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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

CARIOCA DA GEMA

Desde que decidi passar o final de semana no Rio de Janeiro, chamei a viagem de "Samba e Gastronomia". Assim, após passar por três distintos redutos da gastronomia carioca: Café Lamas, Bar Picote e Restaurante Roberta Sudbrack, todos na sexta-feira, dia 18 de outubro, era chegada a vez da outra vertente da viagem, o samba. O cantor e compositor Edu Krieger, sobrinho de Rose, nos indicou a noite da Lapa como o melhor para apreciarmos uma boa música, citando o Carioca da Gema como uma das atrações. Naquela noite, Teresa Cristina se apresentaria por lá. Com este atrativo excelente, o Carioca da Gema foi nossa escolha natural. Eu e Karina, após uma estada por quase três horas no Roberta Sudbrack, pegamos um táxi na porta do restaurante em direção à Lapa, parando na porta da casa indicada por Edu. Pelo trajeto, pagamos R$ 30,00. A Lapa estava lotada, com trânsito engarrafado, muita gente comendo e bebendo nas barracas montadas na região, especialmente perto dos Arcos da Lapa. Descemos do táxi e entramos direto no Carioca da Gema, nos identificando na portaria, pegando a comanda individual para a marcação de consumo, onde já estava estampado o preço do couvert artístico daquela noite: R$ 38,00. O bar funciona em uma casa antiga, com pé direito alto, um mezanino, e um segundo piso cujo acesso do público não é permitido. Além do ambiente interno, atrás da casa fica uma pequena varanda com algumas mesas e um bar, bem como os banheiros. Nas paredes há muitas fotos de sambistas, o que não deixa dúvida quanto à vocação da casa: o samba. Quando entramos, Teresa Cristina tinha acabado de começar sua apresentação. O relógio marcava meia noite. O local estava lotado, mas havia como dançar, mesmo que apertadinho. A galera era majoritariamente de trintões, quarentões e cinquentões. A maioria com garrafas de cerveja na mão e samba no pé. Teresa Cristina cantou músicas não só do seu repertório, como também clássicos do samba. Cito Cartola, Paulinho da Viola e Silas de Oliveira como exemplo dos grandes compositores da música brasileira que ela interpretou durante seu longo show. Quase ao final da primeira etapa do show, Edu Krieger chegou e nos fez companhia. No intervalo, ele apresentou Teresa Cristina para nós. Muito simpática, atendia a todos os pedidos dos presentes para tirar uma foto com ela. Um senhor me abordou, me entregando seu celular, solicitando-me que tirasse uma foto dele com a cantora. Ele custou a ficar em posição, enquanto eu ficava lá plantado com o celular alheio em minhas mãos. Acabei por tirar a foto para ele. Enquanto rolava o intervalo, sambas diversos saíam das caixas de som. Fomos para os fundos da casa, tomar um ar fresco. Karina aproveitou para beber o drinque Zé Carioca, que ela tinha provado e gostado da outra vez que lá estivera, mas não lembrava do que era feito. Só tinha a certeza de que tinha cachaça e era doce. Eu fiquei só na água, enquanto Edu e um amigo, neto de Silas de Oliveira, bebiam cerveja. O tal amigo me alugou por um bom tempo, mas como eu não dava muito bola para o que ele falava, desistiu e foi tentar outra freguesia: um dos garçons da casa. Quando começou a segunda parte do show, voltamos para a frente do pequeno palco, onde Teresa Cristina era acompanhada por ótimos músicos. Mais um delicioso set de sambas que não deixavam ninguém ficar parado. Terminada esta segunda parte, Edu se despediu da gente, pois iria para uma festa eletrônica ali mesmo na Lapa, mostrando que o bairro tem vocação musical, sem distinção de ritmo. Eu e Karina ficamos mais um pouco. Teresa voltou para o palco para mais uma rodada de sambas. O sono bateu forte. Eram mais de três horas da madrugada. Hora de pagar nossa conta e voltarmos para o hotel. Não havia fila no caixa. Acertamos, recebemos o tíquete de saída, pegamos um táxi credenciado pela casa na porta, retornando ao Hotel Argentina, no Flamengo. A corrida ficou em R$ 15,00. Entrei no quarto quase como um zumbi, cansado, mas sem vontade de dormir. Mas foi só deitar na cama e não me recordo de mais nada. Apenas que a sexta-feira, mesmo chuvosa, tinha sido bem aproveitada na Cidade Maravilhosa.

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