Pesquisar este blog

domingo, 25 de abril de 2010

NEW YORK - DIA 1


Eu e Ric saímos de casa na sexta-feira, dia 23 de abril, por volta de 17 horas em direção ao aeroporto de Brasília. Pedimos um táxi pelo telefone, daqueles que dão desconto de 30% no valor da corrida. Os carros não são um primor de limpeza, mas o custo benefício é positivo. A corrida ficou em R$ 30,00. As filas para o check in da TAM estavam enormes, mesmo na posição do fidelidade vermelho. Demoramos cerca de quarenta minutos esperando para despachar as bagagens direto para New York e pegar nossos cartões de embarque. O avião saiu com apenas dez minutos de atraso, mas pousou em Guarulhos, aeroporto de nossa conexão, no horário marcado. Tivemos que sair e retornar para a sala de embarque, pois tínhamos que passar pela imigração. Quando entramos, fui direto para o portão 9, indicado em nosso cartão de embarque, pois os assentos que eu havia reservado e confirmado por telefone dois dias antes da viagem foram trocados no check in. A desculpa utilizada foi a de sempre, ou seja, o sistema havia caído e não havia como manter os assentos marcados. Mas como a atendente me disse que estávamos em uma poltrona no corredor e na imediatamente ao lado, achei melhor não continuar com a reclamação. Fomos para a fila de embarque e ligamos para nossos amigos de Belo Horizonte, companheiros de nossas férias. Eles tinham acabado de chegar na sala de embarque. Encontramo-nos ainda na fila, mas como são finos, embarcaram primeiro, já que viajavam na classe executiva. O avião tinha poucas poltronas vazias. Houve um atraso de quarenta e cinco minutos para o avião decolar. Creio que são os procedimentos de segurança, com muitas revistas, inclusive na ponte de embarque. O voo foi tranquilo, sem nenhuma turbulência. Consegui dormir um pouco, e nas horas em que fiquei acordado, li os jornais antigos que havia levado. Pousamos em New York, aeroporto JFK, às 08:15 horas, horário local. Não havia fila na imigração. Eu e Ric fomos juntos para o mesmo guichê. O atendente perguntou nosso grau de parentesco e eu disse que éramos um casal. Espantado, ele perguntou se éramos casados e eu disse que sim. Não houve mais perguntas. Apenas as coisas de rotina, como digitais dos dedos da mão direita, pose para a foto e carimbo no passaporte. Hora de esperar as malas, o que demorou uns vinte minutos. O próximo passo foi entregar o formulário da alfândega, onde nenhum de nós quatro foi parado para checagem das malas. Na saída, havia uma brasileira nos esperando. Era cortesia da TAM para quem viaja de executiva. Nossos amigos solicitaram junto à TAM levar eu e Ric como convidados. A cia aérea aceitou e o carro era grande. A motorista foi muito simpática. É carioca e mora em New York há dez anos. O dia estava lindo, com céu azul e sol brilhando, com os termômetros marcando 10 graus centígrados. No trajeto, ela foi falando sobre os prédios e locais de interesse, além de fazer propaganda dos serviços da empresa para a qual trabalha, Albatroz. Chegamos no hotel por volta de 10 horas da manhã, bem no coração da Times Square, ou seja, no bochicho. Nosso hotel é o Renassaince New York Times Square (714, Seventh Avenue). Fomos atendidos rapidamente, mas não haviam quartos disponíveis. O check in é garantido a partir de 16 horas. Guardaram nossa bagagem e fomos andar para conhecer a região. Um frio gostoso estava fazendo na manhã de sábado. Andamos pelas ruas nas imediações do hotel. É uma sucessão sem fim de teatros com letreiros gigantes anunciando suas atrações. Os três musicais para os quais compramos ingressos estão em teatros muito próximos do nosso hotel. Paramos para comer alguma coisa em uma espécie de lanchonete, a Pax Wholesome Food (225 W 42 Street). O lanche foi rápido. Comi um sanduíche de frango com alface em um pão tostado, bebendo um suco de cranberry. Continuamos nossa caminhada de volta para o hotel, quando nos deparamos com a bilheteria central de todos os espetáculos em cartaz na cidade. Ali vimos que fomos felizes em comprar os ingressos pela internet, mesmo pagando taxas de administração, pois as filas são intermináveis. Perde-se muito tempo nestas filas. De volta ao Renaissance, o quarto de nossos amigos estava liberado. Levamos todas as malas para o mesmo quarto e aguardamos o meu quarto ficar livre, o que aconteceu cerca de meia hora depois. Ficamos todos no mesmo andar, o vigésimo primeiro. O meu quarto fica de frente para a rua de entrada do hotel, de onde posso ver vários dos enormes painéis luminosos, característica principal da Times Square. Desfizemos as malas, tomei um banho relaxante e saímos novamente, desta vez para conhecer a famosa Quinta Avenida. No caminho, paramos no Rockfeller Center para algumas fotos. Depois visitamos o interior da Saint Patrick Cathedral. Imponente, com vitrais bonitos, mas nada de empolgante. Quando chegamos na 5th Avenue, muitos turistas e muitas lojas de todas as grifes, joalherias e lojas de departamentos chiques. Com calma, víamos todas as vitrines. Na vitrine de uma das lojas Diesel, acontecia uma performance, na qual um casal em roupas de banho nadava em uma piscina de bolinhas em tons de azul com um adesivo na testa onde se lia Be Stupid, a nova campanha da marca. Muita gente tirava foto do casal estúpido. Fiquei com uma pergunta na cabeça. Quem era mais estúpido: o casal ou quem parava para vê-los? Fomos embora. Com a fome apertando, entramos no complexo comercial Trump, onde paramos no Obika Mozzarella Bar (590, Madison Avenue) para tomar uma coca cola e comer um novo sanduíche, desta vez de mussarela e tomates frescos. A sensação que tive era que todos os sanduíches da cidade eram muito bons. Seguimos em frente, tirando fotos e conhecendo as famosas avenidas e ruas da região. Paramos em frente ao hotel Waldorf Astoria. Entramos para conhecer o lobby e tiramos algumas fotos, especialmente de um relógio do final do século XIX que ornamenta a recepção. De lá, seguimos para a loja de eletrônicos Best Buy, mas não comprei nada, pois queria adquirir um binóculo, objeto que não era vendido naquela loja. Seguimos caminhando, parando para tomar um refresco na Au Bon Pain, onde todos tomaram sopa, menos eu. Com a energia renovada, decidimos ir na maior loja de departamentos do mundo, a Macy's. No caminho, paramos na Data Vision (445 Fifth Avenue) uma loja especializada em computadores, onde comprei um mouse bluetooth Vaio para meu notebook (U$ 70), um HD externo WD de 1 tera de memória (U$ 170) e uma capa para este HD (U$ 15). Fomos para a Macy's (Herald Square - 151, W 34th Street). O cansaço já estava tomando conta dos nossos corpos. A loja é muito grande. Só comprei um guarda-chuva, pois esqueci o meu no Brasil e a previsão era de chuva o dia inteiro do domingo, pelo qual paguei U$ 25. Ainda paramos na Walgreens (1471 Broadway), uma espécie de farmácia, onde se acha de tudo que necessitamos em viagens. Comprei água mineral, barras de cereal e refrigerantes. Chegamos no hotel exaustos. Cheguei a dormir um pouco, depois de um bom banho quente. Eu, Ric e Ewerton ainda achamos forças para sair e jantar, enquanto César ficou no quarto. Como estávamos cansados, não quisemos andar muito. Só atravessamos a rua para sentar na única mesa disponível do TGI Friday's (1552 Broadway). Mas antes de entrar no restaurante, presenciamos uma cena inusitada: um casal de noivos, estando a noiva de costas de fora num frio de nove graus, tirava fotos em plena Times Square, onde também estavam as madrinhas, todas de roupas iguais. Os turistas se aglomeravam  para tirar fotos, o que fizemos também. No Friday's, pedi uma chicken caesar salad, prato leve e saboroso para um fim de noite. Quando eram perto de 23 horas, as ruas ficaram entupidas de gente, pois este é o horário em que as peças e musicais terminam e todos saem para esticar a noite em bares, restaurantes e afins. Quando deixamos o restaurante, chovia, anunciando que o domingo seria chuvoso e mais frio. Hora de dormir. Na cama me perguntei silenciosamente porque demorei tanto tempo para conhecer esta magnífica cidade. 

4 comentários:

  1. Noel,
    Nunca imaginei que você não conhecesse Nova York.
    Para mim era batata! rsrs
    bjs

    ResponderExcluir
  2. Quanta coisa vcs fizeram logo no primeiro dia, Léo! Eu fiquei quase que uma tarde inteira na Macy's, comprando, comprando, comprando. Você sabia que há uma quarta-feira do mês que os descontos são de quase 50%? Procure saber. Foi assim que comprei um relógio. Foi um funcionário da Macy's Miami que me falou, e resolvi para comprar na quarta-feira certa. Ah, e não se esqueça de levar o passaporte para as compras, pois há descontos para turistas.
    Bom proveito!

    ResponderExcluir
  3. Pek,

    Pois é, por isso fico me perguntando porque demorei tanto tempo para conhecer esta maravilhosa cidade...

    Bjs.

    ResponderExcluir
  4. Laerte,

    Os nossos dias tem sido puxados. Estamos gostando muito da viagem. Obrigado pelas dicas.

    Abraços

    ResponderExcluir