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domingo, 28 de março de 2010

MARIA GADÚ

Muita expectativa em torno do show da nova queridinha da música brasileira, Maria Gadú. Tenho o seu primeiro cd já faz algum tempo e gosto muito. Quando anunciaram o show em Brasília, logo comprei o ingresso (R$ 92,00, inteira, incluindo taxas por ter comprado pela internet), pois tinha notícias de lotação esgotada em todos os teatros nos quais ela vem dando shows pelo Brasil. Em Brasília não foi diferente. Inicialmente com duas datas, dias 26 e 27 de março, a produção do espetáculo abriu um show extra para as 23:30 horas do sábado, em seguida à sessão de 21 horas. Resolvi ir mais cedo para estacionar com tranquilidade no estacionamento do subsolo dos hotéis Royal Tulip, onde está o Teatro Oi Brasília. Do lado de fora do hotel, alguns cambistas paravam os carros perguntando se havia ingresso sobrando. Na portaria, somente quem tinha ingresso estava entrando. Não querendo usar o serviço de manobrista, pois na saída espera-se muito tempo para o carro chegar, fui direto para o subsolo, mas um segurança não estava deixando passar. Disse que iria ao restaurante. Os cones de retenção foram retirados e eu estacionei. No saguão do teatro, filas já se formavam, pois as cadeiras extras não eram numeradas. Houve um atraso na abertura do teatro que geralmente é aberto com meia hora de antecedência da hora marcada para o início do show. Entramos às 21 horas. Logo o primeiro e o segundo sinais soaram. Com quinze minutos de atraso, o terceiro sinal tocou e as luzes se apagaram, mas nada aconteceu. Ficamos no teatro sem saber o que se passava. Havia uma movimentação no palco, mas as luzes não se acendiam. Pensei que estávamos colaborando com a Hora do Planeta, mas nada foi avisado. Com trinta e cinco minutos de atraso, a banda entrou no palco, com Maria Gadú em figurino simples - tênis branco, calça jeans e uma camiseta de malha vermelha, sentanda no banquinho com seu quase inseparável violão. A histeria foi geral. Público majoritariamente feminino. Gritos de eu te amo, maravilhosa, te quero, senta no meu colo, flashs de máquinas foram uma constante durante todo o show. Gadú cantou o repertório do seu primeiro trabalho, incluiu uma homenagem a Renato Russo, que estaria completando cinquenta anos no dia se estivesse vivo, cantando duas músicas, dentre as quais a interminável Faroeste Caboclo (que acho chatíssima). Para esta homenagem chamou ao palco seu amigo Leandro Leo que também cantou uma música de sua autoria, além de fazer um dueto com Gadú na música Laranja. O garoto já tem público na cidade, que gritava seu nome. Se considerarmos apenas as interpretações, foi um belo show. Gadú mostrou sua potente voz tanto nas músicas de sua autoria (Shimbalaiê, Lounge, Bela Flor, entre outras), como em sucessos na voz de outros cantores, como A História de Lili Brown (Chico Buarque e Edu Lobo); Trem das Onze (Adoniran Barbosa); Ne Me Quite Pas (Jacques Brel), Lanterna dos Afogados (Herbet Vianna), e Baba (Kelly Key). Quando analiso o show como um todo, não gostei. Falta direção. Maria Gadú, muito jovem, se comportava como se estivesse tocando em um bar, em um boteco. Respondia aos que perguntam alguma coisa das primeiras filas. Como as respostas eram curtas, seguidas de risadas, e não tínhamos ouvido a pergunta, quem estava mais atrás ficava boiando. Ela ria e conversava baixinho com Leandro Leo no palco, assim como com alguns músicos, ficando um hiato entre uma música e outra. Nos pouco momentos em que largou o violão e cantou de pé, sua postura me lembrou muito a de Cássia Eller no início de carreira. De qualquer forma, como é a queridinha da vez, o público aplaudia e ria de tudo o que ela fazia no palco. Espero que com uma direção em seus shows, ela possa concentrar naquilo que sabe fazer, cantar e muito bem. Ao final, quando apresentava a banda (diga-se de passagem, ela fez a apresentação da banda por duas longas vezes), ao dizer o nome do responsável pela percussão, ela contou que seria madrinha da filha dele e que não se responsabilizava se a menina começasse a fumar aos treze anos. Ele ameaçou repensar o convite. Logo, Gadú emendou que não poderia fazer isto, pois convite feito, convite aceito. Além disto já tinha comprado brinquedinhos para a garota: dois carrinhos e uma bola. As mulheres que amam mulheres  presentes gritaram em êxtase. As órfãs de Cássia Eller estão contentes, pois já acharam sua substituta.

3 comentários:

  1. Léo, sabe me dizer se Maria Gadú passará por aqui? No blog dela não encontrei a agenda de shows para os próximos meses. Grd abraço

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  2. Laerte,

    Sei apenas que ela é uma das convidadas de Vanessa da Mata em show em BH. Acho que no dia 20/04. Vou ver o show aqui em Brasília, mas as convidadas daqui são Maryana Aydar e Fernanda Takai.

    Abraços.

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