65,00. Os amigos responsáveis pela negociação alegaram que o passeio do domingo não foi completo, pois pagamos para ver três coisas e só vimos duas. Negócio fechado, entramos na van. O guia era o mesmo do dia anterior. Ele nos levou direto até o Teatro Amazonas, inaugurado em 31 de dezembro de 1896. Já conhecia este teatro, mas me surpreendi com a restauração que foi feita no entorno. As casas de construção histórica estão preservadas, todas pintadas com cores fortes. A Praça São Sebastião está recuperada, com sua famosa fonte representando os continentes que negociavam a borracha na época de ouro da cidade de Manaus. Tal fonte está sendo reformada. O piso da praça é feito de pedras portuguesas com desenho semelhante ao do Calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro. Enquanto aqui o contraste do preto com o branco simboliza o encontro das águas do Rio Negro com o Rio Solimões, no Rio de Janeiro, simboliza as ondas do mar de Copacabana. O desenho de Manaus é mais antigo do que o do Rio de Janeiro. Conhecemos a estrutura do teatro pelo lado de fora, dando a volta completa ao redor da construção, com pausa para tirar fotos do prédio que fica nos fundos do teatro, o Centro Cultural Palácio da Justiça. As visitas ao interior do teatro são guiadas. O valor da entrada já estava incluído em nosso pacote. Eram 10:20 horas e a próxima visita estava marcada para 11 horas. Aproveitamos o tempo para entrar na Catedral de São Sebastião na praça de mesmo nome. É uma catedral de duas torres, mas só possui uma delas. As torres foram construídas fora da cidade, sendo transportadas de barco até Manaus. O barco que carregava uma das torres afundou, levando para o fundo do rio a segunda torre. A melhor foto do Teatro Amazonas é tirada da esquina da catedral. Pausa para entrar em uma loja de souvenir, tomando uma providencial água. O tempo estava abafado. Na hora marcada, voltamos ao teatro para a visita interna. Esta visita durou em torno de quarenta minutos. Começamos conhecendo a plateia, com cadeiras forradas de veludo. Tais cadeiras são da década de setenta, época em que o sistema de ar condicionado foi instalado no interior do teatro. Antes eram usadas cadeiras com encosto e assento de palhinha. Há um exemplar desta antiga cadeira em uma das salas visitadas no segundo piso. No momento de nossa visita, a Orquestra de Câmara local estava ensaiando, motivo pelo qual as explicações do interior foram dadas posteriormente. As fotos são permitidas, desde que sem uso do flash. O pano de boca do teatro tem 15 metros de altura e sua pintura retrata a mudança do Império para a República no Brasil. Para não prejudicar a sua pintura, o pano sobe reto sem ser dobrado ou enrolado. Há 22 máscaras idênticas nas colunas internas do teatro, representando as artes dramáticas. Abaixo de cada máscara, nomes de compositores, escritores e dramaturgos famosos, tais como Verdi, Shakespeare, Racine, Bethoveen e Mozart. No teto, uma curiosa pintura da base da Torre Eiffel. Se olhamos de baixo para cima, é como se estivéssemos embaixo da famosa torre de Paris. O tour continua no segundo piso, quando podemos conhecer os diversos camarotes do teatro. A capacidade deste teatro é de 701 pessoas. Seguimos para o Salão Nobre, onde não se entra com sapatos. Pode-se ficar descalço ou usar as pantufas que o teatro disponibiliza. O salão é pequeno e era usado pelos barões da borracha para festas e bailes entre os atos das óperas. O seu piso é todo em marchetaria, com colunas de gesso com pinturas imitando o mármore. Mármore de carrara apenas na base das colunas e mármore rosa francês nos portais de entrada para o salão. Há dois espelhos localizados nas paredes laterais que dão sensação de profundidade infinita ao espaço. Há dois pequenos espelhos na base que eram usados para os cavalheiros verem os calcanhares das damas quando rodopiavam nos bailes da época. Era a única parte do corpo feminino que conseguiam ver de relance. Há pinturas que enaltecem as riquezas da Amazônia nas paredes. Uma pintura representa um dos atos da ópera O Guarani, de Carlos Gomes. Diga-se de passagem, embora haja um busto de Gomes no teatro, ele morreu antes da sua inauguração. Saindo do Salão Nobre, fomos para as duas salas laterais. A direita era utilizada pelo público masculino. Uma bela escada de ferro era usada pelos homens para dar uma escapada nos intervalos das óperas, indo aos cabarés localizados perto do teatro. Enquanto isto acontecia, o público feminino ficava na sala da esquerda, onde há uma linha histórica do teatro, além de alguns objetos e figurinos de óperas encenadas no teatro. Não há escada nesta sala. Às mulheres, restava ficar olhando pela janela. Em frente, a catedral. O sagrado e o profano se encontravam nos intervalos das óperas. Com a derrocada da borracha, as óperas cessaram em 1925, com o fechamento do teatro. Ele viria a ser reaberto trinta anos depois, mas as óperas só voltaram a ser encenadas no Teatro Amazonas em 1997, quando o Festival de Ópera do Amazonas teve seu início. Hoje, treze anos depois, este festival está totalmente consolidado nacional e internacionalmente. Além dele, outros quatro festivais acontecem anualmente no teatro: de jazz, de dança, de artes cênicas e de cinema. Este último começa neste mês de novembro. A guia do teatro é segura, bem informada e muito solícita ao responder dúvidas e questões dos visitantes. Há uma lojinha de souvenir que poderia ser mais sortida, ter mais opções, mas já é um avanço, pois vários locais de interesse turístico no Brasil não possuem este tipo de loja. Turista adora comprar lembranças dos locais visitados. Voltamos para o carro, indo para o Porto de Manaus. Parada rápida, apenas para seguir a passagem até o local onde há um restaurante e ver o porto flutuante. Muita sujeira embaixo. Com a seca, esta sujeira fica mais evidente. Do alto, vemos as ruas nas proximidades do porto inundadas de barracas de camelô. Um verdadeiro shopping popular a céu aberto. De volta ao carro, fomos para o mercado da cidade. Passamos em frente à Feira da Banana e paramos na entrada onde estão as bancas que vendem os peixes amazônicos. O cheiro não é dos mais agradáveis, nem há um primor de limpeza, mas foi interessante ver alguns peixes sendo limpos para venda, como o pirarucu, o tambaqui, a piranha, o tucunaré e o cará. Saímos do local, passamos perto da antiga construção do mercado toda em ferro vindo da Europa, que está fechado para reformas. Todos os feirantes estão com suas barracas montadas do lado de fora da construção de ferro. Não vimos as frutas locais. Continuo sem gostar de mercados e feiras. A próxima parada foi o Palácio Rio Negro, hoje convertido em um centro cultural do Estado do Amazonas. Estava fechado para visitação, uma vez que hoje é ponto facultativo para os servidores públicos estaduais. Ficamos apenas na rampa de acesso, mesmo com o vigia dizendo que não podíamos ficar ali. O guia deu algumas explicações sobre a construção do início do século passado, hoje em cor amarela. No jardim, um exemplar do pau-brasil. Vimos também um antigo igarapé transformado em um belo jardim ao lado do Palácio Rio Negro. Esta foi a última parada de nosso city tour. Tínhamos acertado que o pacote incluiria a parada em um restaurante para, só depois do almoço, a van nos levar de volta ao hotel. Paramos na indicação da responsável pela empresa de turismo onde compramos todos os passeios: a Churrascaria Búfalo (Rua Pará, 490, Conjunto Vieira Alves - Nossa Senhora das Graças). Duas entradas, duas opções: um self service, mais simples e mais barato, e um rodízio, em local mais aprazível. Ficamos com a segunda opção. Cortes de carnes como em qualquer churrascaria. O diferencial foi o tambaqui na brasa, além do pirarucu à casaca, disponível no buffet. Pedi um tiramissú de sobremesa. Apenas correto, faltando um toque mais molhado na massa. Como em qualquer churrascaria, a conta foi salgada. Voltamos para o hotel, passando ao lado da construção da Arena da Amazônia, um dos estádios em construção para a Copa do Mundo de 2014. Também passamos em frente ao sambódromo da cidade. No quarto, encontramos o chão alagado, devido a um vazamento no ar condicionado. Reclamação feita, veio uma camareira trocar as toalhas. Não entenderam a reclamação. Um balde foi colocado para evitar que a água escorresse pelo chão, mas o barulho da goteira ficou irritante. Desligamos o ar, esperando que alguém da manutenção aparecesse. 

domingo, 31 de outubro de 2010

MANAUS - DIA 1: ENCONTRO DAS ÁGUAS


Acordei cedo no sábado, antes de sete horas da manhã. Aproveitei para ver o Rio Negro da varanda de meu apartamento. Com a seca que assola a região, o rio está em nível muito baixo, deixando uma larga faixa de areia descoberta. Bonita paisagem. Tivemos que tomar café da manhã correndo, pois decidimos fazer o passeio para ver o encontro das águas do Rio Negro com o Rio Solimões. Às 9 horas da manhã a van iria nos pegar no hotel. Para o passeio, que também inclui almoço sem bebidas no Amazon Jungle Palace e visita a uma comunidade indígena chamada Tupé, o preço é de R$ 200,00 por pessoa, mas conseguimos fechar por R$ 180,00. A van atrasou quinze minutos. O trajeto entre o hotel e a marina de onde sai o catamarã Júlio César I é curto. Na entrada do barco, copo de água de cortesia. Ficamos, inicialmente, no andar superior no sol, mas o calor intenso nos fez mudar de ideia e procurar sombra, também no andar superior. O interior do barco é confortável, climatizado, com bar vendendo bebidas. A navegação sobre o Rio Negro, margeando a costa de Manaus, é agradável. Depois de mais de uma hora, chegamos no famoso encontro das águas. É muito bonito ver as águas escutas do Rio Negro não se misturarem com as águas barrentas do Rio Solimões para formar, mais à frente, o Rio Amazonas. Parada para muitas fotos. O nível do rio está 27 metros mais baixo do seu normal. Fizemos a volta e navegamos em direção ao hotel de selva Amazon Jungle Palace. Com o nível baixo da água, tivemos que desembarcar em barcos a motor e caminhar um pequeno trecho até o hotel. Em época de cheia, o catamarã chega até lá. Este hotel tem estrutura moderna e é montada em balsas flutuantes, permitindo que ele suba ou desça ao sabor do volume de água do rio. Havia um jacaré dormindo na margem ao longo do hotel. Almoçamos no restaurante do local. Serviço self service em buffet. Da comida local, apenas farinha e pirarucu grelhado. Nada de excepcional. O serviço de reposição é muito lento, assim também o é o serviço nas mesas. Um simples refrigerante demorava para chegar ao solicitante. Depois do almoço, ficamos perto de meia hora no hotel. Tempo suficiente para conhecer as áreas externas, uma suíte master e tirar algumas fotos. Voltamos caminhando até o local de entrar nos pequenos barcos que nos transportaram para o catamarã. O próximo ponto do passeio era a parada na comunidade indígena Tupé, um pequeno grupo de índios de cinco etnias diferentes que vivem, com autorização, em uma Área de Proteção Ambiental - APA. A visita à comunidade nos permite conhecer um ritual indígena. Por causa da seca, os índios montaram um local provisório para a apresentação mais próxima ao local onde desembarcamos, novamente utilizando pequenos barcos a motor para pisar terra firme. No caminho, um índio e sua filha Melissa (isto não é nome de índio!), devidamente paramentados, nos recebe. A parada para foto é inevitável. Mais uma pequena caminhada, com um clima muito úmido e quente, chegamos suados ao local da apresentação. Duas mulheres da excursão faziam aniversário. Receberam de presente uma saudação indígena. Em seguida, cinco homens e cinco mulheres, todos com vestimentas indígenas, leia-se penas na cabeça, pinturas nos corpos, chocalhos nas pernas, saias de rafta, ramagens nos corpos (e uma sunga cor da pele usada pelos homens), apresentaram a dança das etnias e uma dança de confraternização com os visitantes (alguns são chamados para dançar com eles, mas nenhum do nosso grupo foi agraciado). Ao final, uma pequena feira de artesanato com peças por eles confeccionadas. Embora acredite que tais índios vivam na comunidade, achei meio forçado o uso de roupas que acostumamos a ver nos filmes nacionais, como fantasia de carnaval, pois vi, no próprio local, shorts e saias de uso rotineiro do "homem branco", além de panelas, talheres e caixas de isopor para manter gelada as garrafas de água que vendiam no local. Pareceu-me algo para turista estrangeiro apreciar. Voltamos para o barco para navegação de retorno ao hotel. Pegamos um maravilhoso por do sol no Rio Negro e uma brisa morna que soprava em nossos rostos ao longo do caminho. Chegamos cansados quando o relógio marcava 19 horas. Decidimos ficar um tempo na piscina de borda infinita do hotel (considerada a maior piscina de borda infinita do Norte do Brasil). A água estava morna. A piscina estava cheia. Ficamos por lá por mais de uma hora. Todos decidimos jantar no próprio hotel, pois estávamos cansados para sair e procurar um restaurante. Aproveitaram para abrir um espumante em minha homenagem, já que meu aniversário é neste domingo, Dia das Bruxas e de segundo turno das eleições brasileiras. Mais uma vez, o serviço era buffet em self service. Caro (R$ 55,00) para o que oferece em qualidade e opções. Quatro, entre eles eu, optaram pelo buffet e quatro pediram alguma opção do cardápio. Ao final, nova comemoração, com direito a parabéns pra você, com torta doce e uma velinha para eu soprar. Comemoração simples, mas repleta de sinceridade e de carinho. Obrigado a Ric e a todos os amigos que partilham comigo esta viagem e esta celebração. Hora de voltar para o quarto, pois o domingo será também longo, com justificativa de ausência para votar e novo passeio de dia inteiro pelo universo ecológico da Amazônia.

sábado, 30 de outubro de 2010

CHEGADA EM MANAUS - AMAZONAS

Nosso voo estava marcado para sair de Brasília às 21:45 horas. Fizemos o check in pela internet, dando-nos possibilidade de chegar um pouco mais tarde ao aeroporto. Resolvemos ir de carro e deixá-lo no estacionamento local, pois o custo de quatro noites compensa, uma vez que táxi em Brasília é caro e ruim. Encontramo-nos com os amigos que estão conosco nesta viagem. Todos com apenas bagagens de mão e sentados na mesma fileira. Segundo as telas de informações do aeroporto, o voo da Gol estava no horário. Para minha surpresa, a sala de embarque estava menos cheia do que imaginava, mas a fila para embarcar em nosso voo estava imensa. Usei da prerrogativa de embarque prioritário tendo em vista meu cartão Smiles ser da categoria gold. O avião ficou lotado. O atraso na decolagem levou cinquenta minutos. Estava com fome, mas o serviço de bordo só foi servido após uma hora e quarenta de voo. Batatas fritas e refrigerante. Voo tranquilo, com muita conversa colocada em dia, inclusive sobre o nosso reveillon e a viagem de férias de 2011. O desembarque em Manaus foi rápido. Logo estávamos no saguão do Aeroporto Eduardo Gomes comprando, por R$ 49,00, uma corrida de táxi para o hotel Park Suites Manaus (Avenida Coronel Teixeira, 1.320 A), onde tínhamos uma reserva para o período de 29/10 a 02/11. Precisamos de dois táxis, pois cada um levava, no máximo, quatro pessoas. Éramos seis. Não gosto de vidro escurecido quase 100% nos carros, especialmente em táxi. O carro que pegamos tinha o vidro para lá de escuro, sem quase nenhuma visibilidade. No lado externo, tudo parecia mergulhado nas trevas. A corrida levou uns vinte minutos. No lobby do hotel, check in lento e com problemas, pois localizaram minha reserva apenas para uma pessoa, além de me entregarem uma ficha cadastral previamente preenchida, o que poderia ser útil, se a ficha contivesse meus dados. Eram dados de outra pessoa com o mesmo nome. A recepcionista disse que era só consertar o que estava errado, rabiscando o pré-impresso. Discordei no ato, pois não havia erro em relação aos meus dados pessoais. Eram dados de outra pessoa. Exigi uma ficha em branco para preenchimento no balcão, enquanto ela arrumava minha reserva, nos moldes que estava na confirmação enviada pelo grupo que controla o hotel. Disse que, além do e-mail impresso, eu havia ligado mais cedo para confirmar tudo, obtendo resposta positiva com o setor de reservas do hotel. Feito o check in, malas no quarto, descemos para jantar. Triste ilusão, pois já passava de meia noite. Todos os restaurantes da cidade, incluindo o do hotel, já estavam fechados. Entre o room service e o bar do lobby, preferimos o segundo. Pedimos nosso drink cortesia, recebido no ato do check in, e seis sanduíches. Depois de uma longa espera, quatro enormes sanduíches chegaram à mesa. O garçom entendeu mal, anotando apenas quatro pedidos. Foi melhor o erro, pois os sanduíches beirutes eram enormes, possibilitando a todos saciarem a fome e ainda sobrar. Depois de quase duas horas no lobby do hotel, subimos para os quartos. Era hora de dormir, pois um longo sábado nos aguardava, quando nos encontraríamos com mais dois amigos, completando o grupo de oito pessoas em passeio por Manaus. No quarto, ainda tive um contratempo, pois o vaso sanitário estava entupido, não dando vasão à água. Eu mesmo desentupi, jogando baldes de água, até a vasão ficar normal. Utilizei como balde o próprio cesto de lixo do banheiro. Cansado, foi deitar na cama e dormir.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

MALAS PRONTAS PARA MANAUS

Recuperado dos problemas de saúde, já estou de malas prontas para passar os próximos quatro dias em Manaus, Amazonas.

sábado, 2 de outubro de 2010

MANAUS

Vou passar o meu aniversário em Manaus. Adorei o convite que amigos me fizeram para esta viagem. Serão quatro ótimos dias no Amazonas. Passagens compradas e hotel reservado (e pago). Passeios já escolhidos: city tour (Museu do Índio e Teatro Amazonas incluídos), encontro das águas do Rio Negro com o Rio Solimões, ver vitória régia, nadar com botos cor de rosa, passear por igarapés e igapós, ritual indígena na floresta. Programa totalmente turistão! Muita foto vem aí...