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sexta-feira, 16 de maio de 2014

ELIS, A MUSICAL

Continuando o final de semana musical em São Paulo, foi a vez de conferir aquele que ficou em cartaz no Rio de Janeiro com enorme sucessos de público e crítica. Na capital paulista, o espetáculo está no Teatro Alfa. Comprei ingresso para a sessão de 17 horas de domingo, Páscoa. São três horas de duração, com um providencial intervalo de quinze minutos no meio. Teatro bem cheio para conferir a história de Elis Regina, a famosa cantora brasileira, de voz potente, riso largo e personalidade forte, morta precocemente aos 32 anos. No musical, várias personalidades do mundo do entretenimento aparecem, pois fazem parte da história da gaúcha que mudou-se para o Rio de Janeiro para conquistar o Brasil. Assim, vemos Jair Rodrigues, Carlos Imperial, Ronaldo Bôscoli, César Camargo Mariano, Miéle, Lennie Dale, Henfil, Ney Matogrosso, Tom Jobim, entre outros, durante o musical. O elenco é muito bom. Laila Garin é Elis Regina. Assim que começou o musical, notei que ela estava com dificuldades de alcançar algumas notas musicais, mas com garra estava levando, e muito bem, a sua performance. Mas ao finalizar Arrastão, era visível que ela não conseguiria chegar ao fim. As cortinas se fecharam e foi anunciado que por problemas com Garin, ela seria substituída por Lílian Menezes. Meia hora após a interrupção, o espetáculo voltou do ponto em que parou, mas Menezes mostrou que era uma substituta à altura de Garin. Mesmo fria em relação aos demais do elenco, ela entrou bem, como se estivesse em cena desde o primeiro segundo. O duo que ela faz logo de cara com o ator que interpreta Jair Rodrigues é sensacional, o que ajudou a conquistar o público. Quem escreve a história é Nelson Motta, que conviveu com a cantora, e Patrícia Andrade, cabendo a Dennis Carvalho a direção do espetáculo. Texto bem escrito, performances notáveis, coreografia que dialoga com as canções, músicas inesquecíveis. Assim é o musical. E ainda conta com a presença de atores conhecidos do grande público. Caso de Tuca Andrada e Cláudio Lins. Algumas interpretações arrancam lágrimas do público, como a tocante cena em que Menezes/Elis canta para Henfil, em um bar, a canção que seria um enorme sucesso no Brasil, O Bêbado e A Equilibrista. Foi uma reconciliação de Elis com o cartunista, além de ser uma ode à liberdade de expressão que não existia no nosso país naquela época. A carga emotiva é tão impactante que é impossível não chorar na cena. Outra maravilha de interpretação acontece já no final do espetáculo, com uma iluminação idêntica a do último show de Elis, que tive a oportunidade de ver no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, quando ela interpreta Aos Nossos Filhos. O musical começa e termina com Fascinação. Impossível não ficar fascinado com este espetáculo. Calorosos aplausos para todo o elenco ao final, com uma iluminada Lílian Menezes sendo reverenciada pelo público. Um musical necessário!

2 comentários:

  1. Bela crítica... entusiástica e precisa. Muito bom,Leo!

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  2. Que lindo! Também assisti e tive as mesmas impressões, apenas com mais elogios à Lilian que para mim foi completamente fantástica no canto e na interpretação!

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