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sábado, 5 de dezembro de 2009

A LOBA DE RAY-BAN


A bandeira Mercure da Rede Accor tem uma diária cultural. Basta fazer a reserva desta promoção pela internet e, ao fazer o check out, apresentar ingresso de um evento cultural em São Paulo. Pode ser de teatro, cinema, show, circo, museu, enfim, qualquer manifestação artística paga. Já sabendo disto, comprei os ingressos para nós cinco pela internet para a peça A Loba de Ray-Ban (R$80,00 a inteira + R$13,00 de taxas), em cartaz no Teatro Shopping Frei Caneca (Shopping Frei Caneca, sexto andar). Texto de Renato Borghi e direção de José Possi Neto. O texto foi escrito para um papel masculino, já encenada, com sucesso, por Raul Cortez. Aqui, o texto foi adaptado para um papel feminino, vivido por Christiane Torloni. No elenco estão também Leonardo Franco e Maria Maya. O teatro não estava cheio, muito antes pelo contrário. Pontual, a peça começou às 21:30 horas (horário de grande parte das peças às sextas-feiras na capital paulista). Em meio à encenação de Medeia, a atriz Júlia Ferraz (Torloni) abandona o texto para tirar satisfações com o ator Paulo Franco (Leonardo Franco), seu ex-marido, vivendo o papel de Jasão. Sobre também para a outra atriz na peça, Fernanda Porto (Maria Maya). Em idas e vindas no tempo, Júlia faz uma reflexão de seus amores e companheiros de cama, e de sua bissexualidade. O cenário é grandioso, refletindo o palco e a casa de Júlia Ferraz. O trio central está muito bem no palco. Nunca tinha visto Leonardo Franco em cena e me surpreendeu, especialmente pela capacidade de passar um cinismo nas expressões faciais. Maria Maya, fazendo jus à genética (é filha de Cininha de Paula e Wolf Maya), me surpreendeu em cena, pois o pouco que vi desta atriz foi em pequenos papeis em novelas televisivas. Em cena, é forte, segura, encarna a personagem muito bem. Christiane Torloni dá um show. Optou por uma voz mais grave e com o figurino todo preto, mostra o clima em que vive sua personagem. O gestual é ótimo. Ela está bem solta nas cenas de sexo com Maria Maya, incluindo um rápido beijo na boca. Vê-se a mão do diretor nas marcações e na movimentação de palco. O ponto negativo ficou por conta de um grupo na plateia que se sentou perto de mim. Eram dois homens e três mulheres, todos na casa dos cinquenta anos. Falavam alto e faziam comentários desagradáveis, especialmente na cena em que Torloni abre a blusa de Maya e a beija nos seios. Despreparados para o texto.

Gostei muito do que vi. De lá, obviamente, fomos jantar. E depois de muito adiar, enfim, conheci o restaurante Gero (Rua Haddock Lobo, 1.629, Jardins), da família Fasano. Chegamos depois de 23:30 horas e ficamos em fila de espera, mas logo fomos acomodados em uma mesa redonda para cinco. Especialidade da casa são os pratos da culinária italiana. Preferi pedir algo diferente de massa. Pedi uma codorna recheada de presunto de parma, envolvo em uma fina camada de pancetta. Acompanha uma polenta mole com molho de tomates frescos. Era o menor prato da mesa, mas fiquei satisfeito. Gostei mais da polenta, bem leve, do que da codorna, pois o presunto de parma dá um sabor forte e meio amargo à carne. Para acompanhar, pedimos primeiro um vinho italiano e depois um português, ambos tintos. Para sobremesa, pedi uma torta de maçã quente acompanhada de sorvete. A torta chegou rápido e não estava quente. Já comi melhores em restaurantes menos sofisticados. Finalizei com um café descafeinado, já perto de duas horas da manhã.

2 comentários:

  1. Noel,
    Ir ao cinema e ao teatro se transformou em tormento muitas vezes devido à pessoas que, definitivamente, não sabem se comportar em ambientes fechados. E olha que é em número altíssimo.
    Como no show da SImone, em que dois marmanjos não calavam a boca atrás da gente. Eu virei e os encarei várias vezes, o Maurício reclamou em vol alta, mas eles só pararam mesmo quando uma bibinha fez carão e soltou um sonoro psiu daqueles que as professoras fazem para alunos no curso primário.
    Bjs

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  2. Pek,

    Está difícil mesmo. As pessoas acham que estão em casa assistindo a um dvd. Lastimável.

    Bjs.

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