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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

MDNA TOUR - MADONNA

Lá fui eu para a estreia da mais nova turnê de Madonna no Brasil. Éramos treze pessoas conhecidas com ingressos para conferir o show MDNA no dia 02 de dezembro, domingo, no Parque dos Atletas, localizado no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Contratamos uma van para nos levar e buscar, pagando R$ 500,00 no total. A van chegou pontualmente, às 18 horas, no ponto marcado, em frente ao prédio onde eu estava hospedado em Ipanema. Marcamos este horário porque no ingresso estava impresso que o show tinha início previsto para 20 horas, embora tínhamos lido ao longo do dia informações contraditórias na imprensa e em portais na internet que indicavam outros horários. Resolvemos não arriscar e chegar no horário indicado, sem correr risco de perdermos o show. O tempo estava nublado, indicando que choveria a qualquer instante. O trânsito, mesmo sendo domingo, estava bem pesado. Parecia que todo mundo se dirigia para o mesmo local. Demoramos mais de uma hora e meia para chegar. No caminho, começou a chover, uma chuva fraca. Assim que chegamos na região do Parque dos Atletas, ainda dentro da van, vimos a bilheteria, local onde deveríamos buscar os brindes que pagamos junto com o ingresso para a pista premium. Ela ficava afastada dos portões de entrada e havia uma pequena fila em frente aos guichês. Preferimos ignorar os tais brindes, seguindo para um ponto mais perto possível da entrada para o espaço destinado à pista. Assim como no show da Lady Gaga, realizado no mesmo local, paramos em frente à futura Vila dos Atletas, localizada tão logo termina o espaço do Riocentro. Este seria nosso ponto de encontro para a volta, nosso plano A. Para evitar problemas na saída do show, combinamos um plano B com o motorista da van, que escolheu um outro ponto para nos pegar caso não conseguisse se dirigir para onde tínhamos escolhido como nosso primeiro ponto de encontro. Para o B, teríamos que caminhar um bom pedaço até a Estrada dos Bandeirantes, que passa atrás do Riocentro, onde o motorista nos pegaria em frente a uma fábrica de telhas. Escolhidos os locais, era hora de entrarmos. Não chovia. Alguns vendedores ambulantes ofereciam capas de chuva por R$ 10,00 a unidade. Resolvi me arriscar, não comprando nenhuma. Estava de boné e bota impermeáveis. Se chovesse e não encontrasse capa de chuva dentro do espaço do show, não ficaria com os pés molhados. Passamos pelo primeiro controle de ingressos, onde os contratados pela organização do evento pouco olhavam se as pessoas tinham bilhetes nas mãos. Caminhamos até a entrada, onde o ingresso foi conferido, passamos pelas catracas, fomos revistados rapidamente, e paramos para colocarem uma pulseira cor de rosa no pulso. Perguntei o motivo de colocar a tal pulseira e não souberam explicar. Embora tenha pedido para não apertarem, a pulseira ficou muito justa no meu pulso. Não fiquei nem quinze minutos com ela no meu braço, arrancando logo e ninguém me questionou pelo fato de ficar sem pulseira durante todo o show. Já era perto de 20 horas e o local estava bem cheio, com muito mais gente do que no show de Lady Gaga. A fila para o banheiro masculino era quilométrica, mas andava rápido. Preferi enfrentá-la logo na chegada, pois a tendência era piorar. Alguns apressadinhos não enfrentavam a fila, indo para trás do posto médico para urinar nos tapumes que cercavam a área. Logo vieram os seguranças e enquadraram quem usava deste expediente. Meus amigos não me esperaram, indo direto para a pista para escolher um bom local para ver o show. Logo me encontrei com eles. Ficamos posicionados à direita do palco, com boa visão de tudo. A fome começou a dar sinal de vida. Enfrentar fila para comprar qualquer comida era desanimador. Esperei passar um vendedor ambulante com cachorro quente, mas não fui feliz. Uma amiga enfrentou a fila do caixa e comprou um para mim. Simples, sem molho, mas saboroso e deu para enganar a fome. O local enchia e nenhum sinal de vida no palco. Perto de 21 horas, a dupla de DJs Felguk entrou em cena, tocando por uma hora. Tocaram um set list chato, que pouco empolgou a galera. Olhando em volta, observei que quem estava perto de mim estava pouco se importando com o que rolava no palco. Alguns gritavam para os DJs acabarem logo o show, pois queriam ver Madonna. Quando eles anunciaram a última música, muitos aplaudiram, sinal de que realmente não agradaram à maioria dos presentes. Tive a sensação que eles estavam deslumbrados por estarem fazendo a abertura para a grande cantora pop mundial. Ainda esperamos mais uma hora após o final da apresentação dos DJs para ter início ao show de Madonna. Assim que as luzes se apagaram, ouvimos os primeiros acordes do canto gregoriano que abre o show, entoado pelo grupo espanhol Kalakan. Neste momento, houve muitas vaias pelo atraso. Afinal, esperamos três horas em pé, sem nenhum conforto. A cantora entrou no palco de forma espetacular, dentro de uma espécie de oratório suspenso, onde fazia uma espécie de oração. Três grandes painéis de led compõem o principal efeito cênico, onde são projetadas imagens que interagem com as músicas do show. No início, ainda na execução do canto gregoriano, as imagens projetadas simulam o interior de uma igreja. É neste contexto que aparece o oratório suspenso, de onde a cantora é libertada para cantar Girl Gone Wild, incendiando a plateia logo no início. Acordes de Give It 2 Me e Material Girl são enxertados nesta primeira música. Madonna emenda Revolver e Gang Bang em seguida, com cenografia que remete aos filmes de James Bond e principalmente aos dirigidos por Quentin Tarantino, com direito a muito sangue e cérebro estourado nos telões. Seguiram-se Papa Don't Preach em versão reduzida, Hung Up, I Don't A, com direito à participação especial de Nicki Minaj nos telões. Este set mostrou que o show não seria dançante, mas um grande espetáculo visual, com muitas referências ao cinema e às artes visuais, principalmente à videoarte. Já vestida de líder de torcida, com baliza nas mãos, Madonna entrou para interpretar Express Yourself. Nesta canção, ritmistas vestidos de soldados com uniforme de desfile de parada americana entram pendurados no teto por cabos de aço, dando um efeito visual sensacional. Nesta música, Madonna aproveitou para alfinetar Lady Gaga, cantando o refrão de Born This Way, música que ela alega que foi chupada de Express Yourself. Ela termina cantando a frase "she's not me", enquanto no telão uma animação mostra a cantora sendo coroada. Realmente, ela é a rainha do pop. Em seguida vieram Give Me All Your Luvin', Turn Up The Radio e Open Your Heart, quando várias pessoas levantaram balões vermelhos em forma de coração. Nesta canção, voltou em cena o grupo espanhol Kalakan para cantar Sagarra Jo, música do repertório do grupo, acompanhada por Madonna, e emendaram com a cantora Masterpiece. Após esta apresentação, a cantora saiu do palco para troca de figurino, enquanto um clip diferente de parte da canção Justify My Love foi apresentado. Ela retornou para cantar Vogue, com direito a caras e bocas dos seus bailarinos e um desfile dos rostos de atores e atrizes de Hollywood aparecem nos telões. Continuou com Candy Shop, quando citou um pedacinho de Erotica, e Human Nature. Veio a parte do show onde ela mais interagiu com o público. Ela falou em inglês, com frases soltas, ora em português, ora em espanhol, que era uma periguete, fazendo a plateia rir muito. Ao virar de costas para o público, estava tatuado na parte de cima de suas costas PERI. Ela virou novamente para a galera, dedicando a música seguinte a todas as periguetes do mundo, cantando, somente acompanhada de um piano, uma quase irreconhecível Like a Virgin. Esta versão ficou muito lenta, sussurrada, muito sofrida. Não gostei, pois ficou longa e arrastada. O que salvou a música foi a encenação de Madonna, como uma dançarina de boate, recebendo dinheiro da plateia e retirando o corselete, deixando aparecer a continuação da tatuagem em suas costas com o restante das sílabas que formam a palavra PERIGUETE. O show já caminhava para seu final. Madonna interpretou ainda Love Spent, I'm Addicted e I'm a Sinner, antes de incendiar o Parque dos Atletas com seu megassucesso Like a Prayer, acompanhada por um enorme coro gospel no palco. Foi a música mais cantada pelo público. Ela encerrou o espetáculo com Celebration, também com citações de Girl Gone Wild e Give It 2 Me. Fim de um show de duas horas de duração. Não houve bis, confirmando que o show tem um roteiro rígido, com poucas escapadas da cantora. Também ninguém pediu mais um, como se todos já soubessem disto. E realmente com a internet, a maioria ficou sabendo que Madonna não deu bis em suas apresentações anteriores desta turnê mundial. Gostei do show, mas houve quem reclamasse na saída de que não foi dançante como o de sua turnê anterior. Este foi muito mais um espetáculo para se ver do que para dançar. Mesmo tendo gostado, conclui que não quero ir mais a shows onde ficamos em pé. O atraso de três horas e o desconforto de ficar em pé foram decisivos para esta decisão. A saída foi tranquila, sem tumulto. Todos nos reunimos no ponto de encontro do plano A, onde a van não estava. Ligamos para o motorista e ele nos disse que estava difícil chegar até o local. Desde o início pensei que ele usaria o plano B. E foi o que aconteceu. Caminhamos um pouco até nosso outro ponto de encontro, entramos na van e voltamos para Ipanema. Quando chegamos ao apartamento já passavam de três horas da madrugada.

Madonna durante a interpretação de Like A Virgin
(foto de autoria de meu amigo Pedro Helder)

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

UMA CARTA PARA MADONNA

Assim que se iniciou a venda de ingressos para os shows da MDNA Tour da cantora Madonna no Brasil, garanti os meus. Escrevo no pural porque comprei ingresso tanto para o show do Rio de Janeiro, inicialmente marcado para sábado, 01º de dezembro, como consta impresso no tíquete, quanto para o primeiro show de São Paulo, no dia 04 de dezembro. Ambos para a pista premium. Passados alguns dias, a data do Rio de Janeiro foi alterada para o dia 02 de dezembro, domingo, no mesmo horário e local, ou seja, 20 horas, Parque dos Atletas, onde aconteceu o Rock in Rio 2011 e o recente show de Lady Gaga, nos quais também marquei presença. Por motivos de trabalho, fiquei impossibilitado de ir ao show de São Paulo, mas não consegui vender meu ingresso. Conferi o aguardado show da turnê mundial mais rentável de 2012 somente no palco montado no Parque dos Atletas, no longínquo bairro do Recreio dos Bandeirantes. Cheguei ao Rio de Janeiro na noite de sexta-feira, dia 30 de novembro, para aproveitar o final de semana. A previsão do tempo indicava possibilidades de chuva para a noite do show. Assim, uma bota impermeável  e uma capa de chuva seriam essenciais. Levei a bota, deixando para comprar a capa na mão de algum camelô na porta do Parque dos Atletas. Na manhã de domingo, o Rio de Janeiro amanheceu radiante, com céu azul, poucas nuvens esparsas, uma leve brisa e muita gente nas ruas. Abri uma exceção e fui caminhar no calçadão de Ipanema. Aos domingos, uma das pistas da avenida fica interditada para o trânsito de automóveis, ficando tomada de pedestres que caminham, correm, andam de skate, de patins, conversam, se encontram, todos felizes. Uma turma exibia cartazes oferecendo abraços gratuitos. Tinha gente que parava e abraçava com vontade um dos integrantes desta turma. Outros paravam e tiravam fotos e outros fingiam que nem viam aquela forma de expressão, de comunhão com o próximo. Parei e abracei uma baixinha do grupo. Comecei minha caminhada na altura da Rua Aníbal de Mendonça, indo em direção ao Arpoador. No céu três aviões que rebocam faixas de propaganda, algo bem típico do Rio de Janeiro, levavam faixas alusivas ao show de Madonna, escritas em inglês. Diziam sobre uma carta enorme de fãs para a rainha do pop. Quando cheguei no cruzamento da Avenida Vieira Souto com Rua Joana Angélica, vi o fim de um extenso banner no chão e muitos promotores com a camisa da Renner, loja de departamentos que patrocina a turnê de Madonna no Brasil, chamando as pessoas que passavam para deixar uma mensagem para a cantora. Todos tinham canetas nas mãos. A tal carta enorme que uma das faixas aéreas mencionava estava na minha frente. Fui seguindo meu caminho, margeando a tal carta. Ela reproduzia textos, desenhos e fotos que milhares de fãs postaram no Twiter, todos fazendo referência à Madonna e sua turnê. Este banner acabou por formar a carta de fãs. Muitos pedestres paravam para ler alguma coisa, para tirar fotos, pegavam as canetas e escreviam ou desenhavam mensagens e declarações à cantora. Não parei, embora muitos monitores me abordaram com a caneta em minha direção, convidando-me para escrever qualquer rabisco. A carta terminava, ou começava, dependendo do ponto de referência de cada um, em frente ao Hotel Fasano, onde a cantora estava hospedada. Caminhei até o final da Praia do Arpoador, retornando pelo mesmo caminho de ida. Na volta, não resisti. Dei uma breve parada, peguei uma caneta e escrevi uma frase curta: "Mais um show!", pois seria a segunda vez que veria a cantora ao vivo em solo brasileiro (a primeira foi no início da década de 1990), assinei, registrei em foto, ganhei uma garrafa de água, algo providencial pelo calor que fazia, e segui minha caminhada até o Posto 11, já no Leblon. Quando completei uma hora de exercício, resolvi encontrar meus amigos que estavam na praia, na altura do Posto 10, em Ipanema. Quando eles me viram chegar, nem acreditaram. Fui além, mergulhando nas águas geladas do mar do Rio de Janeiro, algo que não fazia há mais de uma década, me energizando para o show da noite.

show

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

LADY GAGA - THE BORN THIS WAY BALL TOUR


Sexta-feira, 09/11/2012, 18:30 horas. A van que alugamos já nos aguardava em frente ao edifício onde eu estava hospedado em Ipanema. Chuviscava. Aguardamos cerca de dez minutos para dois amigos chegarem e seguimos para o Leblon, onde pegamos mais um casal. Com nove pessoas no carro, fomos direto para o Parque dos Atletas, local do primeiro show de Lady Gaga no Brasil, com a tour The Born This Way Ball. O trânsito era lento e carregado. Fizemos o percurso em quase duas horas. Às 20:30 horas, entramos no espaço reservado para a pista premium, cujo ingresso individual custou R$ 790,00 (setecentos e noventa reais), já incluída a taxa de conveniência e o sedex utilizado para entregar o bilhete em meu endereço residencial. Começava o show da banda inglesa The Darkness (fiz uma postagem específica sobre minhas impressões sobre este show), que durou pouco menos do que uma hora. Entre o final deste show e a entrada em cena de Lady Gaga, passaram-se longos minutos. Para entreter a galera, colocaram som mecânico, com um set list de música clássica. Obviamente que este tipo de música não tem nenhuma relação com o gosto da esmagadora maioria dos presentes. Uma mulher perto de mim gritava para tirarem aquela música e colocarem algo que animasse, pois a demora e a chuva que caía eram fatores negativos. Perto de 22 horas os telões exibiram um clip com a propaganda do perfume que leva o nome de Lady Gaga. Este vídeo serviu para animar o público. Um helicóptero sobrevoou o Parque dos Atletas, atiçando a galera. Logo ele pousou ao lado, sinal de que a diva chegava ao local. Um dos meus amigos disse que ela só estava esperando a chuva ficar mais forte para começar o show. Coincidência ou não, o pano preto que cobria o cenário caiu no momento em que a chuva apertou. Um imenso castelo apareceu em cena, com os primeiros acordes de Highway Unicorn (Road to Love). O público esqueceu a chuva e a espera, pulando e cantando a música, enquanto um desfile acontecia no palco, com Lady Gaga montada em um cavalo mecânico (parecia aqueles bichos do musical O Rei Leão). A banda não aparecia, pois ficava em nichos dentro do castelo. Tal castelo tinha partes retráteis, que se abriam ou fechavam dependendo da música que era executada. O show tem uma história. Lady Gaga é uma espécie de alienígena que é presa no castelo e tenta salvar a humanidade do sistema autoritário que impera no mundo. A troca de figurino é frenética, quase uma troca por música. A coreografia abusa da sensualidade e críticas à religião estão presentes tanto nas performances quanto nas letras de algumas canções. Quando a cantora se dirigiu ao público, teceu loas ao Rio de Janeiro e ao Brasil, verbalizando que Brazil is the future (Brasil é o futuro). Também agradeceu aos cerca de 35.000 presentes, não deixando de falar que sabia que o ingresso era caro e que ela se esforçaria ao máximo para dar alegria a quem tinha ali comparecido. Mostrou que tem uma excelente voz quando teve um momento acústico no show, ao cantar Hair. Neste momento, ela chamou três fãs, little monsters, como ela costuma chamar seus fãs mais ardorosos, que estavam em um espaço reservado em frente ao palco. Os três, visivelmente emocionados, a acompanharam durante este momento acústico. Ela também se emocionou e o telão mostrou lágrimas escorrendo em sua face, borrando a maquiagem dos olhos. Ao final, já no bis, ela chamou mais fãs para o palco, que a acompanharam correndo de um lado para o outro, dançando e pulando tanto no palco quanto nas passarelas que avançavam sobre a pista premium. Quando ela terminou a última música, cantora e fãs deixaram o palco por um elevador que os conduziu ao foço. Era o fim de um belo espetáculo. O show empolga, tem enredo, é visualmente impactante com cenário, figurino e coreografia, recheado de sucessos e tem resposta imediata do público, que acompanhava cada música, cantando e dançando. Alguns fãs fizeram questão de ir fantasiados, com figurinos exóticos nos moldes do que a cantora costuma usar. Eu estava com uma capa de chuva azul que foi se rasgando na medida em que o show avançava. No final, parecia que eu também estava fantasiado, como um mendigo todo esfarrapado. O único senão para o show foi que durante uma música e outra, em alguns momentos, ficava um hiato, um vazio, que poderia ser melhor costurado. Foram 24 músicas em duas horas e vinte minutos. As músicas que mais levantaram o público foram os sucessos Born This Way, que foi a terceira a ser executada; Bad Romance, cuja coreografia lembrou, de longe, o seu videoclipe; e o set que engatou Americano, Poker Face, Alejandro, Paparazzi e Scheibe, esta a última do show antes do bis. No retorno ao palco, Lady Gaga ainda cantou The Edge of Glory e Marry The Night, ambas presentes em todo set list dos shows anteriores desta turnê mundial. No Rio de Janeiro, ela resolveu presentear o público com mais uma música, que apareceu no set list desta turnê pela primeira vez, cantando o rap Cake Like Lady Gaga. Era quase uma hora da madrugada quando ela deixou o palco. A saída foi muito tranquila, sem tumulto algum. Fomos direto para o ponto de encontro com o motorista da van, que não estava lá. Esperamos bastante tempo para ele chegar. A volta foi mais rápida. Em cerca de uma hora estávamos de volta ao apartamento em Ipanema, onde uma bela massa a bolonhesa nos aguardava.


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terça-feira, 13 de novembro de 2012

THE DARKNESS



Chegamos no Parque dos Atletas, local do show de Lady Gaga no Rio de Janeiro, às 20:30 horas. Começava a chover. Assim que entramos, os primeiros acordes de uma guitarra soaram no ar. Era o início do show de abertura com a banda inglesa The Darkness. A banda tem clara influência do chamado glam rock. As performances do vocalista são visivelmente inspiradas em Freddy Mercury, do Queen, ou em Gene Simmons, do Kiss. A batida da banda mistura pop com hard rock. Foi um show curto, com menos de uma hora de duração. As performances de cada música eram longas, com muitos riffs de guitarra e piruetas no palco do vocalista. O tipo de som da banda não agradava ao público presente, ansioso por ver Lady Gaga. Ao final de cada música executada pelo The Darkness, a galera balançava as mãos dando adeus à banda. A última canção do show foi I Believe in a Thing Called Love, responsável por tornar o grupo conhecido na Inglaterra . Foi a música que conseguiu empolgar um pouco a galera, que começou a pular, tentando esquecer a chuva que começava a ficar mais forte. O vocalista tem uma voz chata, se utilizando muito de agudos intermináveis. Não gostei.

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